Documentos exigidos em uma viagem ao Sudeste Asiático

17 abril 2017

Dependendo do país que você escolher visitar, será exigido além do passaporte, a carteira internacional de vacinação  e visto.

Certificado Internacional de vacinação ou profilaxia (CIVP)

Países como a Tailândia exigem a comprovação de que você esteja imunizado contra a febre amarela.  Não adianta você levar a carteira do posto de saúde que você tomou a vacina. Você tem que ir à ANVISA  solicitar a emissão da CIVP, trazendo consigo a identidade e a carteira do posto de vacinação.

A ANVISA emite o certificado na hora. O certificado tem as informações: nome, documento de identidade, nacionalidade, a vacina, a data da vacinação e a validade, o fabricante e o número do lote da vacina.  Não custa lembrar que você só pode viajar depois que se passarem 10 dias de aplicação da vacina, período necessário para que comece a surtir o efeito.  Você pode correr o risco de ser impedido de entrar no país. Outra coisa, geralmente para quem mora em outras cidades, é mais prático tirar a CIVP no aeroporto internacional. Cuidado, verifique os horários de funcionamento da ANVISA. O atendimento não funciona 24h!  O melhor é nunca deixar nada para em cima da hora mas nem sempre isso é possível.

Solicitação de vistos para países do Sudeste Asiático

O visto é a permissão de entrada concedida por um país ao cidadão estrangeiro e varia de acordo com a duração e o objetivo da viagem (fonte: Portal Brasil).  A solicitação pode ser feita presencialmente, através de agência ou pela internet. Em regra, a maioria dos países do Sudeste Asiático exigem o visto de brasileiros.

Tipo de vistos conforme a forma de solicitação

Solicitação de visto à Embaixada no Brasil: você pode solicitar o visto pessoalmente ou pelos Correios nas embaixadas em Brasília. Não se esqueça de telefonar antes para obter informações atualizadas. Algumas embaixadas não aceitam receber a documentação exigida pelos correios (Ex.: Mianmar) e você precisará contratar um despachante. Outras aceitam sem menores problemas (Ex.: Vietnã);

Solicitação de visto à Embaixada no Exterior: boa opção para aqueles que ficarão no mínimo uns 3 dias úteis na cidade onde há a embaixada do país cujo visto queira solicitar. Ex.: Embaixada do Mianmar em Bangkok. A quantidade de dias é o período normal entre solicitação e obtenção do visto. Esta opção é interessante no caso de precisar de visto de países que não tem representação diplomática no Brasil como o Camboja e o Laos.

Visa on arrival: visto solicitado na chegada ao país. Exemplos: Camboja e Laos;

E-visa ou visto eletrônico: visto solicitado pela internet. Exemplos: Mianmar e Camboja;

Tipos de visto conforme o número de entradas no país

Visto de uma entrada: permissão para uma única viagem ao país durante o período determinado pelo agente de imigração. Por exemplo, o Camboja. Se o seu visto é de uma única entrada, ao sair do Camboja para ir a qualquer outro país e depois querer voltar ao Camboja, será necessário solicitar outro visto mesmo que não tenha expirado o prazo estipulado da primeira vez pelo agente de Imigração;

Visto de múltiplas entradas: Como o próprio nome já diz, visto para mais de uma viagem ao país. Consequentemente, este tipo de visto é mais caro que o de uma única entrada.

Observações:

  • Fique de olho e mantenha-se sempre atualizado com relação a documentação exigida para a entrada nos países. Evite ser pego de surpresa.
  • A duração do visto depende do tipo (uma entrada ou múltiplas entradas) e do país;
  • Se colocar na ponta do lápis, os vistos são caros (custo/benefício), ainda mais quando comparado aos EUA. Então, planeje direitinho a melhor forma para não gastar dinheiro à toa.
  • A Tailândia não exige o visto mas exige o certificado internacional de vacinação ou profilaxia (CIVP). Não saia do Brasil sem ela.
  • Se você escolheu o visa on arrival, traga as fotos do Brasil.

Como solicitar o visto para o Myanmar

Exige o visto de brasileiros. Você pode solicitá-lo pela internet (e-visa/visto eletrônico) ou ir pessoalmente na Embaixada do Mianmar em Brasília. Atenção: abaixe o volume antes de entrar no site!

Observações:

  • Para obter o visto é necessário dizer as datas de entrada e saída do país, em qual aeroporto você chegará e a reserva do hotel. Não adianta tirar o visto com um ano de antecedência. O visto para o Mianmar é válido por 90 dias a partir da data de emissão. A duração da viagem é de até 28 dias e é válida para uma única entrada no país (Explicando: Se for passar alguns dias por lá, ir para Tailândia e depois querer voltar para o Mianmar, sua entrada será recusada. Você terá que solicitar outro visto.)
  • Você pode solicitar o visto em Bangkok desde que tenha condições de pegar seu passaporte em 3 dias úteis após a solicitação. Não esqueça de levar fotos. Tire-as no Brasil.

Como solicitar o visto para o Camboja

Exige o visto de brasileiros. O país não tem representação diplomática no Brasil.  Você pode solicitar pela internet  ou na chegada ao país. Leve as fotos já do Brasil. O visto online te poupa alguns minutos na fila da Imigração.

Para solicitar o visto, você precisa de:

  • Passaporte tem que ter no mínimo 6 meses de validade;
  • Foto do tamanho da foto para passaporte (5 x 7 cm);
  • Dinheiro: 30 dólares, no caso de visto para uma entrada.

Se você for fazer o processo online, será cobrada a taxa de 7 dólares para pagamento em cartão de crédito.  Além dos 30 dólares do visto.

Visto Camboja

Na página oficinal Visa Cambodia estão descritos os lugares onde são emitidos os vistos no país como por exemplo, os aeroportos de Phnom Penh e Sieam Reap. Sempre recomendo consultar a página oficial. Lá estarão as informações mais atualizadas possíveis.  Já falando em fronteiras no Camboja. Se estiver chegando no Camboja por terra, leia sobre problemas de corrupção na fronteira do país. Há várias histórias na internet.

 

Minha experiência ao solicitar o visto para o Myanmar e o Camboja

Para ambos os países, tentei o e-visa. O processo é simples e rápido. Só não tive sorte ao solicitar o e-visa para o Mianmar. Por razões que a tecnologia desconhece, o meu cartão de crédito não foi aceito pelo sistema. Tentei inúmeras vezes com cartões diferentes mas não teve jeito. Tentei até com o cartão de crédito de amigos e não funcionou. O que eu fiz? Liguei para a Embaixada do Mianmar em Brasília. Eles não recebem o passaporte via Correios. Ou você vai pessoalmente ou contrata os serviços de um despachante. Eu fiz pela Rarotur e deu tudo certo. O custo de SEDEX, taxa da agência e do visto, saiu mais caro que o visto eletrônico mas no meu caso, não tinha muito o que fazer. Todo o processo durou uma semana, se não me falha a memória. Eu fiz a solicitação, faltando 5 semanas para a viagem. Eu entraria no Mianmar dia 8 de abril. O visto foi emitido dia 7 de março e a minha solicitação foi uma semana antes.

Havia a possibilidade de eu solicitar o visto na embaixada em Bangkok mas eu teria que ter ao menos uns 3 dias na capital tailandesa para o processo de solicitação e obtenção do visto. Eu não tinha este tempo porque ficaria apenas um dia em Bangkok no dia seguinte já estar no Mianmar. Então, realmente a minha única chance era a embaixada em Brasília. Eu já estava com todas as passagens aéreas compradas, hotel pago (foi o modo que eu encontrei para fugir do dólar galopante – mais de R$ 4!). Por estar como este roteiro fechadinho, não tive opção. Mas se eu tivesse tirado em Bangkok – minha primeira parada, teria sido mais barato.

Já o do Camboja, não tive problema algum. Fiz todo o processo online. Imprimi as folhas e levei para a Imigração. Fiquei muito satisfeita de não ter pego a grande fila para o visa on arrival.

 

Cartões de crédito internacionais para pagamento de vistos eletrônicos

Para pagar o visto eletrônico ou até para comprar as passagens aéreas de companhias asiáticas, os cartões de crédito devem ter a tecnologia 3D Secure, que a grosso modo é uma autenticação adicional que torna as compras online mais seguras. Para cartões com bandeira VISA, este serviço chama-se  “Verified by VISA”. Se for cartão Mastercard, chama-se Secure Code.  Acredito que todos os cartões emitidos por bancos brasileiros ofereçam o 3D Secure.

Por experiência, eu sempre tenho algum problema com o Verified by Visa. No caso do visto do Myanmar não teve jeito. Falei com vários atendentes do Santander, o cartão estava desbloqueado mas não consegui. Tentei com cartão de crédito de amigos (de bancos diferentes) e não deu certo. Aí, resolvi contratar os serviços de uma agência.

Como é uma compra online com o Verified by Visa?

Na página de pagamento, você preenche os dados que estão no cartão de crédito, inclusive os 3 números que estão no verso do cartão.   Ao clicar em OK ou Continue, você é direcionado para uma página. No caso de cartão Santander, a página é até parecida com a do Internet Banking. Nesta página você pode novamente ter que digitar o número de 3 dígitos no verso do cartão além do código de SMS Token enviado ao celular ou a senha do Internet Banking ou uma posição do cartão de segurança online ou a senha do cartão.  Se der problema, não fique tentando várias vezes. Ligue para o banco e pergunte. No meu caso, só na 3a. vez consegui ser atendida por uma funcionária que sabia com propriedade sobre o Verified by Visa.  No caso do visto do Myanmar devia ser um problema da página mas para compra das passagens aéreas, esta atendente resolveu meus problemas.


Planejamento Sudeste Asiático: quando ir

17 abril 2017

Planejar uma viagem ao Sudeste Asiático não é só pensar na cultura diferente da nossa nem na distância a ser percorrida.  O clima é um fator muito importante a ser considerado.  No geral, são as estações dividem-se em: a seca, a melhor época para visitar o Sudeste Asiático, e a chuvosa, onde o clima é quente e úmido, com a presença de chuvas.  Estes períodos são chamados de monções.

As monções asiáticas

As monções são um fenômeno onde ventos sazonais que ora levam ar seco do continente para o oceano (inverno) e ora levam ar úmido do oceano para o continente (verão).  Na estação chuvosa ocorrem as chuvas torrenciais. Não é qualquer chuvinha. São tempestades, muitas vezes responsáveis por inundações e deslizamentos de terra.  Nos últimos anos, as Filipinas têm sofrido com a presença de tufões.   Não é à toa que o período de seca é a alta temporada.  É possível se precaver, por mais que digam que o tempo é imprevisível. A melhor época para ir depende do país e às vezes dentro de um mesmo país, há diferentes períodos das monções.

Quando ir à Tailândia

Com o mapa fica mais fácil explicar:

Mapa Tailândia

Fonte: Freshideen

O país tem duas costas banhadas por mares diferentes (Costa Oeste – Mar de Andaman. Costa Leste – Golfo da Tailândia). Cada uma tem a melhor época para ir.  Se quiser conhecer as praias e ilhas do Mar de Andaman (Ko Phi phi, Ko Lipe e Railay Beach), vá entre os meses de novembro a abril.  Nos meses de março e abril, o calor é muito forte e desconfortável (eu sou do Rio, estou acostumada com calor!). Então, se puder, escolha ir entre dezembro e fevereiro. Lado ruim: tudo estará mais caro pois é altíssima temporada.  Caso queira ir nas ilhas do Golfo da Tailândia (Koh Samui, Koh Phagnam e Koh Tao), vá entre maio a agosto.

__Pat, mas eu só tenho maio para ir e queria tanto conhecer Phi Phi!

Então vá! Eu fui no final de abril e peguei dias ótimos, meu único senão é o calor. Não voltaria para lá no mês de abril.

Quando ir ao Camboja

De outubro até o início de maio. Melhor época:  novembro a fevereiro.  Abril e maio são meses de forte calor.  A partir de meados de maio e até o final de setembro/início de outubro é o período das monções.

Quando ir ao Myanmar

O período de monções se estende de maio a outubro. A melhor época para ir é entre os meses de novembro e fevereiro.  De março a maio o calor é muito forte na região central do país onde localizam-se Bagan e Mandalay.

Se pretende ir para estes 3 países, tente ir entre novembro e fevereiro. Eu fui em abril e o calor é insuportável (eu moro no Rio de Janeiro). Em Railay Beach, fazia muito calor. A única ideia para aplacar o calor em uma praia, é entrar na água. Ledo engano. A gente pensava que ao entrar na água ia se refrescar mas até a água do mar estava quente! Em Siem Reap, os passeios aos templos tiveram que ser divididos em manhã até às 11:00 e à tarde, depois das 14:00 para que evitar ao máximo o sol.  No Myanmar e no Camboja, uma espécie de neblina no ar. Nem quis fazer o passeio de balão em Bagan por conta daquela visão meio embaçada da paisagem (não estou com problemas de visão, hein!). Então, se você sofre com o calor, um conselho que dou de coração é evitar visitar estes países durante o mês de abril.

Comemorações do Ano Novo Budista

Somado a isso, tive que alterar o meu roteiro no Mianmar porque eu não havia lido sobre o que acontece no país durante as festividades de Ano Novo Budista. Mais conhecida pelos turistas como Water Festival, também acontecem no Laos (Bun Pi Mai), na Tailândia (Songrak) e no Camboja (Chol Chnam Thmey). Eu achava que era um simples feriado de ano novo mas no Mianmar a coisa é séria: os ônibus não circulam (somente trens e aviões) e muitas atrações ficam fechadas. Acabei mudando o roteiro e consequentemente, gastando mais dinheiro pois tive que comprar uma passagem aérea em cima da hora.

Se você quiser participar da festa, é melhor ficar por ali mesmo. Em Mandalay, são montados vários palcos ao redor do quarteirão do Royal Palace. No meu caso, preferi ir para Bangkok porque não queria entrar na brincadeira. Queria conhecer os lugares. Como na Tailândia, o rei reduziu os dias de festividade de 4 para 2 dias, foi pra lá que eu voltei, o que rendeu uma boa história para a seção Perrengues de viagem.

Resumindo, antes de sair correndo para pegar o cartão de crédito e comprar a passagem aérea em uma promoção imperdível, verifique se está indo na época certa.   Pesquise bastante para não se decepcionar ao chegar na praia ver um cenário que não tem nada a ver com paraíso e ter passeios sonhados cancelados devido ao mau tempo.


Erros e acertos do roteiro planejado ao Sudeste Asiático

15 abril 2017

Este foi o roteiro planejado para a minha viagem ao Sudeste Asiático em abril de 2016:

01-roteiro-planejado

O que eu mudaria no roteiro?

  • Não viajaria no mês de abril, devido ao forte calor na região. Para quem sofre com o calor como eu, fica muito difícil passar o dia inteiro explorando o lugar. À tarde, a vontade que dá é ficar no ar condicionado do hotel. O calor é um fator que limitará o seu planejamento ao longo do dia;
  • Começaria a viagem pela Tailândia em seguida o Camboja e por último o Mianmar. O motivo? adaptação gradativa aos costumes orientais;
  • Passaria mais dias em Ko Phi Phi. Não iria para Koh Tao. Eu já havia visto imagens sobre o lugar e já tinha achado o lugar lindíssimo. Imagina que in loco é muito mais bonito que nas fotos. Que mar incrível!  E eu só tinha reservado poucos dias!  Eu fiz o tal passeio para Maya Bay e deixei o dia seguinte reservado para conhecer Ko Phi Phi. Só que eu voltei quebrada do passeio (estou velha!). Acabei ficando no hotel dormindo para recuperar o sono. Na próxima manhã, partiria para Koh Tao.  Que nem gostei tanto.  Entenda, não que Koh Tao não seja legal mas eu fiquei com muitas saudades de Ko Phi Phi. Olha que vários turistas estrangeiros que eu conheci não gostaram de Phi Phi porque acharam bem turístico. Realmente o é.  Quem disse que eu me importei? Imagina com um mar daqueles, a única coisa que eu pensava era em ficar horas por ali sem fazer nada, só contemplando.
  • Não visitaria o Mianmar durante as festividades do ano novo budista. Mais um fator “contra” ao ir no mês de abril.  Em todos os países há a comemoração do Ano Novo budista, mas no Mianmar a coisa é séria, não há transporte terrestre e você pode ficar preso na cidade durante as festividades que duram alguns dias. Eu, que não sou viajante de primeira viagem, não levei isto em consideração, não pesquisei a fundo e tive que alterar meu roteiro.
  • Se tivesse mais dias, faria o stop-over nos Emirados Árabes, porque o voo desde o Brasil é cansativo (14 horas e meia de duração!). Eu viajei sozinha e apesar de querer sim conhecer Dubai um dia, não tive coragem nem dinheiro. Não ter feito o stop-over pesou muito na minha adaptação ao fuso horário.

Há outras dicas que eu considero importante na hora de planejar seu roteiro:

  • Não subestime o jetlag: a viagem do Brasil para o Sudeste Asiático é longa, como todos já sabem. Existe algo chamado jetlag que as pessoas sabem o que é mas sempre esquecem de levar em consideração. Planeje ao menos um dia para descansar. Cada pessoa reage de um jeito mas eu só comecei a me adaptar ao horário local no terceiro dia.
  • Não emende um voo seguido daquele que você veio do Brasil: Se o seu voo atrasar, você está em apuros. Viaje no dia seguinte. Você descansa e ainda tem umas horas como precaução para imprevistos. Agora, se você está chegando em Bangkok, é a sua primeira vez, eu sugiro já conhecer Bangkok para depois partir para outro destino. Era o que eu deveria ter feito.
  • Da mesma forma, esteja um dia antes na cidade de onde partirá o voo de volta para o Brasil: eu não fiz isso e fiquei rezando para tudo dar certo. Se o aeroporto de Koh Samui fechasse, eu ainda tinha algumas horas para tentar chegar em Bangkok por outro meio mas isso seria bem estressante. Então, se o seu voo de volta para o Brasil sair de Bangkok, esteja em Bangkok um dia antes.
  • Se gosta de comprar lembrancinhas, planeje estar em Bangkok no final de semana para ir ao Mercado Chatuchak: Bons preços, uma infinidade de artigos e metrô na “porta”. É o melhor de todos. Nem se compara ao MBK Shopping.

Por último, o que eu tenho a dizer é que se você tem medo de ir ao Sudeste Asiático por causa da comida e por causa dos costumes, fique tranquilo. Não existe pessoa mais fresca do que eu para comer e eu não passei nenhum aperto.  Conforme eu disse antes, para uma primeira vez, comece pela Tailândia. Estude os costumes e vá! Voltarão apaixonados pelos lugares e pelas pessoas, como eu fiquei e acredito que todos fiquem.  A vontade era ter ido novamente ao Sudeste Asiático este ano mas a África estava me chamando e é pra lá que vou em 2017 mas isso é outro assunto.


Planejando a viagem ao Sudeste Asiático: o roteiro

10 setembro 2016

O Sudeste Asiático

Decidir quais os países a conhecer foi quase tão difícil quanto escolher os destinos do mochilão para a Europa. Há muitos lugares a se conhecer para tão pouco tempo!

Mapa do Sudeste da Ásia
Mapa Sudeste Asiático. Fonte: Mapsof.me

Então, a primeira coisa a termos em mente é não querer abraçar o mundo inteiro.  Eu tinha no máximo uns 30 dias  e não queria fazer algo como “sete países em 30 dias”. Particularmente, acho que ficaria a sensação de ter passado pelos lugares.  Então, como esboçar um roteiro?  Eu comecei a ler relatos de viagem  e fiz a lista de coisas que gostaria de ver, fazer e experimentar. Nas minhas viagens, eu sempre procuro mesclar praia, história e uma dose (moderada) de aventura. Veja só a minha lista de coisas que gostaria de conhecer no Sudeste Asiático:

  • Lagartear nas paradisíacas praias tailandesas;
  • Estar em Maya Bay sem a multidão de turistas, contratando o passeio Maya Bay Sleepaboard;
  • Passear de balão em Bagan, Mianmar;
  • Conhecer os templos em Angkor Wat, no Camboja.
  • Conhecer Ubud e os campos de arroz em Bali;
  • Conhecer Halong bay, Vietnã fazendo um cruzeiro de 2 dias;
  • Conhecer as ilhas Gili, Indonésia;
  • Fazer um city tour de moto no Vietnã: Ho Chi Minh (Saigon) ou Hanói;
  • Ter uma aula de culinária local ou fazer um tour gastronômico como por exemplo o de Hanói, Siem Reap ou Chiang Mai;
  • Passar um dia cuidando dos elefantes no Patara Elephant Park, em Chiang Mai.
  • Conhecer as cachoeiras Kuang Si e Tad Sae, no Laos;
  • Lagartear nas praias filipinas;

O roteiro planejado

O roteiro escolhido foi Myanmar, Tailândia e Camboja.  Primeiro, contato com o país que tem a cultura menos ocidentalizada (o Myanmar), depois a movimentada Bangkok, Siem Reap e os templos de Angkor para depois descansar nas praias tailandesas.  Sempre tento nas minhas viagens deixar o que eu imagino ser o melhor por último (eu gosto de praias). Também levo em consideração, em se tratando de viagens longas, relaxar nos últimos dias de viagem.

Eu fiz dezenas de roteiros até chegar ao roteiro final. Simulei trechos aéreos (importante para quem tem pouco tempo para conhecer tanta coisa!) e peguei a minha listinha e coloquei em ordem de prioridade e também pensei em outros roteiros para uma próxima viagem.  Como eu não tinha tempo nem dinheiro para conhecer tudo isto, eu cortei o Laos, a Indonésia (Bali) e o Vietnã. As passagens para o Laos são mais caras. Entre Vietnã e o Mianmar, preferi o último por ser o menos ocidentalizado.  Já Bali, penso em visitar numa viagem em conjugada com as Filipinas.

Os 30 dias da viagem foram divididos assim:

Voo Rio de Janeiro-Bangkok (ida-e-volta): 3 dias;
Mandalay, Myanmar: 1 dia inteiro;
Bagan, Myanmar: 3 dias inteiros;
Lago Inle, Myanmar: 2 dias inteiros;
Yangon, Myanmar: 2 dias inteiros;
Bangkok, Tailândia: 2 dias inteiros;
Siem Reap, Camboja: 2 dias inteiros;
Railay Beach, Tailândia: 2 dias inteiros;
Ko Phi Phi, Tailândia: 2 dias inteiros;
Ko Tao, Tailândia: 3 dias inteiros.
Dias de deslocamento: 8 dias;

 
01-roteiro-planejado

 

Ao planejar seu roteiro, lembre-se:

  • Não existe voo direto do Brasil para nenhum país do Sudeste Asiático. É muito chão! Existem muitas possibilidades de chegar até lá: ir pela Europa ou África ou pelo Oriente Médio.  Já de antemão eu falo: prepare-se para ficar sentado na poltrona do avião por horas.  Particularmente, eu preferi ir pelo Oriente Médio – por ser um pouco mais rápido e por haver a possibilidade de um stop-over em um país que não conheci.
  • Leia sobre os golpes nas fronteiras terrestres: ao pesquisar sobre os países você lerá sobre vários golpes aplicados na fronteira, principalmente entre Tailândia e Camboja. São oficiais solicitando uma propina para você ter o carimbo no passaporte. Um meio de evitar isso é indo de avião;
  • Pesquise sobre o clima: Eu fui no mês de abril e achei o calor no Mianmar e no Camboja insuportáveis. Eu já sabia que viajaria sob forte calor mas eu achei que tiraria de letra por morar no Rio. Não se enganem! Eu fico vendo as minhas fotos. Na maior parte delas, eu estou toda suada! O que mais me afetou foi o clima no Mianmar. Eu não tinha vontade de sair do ar condicionado do hotel (mas eu saí hein!) e apareceram bolhas na sola dos meus pés ao pisar no chão quente dos templos budistas. Eu sei que se conselho fosse bom, a gente vendia mas eu darei o meu assim mesmo: não vá no mês de abril para Tailândia, Camboja e Mianmar. Escolha ir entre novembro e fevereiro. É alta temporada, estará tudo cheio mas ó… aposto que deve ser bem mais agradável que ir em abril. Este foi um dos dois grandes pecados do meu roteiro. Em abril,  melhor ir para Indonésia. É o que dizem!
  • Por falar em clima, saiba o que são as monções asiáticas e o período em que elas ocorrem.
  • Saiba quais são os feriados e seus impactos em cada país. Este foi o meu segundo erro. Durante o mês de abril, há as comemorações do Ano Novo budista. Isso eu já sabia e até coloquei na minha planilha. Li que são quatro dias de comemorações, há todo um significado mas os festeiros dirão que é o período que as pessoas brincam de jogar água uma nas outras. Por isso, o período é conhecido em inglês como water festival.
  • É necessário visto para entrar em alguns países. Tailândia, Cingapura, Malásia não exigem visto de turistas brasileiros. Já Camboja, Vietnã, Mianmar e Indonésia, por exemplo, exigem o documento. O visto para estes países é diferente do visto para os EUA, por exemplo. Alguns países só permitem a entrada uma única vez no país durante o período permitido, como o Mianmar. Em outros, você tira o visto na chegada ao aeroporto (Camboja e Indonésia). Em alguns, você consegue preencher o formulário de permissão de entrada pela internet (Camboja e Mianmar).  Há ainda aqueles em que você só conseguirá o visto indo em alguma embaixada ou consulado (Vietnã). Tem país que só aceita a entrada por via aérea (Mianmar). Vale lembrar que o visto não é de graça nem tampouco barato.
  • Se é a sua primeira vez pelo Sudeste Asiático, eu recomendo muito começar pela Tailândia. Eu acho que é o país mais adequado para fazer a passagem para o Oriente, será mais fácil a adaptação pois o país é mais bem estruturado para o Turismo do que os demais. Eu acabei não seguindo o meu próprio conselho e fui para o Mianmar.  Como eu fui no mês de abril e o passeio de balão só era possível até o dia 15 de abril, planejei chegar em Bangkok, descansar e no dia seguinte partir para o Mianmar, onde ficaria por volta de uma semana. Depois, Bangkok, Siem Reap (Camboja) e depois mais de uma semana de praias.

 

Saiba mais sobre o planejamento da viagem ao Sudeste Asiático

Planejando a viagem ao Sudeste Asiático

Planejando a viagem ao Sudeste Asiático: erros e acertos do roteiro 

Planejando a viagem ao Sudeste Asiático: quando ir

Planejando a viagem ao Sudeste Asiático: documentos necessários

Planejando a viagem ao Sudeste Asiático: os deslocamentos

 

 


Planejando a viagem ao Sudeste Asiático

9 junho 2016

Eu sei que eu deveria continuar escrevendo sobre Cuba mas a vontade de escrever sobre a viagem das férias é muito maior. Passei quase um mês visitando o Sudeste Asiático, mais precisamente o Mianmar, a Tailândia e o Camboja.  Povos acolhedores com culturas e costumes tão diferentes dos nossos. O respeito à religião, as paisagens, os templos, etc. Foi uma experiência extremamente enriquecedora.

Por que a Ásia?

Eu não estava muito certa onde eu queria ir. Havia pensado no México, na Patagônia e por fim, estava com duas opções: um mochilão pela América Central (do Panamá até Belize) e  uma viagem para Tailândia, Vietnã e Camboja. Com o alto valor do dólar, lógico que o custo da viagem era o que mais pesaria na decisão. Nas minhas pesquisas, não havia muita diferença no orçamento para as duas viagens. Explico: a passagem para a Ásia é mais cara porém o custo de vida lá é mais baixo, por isso acho que acaba ficando um pouco equilibrado.  Nos últimos anos, tenho viajado com frequência pela América Latina e não posso negar que prefiro ir para estes países, principalmente por causa da facilidade do idioma e de já saber lidar com as malandragens dores e as delícias de estar em um país latino. Contra a Ásia, pesava o receio de ir para um lugar distante e com cultura tão diferente da nossa. Alguns também diriam que a comida também é um empecilho (durante a viagem, pude confirmar que o medo é infundado).

Com o surgimento de uma promoção da Emirates (que nem foi tão promoção, assim comparada com as várias que pipocaram nas últimas semanas) e o incentivo de um colega do trabalho que havia visitado e gostado muito de ter conhecido a Tailândia no ano passado (Obrigada, Felipe!), tomei coragem e comprei as passagens e do roteiro inicial, retirei o Vietnã e coloquei o Mianmar. Posso adiantar que foi a melhor viagem que fiz na vida.   O melhor tudo não foi a beleza das praias tailandesas nem a imponência dos templos de Angkor; muito menos o céu repleto de balões em Bagan. O melhor de tudo foi conhecer as pessoas e aprender algo com elas.  Difícil não se apaixonar pela Ásia!

O melhor da viagem

 Grand Palace

Grand Palace

Grand Palace

O Grande Palácio Real é um complexo de edificações que no passado foi a residência oficial dos reis da Tailândia. Grande parte está aberta ao público, incluído o Wat Phra Kaew (Templo do Buda Esmeralda). Majestoso!

Os templos de Bagan

Entre os séculos XII e XII, Bagan foi a capital da Birmânia (hoje, Mianmar) e importante centro religioso e cultural.  A cidade possui mais de 3.000 templos! Para conhecer alguns deles, basta alugar uma bicicleta elétrica e com auxílio de um mapa, entrar e visitar quantos desejar. No final do dia, há os templos conhecidos onde podemos subir até o topo para contemplar o pôr-do-sol. Porém, o maior espetáculo acontece nas primeiras horas do dia, durantes os meses de novembro e abril:  os balões começam a surgir nos céus de Bagan e aqueles que podem pagar pelo passeio, tem uma vista esplêndida da cidade.

Entardecer em Bagan

Bagan

Os templos de Angkor

Angkor Wat

Nos arredores de Siem Reap localiza-se o complexo de templos de Angkor, a antiga capital do império Khmerr. Ocupa uma área de aproximadamente 400m²  cercado pela floresta.  Foi “descoberto” pelos franceses, durante o período que o Camboja era colônia francesa. Considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, Angkor é o maior complexo religioso do mundo.  Seu templo mais importante, Angkor Wat, é o cartão-postal do país, aparecendo inclusive na bandeira nacional.   Um guia turístico faz toda a diferença para entender o que é Angkor. Por dois dias, conheci os principais templos com um guia em português. Aprendi bastante sobre o Hinduísmo e o Budismo.

Apreciar todos os dias o pôr-do-sol em Railay Beach

Pôr-do-sol em Railay Beach

Railay Beach é o nome de uma península que é ponto de partida de passeios para as paradisíacas ilhas da região. Além disso, tem uma praia que já vale a viagem por si só.  Ao cair da tarde, todos parecem ir rumo a praia principal,  Railay West, apreciar o belo pôr-do-sol.

Conhecer Maya bay e passar a noite em um barco ancorado por lá

Chegando em Maya Bay

Maya Bay

Maya bay é a famosa praia do filme estrelado por Leonardo di Caprio, “A Praia”. Definitivamente,  o lugar é lindo. O reflexo do sol na água e os paredões rochosos só fazem embelezá-la ainda mais.  Como todos querem conhecer “A Praia”, ela fica muvucada e isso acaba tirando a imagem de paraíso perdido. Planejei fugir da muvuca fazendo o passeio Maya bay sleep aboard. O barco chega já no final da tarde, quando a maior parte dos turistas já foi embora. À noite, nadamos com os plânctons bioluminescentes. Este foi o ápice do passeio. Todos ficaram maravilhados com a experiência!

Apreciar a vista de Ko Nang Yuan

Koh Nang Yuan - view point

Ko Nang Yuan é uma ilha tailandesa vizinha a ilha de Ko Tao.  Na maré baixa, aparece a faixa de areia que une as três ilhotas. Bom lugar para snorkel, tomar sol e apreciar a vista.

Por último, mas igualmente importante: o hábito de fazer uma boa massagem nas pernas e pés em um final de dia cansativo 😉  Isso não é luxo, é necessidade! Ainda mais com preços convidativos. É bem mais barato que no Brasil e fiz em quase todos os dias da viagem.

É sobre estes lugares, onde passei ótimos momentos, que falarei nos próximos posts, dando dicas e contando sobre as minhas impressões. Então, se estiver curioso ou se um dia pretende ir para o outro lado do mundo e tem toda a paciência do mundo para ler, senta que lá vem história!


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