16° Dia – Atendendo a pedidos

26 mai

Manhã com chuva em Londres. Com um clima destes deu preguiça de sair do albergue logo cedo. Então fui para o lounge procurar algo mais sobre a cidade. Especialmente reservei a manhã do dia de hoje para ir a alguns lugares que os amigos pediram.

Museu de Sherlock Holmes

Eu nem sabia que havia um museu sobre ele. Afinal, ele nunca passou de um personagem! Tudo o que eu sabia sobre Sherlock Holmes vinha de uma videoteca chamada “Sessão da Tarde”.

Até agora, as únicas coisas que sei de Sherlock Holmes é que seu melhor amigo chama-se Dr. Watson e a famosa frase dita por ele nos filmes “Elementar, meu caro Watson”.

Tenho vaga lembrança de ter visto uma série de desenhos animados porém não posso afirmar.

De acordo com o site que meu amigo falou, o museu de Sherlock Holmes fica na Baker Street, 221B. Metrô: Baker Street. É perto daqui.

Já na estação do metrô já tem referências ao personagem de Sir Arthur Conan Doyle:

Como eu, para não sair da rotina, fui pela saída errada do metrô e segui o caminho contrário, passeio pela estátua do Sherlock Holmes, perto da estação e perto do Madame Tussaud’s.

Voltei à estação e encontrei a Baker Street. Exatamente no número 221B encontrei um rapaz com roupa de época (policial).

Primeiro, temos que entrar na loja ao lado, onde há a venda de souvenirs e tíquetes. Tíquete pago, somos convidados a entrar na casa de Holmes.

Tudo devidamente arrumado, já na primeira sala, eu encontro com Dr. Watson. E a surpresa é que o Dr. Watson sabe falar português!

Sr. Watson é muito simpático. Apresentou o mobiliário da sala, a cadeira,o óculos de Holmes além de outros pertences. Ele me convidou para sentar na cadeira do seu amigo e a inclusive a usar o boné para tirarmos uma foto. O sr. Watson. foi extremamente gentil e sempre falou comigo em português. Ele se despediu avisando que o quarto do Holmes localiza-se no segundo andar.

O terceiro andar tem bonecos de cera representando os casos mais famosos do detetive.

Quer saber mais sobre Sherlock Holmes? Clique aqui.

Site do museu: http://www.sherlock-holmes.co.uk/holmes/portugese/

Uma confissão: Eu achei que ia ser uma “furada” esta visita mas que nada! Foi bem interessante. Ah, o museu não estava vazio, havia pessoas de todas as idades.

Abbey Road Street e os Beatles

Na mesma rua do museu Sherlock Holmes há uma loja para Beatlemaniacos. Tive a idéia de entrar lá e perguntar qual é a estação de metrô mais próxima da Abbey Road Street, a famosa rua onde os Beatles tiraram a foto para a famosa capa do disco

Acertei na mosca, a atendente já deu-me um papel com mapa e com uma breve descrição sobre a Abbey Road. Bom, isso significa que dezenas de pessoas tiveram a “brilhante” idéia que eu tive, risos.

A estação do metrô é St. John’s Wood, a uma estação da Baker Street. Chegando lá, fui tentar orientar-me pelo mapa. Mapa 10 X 0 Pat. Fiquei cinco minutos parada na calçada até entender que a rua que cruza com a Abbey Road estava a minha frente…

Creio que deve ter durado uns cinco minutos a caminhada até a famosa faixa de pedestres. Eu pensei que tivesse alguma referência, alguma placa falando sobre Beatles, sei lá. Não há. Só turistas imitando o grupo ao atravessar a rua. Muito engraçado.

Esta faixa de pedestres está bem próxima a Abbey Road Studios, estúdio onde a maior parte dos ábuns dos Beatles foram gravados.

A curiosidade é que os fãs passam por ali e deixam sua assinatura no muro.

Devo deixar minha assinatura gravada lá?

A Abbey Road Studios tem uma webcam focalizada na faixa de pedestres, em tempo real.


Hairspray

À tarde, a programação era assistir o musical “Hairspray”. Eu calculei sair do albergue uma hora antes. Mais uma vez eu me atrapalhei com os mapas e com o metrô. Faltava meia hora quando desci na estação que segundo o mapa que deram na bilheteria seria a mais próxima do teatro. Acreditam que eu me perdi? Que ódio! Não por minha causa mas por causa dos mapas! São quatro saidas do metrô, o mapa mostra apenas uma e eu como tinha 75% de chance de errar a saída, errei.

Saí correndo, procurando as ruas e nada de achar. Fiquei apavorada, pois o teatro que eu vi estava passando Chicago e quando eu o localizei no mapa estava mais longe ainda do teatro que a estação do metrô. Desde pequena ouço falar na pontualidade britânica, então eu já achei que havia perdido a peça e o meu rico dinheirinho. Porém, era questão de honra achar o tal teatro. Quando enfim havia desistido de assistir a peça, resolvi voltar. Voltando, achei o teatro. E a peça não havia começado! Dei muita sorte.

O teatro Shafestburry é pequeno e confortável. Quando o musical começou, eu comecei a chorar de emoção, o que é muito estranho pois afinal é uma comédia.

Eu acho que eu já sei o porquê. Hairspray conta a história de uma adolescente de Baltimore que sonha em fazer parte do corpo de dançarinos do programa de TV mais famoso da época, o The Corny Collins Show. Ela é aprovada e faz sucesso, tirando o espaço de Amber. A história se desenvolve para união dos grupos raciais e dissolução dos preconceitos.

Eu adorei o filme e quis assistir a peça. Ó, valeu cada centavo. Centavo não, pence. Eu gosto do Hairspray porque as minorias têm final feliz. Afinal é uma protagonista gordinha que se apaixona pelo mocinho e é correspondida. E ela promoverá a integração dos brancos e negros na dança pois no seu programa favorito, só os brancos podiam dançar.

Eu gostei do filme, imagine a peça, muito empolgante. os ingleses são superparticipativos, acompanham com palmas algumas músicas e no final, o elenco convida todo mundo para dançar umas das canções contagiantes. Só faltou a amiga companheira das peças de teatro musicais. Uma pena não estar aqui, ela iria adorar!

A foto acima foi retirada do site de venda de bilhetes para a peça.

Oxford Street

Findou a peça, fui à Oxford Street. Qualquer guia de Londres refere-se a esta rua como paraíso das compras. Compras não muito baratas, melhor informando. Mas eu a-do-rei andar por lá. Andei a rua inteira, que é imensa, observando as dezenas de lojas de roupas. Observando também os transeuntes com suas sacolas. Tão bom bater perna!

Dia agradabilíssimo.

Clima em Londres: instável. Manhã chuvosa. Tarde com sol. Às vezes, chuva.



4 Responses to “16° Dia – Atendendo a pedidos”

  1. Guilherme 27 de maio de 2009 at 20:15 #

    Esse teu amigo que deu a dica do museu do Sherlock Holmes deve realmente ser muito inteligente, culto e ter boas dicas.Vou passar a leo o diário para saber as dicas dele.

    • Pat 28 de maio de 2009 at 4:16 #

      Olha, Guilherme… eu acho que ele é culto sim mas a maior qualidade dele é sem sombra de dúvida nenhuma é ser modesto! rs rs rs

  2. Juliana 26 de maio de 2009 at 23:40 #

    Amiga, estou muito feliz por você. Hairspray, AHAHAHAHA!!!! Realmente eu adoraria estar aí com você para assistir o musical!!! Se nós já ficamos tão emocionadas no cinema imagina ao vivo… EM LONDRES!!! Felizmente você consegue nos passar a emoção enquanto lemos seu diário! Só não entendi a preocupação com relação aos ingressos… se a titia estivésse com você eu até entenderia…rsrsrs
    Ainda esperando as fotos da troca da guarda!!
    Beijos,
    Enjoy!

    • Pat 27 de maio de 2009 at 2:32 #

      É verdade! Eu já havia me esquecido que nós damos muita sorte com relação a teatros! rs
      Agora a troca da Guarda, não prometo. Eu me espantei com o número de pessoas que assistem o espetáculo!

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