Bolívia – o roteiro

3 maio 2011

Como disse no post anterior, eu quis fazer o roteiro clássico de Machu Pichu: chegar à cidade sagrada dos incas pela Bolívia porém sem usar o trem da Morte.  Então, começo por La Paz e Copacabana e sigo para o Peru e Chile.  Voltarei à Bolívia no final da viagem para conhecer a imensidão do Salar de Uyuni e as cidades de Potosí e Sucre, consideradas patrimônio cultural pela Unesco.

La Paz e Copacabana

1° dia – Saída do Rio de Janeiro com destino a Santa Cruz de la Sierra

Aéreo GOL Rio de Janeiro – Santa Cruz de La Sierra com conexão em Guarulhos e escala em Campo Grande [ Vôo G3-1793: saída de GIG às 19:30 e chegada em VVI às 01:15].

O modo mais barato de se chegar a Bolívia é por Santa Cruz de la Sierra. A passagem pela Gol agora para maio está custando pouco mais de R$ 200, 00 fora as taxas de embarque. O problema é que o voo tem duas paradas: São Paulo e Campo Grande. Além disso chega em território boliviano às 1:15!

2° dia – Partida para La Paz

O turista tem duas opções para chegar a La Paz: ônibus ou avião.

Avião: Aguardar o vôo para La Paz no aeroporto.  Você pode alugar por hora uma cabine específica para dormir ou se preferir, dormir no saguão do aeroporto mesmo (de acordo com depoimentos, as cadeiras no segundo andar são mais confortáveis!).  Caso não tenha comprado a passagem com antecedência, o balcão das companhias aéreas bolivianas começam a funcionar a partir das 06:30. Tempo de fazer o câmbio o suficiente para comprar a passagem ou pagar com o cartão de crédito.

Companhias aéreas bolivianas

Ônibus: Pegar um táxi até o Centro e ir para um hotel descansar.  Os hotéis ficam próximos ao terminal bi-modal, a rodoviária da cidade (ônibus intermunicipais e trens).  O aeroporto de Viru-Viru está situado a 17 Km do Centro. Uma corrida de taxi até o Centro custa cerca de 7,00 USD.

A passagem deve ser comprada antes da chegada dos passageiros do Trem da Morte, pois há o risco de se esgotarem rapidamente.  A viagem de ônibus até La Paz dura 14  horas.

Observações

(a) A minha preferência é chegar por La Paz por avião. Só falta decidir se comprarei ou não a passagem antecipada.
(b) Os ônibus da Bolívia não tem banheiro.
(c) A empresa de ônibus recomendada é a TransCopacabana MEM.  Tenha cuidado, pois há três empresas com o nome de Transcopacabana.

Chegando em La Paz, é recomendável que não faça esforço nos primeiros dias para se adaptar a altitude da cidade.  É o período da aclimatação.  Tudo para evitar o  soroche, mais conhecido como o Mal da Altitude.  Costumamos ouvir sobre os temores da altitude  quando a seleção brasileira de futebol  joga em La Paz. Já li relatos incríveis sobre  o soroche.

O que tem para fazer em La Paz?
Conhecer o Mercado de las Brujas;
Compras! (o câmbio é altamente favorável para os brasileiros).

3° dia – Tiwanaku

Tiwanaku ou Tiahuanaco é a ruína de uma cidade pré-inca. Visita-se o museu e as ruínas. No museu,  vemos desde as ferramentas e utensílios utilizados por esse povo e uma múmia. As ruínas são muito interessantes, principalmente o Portal del Sol e os monolitos.

Como é o passeio?
O trajeto até Tiwanaco é de 72Km, sendo 1h30min aproximadamente de viagem. No caminho, que passa pela parte alta de La Paz, paramos em um mirante que dá para avistar um pedacinho do Lago Titicaca e parte de cordilheira dos Andes. Visita ao museu de cerâmica, museu lítico (que tem um totem Pachamama em pedra) e as ruínas dos templos (Kalasasaya e PumaPunku), inclusive o portal do sol.Horários: saída do hotel às 08:00 e chegada em La Paz às 16:00.

4° dia –  Downhill em Coroico

É uma descida de bicicleta pela Estrada da Morte, que é a  antiga estrada que ligava La Paz a Coroico.

Como é o passeio?
A van da agência de turismo leva o grupo até a montanha El Cumbre, a 4.700m de altitude. Lá os turistas recebem os equipamentos de proteção e as bicicletas e começam o downhill passando por um trecho asfaltado da estrada, dividindo-a com carros, e depois segue em trecho de terra até 1.200m de altitude Chegamos ao fim da estrada de chão em Yolosa a 1.200m de altitude. O passeio dura aproximadamente 5 horas.  As paisagens mudam no decorrer do caminho: desde frio e montanhas nevadas a cachoeiras e calor. Ao chegarmos no asfalto, as bicicletas são recolhidas e o grupo segue de van até um hotel em Coroico, onde é servido o  almoço e um banho, de chuveiro ou piscina. O passeio inclui café da manhã, almoço, bicicleta, lanches e água no caminho, camiseta e CD com fotos do passeio.

 5° dia – Nevado Chacaltaya e Valle de La Luna

O Glaciar Chacaltaya foi a estação de esqui do mundo mais alta do mundo.  Por conta do aquecimento global, foi desativada.

Como é o passeio?
A van da agência de turismo leva o grupo até a base do monte, onde fica o centro de estudos, que fica a 5.265m. O Chacaltaya está a 5.395m de altitude,então para chegar até o topo, o grupo deve caminhar mais 130m.  O retorno do Chacaltaya, a van passa no centro de La Paz novamente antes de ir ao Valle de La Luna. Horários: saída do hotel às 08:00 e chegada em La Paz às 14:00 (se não for ao Valle de La Luna) ou 15:30, caso vá.

6° dia – Copacabana

No cruzamento das avenidas 16 de Julio e 6 de Agosto, há um posto de Informações Turísticas. Conhecer santuario de la Virgen de Copacabana e subir o Cerro Calvário para observar o pôr-do-sol. A subida demora cerca de 25 minutos.

Há dois modos de sair de La Paz e chegar em Copacabana:

  • Pegar os ônibus que saem de frente ao cemitério (15 BOB). A passagem do barco para travessia em Tiquina também continua pelo valor de (1,5 BOB). De La Paz para Copacabana os ônibus saem desde às 7:00 até por volta das 18:00 e de Copacabana para La Paz desde às 8:00 até às 19:00.
  • Pegar o ônibus turístico (Milton tours e Combi Tours) que saem diariamente nos horários de 9:00 e 13:00.  Buscam os passageiros nos hotéis.

7° dia – Isla del Sol

Antes de seguir para Isla del Sol, você tem que decidir se irá dormir na ilha ou se fará um bate-volta.  Para ambos, você deve sabe qual lado da ilha quererá ficar e  qual lado você pegará o barco na viagem de volta à Copacabana.  O lado sul é mais turístico e portanto com infraestrutura maior de pousadas e hotéis.

a) Bate-e-volta
Você pode fechar ida e volta pro mesmo dia, ou seja, passa o dia lá e o barco te pega no fim da tarde. Compre o tíquete para o barco das 8:30 para o lado norte.  Uma parada no sul da ilha e segue para o norte.  O barco pega os passageiros às 15:00 no lado norte e às 16:30 no lado sul. Então, caso queira fazer a trilha, tem o intervalo de 10:30 até 15:30 para fazê-lo.

b) Dormir na ilha e voltar à Copacabana no dia seguinte.

Cuidado: Há “pedágios” na ilha cobrados por moradores. O pedágio é ilegal, não dê dinheiro.

8° dia – Puno

No dia seguinte, partiremos para Puno, a cidade peruana à beira do lago Titicaca.  Mas esta parte do roteiro será esmiuçada no próximo post.

Voltando à Bolívia: Salar de Uyuni, Potosí e Sucre

Voltaremos pela Bolívia após conhecer San Pedro de Atacama.  Cruzaremos a fronteira Chile – Bolívia durante o passeio para o Salar de Uyuni (três dias e duas noites).

26° dia – Tour Salar de Uyuni: Laguna Branca, Laguna Verde, Laguna Colorada
27° dia – Tour Salar de Uyuni: Árbol de Pedra e Lagunas altiplanicas
28° dia – Tour Salar de Uyuni: Salar do Uyuni, Ilha do Pescado e varias paradas no Salar e Alota.

Estou levando como indicação algumas empresas como a Cordillera Traveller que é careira mas não há reclamações.  Há muitos relatos de motoristas bêbados e carros enguiçados.  Imagina ficar a mercê disso num país estranho e no meio de um deserto!  Nosso dinheiro é suado mas a nossa segurança (lembre-se sempre disso) não tem preço.

Quanto ao passeio, a primeira noite é a pior de todas para quem vem do Chile por causa do frio intenso.  Não há como tomar banho.  Recomendam levar água, papel higiênico, alguns lanches e óculos escuros.  Segundo relatos, no último dia chegaremos por volta das 17:00. A idéia é comprar a passagem de ônibus para Potosí.

29° dia – Potosí

Potosí já foi a segunda cidade mais rica do mundo por causa de suas minas de prata.  É uma das cidades mais altas do mundo.  Além da cidade em si, que é considerada patrimônio mundial pela Unesco, outra atração  é o passeio às Minas de Prata.

30° dia – Sucre

Sucre é a capital constitucional da Bolívia e também é  considerada patrimônio mundial pela Unesco.  Tem seu centro histórico preservado e dizem ser a cidade mais bonita do país.  Uma opção de passeio é conhecer o parque cretácico .

31° dia – Santa Cruz de La Sierra

Chegaremos num voo vindo de Sucre (Aerosur ou Boa) e aproveitaremos o dia, descansando em Santa Cruz.

32° dia – Partida para Rio de Janeiro

 

2 Comentários

  1. Cah disse:

    Paty,você acha possivel fazer esse roteiro em 15 dias? sendo que o foco é o Salar e Machu Picchu, ou seja algumas cidades dos caminho seriam excluidas?

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