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Cataratas del Iguazú

24 abril 2012

O dia de hoje, dedicamos inteiramente para conhecer o parque argentino.  Acordamos cedo e fomo ao TTU. Conforme a informação que eu peguei na noite anterior, o ônibus para o lado argentino passa do lado de fora do TTU, na Av.  Mem de Sá e depois viemos a saber que passa em frente ao nosso hotel, a rua Tarobá.

Mais uma vez, o mapa para ajudar:

O ideal é trocar reais por pesos em Foz  pois o parque argentino só aceita pesos. Além disso, o câmbio é Foz é melhor. Nós não fizemos esta lição de casa (não tivemos tempo, chegamos tarde nos dias anteriores!), então resolvemos ir à luta.

 O ônibus para Puerto Iguazú custa quatro reais ou oito pesos (câmbio de 1:2 – favorável para eles).  O ônibus passa pelo Dutty Free e pára na Aduana. Todos que estão no ônibus tem que descer para dar entrada na Argentina.  Para entrar na Argentina, basta ter o passaporte ou a identidade (RG somente) ou a CNH que é válida somente na região da Tríplice Fronteira por 72 horas.  Nós entramos com a carteira de habilitação que somente é permitida nesta área da Tríplice Fronteira.

Ao terminar o processo de entrada, o ônibus estará a espera dos passageiros na saída da Aduana.  Descemos na rodoviária de Puerto Iguazú, ponto final do ônibus.  O motorista nos orientou a pegar o ônibus amarillo. É o ônibus da companhia El Practico. O atendente disse que faria o câmbio a 2:1: a passagem custa 10 ARS (dez pesos) ou 5 BRL (cinco reais).

Eu, neurótica e ressabiada, quis procurar casas de câmbio. A primeira que eu achei o câmbio também era 2:1. Então, voltei ao terminal e comprei as passagens. Eu tive a sensação que demoramos um pouco a chegar ao Parque. O ônibus parou praticamente em todos os pontos e logo ficou cheio.  Compramos nossos bilhetes e entramos no Parque.

Conhecendo o lado argentino das Cataratas

O lado argentino é mais rústico.  Não tem ônibus.  São três circuitos: circuito inferior, circuito superior e o trem para a Garganta do diabo.

  • Circuito Inferior: as trilhas permitem que vejamos as quedas d’água já na base das quedas;
  • Circuito Superior: permite a visão das quedas de onde elas começam.  Quando estamos no lado brasileiro, percebe-se algumas pessoas caminhando perto das quedas do outro lado.  Esta trilha é a do circuito superior;
  • Circuito Garganta do diabo:  O circuito desta vez é percorrido por um trem até a estação onde o visitante conhecerá a Garganta do diabo, simplesmente a maior queda d’água das Cataratas.
  • Fora isso, tem o passeio Gran Macuco e Macuco Aventura, os parentes argentinos do Macuco Safári e a isla San Martín.

Tem um mapa que ajuda a facilitar a compreensão do parque argentino:

Para acessar estes circuitos e o trem para a Garganta do diabo, você tem duas opções:

(a) seguir a trilha Sendero Verde;

(b) pegar o trem na estação Central.

Sugiro caminhar pelo Sendero Verde, é bem tranquilo pois mesmo que pegue o trem na estação Central, você terá que descer na estação Cataratas e entrar na fila novamente para pegar o trem e ir para estação Garganta do diabo.

Mal chegamos na estação Cataratas  e vimos a fila curta e o barulho do trem a chegar. Então, não perdemos tempo e fomos para a Garganta do diabo.

Estação Garganta do diabo

Não tem como não comparar os dois parques.  O lado brasileiro tem mais infra-estrutura e com informações em 3 idiomas (português, inglês e espanhol).  O lado argentino na maioria esmagadora das vezes só tem a informação em espanhol.  Seguimos a multidão.  Anda-se por uma passarela de piso gradeado. É 1Km de passarela.  Em determinado momento, o barulho do cair das águas vai aumentando gradativamente. Até que percebe-se que chegamos ao local:

 

O ponto de observação estava lotado de turistas.  É uma guerra para tirar fotos! Há alguns fotógrafos que oferecem seus serviços.  Eles ficam estrategicamente com um banquinhos  para tirar sua foto com a magnífica Garganta do diabo ao fundo.

Sobre a Garganta:  É uma coisa linda de se ver, de se admirar e de arrepiar! O volume das águas é impressionante, não tem como não parar por um tempo e contemplar.  A obra divina é realmente perfeita!  Ficamos menos tempo que gostaríamos porque nos estressamos com a falta de eduação de alguns argentinos que chegaram a nos empurrar e nem ao menos esperavam tirarmos nossas fotos para depois tirarem as deles.  Um inferno!  Talvez se fôssemos mais à tardinha, não enfrentaríamos tamanha multidão.

Voltamos à estação para completar os outros circuitos.

No trem de volta à estação Cataratas, conhecemos um casal de cariocas que estavam acompanhados de um guia.  Cada um pagou R$ 60. Achamos um bom custo/benefício levando em consideração que estava incluso o transporte e o guia ainda os levaria para o almoço em Puerto Iguazú. O trem acabou enguiçando e fomos andando até chegarmos ao ponto de partida da trilha do Circuito Superior.

Circuitos Superior e Inferior

O circuito superior é curto e as pessoas chegam bem próximas aos pontos que algumas quedas se iniciam.

Já o Circuito Inferior permite ter uma visão desde a base das quedas.  Há vários mirantes  em posições estratégicas para admirar a natureza.  Ao longo do caminho surgem as bifurcações para quem fará o passeio do Sendero Macuco e para quem quer conhecer a isla de San Martín.

Sendero Macuco ou Macuco Safári?

Logo na entrada do parque há uma espécie de quiosque do Sendero Macuco, o hermano do Macuco Safari.  Em um painel com o mapa do parque, a atendente explica o passeio.  Há dois tipos de passeios: o que sai da Isla San Martin (15min) e o outro.

Então, se tiver que escolher entre os dois passeios de barco, achamos que o Gran Aventura tem melhor relação custo/benefício que o Macuco Safári.

No decorrer do dia, preferimos deixar o passeio de barco para uma próxima oportunidade.

 Por volta de 15:00 terminamos por conhecer todo o parque.  Os ônibus para Puerto Iguazú passam de meia em meia hora. Há uma tabela com os horários no ponto. Almoçamos no restaurante Aqva.  O menu para almoço não havia muita opções do nosso agrado Boa carne (bife de chorizo) mas minha amiga achou caro demais para um bife com batatas fritas.  Talvez seja melhor deixar este restaurante para um jantar.  (Ok, sei que é um restaurante com preços acima da média).

Voltamos ao terminal rodoviário e um pouco perdidas não sabíamos em qual guichê comprar a passagem de volta para Foz.  São três empresas detentoras da linha Puerto – Foz.  Há um sistema informativo de horários de ônibus no terminal.  Veja o horário mais próximo e espere o ônibus parar.  A passagem é paga diretamente ao motorista.

Depois de meia hora aproximadamente, chegamos exaustas ao hotel. Apesar de cansativo, o passeio valeu muito a pena.   A dica do dia é deixar para conhecer o lado argentino depois do brasileiro. 

 

 


Recoleta, San Telmo e Piazzolla Tango

8 abril 2011

Um passeio pela Recoleta

O dia amanheceu nublado.  Torci para aparecer o sol pois preferi arriscar e assim não levei ao menos o cachecol.  Hoje o dia era para visitar o bairro da Recoleta, iniciando pela visita guiada em português ao Cemitério da Recoleta às 11h, segundo os meus manuscritos.

Pegamos o ônibus 17 para a Recoleta.  Ponto de ônibus na rua atrás a calle Maipu, pertinho do hotel.  Descemos no ponto final, próximo a Faculdade de Direito.  Pouca gente nas redondezas além dos estudantes. › continue lendo


Teatro Colón, Caminito e Museu Carlos Gardel

6 abril 2011

A previsão de tempo para quinta-feira era de sol.  Então, como sexta é o dia de visita-guiada em português no cemitério da Recoleta, reservamos a quinta para ir ao Uruguai conhecer Colonia del Sacramento, uma cidadezinha que dizem ser a Paraty uruguaia.   É um dos bate-e-volta (daytour) mais realizados pelos turistas por aqui.

Com as andanças dos dias anteriores, descobrimos que a Buquebus, uma das empresas que fazem o trajeto Bs As – Colonia, tem seu escritório na calle Córdoba, bem perto aqui do hotel.  Sem querer, encontramos os escritórios da Colonia Express e a Seacat, as concorrentes.  O daytour da Colonia Express inclui os bilhetes de barco rápido, visita guiada e café-da-manhã. Preço:  228 pesos.  A Seacat por 20 pesos a mais oferecia categoria superior mas não oferecia café-da-manhã.  A Buquebus possuía a maior loja, era a mais cara (não lembro o preço agora) e tinha o atendimento péssimo.  Simplesmente a recepcionista pediu para aguardarmos o vendedor.  Passaram mais de quinze minutos, a fila aumentando e nada do vendedor chegar.  Fechamos com a Colonia Express. › continue lendo


Palermos e seus parques

5 abril 2011

Pegamos o ônibus 10.  Foi a nossa primeira experiência nos ônibus portenhos.  De maneira geral, os ônibus são antigos e diferente do que acontece aqui, os motoristas são exclusivamente motoristas.  A passagem é paga somente com moedas. Você diz ao motorista para onde quer ir.  Deposita as moedas na máquina e ela te fornece o troco, caso haja um e o bilhete informando data, linha e valor do bilhete.

Avisamos ao motorista que queríamos ir ao Jardín Japonés.  O motorista foi supergentil. Não só parou no ponto mais próximo como nos ensinou qual o caminho seguir.  O melhor de tudo: o ponto de parada é em frente ao Museo Evita. › continue lendo


Plaza de Mayo, Avenida de Mayo, Congreso, livraria El Ateneo e Puerto Madero

4 abril 2011

Cenários de pura História: Plaza de Mayo,  Avenida de Mayo e Plaza de Congreso

Novamente a Plaza de Mayo, desta vez em uma segunda-feira.  Nota-se logo a diferença: os turistas com suas câmeras na mão agora estão acompanhados do vai-e-vem das pessoas apressadas.  Ao redor da Plaza de Mayo, além da Casa Rosada, estão o Cabildo, o Banco de La Nación e a Catedral Metropolitana.  Na última estão os restos mortais do General San Martín, considerado o libertador da Argentina.

De lá, seguimos pela Avenida de Mayo, que foi  palco de manifestações da história argentina.  A  avenida é o elo de ligação entre a Plaza de Mayo a Plaza de Congreso.  É conhecida por seus cafés, restaurantes e edifícios antigos.  O mais antigo café da cidade, o Café Tortoni, está lá.  Paramos para tomar um cafezinho.  No Café Tortoni, há uma sala para shows de tango e ao fundo do café, três estátuas de cera de ilustres frequentadores:  Jorge Luís Borges, Carlos Gardel e Alfonsina Storni.  Ao lado, no segundo andar, o museu do Tango.  › continue lendo


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