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Bolívia, Peru e Chile – índice de posts

25 julho 2015

 

Peru, Bolívia e Chile

Os post mais visitado do blog é sobre o roteiro planejado do mochilão para Bolívia, Peru e Chile e o guia de bolso da Bolívia. A viagem foi em maio de 2011. Passei por muitas paisagens belíssimas, conheci pessoas de todo o mundo, aprendi mais sobre culturas diferentes da nossa, percebi como toda a importância da civilização inca e me surpreendi com toda a beleza da Bolívia. Lamentei muito sabermos tão pouco dos nossos países vizinhos! 2011 foi um ano no qual passei pela Argentina duas vezes e no ano anterior, estive na Venezuela. Praticamente todas as viagens tiveram seus perrengues mas que de forma alguma invalidou-as. Pelo contrário, foram tão memoráveis que me apaixonei de vez pela América do Sul.  Voltei ao Peru em novembro de 2014 e ainda não terminei de escrever o relato da viagem.  Aliás, tenho vários posts espalhados. Então, com a finalidade de organizar, reuni todos os posts sobre estes três países aqui. Sobre o Chile, aqui só me refiro ao norte do país, mais precisamente o Deserto de Atacama.  Lembrem-se sempre de verificar as informações, procurando pegar as mais atualizadas.

Planejando a sua viagem para Bolívia, Peru e norte do Chile

Próxima parada: em algum lugar da América do Sul

Bolívia, Peru e Chile – roteiro planejado

Bolívia – o roteiro

Bolívia, Peru e Chile – sugestão de roteiros

Roteiro de 25 dias pela Bolívia, Peru e Chile

Peru: planejando a viagem

Peru: o roteiro

Peru: comentando o roteiro

Peru: dicas de viagem

Deserto de Atacama: o roteiro

 

Relatos de viagem

1 – Mochilão Bolívia, Peru e Chile

Quando? Maio e junho de 2011

A aventura começa agora

Bienvenidas a La Paz

Ruínas de Tiwanaku

Downhill em Coroico

Nevado Chacaltaya e Valle de La Luna

Copacabana, a princesinha do Titicaca

Trekking na Isla del Sol

Cruzando o lago Titicaca

Peru, Bolívia e Chile – roteiro realizado

2 – Peru

Quando? novembro de 2014

Chegando em Lima

Bodegas de Ica

Passeio de bugue em Huacachina

Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

 

 

 

 


Restaurante Giratório, Palácio La Moneda e Cerro San Cristóbal

16 junho 2013

Restaurante Giratório

Muitos guias de viagem de Santiago recomendam conhecer o Restaurante Giratório que está localizado no bairro de Providencia.  Como sempre chegávamos cansadas dos passeios, preferimos ir almoçar no restaurante após a visita ao Museu de La Memória.  O nome do restaurante não é à toa. A área das mesas movimenta-se lentamente de forma com que o cliente ao longo do tempo tenha uma visão de 360°  de Santiago. Com uma dica ótima encontrada nos Mochileiros, pedimos o menu del día.  O menu do dia é mais ou menos o nosso conhecido prato do dia com uma diferença: inclui entrada, prato principal, uma bebida e uma sobremesa.  Boa comida e bom atendimento.  O ambiente é agradável. Ficamos um bom tempo por lá e mesmo assim não vimos a volta completa do restaurante.

Endereço:  Av. 11 de Septiembre, 2250. 18° andar. Providencia – Santiago. Metrô Los Leones. Horário de almoço: 12:00 às 16:00.
Site: http://www.giratorio.cl/

Obs.: O restaurante é chique. Se for à noite, não vá como se fosse comprar um pão na padaria da esquina. 😉

Curiosidade: Você sabia que há um restaurante giratório no Brasil? É o Mascaron Restaurante Giratório em Veranópolis, no Rio Grande do Sul

 

Cerro San Cristóbal

O Cerro San Cristóbal é o segundo maior morro de Santiago.  Está localizado dentro do Parque Metropolitano.  O modo mais simples de chegar ao topo do cerro é pegar o funicular. Há duas paradas: a primeira é o zoológico municipal e a última é a parte alta do cerro, onde há o mirante, as barracas que vendem artesanato e a bebida típica mote com huesillos e a estátua da Virgem Maria.  Final de tarde, subimos até o topo do morro, onde está a estátua da Virgem para apreciar o  pôr-do-sol.

Como chegar

A estação de metrô mais próxima é a Baquedano. Endereço: Calle Pío Nono, 450.

Logo na entrada do cerro, há um balcão de informações turísticas. Solicitamos o mapa e já havia acabado. Não sei dizer se andar pelo parque metropolitano sem mapa é fácil. Mas se for somente subir o cerro e contemplar a vista, não há problema algum. Não deu tempo de visitarmos o zoológico mas li em um blog que é bom ter cuidado com a hora de ir embora pois depois de um certo horário o funicular não para mais no zoológico e o visitante tem que subir a pé o morro.

Dicas

  • Se já está programando que vá visitar o cerro San Cristóbal, reserve um tempo para conhecer a Casa de Pablo Nerudo, o museu La Chascona.
  • Assistir o pôr-do-sol ali é uma boa pedida.
  • O Parque Metropolitano tem piscinas além do zoológico.

 

Tour guiado no Palácio La Moneda

O Palácio La Moneda é sede do governo chileno. Tem esse nome pois foi construído para ser a casa da moeda quando o Chile era uma colônia espanhola.  Em 1875, virou sede do governo e residência oficial do presidente.

Eu não sabia por qual lugar era a entrada para o tour guiado e na hora que chegamos estava tendo alguma solenidade.  Eis que perguntamos para o guarda sobre o tour e ele me respondeu com várias perguntas. Perguntou se eu tinha reservas e tal. Depois de encher o saco, ele avisa que a entrada é pela outra rua. Por que raios então ficou enrolando? – pensamos. Na entrada correta, com um guarda muito mais simpático, nos identificamos e aguardamos o início do tour.

O guia conta a história do edifício. A visita começou no Pátio de Los Cañones, um dos pátios do palácio. Tem esse nome devido a dois canhões existentes no pátio. Depois, fomos conduzidos a conhecer a maquete do Palácio e uma sala onde há moedas com a imagem de todos os presidentes eleitos.

Conhecemos alguns salões como o salão O’Higgins, cujo nome refere-se ao libertador do país, Bernardo O’Higgins. Aqui são realizadas várias recepções oficiais, principalmente a assinatura das credenciais dos embaixadores. No salão há um quadro chamado Batalha de Maipu, que foi uma batalha crucial para o Chile conquistar sua independência. Participaram da batalha, tropas lideradas pelo argentino General San  Martín e tropas lideradas por  Bernardo O’Higgins, chileno.  A título de curiosidade, o general San Martín logo depois de participar da libertação da Argentina do domínio espanhol, ajudou na independência do Chile e depois seguiu para fazer o mesmo no Peru.

Outro salão que conhecemos foi salón Pedro de Valdivia, o fundador de Santiago.  É neste salão que o presidente costuma discursar e onde são feitas os fotos oficiais.  Há um quadro de Pedro de Valdivia que foi pintado como exatamente como é retratado o Dom Quixote de La Mancha, conforme o guia do tour do Cerro de Santa Lucía explicou. Aqui podemos tirar uma foto no púlpito onde o presidente faz seus discursos.

Vale ressaltar que o guia foi muito atencioso e solícito para responder todas as perguntas feitas como a senhora que perguntou se havia a moeda do General Pinochet (não, as moedas existentes são só de presidentes eleitos) e a minha pergunta, se quando há uma diferenciação no hasteamento ou na bandeira quando o presidente está no palácio (sim, a diferença está no escudo da bandeira).

Como reservar o tour pelo Palácio La Moneda

Sugiro enviar e-mail com duas semanas de antecedência da viagem solicitando a reserva do tour na data e período desejados. O responsável pela programação responderá se há vagas no dia que você solicitou e os horários. Em anexo, será enviado um formulário para você preencher pedindo dados como nome completo, país de procedência e  número do documento de identificação (identidade ou passaporte).  Leve o documento para a visita.

Contato: visitas@presidencia.cl

Ponto de encontro: Em frente a Plaza de la Ciudadania. Veja o link: http://www.gob.cl/la-moneda/ven-a-conocer-la-moneda/

 

Troca da guarda | Palácio La Moneda

Em dias alternados há a troca da guarda presidencial às 10:00.

Programe-se: http://www.gobiernodechile.cl/la-moneda/cambio-de-guardia/

Como chegar

Endereço: Metrô: Estação La Moneda (Linha 1). O Palácio está no quarteirão que compreende as ruas Moneda, Teatinos, Morandé e Alameda del Libertador Bernardo O’Higgins.

Quem converte, não diverte

Almoço no restaurante Giratório (menu do dia) = 13.000 CLP
Tour guiado no Palácio La Moneda = grátis
Teleférico Cerro San Cristóbal (ida-e-volta) = 2.000 CLP


Museo de La Memória y Derechos Humanos

16 junho 2013

O Museo de la Memoria y Derechos Humanos foi o único museu de Santiago que conhecemos.  Considero uma atração imperdível. Chegamos pela manhã e quando nos demos conta,  estávamos há quase 4 horas no museu.  O museu da Memória conta a história das vítimas da ditadura chilena. Há tours guiados em horários pré-determinados.  É a atração número 1 no Trip Advisor no momento (abril de 2013).

Como chegar

Metrô linha 5, Estação Quinta Normal.

Um breve resumo da História

O golpe de Estado no Chile começou em 11 de setembro de 1973, quando as Forças Armadas, lideradas pelo General Pinochet, bombardearam o Palácio de La Moneda (palácio presidencial), dando fim ao mandato do presidente Salvador Allende.  O regime militar foi autoritário e acusado de violar os direitos humanos.

Salvador Allende durante o seu governo de linha socialista, nacionalizou bancos, algumas empresas donas de minas de cobre e procurava começar a reforma agrária.  Talvez, temendo mais uma nação socialista nas Américas além de Cuba, o Governo americano apoiou Forças Armadas, promovendo o golpe de Estado. Repetindo o que aconteceu em outros países da América  Na época, o Chile estava dividido. Parte apoiava o presidente, a outra parte não. Inclusive, muitas pessoas comemoraram quando se instalou o golpe.

Para saber mais:
http://www.infoescola.com/historia/ditadura-no-chile/
http://www.brasilescola.com/historia-da-america/ditadura-chilena.htm

Passeando pelo Museu da Memória

O museu conta fala sobre todo este período com  fotos, jornais, depoimentos, documentos, arquivos, aúdios e vídeos. Inaugurado em 2010 pela presidente Michele Bachelet com o intuito de que a História jamais deve ser esquecida para que não se repita novamente. Quando chegamos, havia um grupo grande de estudantes, por isso não havia o tour guiado no horário. Então, alugamos o aúdio-guia (1.000 CLP) e começamos a explorar o museu. Não tirei fotos do local. Também não lembro se eram proibidas. Bolsas grandes devem ser guardadas na recepção.

O primeiro piso tem um grande painel que mostra os países onde foram criadas as Comissões da Verdade, que são comissões estabelecidas para investigar violações dos direitos humanos.

O museu está organizado em ordem cronológica. O segundo piso tem a sala multimídia com depoimentos e vídeos.  Os três vídeos que eu mais gostei foram o último discurso de Salvador Allende, as filmagens feitas por uma equipe de jornalismo no momento em que o Palácio La Moneda estava sendo bombardeado e um vídeo com depoimento de várias pessoas dentre elas um guarda nacional que esteve com Salvador Allende minutos antes de ele morrer. Uma parte triste é a parte que fala sobre torturas como as grávidas que perderam os seus bebês e os desenhos de crianças que retratam o desaparecimento de parentes.

Minhas impressões

Nem preciso dizer que eu adorei, concordam?  Além de conhecer lugares interessantes e paisagens bonitas, gosto muito de saber da História do lugar. Sabia muito pouco sobre o Chile. Sim, eu já tinha ouvido falar em Salvador Allende e sabia que ele havia sido deposto pelas Forças Armadas.  Só não sabia o porquê. Da ditadura, vi o filme “Casa dos Espíritos”, baseado no livro de Isabel Allende.  O museu é imperdível. Emocionante. Queria muito que tivesse algo parecido no Brasil.

Viajar pela América do Sul faz crescer o sentimento de união e orgulho dos países sul-americanos, além de querer conhecer mais a fundo o Brasil.

Dicas  | Museo de La Memória

Quem converte, não diverte | Museo de La Memória

Aluguel de áudio-guia: 1.000 CLP
Entrada: gratuita


Valle Nevado no outono (sem neve)

16 junho 2013

Há quatro estações de esqui próximas a Santiago, pouco mais de uma hora de estrada e muitas curvas: La Parva, El Colorado, Farellones e Vale Nevado.  Fora da temporada de esqui, as agências oferecem o passeio para conhecer as quatro estações em um único dia.  Nós fizemos este passeio pela Rodotour mas o nosso maior interesse era conhecer o Vale Nevado, que na prática, no mês de abril, era a única estação que estava aberta.

Antes de chegar em Vale Nevado paramos para fotos no Parque Yerba Loca e na estação Los Farellones.

 

Los Farelones

O teleférico não estava funcionando. Só entramos no local e tiramos algumas fotos.

Vale Nevado

O primeira impressão é a que fica: que lugar grande! E mesmo sendo bonito no outono não tem como não imaginar o quão mais bonito deve ser  com neve. No verão há outros passeios como andar a cavalo, usar o teleférico. Nós  compramos o passe do teleférico com almoço incluso por 25.000 CLP.

Saímos da recepção e andamos até o teleférico. Não há muito o que dizer sobre o local.  Ficamos por ali um bom tempo contemplando, tirando fotos e sonhando em voltar no inverno. Eu saí dali com uma sensação de que talvez não tivesse valido a pena ter conhecer no outono pela relação custo/benefício. Explico: o passeio é caro (uns R$ 100), ficamos pouco tempo (acho que de 2h a 3h no máximo) e só passeamos de teleférico.  Acho que perdemos muito tempo nas outras estações que estavam fechadas. Melhor ter ido direto ao Vale Nevado.

A estação estava com poucas pessoas. O almoço oferecido pelo restaurante assim como o atendimento foram ótimos.  Os garçons eram supersimpáticos e passamos alguns minutos uns ensinandos aos outros mais palavras para aumentar o nosso vocabulário português/espanhol.  Logo após o almoço, voltamos para a Santiago já no fim de tarde e altamente engarrafada.

Opinião: Se você tiver dias a mais em Santiago, sugiro conhecer mas vá direto para Vale Nevado. Deixe o passeio por último. Só não acho que  ir para lá no verão um dia e conhecer rápido Viña del Mar e Valparaíso (em um único dia).

Dicas | Vale Nevado e outras estações de esqui

  • A volta do nosso passeio foi logo após o almoço. Imagine que descer com estômago cheio naquela estrada curvilínea não foi nada agradável. Então, sugiro calcular mais ou menos a hora do almoço com a hora do término do passeio para não ter enjoos.
  • A estação está a 3.205m a nível do mar, então em um primeiro momento não é bom fazer muito esforço.

Quem converte, não diverte | Valle Nevado

Tour para Valle Nevado pela Rodotour = 25.000 CLP
Teleférico com almoço incluso = 25.000 CLP


Passeio pela Vinícola Undurraga

16 junho 2013

Algumas regiões do Chile tem solo propício para o cultivo de uva. Conhecer uma vinícola em Santiago e arredores é praticamente uma obrigação. As vinícolas mais próximas de Santiago são a Concha y Toro, a Cousino Macul e a Undurraga. A Concha y Toro é a segunda maior vinícola do mundo e tem o conhecido vinho Casillero del Diablo.  Durante a fase de planejamento, li muito sobre a diferença entre os tours nas vinícolas chilenas e que muitos alegavam que o tour na Concha y Toro era muito “turistão”.  O tour mais elogiado era o da vinícola Undurraga.  Então, coloquei como prioridade conhecer a Undurraga e se tivesse tempo, conheceríamos a Concha y Toro.

Um dia antes enviei e-mail para a vinícola reservando o dia e o horário (melhor fazer isso para não correr o risco de chegar lá e não ter vaga). O e-mail foi prontamente respondido, diga-se de passagem.  A vinícola fica a 1h de Santiago, então saímos do bairro Bellavista calculando mais ou menos este horário. O tempo estava ótimo em Santiago: nem tão frio nem tão calor, de posse que fomos de casaco “fininho”.

Como chegar a vinícola Undurraga

Anotei as informações obtidas no site dos Mochileiros e no blog Nós no Mundo. Chegar até o terminal de buses (rodoviária) é fácil, não tem erro:

  • Programe-se para pegar o metrô cerca de 1h30 antes da hora da visita, para chegar com calma;
  • Pegue o metrô da linha 1 (vermelha), direção San Pablo e desça na Estação Central;
  • Ao sair da Estação Central, você estará de frente para um shopping. Entre no shopping e siga até final em direção ao Terminal San Borja. Há placas indicativas dentro do shopping.
  • Suba a escada rolante e vá para a plataforma 77. Pegue o micro-ônibus que vai para Talagante. Diga ao motorista que você descerá na Viña Undurraga. Peça ao motorista para avisá-lo.
  • Na volta é só atravessar a rua e fazer o inverso, pegando um micro-ônibus com destino a Santiago.

Importante: Há o ônibus parador e o direto (está escrito autopista), bem mais rápido. A recomendação para chegar 1h30 antes do previsto é considerando que você pegará o ônibus parador.

O passeio

Quando chegamos na vinícola, percebemos que o lugar é bem mais frio que Santiago e havia muita neblina, o que me fez arrepender-me de ter escolhido o primeiro horário da manhã.  Ao chegar na recepção, você tem que confirmar com a atendente o seu nome e pagar o tour.  Todos os participantes tem que colocar um adesivo de identificação em suas roupas. Fizemos amizade com uma brasileira que estava fazendo intercâmbio em Santiago e enquanto aguardávamos o tour, olhamos a loja da vinícola. Detalhe: os vinhos são mais caros que no mercado. Então, a dica do dia é: compre vinho no mercado. A nossa ideia era fazer a degustação e se gostássemos de mais um vinho, compraríamos no mercado perto do apart.  Minutos depois chegou um grupo da Turistik e logo após, sem atrasos, começou o tour.

Um homem se apresentou dizendo que seria o nosso guia, que já trabalhava há anos na vinícola e que era o seu primeiro dia como guia.  O que eu notei é que ele tinha um papel na mão e ficava explicando algo da vinícola sempre olhando aquele papel. Uma das primeiras perguntas que ele fez foi: “Quantos daqui não são brasileiros?” Fiquei espantada exceto os dois gringos de bermuda que estavam fazendo o tour em inglês, o restante era de brasileiros! Eu já estava era ficando decepcionada com tudo aquilo pois como muita gente elogiava o tour e justo quando eu venho, é a primeira vez do cara e só sabia falar da vinícola olhando a colinha que estava na sua mão. De repente, o cara falou que era tudo mentira, que não era a primeira vez e que ele não precisava do papel. Aí o homem mostra o papel que ele estava sempre olhando: era um papel em branco. Que engraçado! Depois que ele mostrou o papel em branco não teve como não rir.

Caminhando em direção ao vinhedo, o guia explica toda a história da vinícola: quando começou, a que família pertence, os famosos que já a visitaram (Lula já esteve ali). Ele explicou uma coisa que vem nos rótulos de vinho e que para mim era uma incógnita: Cabernet Sauvignon,  Merlot, Pinot Noir, Sauvignon Blanc, etc são tipos de uva. Explicou como distinguí-las uma das outras e como é o cultivo da uva.

Abril é um ótimo mês para ver as uvas nas vindimas e o que é melhor experimentá-las. Quão gostosas elas são! Eu até brinquei falando que por isso que o passeio é pago porque os visitantes dão um prejuízo danado comendo tanta uva! O interessante de um tour na vinícola é que a gente começa ao menos entender o que está escrito no rótulo da garrafa de vinho.  Eu sou uma neófita no assunto. Eu não gosto de vinhos. Gosto mesmo é das uvas e do seu suco.  Estou tentando mudar até porque uma taça de vinho é mais saudável do que um copo de refrigerante.  Fiquei curiosa em saber sobre o processo de produção do vinho. Conhecimento sempre é bom, não?

A Undurraga tem um pequeno espaço onde ela há diversos tipos de uva. Depois, nos foi mostrado a parte de seleção das uvas e a planta de produção do vinho.  O guia também conta a diferença entre produzir vinho tinto e vinho branco.

Passamos também pela planta de produção e a parte subterrânea, onde os vinhos ficam armazenados. Antes de ser engarrafado, o vinho é armazenado em barricas de madeira. Estas são feitas de carvalho (americano ou francês).  A espécie de madeira influencia no aroma do vinho. Quando um vinho fica 12 meses armazenado no tonel, no rótulo vem escrito “reserva”.  Aí, então ele explica qual é a diferença entre Reserva e Reserva Especial.Reserva especial é para os vinhos que ficam no mínimo 18 meses armazenados. A regra sobre o período de armazenado varia de país para país.  Germano também falou sobre o porquê de armazenar em barricas de madeira.

O tour guiado acaba por aqui e começa a parte de degustação. Degustamos quatro vinhos. Eu e minhas amigas não gostamos de nenhum (infelizmente ou não, a gente gosta mesmo é de vinho doce apesar de saber que não são os melhores). Na degustação, ganhamos uma taça de vinho com o símbolo da vinícola de brinde. O final do passeio é na lojinha.

Conclusão: o passeio é muito interessante e valeu cada centavo. Eu atingi meu objetivo que era ao menos saber do que se trata ao ler um rótulo de uma garrafa de vinho.

Dicas | Vinhos e tour nas vinícolas

  • Reserve o tour um dia antes do desejado;
  • Compre vinho no mercado.  Sai mais barato. A maioria do nosso grupo comprou na vinícola. Compramos vinho no free shop com medo de quebrar a garrafa na mala. Pagamos mais caro que na vinícola;
  • Algumas vinícolas vendem embalagens próprias para levar vinhos na bagagem de porão (procure por wine bottle air bag no Google). Não verifiquei se na Undurraga tinha isso.  De qualquer forma, se você não achar e já vem do Brasil com a ideia de comprar vinhos, traga plástico-bolha;
  • Havia dois casais que fizeram o passeio pela Concha y Toro. O guia toda a hora perguntava se o casal conheceu o setor X na vinícola. Algumas perguntas o casal respondia que não, o que nos fez perceber que o passeio da Undurraga seja mais completo.
  • A uva é plantada em agosto e a colheita é nos meses de março e abril. Se viajar neste período, uma sugestão é participar da vindima em uma vinícola como por exemplo, a vinícola Casas del Bosque.
  • Há outros passeios interessantes nas vinícolas como o passeio de bicicleta na Cousino Macul, promovida pela agência La Bicicleta Verde.

Quem converte, não diverte

Tour vinícola Undurraga = 8.000CLP
Ônibus para Talagante (ida-e-volta)= 2.000 CLP

 

 


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