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Islas Ballestas e Reserva nacional de Paracas

11 fevereiro 2015

Huacachina está a 10 minutos de Ica. Ica está aproximadamente há uma hora de Paracas. Luís, o guia-motorista, apareceu às seis e meia da manhã para nos buscar. O hotel gentilmente nos ofereceu o café às 06:15. Eu acabei não comendo muito porque passei mal à noite. Talvez por causa do hambúrguer que havia comido na noite passada. Nada que muita água e um floratil não desse jeito. No passeio, um jovem casal de holandeses nos acompanhou. O casal de holandeses era super-simpático e faziam várias perguntas. Só que o Luís não fala inglês! Então, eu fui a tradutora macarrônica dos holandeses. Fiz uma enorme confusão, misturei inglês com espanhol mas acho que tudo deu certo no final 😉

Islas Ballestas

As ilhas Ballestas são um arquipélago perto do balneário de Paracas. São conhecidas por ser habitat de diversas espécies  de aves, pinguins de Humbolt e leões marinhos. Chega-se até as ilhas por meio de lanchas saindo do porto de Paracas.

Chegamos em Paracas às 07:30. A cidade litorânea possui um calçadão. Observei várias crianças brincando, lojas de artesanato, restaurantes. Achei um lugar agradável. Nada como ter o mar por perto!  Aguardamos até sermos chamado para o passeio de lancha para Islas Ballestas, que começaria às 08:00.

Luís nos conduziu a uma grande fila formada ali no malecón. Já na fila, pagamos as taxas devidas ( a do porto e de cada passeio na região).  As pessoas são separadas em grupos, que depois são direcionados a uma das vários lanchas ancoradas.  A princípio, parece confuso mas tudo é feito de forma rápida.

Ao entrar na lancha, somos orientados a vestir a escolher um lugar e vestir o colete salva-vidas (chaleco). Luís nos orientou a sentar do lado direito do meio para popa, para não nos molharmos. Não foi necessário, a guia já havia informado que na frente do barco (a proa), iriam as crianças. Não eram crianças. Eram adolescentes que inclusive pagaram bem mais barato que nós. Ao longo do passeio vimos que a dica do Luís foi uma dica furada. Quem sentou do lado direito foi privilegiado principalmente na hora de fotografar sem ter papagaio de pirata nas fotos. O passeio de barco tem uma guia que nos explica sobre o que são as ilhas Ballestas e as espécies que ali habitam.  A primeira parada é o Candelabro, parecido com uma das figuras das linhas de Nasca. Ao chegar nas ilhas, muitos animais como leões marinhos, pinguins, gaivotas e várias espécies de aves. Parece que todas as aves do mundo estão lá. Adorei o passeio, principalmente porque ali é a natureza como ela é.

Islas Ballestas

Nota:  Eu havia lido um relato em que a pessoa reclamou do cheiro do passeio. Vim preparada para o pior. Realmente, em um determinado momento o cheiro é forte mas não é nada insuportável. Nada comparável ao cheiro do Mercadão de Madureira antes do incêndio. Quem mora em subúrbio do Rio e tem mais de 30 sabe do que estou falando.

Dica de ouro: leve agasalho porque venta muito e o vento é gelado.

Reserva Nacional de Paracas

Por volta das onze da manhã, nós fomos de carro com o Luís rumo a reserva nacional de Paracas. O Luís combinou com o colega dele que fala inglês de levar os holandeses numa van e a francesa no ônibus, onde haveria guias bilíngues.

Logo após a guarita, o Luís apontou em direção ao mar, nos contando onde ficava o museu de Ica, que foi destruído por um terremoto. Alguns metros a frente, foi construído um museu. Na verdade, eles falam que não é um museu mas sim uma interpretação do que havia no antigo museu de Ica. O guia nos explicou o que é a reserva nacional de Paracas. Falou sobre os animais da região, as placas tectônicas e  a corrente de Humboldt que levou esse nome por causa do estudioso mas ali é conhecida como corrente do Peru.  O que vi na reserva: um deserto colorido com dunas de cor ocre e avermelha. Segundo o Luís, são dunas de sal misturando com argila. Parando em vários miradores. Um com vista para Playa Roja, cuja areia é vermelha (roja = vermelho), outro com vista para a Playa de Lagunilla, nossa última parada, onde almoçamos.

Almoçamos no restaurante Sol de Oro. Pedimos um pescado a la plancha (corvina ou linguado) e um pollo a la plancha. Pescado e pollo são peixe e frango em espanhol, respectivamente. Um prato a la plancha é composto de uma proteína (peixe ou frango, na maioria das vezes), batatas fritas, arroz e salada com molho. Os pratos são bem servidos e dá para duas pessoas.  Ficamos por um bom tempo por ali. Até subi a duna para ter uma panorâmica da praia.

 

Reserva Nacional de Paracas

Voltamos a Huacachina às 16:00 e pegamos um trânsito pesado em Ica.  Graças a sugestão da atendente da Peru in your hands, decidimos ir para Lima hoje mesmo e aproveitar o dia todo. Assim, compramos a passagem para Lima das 18:00. Neste meio tempo, ficamos no hotel aproveitando o wifi e combinamos com a recepcionista de chamar um táxi (na verdade, um tuk tuk) para nos levar ao terminal da Cruz del Sur de Ica.

Dica de ouro: não vá de tênis branco para a Reserva Nacional.A menos que queira vê-lo na cor marrom.

Quem converte não diverte

Diária Hosteria Suiza, quarto duplo: 177 PEN
Taxa portuária Ilhas Ballestas: 2 PEN
Taxa Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas:  15 PEN
Pescado a la Plancha, restaurante Sol de Oro – Lagunilla: 45 PEN
Pollo a la Plancha, restaurante Sol de Oro – Lagunilla: 30 PEN
Táxi Huachina – Ica (terminal Cruz del Sur): 8 PEN
Água mineral 625mL: 2 PEN
Ônibus Cruz del Sur Ica-Lima: 41 PEN


Passeio de bugue em Huacachina

10 fevereiro 2015

Huacachina é conhecida pela prática do sandboard e por um emocionante passeio de bugue, aqui chamado de areneros. Resume-se a uma vila situada em um oásis cercado por grandes dunas de areias no meio do deserto. Huacachina está a 10 minutos de Ica, uma das maiores cidades do país.

O bugue peruano é bem diferente dos bugues que estamos acostumados a ver no Nordeste. Ele é bem maior, cabendo 10 passageiros, cada assento tem um cinto de segurança e o motor com certeza deve ser bem mais potente para conseguir subir as enormes dunas. Dentro do veículo, há pranchas para a prática do sandboard ao longo do passeio.

Areneros

O bugue

Em geral, o passeio começa às 17:00. Nosso grupo era composto de dois peruanos, um americano e quatro franceses, além de nós duas.  No início do percurso nos é cobrada uma taxa a título de preservação. Logo após, o bugue sai rumo às dunas em grande velocidade.  O motor faz um grande barulho, o veículo chacoalha bastante, fora os pulos que dá. Muitas vezes, a sensação que se tem é que cairemos no precipício mas isso não acontece pois é apenas ilusão de ótica. Quanto mais as pessoas gritavam, mais o motorista ficava empolgado. Parecia uma senha para ele acelerar mais e fazer manobras que pareciam ser arriscadas! O americano, que sentou ao lado do motorista era o que mais gritava 🙂   O visual é lindíssimo! Impressionante como há beleza em um deserto.  Passeio com beleza e emoção.

Dunas de Huacachina

Há várias paradas estratégicas para praticarmos o sandboard. Começa com uma duna baixa e à medida que vai parando em outros pontos, as dunas ficam cada vez mais altas. Até que chega um ponto em que a brincadeira começa a ficar séria e porque não dizer, arrepiante por no final a altura das dunas é assustadora. Eu só fiz uma vez e parei. Minha amiga nem quis tentar. O bugueiro só falava: “Vamos, Brasil!”. Eu só respondia: “brasileiro é medroso!”. Não é que ele concordou? Ele disse que os brasileiros que ele conheceu ficam temerosos em descer com a prancha. Os gringos são bem diferente. Eles adoram! A única representante feminina era a francesa. Ela desceu em todas as vezes. Nosso orgulho! Tivemos que parabenizá-la.

Sandboard Huacachina

O auge do passeio é justamente no final, quando assistimos o pôr-do-sol e depois apreciamos uma visão panorâmica do oásis.

Oásis de Huacachina

Eu adorei o passeio. Recomendo para os destemidos e para os receosos. Só tomem cuidado para escolher uma boa agência pois realmente se o motorista do bugue não for cauteloso, a viagem pode acabar por ali.

 


As bodegas de Ica

9 fevereiro 2015

Hospedagem: Hosteria Suiza

Nada a reclamar do hotel. Creio que deva ser a melhor hospedagem da ilha. O hotel tem até piscina. O único senão é a água da torneira do banheiro que não me pareceu apresentável mas creio que isso deva acontecer em todas as hospedagens de Huacachina. Eu poderia falar também da escassez de papel higiênico mas isso é perceptível em outros lugares. Por isso, a dica: traga papel higiênico, útil principalmente no banheiros das atrações peruanas.

O café da manhã é praticamente o mesmo do Runcu: suco, café, chá ou leite (preferimos café preto), pão, ovos mexidos sem presunto e queijo, geléia e manteiga. Ao olhar para piscina, reparamos que já dava para ver as dunas e vimos corajosas pessoas já com suas pranchas de “sandboard”.

Após o café, fomos fechar os passeios na agência recomendada pelo motorista e que por coincidência, veio a ser a mesma agência elogiada num relato que li no Mochileiros.com, a Peru in your Hands. Fechamos os passeios “Bodegas de Ica” e o passeio de bugue (chamado de Areneros) para o dia de hoje e “Islas Ballestas” e “Reserva Nacional de Paracas” para amanhã. Tudo custou 160 soles. Não está incluído as taxas: entrada nas dunas de Huacachina, taxa para Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas. Ainda descobrimos que na agência já vendia a passagem da Cruz del Sur para Lima.

Pela manhã, caminhamos pelo oásis e vimos que é bem pequeno. As fotos enganam. O lago é pequeno e poluído. Não me atreveria a molhar meus pés ali. Crianças adoram andar de pedalinho por ali. Outros, vão já de manhã praticar o sandboard. Nós ficamos por ali a observar o vai e vem das pessoas, que na noite anterior parecia que o local estava lotado. Agora, pela manhã, tudo parecia um deserto. Almoçamos um espaguete no restaurante Sol de Ica por 16 soles.

Às 13:00 fomos para Ica, conhecer as bodegas. Eu não sei dizer tecnicamente qual é a diferença entre bodega e vinícola, mas visitamos a vinícola Tacama e bodega El Catador. Eu estava na expectativa de saber como é o processo de fabricação do pisco, a bebida nacional.  Quem já foi para o Chile, provavelmente já deve ter ouvido e bebido o pisco. Saibam que a origem da bebida é peruana, con orgullo.

Vinícola Tacama

É a mais antiga vinícola peruana. Ao chegarmos, fizemos o tour guiado, que passou por algumas dependências da vinícola e depois fomos à degustação. O tour fala mais sobre a história da família do que do processo de obtenção do pisco e dos vinhos. Confesso ter ficado frustada (mal acostumada com o tour da vinícola Undurraga, no Chile). Não experimentei o pisco ali. Sou medrosa risos. Minha amiga experimentou e quase teve um treco. Achou a bebida horrível (o pisco sour). Agora, verdade seja dita, o local é bonito. Inclusive no dia que fizemos o tour, estavam preparando a parte principal para um casamento (que chique, casar em uma vinícola!).

Vinícola Tacama

Bodega El Catador

Bodega familiar. Todo o processo de obtenção do pisco é feito de forma artesanal. Assim que chegamos, fomos encaminhados para fazer o tour. Desta vez, tivemos muita sorte pois a guia era excelente. Um espanhol facílimo de entender e muito engraçada. A hora da degustação, tomei coragem e provei o pisco! Segundo a guia, tem toda uma técnica para apreciar a bebida. Fiz o que ela recomendou e não achei tão ruim. Bom, fez me lembrar a cachaça (perdoem-me pessoas cultas etilicamente falando!).

O pisco é uma bebida obtida pela fermentação da uva. Há três tipos de pisco: o puro, o acholado e o mosto verde. O pisco puro tem a sua fermentação completa, que é em torno de duas semanas. Cholo significa mestiço. O povo peruano é cholo. Pisco acholado é o pisco obtido da mescla de uvas. No caso da El Catador, uvas torontel e quebranta. Já o mosto verde, a fermentação é feita por apenas cinco dias, com o propósito de reter o açúcar. Por isso, seu sabor é mais suave. A guia nos explicou ainda que para ter a mesma quantidade de pisco, é necessário o dobro de uvas no caso da mosto verde. Por isso é mais cara. Seu nome é uma alusão ao suco da uva (mosto) e ao processo de fermentação ser mais curto (verde).

El Catador

A volta para Huacachina foi às 16:00.  Pegamos um trânsito pesado em Ica mas deu tempo suficiente para fazer o passeio de bugue.

Conclusão: eu havia lido antes de viajar alguns relatos falando que era pegada de turista o passeio às bodegas de Ica. Eu não achei. Gostei muito e se tiver um tempo a mais para fazê-lo, recomendo.

 


Miraflores e ida para Huacachina

8 fevereiro 2015

Dia 2 – Miraflores

No primeiro dia, andaríamos pelo andar pelo calçadão à noite mas desistimos. O cansaço havia nos vencido. O dia seguinte foi reservado para conhecer o bairro de Miraflores. Acordamos cedo e fomos tomar café. O café do hotel Runcu é servido no último andar. Ao chegar e nos identificar, recebemos um mimo: o rapaz que nos serviu trouxe como enfeite de mesa, um porta-retratos com clipe, escrito: “Bienvenida, Pat!”  O café-da-manhã do hotel é na medida. Não é self-service. Uma pessoa vem te atender. À mesa, estão dispostos manteiga, geléia e um copo de suco. É oferecido dois pães por pessoa, café ou café com leite (café negro ou café con leche) e ovos mexidos (huevos revueltos). Para nós foi o suficiente.

Abrindo parênteses: Nós, brasileiros, somos bem acostumados com café-da-manhã em hotéis. Dificilmente em outros países haverá a fartura que temos aqui.  É questão cultural, não tem só a ver com a qualidade do hotel. Dos países por quais eu passei, só em dois eu posso dizer que comi bem pela manhã: Portugal e Turquia. Portanto, na hora de ler avaliações de hotéis feitas por brasileiros, releve reclamações sobre o café da manhã do hotel ser fraco. Leia também o que os estrangeiros dizem sobre isso. Fecha parênteses.

De posse do mapa, começamos a andar pelo malecón. Um passeio bastante agradável. A cidade de Lima é bastante florida. Os moradores aproveitam bem o espaço arborizado para correr, brincar com seus filhos, etc.  Sem pressa, chegamos ao Parque del Amor e a escultura El Beso.

Parque Del Amor

Dali, fomos ao Parque Kennedy e ao Mercado de Artesanías. Já mortas de fome, caminhamos até o o bem avaliado restaurante Tanta, um dos restaurantes do chef Gastón. Seguimos a sugestão do garçom e pedimos o prato da casa, o Lomo Saltado. Muito bom! Depois, ainda fomos trocar dinheiro, procurar passagens para Cusco e a passagem de ônibus para Ica. Só lá para o final da tarde fomos conhecer o sítio de Huacla Puclana. Ao chegar, descobrimos que o museu estava fechado. Frustante. Voltamos para o hotel.

Onde fazer o câmbio em Miraflores

Trocamos dinheiro no Cambio El Sol, próximo a Falabella da Avenida José Pardo. Por todo o bairro de Miraflores, há pessoas com coletes azuis oferecendo cambio. É permitido pelo governo. Todos estão com crachá. Quanto mais perto da Praça Kennedy mais baixo é o cambio.

Onde comprar as passagens da companhia Cruz del Sur em Miraflores

Mercado Wong. Compramos as nossas no Wong perto do Huacla Puclana, no Ovalo Gutierrez. Uns 15 minutos de caminhada.

Dia 3 – Huacla Puclana e ida para Huacachina

Se fosse seguir o roteiro planejado, hoje seria o dia para acordar de madrugada e ir para Huacachina. Gostamos tanto de Lima (mentira, foi preguiça mesmo!) que resolvemos sair de lá depois de conhecer a Huacla Puclana, sítio arqueólogico da civilização limenha.

Nós não gostamos de Huacla Puclana. Minha amiga pela poeirada que lá tem. Eu, que já havia conhecido Cusco e arredores, achei um pouco decepcionante (pessoas cultas, perdoem-me!) e que a ruína não tem nem comparação com as do Vale Sagrado. Arrependi-me de não ter ido para Ica na madrugada.

Huacla Puclana

Deu tempo de ir ao Parque Kennedy e comer um sanduíche na lanchonete Republica, lanchonete com decoração anos 50. Recomendo.  O hotel chamou um táxi para nos levar até o terminal da Cruz del Sur, que fica na Avenida Javier Prado. Deve-se chegar cedo ao terminal porque sua mala é pesada e identificada.

O Mercado de Artesanías, o Lomo Saltado do restaurante Tanta, a Lanchonete Republica e o portão de embarque da Cruz del Sur.

Ao entrar no ônibus, seu rosto é filmado.  A viagem de ônibus dura quatro horas. Quando viajei de Cruz del Sur em 2011, o serviço foi impecável. Desta vez, com aquele calor, o ar condicionado não funcionava perfeitamente.  Foi o único pecado. É servido um lanche e cada poltrona tem uma tela individual onde você pode assistir filmes, ouvir músicas, ler livros. Fiquei passada! Da janela, começamos a notar a área desértica. Com o calor, não consegui dormir e a viagem parecia interminável. Chegamos pouco depois das sete da noite. Mal descemos do ônibus e já veio um taxista se oferecer para nos levar a Huacachina. Aceitamos.

O taxista puxou assunto, perguntou de onde éramos e ofereceu seus serviços de guia. Ele nos levou à Hosteria Suiza e disse que há um convenio da Cruz del Sur com o hotel e que teríamos desconto. Bom, olhamos o quarto. Eu desconfiada, ainda quis ir no Hotel Casa de Arena que estava bem mais caro. Resumo da ópera: ficamos no Hosteria Suiza.

Se conselho fosse bom…

  • Anotar os dias que museus e outras atrações fecham é uma boa pedida.
  • Se quer saber um pouco mais da história dos incas e não sabe qual livro comprar, aconselho a comprar em Cusco. A impressão que tive foi que lá as livrarias tem mais títulos sobre o assunto. Ou faça o trabalho de casa, pesquisando antes e até comprando pela internet, aproveitando o fato que sobre livros não incide imposto.
  • Em Miraflores, há wifi liberado gratuitamente.
  • Lugares para lanchar em Lima: Lanchonete La Lucha, Bembo’s e Republica
  • Lugares para almoçar/jantar com estilo em Lima ($$$): restaurante Huacla Puclana e o Astrid y Gastón (não esqueça de reservar!)
  • Lugar com boa relação custo/benefício para comer: Restaurante Tanta
  • Não esqueça de dar gorjetas aos garçons! O serviço não está incluído na conta. A minha gorjeta era de 10%.

Pequeno dicionário de espanhol

Malecón = calçadão
Café negro = café
Ovos mexidos = huevos revueltos
Queijo = queso
Jamón (pronuncia-se rramon) = presunto
Artesanías = artesanato
Ovalo = Ao pé da letra, significa oval. As rotatórias em Lima são chamadas de ovalo.
Calle = rua

 Quem converte não diverte – Lima

Câmbio dólar x nuevo sol: 1USD x 2,90PEN
Restaurante Tanta: 50 PEN (com gorjeta)
Táxi hotel Runcu – Terminal Cruz del Sur da Av. javier Prado: 18 PEN (o preço correto é 15PEN do hotel se for em táxi comum e 13PEN se vier do Parque Kennedy)
Passagem Lima-Ica, pela Cruz del Sur – Ônibus Crucero: 55PEN
Lanchonete Republica: 24,30 PEN  (com gorjeta)

 


Peru: dicas de viagem

28 janeiro 2015

Documentação e preparativos

  • Verifique se sua identidade (RG) está em boas condições ou se o seu passaporte está válido.
  • Verifique a exigência de vacinação contra a febre amarela. Se for exigido, tome a vacina e peça a emissão de certificação da CIV na Anvisa.
  • Em regra, não se agenda passeios no Peru. Exceção: Machu Picchu. Os preços dos passeios coletivos fechados no local e em espanhol são mais baratos do que os reservados no Brasil.
  • O mesmo vale para hotéis, hostales (espécie de pousada) e hostels: muitas vezes no balcão o preço é mais atrativo do que o fechado pela internet.
  • Claro que se for em alta temporada e desejar ficar no hostel ou hotel X ou Y, melhor fazer a reserva com antecedência.
  • Compre com antecedência: (a) a entrada para Machu Picchu, principalmente se for subir a Huayna Picchu; (b) as passagens de trem e (c) se seu roteiro estiver fechadinho, as passagens de ônibus para pegar a tarifa mais baratas como a Cruz del Sur e a tarifa Insuperable.

O que levar

  • Caneta para preencher a Declaração de Bagagem e a Tarjeta Andina de Imigración (basicamente você precisará saber o número do voo de chegada ao Peru e anotar o endereço da hospedagem);
  • Tenha em mãos o endereço do hotel na cidade de chegada pois será necessário no preenchimento da Tarjeta Andina;
  • Tênis em cor escura de preferência, marrom. Será útil no deserto e ruínas como Huacla Puclana;
  • Repelente, útil na visita a Machu Picchu;
  • Papel higiênico. Poucos banheiros públicos e de estabelecimentos tem papel higiênico disponível.
  • Lembre-se de levar também o álcool gel;
  • Se procura hospedagem barata e quer negociar preço, não vá com mala de policarbonato, né? Vá de mochila.
  • Se ficar em hostels, leve seu par de chinelos. Útil na hora de tomar banho e para evitar pegar doenças.

Dicas de sobrevivência em Lima

  • Os táxis em Lima não tem taxímetro (eu tenho cá para mim que isso deve ser no Peru inteiro). Então, nunca entre no táxi sem negociar antes.  Para uma primeira vez, é bom perguntar ao hotel com antecedência o preço da corrida do aeroporto até o hotel ou se possível, agendar o transfer;
  • Tendo uma ideia do que quer conhecer (a esta altura do campeonato, lendo o blog você já deve saber como é bom planejar sua viagem, principalmente para o seu bolso), pergunte no hotel o preço das corridas de táxi.
  • Não há rodoviária em Lima. Se quiser ir para outra cidade, você terá que pegar o ônibus no terminal da empresa escolhida. Por exemplo, compramos a passagem Lima – Ica pela Cruz del Sur. O terminal de ônibus é exclusivo da companhia (Terminal Javier Prado).
  • Se quer almoçar/jantar em um dos restaurantes de griffe em Lima, faça a reserva com antecedência;
  • Se pretende fazer trekking ou quer comprar equipamentos ou roupas térmicas para o frio, deixe para comprar em Cusco mas saia do perímetro da Plaza de Armas.
  • Não custa ler um pouco sobre o país antes de viajar

Dicas de sobrevivência em Cusco e arredores

  • Pessoas com problemas respiratórios, anemia, grávidas, etc procurem um médico antes de ir para altitude. No primeiro dia, evitem fazer esforço. Não façam passeio algum. Descansem no hotel e tomem chá de coca.
  • Eu sofri muito mais com altitude desta vez mas eu estava anêmica e só depois é que eu associei uma coisa à outra. Não teve chá de coca nem soroche pills que dessem jeito. Não quero nem que meu pior inimigo sinta as dores que eu senti. Só bebia água e chá de coca no primeiro dia e não saí do hotel. Dor de cabeça, náuseas, etc. Alguns peruanos falam que brasileiros sentem muito a altitude. Mas há pessoas que nada sentem, como as minhas companheiras de viagem. O taxista de Lima que nos levou até o aeroporto disse que era bom evitar comer no primeiro dia, só beber líquidos pois o processo da digestão consome mais oxigênio.  Já li também a dica de uma brasileira que procura ficar em pousadas ou hotéis que tenham oxigênio.  De qualquer forma, ouça os conselhos e evite estripulias no primeiro dia para não estragar sua viagem.
  • Faça os passeios em ordem crescente de altitude.
  • Reserve um período da manhã ou da tarde para conhecer o Q’Orikancha. No passeio City-tour assim chamado para conhecer as ruínas próximas, há pouco tempo de
  • Domingo na Plaza de Armas sempre tem desfile pela manhã.
  • Agora em Cusco tem o ônibus londrino. Não sei o trajeto mas com certeza um peruano te abordará vendendo a passagem;
  • Quanto mais longe da Plaza de Armas, mais baratos são os restaurantes, os hotéis e as lembrancinhas.
  • Não traga folhas de coca para o Brasil, a não ser que queira ter problemas com a polícia. Muito menos para o Chile, se sua viagem incluir  nem para o Chile.

Livros sobre a História do Peru

  • DE LA VEGA, Garcilaso. Comentarios Reales de Los Incas.
  • ROMERO, Saydí María Negrón. Presentando el Perú y Machu Picchu. 2a. ed. Lima: 2013.
  • SALAZAR, Fernando E. Elorrieta & SALAZAR, Edgar E. Elorrieta. Cusco e o Vale Sagrado dos Incas. 1a. ed. Cusco: Tankal Eir, 2014.

O primeiro livro é um clássico. “Comentários Reales” foi escrito pelo Inca Garcilaso de la Vega, filho de um conquistador espanhol e de uma princesa inca. Batizado com o nome de Gómez Suarez de Figueroa, o escritor durante sua juventude conviveu com os espanhóis e os parentes maternos incas. Os relatos e o que testemunhou culminou com a obra que retrata sobre a civilização inca e conquista espanhola e guerras civis.  Leia mais sobre Garcilaso na Wikipédia (espanhol) e link para e-book aqui.

Compramos o livro da Saudí María na SBS da Avenida El Sol, praticamente em frente ao Q’Orikancha por 50 soles.  Já o livro sobre o Vale Sagrado em português compramos nas barracas em frente às ruínas de Ollantaytambo também por 50 soles. Os dois livros são ótimos.

 


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