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Perguntas e Respostas – roteiro de 25 dias pela Bolívia, Chile e Peru

1 maio 2012

Recebi um e-mail de uma leitora(!), a Silma, que quer fazer um roteiro circular mas com 25 dias por Bolívia, Peru e Chile. Estou respondendo aqui no site, pois pode ajudar outras pessoas.

“Estou tentando elaborar um roteiro de 25 dias com ida e volta (Guarulhos SP- Santa Cruz – Bolivia) de 19-maio a 12-junho-2012. Consultei seus roteiros, porém não estou conseguindo adequar. Parece que tenho pouco tempo para fazer Santa Cruz- Sucre- Potosi- Uyuni(Salar)- San Pedro do Atacama- Arica- Tacna- Arequipa- Cusco- Puno – Copacabana – La Paz – Santa Cruz – São Paulo. Estou pensando em fazer alguns trechos de avião. Estou pesquisando Calama-Cusco mas o preço está muito alto. Vi que você também foi nos mesmos meses que eu vou, faz muito frio?! Estou preocupada. Não sei se levo as roupas de frio daqui ou deixo para comprar lá.”

Oi, Silma! De início, só lendo a pergunta, eu concordei com você.  Achei que não daria tempo! Porém com um pouco mais de atenção, percebi que diferente de mim, você não pretende ir a Lima, Ica e Nazca.  Então há chances de fazer o roteiro desejado.  Adaptando a minha planilha ao seu jeito,  ficou assim:

Dá para fazer tudo mas o ideal é deixar um dia livre para emergências. Por que eu digo isso? Volta e meia naquela região tem protestos, o que pode atrapalhar sua viagem.  Então é bom ter em mente o plano B, o plano C, etc.

Baseado apenas em minhas opiniões (que não são verdades absolutas), vamos lá (gesto de entrelaçar as mãos e estalá-las):

  • Se você for de Gol, provavelmente chegará na madrugada em Santa Cruz.  Compre bolivianos o suficiente para pagar a taxa aeroportuária.  O câmbio no aeroporto é bem desfavorável, como sempre imaginamos que seja;
  • O aéreo Santa Cruz – Sucre pode ser feito pela Aerosur.  Há como comprar a passagem antecipado em São Paulo. Li isso no relato dos Mochileiros.com;
  • Se for pela Aerosur, o voo é 10:00. Dá tempo de ir no hotel e à tarde, conhecer o Parque Carl Orko e um pouco da cidade.
  • No dia seguinte, um ônibus de manhã cedo para Potosí. Deixar a mochila no guarda-volumes da rodoviária e à tarde, fazer o passeio das Minas de Prata.  Antes, pesquise se há mesmo guarda-volumes (guarda-equipajes) no terminal rodoviário;
  • Neste mesmo dia, vá para Uyuni. Você chegará na madrugada. Durma um pouco em um hotel e de manhã cedo já feche o passeio para o Salar de Uyuni, que deve começar por volta de 8:00;
  • No terceiro dia, você chega em San Pedro do Atacama.  Reserve o dia para descansar e fechar os passeios para os dias seguintes;
  • Cruzando a fronteira Chile-Peru: compre a passagem de ônibus direto para Arica. Eu fui por Calama e demora pacas o próximo ônibus. Economize tempo!  Eu não conheci o oceano Pacífico nem fiz nada em Arica.  Dependendo do que pretende fazer, já compre a passagem para Tacna. Há táxis que dizem ser mais rápido para cruzar a fronteira.  Nós fomos de ônibus e imagina que tivemos que esperar todos os passageiros fazerem a revista na rígida imigração chilena.  O mesmo na imigração peruana (mais liberal).  Não leve frutas na bolsa. Não são aceitas nas fronteiras por causa da tal mosca da fruta;
  • Em Tacna, você tem que ir para outro terminal, comprar a passagem para Arequipa.  Nós fomos de Cruz del Sur. Muita gente reclama que é caro mas em matéria de conforto, dá de dez a zero nas companhias de ônibus brasileiras;
  • Você deve chegar à noite em Arequipa.  No dia seguinte, conheça a cidade e feche o passeio para o Cañón del Colca.  Nós ficamos mais dias e fizemos o rafting no rio Chili.  Eu não sei nadar e nunca passou pela minha cabeça fazer rafting (não estou incentivando ninguém que não saiba nadar a fazer estas loucuras). Foi muito legal!  Fiz mil promessas de praticar aqui no Brasil (depois de aprender a nadar) e por enquanto… necas! As duas coisas. Ah, provavelmente na própria agência que você agendar os passeios, ela venda também a passagem de ônibus para Cusco;
  • Cusco é disparado a cidade mais bonita do roteiro. Vale a pena ficar todos estes dias lá;
  • A viagem Arequipa – Cusco passa por Puno. Acho melhor primeiro fazer Cusco que é a cereja do bolo e na volta,  conhecer Puno e fazer o tal passeio Isla de los Uros;
  • Aliás, todos são unânimes em falar que Puno só tem este passeio para fazer.  Assim que chegar na cidade, feche o passeio e compre a passagem para Copacabana;
  • Em Copacabana, o passeio é conhecer a Isla del Sol, a maior do Titicaca.  A princípio, nós íamos dormir na ilha mas eu não gostei do clima de lá, rústico demais para as já exigências de quem já está chegando na idade dos “enta”.  Nós cruzamos a ilha, fazendo a tal caminhada. Foi bem puxado mas somos sedentárias e não estávamos 100% aclimatadas;
  • Estes países só aceitam notas de dólares em perfeito estado. E o câmbio é diferente se for com notas de valor mais baixo. Leve notas de 100 dólares que não sejam da série CB.
Onde você pode cortar, caso precise:
  • Em La Paz: o passeio de Tiwanaku.
  • Em San Pedro, o  passeio Salar do Atacama e os das lagunas altiplânicas;
  • Em Copacabana, não passar o dia fazendo o trekking da Ilha do Sol, só conhecer o lado sul da ilha, o que se faz em uma tarde.
  • Em Cusco, o passeio para as Salinas de Maras e os Círculos de Moray;

Quanto ao frio, um breve relato:

Meu nome é Pat e sou carioca.  Quem mora aqui,  a uma temperatura de 22°C, já está botando uma jaquetinha ou casaquinho. Resumindo, a gente não sabe realmente o que é frio.  As roupas aqui do Rio não protegem do frio.  São tecidos bem fininhos, tipo só para enfeitar. Falo de roupas em lojas “normais”, não do tipo “Daslu”.

Eu viajei no período de 13 de maio a 13 de junho de 2011.  Já sabendo do frio que poderia enfrentar, li muito sobre vestimentas. Aproveitei a viagem para Argentina no início do ano e comprei  dois casacos de fleece (polar 100 e 200). Eu já tinha o trio segunda-pele de calça comprida, luva e meia da Solo que eu havia comprado dois anos antes. O restante eu deixei para comprar em La Paz. Por isso a viagem foi no sentido oposto ao seu. Em La Paz, eu comprei meias de merino, corta-vento, cachecol e touca de alpaca (duvido que seja alpaca…rs). Até bota de caminhada e aquelas calças que viram bermudas eu comprei lá.  Tudo em preço mais em conta. Fiquei com medo de ser falsificado mas deram conta do recado.

O corta-vento foi muito importante no Chacaltaya, na imigração Chile-Bolívia (como venta!) e durante o passeio do salar. Para mim, a pior noite em matéria de frio, foi a primeira no alojamento do Salar de Uyuni.  No seu caso, será a última.  Todos nós dormimos com roupas e saco de dormir (disponível para alugar) e cobertores pesados.  Mesmo assim, sentimos muito frio. Até os gringos europeus sentiram frio.  Agora, conhecemos pessoas ao longo do nosso caminho que falaram que só os pesados cobertores do alojamento já foram o suficiente.  Morando em São Paulo, fica mais fácil de comprar as coisas por aí. Só não sei se serão mais baratas que na Bolívia.

Eu até tentei montar o seu roteiro no outro sentido (indo por La Paz primeiro) mas o engraçado é que ficou dois dias mais longo que no sentido inverso por causa de horários de ônibus e voos. Fiquei encafifada!

Tem um relato nos Mochileiros.com (a melhor fonte de pesquisa) que talvez possa te ajudar: http://www.mochileiros.com/dez-2011-bol-chi-peru-22-dias-com-gastos-e-fotos-t64174.html

No mais, boa viagem!

 


Bolívia, Peru e Chile – sugestão de roteiros

25 março 2012

Eu planejei uma longa viagem de 32 dias para conhecer os clássicos dos três países. Não deu para conhecer tudo devido aos imprevistos. No planejamento, fiz uma série de mini-roteiros que talvez possam ajudar a quem não tanto tempo disponível.

Para todos os roteiros, deixe um ou dois dias para os imprevistos.  Volta e meia há protestos nos países que podem estragar os seus planos. Ah e vale lembrar que o mal da altitude não é lenda.  Varia de pessoa para pessoa, mas no meu caso eu só melhorei mesmo lá para o 5o. dia.  O chá de coca não funcionou comigo (não tem nada de alucinações, isso é coisa de gente mal informada). O que funcionou foram as tais pílulas do soroche.  Em Cusco,eles vendem spray de ar! Então, aclimate-se antes e planeje seus passeios em ordem crescente de altitude.

Os roteiros não são receitas de bolo pronto.  Pesquise a duração das viagens de trem e ônibus e os horários.  Talvez a viagem demorada tenha ficado mais rápida com a melhora das estradas (Ponto para as estradas chilenas).

Ah, a sensação de segurança nestes países é muito maior que no Brasil.  Anda-se tranquilamente com câmera digital sem o estresse de que alguém vai aparecer do nada e apontar um revólver na sua cabeça e dizer: Perdeu! Só precavejam-se dos furtos. Olho em suas bolsas e muito cuidado com o passaporte. Fique ligado igual você ficaria no Rio e em São Paulo (eu disse ligado e não neurótico!). Sempre é bom ler sobre golpes praticados com os turistas.

A cotação pra notas de 100 dólares é melhor que para notas menores como as de 10 e 20 dólares. Os dólares devem estar intactos. Sobre os documentos para viajar, só é necessário o RG. Se sua foto não condizer com você, então é melhor não arriscar a depender da boa vontade dos policiais: faça o passaporte.  Um bom motivo é ter como recordação um carimbo simbólico de sua passagem por Machu Picchu.

Este post é uma resposta àquelas pessoas que entraram em contato e perguntaram sobre diferentes roteiros nestes países.  A todos vocês, boa viagem!

Conhecendo Lima e Machu Pichu em 8 dias

Este roteiro é o básico. Se puder acrescente mais dias pois Cusco é uma cidade muito bonita e há várias atrações.  Assim também terá tempo de se aclimatar pois estará saindo de uma cidade a nível do mar (Lima) e estará indo para Cusco que está a 3.400m de altitude.

Peru em 15 dias

Roteiro de 15 dias pela Bolívia

A Bolívia é um país barato. Para você ter uma idéia, a cotação dólar x peso boliviano em maio/2011 estava 1 por 7.  Se você está curto de grana e quer conhecer um destino diferente, a Bolívia pode ser uma boa opção. Mais barata que muitos destinos brasileiros. De quebra, vai conhecer o lago Titicaca que aprendeu na escola que é o lago “mais alto” do mundo e a imensidão do Salar de Uyuni. Inesquecível!

Dever meu esclarecer que  a Bolívia é um país pobre e não está preparada para turismo.  Então você vai a lugares e não encontra banheiros decentes. Deve-se ter um cuidado a mais com a comida e a água por causa do cólera. A impressão que eu tive dos bolivianos foi a melhor possível.

 Peru e Bolívia: o roteiro clássico sem o trem da Morte

Em quinze dias dá para conhecer o Lago Titicaca e Machu Picchu.   A dica para largar o passeio do Vale Sagrado em Ollantaytambo é para economizar tempo e dinheiro para conhecer Machu Picchu.

Bolívia, Peru e Chile em 23 dias

Uma opção para quem vai com milhas: ida por Lima e volta por Santiago. Há muito o que ver em Cusco e nos arredores de San Pedro de Atacama e Santiago. Então de 23 dias, a viagem pode ficar maior e mais interessante.

 

 

Bolívia, Peru e Chile

1.”Quero conhecer Bolívia, Peru e Chile. Dá para fazer este roteiro em 25 dias?”
Depende. Quais são suas prioridades? A maioria quer conhecer o Salar de Uyuni, Machu Picchu e o Deserto de Atacama. Segue algumas sugestões de roteiros.

20 dias por Bolívia e Peru

Neste roteiro, praticamente conhece os principais passeios da Bolívia e Machu Picchu. Acrescente mais dias para emergências.

20 dias Bolívia e Peru

23 dias por Bolívia, Peru e Chile

Agora um roteiro que contemple o Salar, Machu Picchu e o Deserto do Atacama. Este roteiro não é circular. Bom para quem tem milhas para usar pois a ida é por Lima e a volta por Santiago.

23dias Bolívia-Peru-Chile

32 dias por Bolívia, Peru e Chile

Agora um roteiro circular que contemple o Salar, Machu Picchu e o Deserto do Atacama. O sentido é fazer La Paz primeiro para comprar roupas para o frio. Este é o roteiro completo.

32 dias por Bolívia,Peru eChile

Se não dispuser de todos estes dias, comece a cortar alguns lugares que não são prioridades para você? Como saber? Lendo relatos de viagem. Sugiro cortar Lima, Ica e Nazca. Se o orçamento está apertado, saiba que o Chile é o país mais caro dos três. Talvez valha a pena diminuir o número de dias em San Pedro de Atacama.

Eu fiz este mochilão em maio de 2011. Já faz tempo! Independente de ser recente ou não minha viagem, sempre busque mais fontes de informação.  Lembre-se de ter dias a mais como carta na manga, pois volta e meia há protestos nestes países.

 


Bolívia, Peru e Chile – roteiro realizado

25 junho 2011

O roteiro realizado foi bem diferente do planejado graças aos imprevistos.  Primeiro, tivemos problemas com a Gol. Tudo por causa de uma infeliz frase do comandante que criou pânico entre os passageiros.  Perdemos um bom tempo no Galeão. Tínhamos uma conexão em Guarulhos a fazer. Perdemos!  Com isso tivemos que ficar mais dois dias em São Paulo, esperando o próximo voo. Isso mudaria nossos planos, teríamos que cortar algumas cidades…

 roteiro planejado vs. roteiro realizado

Chegamos em Santa Cruz, fizemos o câmbio a uma cotação péssima mas o suficiente para sobrevivência do dia.  Conseguimos comprar a passagem para La Paz pela BOA já na abertura do balcão. Em uma hora estávamos em La Paz no ótimo hotel Cordillera Real.

Em La Paz, sofri muito com os efeitos da altitude e passei o primeiro dia na cidade descansando.  Consegui fazer todos os passeios a minha maneira: como não aprendi a andar de bicicleta, acompanhei o downhill em Coroico no carro dos guias.  Não aguentei a altitude do Chacaltaya e preferi esperar o grupo no ponto de parada. Depois desisti de  seguir para o segundo passeio, que era o Vale de la Luna, o que fez com que eu conhecesse o restaurante Don Gus, com comida boa, sem muito condimento e segura.  Outro imprevisto: estava tendo um protesto na fronteira Bolívia – Peru.  Algo a ver com a construção de uma mina de ouro por uma empresa canadense.  A fronteira estava fechada há uma semana e não havia indícios de que os protestos iriam terminar.

No quarto dia já aclimatada, saímos para Copacabana.  A vista do lago Titicaca é linda! Não subi o Cerro Calvário. As escadas me amedrontaram. Ficamos pela cidadezinha.  Tivemos uma noite de muito frio no hotel. O No dia seguinte, fomos à Isla del Sol e fizemos um trekking de cinco horas cruzando a ilha.  Neste dia percebemos o quanto estávamos mal condicionadas fisicamente. Muita gente nos passou! Até idosos! Uma vergonha pra esta sedentária que vos escreve. Decidimos não dormir na ilha e esta escolha foi mais do que acertada.

Com a fronteira ainda fechada, não houve outra opção para chegar ao Peru a não ser  cruzar o Titicaca de barco. Pagamos uma fortuna por uma viagem de nove horas!  Nos sentimos umas clandestinas pois saímos cedo de Copa, carimbamos nossos passaportes na Aduana Boliviana e durante todo o trajeto de barco, estávamos ilegais. Havia muita gente esperando barcos para ir ao Peru.

Chegamos quase à noitinha em Puno e a primeira coisa que eu percebi é que o Titicaca ali era poluído. Que diferença da Bolívia! Fomos recebidos por um senhor que levou os turistas até o posto de imigração. Ruas desertas, depois muita confusão com passeatas e residentes jogando pedras.  Entramos na Imigração, que logo fechou as portas. Depois compramos as passagens para Cusco.  É, Puno e as islas Flotantes de Uros ficarão para uma próxima oportunidade.

Às cinco da madruga chegamos em Cusco e aí meu péssimo sexto sentido para hospedagens se confirmou. Na rodoviária, algumas pessoas oferecem hospedagem. Eu recusei todas.  Acabamos ficando num lugar horrível, só para dormir.  Já pela manhã, saímos a procurar hotéis nos arredores da Plaza de Armas e achamos o incrível Waytaq.  Hotel novinho em folha, foi um prêmio para nós!

Cusco foi a cidade mais bonita da viagem sem sombra de dúvidas.  Totalmente voltada para o turismo. De todas as idades e de todos os bolsos.  Fechamos um pacote com todos os passeios. Adorei ter conhecido Saqsaywaman e Pisaq.  Eu até agora me pergunto como os incas fizeram tudo aquilo, sem programas avançados de computador, sem ferramentas e noções de cálculo. Que civilização avançada! Pena que foram dizimados pelos espanhóis. Todo o conhecimento foi com eles.  A cereja do bolo foi subir ao Wayna Picchu e ter a visão do alto da cidade perdida (obrigada, Ana por ter insistido!)

Cortamos Lima, Ica e Nazca do roteiro por conta do atraso da Gol. Iríamos para Arequipa, a cidade branca.  Para chegar a Arequipa, teríamos que passar pela fronteira e os protestos não haviam terminado.  Então, seguindo o conselho da Oficina de Turismo, compramos uma passagem aérea para Arequipa pela Lan Peru. Durante o voo, fiquei indignada que nem ao menos ofereceram água e olha que o preço da passagem foi uma pequena fortuna!

Chegamos em Arequipa, novamente várias pessoas oferecendo hotéis. Recusei todas. Pegamos um táxi e o taxista nos levou a três hotéis.  Acabei escolhendo o hotel que havia oferecido no aeroporto e mais caro.  Lógico que minha amiga quis me matar! Ela conseguiu o mesmo preço.  Fechamos os passeios: rafting no rio Chili e Tour Cañón del Colca.

De Arequipa fomos à Tacna de ônibus pela Cruz del Sur. Serviço excelente! Nem sentimos a viagem de cinco horas demorar.  Há rodomoça e bingo valendo uma passagem grátis.  De Tacna pegamos um ônibus para Arica. Engraçado como a paisagem muda.  As estradas chilenas são bem melhores. As casas são diferentes.   Algumas pessoas foram barradas na imigração chilena. Ao chegar na rodoviária, fizemos o câmbio para pesos chilenos e compramso a passagem para Calama e de lá para San Pedro de Atacama.

A viagem noturna para Calama foi desagradável graças às duas paradas para revistas de bagagens.  Chegamos em Calama cedo e lá compramos as passagens para San Pedro.  Quando chegamos em San Pedro, um susto: a cidade parece ter saído do Velho Oeste!

Fechamos o passeio do Salar com a Cordillera.  Sofremos como nunca com o frio. Eu não desejo este frio para ninguém. Sempre saem dois carros, os motoristas eram muy buena onda e as paisagens incríveis.  Chegamos a Uyuni querendo antecipar a volta para o Brasil mas não conseguimos uma internet decente e nem nos fazer entender quando ligamos para o aeroporto de Santa Cruz.

Compramos uma passagem Uyuni – La Paz de ônibus.  Que viagem longa! Ficamos novamente no mesmo hotel do início da viagem e agora sim eu percebi como estava aclimatada: subia as ladeiras de La Paz sem botar a língua pra fora!  Compramos a passagem para Santa Cruz, novamente pela Boa.

Chegamos em Santa Cruz no domingo e lá a diversão principal é passear na praça.  Foi o que fizemos. Achamos Santa Cruz com muito mais cara de capital que La Paz.  Ficamos impressionadas com a frota de carros, todos muito novos e muito importados.  Depois, na volta ao Brasil descobri o porquê.

A viagem foi muito cansativa mas foi inesquecível pelos passeios e pelas paisagens incríveis que não sairão da memória. Desarmem-se do preconceito e conheçam os nossos vizinhos!

 

 


A aventura começa agora!

13 maio 2011

Por incrível que pareça, deixei tudo para a última hora. Hoje, ainda fui ao shopping comprar algumas blusinhas de manga comprida, almocei o bom e velho churrasco e com feijão pois provavelmente seria um mês sem comer o feijão preto.  Saí do shopping por volta de meio-dia para imprimir a parte de dicas sobre segurança e a lista de hotéis.  Não deu tempo. Lógico! Fique me lamentando por não ter arrumado a mala com antecedência.

A idéia era pegar um táxi às 14:30 pois o voo seria às 18:00.  A viagem até o aeroporto do Galeão dura aproximadamente uma hora. Nem preciso dizer que eu me atrapalhei, né?

Demorei a arrumar a mochila que estava abarrotada.  Eu ainda tinha que telefonar para a cooperativa de táxis e colocar cadarço no tênis. Já passava das 14:30!

Tentei ligar para a cooperativa três vezes e só na última tentativa atenderam.  Nos 20 minutos de espera do táxi, deixei um recado com os vizinhos com o meu e-mail e o telefone  em caso de emergência. Justamente para evitar qualquer situação como a que ocorreu durante a viagem para a Venezuela.

O táxi chegou às 15:00.  O taxista tomou um susto com o tamanho da mochila( “A moça falou uma mochila normal!”).  Gostou do condomínio e quis saber se tinha casa para alugar. O porteiro até quis ajudar mas eu estava com pressa!  Quando o taxista soube que eu ia para Bolívia, tomou um susto.  Quando falei que ia também para o Peru, quis até encomendar uma lembrança  pois segundo ele em sua casa há uma enfeite de parece de uma escultura inca.

Pegamos engarrafamento em Realengo por causa de alguns trechos da Avenida Brasil estarem alagados.  Cheguei por volta das 16:00 no Terminal 1.  Descobri o balcão do check-in e tive a idéia de ligar para Ana.  Cadê o papel com o celular dela? Rá, perdi.  Liguei até para o trabalho mas não consegui a informação.  Não teve outro jeito a não ser esperar.

Poucos minutos depois, ela ligou. Estava na Anvisa (é necessário o certificado internacional de vacinação para viajar para Peru e Bolívia).  A mochila dela tem 50 L e ela queria levar na bagagem de mão.  Os funcionários da Gol informaram que não é permitido.

Em tempo: Para quem viaja de mochila e tem medo de estragar as alças ou sujar na esteira de bagagem, Gol e Tam embalam as mesmas em um saco plástico.  Fica a dica.

Fizemos o check-in e as malas seguiriam direto para Santa Cruz mas nós faríamos outro check-in em Guarulhos.  Foi somente no check-in que descobri que o meu voo era às 19:15 e não às 18:00! E eu quase tendo um treco achando que poderia perder o voo…

Voo GIG-GRU

Aeronave lotada. Sairíamos com um pouco de atraso.  Ao dirigir-se para a pista de decolagem , o avião não parava de tremer.  Mal sinal.  Minutos depois, o comandante informa que havia um problema na roda e que aguardaríamos a manutenção Gol verificar.

Problemas no Freio

Após quase uma hora, ouvimos o anúncio: “Senhoras e Senhores, aparentemente o problema no freio foi resolvido. O freio travou e isso não é uma coisa normal.

Pronto! O pânico se instalou! Os que tem medo de voar foram em direção a cabine do piloto falar com a comissária.

Fizemos amizade com Ana Beatriz que seguiria para Sucre numa viagem de 15 dias pela Bolívia e Peru.  Estávamos preocupadas com o horário da conexão.

Depois de um bom tempo, a comissária informou que os passageiros que queriam desembarcar, que acendessem a luz.  Praticamente todos os passageiros pressionaram o botão da luz de seus assentos.

Então, a comissária foi em cada passageiro, explicar a situação.  Quando chegou a nossa vez, uma mulher de Florianópolis estava até exaltada. Disse que passaria o final de semana lá e se tivesse que dormir, ia preferir dormir na casa dela no Rio.  Ela colocou um nariz de palhaço que estava dentro de sua bolsa.

A aeromoça disse que “aparentemente” na verdade é dizer que a aeronave está 100% segura para decolar.  Porém, como disse Ana B., como confiar no que ela diz se ela é funcionária da Gol?

Enfim, várias pessoas desembarcaram.  As que queriam ir para Florianópolis, creio que a maioria, foram obrigadas a descer.  Nós resolvemos arriscar e ficamos.

Voo rápido. Cinquenta minutos.  Ofereceram amendoim, rosquinha e bebidas.  Alguns passageiros brincaram perguntando se não havia bebida alcóolica.  A aeromoça disse que não pois se houvesse até ela tomaria devido a tensão.

O momento X, a hora da aterrisagem

A aterrisagem foi perfeit e os poucos passageiras que haviam na aeronave aplaudiram. Graças a Deus, chegamos!

Cadê a conexão?

Chegamos às 22:20.  Como o voo era Às 22:10, tínhamos certeza que a aeronave estaria esperando a gente.  Não estava.

Quem nos aguardava eram os funcionários da Gol. Fomos informadas que embarcaríamos no domingo (!) e que deveríamos pegar nossas malas e depois pegar o ônibus para o hotel Bristol.  A Gol informou que teríamos direito a todas as refeições, bebidas não-alcóolicas, internet por meia hora e uma ligação diária de 3 minutos.

Foi decepcionante ter que esperar até o domingo.  Isto significa ter que abdicar de conhecer algumas cidades.   Ao menos, conseguimos ocupar o nosso tempo durante estes dois dias de ócio.

 


Peru – o roteiro

4 maio 2011

Veja a primeira parte do roteiro: Conhecendo a Bolívia.

Puno e o lado peruano do lago Titicaca

8° dia – Islas Flotantes de Uros

Da Isla del Sol, volta-se a Copacabana para pegar o ônibus para a cidade de Puno, já no Peru.  Carimbar o passaporte na fronteira e guardar o documento dado pela Imigração pois será cobrado na saída do país.   Quando chegar à rodoviária de Puno, comprar a passagem de ônibus noturno para Cusco (bus cama).

Puno é o ponto de partida para fazer o passeio para Isla de los Uros e para pegar o ônibus noturno para Cusco.

Titicaca boat

As Islas de los Uros são ilhas artificiais onde os moradorem construíram suas habitações à base de totoras (uma planta típica da região andina). É um passeio bate-e-volta.

Pegar o ônibus em Copacabana às 13:00. Assim, chegará em Puno às 17:00. Como o fuso horário do Peru é uma hora a menos que na Bolívia, o horário correto é 16:00. Hora em que começam os passeios para as ilhas Uros.  Há vários agenciadores na rodoviária.

A partir das 21:00, começam a sair os ônibus com direção a Cusco.  A duração da viagem é de 9 horas. As empresas recomendadas são a San Martín, Tour Peru e a Julsa.  O ônibus chega em Cusco por volta das 5:00.

Cusco, o umbigo do mundo

9° dia – Chegada em Cusco
Para saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cusco

Em Cusco, ponto alto na viagem ao Peru,  aproveitar o tempo para conhecer um pouco da história do Império Inca.  Ao chegar na cidade, fazer o check-in no hotel escolhido e após o descanso, as primeiras coisas a serem feitas na cidade é:

  • Comprar o boleto turístico;
  • Contratar transporte para o passeio City-tour;
  • Contratar transporte para o passeio do Valle Sagrado;
  • Hospedagem Águas Calientes;
  • Compra do tíquete de ônibus Águas Calientes – Machu Pichu;
  • Passagem de trem Ollantaytambo – Águas Calientes (melhor comprar antecipadamente no site da Peru Rail).

boleto turístico dá ao usuário o direito da entrada no local mas a locomoção é por conta própria. Por isso, a necessidade de contratar transporte nas agências.  Algumas pessoas fazem de táxi mas li que o custo é alto comparado com as agências.

Há três tipos de boleto turístico:

  • Circuito 1: Saqsayhuman, Quenqo, Puka Pukara e Tambomachay. Horário das 14:00 às 18:00.
  • Circuito 2: Museu de Arte Contemporânea, museu Histórico Regional, Museu de Arte Popular, Museu Qoricancha, Centro Qouqo de Arte, Mov. Inka Pachacuteq.
  • Circuito 3 : Pisaq, Ollantaytambo e Chinchero. Horário: de 9:00 àss 20:00.

Cada um custa 70 soles. Comprando os três sai por 130 soles. O circuito 1 engloba os lugares do City-tour e o circuito 3 o passeio para o Vale Sagrado dos Incas. Então, é mais vantajoso comprar os três.

Onde comprar: Instituto Nacional de Cultura,  Avenida El Sol, a principal de Cusco e perto da Plaza de Armas.

Passeio City-tour
Apesar do nome, é o passeio em que conhecemos as ruínas nos arredores de Cusco.

Como é o passeio?
Os ônibus saem da Plaza Regocijo, próximo a Plaza de Armas.  O tour inicia-se no Convento de Santo Domingo (Qorikancha), que é uma igreja católica construída pelos espanhóis sobre ruínas de um antigo templo inca. A entrada do convento/igreja propriamente dito não está incluso no Boleto Turístico. Depois, segue para as ruínas (Qenqo, Puca Pucara, Tambomachay e a Fortaleza de Sacsayhuaman).  Horário: de 14:00 às 21:00.

10° dia – Cusco: Passeio Valle Sagrado de los Incas
Passeio onde conhecemos as ruínas de Pisaq, Ollantaytambo e Chinchero.

Como é o passeio?
Os ônibus saem da Plaza Regocijo, próximo a Plaza de Armas.  O tour inicia-se na feira de Pisaq. Depois na sequência, Pisaq, Urubamba, Ollantaytambo e Chinchero.  Urubamba é apenas ponto de apoio para almoço. Horário: 09:00 às 20:00.

Em tempo:  A intenção é abandonar o passeio  Valle Sagrado e em Ollantaytambo. De lá, pegar o trem Expedition para Águas Calientes às 19:00.  Lá, comprar os bilhetes do ônibus para a entrada de Machu Pichu e escolher um hotel/hostel para pernoitar.  Acordar cedo para pegar o primeiro ônibus e conseguir umas 400 senhas para subir o Wayna Pichu às 10:00. Voltar de trem Vistadome até Ollantaytambo e lá pegar um ônibus até Cusco.

 Chegando em Machu Pichu

11° dia –  Machu Pichu

Para saber mais: http://www.machupicchu.com.br/tudosobre/ci/ci.html

Machu Picchu fica no sudoeste do Peru, fazendo parte do departamento de Cuzco, mas a 112Km a noroeste da cidade.  Há inúmeras formas de chegar até lá. As mais conhecidas são percorrer a Trilha Inca (trekking com duração de quatro dias) ou  pegar o trem que sai de Cusco (estação Poroy) ou de Ollantaytambo.  A estação final é a de Águas Calientes (último povoado antes da cidade Inca). De lá são mais 8Km até a entrada de Machu Pichu, que pode ser feita de ônibus (meia hora de duração) ou a pé (não recomendável, trecho de subida).

Como chegar à Machu Pichu?

Opção 1: Chegando em Machu Pichu por trilha

  • Trilha Inca:  A Trilha Inca é a ligação entre Cuzco, antiga capital do Império Inca, até Machu Picchu, a cidade Sagrada. São 42 quilômetros, pavimentado por blocos de pedras, que eram percorridos principalmente por mensageiros incas.  É considerada como uma das mais belas trilhas do mundo. Duração de 4 dias.

 

Fonte: http://www.caminoincamachupicchu.com/images/mapa_caminoincab.gif

  • Trilha Salkantay:Trilha alternativa à trilha tradicional.  São 70Km percorridos em 5 dias. Ao contrário da trilha Inca, Salkantay não passa por ruínas. As paisagens são mais bonitas e as montanhas mais altas. Não é necessário reservar.

Mapa da Trilha Salkantay

Opção 2: Chegando em Machu Pichu por trem
Os trens partem diretamente de Cusco ou de Ollantaytambo.  São três tipos de trem: Expedition, Vista Dome e Hiram Bingham.  Para saber a diferença entre eles, consulte www.perurail.com/en/trains.php

  • A partir de Cusco: O trem sai da estação de Poroy até Águas Calientes.  Os primeiros trens chegam por volta de 10:00.
  • A partir de Ollantaytambo:  Conseguir transporte até Ollantaytambo e de lá pegar o trem (Expedition ou Vista Dome) para Águas Calientes.  Os preços das passagens reduzem consideravelmente.  A duração da viagem é de 1h30min.

Opção 3: Conhecendo Machu Pichu de forma mais barata e aventureira (rota alternativa)

A forma mais econômica ainda é chegar em Águas Calientes de trem não-turístico vindo de uma estação de uma usina hidrelétrica localizada na região de Santa Tereza, a 45 minutos da cidade.

De Cusco até à hidréletrica são seis horas de viagem em carro (as agências já oferecem este roteiro). Boa parte da estrada é cheia de curvas, à beira de um abismo e com paisagens lindas.

Fazendo a rota alternativa de forma independente

  1. CuscoPegar um táxi até o “Terminal de Bus Santiago” e comprar para Santa Maria.  A viagem dura em média 6 horas.
  2. Santa Maria: Em Santa Maria, pegar uma condução até Santa Teresa.  É o trecho mais perigoso da viagem. Demora cerca de 1h30min em época de seca.
  3. Santa Teresa: Quando chegar em Santa Teresa, pegar táxi ou van para ir até a Hidroelétrica.
  4. Hidroelétrica de Santa Teresa: Aqui há duas opções: pegar o trem não-turístico até Águas Calientes ou caminhar paralelo à linha do trem e seguir as placas escrito “Ruta de salida”.

O que fazer em Machu Pichu?

  1. Subir o Wayna Pichu.  É necessário chegar cedo pois são distribuídas 400 senhas divididas em dois horários: 07:00 e às 10:00;
  2. Contratar um guia para entender um pouco sobre o lugar;
  3. Carimbar o passaporte na saída de Machu Pichu.

Curiosidades
Machu Pichu – Em quéchua, significa Velha Montanha
Wayna Pichu – Em quéchua, significa Nova Montanha

Fontes
http://www.mochileiros.com/rota-alternativa-machu-picchu-t23847.html
http://zuperdido.wordpress.com/2009/01/08/mini-guia-machu-picchu/

12° dia – Cusco: Salinas de Maras e Círculos de Moray

Para saber mais:
http://michelechristine.wordpress.com/a-natureza/salinas-de-maras/
http://www.flickr.com/photos/agnnyy/sets/72157607158206946/

Passeio guiado.  As salinas de Maras são um local  onde se explora sal a partir da água salgada que vem do subsolo.  A forma como é feita a extração remota o tempo dos incas. Funciona até hoje. Não está inclusa no boleto turístico.  Moray era uma espécie de centro de experimentação agrícola, onde os incas manipulavam diversos tipos de plantas. Horário: 08:00 às 15:00. Os ônibus saem da Plaza Regocijo, perto da Plaza de Armas.

Moray--circular terraces Cusco, Peru

LAS SALINAS

Cusco não é só Machu Pichu

  • Catedral de Cusco (entrada paga exceto na hora da missa);
  • O Convento de Santo Domingo – Q’orikancha ;
  • A pedra dos 12 ângulos (Calle Hathunrumiyok);
  • A pedra do puma (Inka Roq‘a);
  • Museu Inka;
  • Centro de Artesanato de Cusco, ótimo lugar para comprar lembranças.Ficam na regão atrás da catedral;
  • Bairro de San Blas.

Damos adeus à Cusco e pegamos um voo rápido para Lima.
 

Lima

13° e 14º dias – Lima

O que fazer em Lima?

  • Conhecer o Circuito das Águas” no Parque da Reserva;
  • Conhecer o museu do Ouro, o Museo de San Francisco e o Museo de la Nación;
  • Conhecer o Centro Histórico: a Plaza de Armas, a Catedral de Lima (onde está a tumba de Francisco Pizarro), o Palácio do Governo, o Convento de Santo Domingo e as Catacumbas;
  • Em Miraflores, visitar o sítio arqueológico de Huaca Puccllana, o Parque Maria Reichi e o Mercado del Índios (artesanato e roupas). O parque Maria Reichi é onde tem as linhas de Nazca em forma de jardim;
  • Apreciar o pôr-do-sol do shopping Larcomar;
  • Ir à praia Costa Verde – molhar os pés no Oceano Pacífico;
  • Subir o Cerro San Cristóbal para ver Lima do alto;
  • Jantar no restaurante Junius e assistir show de danças típicas;

 

Ica

15° e 16º dias – Ica e a Laguna Huacachina
Ica fica a quatro horas de Lima e Huacachina é mais ou menos como se fosse um bairro de Ica. De lá, agendo os passeios para a Reserva de Paracas e Islas Ballestas. Locais onde se pode ver leões marinhos, aves e outros animais. Há o pessoal também faz sandboard e um passeio de bugue (?) pelas areias com muita emoção.

O que fazer em Ica?

  • Passeio para Islas Ballestas e Reserva Natural de Paracas;
  • Sandboard na dunas de Huacachina.,

 

As linhas de Nazca

17° dia – Passeios em Nazca
De Huacachina eu poderia seguir para Nazca onde estão as misteriosas linhas de Nazca. As linhas de Nazca são vários desenhos e formas geométricas criados pela cultura paracas e nazca. Pretendo fazer os passeios em Nazca partindo de Ica, evitando mais um caminhar com mochila pesada. Nazca fica a duas horas dali.

O que fazer em Nazca?

  • Sobrevôo para avistar as linhas de Nazca;
  • Ir ao Mirador da Panamericana para ver algumas das figuras geométricas;
  • Cemitérios de Chaucilla;
  • Aquedutos de Cantalloc;
  • Planetário.

 

Arequipa, a cidade branca

18° dia – De Nazca para Arequipa
Em um único dia para para fazer tudo, é o que dizem. A próxima parada é a cidade de Arequipa, distante 10 horas de Ica. Isto significa mais uma viagem de ônibus noturno. Várias pessoas falam que a Plaza de Armas de Arequipa é amais bonita do Peru. Arequipa é conhecida como “A Cidade Branca”. Para os mais aventureiros e mais preparados fisicamente há um passeio para o Vulcão El Misti. Dura dois dias e uma noite. Infelizmente, devido ao meu alto grau de sedentarismo este passeio está fora de questão.

O que fazer em Arequipa?

  • Conhecer a plaza de Armas;
  • Visitar o Monastério de Santa Catalina;
  • Museo de Los Santuarios Andinos de La Universidad Santa Maria(Múmia Juanita);
  • Fazer o tour Cañón del Colca para avistar os condores andinos;
  • Trekking no Vulcão El Misti.

19° e 20° dias – Tour Cañón del Colca
 21º dia – Ônibus de Arequipa para Tacna.  Ônibus de Tacna para Arica.
De Arequipa sigo rumo ao Chile, pegando o ônibus noturno para Tacna, a cidade mais próxima da fronteira.  A viagem dura cinco horas.  Em Tacna, comprar passagem para Arica, a cidade chilena mais próxima.


Veja os outros post do roteiro do mochilão:

Parte 1: Bolívia – o roteiro


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