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O que fazer em João Pessoa e arredores

20 dezembro 2015

Esta semana assisti no canal Globosat o programa chamado “Brasil visto de cima” falando sobre João Pessoa. Deu saudades! Estive na cidade por duas vezes. A última em setembro deste ano. O fato de ver o programa animou-me a escrever sobre a viagem. Milhas Smiles para vencer e escolhi voltar a João Pessoa.  Da primeira vez que estive na cidade, não consegui achar muita graça. Havia acabado de passar por momentos memoráveis em Natal e Pipa e estar em João Pessoa significava que o fim (da viagem) estava próximo. Além disso, a primeira impressão não havia sido boa: chegamos em um domingo, almoçamos em um quiosque na praia de Tambaú e vimos lixo na praia, farofada e um ar de cidade-que-não-tem-cara-de-capital.   A má impressão terminou ao conhecer as praias do vizinho Conde.

Eis que cinco anos se passaram e eu posso te dizer que eu estava completamente enganada. João Pessoa é uma cidade agradabilíssima, respira sossego e é um destino barato quando comparada a outros destinos nordestinos. Sem falar nas belas praias próximas.

Muito importante é escolher quando ir pois as paisagens podem se modificar bastante. Como é um lugar de praia e onde as atrações principais são as piscinas naturais, é recomendável ir durante o período da lua nova ou lua cheia.  O tempo hoje em dia é imprevisível mas eu particularmente tenho como premissa ir ao Nordeste no período de setembro a março (com exceção do Maranhão, Piauí e Ceará). Das vezes que eu fui fora desse período, sempre peguei um ou outro dia de chuva. Porém, a minha tática não tem garantia de  100% de dias ensolarados.

Vamos às dicas?

Onde ficar

A maioria dos turistas hospeda-se em Cabo Branco, Tambaú e Manaíra.  Não é difícil achar um bom preço de hospedagem próximo a praia. Sempre fiquei em Tambaú. O motivo: no bairro estão a feira de artesanato e o Mercado paraibano de artesanato, é de onde saem os barcos para as piscinas naturais do Picãozinho e movimentado à noite.  Os hotéis em Manaíra são mais baratos mas eu particularmente acho aquele trecho de praia mais deserto à noite. Dê preferência a Cabo Branco e Tambaú. A primeira é mais sossegada.

É fácil identificar os bairros:  a avenida que beira orla em Cabo Branco chama-se  Cabo Branco. Em Tambaú, chama-se Almirante Tamandaré e em Manaíra,  avenida João Maurício.

Não acho uma boa ideia ficar hospedado em pousadas próximo ao restaurante Mangai. Você dependerá de táxi (ou de uma boa caminhada) para passear pela orla de Tambaú e Cabo Branco à noite.

Recomendo os dois hotéis em que já me hospedei, o Hotel Village (março/2010) e Littoral Express (setembro/2015).  O Litoral Express está localizado em frente ao trecho da praia onde se pega os barcos para as piscinas naturais de Picãozinho. Bom café da manhã, fazem tapioca na hora, quarto limpo, grande e confortável com uma boa quantidade de tomadas no quarto.

Como chegar

O aeroporto Castro Pinto localiza-se na vizinha Bayeux porém não é tão longe da área turística. A corrida de táxi até o hotel pode ser paga com preço tabelado ou taxímetro. Em setembro de 2015, o preço fechado era R$ 80. Como eu cheguei em um domingo, preferi o taxímetro e a corrida custou R$ 67.  Lembrando que em alta temporada e dia de semana pode haver trânsito. Então, pense bem na sua escolha.

Os passeios

Barcos para as piscinas naturais de Picãozinho

As piscinas naturais estão a poucos minutos da praia de Tambaú. No dia que eu resolvi conhecer as piscinas, atravessei a rua e fui até a praia fechar com uma dos vendedores de passeios que ficam por ali.  O passeio dura duas horas.  Preço: R$ 35.

Como foi o passeio?
Picãozinho é muito próxima a orla. Aproximadamente 1,5 Km.O local onde ficam os barcos é em frente ao hotel Atlântico Sul. Para descer do barco e conhecer as piscinas, vá calçado porque há muitas pedras e você pode se machucar. O ideal é que fosse uma papete ou a sapatilha para snorkel. Com os recifes, se formam várias piscininhas. Há muitos peixes e a temperatura da água típica do Nordeste: morna. Uma delícia! O passeio durou cerca de duas horas. Só saímos de lá quando já não se via mais os recifes. Dentro do barco, vende-se frutas, bebidas alcoólicas e comidinhas. Também há serviço de fotografia aquática.

Picãozinho

Dicas:

  • O ideal é consultar a tábua das marés e comprar o passeio um dia antes de ir para tentar conseguir um desconto;
  • Levar snorkel e sapatilha aquática – observar os peixinhos e não machucar os pés;

Hotéis em Tambaú
À esquerda, a placa indicativa onde pegar os barcos para o Picãozinho e ao fundo o hotel Atlântico Sul. À direita, o hotel Tropical Tambaú.

Piscinas naturais do Seixas

Piscinas naturais que se formam na maré baixa a poucos metros da praia da Penha.

Piscinas Naturais do Seixas

Como foi o passeio?
Fiz o passeio com a Luck. A praia da Penha fica logo depois de Cabo Branco. Se não fossem as inevitáveis paradas para pegar os turistas nos hotéis, chegaríamos rápido. O ponto de apoio foi o restaurante Muxima. Assim que chegamos, recebemos as informações sobre o horário de saída e retorno do barco e sobre a reserva do almoço. São cerca de duas horas agradáveis no local. Água no máximo na altura da cintura (isso dependerá da altura da maré).  Para aqueles que tem mobilidade reduzida ou problemas no joelho, vi dificuldades na hora de descer do barco mas a tripulação prontamente ajudou. O passeio seria perfeito se houvessem peixinhos. Eu não vi nenhum 🙁  Portanto, não crie expectativas. É oferecido serviço de mergulho batismo em outra área próxima ao barco, talvez estes tenham tido mais sorte. Após o passeio de barco, almoçamos e seguimos para a estação Cabo Branco – parada para fotos.

Passeio de barco para ilha de Areia Vermelha

A ilha na verdade é um banco de areia avermelhada que surge na maré baixa, a poucos metros da praia do Poço, no município de Cabedelo.

Chegando à ilha de Areia Vermelha
Areia Vermelha

Como foi o passeio?
Cabedelo é bem próxima a João Pessoa. Chegamos na praia de Camboinhas ou do Poço e logo pegamos o barco para a “ilha”. O que não te contam é que como é uma ilha formada na maré baixa, não há uma sombrinha de árvore. Então, se você não quer se esturricar no sol, acaba pagando pelo aluguel de uma mesa e 4 cadeiras (R$ 15).  Com o calor, acaba consumindo bebidas e comidinhas como queijo coalho. Levem dinheiro a mais porque com o calor que faz fica impossível de não consumir alguma coisa. É cobrado 10% por serviço.

O lugar é bom demais. Adorei! Fiz amizade com um pessoal do Rio. Ficamos conversando, ora na cadeira e ora na água. Muitos peixinhos para alegria das crianças e não estava muvucado. Isso é uma vantagem de ir em baixa temporada. Eu vi fotos do lugar que eu não acreditei ser o mesmo que eu visitei pois mal tinha lugar para colocar um guarda-sol! Ficamos até a hora que o mar resolveu nos expulsar. Deu para aproveitar bastante porque a maré mais baixa neste dia estava -0.1! Na volta, almoçamos e logo depois aproximadamente às 15:00 o ônibus seguiria para João Pessoa. Eu desceria no meio do caminho porque combinei de emendar com o passeio “Pôr-do-sol do Jacaré”.

Pôr-do-sol na praia do Jacaré

Assistir ao pôr-do-sol ao som do bolero de Ravel tocado por Jurandir em seu saxofone.

Jacaré
Jurandyr do Sax

Como é o passeio?
Algumas agências incluem o pôr-do-sol junto com o city-tour.  O passeio tem um quê de romantismo. A praia do Jacaré é uma praia fluvial formada às margens do rio Paraíba, localizada no município de Cabedelo. Em volta da praia, há um ótimo comércio de artesanato, bijouterias, comidinhas típicas, etc.  Bem perto do sol se por, os turistas disputavam um lugar privilegiado no deck dos bares para assistir o Jurandyr do Sax tocar o bolero de Ravel dentro de um pequeno barco. As coisas mudaram desde que os bares foram demolidos por determinação da Justiça. Você pode assistir no calçadão beira-rio ou a bordo de um catamarã (R$ 35). Escolhi catamarã. Antes da atração principal, o barco dá um breve passeio no rio Paraíba. Durante o passeio, nos é passado uma série de informações como o significado da palavra paraíba, como começou a história de ouvir o bolero de Ravel e porque a praia do Jacaré é chamada de praia se é um rio. Logo após, há uma apresentação da violinista Belle e depois os convidados são chamados para dançar quadrilha pelos cangaceiros que fazem parte da tripulação do catamarã. À medida que o sol está se pondo, ouve-se o bolero de Ravel e todos começam a procurar por Jurandyr. Eis que aparece a cena feito pintura: o sol se pondo, o Jurandyr de pé tocando o bolero com seu saxofone. Emocionante! No fim da apresentação, ele entrou no nosso barco e tocou Kenny G, Roberto Carlos e posou para fotos com o público. Esta apresentação foi a de número 5.249! As apresentações saem todos os dias, faça sol ou faça chuva. Saímos de lá por volta das 19:00.  Atração imperdível.

Litoral sul (praias do Conde)

Fiz este passeio em 2010, de bugue passando por sete praias terminando em Tambaba. Destaque para o mirante de Tabatinga e Coqueirinhos e às praias, lógico. Desta vez, não fiz este passeio. Se estiver viajando com idosos, aconselho a se informar sobre o acesso a praia de Tabatinga pois lá no Seixas conversando com algumas senhoras, elas relataram a dificuldade da descida para chegar à praia. Não souberam explicar se a van não chega até lá ou se proibiram o acesso mais próximo. Para quem gosta de praia, acho as praias do Conde imperdíveis.

Centro Histórico de João Pessoa, Estação Cabo Branco e Farol de Cabo Branco

Como vocês já devem saber, eu acho city-tour muito importante, ainda mais para mim que já saí dos bancos escolares há muito tempo e que a memória já não é tão boa.  Apesar de só ter feito isto uma única vez nas viagens ao Nordeste (a tal viagem a Natal). Desta vez deixei uma tarde reservada para fazer o city-tour. Eu só não contava que o city-tour oferecido pelas agências paraibanas dura praticamente o dia inteiro.  Sendo assim, resolvi conhecer o Centro Histórico por conta própria.

Conhecendo o Centro Histórico por conta própria
Em Tambaú, eu peguei o ônibus 513 sentido Centro em frente a Cervejaria Devassa, em Tambaú. Desci no Parque Sólon de Lucena (conhecido como Lagoa), que está em obras. Subi a ladeira (rua Miguel Couto) e segui as placas informativas “Centro Histórico”, que levam até a rua Visconde de Pelotas.

O que conhecer: Casa dos Azulejos, Igreja do Carmo, Igreja de São Francisco, APL (academia paraibana de letras), praça Antenor Navarro (casarios antigos de fachadas com diferentes cores) e Hotel Globo. O meu roteirinho foi baseado nas informações do blog Matraqueando.

APL, Casa dos Azulejos

Estação Cabo Branco
Centro Cultural projetado por Oscar Niemeyer, próximo ao Farol de Cabo Branco. Fácil acesso de transporte público.

Estação Cabo Branco

Farol de Cabo Branco
Farol cujo formato faz referência ao sisal, planta da qual o estado da Paraíba é o maior exportador. Localiza-se a poucos metros da Ponta dos Seixas, o extremo oriente das Américas (onde o sol nasce primeiro).

Farol de Cabo Branco

Outros passeios: litoral norte da Paraíba

Faltou conhecer as praias de Lucena e de Cabedelo, no litoral norte da Paraíba. Mais um motivo para voltar.

Onde comer

Há ótimos restaurantes como o Nau (especialidade: frutos do mar) e o Mangai (comida típica). Como eu sou chata pra comer, só fui no Mangai. Em Tambaú, próximo a feirinha de artesanato há a Sorveteria Delícia do Cerrado , me fez lembrar do Tocantins (abafa o caso mas descobri que tem uma em Copacabana!), com seus sorvetes de frutas regionais (mangaba,  gabiroba, taperabá dentre outros). Para quem quer comer barato, há uma praça de alimentação chamada Varandas de Tambaú cheia de lanchonetes. Repare que existe uma linha traçada no chão e os garçons não podem ultrapassá-la para chamar os clientes.  De típico, experimentei o rabucão (baião de dois). Um restaurante a quilo que fui quase todos os dias foi o , nas dependências do hotel Victor.

Compras

Há a feirinha de artesanato em frente ao hotel Tropical Tambaú e há o Mercado Paraibano de Artesanato (MAP).  Em geral, achei os preços melhores na praia do Jacaré.  Por falar em preços, os preços em Jampa são mais altos do que em Porto de Galinhas, onde fui no início do mês.

Artesanato em JP
Feira de artesanato de Tambaú e o Mercado paraibano de artesanato

O MAP é bem mais completo. Você acha comida e bebida típicas, roupas com o algodão colorido, brinquedos e muita coisa de artesanato. De tanto ir para o Nordeste, eu comecei a achar o artesanato repetitivo e acabo comprando comidinhas (vide o magnífico bolo de rolo pernambucano da última viagem). Só que desta vez, uma loja me chamou a atenção: uma com umas esculturas de bonecas de barro, lindas – a maioria senão todas de olhos fechados (não tenho certeza, talvez a memória esteja me traindo). Era tudo tão delicado, tão bem feito que para mim todas estavam tendo um ótimo sono.  Mais tarde descobri que a artista é a Tê Cavalcanti.  Que talento!

Vale a pena ir?

Sim! Tanto para um final de semana, 4 dias ou 8 dias, já conjugando com Pernambuco  devido a proximidade com Recife (2h de carro) ou ainda com Pipa no Rio Grande do Norte (de 2h a 2h30min). Quem sabe dar uma esticada e conhecer o interior do estado? Poucos dias antes de ir, li sobre Cabaceiras, a roliúde nordestina.  Este apelido é porque vários filmes foram gravados lá, o mais famoso foi o “Auto da Compadecida”. Cabaceiras está a 200Km de Jampa e como é difícil fechar um grupo e eu não tinha tempo (nem coragem) para alugar um carro, deixei para conhecer a cidade e o Lajedo do Pai Mateus em uma próxima oportunidade. Quem sabe em junho – aí já conheço o São João de Campina Grande e as  inscrições rupestres da Pedra do Ingá. Já ouviu falar? Aposto que não! A Paraíba tem muita coisa a oferecer!

 



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Natal: índice de posts

3 março 2012

Dia de despedida

2 março 2010

Nosso vôo era por volta de 2h da manhã a partir de Natal. Ficamos na dúvida se aproveitaríamos João Pessoa ou se voltaríamos para Natal. Depois de muita conversa decidimos que partiríamos para Natal de manhã cedo e ficaríamos em Ponta Negra aproveitando a praia.

Não conseguimos vagas no Natal Dunas então ficamos no hotel Bello Mare. Bom hotel. Estávamos no climão de fim de festa. Dá uma tristeza, largar um lugar tão bom desses para ir… trabalhar! rs

À noite, fomos à Casa de Taipa comer a tapioca Sensação e depois foi só esperar o horário de pegar o avião. Diga-se de passagem: voltamos pela TAM. Muito mais confortável, com bancos que reclinam um pouco mais que os da GOL, permitindo assim que a gente conseguisse dormir. › continue lendo


Litoral sul de João Pessoa: Conhecendo as praias de Conde.

1 março 2010

Dia nublado. Às nove da manhã, conforme o combinado o bugueiro apareceu: sr. Vamberto Maranhão. Houve um contratempo: ele acabou batendo bugue num poste próximo ao hotel. Avisou-nos que teria que dar uma paradinha no mecânico para ver o que tinha acontecido, sem antes pedir milhares de desculpas. Pensei comigo: “Xi, o dia não começou nada bem!”.

Eu estava errada. Ainda bem. O mecânico era ali perto e o conserto foi rápido. Tudo acertado, começamos o passeio.  Maranhão se revelou um ótimo fotógrafo e um excelente guia. › continue lendo



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Rumo a João Pessoa

28 fevereiro 2010

Após o café-da-manhã, pedimos ajuda a Dona Rivas para chamar um táxi até Goianinha. De lá, pegaríamos o ônibus para João Pessoa. O taxista figuraça ofereceu o traslado até Jampa por R$ 160,00. Quando começamos a pechincar, ele perguntou de onde éramos e quando soube que éramos cariocas, ele quase teve um treco pois disse que carioca é tudo chorão…hahahaha!

Como ele trabalhou a noite toda, imaginem que volta e meia ele fechava os olhos. Eu nem pude dormir, tive que ficar conversando com ele durante todo o percurso. Ele demorou duas horas para chegar lá! E olha que a BR-101 desde a fronteira do RN com a PB  até altura de João Pessoa são longas retas.  Passamos pelo Centro e finalmente chegamos a Tambaú por volta de meio-dia. O hotel que reservamos é o Hotel Tambaú.  Infelizmente, nosso quarto não estava pronto. Ficamos esperando a liberação do quarto para guardar as malas e para depois almoçar.  Fomos até a praia de Tambaú rumo a Cabo Branco. A primeira impressão que tivemos foi péssima. › continue lendo



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