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Guia de bolso – Bolívia

3 junho 2013

Destaque: Bolívia

Como planejar uma viagem para a Bolívia

“Pat, o que você vai fazer na Bolívia?” _ Esta foi a pergunta que muitos amigos meus fizeram. Saibam que as paisagens bolivianas foram o cenário mais bonito que vi até agora nas minhas viagens.  Olha que já são 15 países no currículo! Muita gente torce o nariz quando ouve falar em turismo na Bolívia. Puro desconhecimento, aposto! Desarmem-se do preconceito e vão conhecer o surpreendente país vizinho.

Estilo da viagem

Sim, a Bolívia é um país pobre e o perfil mais encontrado de turistas no país é de jovens mochileiros entre 18 e 25 anos. Bom, há muito tempo eu não me encaixo nesta faixa. Porém, tenho obrigação de dizer que lá não é bem o lugar para quem não abre mão do conforto, que não tenha uma boa dose de disposição física e que não goste de aventuras.  Por quê? As viagens de ônibus são longas. Os ônibus não tem banheiro (deve haver suas exceções mas eu não as conheci). Em alguns passeios como a expedição para o Salar de Uyuni, você fica um dia sem tomar banho. Dependendo da época que for, o frio é de lascar. Mas olha, tomando os devidos cuidados, vale muito a pena! Duvido que se arrependa!

O que conhecer na Bolívia

Sugiro conhecer La Paz, Copacabana, o lago Titicaca, a Isla del Sol, Sucre, Potosí e Uyuni.

Mapa da Bolívia
Extraído de: http://www.worldatlas.com/webimage/countrys/samerica/lgcolor/bocolor.htm

La Paz é a capital administrativa e a sede do Governo. La Paz não parece capital! Muitas pessoas com trajes típicos, principalmente as cholas. Em qualquer lugar que ande, não há como não notar a presença imponente da montanha Ilimani.

Copacabana é a maior cidade boliviana às margens do lago Titicaca.  Sabia que esta Copacabana é a original? O famoso bairro carioca recebeu o nome de Copacabana graças à uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Copacabana trazida por comerciantes espanhóis para a igreja local.

Lago Titicaca: Provavelmente você já deve ter respondido em alguma prova  do antigo ginásio que o lago mais alto do mundo era o lago Titicaca. O Titicaca está a mais de 3.200m de altitude.  Além disso, possui mais de 8.000 Km² de extensão, indo da Bolívia até o Peru. Quando você o vê nem acredita que aquilo não seja mar.  Tem várias ilhas, algumas povoadas como a Isla del Sol (Bolívia) e a Isla de los Uros (Peru). A Bolívia mantém a Marinha só para cuidar do lago (A Bolívia não tem ligação com o mar pois perdeu parte de seu território em guerras com o Chile e Peru).

A Isla del Sol é a maior ilha do lago Titicaca. Palco de ruínas incas e belos cenários.

Sucre é a capital constitucional da Bolívia e sede do Judiciário. Sucre teve grande importância para a história do país. Tem seu centro histórico preservado e é a cidade mais bonita da Bolívia. Considerada pela UNESCO patrimônio cultural da humanidade.

Potosí, no passado, chegou a ser a cidade mais rica do mundo graças à exploração da prata pelos espanhóis. É considerada pela UNESCO patrimônio cultural da humanidade.

Uyuni é a porta de entrada para o salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo.  O deserto é de longe o lugar mais interessante a se conhecer da Bolívia. É um orgulho nacional. A cidade em si não tem atrativos.

Passeios pela Bolívia


La Paz



A primeira coisa que você tem que fazer ao chegar em La Paz é descansar.  La Paz está a 3.660 m do nível do mar. Seu organismo não está acostumado. Se fizer algum esforço, pode sentir uma forte dor de cabeça.  Caminhar por poucos metros pode ser um grande esforço.  Os efeitos da altitude variam de pessoa a pessoa. Tem gente que não sente nada.  Tem gente que fica com uma dor de cabeça terrível. Um conselho: é tomar chá de coca com frequência (não se preocupe, não é alucinógeno!). No meu caso, nem o chá de coca resolveu. Somente as pílulas conhecidas como “soroche pills”. A minha amiga não sentiu nada.

Se for caminhar, sempre pare um pouco porque como se não bastasse a altitude, a cidade tem ladeiras! O Centro da cidade é um caos mas isto é o mais interessante da cidade: caminhar e observar. Ônibus antigos, trânsito louco, cholas (mulheres vestidas em trajes típicos) vendendo fetos de animais em barracas, turistas em tudo quanto é canto, cheiro de frango frito, homens vestidos de zebra orientando o trânsito, etc.

Por falar em barracas, não arrisque sua saúde e não estrague sua viagem: não coma nada na rua!

Circulando por La Paz

Turisticamente falando, as ruas mais interessantes são a Calle Lampu, Calla Sagárnaga, Calle Murillo e Av. Mariscal Santa Cruz. Nestas ruas estão as agências de turismo, lojas para comprar artigos para caminhadas, escaladas, hostels, pousadas (hostais), enfim… tudo.

Mapa de La Paz (2). Clique para ampliar

Vale a pena visitar nas andanças:

  • Mercado de Feitiçaria (Mercado de Hechicería) – Mercado de rua original. Original porque vendem coisas inacreditáveis. As barracas vendem ervas, roupas, folhas de coca e… fetos de lhama! Os fetos são considerados amuletos, item usado em feitiço para quem procura sorte e felicidade.  A entrada do mercado fica na Calle Sagárnaga.
  • Museu da Coca (Museo de la Coca) – Museu pequeno porém exibe informações importantes sobre a folha de coca e o seu uso no dia-a-dia, nos medicamentos, para aliviar os efeitos da altitude e o uso para o lado do mal: a cocaína. Na entrada é dado um guia em português. No segundo andar há um bar onde você pode experimentar a cerveja de coca.

Outros lugares: igreja de São Francisco, a Casa Murillo e o Museu Nacional do Folclore. A parte colonial de La Paz está retratada na Calle Jaén.

Tiwanaku

Tiwanaku ou Tihuanaco é a ruína de uma cidade pré-inca. Visita-se o museu e as ruínas. No museu,  vemos desde as ferramentas e utensílios utilizados por esse povo e uma múmia. As ruínas são muito interessantes, principalmente o Portal del Sol e os monolitos. O museu é bem simples. Peca por mais informação.

Como é o passeio?
O trajeto até Tiwanaco é de 72Km, sendo 1h30min aproximadamente de viagem. No caminho, que passa pela parte alta de La Paz, para em um mirante que dá para avistar um pedacinho do Lago Titicaca e parte de cordilheira dos Andes. Visita ao museu de cerâmica, museu lítico (que tem um totem Pachamama em pedra) e as ruínas dos templos (Kalasasaya e PumaPunku), inclusive o portal do sol. Horários: saída do hotel às 08:00 e chegada em La Paz às 16:00.

Downhill em Coroico

É uma descida de bicicleta pela Estrada da Morte, que é a  antiga estrada que ligava La Paz a Coroico.

Como é o passeio?
A van da agência de turismo leva o grupo até a montanha El Cumbre, a 4.700m de altitude. Lá os turistas recebem os equipamentos de proteção e bicicletas e começam o downhill passando por um trecho asfaltado da estrada, dividindo-a com carros.  Depois segue em trecho de terra até 1.200m de altitude Chegamos ao fim da estrada de chão em Yolosa a 1.200m de altitude. O passeio dura aproximadamente 5 horas.  As paisagens mudam no decorrer do caminho: desde frio e montanhas nevadas a cachoeiras e calor. Ao chegarmos no asfalto, as bicicletas são recolhidas e o grupo segue de van até um hotel em Coroico, onde é servido o  almoço e um banho, de chuveiro ou piscina. O passeio inclui café da manhã, almoço, bicicleta, lanches e água no caminho, camiseta e CD com fotos do passeio.

Nevado Chacaltaya e Valle de La Luna

O Glaciar Chacaltaya foi a estação de esqui do mundo mais alta do mundo.  Por conta do aquecimento global, foi desativada.

Como é o passeio?
A van da agência de turismo leva o grupo até a base do monte, onde fica o centro de estudos, que fica a 5.265m. O Chacaltaya está a 5.395m de altitude,então para chegar até o topo, o grupo deve caminhar mais 130m.  O retorno do Chacaltaya, a van passa no centro de La Paz novamente antes de ir ao Valle de La Luna. Horários: saída do hotel às 08:00 e chegada em La Paz às 14:00 (se não for ao Valle de La Luna) ou 15:30, caso vá.


Copacabana


Circulando por Copacabana

A cidade é bem pequena.  No cruzamento das avenidas 16 de Julio e 6 de Agosto, há um posto de Informações Turísticas.

Mapa de Copacabana

Mapa de Copacabana. Por TheJourney1978

Vale a pena conhecer:

  • O santuário de la Virgen de Copacabana;
  • Subir o Cerro Calvário para observar o pôr-do-sol. A subida demora cerca de 25 minutos.
  • Ir até o lago Titicaca e ficar impressionado com a nitidez da água e acreditar que aquilo não é mar 😉
  • Imperdível: pegar o barco no cais e conhecer a Isla del Sol.

Chegadas e Partidas

Há dois modos de sair de La Paz e chegar em Copacabana:

  • Pegar os ônibus que saem de frente ao cemitério (15 BOB). A passagem do barco para travessia em Tiquina também continua pelo valor de (1,5 BOB). De La Paz para Copacabana os ônibus saem desde às 7:00 até por volta das 18:00 e de Copacabana para La Paz desde às 8:00 até às 19:00.
  • Pegar o ônibus turístico (Milton tours e Combi Tours) que saem diariamente nos horários de 9:00 e 13:00.  Buscam os passageiros nos hotéis.
  • Quem quiser seguir para o Peru a cidade mais próxima é Puno, a umas 3/4 horas de ônibus.


Isla del Sol


O lago Titicaca

Extraído de http://www.boliviaexpedition.com/pagesp/bol-lp-titi.php

A Isla del Sol é a maior ilha do lago Titicaca e localiza-se na Bolívia. O Lago Titicaca é considerado sagrado pelos incas. Reza a lenda que o mundo surgiu ali, quando o deus Viracocha criou o sol, as estrelas e os primeiros povos.  Reza a lenda também que  Manco Capac, o primeiro rei de Cusco, nasceu na ilha. A ilha tem cenários lindos. Uma boa pedida para casais e boa pedida para quem estar disposto a percorrer os dois lados da ilha, contemplando estes cenários.

Chegadas e Partidas

Para chegar até a ilha, você tem que pegar o barco no cais de Copacabana, a 4h de ônibus de La Paz.  Antes de seguir para Isla del Sol, você tem que decidir se irá dormir na ilha ou se fará um bate-volta.  Para ambos, você deve saber qual lado da ilha quererá ficar e  qual lado você pegará o barco na viagem de volta à Copacabana.  O lado sul é mais turístico e portanto com infraestrutura maior de pousadas e hotéis.

a) Bate-e-volta
Você pode fechar ida e volta pro mesmo dia, ou seja, passa o dia lá e o barco te pega no fim da tarde. Compre o tíquete para o barco das 8:30 para o lado norte.  Uma parada no sul da ilha e segue para o norte.  O barco pega os passageiros às 15:00 no lado norte e às 16:30 no lado sul. Então, caso queira fazer a trilha, tem o intervalo de 10:30 até 15:30 para fazê-lo.

b) Dormir na ilha e voltar à Copacabana no dia seguinte.

A ilha

a Isla del Sol

Ao chegar a ilha você paga uma entrada que dá direito a conhecer uma espécie de museu e a acompanhar o tour guiado. O guia nos leva a conhecer as ruínas de Chincana, mesas de sacrifício e a pedra do puma. Tudo isso é no lado norte.

Se conselho fosse bom…

  • Há “pedágios” na ilha cobrados por moradores. O pedágio é questionável. Paguei mas teve uma hora, no último pedágio que não paguei de jeito nenhum. Já achei que era exploração e falei para o morador chamar a polícia. Estou aguardando o policial até agora.
  • Eu e minha amiga levamos quase cinco horas para caminhar de norte a sul da ilha. Eu sou sedentária. Ela, não.  Ao longo do caminho, várias pessoas nos passaram, inclusive os velhinhos franceses. Que inveja! Leve água mineral, uma mochilinha (porque andar com bolsa nestas horas só atrapalha), lenços umedecidos ou uma toalha e o principal: esteja aclimatado.
  • É bom estar com relógio pois os barcos não demoram muito a sair, esteja lá no horário combinado.


Uyuni


O que fazer em Uyuni

Não há nada a fazer em Uyuni. A cidade é apenas a porta de entrada para o melhor passeio do país, a expedição para o Salar de Uyuni. O passeio dura três dias e duas noites.

Salar de Uyuni

O Salar de Uyuni é o maior planície de sal do mundo com aproximadamente 12.000Km². Reza a lenda que ali era um imenso lago pré-histórico, o lago Minchin, que com o passar dos anos secou dando a origem a esta imensidão de sal. Outra corrente de estudiosos defende que quando a cordilheira dos Andes se formou o choque das placas tectônicas dividu os oceanos. Parte deles ficaram a leste da cordilheira e com o passar dos anos evaporaram, deixando no altiplano o sal de suas águas. O salar também é uma das maiores reservas de lítio do mundo.

Salar Uyuni

Como é o passeio?
1° dia – Tour Salar de Uyuni: Laguna Branca, Laguna Verde, Laguna Colorada
2° dia – Tour Salar de Uyuni: Árbol de Pedra e Lagunas altiplanicas
3° dia – Tour Salar de Uyuni: Salar do Uyuni, Ilha do Pescado e varias paradas no Salar e Alota.

Mapa Salar de Uyuni

Extraído de: Cordillera Traveller

O que está incluso no passeio?

  • Carro 4×4 com 6 pessoas;
  • Refeições inclusas;
  • Hospedagem (uma noite hospedada em refúgio e outra noite hospedado em um hotel de sal).

O que não está incluso no passeio?

  • Entrada no Parque Reserva Nacional Eduardo Avaroa
  • Saco de dormir (é possível alugar em alguns refúgios)

O que levar

  • Óculos de sol;
  • Protetor labial;
  • Protetor solar;
  • Câmera fotográfica com bateria extra;
  • Papel higiênico;
  • Água;
  • Saco para dormir (aluga-se em alguns refúgios);
  • Proteção para o frio (luva, gorros, cachecol, corta-vento);
  • Roupa de banho, para as termas;
  • Lanchinhos para comer no carro;
  • Álcool gel;
  • Lenços umedecidos para aquele dia em que você não tomará banho.

Chegadas e Partidas

  • Ao chegar em Uyuni, tem a opção de pegar um ônibus noturno para La Paz (10h a 12h) ou ônibus para Potosí (6h). Em dias determinados, você tem a alternativa de pegar o trem para a cidade de Oruro. De Oruro pegar o ônibus para La Paz.
  • Com dias a mais, o turista pode passar uns dias no Chile e conhecer o Deserto de Atacama.  A excursão para o Salar deixa na exótica cidade de San Pedro de Atacama.
  • Há a opção para ir a Argentina: De trem para Villazón, a cidade boliviana mais próxima da fronteira com a Argentina (8h de viagem). Você pode cruzar a fronteira a pé para La Quiaca, a cidade argentina mais próxima. De La Quiaca pegar o ônibus para Salta.  De La Quiaca até Salta, a viagem dura 7 horas. Atenção: Não há trens todos os dias e as passagens são muito concorridas. Confira dias e horários dos trens em http://www.fca.com.bo/ Se não conseguir ir de trem, a opção é ir de ônibus até Villazón (há paradas como Tupiza). Prepare-se porque as estradas não são boas.

Se conselho fosse bom…

  • Pesquise relatos recentes para saber quais são as melhores agências indicadas. Em muitas, os carros são antigos e correm o risco de quebrar no meio do deserto. Também há relatos de motoristas bêbados e de acidentes.
  • Para quem vem do Chile, não esqueça de guardar pesos bolivianos suficientes para pagar as entradas das reservas nacionais, para alugar saco de dormir especialmente se for no inverno e para ir em alguns banheiros que são pagos.
  • Se veio de San Pedro, provavelmente chegará em Uyuni às 14:00. A sugestão é comprar passagem de ônibus noturno e seguir viagem seja para La Paz ou para Potosí. Saiba mais ou menos o valor das passagens, pois aqui e no Peru, o valor da passagem é de acordo com a cara do freguês. Olhos abertos!


Potosí


A cidade de Potosí foi fundada em 1545, após ter sido descobertas as reservas de prata na montanha conhecida como Cerro Rico.  A cidade foi a segunda cidade mais rica do mundo. A exploração foi tanta que as reservas de Cerro Rico esgotaram-se, contribuindo para o declínio de Potosí. Antigamente, havia a expressão “Vale um Potosí”, que significava que o objeto era de alto valor. Sua arquitetura que remete ao passado contribuiu para que a cidade recebesse o título da UNESCO de patrimônio histórico da humanidade.  Potosí está a mais de 4.000 m do nível do  mar.

Mapa de Potosí

 

Extraído de: www.boliviahostels.com

O que fazer em Potosí

Casa Real de La Moneda: Aqui encontra-se moedas de alguns séculos, as máquinas que fabricavam as moedas, armas e obras de arte. É uma visita ao passado da cidade.

Excursão às minas de Prata: Os turistas conhecem uma parte das minas de prata ainda hoje exploradas. É um passeio polêmico pois os mineiros trabalham em condições sub-humanas.

Como é o passeio?

As agências levam aos mercados próximos ao Cerro Rico onde você pode comprar presentes para os mineiros (folhas de coca, bebida com alto teor alcóolico e dinamites). O visitante veste uma calça de sarja, jaqueta e põe o capacete para poder conhecer uma parte das minas. No interior do Cerro há uma estátua que os mineiros chamam de “El Tío”. A esta estátua, trazem oferendas como folhas de coca, álcool, etc.


Sucre


Sucre é a capital constitucional da Bolívia e também é  considerada patrimônio mundial pela Unesco.  Tem seu centro histórico preservado, , com construções dos séculos XVIII e XIX. É chamada de “Cidade Branca” por causa da cor dos casarões e tem a fama de ser a cidade mais bonita do país.

Mapa de Sucre
Extraído de: www.boliviahostels.com

O que conhecer em Sucre

Centro – M irador de La Recoleta, a Catedral, o Parque Bolívar e a Plaza 25 de Mayo.

Parque Cretácico – Parque temático voltado para dinossauros. Dentro do parque há um mirante onde se pode observar com telescópio as pegadas do sítio Arqueológico de Carl Orko, onde há pegadas de vários dinossauros que habitavam a região.  URL: http://www.parquecretacicosucre.com/

Cuidados

1 – Você tem que tomar a vacina contra febre amarela e emitir o certificado internacional de vacinação. Para quem mora no Rio, é tomar a vacina no posto e levar a carteirinha no aeroporto do Galeão para a ANVISA emitir o certificado.  Você leu em vários relatos que os policiais bolivianos não pediram a carteirinha? Então, você vai arriscar e não tirar? Hã, sei… Fala sério! É a sua saúde! Não dê preocupação para sua mãe e demais familiares, tome a vacina. Não deixe para tomá-la em cima da hora. Ela deve ser tomada em até 10 dias antes da viagem. Validade: 10 anos.

2 – Antes de viajar, informe-se se está tendo algum manifesto ou bloqueio nas cidades que farão parte do seu itinerário.

3 – Beba somente água mineral. Uma das coisas que reparei logo no aeroporto de Santa Cruz de La Sierra foi um enorme cartaz falando sobre o cólera.

4 – Na Bolívia, não há nada gelado. É tudo na temperatura ambiente. Então, para os apreciadores de cerveja, a Paceña e a Huari não virão estupidamente geladas.  A minha amiga sempre pedia gelo, apesar de eu achar arriscado (sabe-se lá de onde veio a água, não é mesmo?).

5 – Procure saber sobre o mal de altitude. Eu li um pouco sobre o assunto e já tinha me programado quando chegasse em La Paz de não fazer esforço no primeiro dia. O pouco que andei já passei mal. Além de ter altitude, La Paz tem ladeiras! 😯 Fiquei a tarde e uma manhã inteira de molho. Nem chá de coca resolveu. O que resolveu foi tomar a “soroche pills”. Depois de alguns dias, eu estava andando igual aos bolivianos. Incrível o corpo humano, não?

6 – Pesquise bastante sobre passeios (aqui tem informações básicas) e sobre meios de transportes.  Falo sem dúvida alguma que a melhor fonte de consulta sobre Bolívia e também o Peru é o fórum Mochileiros.com. Tem muita informação.  Leia e só faça perguntas se tiver certeza que não achou a resposta para o que você procura.  Preços atuais você acha lendo os relatos de viagem.

7 – Sempre antes e durante a viagem confira os horários e dias dos transportes.  Não são tão regulares. Aliás, essa dica vale para qualquer país.

8 – O passeio do Salar de Uyuni é espetacular mas não dá para fazer com qualquer agência. Há muitos relatos de motoristas bêbados e de carros enguiçados. Não seja mão de vaca quando se trata da sua segurança. Você estará no meio do deserto.

9 – Se você pretende fazer o Salar de Uyuni é melhor que você viaje de mochilão. Se você não tem, você pode comprar em excelente preço em La Paz. Assim como roupas de frio e toda espécie de artigos para caminhadas como botas, bolsas de hidratação, sacos de dormir, etc.

10 – É bom que você tenha alguma noção de espanhol, né? As palavrinhas mágicas “bom dia”, “por favor” e “obrigada”, os dias da semana e vocabulário relacionado a viagens, etc. Frase essencial: “Por favor, puede hablar despacio?”  que significa: “Por favor, pode falar devagar?” Muito útil quando a gente não consegue acompanhar a fala rápida. Outra coisa: nem tente falar com eles normalmente em português. Fale devagar. Por razões que a própria natureza desconhece, é mais fácil para nós brasileiros entenderem o espanhol do que o contrário.   Uma ideia: anote algumas palavras, imprima e ponha na sua mochilinha do dia-a-dia.

11 – Segurança: A sensação de segurança lá é muito maior que no Rio e em São Paulo. Não ouvi falar de roubos (assalto com mão armada). Furtos só se você criar a ocasião, tipo: em restaurante deixar a bolsa na cadeira, se distrair e alguém levar. Um conselho? ande no Exterior como você andaria em grandes cidades no Brasil. Assim, não terá dor de cabeça.  Evite táxis coletivos, principalmente à noite.  Não vá andar com mochila nas costas. Não deixe sua bolsa pesada no chão, enquanto você procura em um cartaz o horário do ônibus que pretende pegar. Você faria isso no Rio? Lógico que não! Não dê bobeira mas isso serve para qualquer canto do mundo. E não custa lembrar: passaporte é documento sagrado, guarde como se fosse ouro.

12 – Reservas: Não se reserva passeios na Bolívia por e-mail nem por telefone. Tudo lá é na base da pechincha e isto serve para o Peru (exceto quando se trata de Machu Picchu). Em um mesmo passeio, você pagou X e fulano pagou Y. Use e abuse do seu poder de pechincha.  Para passeios, para comprar roupas, bugingangas, tudo. É cultural. Pechinchar em espanhol significa regatear. Quanto a hotéis, reserve o da cidade de chegada.

13 – A Bolívia foi considerada o pior país para tratamento com turistas. Também pudera, não há infra-estrutura. Falta  muita coisa menos paisagens bonitas, por isso afirmo que o país é surpreendente.  Vá preparado para uma aventura: viagens de ônibus longas, estradas ruins afinal o país é pobre.

 

 

Roteiros

Provavelmente, se estiver vindo do Brasil, a sua entrada na Bolívia será por Santa Cruz de La Sierra. A partir de Santa Cruz, você chega em La Paz, Sucre ou Cochabamba por avião. As demais cidades da Bolívia, somente de ônibus.  Há uma exceção: Oruro, que em determinados dias da semana, há transporte ferroviário indo/vindo para Uyuni.

Ao elaborar um roteiro para a Bolívia reserve alguns dias de folga pois é frequente ter protestos nestes países.  Por exemplo, em maio de 2011, quando fui para lá, a fronteira Peru-Bolívia estava fechada por causa de protestos contra a construção de uma mina. Foi mais de um mês de fronteira fechada, o que fez com que cruzássemos o Titicaca de barco. Se não tivesse esse plano B, provavelmente teríamos que comprar uma passagem aérea para Cusco ou Lima (Peru).  Esta folga no roteiro deve ser considerada também para viagens ao Peru. Tenha sempre um plano B em mãos.


8 dias


Roteiro de oito dias pela Bolívia

roteiro circular, ida e volta por Santa Cruz de La Sierra

8 dias pela Bolívia

16 dias


Roteiro de dezesseis dias pela Bolívia

Roteiro circular, ida e volta por Santa Cruz de La Sierra 

16 dias pela Bolívia


com o Peru


Com dias a mais sobrando, a sugestão é ir ao Peru conhecer Machu Picchu. Há várias opções de roteiro. As sugestões estão levando em consideração horário de voos e ônibus em 2011. Convém pesquisar para atualizar-se dos horários.

O roteiro clássico dos mochilões

Este é quase um roteiro clássico dos mochileiros. A diferença é que se economiza alguns dias não tendo que ir para Corumbá, MS pegar um ônibus para Puerto Quijarro e de lá pegar o “trem da morte” para Santa Cruz de La Sierra. O roteiro está bem enxuto. Como sugestão coloque mais uns dias para La Paz (aclimatação) e Cusco (a cidade é um charme e há muito o que se conhecer).

Roteiro ponta-a-ponta, ida por Santa Cruz de La Sierra  e volta por Lima. Interessante para quem tem milhas sobrando.

15 dias pela Bolívia e Peru


com o Chile


Bolívia e o Deserto de Atacama

Roteiro circular, ida e volta por Santa Cruz de La Sierra

18 dias por Bolívia e Chile


com Peru e Chile


Roteiro circular, ida e volta por Santa Cruz de La Sierra 

24 dias por Bolívia, Peru eChile

Roteiro circular, ida e volta por Santa Cruz de La Sierra 

30 dias por Bolívia, Peru eChile

Roteiro ponta-a-ponta, ida por Lima e volta por Santiago. Bom para quem tem milhas sobrando.

24 dias por Bolívia, Peru e Chile (2)

Roteiro ponta-a-ponta, ida por Lima e volta por Santiago. Bom para quem tem milhas sobrando.

31 dias por Bolívia, Peru e Chile


 Dicas

 



Categorias: Destaques

Milos – o resumo

27 janeiro 2013

 

Assim como Mykonos e Santorini, Milos faz parte das ilhas Cíclades, que são as ilhas que fazem um círculo em volta da ilha sagrada de Delos.  A estátua “Vênus de Milo” , que atualmente está exposta no Museu do Louvre, foi encontrada na ilha por um camponês. A grande atração de Milos são suas belas praias, que tem a vantagem de serem bem menos frequentadas do que  as ilhas cíclades mais famosas.  É um bom destino para casais que querem sossego e dependendo da época que forem, uma praia para chamar de sua. Em um dia inteiro, consegue-se conhecer as melhores praias mas recomendo ficar pelos menos dois, se quiserem descanso e curtir uma praia com mais calma ou ainda fazer um passeio de barco.

Como chegar em Milos

Há dois modos de chegar: ferry ou avião. De ferry, Milos está a 3h de Atenas  e a 2h30min de Santorini. O nome do porto da ilha é Adamas. De avião, está a 45 minutos de Atenas.

Observações

  • Lembre-se que terá que chegar antes ao aeroporto e que há as restrições quanto ao limite de peso da bagagem. O avião que vai para as ilhas é bem menor do que o que estamos acostumados.
  • Caso escolha o ferry, lembre-se de chegar uma hora antes da horário previsto para a partida.

Conhecendo Milos

Não há transporte público. Então, de posse da CNH, passaporte e cartão de crédito internacional, alugue um carro ou quadriciclo. Depois, passe em um mercado ou padaria e compre algum lanchinho. A maioria das praias são desertas se bater uma fome, terá que rodar um pouco até achar um lugar que tenha infraestrutura. Ah, sempre pergunte na agência com quantos litros é possível rodar a ilha. Assim, evita-se desperdício.

Como são muitas praias e tempo de menos, uma boa estratégia é tirar um tempo para visitar cada praia e depois lagartear na que achar melhor.

Firopotamos, Mandrakia, Sarakiniko, Papafragas e Pollonia

Os destaques são Sarakiniko e Papafragas.  Sarakiniko é uma praia de pasagem lunar, muito diferente e muito bonita. É um dos passeios “imperdíveis” da ilha. Já Papafragas (11), é um lugar lindo recomendado para banho e fazer um snorkel. Mandrakia (2) é praia para contemplação e pesca e Pollonia (4), local de pescadores, pode ser ponto de parada para almoço.

Hivadolimi, Firiplaka, Tsigrado e Paleohori

As melhores praias são Hivadolimi, Firiplaka e Tsigrado. O acesso à praia de Tsigrado é um pouco escondido. Só na segunda vez no local e mesmo assim só depois de ler o relato de viagem do Blog Próximos Destinos é que percebemos que  para chegar até a praia, você deve procurar uma fenda.  Lá tem uma corda onde os banhistas descem para finalmente chegar à Tsigrado.  Descobrimos Hivadolimi sem querer no meio da estrada pois não há uma sinalização evidente. Não havia ninguém na praia. Quanto a Paleohori, apesar de ter infraestrutura, não tem a mesma beleza das outras, talvez porque a areia tem origem vulcânica.

Plaka

Uma sugestão dos donos da pousada foi passar à tarde no bairro de Plaka e assistir o pôr-do-sol de lá. Plaka fica no alto de um morro, é um bairro que tem o seu charme com as casas brancas, as buganvílias e cafés e restaurantes que deixam suas mesas e cadeiras ao longo dos becos. Além do mirante logo atrás da igreja que só nos deixa curiosos em conhecer a praia com aquela tonalidade de azul ao fundo.


Passeios de barco em Milos

O outro lado da ilha é acessível de barco. Dá para fechar os passeios diretamente no porto ou caso haja disponibilidade, no seu hotel. O passeio de barco mais conhecido é o que leva para Kleftiko. Infelizmente, não fizemos. Veja as fotos no site Panoramio [http://www.panoramio.com/photo/37859859]  e avalie se não vale a pena conhecer. 😉

Um pouco de História

Milos tem alguns museus que ajudam a contar um pouco de sua história como o Arqueológico e o museu do Folclores. Além dos museus, há algumas ruínas em Milos que podem ser visitadas como as catacumbas cristãs.
Saiba mais sobre a história da ilha em: http://www.greeka.com/cyclades/milos/milos-history.htm

Onde ficar em Milos

A dica é a pousada Tylemachos. Tudo muito limpo, com sala, quarto com duas camas, pia com louça, talheres e detergente. O casal de senhores dono da pousada são supersimpáticos.  Nos levaram gratuitamente para o porto de Adamas.

Por último mas não menos importante

Milos e as ilhas gregas de Mykonos e Santorini não são planas. Alguns trechos de estrada (sempre em boas condições, diga-se de passagem) são beirando a precipícios, se a memória não estiver me traindo, os piores acessos são para Paleohori e Firopotamos. O aluguel de carros aqui é diferente do Brasil, você não pega o carro com o tanque cheio. Então, você deve devolver o carro com a mesma quantidade de combustível que pegou. Vale a pena perguntar o quanto você deve abastecer. Esquecemos de fazer esta pergunta e compramos mais do que o necessário para rodar a ilha.

Viagem realizada em maio de 2012: sol, praias desertas e águas cristalinas.



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Morro de São Paulo – o resumo

16 agosto 2012

Um pouco de História e Geografia

Em 1531, Martim Afonso de Souza desembarca na Ilha de Tinharé.  Quatro anos mais tarde, Francisco Romero e a população local fundaram a  vila de Morro de São Paulo, localizada no norte da ilha. A região foi local de piratarias, contrabando de mercadorias  e de batalhas.

Qual a melhor época para visitar Morro de São Paulo?

Melhor ir no período entre setembro e março.  De preferência, em época de maré baixa ( lua nova ou lua cheia). Eu visitei a vila no mês de agosto: ventos fortes e água turva. Bem diferente dos cartões-postais.

Como chegar

Há várias maneiras de se chegar em Morro de São Paulo, basicamente se resumem a três: (a) por ar, (b) por mar e (c) combinado mar e terra.  Se chegar por outro meio que não seja o aéreo, o início da sua viagem provavelmente começará ou pelo Terminal Marítimo, que se localiza em frente ao Mercado Modelo, ou pelo  Terminal São Joaquim, de onde saem os ferry-boats.  As corridas de táxi comum do aeroporto ao Terminal Marítimo e do aeroporto ao Terminal São Joaquim custam, respectivamente: R$ 60 e R$ 80.   O modo mais econômico é utilizar o transporte público. Logo atrás do estacionamento do aeroporto, há um terminal rodoviário.

Fonte: http://www.morrodesaopaulobrasil.com.br


  • De avião:  É o modo mais rápido e obviamente, o mais caro. Partindo do aeroporto de Salvador rumo ao aeroporto da Terceira Praia,  o voo dura aproximadamente 20 minutos.  O trajeto é feito em aeronaves pequenas de 6 a 8 passageiros. A passagem custa em torno de R$ 250.
  •  De catamarã:  Os catamarãs saem do Terminal Marítimo (em frente ao Mercado Modelo) e a viagem leva de 2h a 2h40min, dependendo da embarcação que realiza a travessia, das condições de vento e das marés.   O preço varia de acordo com a embarcação e com o período da viagem. Em agosto de 2012, os valores estavam em R$ 75 ou R$ 80.   Dependendo do tempo, o transporte é suspenso temporariamente.  Lembrete:  Algumas pessoas podem passar mal durante a viagem, pois a travessia é em alto-mar.  Se você é do tipo que enjoa fácil em barcos, tenha em mente que é bom usar o famoso remédio anti-enjoo.  Quando eu fui, vi vários passageiros passando mal.  Eu tomei o remédio anti-enjoo uma hora antes do embarque. Não senti nada.
  • Combinado marítimo + terrestre:  É o modo mais econômico.  Primeiro, você deve ir até o Terminal de São Joaquim e atravessar de ferry-boat para o Terminal Bom Despacho, na ilha de Itaparica ( 1h de travessia – R$ 3,95 ). O ferry-boat é um barco grande que além de passageiros, pode embarcar veículos de pequeno e médio porte. Os preços variam de acordo com o dia, durante os finais de semana e em dias de feriado é mais caro.  De lá, seguir viagem até Valença (2h de ônibus). Em Valença, pegar barco (2 horas e meia de travessia) ou lancha rápida (45min de viagem) para MSP.
  • Modo prático: Ir até o Terminal Marítimo (em frente ao Mercado Modelo) e pegar o barco para  a ilha de Itaparica (Terminal Bom Despacho, 35min de travessia). De lá, seguir viagem de van até Ponta do Curral (2h).  Em Ponta do Curral, saem lanchas rápidas que levam apenas 12 minutos para chegar ao cais de Morro de São Paulo. Modo um pouco mais rápido que o modo mochileiro e com zero de enjoo.  O ideal é fechar este trajeto com as agências que oferecem traslado a Morro porque não há transporte frequente em Ponta do Curral.  O preço é o mesmo do catamarã.

Ao chegar na ilha, você verá várias pessoas com carrinhos de mão.  É o jeito criativo do nativos de oferecer o serviço de carregar as malas.  Negocie o preço antes. Nós pagamos R$ 5 por cada mala transportada.  Ao atravessar o pórtico de entrada da ilha, paga-se uma taxa de turismo no valor de R$ 12.  O turista recebe um mapa da região. Também dá direito a uma espécie de city-tour que sai por volta das 10:00 do Centro da vila.  Guarde R$ 0,62 para pagar no cais, na hora de deixar a ilha.

O que conhecer em Morro de São Paulo

  • As quatro praias da vila:  Dá para conhecer as quatro praias da vila em uma caminhada de meia hora. A Primeira Praia é onde caem as pessoas que descem da tirolesa . A Segunda Praia é onde tem mais infra-estrutura e é a mais popular para banho.  A Terceira Praia é de onde saem os passeios de barco.  Em frente a Terceira Praia há a ilha de , onde há passeios de caiaque para lá. Entre a Terceira Praia e a Quarta, na maré baixa, formam-se piscinas naturais.

 

  • Ir ao mirante da Tirolesa;
  • Conhecer o Farol do vilarejo;
  • Conhecer as quatro praias (Primeira Praia, Segunda Praia, Terceira Praia e Quarta Praia). Dá um pouco mais de 20 minutos caminhando;
  • Conhecer as piscinas naturais da Quarta Praia (logo no limite entre a Terceira e Quarta praia – só consegue ver na maré baixa);
  • Fazer o passeio de volta a ilha e conhecer as piscinas naturais de Boipeba (Moreré); (R$ 60)
  • Conhecer Ponta de Curral, Bancos de areia, tomar banho de argila e a praia de Gamboa  – tudo isso no passeio de barco para Gamboa; (R$ 30)
  • Piscinas naturais de Garapuá, em passeio de barco; (R$ 30)
  • Observação de Baleias (R$ 140)
  • Descer na tirolesa, a maior do Brasil com 70m de altura (R$ 30, a primeira descida)

Mapa detalhado de Morro: http://www.morrodesaopaulobahiabrasil.com/mapa.htm

Onde ficar em Morro de São Paulo

Primeira ou Segunda praia.  Particularmente, prefiro a Primeira por estar mais perto do comércio.  Quem quer sossego total, melhor ficar na Terceira Praia ou Quarta Praia.

Elaborando um roteiro

Particularmente, acho que os dias de ida e volta são praticamente dias perdidos, ainda mais para quem vem de uma cidade longíqua a Salvador ou Valença.  Acreditando nisso, acho que três dias inteiros é o mínimo para conhecer o melhor da ilha e de quebra fazer o passeio a Boipeba.

Por último mas não menos importante

Tensão: 220V
DDD: 75
Bancos:  Há caixas eletrônicos do Banco do Brasil e do Bradesco e uma casa lotérica. Cartões de crédito são aceitos em boa parte dos estabelecimentos, inclusive até nas agências que promovem os passeios.

 

Os relatos da viagem a Morro de São Paulo estão listados aqui.

 


Foz do Iguaçu – o resumo

1 abril 2012

Cataratas do Iguaçu, um pouco de História e Geografia

Em 1542, o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, ao navegar pelo rio Iguaçu procurando um caminho alternativo para chegar em Assunção, capital do Paraguai, descobriu acidentalmente uma região com várias quedas d’água e batizou com o nome de Saltos de Santa Maria, o que hoje  é conhecido mundialmente como  Cataratas do Iguaçu ou  Cataratas del Iguazú, em espanhol.   Iguaçu em tupi-guarani significa água grande.

Muita gente acha que as Cataratas só pertencem ao Brasil.  Na verdade, elas estão na divisa Brasil e Argentina.  Em cada país, foi criado um parque nacional com o objetivo de preservar a região e promover o turismo:  Parque Nacional do Iguaçu, no Estado do Paraná, Brasil e o Parque Nacional Iguazú, em Missiones,  Argentina.  Ambos são considerados Patrimônios da Humanidade pela UNESCO.

As cataratas do Iguaçu são formadas por 275 quedas d’água isoladas que em tempos de cheia chegam a 19 saltos grandes onde apenas 3 pertencem ao Brasil (Floriano, Deodoro e Benjamin Constant).

Na minha opinião, os dois lados se complementam. Como a maior parte dos saltos está do lado argentino e estes estão voltados para o Brasil, a melhor visão é do lado brasileiro.  As melhores fotos serão feitas quando estiver no Brasil. Entretanto, é no lado argentino que chegamos mais perto dos saltos. Ah, sim e eles têm a Garganta do diabo, só por causa disto já vale e muito a viagem.

Em 2011, as Cataratas foram escolhidas como uma das sete maravilhas da natureza, uma eleição promovida pela Fundação New 7 Wonders.

Veja o mapa 3D das Cataratas:
http://www.airpano.ru/files/brasil/iguasu/start_e.html

Documentação

Para Foz do Iguaçu, RG ou qualquer outro documento válido. Para o Paraguai, não sei dizer pois não há um posto fronteiriço oficial em que as pessoas tem que obrigatoriamente entrar para ter a sua entrada autorizada, como é o caso da Argentina. Você entra no Paraguai e ninguém te questiona. Como o país faz parte do Mercosul, leve o RG.  Se você pretende ir à Argentina,  são aceitos o RG (não é válido OAB, CREA e similares) ou passaporte ou CNH.

As particularidades sobre o uso da CNH na Argentina está no Acordo entre localidades fronteiriças Brasil – Argentina. Veja o link: http://www2.mre.gov.br/dai/b_argt_402_5639.htm

  • Pode entrar com a CNH na fronteira Brasil – Argentina e apenas para Puerto Iguazú;
  • A CNH é válida por 72 horas no país vizinho;
  • O agente pode exigir outros documentos caso não aceite a CNH.

Resumindo: leve o RG e/ou a CNH .

Quando ir a Foz do Iguaçu

No site das Cataratas diz que o mês de maior vazão de águas é outubro e o menor, abril.  Esta semana, a última de março, fez frio de oito graus pela manhã em Foz!  O que foi uma surpresa, pois eu havia visto a previsão do tempo.Vindas do Rio de Janeiro com temperaturas acima de 30°, foi um susto! Então, leve um casaco para descargo da consciência.

De qualquer forma, sempre antes de viajar, veja a previsão do tempo do seu destino ou ligue para o hotel perguntando sobre o clima.

Atualização: A segunda viagem foi no mês de Novembro, e contrariando o parágrafo acima, a vazão de águas estava bem menor que a de Abril (2012 foi um ano de poucas chuvas no país, no geral).  Pegamos um dia de muita chuva e dois com sol, onde aproveitamos e fomos às Cataratas.

Duração da viagem

Sempre li que em um final de semana dava para conhecer Foz do Iguaçu. Concordo em parte. Se quiser conhecer por completo o lado argentino, Itaipu e ainda gastar uns trocados no Paraguai, acho que três dias inteiros é um bom número.

 O roteiro


1° dia: Parque das Aves e Cataratas (lado brasileiro)

 

Parque das Aves

O parque das Aves é um lugar onde você pode observar diversas espécies de aves do país e de outros lugares. há um borboletário e o visitante pode entrar na gaiola das araras.

Como chegar 
De transporte público, basta pegar o ônibus Aeroporto/Parque Nacional.  A passagem custa R$ 2,65. O ponto final é em frente ao Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu.  A viagem Do TTU até as Cataratas dura uns 40 minutos. Diga ao motorista que vai descer no Parque das Aves.

Coisas que ninguém te disse sobre o Parque das Aves

  • Já fiz o passeio em dois horários diferentes. Entrar no viveiro das araras à tarde é assustador! As araras não param de fazer rasantes e gralham como nunca. Morremos de medo…rs Depois o rapaz que ajuda a cuidar delas, disse que já estava perto da hora da alimentação (não sei se ele pregou uma peça na gente, né?). Da segunda vez, fui pela manhã. Bem mais calmo!
  • É um ótimo passeio para crianças e para pessoas urbanas. A gente vive em cidades e desacostuma a viver com a natureza.

Cataratas do Iguaçu

O lado brasileiro tem melhor infra-estrutura para o turista porém é menor que o parque argentino. Há a comodidade do ônibus circulando pelo parque.Você consegue conhecer as Cataratas em uma tarde.  A caminhada da estação Cataratas até o mirante para a Garganta do Diabo é de 1.200m.

Como chegar
De transporte público, basta pegar o ônibus Aeroporto/Parque Nacional.  A passagem custa R$ 2,65. O ponto final é em frente ao Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu.  A viagem Do TTU até as Cataratas dura uns 40 minutos.

A entrada para brasileiros custa R$ 24,60 e pode ser paga em dinheiro, cartão de crédito ou débito. Estudantes, idosos e clientes do Itaucard têm desconto.

O que levar 
(a) Leve sapato confortável para caminhar, filtro solar, repelente e água. Até um lanchinho se bater uma fome e não der tempo para almoçar no parque. O bom é levar uma mochila pequena para andar tranquilamente no parque;
(b) Em mês de vazão de águas forte, talvez precise de uma capa de chuva simples. Ela pode servir para a passarela em que conseguimos ver a base da Garganta do diabo.  De vez em quando, há uma “névoa”(spray de água) que molha você e sua câmera.

Para saber mais

Site: http://www.cataratasdoiguacu.com.br
Mapa: http://www.cataratasdoiguacu.com.br/portal/images/pages/images/cataratas-do-iguacu-mapa-do-parque.jpg

Macuco Safári

O Macuco Safari é um passeio de bote pelas águas do rio Iguaçu. Qualquer pessoa pode participar, inclusive crianças de um ano. O passeio começa com o grupo passeando por um “trenzinho” que passa pela mata. Algumas paradas são feitas para o guia mostrar algumas espécies de árvores. Depois, quem desejar desce do trem e acompanha o guia para uma caminhada onde o ponto final é o receptivo de onde saem os botes. Quem não quiser fazer a caminhada, troca de condução e segue até o receptivo.

O passeio do Macuco é caro mas vale muito a pena fazer. Aconselho a deixar este passeio por último, pois você sai de lá molhado e feliz,  fechando com chave de ouro o dia.

O que levar para o Macuco Safári

Leve um par de chinelos, uma toalha e  roupa adicional (que será molhada no passeio) ou faça como os gringos e traga sua roupa de banho.  Há vestiários para trocar de roupa. Ao custo de sete reais, você pode alugar um armário e deixar seus pertences.

Coisas que ninguém te disse sobre o Macuco Safári

  • Não sente nos assentos que ficam na popa (atrás do bote). O pessoal do Macuco filma o passeio e tira fotos das pessoas para depois vender o CD mas quem senta atrás é praticamente esquecido;
  • Não adianta levar capa de chuva comum. Não tem como não se molhar neste passeio! Se o calor estiver forte, o que mais vai desejar é se refrescar.
  • Se tiver, leve a sua câmera a prova d’água para tirar suas próprias fotos do passeio. E já no começo, molhe-a logo no rio para não embaçar depois.
  • O ideal é fazer o passeio do Macuco por último.

 

2° dia: Cataratas (lado argentino)

Cataratas del Iguazú, o lado argentino das Cataratas

O lado argentino é bem maior.  Prepare-se para caminhar bastante.  Mas não é nada impossível!  Não há ônibus porém há uma viagem de trem que leva para conhecer a Garganta do diabo, a maior queda d’água com um volume de água assustador.  Se quiser conhecer todo o parque, reserve um dia inteiro para tal. Se estiver com crianças e com idosos e quiser conhecer todo o parque, reserve dois dias. Há uma promoção para aqueles que vão mais uma vez ao parque. Informe-se na bilheteria.

Como chegar
De transporte público:  São dois ônibus: um para Puerto Iguazú que o ponto final  é no terminal rodoviário e de lá, outro para as Cataratas Argentinas.

Pegar o ônibus Foz do Iguaçu/Puerto Iguazú. Há três empresas que fazem estre trajeto.  A passagem custa 8 ARS (oito pesos) ou 4 BRL (quatro reais). A viagem durou aproximadamente 30 minutos.  O ônibus pára na Aduana argentina para os passageiros fazerem o processo de entrada no país.  Depois, os passageiros esperam o ônibus cruzar

O ponto final do ônibus é o terminal rodoviário de Puerto Iguazú.  Alguns passos a frente, há o balcão da empresa El Practico que faz o trajeto Puerto Iguazú – Cataratas.  A viagem levou pouco menos de meia hora e a passagem custa 10 ARS (dez pesos) ou 5 BRL (cinco reais).  Se não trouxe pesos, você consegue cambiar reais por pesos ali mesmo no balcão na taxa de 1:2, ou seja, um real vale dois pesos.   O ônibus El Pratico é da cor amarela.

Dica de ouro: Se já tiver pesos, peça ao motorista do ônibus para Puerto Iguazu indicar o ponto mais próximo para pegar o El Practico para as Cataratas, assim você não precisa ir até ao Terminal Rodoviário.  Economizará um bom tempo.

Por agência: Nas agências, o custo de ida e volta é R$ 65. Saída às 09:00 e volta ao Brasil às 17:00.

O que levar

  • Leve RG (não vale OAB, CREA e similares) ou CNH (só vale para Puerto Iguazú!) ou passaporte.
  • Faça câmbio em Foz do Iguaçu pois o Parque Argentino só aceita pesos.  Você consegue pagar as passagens de ônibus em reais mas o câmbio é desfavorável.  Atualmente, estão praticando o câmbio real-peso em 1:2.
  • Leve tênis pois há muita caminhada, filtro solar, repelente e água. Até biscoitos se bater uma fome e não der tempo para almoçar no parque.
  • Se fizer o passeio de barco (Gran Aventura ou Sendero Macuco), leve roupa adicional e toalha e já venha com biquíni, maiô ou sunga. Não tem como não se molhar nestes passeios!

Como é o passeio?

Brasileiros pagam 70 pesos pela entrada. A filosofia do parque argentino é diferente do brasileiro.  Não há ônibus para levar aos pontos de observação. Aqui há muita caminhada.  A única diferença é o trem que leva a maior queda d’água do parque, a Garganta do Diabo. O parque é grande e realmente se quiser fazer todos os passeios, você tem seu dia preenchido.

Você percorre o lado argentino por três trilhas: o Circuito inferior, o Circuito Superior e Garganta do Diabo. Além disso, se pode visitar a  isla San Martín e fazer o passeio de barco  Gran Aventura e Sendero Macuco.

A Garganta do diabo

O ponto alto do passeio sem dúvida alguma é a Garganta do Diabo, a maior queda d’água das Cataratas.  Só se chega perto de trem.  O trem você pode pegar na estação Central ou na estação Cataratas.  Se pegou na estação Central, você terá que descer na próxima estação, que é a Cataratas e ir para o final da fila esperar o trem para estação Garganta do diabo.  Há a opção de andar até a estação Cataratas, esta trilha é chamada de Sendero Verde.  Acho melhor do que esperar o trem, pois o caminho é curto.  Ao chegar na estação, saiba que ainda terá que andar um bocado até chegar pertinho da Garganta.  As passarelas são em piso gradeado mas não é perigoso.

Trilha Circuito Superior

É curta e o barato é caminhar perto de onde começam as quedas.  São as passarelas do Circuito Superior que conseguimos ver lá do lado brasileiro.

Trilha Circuito Inferior

A mais longa. Neste caminho há a bifurcação para quem quer fazer o passeio do Sendero Macuco e para quem quer visitar a isla de San Martín. Em alguns pontos do trecho observamos do alto os turistas que fazem o passeio do Macuco Safári e o do Sendero Macuco.

Isla San Martín

Ao longo do circuito inferior, há a entrada para pegar o barco para Isla San Martín. Da ilha, se pode observar as quedas que só se consegue ver no lado argentino. Alguns visitantes aproveitam um pequeno trecho da ilha para fazer uma “praia”.

Gran Aventura e Sendero Macuco

Pouco depois de entrar no parque, há um quiosque sobre os passeios de bote argentino.  Eu não fiz o passeio mas eu observei lá do Circuito Superior o percurso e a minha opinião é que é mais radical que o brasileiro. Mais barato também. No mapa do parque, há a diferença dos percursos dos dois passeios.

Coisas que ninguém te falou sobre o parque argentino

  • O parque oferece desconto para quem quer visitá-lo em dois dias seguidos. Para isso, antes de ir embora no primeiro dia, vá a bilheteria para que atendente carimbe o seu bilhete. No segundo dia, você paga a metade.
  • Ir em dois dias foi uma boa estratégia para ir com idosos e crianças de colo e que não dá para levar na bolsa canguru. Em um dos dias, uma boa combinação é o parque mais o Dutty free de Puerto Iguazú;
  • Dá para levar o carrinho de bebê para a Garganta do Diabo e Circuito Superior.  O pessoal põe os carrinhos em cima do trem. Há serviço de aluguel de carrinhos. Veja na estação Central.
  • Em alguns pontos do parque, há bebedouros.
  • Se estiver em grupos com mais de 3 pessoas, talvez compense fechar o transporte com um taxista. Sai mais barato que nas agências e você faz o seu horário.

Para saber mais
Site: http://www.iguazuargentina.com/portugues/
Mapas: http://www.01argentina.com/sitio/map_iguazu_falls_mapa_national_park.html
http://www.jtorres.com.ar/blog/wp-content/uploads/2009/08/Infografia_Iguazu.jpg

Se ainda estiver com pique, aproveita a viagem e pare no Dutty-free Puerto Iguazú  para fazer umas compras. Os preços são menores do que o Brasil. Mas com relação a perfumes, os preços são mais baixos no Paraguai, achando as lojas certas. De qualquer forma, para bebidas e chocolates é o Dutty-free é o melhor lugar para comprar.

 


3° dia: Paraguai e Itaipu

Paraguai

Ciudad del Este dispensa apresentações.  O lugar é feio, mais cheio que a 25 de março mas não tenha dúvidas que lá, procurando bem, dá para achar produtos originais e com bons preços. O Shopping del Este é um oásis no meio daquela confusão.

Como chegar
Transporte público: pegar o ônibus escrito Ciudad del Este.  A passagem custa R$ 3,50.  A viagem é rápida.  Desça no primeiro ponto logo após passar a aduana paraguaia. Aproveite e pergunte ao motorista onde pegar o ônibus na volta.

Van Leva-e-Traz: Há várias agências que fazem o serviço leva-e-traz.  Usamos o serviço da Iguassu turismo e recomendamos. Horário de saída do hotel é 07:30 e a volta pode ser às 12:00 e às 15:00.  Preço: R$ 35,00.  A van te deixa no Shopping del Este, praticamente em frente a Aduana do Paraguai.

Táxi: Combine o preço com o taxista. Como a van Leva e Traz, o taxista marcará um horário para buscá-lo no Shopping del Este.

Onde comprar
Shopping del Este: um lugar que você imagine que não esteja no Paraguai. Muitas lojas de cosméticos. No terceiro andar há uma praça de alimentação.

Eu não sou uma especialista em Paraguai. Os perfumes geralmente eu compro na Elegancy. Já os kits, chocolate, bebidas e lógico, alfajores, melhor comprar no Duty-Free.

Para a mulherada, um bom blog é o Paraguai Pink. Tem um post com o mapa de compras no Paraguai. Antes das compras, sugiro dar uma lida na página  http://www.paraguaipink.com.br/ajuda/

 Mapa: Digite no Google “mapas compras Paraguai”  , escolha Imagens e você encontrará vários mapas com a localização das lojas mais confiáveis.

Coisas que quase ninguém fala sobre compras no Paraguai

  • As compras podem ser pagas em dólar ou em real. Cada loja tem a sua cotação dólar x real. A nota fiscal vem em guarani (moeda oficial do Paraguai);
  • Ao comprar eletrônicos, sempre teste antes de ir embora. As grande lojas tem um balcão só para testes;
  • Não exagere nas compras, o limite de compras é de 300 dólares. E esta cota só pode ser usada com intervalos de 30 dias.
  • Se passar da cota, o correto é declarar e pagar o imposto;
  • Se não declarar e estando acima da cota, você corre riscos de ser pego na ponte da Amizade (fronteira entre Brasil e Paraguai).
  • Mesmo que tenha passado pela Receita na ponte da Amizade, saiba quem no aeroporto de Foz do Iguaçu há um raio X onde a bagagem de todos devem ser inspecionadas antes de se fazer o check-in na companhia aérea. E para quem vai de carro, há também as fiscalizações na estrada;
  • Antes de ir, sempre procure saber sobre as regras de compra no Exterior;
  • Não é lugar para crianças! Em muitas lojas há seguranças com armas e não é revólver 38….
  • A rua principal vira um caos quando chove. Enche muito rápido.
  • Há sinal de celular no Paraguai. Falo da TIM porque meu celular da Oi serviu de relógio.

Usina de Itaipu

Como chegar
Do TTU pegar o ônibus “Conjunto C Sul” ou “Conjunto C Norte.

O que visitar
Há duas formas de conhecer a faraônica Itaipu: a visita panorâmica (somente a área externa em ônibus de dois andares) e o circuito especial (área externa e interna). Antes do passeio, há um vídeo que conta a história da construção do complexo.  Fiz o circuito especial, vale a pena, para quem gosta de grandes obras da engenharia.

Há mais o que conhecer no complexo hidrelétrico como o refúgio biológico Bela Vista, o passeio de catamarã, etc.

Para saber mais
site: https://www.turismoitaipu.com.br/

 

Outros passeios

Outros passeios

Marco das Três Fronteiras

Templo Budista

Mesquita

Cassino

No Brasil, praticamente todos os passeios oferecem desconto para idosos. Ah e se quiser ficar uma semana, há o que fazer nos parques nacionais e em Itaipu. Dê uma olhada nos sites e tire suas dúvidas.  Outra dica é programar sua viagem para o período de lua cheia pois há um passeio chamado Luau nas Cataratas. Outra sugestão é ficar por mais dias em Puerto Iguazú. Se você for ao Paraguai,  provavelmente vai querer voltar para “olhar” com mais calma. Então, melhor colocar mais um dia no roteiro.

 Viagem realizada em março e novembro de 2012


Porto de Galinhas – o resumo

4 novembro 2011

Porto de Galinhas é uma vila da cidade de Ipojuca, litoral sul de Pernambuco. É o balneário mais visitado do Estado e sua praia principal, a de Porto de Galinhas, foi eleita por anos seguidos como uma das dez praias mais bonitas do Brasil.

O passeio principal em Porto é ir de jangada para conhecer as piscinas naturais  com suas águas mornas e cristalinas emolduradas pelos recifes de corais e que só aparecem quando a maré está baixa.

Antes de viajar

É muito importante que você programe sua viagem para o período de lua cheia ou lua nova.  Nestes períodos é possível ver as piscinas pois maré está baixa em um horário apropriado (meio da manhã ou meio da tarde).  É possível saber como está a maré em uma determinada data, consultando o site da Marinha.  É uma tabela que indica qual é a lua, o dia e o horário com a respectiva altura da maré.  Esta tabela chama-se Tábua das Marés.

Entendendo a tábua das marés

Primeiro, é preciso que você saiba o porto mais próximo do local que visitará. No caso de Porto de Galinhas, o porto mais próximo é o Porto de Suape.  Depois, escolha o mês e o ano desejado.  Aparecerá na tela o resultado como este abaixo:

Para o dia 26 de novembro, sábado, lua nova, às 10:21, a maré estará 0,2 m.  Programe-se para ir em dias que a maré esteja abaixo de 0,5m. Fará toda a diferença sobre o que você vai achar de lá e de outros lugares como a Praia de Carneiros. O ideal é chegar sempre antes da maré no seu nível mais baixo, para aproveitar mais.

Esta é a regra para aproveitar qualquer piscina natural (Porto de Galinhas, Maragogi, Maracajaú, Pipa, etc.)

Como chegar

O voo Rio – Recife dura aproximadamente duas horas e meia.  Não há horário de verão no Recife.

Do aeroporto para Porto de Galinhas

  • De ônibus: Praticamente em frente ao portão de desembarque, área sul há um ponto de ônibus 195 Recife – Porto de Galinhas. A passagem custa R$ 9,80 e o ônibus leva quase duas horas para chegar à vila.
  • Transfer: Se estiver acompanhado é melhor pagar o táxi ou agendar o transfer com a pousada/hotel em porto.  Custa de R$ 100,00.
  • Carro alugado: Já no aeroporto de Guararapes, tem os stands da Unidas e Localiza.  Funcionários de grandes empresas têm desconto na Localiza. Quem viaja de Gol tem desconto de 50% na Unidas.

De olho na estrada

Já são mais de 3 anos que não venho, e achei Porto de Galinhas muito mudada!  O asfalto chegou mas está um pouco maltratado (com buracos) devido ao intenso fluxo de caminhões para o complexo do Suape. Programe-se a hora de voltar para casa. Assim como o Rio, Recife está em obras para a Copa do Mundo. Com isso, engarrafamentos.  Em média, leva-se uma hora e meia de Porto até o aeroporto Guararapes.

Gasolina
Preço médio da gasolina comum e do álcool: R$ 2,72 e R$ 2,20, respectivamente.  Há um posto BR em Muro Alto e um Texaco na entrada do Centrinho de Porto.

Onde ficar

Há opções para todos os bolsos e gostos.  Para quem está a pé, eu acho melhor ficar no Centro. Eu indico a pousada Canto do Porto [http://www.pousadacantodoporto.com.br/]. Pousada ótima, pé-na-areia, tem restaurante e serviços de bar  para quem quiser ficar à beira-mar com sombra e cadeira de praia.  Quartos com TV, frigobar, ar condicionado, chuveiro a gás. Farto café-da-manhã incluso com direito a tapioca feita na hora. Não é à toa que é a pousada primeira colocada no Trip Advisor. Muito bem localizada. Em poucos minutos, você está na vila.  Para o verão de 2012 (alta temporada), o quarto duplo com vista lateral mar custará R$ 320 e o econômico R$ 240.  Agora em novembro, os preços são R$ 240 e R$ 130, respectivamente.

Há um porém em estar perto do Centro: a praia é muvucada principalmente nos feriados e finais de semana.  Comparando, Porto está para os recifenses assim como Cabo Frio está para os cariocas.  Há mais opções para quem gosta de calmaria, como hospedar-se nas praias vizinhas de Muro Alto, Cupe e Maracaípe.

A praia de Muro Alto leva esse nome devido a barreira de corais que parece um muro,  uma grande piscina natural.  É um lugar mais sossegado que a praia de Porto.  Os resorts estão na praia de Muro Alto e do Cupe.  Desvantagem: para ir à vila, dependerão de táxi.  A corrida até o Centro no mês de novembro de 2011 está custando R$ 25.

A praia de Maracaípe é a preferida dos surfistas pois não há arrecifes. Assim como alguns trechos da praia do Cupe.

Antes de viajar, é bom pesquisar pacotes.  Conheci duas amigas que pagaram o pacote de 8 dias no hotel Pontal de Ocaporã por R$ 1.200 no mês de novembro pela CVC.  Traslado incluído.  Achei um bom preço.

Dependendo do período, faça a reserva.  Se preferir, use os sites Booking.com e Hoteis.com, ou melhor, reserve diretamente com o o hotel/pousada. Sempre leia as opiniões de quem já se hospedou. O Trip Advisor é o mais famoso site de resenha de hotéis.

Noite em Porto

Não há muita coisa a fazer.  A graça é caminhar pelas ruas da vila olhando as vitrines das lojinhas de artesanato.  Para quem gosta de dançar, há um forró chamado Lua Morena.

Dica de restaurante

Dos restaurantes, gostei muito do BarCaxeira (rua das Piscinas Naturais).  Também ouvi elogios do Peixe na Telha.  Em geral, achei que a comida em Porto não é tão barata nem tão bem servida como em outros lugares do Nordeste.

Passeios em Porto de Galinhas

O passeio das Piscinas Naturais

Você paga a jangada na associação (R$ 15,00) e o jangadeiro leva você e mais 5 passageiros para conhecer os recifes e as piscinas naturais de Porto.  O passeio dura 45 minutos.  As pessoas devem ir calçadas pois há muitos ouriços do mar.  Há piscinas rasas e mais fundas, verdadeiros aquários.  Os peixes não se intimidam quando os turistas oferecem comida.  Há uma piscina que tem o formato parecido com o mapa do Brasil.   Se tiver, leve seu snorkel.  Em geral, os jangadeiros tem alguns para emprestar.  É sim um passeio imperdível!

 Há relatos que é possível chegar andando quando o maré está a 0.0.  A praia de Porto de Galinhas é ótima para crianças pois é uma verdadeira piscina. Águas claríssimas e mornas.

Neste mesmo dia, você pode fazer o mergulho de batismo e o passeio de bugue ponta-a-ponta.

Passeio de bugue ponta-a-ponta

Passeio de bugue por duas horas pelas praias de Porto (Muro Alto, Cupe, Maracaípe e Serrambi).  Em Pontal de Maracaípe, no encontro entre rio e mar, pega-se a jangada para conhecer o manguezal e reduto dos cavalos-marinhos e outros bichos como o o aratu e o pepino-do-mar.

Enseada de Gaibu, Pedra do Xaréu e praia de Calhetas

Este passeio dá uma visão geral das praias do Cabo de Santo Agostinho.

O roteiro:  (a) Banho de argila em Gaibu (paga-se R$ 5,00 pela entrada). É bom levar uma toalha; (b) Igreja de Nazaré e ruínas do Convento Carmelita; (c) Mirante para observar as praias do Paiva e de Itabapoama; (d) Praia de Calhetas onde paramos para almoço. Para quem gosta de aventuras, há uma tirolesa que leva direto à praia.

Praia dos Carneiros

Uma das dez praias mais bonitas do Brasil.

Há várias maneiras de se chegar a Carneiros. Uma delas é fazer o passeio de catamarã Cavalo Marinho.  Pela Cavalo Marinho há uma parada na Ilha de Santo Aleixo, almoço na Praia de Guadalupe, parada nos bancos de areia da praia de Guadalupe para tomar banho e depois, a paradisíaca praia dos Carneiros. Na volta, manguezais do Rio Formoso e o rio Arinquidá.

Site da Cavalo Marinho: http://www.catamaracavalomarinho.com.br/

Aqui uma dica: conheça Carneiros na maré baixa.  Uma amiga fez o mesmo passeio e parece que fomos a lugares diferentes!

Maragogi

As águas alagoanas de Maragogi tem aquela cor típica do Caribe.  Assim como Porto de Galinhas porém bem mais distante da costa, na maré baixa formam-se piscinas naturais.

Torça para que sua agência chegue primeiro. Assim dá mais tempo de aproveitar o local que fica uma farofa só.  Em 2008, fiz o mergulho de cilindro (batismo) e gostei muito.  Um instrutor te acompanha o tempo todo. Não lembro quanto tempo foi, sei que passou rápido. À medida que vão chegando mais barcos, a areia vai ficando mexida e com isso perde-se a visibilidade da água.  A farofada é por conta de vendedores que ficam em outros barcos, vendendo desde bebidas a comida.

Recife e Olinda

Um passeio que é uma aula de História.

Para quem não for ficar em Recife, vale muito a pena fazer. Eu me surpreendi!  Um grupo era composto de pessoas de várias agências. Quem nos acompanhou foi o excelente guia Eric, que nos deu uma aula de história sobre Recife, Olinda, o carnaval pernambucano e vocabulário típico pernambucano.

O roteiro: uma parada rápida na praia de Boa Viagem, marco zero, embaixada dos bonecos de Olinda, Antigo presídio, Olinda, Instituto Brennand.

Uma esticadinha

Se tiver mais dias disponíveis, uma dica é emendar para conhecer o litoral alagoano ou conhecer Recife (com mais calma) e João Pessoa, que está a 120Km de Recife.

Agências de passeios

  • Algarve Turismo
  • 40 Graus

Todas vendem passeios na rua principal da vila.

Por último mas não menos importante

Tensão: 220V
DDD: 81

 


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