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Berlim – o resumo

5 novembro 2009

Como Chegar

Há dois aeroportos: Tegel (TGL) e Schonefeld (SXF).  Em 2009, o aeroporto de Tempelhof já estava fechado.  Provavelmente se você vier de cia low-cost,  o vôo chegará em SXF.
Do Schonefeld para Berlim, a viagem dura aproximadamente 50 minutos.

Onde ficar

O bairro descolado e moderninho do Mitte. Fiquei neste bairro, no hostel The Circus. Fiz quase tudo a pé. Há um hotel chamado Circus também, bem elogiado no site Viaje na viagem.

Quanto tempo ficar

  • Três dias inteiros na primavera/verão são o suficiente para conhecer todo o roteiro turístico da cidade.
  • Acrescente mais um dia para conhecer Postdam
  • Acrescente mais um dia para conhecer o campo de concentração de Sachsenhausen (na verdade, este campo era um campo de trabalho. Havia outros tipos de campos: concentração, trabalho e extermínio)

Transportes

O sistema de transportes alemão é bem complexo. Há ônibus, bondes (tram),  metrô (U-bahn) e  trem (S-bahn). É fácil distinguir onde tem uma estação: siga as plaquinhas do U ou do S. Nas estações dos aeroportos há mapas de transporte. Ah e com uma pontualidade de dar inveja a qualquer britânico.

Os bilhetes: A cidade é dividida em três zonas: A, B e C. A parte turística está nas regiões A e B. Para as regiões AB, você pode comprar dois tipos de bilhete: oEinzelfahrschein (bilhete simples) e o Tageskarte (bilhete válido por o dia todo).

O tageskarte dá direito a usar todos os tipos de transporte público, quantas vezes quiser, a partir do momento que valida o bilhete até as três da manhã.

O bilhete simples dá direito a usar todos os tipos de transporte público, quantas vezes quiser, a partir do o momento que valida o bilhete até duas horas depois, com o detalhe que só pode ser usado em viagens em uma única direção. Tem que voltar uma estação? terá que comprar outro bilhete.

Há ainda o Kleingruppenkart, útil para quem viaja em grupo. Pode ser usado por até cinco pessoas. O esquema é o mesmo do bilhete simples.

Se for visitar museus, vale dar uma olhada no Berlin Welcome Card.

Conexão aos aeroportos de Tegel (TXL) e Schönefeld (SXF)

A região C só é usada se quiser ir até o aeroporto de Schonefeld ou ir a Postdam. Se você já tem o bilhete para as regiões AB, basta pedir uma extensão de bilhete. A extensão só pode ser usada com um bilhete principal e também deve ser validada. A partir do momento da validação, o seu uso pode durar até duas horas.

a) Aeroporto de Schönefeld:  S-bahn (S9 e S45) e trens regionais (RE7 e RB14).
O S9 para em algumas das estações mais movimentadas como a Alexanderplatz, Friedrich-strasse, Hauptbannhof, Zoologischer Garten e Ostbannhof.
O trens regionais RE7 e RB14 param nas estações Ostbannhof e Zoologischer Garten , Hauptbannhof e Alexanderplatz.

b) Aeroporto de Tegel: ônibus 109, TXL, X9 e 128.  Estes ônibus param no terminal A. Você compra o tíquete na BVG do aeroporto ou diretamente com o motorista.
O TXL Express para nas estações de trem Hauptbannhof e Alexanderplatz.  A viagem dura de 30 a 45 minutos.
Os ônibus 109 e X9 levam à Berlim Ocidental (direção Zoologischer Garten). A viagem dura de 5 a 20 minutos.

Barbada: os ônibus 100 e 200

As linhas de ônibus urbano 100 e 200 passam em todas as atrações turísticas da cidade. Compre o Tageskarte.

Itinerário do ônibus 100 (Veja na seção Download, no canto inferior direito da tela. Clique em linienverlauf bus 100).

Itinerário do ônibus 200 (Veja na seção Donwload, no canto inferior direito da tela. Clique em linienverlauf bus 200).

O que conhecer

O ideal é fazer um tour pela cidade. Ajuda a ter uma noção do espaço e depois do que quer rever se sobrar tempo. Dá para conhecer quase tudo a pé. Eis um mapa dos locais mais interessantes da cidade. Praticamente o roteiro em azul foi o roteiro do tour grátis em 2009.

O resumo dos lugares por onde passei está no post http://www.omundoaosmeuspes.com.br/9%C2%B0-dia-roteiros-em-berlim/

Visualizar Berlim em um mapa maior

Tour guiados

Há tours tanto a pé como de bicicleta sobre a Guerra Fria, o Muro de Berlim e Segunda Guerra Mundial.

Conhecendo Berlim a pé

Free tour da Sandeman – O melhor free tour que eu fiz. Melhor que o de Paris. O ponto de encontro é a Starbucks próxima ao Portão de Brandemburgo.

Tour da Brewers – Quando eu pesquisei sobre tours guiados em Berlim, verifiquei que o mais elogiado era o da Brewers. Só não o fiz porque o meu inglês é péssimo. É praticamente o dia todo. Encontrei uma brasileira em Munique que só confirmou o que eu li.

Tour de bicicleta: www.fattirebiketoursberlin.com

Os arredores de Berlim

Postdam

A capital do Estado de Brandemburgo, teve seu centro histórico destruído Força aérea britânica durante a Segunda Guerra. Entretanto, os maiores atrativos da cidade são os vários castelos e parques. O principal é o Parque de Sanssouci (residência de verão de Frederico, rei da Prússia). Postdam é patrimônio histórico da humanidade. Há tours pagos para lá. Eu fui sozinha mas tive dificuldade em me deslocar pela cidade, pois os intervalos entre os ônibus são grandes.

Campo de concentração de Sachsenhausen

Inicialmente, os centros de detenção construídos pelos nazistas eram para os considerados inimigos do Estado. Chamados de campos de concentração pois nestes os detentos estavam fisicamente concentrados. Construído em 1936,  Sachsenhausen era campo de trabalho forçado. Converteu-se em modelo para os demais campos.  Também foi prisão para inimigos do regime soviético no período de 1945- a 1950.  Localizado a meia hora de Berlim, na cidade de mesmo nome.



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Eu esqueci de contar…

24 maio 2009

Eu esqueci de contar várias coisas que eu vi em Berlim e Munique, tentarei resumí-las:

  • Vi vários Ford Ka nas duas cidades. E era a primeira versão!
  • O último dia em Berlim tive um momento ótimo: passeando no Tiergarten e chovendo algodão. Lindo!
  • Uma sandália Ipanema Gisele Bundchen custa € 24,50 em Berlim.
  • Uma garrafa de água no aeroporto de Schoenenfeld em Berlim custa € 2. No aeroporto de Luton, em Londres, a mesma garrafa de água custa ł 2.
  • Espetáculos em Berlim: o musical Dirty Dancing, uma exposição dos quadros de Salvador Dalí e o musical “Os Produtores”;
  • Em Berlim foi a primeira vez que vi gente totalmente tatuada, com piercing e cabelos verdes. Muita informação!
  • O alemão do restaurante turco disse que sabia sambar quando eu falei que era do Brasil. Ele dançava qualquer coisa menos samba…rs
  • O primeiro dia em Berlim no Reichstag, duas jovens resolveram fazer um protesto e ficaram peladas! Vários turistas pegaram suas câmera e sairam a tirar fotos, e elas fazendo várias poses! Detalhe sórdido: elas usavam piercing. Ok, meninos, antes que me perguntem: Eu não tirei fotos. Eu não ia sair da fila imensa do Reichstag para tirar foto de mulher pelada, fala sério!
  • Na Alemanha, eu vi crianças por toda a parte. As mães usam bastante o transporte público e levam consigo o carrinho de bebê. Os ônibus tem espaço para os carrinhos, o metrô tem elevador, enfim as duas cidades que eu estive têm infra-estrutura para deslocamento das mães, bebês e os carrinhos.
  • Por falar em carrinhos de bebês, eles são bem grandes e as rodas são mais robustas dos que eu vi no Rio. Parecem pneus de bicicletas.
  • Em Berlim, tem duas mulheres que dizem ser da Bósnia e pedem esmolas. Perguntam se sabemos falar inglês. Quando a resposta é sim, perguntam se tem um euro para dar. Não dei um centavo. Poderia ter vindo de qualquer lugar.


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Impressões sobre Berlim

23 maio 2009

A primeira impressão de Berlim foi péssima: muros pichados,vidros dos trens arranhos com letras que lembram pichações, cidade suja, etc.  Um choque para quem vem da arrumada Munique.

Essa impressão foi se apagando à medida que eu fui conhecendo o centro histórico.  Prédios históricos reformados como o Reichstag, ruas e praças com painéis que descreviam a histórias das mesmas.

Outra grande sacada são os ônibus 100 e 200. As duas linhas passam pela maioria das atrações turísticas da cidade.  Isto é de grande valia para o turista.

A cidade é pura História.  Ao contrário de Munique, os berlinenses têm em vários cantos da cidade, referências aos acontecimentos mais importantes, mesmo que tenham sido péssimos acontecimentos.  Lembrar dos erros do passado, para que não ocorra no futuro, este é o lema.  Em Munique, se não tivesse feito o tour, não iria saber de vários eventos ocorridos ali na época do Nazismo.  Comparando com Berlim, fica parecendo que estãovarrendo a sujeira para debaixo do tapete.

A cidade foi vítima do Nazismo e da Guerra Fria.  Hoje, a Alemanha está em festa.  Está comemorando os 60 anos da RFA, República Federal da Alemanha.

Berlim está se transformando desde que o muro caiu, há 20 anos.  A cidade é um canteiro de obras. Despontam prédios com design futurista como na Postdamer platz , novos bairros e a criação de parques como na área da Nordbanhof.  Ali, onde passava o muro, já existe um centro de treinamento para praticantes de vôlei de praia.  Eles o chamam de Beachmitte.

Está sendo construído um palácio em frente ao Lutsgarten (isto mesmo, um palácio!) no terreno em frente àquele que os soviéticos haviam destruído o anterior, em 1950.

Algumas estações de trem também estão  se transformando, sempre para um lado futurista como a estação Stadt-Mitte.

Há vários bistrôs espalhados pela cidade, principalmente aqui no Mitte.  Todos com suas mesas e cadeiras, onde se pode comer com calma e observar o ir e vir das pessoas.  Diferente de Munique, onde o que impera é comer em pé nos balcões.

Sem contar que Berlim é uma cidade cujo custo de vista é mais baixo que em Munique.

Quanto ao transporte, Berlim também tem uma ótima estrutura de S-bahn, U-bahn, tram (bonde) e ônibus. E estão construindo mais estações de metrô.  Tem uma que ficará pertíssimo do Portão de Brandemburgo.

Berlim está buscando sua identidade, assim como o país.  Não tem um símbolo como Paris e sua Torre Eifel ou Londres e o Big Ben ou muito menos Roma com o Coliseu.  Como eu disse em um post anterior, tudo está indicando  para que o Portão de Brandemburgo seja o símbolo da cidade.  Porém, Berlim tem muitas atrações, para todos os gostos.  Daqui a uns dez anos, com todas estas obras, imagino que será um dos destinos mais visitados da Europa.

Assim encerra-se a minha estadia pela Alemanha.  Adorei este país.  Gostei muito da sensação de segurança no país. Até mesmo nos parques, lugar em potencial para maníacos.  Deve ser tranquilo ser policial aqui.

Meu próximo destino será Londres (se a Alfândega deixar eu entrar). Acabou a distração.  Mas em compensação, tem muita coisa para fazer lá, aguardem-me!

Para o sinal fica verde, coloque sua mão neste aparelho.  Este fica em Berlim, perto do East Side Gallery.

 O painel eletrônico que informa quanto tempo e qual o trem que vai chegar na estação. Este é em Postdam.

Um bueiro de Berlim, na Alexanderplatz. Um charme!



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Impressões sobre Munique

23 maio 2009

Munique conquistou-me pelos detalhes. São as praças floridas lembrando que estamos na primavera. As fontes, os portões, a elegância dos homens com seus sobretudos e das mulheres com inúmeras maneiras de se colocar um cachecol, as esculturas de leões espalhadas por toda a parte, os sanfoneiros tocando nas esquinas músicas clássicas conhecidas, carros de bebê nas praças e nas estações do metrô, crianças e adolescentes sempre presentes nos museus e galerias de arte.

A cidade tem seu charme. Sem falar na graciosidade das placas de identificação de ruas, dos bueiros, do estacionamento para cachorros, etc.

As varandas e sacadas têm sempre um jardim com flores, alegrando o ambiente.

Nos primeiros dias, eu havia pego uma certa implicância com a cidade, pois tudo aqui é automatizado. Quer comprar passagens? Use o caixa automático nas estações.  Quer enviar uma carta simples? Use o caixa automático. Quer estacionar o carro numa via pública? Use o caixa automático. Até para comprar cigarros e doces (eu vi isto próximo a Fussen) você usa a máquina! Eu considerava no início uma espécie de devorador de empregos.

Hoje, já vejo diferente. Isto é praticidade.  Já pensou, se livrar dos flanelinhas?

Os táxis em sua maioria são BMW.  Não sei dizer se são modelos novos ou velhos, mas é chique ver o símbolo da empresa no capô dos carros.

Se há uma outra palavra que eu poderia descrevê-la seria confiança. Dificil de acreditar que o sistema a base de confiança funciona. Não existem bancas de jornais. O mais frequente é um balcão pequeno com jornais. Você deposita a moeda correspondente o valor do jornal e o leva consigo.

Você compra bilhetes de trem mas não tem roletas nem cobradores do ônibus que indicam que você tem que pagar a passagem. Nas seis noites que estive por lá, em nenhum momento vi o cobrador que todos falam que existe.

Você acha que isso funcionaria no Brasil, onde o que impera é a “lei de Gérson”?  Pois é, aqui isso é normal.  Questão de cultura.

Os caixas eletrônicos para saques em dinheiro, os “Gendautomat”, não ficam dentro de uma cabine, como nos bancos 24 horas aqui.  Eles ficam expostos, na rua.  Demorei a me acostumar com isso.

Pontualidade e eficiência nos transportes

O transporte é excelente. Uma cidade com uma abrangente rede de trem, metrôs, bonde e ônibus. Nas estações e nas paradas de ônibus há um painel que indica quanto tempo falta para chegar a próxima condução. Nos pontos também há a indicação dos minutos em que o ônibus ou bonde passa no local.

Nos balcões dos aeroportos você encontra o mapa do metrô. Antes mesmo de pegar minha mala, já dei de cara com o tal balcão. O melhor é que é gratuito. Impressionante como a coisa funciona.

A cidade é muito limpa. As pessoas respeitam o sinal de trânsito. Inclusive pedestres. Mesmo que esteja chovendo e sem passar um único carro na rua, se o sinal estiver vermelho para os pedestres, pode ter certeza que os cidadões de Munique não atravessarão. O pobre turista, eletrizado como eu, fica boquiaberto e se sente intimidado a respeitar e seguir o comportamento geral.

A cidade em si é limpíssima. Os trens e as estações são um reflexo da cidade. Não se vê pixações.

Aqui tudo acaba em cerveja. Nada é em porções pequenas. Refrigerantes a quantidade mínima é meio litro. Assim como a cerveja. Aqui não vejo ninguém tomando cerveja de garrafa. Proliferam restaurantes italianos e turcos com os famosos kebabs, prato número 1 de mochileiro com bolso vazio. Tem até Mac Donald’s mas nada tão bávaro que comer um pão com linguiça picante da Baviera. E, para quem gosta, tomar uma cerveja nas Biergarten da cidade.  Lembre-se de verificar se tem a castanheira. Caso seja não tenha, se for um estabelecimento fechado, o nome é bierhaus.

Eu gostei do passear da Karlplatz até a Marienplatz, das lendas da Fraeunkirche e de a cidade ter proporcionado o melhor passeio até então: conhecer o Castelo de Neuschwanstein e sua história de conto de fadas.

Sinto muitas saudades de Munique. Volto o mais breve que puder!



12° Dia – Auf Wiedersehen, Berlin!

22 maio 2009

A minha pão-dureza e a minha preguiça fizeram-me desistir de conhecer Dresden, cidade que fica a 2h30 de trem de Munique. Descobri ontem, na estação de Ostbanhof, que ida e volta a Dresden custariam-me pouco mais de 60 euros.

Quase que por um passe de mágica, perdi a vontade de conhecer a cidade. rs rs rs

Então, cheguei ao hostel e pus a ler sobre um tour de bicicleta. Nestes dias aqui em Berlim e naqueles em Munique, eu reparei que se eu soubesse andar de bicicleta, a viagem seria muito mais divertida. Voltando, o guia falava dos destaques dos lugares do tour feito de bicicleta. Um dos destaques eu não conhecia: monumento aos soviéticos mortos na Segunda Guerra. Então, peguei o meu guia de bolso da Folha e pesquisei na internet sobre outras coisas a mais que eu poderia conhecer em Berlim. E descobri muita coisa.

Resumindo: desconsiderem sobre o que eu falei que em 3 dias eu conheci o que queria em Berlim.

Dia de preguiça, saí depois das 10h do hostel, tomei o meu café na padaria em frente (já virou rotina) e fui caminhando! Como estava muito preguiçosa esta semana, usando e abusando dos passes de transporte, um comportamento bem diferente do de Munique, resolvi gastar as calorias do espaguete caminhando.

Segui a Torstrasse e de lá vi a cúpula da Sinagoga. Aquela cúpula me atrai. Aqui chamam de domo. A sinagoga fica na Orangierstrasse. Nesta rua, descobri que está “rolando” uma exposição da Anne Leibovitz, aquela fotógrafa que tempos atrás fotografou bebês rechonchudos em vasos de flores. Lembra-te?

Neue Synagoge

Passei em frente a sinagoga, não entrei. Contemplei a cúpula. É muito bonita a fachada. Peguei o mapa que estava incluso no guia. Eu tinha a leve impressão que eu estava perto da Ilha dos museus. De fato, eu estava. Avistei o Bode museum mas meu alvo não era este museu mas sim o Alte Museum, museu sobre arte grega e egípcia, aquele cuja obra mais famosa é o busto de Nefertiti.

A Neue Synagoge

A Neue Synagoge

Um pouco de história: A Neue Synagoge foi quase que totalmente destruida no episódio conhecido como “A noite dos cristais quebrados”. Este foi o dia em que várias lojas da comunidade judaica foram saqueadas e quebradas e as sinagogas foram incendiadas. Este dia marca o início do Holocausto.

Bode Museum

Bode Museum

Bode Museum

O busto de Nefertiti

O busto de Nefertiti

Eis que passando pelo Bode Museum eu levei um susto: haviam muito mais turistas do que o costume. Aí lembrei que hoje é sexta-feira e que talvez muitos alemães já chegaram em Berlim, talvez já para participar das comemorações dos 60 anos da República Federal da Alemanha (amanhã terá um festão no Portão de Brandemburgo e eu não poderei participar deste ato histórico porque estarei em Londres, buá!!!). Tudo bem, continuo caminhando quando me deparo com uma feirinha de artesanato. Eu adoro feiras de artesanato, fiquei um tempo namorando as coisinhas dali. Quando resolvo passar pela Lutsgarden, tomo um susto! Dezenas de policiais na Unter den Linden, as atrações todas cercadas. Um painel luminoso e vários carros, creio que sejam oficiais, passando pela rua mais famosa da cidade. Fiquei atônita! Pensei: “Este aparato todo é para a festa de amanhã? Caramba! ” Eu estava tão perto do museu e ao mesmo tempo tão longe, não havia saídas! De repente, começa o desfile de pessoas muito bem arrumadas. “Será que são políticos, empresários, gente da alta sociedade alemã?”, comecei a devanear.

Fiquei um tempo observando as pessoas passarem e resolvi tentar um atalho ou andar até achar uma entrada para o museum. Achei. Estava bem perto mas tinha que passar por raio X e pórtico como nos aeroportos. Coisa de cinema. Problema resolvido. Entrei no Alte Museum e fui observar mais peças gregas e ver o tal busto da Nefertiti.

Para mim, que sou leiga, o museu do Pérgamo é muito mais interessante que o Alte Museum. Por quê? Não sei explicar com bons argumentos. O Alte Museum tem muitas peças, todas diminutas, igualmente rico seu arcevo mas o museu do Pérgamo é grandioso e tem o salão de entrada com uma das obras mais importantes do museu. Bem imponente, eu diria.

Tiegarten

Saí do Alte Museum e fui andar pelo centro histórico. Fui ao portão de Brandemburgo (lotadíssimo e cheio de parafernálias para o show de amanhã). Passei para o lado ocidental e percebi que a Avenida 27 de junho, a que atravessa o Tiengarten estava fechada para o trânsito. Então resolvi caminhar um pouco (na verdade, caminhei bastante) até chegar próxima a Siegelsaulle.

No meio do caminho, vejo uma escultura de um soviético. Então, eu e alguns turistas conseguimos um cantinho para tirar as fotos. E um monumento de um soviético e dois tanques. Simboliza a morte de 50.000 soviétios na Segunda Guerra. Eu disse cantinho porque a avenida está tomada por barracas.

Monumento aos soldados soviéticos mortos na Segunda Guerra

Monumento aos soldados soviéticos mortos na Segunda Guerra

Siegessäule

A Siegessäule é uma estátua da deusa Vitória que se localiza no centro do Tiergarten. Os visitantes têm como chegar mais perto da escultura, basta ter fôlego para subir os 285 degraus para alcançar o observatório. Quem disse que eu queria subir? Fiquei sentadinha tomando um banho de sol, que finalmente resolveu aparecer. Estava uma manhã muito fria.

Um pouco de História: A Siegessaule foi erguida para comemorar a vitória da Prússia na guerra contra a Áustria e a Dinamarca. Originalmente ficava na Praça da República, quarteirão em frente ao Reichstag porém, foi movida pelos nazistas para o seu lugar atual.

A coluna da Vitoria, Siegessäulle

A coluna da Vitoria, Siegessäule

Siegessäulle

Siegessäule

Eu procurei um ponto mais próximo para pegar o ônibus 200 para ir a Postdamer Platz e conhecer o Sony Center. Só que o ponto estava cheio de turistas. O que eu suspeitei de que o ônibus havia mudado de itinerário por causa dos preparativos da festa de 60 anos da RFA. Então, mesmo cansada, fui caminhar. E caminhei bastante. Passei pelo palácio Belevue, pela Kasa der Kulture, por dentro do Tiergarten até chegar ao Reichstag. Vendo o prédio por outro ângulo, pude apreciar os novos prédios do Bundestag (o parlamento alemão).

Palácio Bellevue

Palácio Bellevue

Kasa der Kulture

Kasa der Kulture

O sol que ora aparece ora some, resolveu dar o ar da sua graça novamente. Então, eu sentei num banco em frente a um dos prédios do parlamento e cochilei! Aí, não teve jeito, fui para a estação mais próxima, a Hauptbanhof, que eu nem sabia que era próximo ao Reichstag, e fui para o hostel.

Uma "praia" às margens do rio Spree

Uma “praia” às margens do rio Spree

A primeira visão da estação: linda! Grandiosa! (meu vocabulário está bem restrito, pelo que vocês estão percebendo.). Antes de chegar à estação, atravessa-se uma ponte e desta ponte temos como visão pessoas sentadas em cadeiras reclinaveis como se estivesse na beira da praia. Na verdade, estão às margens do rio Spree. Neste local tem uma estação para embarque/desembarque de passageiros que querem fazer um tour de barco pelo rio Spree.

Ao entrar na Hauptbanhof, eu fiquei espantada pelo tamanho e pela arrumação. Será que vai ter dilúvio no dia que a Central do Brasil ficar parecida com ela?

A moderna estação Central, a Hauptbanhof

A moderna estação Central, a Hauptbanhof

Almocei em um dos restaurantes da Alexanderplatz. Ao sair para dar uma caminhada para o hostel, vi um shopping e resolvi entrar. Uma loja de perfumes maravilhosa mas não tinha os da Carolina Herrera para experimentar….

Cheguei no hostel para tirar um cochilo e planejar minha viagem para Londres (onde comer, o que fazer, como chegar até albergue, qual passe comprar, etc.).

Não fiz uma coisa nem outra.



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