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36° Dia – Au revoir, Paris!

15 junho 2009

A idéia inicial era reservar uma parte do tempo no bairro de Montmarte e à tarde no Museu do Louvre. Passei tanto tempo em Montmartre que ao chegar ao Louvre, o museu estava prestes a cerrar as portas. Só restou-me fotografar e olhar já com sentimentos saudosistas as pirâmides e os jardins das Tulherias.

Hoje era para ser o dia da volta do passeio para o Monte Saint-Michel.  Eu não observei que o primeiro trem que sai de Saint-Malo não chegaria a tempo em Paris para eu pegar as malas e ir para o Charles de Gaule.  Uma pena! Creio que não faltará oportunidades para conhecer este lugar tão ímpar.



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35° Dia – Torre Eiffel

14 junho 2009

Hoje foi um dia em que eu não fiz nada. Lindo dia de sol, pensei em ir para o Chateau de Chantilly conhecer o castelo e fazer o tal passeio de balão que eu comentei há alguns dias. Quando eu estava tomando café uma garota da Finlândia sentou-se ao meu lado e passamos a conversar. Conversa agradável. Bom, como eu estava já saindo para pegar o metrô, lembrei que tinha esquecido as anotações no quarto. Lá fui eu pegá-los.

Penso em fazer algumas mudanças na viagem. Pretendo diminuir a estadia nas 3 cidades que visitarei na Itália e talvez incluir Lisboa no trajeto. Então passei o dia planejando isso. Quando dei-me conta já eram duas da tarde!

Almocei pelas redondezas mesmo e voltei ao hostel. Meus planos mudaram. A idéia agora é fotografar Paris à noite fechando com chave de ouro o meu período aqui. Daí chega uma australiana superfalante e que quer ir à Torre. Pergunta se eu quero ir com ela, eu disse que sim. Afinal só falta eu conhecer a bendita Torre. Depois, uma escocesa recém chegada ao quarto se junta à dupla.

Antes as garotas queriam comer pois estavam morrendo de fome. Procuramos restaurantes pelas redondezas mas não achamos nenhum aberto. Já tínhamos decidido que seria uma pizza. Sairia bem mais em conta. A idéia foi então chegar à Torre e procurar restaurantes pelas redondezas.

Pegamos o metrô rumo ao Trocadero. Dependendo de onde você esteja hospedado em Paris, para não ter que fazer duas baldeações no metrô, o melhor é descer na estação Trocadero. Ao sair da estação, você está praticamente no Palais Challoit. Ali tem uma visão incrível da torre. Vale tirar uma foto para recordação.

As garotas

As garotas. Foto tirada no Trocadero.

Descemos as escadarias do palácio e fomos rumo à torre. As meninas estavam morrendo de fome. Eu sugeri comprarmos primeiro o ingresso e depois comer.

A fila estava gigantesca. AUS descobriu que o uso do tíquete é imediato. Já eram nove da noite e o sol estava indo embora. Quando saimos da fila e ai o rapaz disse que o elevador que vai até o topo parava de funcionar às 10h45. Então, já tão pertinho do guichê, decidimos ficar. Um alívio para mim, pois eu não ia aguentar com bom humor pegar esta fila novamente.

Para chegar até o topo, no segundo andar você tem que trocar de elevador. À medida que o elevador foi subindo, senti arrepio. É muito alto!

Trocadero em dois momentos. Final da tarde e....

Trocadero em três momentos. Final da tarde e....

...à noite.

.Ao anoitecer e ...

À noite

À noite

Vale os treze euros para chegar até o topo da Eiffel. Conseguimos assistir o pôr-do-sol e o início do anoitecer.

Quando descemos, assistimos a iluminação da torre com as luzes a piscar por cinco minutos. Lindo!

Torre Eiffel

Torre Eiffel

Torre Eiffel, em um dos momentos em que as luzes piscam

Torre Eiffel, em um dos momentos em que as luzes piscam

A procura por uma pizzaria

A esta altura da noite, dez e meia, até eu estava com fome. Procuramos por uma pizzaria (sairia mais barato dividir) pelas redondezas. Perguntamos aos trauseuntes. Até que encontramos um café perto da Torre. Preços altos. As meninas decidiram que iam tomar um milk-shake. Quando viram que o milk-shake custava dezessete euros, desistiram! Fomos embora procurar o nosso italiano. Achamos! Não tinha pizza mas tinha lasanha a bolonhesa. Ótimo. No final, o dono ofereceu uma limoncella, ele disse que é uma bebida feita de limão e um licor italiano. Eu provei mas achei muito forte. Argh! As garotas adoraram. Conseguimos pegar o metrô antes que fechasse e finalmente chegamos ao hostel.



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34° Dia – Passeio a Giverny para conhecer os jardins de Monet

13 junho 2009

Estou ficando uma preguiçosa pois saio cada vez mais tarde do hotel. Na dúvida entre Giverny e Chantilly, acabei escolhendo a primeira. Afinal, eu gosto de jardins e gosto dos quadros de Monet.

Segundo as minhas anotações, Giverny fica perto de Paris. Bastaria eu pegar um trem para Roeun e descer em Vernon. Lá tem um ônibus que nos deixa em Giverny e seus horários são de acordo com os horários dos trens.

O trem sai da Gare de Austerlitz. Cheguei na gare e surpresa: fila para comprar passagens. Segundo as minhas anotações, o trem sairia às 11h e eram 10h20. Comprei a passagem e segunda surpresa: o próximo trem era às 12h20. Não havia trem partindo às 11h. Droga! Aproveitei para ver os horários dos trens para St. Michel meu destino de segunda-feira. Terceira surpresa: eu ia visitar o monte St. Michel na segunda, dormiria em St. Malo e terça de manhã cedo pegaria o primeiro trem para Paris pois meu vôo para Veneza é às 10h30. Terceira surpresa: A passagem só a ida custava 60 euros. Quarta surpresa: mesmo que eu quisesse ir, o primeiro trem para Paris saindo de St. Malo é as 9h30. A viagem dura 3h. Eu mereço! Agora vou ter que ficar mais um dia em Paris.

Chega o fim da estadia num lugar, eu já fico ansiosa pensando no outro. Eu gostei de Paris mas agora só estou pensando na Itália.

Como eu tinha mais de uma hora e meia pela frente andei pelas redondezas e qual não descobri que pertinho da gare está a Printemps e a Galeria Lafayette, os templos de consumo. Fui lá dá uma olhadinha nos perfumes e nas maquiagens novamente. Adoro este lugar!

O primeiro andar das Galerias Lafayette. Adoro!

O primeiro andar das Galerias Lafayette. Adoro!

Galeria Lafayete. Não é bonita?

Galeria Lafayete. Não é bonita?

Volto, compro o meu almoço no supermercado (fiquei apavorada com as fotos da Torre. Eu acho que engordei à beça aqui em Paris graças a estes pães. Diante disso, agora é só salada, amigos) e quando chego à estação cadê o anúncio da viagem para Vernon?

Fiquei apavorada. Até que eu descobri que a viagem é para Rouen. Vernon é uma parada da viagem. Validei o tíquete e esperei quase uma hora para chegar em Vernon. Uma multidão saiu do trem e pegou o shuttle para Giverny.

Giverny é uma cidadela bonita e aparentemente muito calma. Quando as pessoas chegaram em frente a Maison de Monet mais uma surpresa (contou quantas surpresas já tive hoje?): fila! Não é possível, fila até aqui! Isso eu não podia imaginar. Debaixo de sol escaldante, o jeito foi tomar um sorvete e esperar.

Após mais de meia hora, conheço os famosos jardins de Monet.

Jardins de Monet

Jardins de Monet

Jardins de Monet

Jardins de Monet

Maison de Monet

Maison de Monet

A minha flor preferida neste jardim

A minha flor preferida neste jardim

A fachada do museu

A fachada do museu

Minha opinião: é tudo muito bonito mas … é só um jardim. OK, foram fonte de inspiração para seus quadros mas é só mais um bonito jardim. Acho que ganharia mais se eu tivesse passeado de balão em Chantilly…

Fui embora bem cedo. Como faltava uma hora para aparecer o ônibus, almocei ali no ponto de onibus mesmo.

Nota: burrice minha. Eu poderia ter muito bem andado até a estação. Não fica muito longe. Mas, eu cochilei no trajeto e não percebi que era perto assim.

O ônibus chegou às 16h e quando cheguei a estação o trem para Paris só sairia às 17h53. Foi a quinta e derradeira surpresa do dia. Fiquei furiosa! O jeito foi me conformar e esperar. Perdi um dia num passeio que eu não gostei. Com um detalhe: o trajeto foi muito maior que o passeio em si. Antes tivesse ficado no Louvre ou tomar sol nos jardins das Tulherias. Vivendo e aprendendo.



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33° Dia – Paris, a cidade-luz

12 junho 2009

O dia não começou nada bem. Primeiro, a mulherada fez um barulho danado no quarto. Elas iriam embora e resolveram acordar todo mundo cedo!

Eu, toda atrapalhada, fui tomar banho e toda vez que eu chegava no banheiro e percebia que esquecia alguma coisa. Enquanto arrumava minha mochila, preparando-me para sair, Toni (a americana) e uma alemã conversavam. Toni ia mudar de albergue. Como eu tinha combinado com a Toni de vermos a Torre Eiffle à noite, hoje eu não podia ir para muito longe. A minha intenção era ver as Catacumbas de Paris e ir ao Louvre ver uma parte do acervo. A esta altura do campeonato, peguei o restante do dinheiro que sobrou – Cento e cinquenta euros – e coloquei no bolso. Despedi-me e fui rumo à estação do metrô.


Catacumbas de Paris

É um passeio considerado macabro por alguns mas a curiosidade é maior que o medo.

Acreditem, eu estava ansiosa e com medo. Meu medo foi inibido pela presença de uma garotinha que aparentava ter uns 7 anos e que estava na fila e na minha frente sereníssima.

O percurso é grande e no começo você anda por galerias e mais galerias. Tem placas informativas contando a história das catacumbas. Só tempos depois que começa-se a visualizar ossos e mais ossos numa decoração digamos diferente e espantosa.

Eu li que estão aqui depositados ossos de 6 milhões de pessoas! A minha câmera não funciona no escuro (não faça como eu, tá gastando uma grana na viagem mas não comprou uma câmera decente) e como não pude usar o flash, as fotos não ficaram boas. Ha inscrições dizendo o ano e o cemitério de onde foram removidos os ossos.

Ossário

Ossário

Agora teve uma hora que eu não aguentei mais ver tanto osso e me deu uma agonia para ir embora. Uma sensação de alivio em sair de lá ainda mais depois que eu vi nos tetos filetes de água, passei a pensar em desabamentos… Eu estava virando a prima da desgraça.

Se eu resolver fazer mais um passeio desses, impeçam-me!

Ópera Garnier

Um outro lugar faltava visitar era a Ópera de Paris, a mais antiga, chamada de Ópera Garnier pois ha uma mais moderna que é a Opera Bastille.

A construção é muito bonita e como não podia deixar de ser, muitas pessoas querendo sair bem na foto com a Ópera ao fundo.

Ópera Garnier.  Garnier foi o arquiteto que projetou a Ópera de Paris.

Ópera Garnier. Garnier foi o arquiteto que projetou a Ópera de Paris.

Você pode entrar e conhecer o interior. Paga-se oito euros. Eu fiquei procurando o dinheiro que eu coloquei no bolso e não achei. Fiquei temerosa. Eu consegui moedas suficiente para pagar a entrada no teatro e a primeira coisa que eu ia fazer era sentar e procurar com calma o meu dinheiro. As derrotas a gente tem que contar (será que tem mesmo?). Perdi o meu dinheiro! Eu vasculhei a mochila toda, os bolsos da calça comprida… Não achei. Fiquei chateadíssima! Meu dia acabou naquele momento.

O teatro é suntuoso como praticamente todos os lugares que eu visitei aqui. Eu até fiquei um pouco envergonhada pois afinal eu visito o interior da ópera em Paris mas nunca botei os pés no Teatro Municipal no Rio! Realmente, preciso conhecer mais a cidade que eu moro.

Infelizmente as instalações do palco e da plateia não estavam abertas à visitação. Eu já estava chateada com a perda do dinheiro que nem fiquei muito tempo lá.

Interessante foi ver as pessoas fazendo poses como se estivessem no balcão. Mais interessante foi uma professora francesa com seus alunos, crianças entre 7 e 10 anos, acho. As crianças estavam de olhos fechados. Elas estavam num salão lindo, eu considerei o mais bonito de todos, cheio de detalhes dourados. Lustres imensos, tapete vermelho…

Salão da teatro onde tem o busto de Garnier

Salão da teatro onde tem o busto de Garnier

Eu parei para observar. A professora falou algumas coisas e depois contou un, deux, trois! As crianças abriram os olhos e fizeram em uníssono: Oh! Tão bonitinho e tão engraçado! Eu ri à beça! Elas estavam maravilhadas.

O meu passeio terminou ali. Fui para o hostel procurar o meu dinheiro. Estava com esperança de ter deixado no porta-dólar ou de repente, ter caído no chão e as meninas terem deixado na recepção.


Procurando o dinheiro no hostel. Mullher a beira de um ataque de nervos.

Revirei tudo o que eu podia. Não achei o dinheiro. Fui até a recepção, na esperança de alguém ter deixado o dinheiro. Não, ninguém deixou. Fiquei arrasada. Odiei-me por ter sido tão desleixada!

Saí e saquei dinheiro perto do albergue. Guardei muito bem na bolsa do locker e só sairia com o dinheiro do dia: 60 euros e meus cartões. Aqui em Paris está sendo o primeiro lugar que estou deixando o dinheiro e o notebook no albergue. Não saio com o porta-dólar. Eu sei que não é seguro mas estão dentro da mochila com o cadeado que por sua vez está dentro de uma gaveta com cadeado também. Eu comecei a fazer contas de como cortar custos para compensar o sumiço do dinheiro já que eu não ia extrapolar de jeito algum meu orçamento.

Sete horas eu desci e encontrei Toni no bar. Vi ela mexendo na sua carteira e até tive a esperança que ela havia encontrado o meu dinheiro e fosse me devolver. Nada, ela estava guardando seus tíquetes de metrô. Cumprimentamo-nos e eu havia dito que o meu dia não foi bom pois havia perdido meu dinheiro. Aí ela disse que estava com o meu dinheiro. Eu fiquei boquiaberta. Ela disse que a alemã olhou para a lata de lixo e falou espantada que havia 100 euros no lixo! Elas olharam e viram o bilhete que Toni escreveu para mim: “Torre Eiffel, 19h”. Foi aí que Toni falou que o dinheiro era meu! Como nós íamos nos encontrar à noite, ela ficou com o dinheiro para me devolver. Caramba, abri um sorrisão! Agradeci e muito a ela. Não pude agradecer à alemã pois ela já tinha ido embora!

Meu humor mudou completamente! Deus é muito bom comigo! Ainda existem muitas pessoas honestas no mundo, graças a Deus!

Fomos à Torre Eiffel mas descendo no Trocadero. Ali se tem uma vista linda da Torre.

Depois do Trocadero, fomos fazer nosso piquenique aos pés da Torre. Várias pessoas fazendo o mesmo. A fila da Torre, como sempre, imensa. Vendedores tentam convencer os turistas a comprar a miniatura ou o chaveiro da Torre Eiffel. Dois tentaram nos convencer. Você acredita que um deles me deu um chaveiro de presente? Que fofo, não?

Depois do piquenique, pegamos um barco e fizemos um tour pelo rio Sena. Gente, este passeio é imperdível! Eu amei! Pegamos o pôr-do-sol e o anoitecer. Paris à noite é muito apaixonante. Durante o percurso vimos dezenas de pessoas fazendo piquenique às margens do Sena. Eu acho isso uma das melhores coisas da Europa.

O pôr-do-sol visto do barco ao longo do Sena

O pôr-do-sol visto do barco ao longo do Sena

Museu D'Orsay ao pôr-do-sol

Museu D'Orsay ao pôr-do-sol

Quando voltamos, vimos a Torre toda iluminada! Linda! Fincamos os pés no solo e de repente a Torre começa a piscar. Teve gente que aplaudiu e tudo!

Torre Eiffel devidamente iluminada

Torre Eiffel devidamente iluminada

Passamos um tempo contemplando quando de repente ouvimos gritos. Dezenas de patinadores surgiram e passaram pertinho de nós rumo ao Trocadero. De repente vimos carros de polícia. Será que vai dar problema? – pensamos. Nada, vimos patinadores policiais. Era um encontro de patinadores. Foi um dia maravilhoso e com um final feliz! Inesquecível. Eu até queria ficar para subir a torre mas a Toni disse que estava muito tarde (eram quase 23h) e a gente ia correr o risco de pegar o metrô com as portas fechadas.

Passeio romântico em Paris

Paris é conhecida como “A Cidade-Luz”. Hoje é dia dos Namorados no Brasil. Você, um homem romântico e sensível, leu as dicas do blog e resolve fazer uma surpresa a sua amada tal qual como foi feita em Bruges mas agora com um impacto muito maior.

O dia ontem foi cansativo, o que mais queriam era acordar tarde. Porém você, um homem romântico, acorda cedo e vai ao mercado comprar um bonito buquê de flores. Sua intenção é que ela acorde e veja as flores. E também você, claro.

Para quebrar a rotina destes dias, você a leva para tomar café-da-manhã em um dos muitos bistrôs charmosos de Paris. Sentam-se numa mesa praticamente na calçada e observam o vai-e-vem das pessoas.

Dentre as dezenas de opções de passeios, uma das opções é levá-la para os Jardins de Luxemburgo.  Outra opção é  fazer um singelo piquenique aos pés da Torre Eiffel. Fazem como todos os outros casais: trocam juras de amor, fazem planos, sonham…

Você, um homem romântico, a conduz para o deck de onde saem os barcos para o passeio no rio Sena. Vocês entram no barco e ao iniciar o tour, vocês tentar identificar cada pedaço de Paris.

O número de barcos no Sena é grande. O número de pessoas fazendo piquenique às margens do rio é igualmente grande. Já passam de nove horas da noite quando o sol se põe. Ela, fica encantada. Você, feliz. Afinal, foi uma idéia sua fazer o tour. Anoitece. A cidade por um momento se apaga. Eis que surge a luz: pontes, barcos, monumentos e edificios iluminados ganham destaque. Parecem ter vida.

É uma Paris diferente, sem dúvida. Extasiados, admiram a Notre-Dame, a ponte Alexander III, o museu D’Orsay e por fim, a Torre Eiffel com toda sua imponência. Tiraram várias fotos, afinal um momento como esse realmente deve ser perpetuado.

De repente, as luzes da Torre começam a piscar! Nenhum dos dois esperava por isso! Você, um homem romântico e sensível, convida-a para jantar e tomar champagne num barco-restaurante próximo.

Ao final, vocês decidem se vão subir a Torre ou não. De qualquer forma, foi um dia magnífico e que não será esquecido por um bom tempo.

Ah, se você for um homem sensível, romântico e esperto, comprará os ingressos da Torre pela internet evitando as enormes filas.



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32° Dia – Flanando por Montmartre

11 junho 2009

Eu já falei para vocês do Conexão Paris, não? Este é o blog sobre Paris. Lá tem sugestões de roteiros para conhecer Paris em quatro dias e um roteiro específico para Montmartre. Como eu não fiz minha lição de casa e não trouxe o roteiro impresso junto com os mapas, eu anotei tudo no caderno. O início do trajeto é a estação Blanche. Só que eu desci duas estações depois na Anvers, levada pela inscrição Sacre-Coeur (a pronúncia em francês é chiquérrima!) no mapa do metrô.

Quando eu saio do metrô eu vejo um monte de gente caminhando, lojas com stands nas portas, caramba, me lembrou o Brasil! Segui o povo numa rua principal e outra coisa que eu gostei: os souvenirs aqui são muito mais baratos que na parte baixa da cidade. Também achei que os restaurantes não são tão caros. Deste ponto já se vê a igreja. Bela imagem.

Subi a escadaria toda (aff!) mas tem um funicular para quem não pode e não quer subir a pé. Para quem subiu os quatrocentos degraus da Notre-Dame, os da Sacre-Couer é moleza.

A igreja é tão branca! haviam pessoas escutandos os músicos a tocar rock, gente deitada na grama pegando um sol e muitas outras admirando a vista. Montmartre fica na parte alta de Paris e a visão da cidade estando na igreja é algo admirável.

Eu visitei a igreja mas não achei o interior. Bonito mas não tão bonito quanto a Notre-Dame e a Saint-Chapelle.

A esta altura do campeonato, eu já pulado a maior parte do roteiro e então decidi que ia à estação Blanche fazer o tour Montmartre que começa às 18h com a empresa New Sandeman’s (a mesma dos tours gratuitos).

Você sai da estação Blanche e dá de cara com o Moulin Rouge. Não tem como não pensar: “Gente, o Moulin Rouge é só isso?!” Várias pessoas tirando foto do cabaré, eu fiz o mesmo. Do outro lado da rua, estabelecimentos com luz neon vermelha que me fez lembrar o Red Light District, em Amsterdã.

Fiquei esperando junto com o pessoal, os guias aparecerem. Até que um homem perguntou-me em inglês onde que seria o ponto de encontro para o tour de Montmartre. Depois vim a descobrir que era brasileiro. Ótimo! Fiz amizade com ele e sua esposa. Tour em espanhol (por supuesto!) com 22 pessoas! A guia é a Deni, mexicana, estudante de Filosofia, que já está morando aqui há um ano e meio.

Tour pelo bairro de Montmartre

O Moulin Rouge

Cabaré mais famoso do final do século XIX, não por causa dos espetáculos mas sim por causa dos frequentadores, principalmente Toulouse-Lotrec. Toulouse era um nobre que decidiu viver na periferia, no bairro onde viviam os mais pobres que no caso era Monmartre. Aqui era o lado marginal de Paris, esta área era o prostíbulo da cidade.

Toulouse retratou Moulin Rouge em vários quadros. Não só Toulouse como Van Gogh e outros pintores que se tornaram mundialmente conhecidos. Quadros que foram exibidos no mundo todo, tornando famoso o cabaré.

Pergunta: Por que o Moulin Rouge tem como símbolo um moinho?

Porque aqui em Paris havia moinhos de vento (ainda tem, um deles é o moinho do Moulin Rouge, que significa em português Moinho Vermelho).

Moulin Rouge. O moinho não é fictício.

Moulin Rouge. O moinho não é fictício.

Prédio onde viveu Van Gogh

Exatamente neste prédio, no terceiro andar, viveram Van Gogh e seu irmão Theo. Foi neste bairro que Van Gogh conheceu impressionistas como Degas. Depois de Paris, Van Gogh foi para uma cidade chamada Auvers-Oisse, onde produziu como nunca, talvez encadeando a sua doença mental que culminou com seu suicídio.

Lugar onde morava Van Gogh e seu irmão Theo

Lugar onde morava Van Gogh e seu irmão Theo

Moinhos em Paris: Moulin de la Galleta

Existem mais dois moinhos em Montmartre e eles estão localizados na área de um restaurante na rua Lepic, 88.

O Moulin de la Galetta era o restaurante mais frequentado pela boemia no final do século XIX e início do século XX. Está retratado em quadros de Degas, Toulouse-Lotrec e Picasso.

Moulin de La Galleta

Restaurante Moulin de La Galleta

Praça Marcel Aymée

Estátua do “Homem que atravessa a parede”.

Estátua em homenagem a Marcel Aymée

Estátua em homenagem a Marcel Aymée

Saint-Dennis

Na rua Girardón há um jardim com a escultura de Saint Denis, padroeiro da monarquia francesa. Saint Denis foi missionario em Paris. Quando chegou em Montmartre estava catequizando, encontrou os celtas e romanos e estes o mataram, decapitando-o.

Reza a lenda....

St. Denis pegou sua cabeça e saiu andando até onde hoje está a Basílica de Saint Denis.

Origem do nome Montmartre

Há duas teorias: Montmartre significa monte martírio, em relação ao episódio com o bispo e os celtas. A outra teoria é que Montmartre significa Monte de Mercúrio pois havia um templo dedicado ao deus Mercúrio no local.

Au Lapin Agile

Foi o primeiro cabaré de Paris. Tinha como seus frequentadores Apolinaire e Picasso. Foi comprado por uma dançarina de cancan.

O primeiro cabaré

O primeiro cabaré

Au Laupin

Au Laupin

Ao lado do Cabaré, um vinhedo.

Vinhedo

Vinhedo

Basílica de Sacre Couer

Basílica que mistura vários estilos de arquitetura. A cúpula lembra o estilo das igrejas ortodoxas. Entende-se que foi uma estratégia do governo, tirar a imagem marginal de Montmartre instalando uma igreja no bairro.

Foi utilizada uma espécie de pedra que ao cair a chuva, mais clara fica a igreja. Interessante, não?

Basílica de Sacre-Coeur

Basílica de Sacre-Coeur

Place Jean Marais

Era a praça principal do povoado de Montmartre

Place Jean Marais

Place Jean Marais

Place du Tertre

Aqui localizava-se a casa de Salvador Dalí. Próxima, está a casa de Picasso. Reza a lenda que os dois se odiavam.

Place du Tertre e seus artistas.

Place du Tertre e seus artistas.

Na place du Tertre está o maison Catherine, o primeiro restaurante do povoado. Reza a lenda que quando os russo chegaram, eles se sentaram no restaurante. Estavam famintos e começaram a falar: “Bistrot!” que em russo significa rápido. Eis aí a origem da palavra bistrô, casa de refeições rápidas.

Maison Catherine

Maison Catherine

Na praça Emile Goudeau, está não só o antigo estúdio de Picasso como de outros artistas. Hoje é uma especie de pequeno museu.

Le Bateau Lavoir, o estúdio de Picasso

Le Bateau Lavoir, o estúdio de Picasso

O fabuloso destino de Amelie Poulin

Montmartre serviu de cenário para o filme. O diretor do filme, Jean Pierre Jeunet, mora no bairro. Aliás, tem gente que vem aqui só por causa do filme. Aqui estão a verduraria, o café, a estação de metrô, etc. Eu não vi o filme então nada posso comentar… Só sei que fiquei curiosa.

Mercadinho do filme

Mercadinho do filme

Local onde Amelie trabalhava

Local onde Amelie trabalhava

Tem a ver com filme.  Alguém se habilita?

Tem a ver com filme. Alguém se habilita?

Gostei do tour e adorei Montmartre tanto que voltarei lá.

Dica: Aqui é o lugar de Paris onde vi os souvenirs mais baratos.



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