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32° Dia – Palácio de Versalhes

11 junho 2009

Hoje é o dia de vencimento do meu Paris Museum Pass. O último dia e eu deveria escolher ou o Museu do Louvre ou o Chateau de Versailles. A preferência foi pelo Chateau por ser mais caro. Eu tinha uma grande expectativa com relação a suntuosidade do castelo.

Para chegar em Versalhes é só pegar o RER C. O bilhete de ida-volta custa € 5,80. Após chegar a estação Versailles – River Gauche você andar uns 15 minutos (ou bem menos que isso) e chega ao castelo. Como eu sabia o caminho da estação ao castelo? Fácil, basta seguir a multidão que está indo para lá.

Primeiro susto: uma fila gigantesca para entrar no palácio. Segunda surpresa: mesmo com o paris Museum Pass você tem que entrar na maior fila! A maior sorte é que tudo estava muito rápido. Olhei em volta: o castelo é imenso. Parece um complexo de castelos. Eu fico a pensar no quanto de dinheiro foi gasto para atender aos caprichos da Monarquia francesa. O Palácio do Louvre já não estava de bom tamanho?

Fila para entrar em Versailles

Fila para entrar em Versailles

Após a imensa fila, você é levado pela multidão ao centro informativo onde pode pegar mapas e também outro guichê para pegar os áudio-guias em vários idiomas, inclusive o português com sotaque de Portugal.

Em seguida, você entra nos aposentos do palácio. Terceira surpresa: A multidão te impede de olhar direito os cômodos. Para tirar uma foto, você tem que suspender sua câmera o mais alto que puder e mesmo assim, se não tomar cuidado, só tirará fotos de cabeças…rs

Muita gente disputando espaço

Muita gente disputando espaço

Difícil para observar  detalhes e para tirar fotos

Difícil para observar detalhes e para tirar fotos

Então, eu percebi que o áudio-guia perdeu muito o sentido porque eu perdi a paciência. Ah, o palácio? Suntuoso como eu esperava mas eu já estava com má vontade e comecei a reparar vários objetos que necessitavam de restauração. Pincipalmente, as pinturas nos tetos. Cada pintura divina, impressionante a criatividade dos arquitetos, dos pintores e de muitos outros que contribuíram para construir o que hoje é o palácio de Versalhes.

As pinturas nos tetos me fascinam

As pinturas nos tetos são fascinantes.

Olhar para o alto é bom!

Olhar para o alto é bom!

Depois de visitar o castelo, fui para a parte mais interessante que são os jardins. O complexo tem 88 hectares. Imaginem andar tudo isso! Então por causas das pessoas idosas, das crianças, dos fracos e preguiçosos (ao qual me encaixo) existe um serviço de “trem” com paradas em pontos estratégicos. Você pode descer em qualquer ponto e retomar a viagem, basta apresentar o bilhete.

Os jardins

Os jardins

Paisagem bucólica perto do Grand Canal

Paisagem bucólica perto do Grand Canal

Os jardins de Versalhes

Os jardins de Versalhes

O trem para os domínios de Maria Antonieta

O trem para os domínios de Maria Antonieta

No verão há exibição de espetáculos de música e balé das águas. Pena que eu tenha chegado antes!

Além do castelo e dos jardins, há dois palacetes: o Grand Trianon e o Petit Trianon. Este último foi um presente do rei a Maria Antonieta. Era uma espécie de refúgio para ela. No folheto informativo diz que o rei falou com a rainha o seguinte: “Para quem gosta de flores, te ofereço um buquê”. Romântico, não? O Petit Trianon para mim não tem nada demais. Entretanto, jamais me esquecerei do cheiro de rosas no jardim. Que cheiro bom! Será que é por causa disso que é chamado de templo do amor?

Peguei o trem de volta e parei no Grand Canal. Depois de muitos dias de chuva, finalmente o sol resolveu aparecer. Com isso, muita gente fazendo piquenine. Ali no Grand Canal muitas pessoas alugaram o barco e foram se perder nos canais.

Umas paisagem bucólicas… Eu aí pensei em pegar um pouco de sol e fazer um piquenique. Só que eu lembrei que não comprei a baguete. Eu estava enjoada de comer pães. Eu comprei umas frutas e este foi o meu almoço. Como eu me arrependi!

Resolvi pegar o trem de volta e tirar umas fotos da fachada do castelo. Algumas pessoas viram eu tirando foto dos jardins e se ofereçam para tirar uma foto minha. Legal,não?

Todos falam que Versalhes é passeio para um dia inteiro, isso é a mais pura verdade.

Torre Eiffel e Trocadero

Saí de lá, peguei o RER-C e desci na estação da Torre Eiffel. A intenção era estar na Torre para assistir o pôr-do-sol e ver Paris à noite. Era cedo ainda, por volta de 16h. Filas quilométricas. Fiquei um tempo mas realmente hoje foi um dia que eu estava impaciente com filas. Dos lugares de Paris que eu ainda não tinha conhecido, um deles era o Trocadero, quase em frente à torre mas na outra margem do Sena. Saí da fila e fui para lá.

Em frente ao Pallais Challoit, tem diversas fontes. Lindo local para ficar observando a torre e as pessoas passarem. Você sobe as escadarias do palácio e descobre que é um excelente local para tirar fotos da torre! Não é à toa que estava lotado!

Adorei aquilo lá. Aproveitei e comi um crepe de nutella com banana (uma delícia!), sentei nos degraus e me diverti vendo os turistas fazendo diversas poses para as fotos com a torre ao fundo. Pensei eu desistir de subir à torre por causa das grandes filas e porque já tinha visto Paris do topo da Catedral de Notre-Dame e do Arco do Triunfo. A idéia era visitar os locais mais conhecidos à noite. Deve ser uma atração à parte. Tambem não deve ser perigoso porque eu percebi que tudo quanto é local conhecido está bem policiado (existe este verbo?).

Descansada, fui visitar um outro lugar que faltava: o bairro de Montmartre. Bairro famoso por seus artistas e os cabarés. Mas Montmartre merece um post à parte.



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31° Dia – Flanando por Marais

10 junho 2009

O roteiro do dia era conhecer o bairro de Marais e suas barraquinhas de frutas e flores, seus bistrôs e lojas de grife.  Parece ser um lugar charmoso.  Infelizmente, meu bolso não é do tamanho que caiba os preços das lojas do Marais.  Gostei de muita roupa lá mas quando eu vejo o símbolo do euro eu associo logo ao símbolo matemático do não pertence e lembro o bordão do programa humorístico (“isso não te pertence…”)

Em Marais estão  os Museus Carnavalet e Picasso. Visitei os dois.  Eu fiquei curiosa em saber porque o Museu Picasso  em Paris.  Vim a descobrir que Picasso morou aqui um bom tempo. Gostei do museu mas o acervo dele é pequeno. Se o seu orçamento está curto… No meu caso foi mais um que eu não paguei pois eu estava com o passe Paris Museum Pass.

Já o Museu Carnavalet tem acervo vasto. Retrata os períodos da História da França, com mobília e ambientes de época.  E é de graça.  Havia vários artistas desenhando as salas que retratam o século XVIII.  Muito interessante.  Não consegui acessar o jardim porque eu tenho problemas com mapas.

A  informação mais importante do Museu Carnavalet foi um prospecto que  eu peguei falando das Catacumbas de Paris.  Amanhã, eu mataria minha curiosidade.

Já que eu estava tão pertinho, dei um pulo na praça da Bastilha.  Mas não tem nada lá, só um monumento. Ah, e a nova ópera de Paris, a Ópera Bastille. Não visitei.

Lavanderia e a máquina comedora de moedas

O dia não rendeu muito, então voltei ao hostel e aproveitei para lavar a pilha de roupas que possuía. Aqui pertinho do hostel tem uma lavanderia automática.  Encontrei 2 mexicanos lá.  Eles me disseram que a máquina que fornece o sabão e o amaciante estava com defeito.  Lá fui eu no mercado comprar.  Não havia versões em miniatura, então eu comprei a menor quantidade possivel.  Agora, por que eu fiz isso?  Não podia ter procurado outra lavanderia?  Sim, podia mas eu quis usar aquela pois estava chovendo à beça.

Quando eu voltei à lavanderia, chegou uma japonesa, colocou as moedas na máquina de fornecer sabão e a máquina funcionou! Eu olhei para o mexicano e ele me disse que veio uma pessoa e consertou a máquina! Que ódio, gastei 10 euros em sabão e amaciante à toa. E o pior: peso extra na mochila. Eu querendo me livrar de metade das coisas que tem na mochila e arranjo mais problema…

Conformei-me.  Coloquei minha roupa, coloquei as moedas e a lavadora não funcionou. Mexe na máquina ali e aqui, os rapazes me ajudam… Nada! A máquina engoli € 3,50.  Que ódio!  Eu fiquei muito revoltada. Aí chega a senhora que trabalha na lavanderia.  Ela não fala inglês.  Ela disse que eu fiz tudo errado.  Primeiro coloca-se a roupa, fecha a tampa da máquina e depois coloca-se o dinheiro.  Eu perguntei do meu dinheiro, ela disse para ligar para um número X, apontando para a placa que diz para telefonarmos quando encontrar algum problema.

Ela fez todo o processo para mim. Não colocou o amaciante. Aí eu falei: ” E o amaciante?” Ela disse que não era necessário…. Que ódio!  Resultado: gastei

quase 20 euros para lavar quatro quilos de roupa.  Eu mereço!

Higienização do quarto

Voltei para o hostel, e encontro a Jose, a australiana, com a perna toda empolada. A janela do quarto ficou aberta ontem à noite e ela, que é alérgica a mosquitos, suspeitou que foi picada por um.  Resultado: Tivemos que ficar um tempo fora do quarto para eles higienizarem pois não podem assegurar se foi realmente mosquito ou sujeira no quarto.  Apesar de eu achar que não foi sujeira pois o quarto estava limpo.

Já que não se podia ficar no quarto, eu e a Toni ficamos no bar conversando.  Como estávamos falando de viagens e a Toni ia para Berlim, mostrei as fotos de Berlim e contei os causos.  Ela gostou.  Vocês deviam ter ouvido em contando em inglês os causos… nem eu acreditei que consegui falar…hahahaha

Quando nos demos conta, já era meia-noite. Voltamos para o quarto mas o rapaz esquecer de colocar os lençóis novos. Demorou um tempinho mas enfim, quarto higienizado, fofocas em dia, todas fomos dormir.

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30° Dia – Museus e Pé d’água

9 junho 2009

Chuva fina em Paris. Reservei o dia de hoje para ir aos museus Rodin e D’Orsay.

Museu Rodin

Eu lembro que há alguns anos houve no Rio de Janeiro, uma exposição das esculturas de Rodin no Museu Nacional de Belas Artes. Lembro que foi sucesso de público. Tenho até uma vaga lembrança do Jornal Nacional ter feito uma reportagem do sucesso da exposição mostrando inclusive a longa fila de espera.

Infelizmente, eu não vi a exposição. Graças a Deus, muito tempo depois, estou vendo-as aqui em Paris no museu Rodin. As esculturas ficam nos jardins do Museu, que era um antigo hotel.

Logo quando a gente entra nos jardins, dá de cara com a escultura de “O pensador”. Vê a escultura e sente o cheiro de rosas que estão por perto. Li na internet que existem 20 réplicas oficiais (reconhecidas pelo museu) que estão espalhadas pelo mundo.

Não sou uma pessoa culta, o sei que de Rodin e gosto são duas esculturas: “O pensador” e “O Beijo”. Esta última, se não for uma réplica, está em frente ao Museu Orangerie.

As esculturas e o jardim formam uma dobradinha perfeita. Pena que começou a chover mais forte (argh!) e aí acabou a brincadeira das crianças de correr pelos jardins e descobrir “onde é que está a escultura tal?”. Também acabou com o meu descanso em um dos bancos dos jardins.

"O beijo", de Auguste Rodin

"O beijo", de Auguste Rodin

"O Pensador", de Auguste Rodin

"O Pensador", de Auguste Rodin

Eu não direi que até descobrir onde ficava o museu eu demorei uns 10 minutos. Muito menos direi que eu peguei uma chuva mais braba por um tempo. A capa de chuva comprada em Londres nunca foi tão útil.

Ao sair do museu Rodin, a chuva ficou mais forte que na verdade virou um pé d’água! Eu fiquei toda ensopada. Minha idéia genial foi ir ao Museu do Exército para fugir da chuva. É muito perto do museu Rodin. Mas sabe o que aconteceu? A entrada estava fechada pois parece que ia ter um evento no dia seguinte, não sei ao certo. Até eu achar a outra entrada do museu… Imagine como eu fiquei! Parecia aquelas chuvas de janeiro no Rio…

Hotel dos Inválidos. Museu do Exército.

Aliás, a entrada principal do museu tem vários canhões apontados em direção à praça de la Concorde, exatamente como o guia falou.

Após muito tempo e depois de verificar que a capa de chuva não adianta nada quando a chuva é forte, entrei no Musée Armée. No mapa, o museu do Exército fica no Hotel dos Inválidos.

Entrada principal do Musée des Armée

Entrada principal do Museu do Exército

O museu do Exército tem muita coisa sobre a História da França (dãã!), principalmente no período da primeira e segunda guerras mundiais. Como eu já havia dito, depois de Berlim, não queria nem mais ler nada sobre as guerras mundiais. O museu tem muita informação em francês. Então, para quem sabe a língua, aproveita melhor.

Procurando outras galerias do museu eu descobri que é no Hôtel des Invalides está a tumba de Napoleão! Eu jurava que a tumba de Napoleão ficava no Panteão.

Na entrada do complexo do hotel dos Inválidos, há um informativo em português, de onde extraí alguns trechos descrito a seguir:

“Em 1670, Luís XIV decide criar o Hôtel des Invalides para acolher os veteranos das suas guerras.(…) O hotel era uma verdadeira cidade com hospício, caserna, convento, hospital e igreja do Dôme.(…)

Com o Império, Napoleão decide transformar a igreja em panteão militar nacional.(…)”

Tumba de Napoleão

Quando entro na igreja do Dôme, um espanto: muita suntuosidade! Peguei o áudio-guia e reparei que tinha um monte de gente olhando para baixo. Aí lembrei da lenda que o guia do tour grátis falou: que para ver Napoleão, todos têm que se curvar a ele.

Realmente, a tumba foi colocada no subsolo. Tem um espaço em forma de círculo de onde você pode ver a tumba de cima. Você tem que baixar a sua cabeça para ver.

O áudio-guia é gratuito. Não tem em português mas tem em espanhol. É bom, explica o significado do altar, das esculturas próximas a tumbas.

Museu do Exército e a Igreja do Dôme

Museu do Exército e a Igreja do Dôme

A igreja do Dôme, onde está a cripta de Napoleão

A igreja do Dôme, onde está a cripta de Napoleão

Igreja do Dome.  As pessoas estão olhando para baixo, onde está a tumba do Napoleão

Igreja do Dome. As pessoas estão olhando para baixo, onde está a tumba do Napoleão

A tumba de  Napoleão I

A tumba de Napoleão I

Rodeando o túmulo, estão escritas nomes de oito vitórias de Napoleão.

As vitórias de Napoleão estão escritas no piso de mármore.  Eu logo fiz a associação que algumas são nomes de ruas e estações de metrô.

As vitórias de Napoleão estão escritas no piso de mármore. Eu logo fiz a associação que algumas são nomes de ruas e estações de metrô.

Atualmente a igreja recebe o túmulo de Napoleão, seu filho, o rei de Roma, dos sues irmãos Joseph e Jérôme, os generais Bertrand e Durco e a de dos marechais Foch e Lyautey.

Museu d’0rsay

Andando uns 10 minutos, acho, chega-se ao Museu d’Orsay. Há muita gente que prefere o d’Orsay ao Louvre. Eu me incluo neste rol. O museu localiza-se numa antiga estação de trem.

Eu, como a minha idéia genial, fui resolver ir ao d’Orsay justamente quando o Louvre estava fechado. Nem vou dizer o tamanho da fila porque já está virando uma ladainha isso. A sorte é que eu tinha o Paris Museu Pass e a-rá! fui para fila dos privilegiados. Ufa!

O museu d’Orsay tem um andar exclusivo para Impressionismo. Vocês acreditam que eu vi outro quadro dos girassóies de Van Gogh lá? Este é o de tom azul. Gostei muito do d’Orsay e acho que vale muito a pena, para quem tem tempo, visitá-lo.

Museu D'Orsay

Museu D'Orsay

Salão principal do museu

Salão principal do museu

A pequena bailarina, de Degas

A pequena bailarina, de Degas

Os girassóis, de Van Gogh.  Já é o terceiro quadro sobre girassóis do Van Gogh que vi nesta viagem.

Os girassóis, de Van Gogh. Já é o terceiro quadro sobre girassóis do Van Gogh que vi nesta viagem.



Igreja St. Sulpice

Segui certinho o mapa (algumas direções eu chutei pois o mapa não é 100% exato) e cheguei à St. Sulpice. A igreja está em processo de restauração. Não sei se é comum mas hoje tinha uma espécie de feira de antiguidades no local.

Não vi tanta beleza na arquitetura como na Notre-Dame. Aliás, a última igreja que vou ver aqui em Paris é a Sacre-Couer. Estou saturada de igrejas. Igreja agora só em Florença e no Vaticano.

Palácio e Jardins de Luxemburgo

Dia de sol, os jardins de Luxemburgo tão ou mais bonitos que os jardins das Tulherias estava cheio. Estudantes, pessoas sentadas nas cadeiras metalicas de frente para a fonte, turistas, crianças… Muito agradável! Eu até almocei por lá mesmo. Eu não entrei no palácio de Luxemburgo. Estava cansada. Além disso, em se tratando de palácio, acho que o único que tenho vontade de visitar é o de Versalhes.

O que eu mais gostei nos Jardins foi duas esculturas: uma parece flertar com a outra. Tentei tirar uma foto mas não tinha como enquadrar.

Os franceses do passado sabiam mesmo projetar um jardim!

Jardins de Luxemburgo

Jardins de Luxemburgo

Panteão

O Panteão fica pertinho do Jardins de Luxemburgo. No passado, o Panteão era a Igreja dedicada à Santa Genoveva, padroeira de Paris. Estão aqui os restos mortais de Voltaire, Rousseau, Victor Hugo, Alexandre Dumas, entre outros.

Olha…. Eu não vi tudo não. Aliás, teve uma hora que eu pensei que é um passeio muito estranho. Também fiquei com medo de ficar sozinha ali na penumbra e fui embora… Eu sou ridícula!

Panteão

Panteão

No dia de hoje também conheci o bairro Saint Germain des Pres. Não vi nada demais. Os fanáticos por Paris que me perdoem.



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29° Dia – Sainte-Chapelle e Concergierie. Av. Champs Elysées. Arco do Triunfo.

8 junho 2009

Acordei cedo para visitar as atrações que ontem fecharam mais cedo. As primeiras foram a Sainte-Chapelle e a Concergierie.

Concergierie

Lugar onde era a prisão dos inimigos do reinado e dos revoltosos da Revoluçao Francesa.

A Concergerie

A Concergerie

As abóbadas da Concergerie

As abóbadas da Concergerie

A Concergierie está em obras seu salão principal. Eu adorei as abóbadas. Acho que fico mais tempo olhando para os tetos e todo o cuidado que os arquitetos tiveram com os mesmo do que para os lados.

Foi na Concergierie que Maria Antonieta ficou presa e só saiu momentos antes de ser decapitada na praça da Concórdia.

A cela onde ficou Maria Antonieta

A cela onde ficou Maria Antonieta

Sainte-Chapelle

O rei Luís IX mandou construir a Sainte-Chapelle para guardar as relíquias da Paixão de Cristo, a mais conhecida era o que acreditava ser a Coroa de Espinhos, cujo valor excedia o custo da construção da própria igreja.

As relíquias que resistiram à Revolução Francesa estão hoje no tesouro da Catedral de Notre-Dame.

Estas informações estão no folheto explicativo na igreja. O segundo andar revela a beleza dos vitrais da igreja. O teto, ah o teto… Esplendoroso! Fiquei com o pescoço doendo!

O que eu sempre observo em algumas atrações turísticas,principalmente museus e igrejas, são as pessoas que têm o dom de desenhar, elas ficam ali sentadas olhando cada detalhe para retratar num papel o que vêem. Vi várias vezes como no Museu do Pérgamo em Berlim.

É um passeio rápido mas eu acho imperdível para quem gosta de ver vitrais e arquitetura de igrejas.

Os vitrais da Sainte-Chapelle

Os vitrais da Sainte-Chapelle

Museu do Louvre, Arco do Triunfo do Carrossel e Jardins das Tulherias

Uma passadinha rápida para tirar fotos. Uma pena que estava nublado e de repente começou a chover!

Museu do Louvre

Museu do Louvre

Pirâmide do Louvre

Pirâmide do Louvre

Museu Orangerie

Museu dentro dos jardins das Tulherias e que tem no seu acervo muitos quadros dos impressionistas como Monet, Manet e Degas. Aliás, um dos salões tem dois quadros imensos de Monet sobre as ninféias.

Museu de Orangerie e o quadro de Monet

Museu de Orangerie e o quadro de Monet

Avenida Champs -Elysées

Avenida mais chique de Paris com suas lojas caríssimas, seus restaurantes. Se eu disser às minhas amigas os preços das bolsas da Louis Voitton…

Reza a lenda que a rede H&M quis se instalar na Champs-Elysées mas a prefeitura não deixou porque a rede não estava a altura do glamour da Champs-Elysées!

Gente eu não acredito nisso! Quer dizer que a H&M não está mas o Mc Donald’s sim? Faça-me rir.

Arco do Triunfo

Uma coisa interessante e que ajuda a pobre mortais como nós turistas é que o sinal da Champs-Elysèes é em dois tempos. Isto significa que você pode atravessar metade da avenida, parar, tirar fotos do Arco do Triunfo e esperar o sinal abrir novamente para terminar a travessia. Sempre tem gente atravessando a avenida somente para tirar sua foto.

A criação do Arco do Triunfo remota nos tempos de Napoleão I. No dia seguinte à batalha de Austerlitz, ele declara aos seus soldados que só voltarão ao lar sob arcos de triunfo.

Eu visitei o monumento e fui até o topo. No primeiro piso, há uma espécie de mapa interativo onde é possível descobrir vários arcos espalhados em todo o mundo. O portão de Brandemburgo é um deles. Eu até queria saber mais porém as crianças estavam ávidas em mexer na buginganga eletrônica. Deixei-as brincar.

No segundo piso, além da loja há duas telas e um, digamos, trackball interativo. Você mexe no trackball e seleciona a parte do Arco do Triunfo que você quer saber mais. Tudo isso é visualizado na tela. Então, podemos ler a explicação de cada parte do arco. É bem interessante.

Por último é o topo do Arco. Um visão de Paris e mais particular por podermos ver as oito (eu acho que são oito, não tenho mais certeza, já se passaram cinco dias que eu fui lá) avenidas que convergem para cá.

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo

A escadaria do Arco do Triunfo

A escadaria do Arco do Triunfo

Lembrança ao Soldado Desconhecido

Lembrança ao Soldado Desconhecido

Quando desci, reparei que tem uma referência ao soldado desconhecido.

Grand-Palais e a exposição Salvador Dali

O Grand Palais foi construído especialmente para a Exposição Universal de 1900.  Atualmente, está com uma exposição de Andy Warhol e uma exposição sobre Salvador Dali e outros pintores cujas pinturas tinham a ver com a anamorfese.

Foi disparada a melhor exposição que eu vi até agora.  Eu pensei que era só Dali que tinha aqueles quadros cheios de simbologia.  Que nada! Isso vem desdes os tempos do Renascimento.

Não se podia tirar fotos.  Eu vou procurar na internet e colocar os links dos quadros que eu vi.  Se eu ainda lembrar os nomes dos pintores.dar uma olhadinha.



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28° Dia – Tour Grátis. Torre da Catedral de Notre-Dame

7 junho 2009

Já virou tradição participar do tour gratuito nas cidades que estou conhecendo. Eu não poderia deixar de fazê-lo em Paris já que muita coisa que aconteceu aqui estudamos nos bancos escolares e no passado, a cultura francesa, influenciou a cultura não só no nosso país como no mundo todo.

O ponto de encontro é na praça de Saint Michel, em frente à fonte. Somos 6 pessoas: eu, uma espanhola, três da Ilhas Canárias e um casal de argentinos. O guia também é argentino e está há 6 meses morando em Paris. Ah, também participou uma dominicana que é guia em inglês do tour.

Fonte de Saint Michel

Fontaine St. Michel

Fontaine St. Michel

Catedral de Notre Dame

A Catedral de Paris foi palco de importantes acontecimentos na história francesa tais como:

  • A conversão de Henrique IV , protestante e futuro rei da França, ao Catolicismo;
  • A decapitação de obras de arte pelos revolucionários pois achavam que representavam a realeza, durante a Revolução Francesa;
  • A coroação de Napoleão.

Além de servir de tema para o romance “Corcunda de Notre Dame”, de Victor Hugo.

Nôtre-Dame

Nôtre-Dame

Delegacia de Paris – Quartel-general dos nazistas.

Ponte Neuf – Primeira ponte de Paris sobre o rio Sena. Também foi a primeira a não ser de madeira seu material de construção. Repare no “N”, de Napoleão. A festa de inauguração da ponte foi uma festa de máscaras e cada máscara está representada na ponte.

Ponte Neuf

Ponte Neuf

La Bouquiniste – Às margens do Sena, são as pessoas que vendem livros antigos, cartões-postais e lembranças de Paris.

Henrique IV – Primeiro rei da Dinastia dos Bourbons. Protestante, casou com a católica e futura rainha Margot como estratégia para selar a paz entre protestantes e católicos. Alguns dias depois do casamento, acontece um episódio conhecido como a Noite de São Bartolomeu na qual milhares de huguenotes foram assassinados. Mais tarde, com a morte do seu cunhado, era o próximo na linha de sucessão. Porém, para ser aceito pela oposição católica e rever seu direito ao trono, converteu-se ao catolicismo. Coroado rei em Chartres, Henrique IV dedicou-se a selar a paz no seu reinado, promulgando o Edito de Nantes. Neste período, a França viveu sob grande prosperidade.

Estátua Henrique IV

Estátua Henrique IV

Pont des Arts – Ponte só para pedestres. Liga o Institut de France ao Museu do Louvre. Nesta ponte você encontra pintores, músicos e pessoas tomando seu vinho e saboreando queijos.

Pont des Arts

Pont des Arts

Instituto de France – É a Academia Brasileira de Letras de lá, só que eu acho que com muito mais atuação para evitar alterações na langlicismos, por exemplo. O guia contou como eles solucionaram o emprego de palavras de origem inglesa como computador e a empresa Apple.

Museu do Louvre

O palácio do Louvre, que hoje abriga o museu do Louvre, foi a residência oficial da monarquia francesa até o reinado de Luis XIV, quando a realeza mudou-se para Versalhes.

Reza a lenda que…

Observe que em algumas janelas estão colados círculos na cor laranja. Isto é para a polícia ou o corpo de bombeiros identificar a localização das obras mais importantes em caso de incêndio ou atentado ou quaisquer emergências.

Museu do Louvre

Museu do Louvre

A Pirâmide do Louvre

A Pirâmide do Louvre

O que é um ponto laranja nas janelas do Louvre?

O que é um ponto laranja nas janelas do Louvre?

Palais Royal

Onde começou a Revolução. As pessoas saíram dos cafés perto do palácio e foram rumo à Bastilha.

Um dos teatros do palácio é o teatro da Comedie-Française, a companhia de teatro estatal.

Ópera Garnier

Casa de ópera projetada por Garnier. Reza a lenda que a expressão “Merda!” usada por atores antes de apresentarem ao palco teve origem na Ópera de Paris. Antigamente as pessoas iam ao teatro de carruagem. Sempre havia excrementos na porta da Ópera, significando que havia muitas pessoas presentes. “Merda” era sinal de casa cheia.

Igreja de São Roque

É chamada de igreja dos ricos mas a fachada não condiz com o apelido. Nesta igreja foi realizado o velório de Yves Saint-Laurent e é onde está enterrado André Le Note, o arquiteto-paisagista que projetou os jardins das Tulherias e os jardins de Versalhes.

Arco do Triunfo do Carrousel

Arco do triunfo construído por Napoleão para comemoração das vitórias militares. Em cima do arco há uma quadriga (conjunto de quatro cavalos puxando uma carruagem). No passado, os cavalos eram da Catedral de São Marcos, trazidos por Napoleão.

Jardins das Tulherias

Jardins simétricos localizados entre o Louvre e a praça de La Concorde. Projetado por André Le Note por ordem de Catarina de Medicis,

Jardins das Tulherias.

Jardins das Tulherias.

Obelisco e a Praça Concorde

A praça de La Concorde foi palco de atrocidades durante a Revolução Francesa. Lá foi instalada a Guilhotina onde Maria Antonieta foi decapitada. No centro da praça há um obelisco que foi presente do governo egípcio. Antes da Revolução, era uma estátua de Luís XVI, que foi destruida pelo povo.

Torre Eifel

O guia contou sobre a história da Torre Eiffel que foi construída alí temporariamente para comemorar o centenário da Revolução Francesa. Até então e por muitos anos, a Torre Eiffel foi a torre mais alta do mundo.

Por pouco não foi demolida mas escapou por ter uma antena de transmissão de rádio no seu topo.

Avenida Champs Elysées

A avenida mais famosa de Paris, encontramos aqui as lojas de grifes, seus cafés e cinemas . É um dos m² mais caros da Europa. Sua extensão compreende-se da Praça de la Concorde e o Arco do Triunfo.

O guia também falou sobre o Arco do Triunfo, construído por Napoleão para comemorar as vitórias militares e sobre o Grand Palais e o Petit Palais, ambos construídos para Exposição Universal de 1900.

Seguindo meu roteiro particular: Catedral de Notre-Dame

Logo nos primeiros posts, eu escrevi que o empurrão final para viajar  para o exterior foi dado pelo livro Guia do Brasileiro em Paris – Como aproveitar o máximo e gastar o mínimo, de Mariléa de Castro. Eu li o livro na biblioteca do edifício Central da empresa e acabei comprando.  Resolvi seguir os roteiros sugeridos pelo livro.

O primeiro dia é reservado a Île de Citê e Île de Saint Louis.  Nestes lugares que Paris começou. Como o tour foi demorado, restou pouco tempo  a visitar as atrações, então reservei-me a Catedral de Notre-Dame.

Graças ao Paris Museum Pass, não paga para subir a torre e ter uma visão panorâmica de Paris.  Chuva fina, fila enorme, eu e demais pessoas nos entretemos com um humorista que estava com uma máscara horrível e ficava assustando os transeuntes distraídos a passar por ali perto.  Depois, acho que uma meia hora, subi os quatrocentos degraus da torre.  Quase morri!  A vista é linda.  Também dá para ver de perto os gárgulas e o sino.

A igreja em seu interior é muito bonita.  Na verdade, eu reparo mais nos tetos e nas cúpulas do que no próprio interior das atrações.  Tudo é muito suntuoso!

Na fachada, estão as réplicas das estátuas que foram decapitadas na Revolução Francesa.

Uma surpresa: eles entregam guias com resumo sobre a igreja em vários idiomas e havia em português.  Isso é raridade na Europa.

Após a Notre-Dame, quis continuar o roteiro visitando a Sainte-Chapelle e a Concergierie mas já estavam fechadas.  O que me restou a fazer foi tentar visitar algum museu por perto. Da vista da Notre Dame, percebi que o mais perto,  sem  ser o Louvre, era o Centro George Pompidou. Fui para lá.

Como que eu sabia que era o Centro George Pompidou lá do alto da Notre-Dame?  Eu ja havia visto várias imagens do lugar.  É uma construçao muito diferente se destaca dos prédios antigos da cidade.O George Pompidou contempla o museu de Arte Moderna da cidade.

Diálogo entre leitor e a blogueira

__ Ué, você não falou que não ia mais visitar Museu de Arte Moderna? Você não falou que odeia Arte Moderna?

__OK, eu falei que eu odeio Arte Moderna mas eu quis lá só para ver se eu não mudava de idéia.

_ E aí, mudou de déia?

_ Não, continuo odiando arte moderna…rs

Na verdade, o Pompidou é grande.  Teve coisas que eu gostei lá sim, principalmente sobre a parte de design e da parte do manifesto feminista.

A realidade é que andei à beça para chegar lá.  Depois de conhecer o museu o que eu mais queria era voltar para o albergue e dormir.  Então peguei o metrô perto do Forum Des Halles.  A estação do metrô era a Chatelet que é enorme! Deve ter sido mais de quinze minutos andando. Meus pés em frangalhos… Cheguei ao albergue em condições péssimas…



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