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23° Dia – I am Amsterdam

2 junho 2009

Hoje planejei fazer o tour grátis e alugar uma bicicleta para passear no Vondelpark, que todos os guias dizem ser agradável, atração imperdível e outras coisas mais.

Não fiz uma coisa nem outra.

A primeira coisa que eu fiz foi procurar uma lan house para saber do acidente da Air France que o Luís, lá do hotel, tinha falado hoje pela manhã. Eu até achei estranho ser Air France, pensei que fosse TAM. Deus me perdoe!

Com esse vício que eu tenho de internet, não fui ao tour de 11h15, fui no de 13h15 mas não houve quorum suficiente para ter o tour em espanhol. Resultado: dancei.

Então resolvi tirar fotos da cidade. Principalmente o Jordaan, o bairro que eu estava hospedada e o que eu mais gostei. Não conheci muito Amsterdã, nem ao mercado de flores, que estava tão interessada em ir, eu fui. A cidade foi mais um porto para descanso do que ponto turístico. Quando eu estava tirando fotos da catedral que me vê? o Miguel. Cumprimenta-me, perguntou por que nao fui ao tour. Um amor, né? Estou dando uma sorte em encontrar pessoas simpáticas!

Olha eu até queria colocar uma coisinha de emocionante que eu fiz hoje mas eu não fiz absolutamente nada! E a-d-o-r-e-i ! Como um prêmio, fui comer carne num dos milhares de restaurantes argentinos aqui.

Próxima estação: Bruxelas.

O que eu gostei de Amsterdã:

(1) A Casa de Anne Frank

(2) O museu de Van Gogh

(3) Rijksmuseum

(4) Do fast-food: batatas fritas num cone;

(5) Do passeio de barco pelos canais;

(6) Do tour ao Red Light District.

(7) De Zaanse Schans, a Holanda que a gente imagina.

O que eu não gostei:

(1) A praça central, a Dam (muito suja e sem sal);

(2) Do cheiro de maconha em alguns pontos ao caminhar pela cidade (não sei se adianta muito legalização, tá? Eles legalizaram a maconha e tem gente nas ruas oferecendo cocaina! Eu achei às vezes que era um mundo de perdição). Aliás é um pouco incômodo, na minha opinião, olhar para tudo quanto é canto e ver gente fumando. Sendo que só pode fumar nos coffee-shop e ainda sim, só maconha. Releve alguma coisa do que eu disse pois estou exagerando um pouco;

(3) Da reforma no Rijksmuseum. Eles dizem que acabará dia 5 de junho mas do jeito que estão as coisas lá eu duvido muito;

(4) Obras na praça Dam. De ontem para hoje, apareceram montes de areias, escavadeiras e pronto! começou uma obra na praça principal da cidade já quase no verão! Eles não devem gostar de turismo…

As surpresas

(1) Como tem restaurante argentino neste lugar!

(2) Todos – praticamente todos os holandeses que conheci falam inglês;

(3) Sol todos os dias e olha que eu li em vários sites que é difícil acontecer. Eu já estou achando que o pessoal exagerou.

(4) O hotel – Van Onna – ótimo. Simples mas eficiente.

(5) Escutar o rap das armas em ritmo dance no restaurante argentino. Eu mereço! Para quem não se lembra, o Rap das Armas é o funk que está tocando logo no inicio do filme Tropa de Elite. O quê? Você não viu o filme?

Não conheci!

(1) o Vondelpark, por pura preguiça!.

(2) o museu da Heineken, o Heineken Experience. Descartei porque eu não gosto de cerveja e ainda por cima o tour seria em inglês. Ficará para a próxima;

(3) o Amsterdam Arena, o estádio do Ajax. Depois da decepção do Allianz Arena, não quero mais conhecer nenhum estádio de futebol.



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22° Dia – Rijksmuseum. Museu Van Gogh. Zaanse Schans. Red Light District.

1 junho 2009

Rijksmuseum

O dia já está todo planejado e não pode ser muito corrido. De manhã cedo, logo na abertura do museu eu já estaria no Rijksmuseum, muito elogiado em site de viagens. O Rijks realmente valeu a pena e deu gosto de quero mais. Tem várias obras da história holandesa, quadros de Rembrandt, Veermer, uma sala de porcelanas, muitas coisas da história da Marinha holandesa, etc. O que eu mais gostei foram as casas de bonecas.

As casas de bonecas retratavam os cômodos da casa dos burgueses. Havia cômodo na casa de bonecas que tinham jóias de verdade, em dimensões diminutas, lógico. No museu tem a informação que as casas de bonecas na verdade eram um prêmio que os burgueses exibirem para seus visitantes.

O museu disponibilizou escadas para que os visitantes pudessem olhar os detalhes. Muito interessante!

Quer saber mais? Clique aqui.

Museu Van Gogh

Pertinho do Rijksmuseum porém com uma diferença: um fila enorme, já era quase meio-dia.

O museu é imperdível, retrata várias fases do pintor, inclusive uma fase com quadros em tons bem escuros, eu não anotei qual época foi ;-(

Como eu já tinha visto o quadro dos girassóis em Londres, na National Gallery, não esperava muita coisa. Eis que eu ao andar pelo corredor, dou de cara com o quadro dos girassóis!!!

Com uma informação ao lado dizendo que Van Gogh pintou três quadros com girassóis em tom amarelo e outros dois, acho, em fundo azul.

Bem que eu estava achando estranho um museu ter como capa de seus informativos, um quadro que não está dentro de sua coleção permanente.

Eu sorri e pensei que da próxima vez, eu alugarei um audioguide. Ah, sim… ler mais sobre Pintura…rs

O museu é imperdível. No final, você tem uma opção de mandar vídeos para algumas pessoas. Eu mandei um.

Zaanse Schans

Nós ficamos revoltados quando se refere o Brasil como terra da mulata, do samba e do carnaval, não? Estereótipos são realmente incômodos. Agora me diz o que vem a sua mente quando falamos da Holanda (estou falando da Holanda em si não apenas de Amsterdã)?

Aposto que deve ter respondido: moinhos de vento, tamanco, vaca holandesa (dããã!) e tulipas. Não tem isso em Amsterdã! Então eu fui à Zaanse Schans, um vilarejo que tem tudo o que a gente espera da Holanda.

Só tem duas coisas: se eu soubesse andar de bicicleta teria aproveitado mais e se eu tivesse chegado mais cedo, poderia ter feito um passeio de barco. Fica para uma próxima vez.

Eu fiquei chateada hoje porque comprei uma passagem bem mais cara do que deveria, baseada numa interpretação equivocada que eu fiz de uma informação retirada na internet. A atendente da companhia de trens me indicou a estação correta e falou para eu trocar a passagem mas eu não consegui pois havia comprado com cartão de crédito. Eu havia lido em um site para pegar o trem para Alkmar e descer em Koog-Zaandjik. E não é que eu comprei a passagem para Alkmar? Nada a ver! Eu deveria ter comprado a passagem para onde eu queria ir, que era Koog-Zaandjik. O trem não era com destino final Alkmaar mas sim o Uitgnese. Paguei € 13,00 quando eu podia ter pago € 4,50. Eu fiquei tão chateada com minha burrice e eu não comprei outra passagem. Eu desci numa estação que também era parada para o trem correto e esperei o trem para Uitgnese. Se fiz o correto? não sei, mas eu estava furiosa demais para pensar em fazer o correto.

Lição aprendida: Sempre confirme o que você lê na internet. Agora, aprenda a ler e confirme antes de comprar, né dona Pat?

Ao descer da estação é só seguir os sinais. Há um pier onde se pega o ferry-boat para chegar lá. Ao sentir a brisa do mar (ou será que é rio?) esqueci desta bobagem do dinheiro das passagens e fui aproveitar o lugar. Afinal, estou de férias!

Red Light District

Cheguei à Amsterdã em tempo para conhecer umas das principais atrações da cidade: Red Light District. Havia muito mais mulheres no grupo que homens.

O grupo do tour em espanhol eram cinco pessoas: eu, uma colombiana que vive em San Francisco – a Sonia, o Miguel – chileno, a Magda e seu esposo, de Barcelona. O guia, Jorge, é espanhol da região de Andaluzía.

O tour durou umas duas horas, acho, e foi muito engraçado. Aquilo virou realmente uma atração turística pois a gente encontra famílias com crianças!!!

Durante o tour passamos pela Oldeklerk (igreja antiga) que tem uma lenda. A igreja é praticamente dentro do distrito! Esta igreja demorou quase 300 anos para terminar as obras de ampliação. Antigamente as casas de Amsterdã eram todas de madeira. Resolveu-se construir uma igreja com pedra. Há duas versões para a demora na ampliação da igreja: uma é que como antes isto era um aterro, foi necessária obras de fundações para suportar uma construção baseada em pedras. A outra versão é proibida para menores de 18 anos!

 

Depois passeamos pelas ruas. O guia é muito engraçado falou sobre as lojas, os museus, as casas de show, sobre o negócio, impostos e as especialidades. Uma loucura esta cidade.

Não dá para relatar, vocês têm que ver!

Depois do tour, nos reunimos num bar e o pessoal exceto eu tomaram uma cerveja alemã. Depois, eu, Sonia e Miguel fomos a um outro bar (o bar do Bulldog) mas justamente no Red Light District. Odiei pois a região estava cheirando a maconha!

Por falar em Bulldog, o guia falou que aqui é um verdadeiro império.  Tem um coffee shop, um bar, um hostel famoso… Aliás, eu tive medo de ficar em albergues em Amsterdam justamente por isso, ficar num quarto de um albergue em que é liberado o fumo. Ia ser um roubada! Mas a Sonia disse que estava num albergue perto da estação Central e disse que está tranquilo.

Sonia irá para Paris, Miguel para Espanha e eu para Bruxelas.


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21° Dia – Madurodam. Museumplein.

31 maio 2009

A cidade miniatura de Madurodam

A minha vida aqui em Amsterdã começa tarde. Tomo café por volta de 9h30 e às 10h15 saio pela conhecer a cidade. Um domingo de sol, preferi ir a Haia para conhecer a cidade miniatura chamada Madurodam.

A idéia de criar uma cidade em miniatura foi da família Maduro. Madurodam se orgulha de ser a menor cidade da Holanda. Na verdade, a cidade retrata várias obras da Arquitetura Holandesa como a praça Dam, em Amsterdã.

A minha câmera nunca trabalhou tanto e em tão pouco tempo. É tudo tão meticuloso, tão perfeito! Há miniaturas das estações e do aeroporto Schipol. Tiveram o cuidado de colocar os trens e metrô circulando pela cidade e uma aeronave rodando pelo pátio do aeroporto. Isso encanta adultos e crianças.

Madurodam fica em Den Haag, Haia em português, cidade onde estão a sede do governo e as embaixadas.

Os museus de Amsterdã

Aqui tem dezenas de museus tais como o Museu do Sexo, o Museu da Maconha, a casa de Rembrandt, etc. Para poder ver mais sem gastar tanto, há o Iamsterdcard, uma espécie de passe de museus. O da Anne Frank não está incluído.

Eu escolhi visitar o Rijksmuseum, o Van Gogh e a Casa de Anne Frank.

De volta à Amsterdã cedo, resolvi dar crédito ao mapa holandês e fui andar para ter uma idéia de onde fica o museu Rijks e o museu Van Gogh, que estão bem próximos.

Andei à beça mas cheguei lá. O Rijks é enorme e está em obras. Uma placa informa que o término das obras será 6 de junho. Pelo que eu vi, fica difícil de acreditar…

Dei uma olhada e como já estava bem tarde, já passava das 20h, resolvi voltar antes que escurecesse. Só que desta vez eu fui andando margeando os canais. Andei à beça novamente até que reparo o local onde eu estou e passo em frente a um parque chamado Stadoelen ou algo parecido. Eu fiquei na dúvida (“eu acho que não passei aqui”, pensei). Não passei mesmo. Quando olhei o mapa, o local estava fora dos limites do mapa!!! Eu me superei desta vez!

Só fiquei me lamentando o quanto eu teria que andar de volta e com o salto. Até que eu parei num cruzamento que era parecido com o que eu saí para chegar ao museu. Então, resolvi seguir por esta rua. Ando um pouco e aí percebo que era a rua do hotel!!! Eu tive que rir, definitivamente, eu tenho um senso incrível de direção!


20° Dia – Chegando a polêmica Amsterdã

30 maio 2009

Saí cedo do hotel por volta de 5h para pegar o primeiro metrô. Tive que fazer baldeação em Baker Street e pegar o Heathrow Express em Paddington.

Estou gripadíssima e como não podia deixar de ser acabei sendo contemplada com ambientes com ar condicionado o tempo todo.

O Heathrow é um aeroporto muito grande. são cinco terminais. Eu nem sabia qual era o terminal da BMI mas eu tinha a impressão de ter visto em algum lugar que o vôo era no terminal 1, o que de fato era.

A low-cost BMI exige que o cliente primeiro confirme o seu vôo em máquinas para depois passar pelo check-in para despachar as malas.

Feito isso, você passar por um pré-controle que é o de líquidos e de eletrônicos. Depois sim você passa pelo raio X.

Eu, estressada, procurei informações sobre qual seria o momento em que carimbariam o passaporte. A segurança informou-me que não era necessário.

Ao entrar no restrito do Heathrow, um susto. Aquilo parece um shopping. Os portões estão numa saída separada das lojas. Achei prático. Aliás, numa destas lojas havia perfumes na promoção, eu achei barato e comprei.

A aeronave da BMI foi a menor que já voei até então. Se tiver 50 lugares é muito. Vôo tranquilo e rápido. Aproximadamente 1 hora.

Controle de passaporte

Fila rápida mas quando chegou a minha vezo policial viu a palavrinha mágica “brasileira” e começou a fazer perguntas. Aquilo já estava me estressando porque eles não retiveram ninguém até então, aí chega um brasileiro e muda a situação? Ele quis saber por que eu estava aqui, quantos dias eu iria ficar na Holanda, quis ver as reservas, a passagem de volta e ainda o dinheiro e cartão de crédito. Eu sei que ele estava fazendo o seu trabalho mas eu fiquei revoltada.

Como chegar ao hotel

Não fiz meu trabalho de casa, esqueci de anotar como chegar ao hotel. Logo na saída do aeroporto havia um terminal para internet. Paguei 3 euros para usar 15minutos, um assalto oficializado! Bom, agora eu aprendo a fazer a minha lição direitinho. Eu deveria comprar um bilhete para Amsterdam Centraal Station. Ao contrário da Alemanha, não achei nenhum balcão onde eu pudesse comprar a passagem diretamente com o atendente. Então eu aprendi a usar o bilheteiro eletrônico holandês que afinal de contas é bem mais fácil que a alemã.

Acho que foram menos de quinze minutos para chegar a estação central de Amsterdã. Uma estação enorme diga-se de passagem. Agora o desafio era achar o bonde 13 ou 17. Achei mas percebi que todos estavam já com o bilhete. Perguntei-lhes e uma das pessoas disse que comprou na estação. Voltei à estação, pertíssimo, mas meus ombros estavam doendo de carregar tanto peso. Atrapalhei-me com a máquina, um rapaz me ajudou e disse que eu poderia comprar a passagem diretamente com o motorista. Que ódio que eu senti daquela mulher que me deu informação errada!

Você entra no bonde e diz ao motorista onde quer ir. Eu disse a ela o nome do hotel e a referência, a Casa de Anne Frank. A motorista me disse onde que eu deveria descer. Não demora muito. E ela não esqueceu que eu deveria descer lá e perguntou onde estava a moça que deve descer aqui? eu desci e acenei agradecendo.

De posse do mapa que eu fiz achei o hotel rápido. O hotel é simples mas é honesto: limpo, bom atendimento e bom café da manhã. Há vários brasileiros aqui como o Luis e seu irmão.

Eu me senti uma rainha ali já que eu tinha um quarto e um banheiro só para mim!

Que eu me lembre (já que estou escrevendo este post 3 dias depois), eu fui à Casa de Anne Frank (fila de meia hora) e depois voltei para o hotel e dormi bem cedo. Todo o cansaço da semana em Londres desabou sobre mim neste dia.

A Casa de Anne Frank

Mais uma história triste e comovente produzida pela máquina de assassinatos que era o Nazismo.

O texto abaixo é um trecho do guia em português do museu:

“Anne Frank foi uma das milhões de vitimas da perseguição aos judeus na Segunda Guerra Mundial. Ela residia na Alemanha quando em 1933 Adolf Hitler ascendeu ao poder e introduziu uma política anti-semita. Para a sua segurança, a família Frank, de origem judaica, se mudou para os Países Baixos. Em maio de 1940, os alemães invadiram os Países Baixos e implementaram medidas no sentido de dificultar as vidas dos judeus. A família Frank tentou escapar a esta perseguição escondendo-se num anexo onde passariam a viver mergulhados (designação que se dava ao desaparecimento de pessoas perseguidas que passavam a ter uma existência ilegal ou clandestina).”

Durante o tempo que viveu no esconderijo, Anne Frank escreveu no seu diário tudo sobre sua vida no Anexo relatando seus sentimentos de isolamento e o medo de serem descobertos. Sonhava em ser jornalista e escritora famosa. Seu desejo era publicar um livro depois da guerra chamado “O Anexo”.

Quando foram descobertos (delação), o anexo foi totalmente esvaziado. O pai de Anne Frank preferiu que os quartos se mantivessem assim. Anos depois fizeram uma maquete para que os visitantes tivessem uma idéia de como era o esconderijo.

De todos os clandestinos (a família Frank e mais quatro pessoas), apenas o pai de Anne Frank sobreviveu à guerra. Todas as pessoas que os ajudaram e depois foram presos também sobreviveram.

Otto Frank decidiu publicar os diários que a amiga Miep Gies havia encontrado e guardado logo após a detenção dos clandestinos.

O primeiro diário está no museu. É o diário que Anne Frank ganhou aos completar 13 anos. Terminado este,, passou a escrever em cadernos e depois em folhas soltas.

Eu não senti tanto o impacto que as pessoas falam que sentem ao passar pela casa pois eu já tinha visto muita coisa terrível sobre Nazismo em Berlim. É um ambiente triste. Os vídeos e as frases nos cômodos mostram como se tirou a esperança de uma jovem de 16 anos.


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