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19° Dia – Mind the gap, please!

29 maio 2009

 

Ontem à noite conheci melhor o novo companheiro de quarto. A primeira impressão havia sido péssima. Chegou tarde, acendeu as luzes e fez barulho demais. Por que raios uma pessoa que vai dormir em albergue não tem a decência de pensar no próximo e não compra uma lanterna? Por que não separa tudo aquilo que precisará à noite para não fazer barulho e acordar os outros?

Por outro lado, vocês devem pensar: “Por que a Pat não usou o tapa-olhos?” ou “Por que a Pat não usou protetor auricular? “ Boas perguntas! A minha resposta é uma outra pergunta: De que lado vocês estão?

Voltando a falar do novo companheiro de quarto. Ele é um alemão muito simpático que adora o Brasil. Aconselhou-me ir à galeria de arte moderna Tate Moderm. Segundo ele, a Tate Modern lembra o Brasil pois é muito colorida. Desfiz um pouco da implicância que eu tive com ele.

Como era o último dia na cidade, não tive pressa em sair. Hoje eu queria mesmo era arrumar a minha mochila e ter o desafio de conseguir colocar todas as coisas que comprei em Londres dentro dela.

Eu fiquei tanto tempo no lounge que perdi o café da manhã! Só deu tempo de eu pegar uma maçã e tomar um suco de laranja. Saí e fui bater perna na Trafalgar Square. De lá fui almoçar num restaurante italiano onde havia uns 3 garçons brasileiros. Gripadíssima, quase morri por causa do ar condicionado.

Da Leicester Square, voltei para Trafalgar Square e observei: estava lotada. Muitas pessoas nos jardins fazendo seu piquenique, crianças e adultos se equilibrando para conseguir tirar uma boa foto com os leões.

Para “desgastar” o que ganhei no almoço eu fui caminhando da Trafalgar até a Tate Modern, um bom caminho.

Passei pelo meu mercado favorito comprar a minha água. Passei por todos os pontos turísticos: ponte de Westminter, London Eye, London Aquarium, County Hall, etc. Muitos turistas. Fato curioso pois a polícia de imigração é famosa por barrar turistas. Talvez isso só valha para brasileiros.

Ventos frios apesar do sol. O que me levou a colocar o casaco.

Tate Modern

A Tate Modern é um prédio com sete andares e é mais uma atração que está sob reforma. A sua fachada mudará para um visual bem mais inovador, na minha humilde opinião.

Eu visitei apenas um andar da coleção permanente da galeria. Definitivamente, eu pude comprovar que eu odeio arte moderna. Não consigo entender que aqueles rabiscos, as loucas instalações, umas esculturas estranhas pode ser arte! Tem uns quadros que parecem ter sido feito por crianças! Achei que vi o bastante e fui embora.

Voltei a caminhar às margens do Tâmisa pois estava muito mais interessante.

Catedral Saint Paul

Numa das pontes dava uma vista para uma catedral que em pouco tempo eu vim a descobrir que era a Catedral de St. Paul, onde Lady Di casou-se.

Fui até lá. A Catedral como todas as outras, é bonita, tem vários detalhes.

Entrei, dei uma olhada mas não paguei as 10 libras que eles cobram para ter o direito de ver seu interior. Poder chamar-me de pão-dura mas é questão de idealismo não de dinheiro. Não pago para entrar em igrejas. Já pensou se isso vira moda no Brasil?

Abbey Road

Cansada de andar (eu não ouvi o conselho de meus amigos em fazer uns exercícios para aguentar as maratonas que ia enfrentar na viagem) e fui para Abbey Road deixar a minha assinatura no muro da Abbey Studios.

Quando eu chego ao cruzamento, vejo vários grupos se desviando dos carros para fazer a famosa foto. Eu parei para observar. É divertido! Depois das cinco horas da tarde, fica difícil tirar a foto e os motoristas já não tem tanta paciência.

Deixei a minha assinatura lá e a prova está logo abaixo:

 

Depois eu voltei para o hostel pois havia muita coisa a fazer. Quando cheguei ao quarto, o americano também estava arrumando a sua mochila, ele voltará para os Estados Unidos. Ele disse que está sempre viajando e que em setembro já tem uma viagem agendada para Grécia. Chique, não?

Arrumada a mochila, fui colocar a roupa para lavar mas havia fila. Então, fiquei fuçando a internet até tempos depois o americano sentou ao meu lado e começou a ler. Como estávamos falando de lugares para conhecer no Brasil e ele é mais um que quer conhecer o Rio e já que eu estava na internet. Tive idéia de mostrar as fotos de Porto de Galinhas, Fernando de Noronha, Búzios e Cabo Frio. O homem quase infartou! rs

Anotou o nomes da cidade e aproveitou para ver fotos sobre o Rio e Natal (pois os amigos dele falaram sobre Natal – espero que não tenham vindo fazer o turismo proibido).

Eu fiquei tanto tempo na fila para lavar a roupa que só voltei ao quarto às onze da noite. E não é que o argentino arrumava a sua mochila pois ele também iria embora amanhã!

Guardei as roupas lavadas na mochila abarrotada e fui dormir. Planejei acordar às 4h30, visto que o primeiro metrô sairá às 5h07 de Finchley Road e o meu vôo é às 8h35 no Heathrow.

Eu estava ansiosa para sair do albergue. Eu gostei de Londres mas para voltar aqui só se for para ficar em um hotel decente.

O que eu gostei:

  1. Trafalgar Square
  2. Supermercado Tesco
  3. Palácio de Westminter e o Big Ben
  4. Torre de Londres
  5. Os musicais

O que eu não gostei

  1. O albergue, o Palmers Lodge;
  2. O custo de vida em Londres, caríssimo;

As surpresas

  1. Primark, loja barateira
  2. A quantidade de gente para assistir a troca da Guarda. Eu sabia que era muita gente mas não imaginava que era tanto.

Não fui

  1. Torre de Londres
  2. National Portrait Gallery

O título Mind the Gap, please! é uma frase repetida exaustivamente no metrô de Londres, durante a chegada e saida do trem na estação. Algo como o nosso Cuidado com o vão entre a plataforma e o trem.



18° Dia – Trafalgar Square. National Gallery. Teatro: “Dirty Dancing”

28 maio 2009

Turista sofre. Tem que se equilibrar para conseguir tirar uma foto decente de uma atração no meio da multidão. Com o tempo, o turista começa a se irritar com outros turistas e eu acho que já cheguei nesta fase! Quer se livrar disso? Acorda cedo! Eu fiz isso, acordei cedo, peguei o metrô e fui tirar as fotos dos cartões postais mais famosos da cidade. Sem ter as multidões para atrapalhar. Duas horas caminhando pela cidade, tirando as fotos que eu queria como prêmio tomei um café na rede Pret a Monger da Trafalgar Square.

Trafalgar Square

A Trafalgar Square é o meu lugar preferido em Londres. A combinação da coluna Nelson, os quatro leões, as fontes e a National Gallery tornam o lugar encantador.

A praça tem o nome de Trafalgar por causa da vitória da Marinha inglesa contra a França nos tempos de Napoleão e a Espanha. Nas paredes do metrô há muitas ilustrações que contam a história de Trafalgar Square e da passagem subterrânea. No topo da Coluna Nelson há uma estátua do almirante Nelson, líder da batalha:

The London Eye – atendendo a pedidos

Emu não estava lá com muita vontade de ir na roda gigante. Ia deixar para o último dia e só iria se estivesse um tempo decente. Mas como Londres estava sendo até então a unica cidade em que eu não subi as dezenas de degraus para ter a vista da cidade, e como um amigo pediu para ir lá, juntei o útil ao agradável.

Comparando com o tempo de ontem, hoje está bem mais agradável. Nublado mas não chuvoso. Resultado: filas. Fila para comprar tíquete, fila para aguardar o horário, fila para entrar na roda e espera para aguardar os turistas mais empolgadas – ah, os turistas! – a deixar um espaço para você tirar uma foto.

São quase 30 minutos passeando na roda-gigante e tendo uma vista ótima de Londres. A graça é identificaras atrações da cidade. Como vocês sabem, eu tenho um senso incrível de direção e pude ver pela London Eye como eu dava voltas para achar um lugar. Fiquei pasma!

Das construções, as que mais me atraem é o palácio de Westminter (Esplendoroso. Eu não entendo de arte mas creio que seu estilo é gótico) e um em forma de foguete que um australiano aqui do albergue disse que é o Swiss Re.

A London Eye até pouco tempo atrás era a maior roda-gigante do mundo. Foi projetada para marcar a passagem do do novo milênio que se aproximava. Hoje é uma das atrações turísticas mais visitadas de Londres.

A vista é linda mas eu tenho cá minhas dúvidas se vale 17 libras. Eu acho que não…

Eu saí da London Eye, passei pelo meu segundo lugar favorito em Londres, o supermercado Tesco para comprar água. E lá segui o ritmo, rumo a Trafalgar Square para passar uma parte da tarde na National Gallery.

National Gallery

Só o fato de ser gratuito já vale a pena. Só por estar na Trafalgar Square, valeria a pena visitar. E lá eu visitei no final do dia anterior. Quando ao transitar pelas salas, dei de cara com o quadro de Van Gogh. Não acreditei. Olhei cada detalhe e reparei na assinatura? “Será que é réplica?”, pensei. Ao passar por outros quadros eis que está o quadro “Girassóis”, creio que deve ser o quadro mais famoso do pintor e que eu jamais iria imaginar que estaria na Inglaterra. Haviam um certo número de pessoas contemplando o quadro. Com o guia da galeria, descobri que há quadros de Leonardo da Vinci, Rafael, Monet e Manet. Então, já achei que a National Gallery merecia um dia dedicado a ela. Hoje, para ser mais precisa.

Um dia foi um pouco de exagero mas passei algumas horas com certeza fitando os quadros dos pintores que havia citado. Ah, uma decepção: o quadro “Madona de Cedro”, de Da Vinci está em processo de restauração.

Terminando a National Gallery, fui para Leicester Square comprar ingresso para o teatro. A peça escolhida foi Dirty Dancing. Não que eu tenha gostado do filme, é fraquíssimo! O bom do filme é a trilha sonora e o final contagiante.

Dirty Dancing, a peça de teatro

Antes de contar sobre a peça, eu tenho que escrever sobre como eu fiz para achar o teatro. Quando a gente compra o ingresso, a gente recebe um mapa com a localização de vários teatros. No caso, teatro Aldwych. Eu vi que ficava perto de uma rua chamada Strandford e essa rua chega até a Trafalgar Square. Então, eu estando na Trafalgar o que eu fiz? Eu, com o meu senso incrível de direção, fui seguindo a Strandford. Só que teve uma hora que eu tive que colocar o casaco, não sei ao certo. E perdi o mapa! Eu andei a rua quase toda e nada do teatro chegar. Até que resolvi perguntar para alguém onde ficava o teatro Aldwych. O rapaz explicou e eu consegui entender e encontrar o teatro. Como estava muito cedo, resolvi andar um pouquinho para saber qual o caminho que eu faria quando acabasse a peça pois eu voltaria de metrô.

Mal pude conter o espanto quando eu vi que o teatro fica a uma quadro do teatro em que assisti “The Lion King”. Eu andei à beça quando eu poderia ter cortado o caminho! Mal pude acreditar!

Mais uma sobre meu incrível senso de direção: Eu sempre comprei os ingressos na Leicester Square e depois eu pegava o metrô para a Convent Garden ou ir para Piccadily Circus . Não é que só hoje descobri que a Leicester Square fica praticamente atrás da Trafalgar? E que a Convent Garden também é pertinho destas duas praças. Eu nunca mais uso mapas.

Agora comentando a peça de teatro

Quanto a peça, eu já não esperava que fosse excelente mas como a intenção era me divertir, então fui desarmada. Os números de dança excelentes! Aliás o ator que faz o papel que foi de Patrick Swayze no filme arrasa. Dança muito bem, deu umas piruetas que levou o público ao delírio. Ah a dançarina e atriz que faz o papel da primeira parceira do Patrick Swayze no filme, também arrasa. Tem o maior gingado.

Só sei o seguinte: toda a vez que eu vejo filmes ou peças de dança dá uma inveja dos atores porque é um dom maravilhoso saber dançar e se expressar através do corpo. É contagiante!


17° Dia – Greenwich

27 maio 2009

Nunca senti tanto frio como eu senti hoje. Chuva ininterrupta e vento gelado, quer combinação melhor para pegar uma boa gripe? Pois é, eu peguei uma gripe feia e olha que eu estava com dois casacos, a capa de chuva que comprei na Primark! Para não perder o dia, decidi passear em Greenwich, subúrbio de Londres, chegando via barco.

Clima em Londres: 14°C, dia chuvoso e muito frio.

Greenwich

A palavra Greenwich lhe soa familiar? Na escola aprendemos sobre o meridiano de Greenwich. Meridianos são linhas imaginárias que dividem a Terra verticalmente. Como resolução de um acordo internacional, o meridiano que passa em Greenwich foi estabelecido como o marco zero de longitude, sendo assim referência para estabelecer os fusos horários no globo terrestre.

Estas fotos foram tiradas no Observaório Real de Londres. Porém, não há só isto para visitar. Há o Museu Marítimo, a casa de Elizabeth, o parque de Greenwich, etc.

De quebra, almocei por ali mesmo, num restaurante italiano próximo a entrada do parque. Comi um delicioso espaguete por £ 4,50.

Na volta, mesmo chovendo, preferi ficar no 2° andar do barco para tirar as fotos. Próximo a Torre de Londres, conversei com uma senhora que estava com as duas netas. Conversando, descobri que ela já esteve no Brasil viajando em um cruzeiro que passou pelo Rio, Salvador e Belém. E disse que adorou Ipanema e o Cristo Redentor. Legal, não?

Teatro: “The Lion King”

A história todos já conhecem. Um dos melhores longas da Disney nos bons tempos dos anos 90 para animação.

Eu ficava imaginando como eles vão retratar o longa num palco do teatro. Usaram de uma forma muito criativa, vocês não tem idéia. Primeiro, escolheram atores negros para os principais papéis. Nada mais correto já que a história se passa na África. Os figurinos dos leões são roupas com estampas africanas além de um “chapéu” que é uma cabeça de leão ou leoa. Muitas mudanças de palco, jogos de luzes e atores com vozes lindas e potentes. O Timão é um boneco manipulado ao contrário do Pumba. Dos figurinos, o que mais impressionou foram os das hienas. Os atores ficavam a maior parte do tempo curvados e tinham postura corporal que faziam com que a parte relativa a cabeça do figurino se movimentasse igual ao desenho.

Eles tiveram ótimas soluções para a corrida dos gnus e para as cenas de abertura e encerramento.

Realmente, uma produção de luxo e que valeu cada pence pago.

Na saída, metrô da Convent Garden lotado porque eles fecham a maior parte das roletas. Como eu já disse, Convent Garden à noite é um burburinho só. Além do mercato, dos restaurantes, há muitos teatros nos arredores da estação do metrô e praticamente, as peças terminam num mesmo horário. E para aumentar a fila das roletas, temos que pegar um elevador para chegar às plataformas ou enfrentar 193 degraus de uma escada em espiral. Até que não assusta muito pois para descer…

Eu não prestei atenção que são duas ou três linhas diferentes que passam na mesma plataforma e peguei o trem errado. Estava morrendo de medo das estações fecharem pois já passava das 23h. Deu tudo certo no final 😉


16° Dia – Atendendo a pedidos

26 maio 2009

Manhã com chuva em Londres. Com um clima destes deu preguiça de sair do albergue logo cedo. Então fui para o lounge procurar algo mais sobre a cidade. Especialmente reservei a manhã do dia de hoje para ir a alguns lugares que os amigos pediram.

Museu de Sherlock Holmes

Eu nem sabia que havia um museu sobre ele. Afinal, ele nunca passou de um personagem! Tudo o que eu sabia sobre Sherlock Holmes vinha de uma videoteca chamada “Sessão da Tarde”.

Até agora, as únicas coisas que sei de Sherlock Holmes é que seu melhor amigo chama-se Dr. Watson e a famosa frase dita por ele nos filmes “Elementar, meu caro Watson”.

Tenho vaga lembrança de ter visto uma série de desenhos animados porém não posso afirmar.

De acordo com o site que meu amigo falou, o museu de Sherlock Holmes fica na Baker Street, 221B. Metrô: Baker Street. É perto daqui.

Já na estação do metrô já tem referências ao personagem de Sir Arthur Conan Doyle:

Como eu, para não sair da rotina, fui pela saída errada do metrô e segui o caminho contrário, passeio pela estátua do Sherlock Holmes, perto da estação e perto do Madame Tussaud’s.

Voltei à estação e encontrei a Baker Street. Exatamente no número 221B encontrei um rapaz com roupa de época (policial).

Primeiro, temos que entrar na loja ao lado, onde há a venda de souvenirs e tíquetes. Tíquete pago, somos convidados a entrar na casa de Holmes.

Tudo devidamente arrumado, já na primeira sala, eu encontro com Dr. Watson. E a surpresa é que o Dr. Watson sabe falar português!

Sr. Watson é muito simpático. Apresentou o mobiliário da sala, a cadeira,o óculos de Holmes além de outros pertences. Ele me convidou para sentar na cadeira do seu amigo e a inclusive a usar o boné para tirarmos uma foto. O sr. Watson. foi extremamente gentil e sempre falou comigo em português. Ele se despediu avisando que o quarto do Holmes localiza-se no segundo andar.

O terceiro andar tem bonecos de cera representando os casos mais famosos do detetive.

Quer saber mais sobre Sherlock Holmes? Clique aqui.

Site do museu: http://www.sherlock-holmes.co.uk/holmes/portugese/

Uma confissão: Eu achei que ia ser uma “furada” esta visita mas que nada! Foi bem interessante. Ah, o museu não estava vazio, havia pessoas de todas as idades.

Abbey Road Street e os Beatles

Na mesma rua do museu Sherlock Holmes há uma loja para Beatlemaniacos. Tive a idéia de entrar lá e perguntar qual é a estação de metrô mais próxima da Abbey Road Street, a famosa rua onde os Beatles tiraram a foto para a famosa capa do disco

Acertei na mosca, a atendente já deu-me um papel com mapa e com uma breve descrição sobre a Abbey Road. Bom, isso significa que dezenas de pessoas tiveram a “brilhante” idéia que eu tive, risos.

A estação do metrô é St. John’s Wood, a uma estação da Baker Street. Chegando lá, fui tentar orientar-me pelo mapa. Mapa 10 X 0 Pat. Fiquei cinco minutos parada na calçada até entender que a rua que cruza com a Abbey Road estava a minha frente…

Creio que deve ter durado uns cinco minutos a caminhada até a famosa faixa de pedestres. Eu pensei que tivesse alguma referência, alguma placa falando sobre Beatles, sei lá. Não há. Só turistas imitando o grupo ao atravessar a rua. Muito engraçado.

Esta faixa de pedestres está bem próxima a Abbey Road Studios, estúdio onde a maior parte dos ábuns dos Beatles foram gravados.

A curiosidade é que os fãs passam por ali e deixam sua assinatura no muro.

Devo deixar minha assinatura gravada lá?

A Abbey Road Studios tem uma webcam focalizada na faixa de pedestres, em tempo real.


Musical Hairspray

À tarde, a programação era assistir o musical “Hairspray”. Eu calculei sair do albergue uma hora antes. Mais uma vez eu me atrapalhei com os mapas e com o metrô. Faltava meia hora quando desci na estação que segundo o mapa que deram na bilheteria seria a mais próxima do teatro. Acreditam que eu me perdi? Que ódio! Não por minha causa mas por causa dos mapas! São quatro saidas do metrô, o mapa mostra apenas uma e eu como tinha 75% de chance de errar a saída, errei.

Saí correndo, procurando as ruas e nada de achar. Fiquei apavorada, pois o teatro que eu vi estava passando Chicago e quando eu o localizei no mapa estava mais longe ainda do teatro que a estação do metrô. Desde pequena ouço falar na pontualidade britânica, então eu já achei que havia perdido a peça e o meu rico dinheirinho. Porém, era questão de honra achar o tal teatro. Quando enfim havia desistido de assistir a peça, resolvi voltar. Voltando, achei o teatro. E a peça não havia começado! Dei muita sorte.

O teatro Shafestburry é pequeno e confortável. Quando o musical começou, eu comecei a chorar de emoção, o que é muito estranho pois afinal é uma comédia.

Eu acho que eu já sei o porquê. Hairspray conta a história de uma adolescente de Baltimore que sonha em fazer parte do corpo de dançarinos do programa de TV mais famoso da época, o The Corny Collins Show. Ela é aprovada e faz sucesso, tirando o espaço de Amber. A história se desenvolve para união dos grupos raciais e dissolução dos preconceitos.

Eu adorei o filme e quis assistir a peça. Ó, valeu cada centavo. Centavo não, pence. Eu gosto do Hairspray porque as minorias têm final feliz. Afinal é uma protagonista gordinha que se apaixona pelo mocinho e é correspondida. E ela promoverá a integração dos brancos e negros na dança pois no seu programa favorito, só os brancos podiam dançar.

Eu gostei do filme, imagine a peça, muito empolgante. os ingleses são superparticipativos, acompanham com palmas algumas músicas e no final, o elenco convida todo mundo para dançar umas das canções contagiantes. Só faltou a amiga companheira das peças de teatro musicais. Uma pena não estar aqui, ela iria adorar!

A foto acima foi retirada do site de venda de bilhetes para a peça.

Oxford Street

Findou a peça, fui à Oxford Street. Qualquer guia de Londres refere-se a esta rua como paraíso das compras. Compras não muito baratas, melhor informando. Mas eu a-do-rei andar por lá. Andei a rua inteira, que é imensa, observando as dezenas de lojas de roupas. Observando também os transeuntes com suas sacolas. Tão bom bater perna!

Dia agradabilíssimo.

Clima em Londres: instável. Manhã chuvosa. Tarde com sol. Às vezes, chuva.




15° Dia – Dia de Museus

25 maio 2009

Com o free tour feito ontem, comecei a elaborar meus roteiros. Hoje seria um dia dedicado aos museus.

Museu Britânico (Brittish Museum)

Metrô: Russel Square

Qual não foi a minha surpresa ao sair da estação e dar de cara com o mercado Tesco. Não preciso nem mencionar que meu almoço já estava garantido.

O Museu Britânico tem um vasto acervo de artefatos egípcios e de outros países, claro. Logo na entrada, o teto chama a atenção (desculpem, mas sou uma arquiteta frustada).

Arte Egípcia

O Museu Britãnico tem muitos artefatos egípcios. Impressionante a quantidade. A versão oficial é que foi resultado de escavações áarqueológicas. Eu tenho cá minhas dúvidas se isto não foi resultado de saques e de destruições em tempos de guerra. Basta ver o que aconteceram com as obras de museus do Iraque. Há um movimento dos países que pedem o retorno de suas obras. Como exemplo cito o Peru, que tem centenas de artefatos de Machu Pichu que estão na Universidade de Yale. Eram para ter sido devolvidas um ano depois que o descobridor de Machu Pichu as levou. Já se passaram mais de 90 anos. Eu apóio.

Por que não devolvem, já que apreciam tanto a arte? Há várias alegações: (a) Os países verdadeiramente donos das obras não têm condições para armazenar as peças; (b) Dificuldade de saber que é o verdadeiro dono; e (c) Possível crise financeira nos museus mais importantes do mundo (aí sim uma alegação bem fundamentada).

A minha expectativa era ver a Pedra de Rosetta. Achei-a, envolta num grande cubo de vidro e rodeada por várias pessoas . A frustação foi não conseguir tirar uma foto decente por causa dos reflexos no vidro.

A pedra de Roseta foi trazida para a França por Napoleão, quando esteve no Egito. Com a derrota francesa para a Inglaterra, os ingleses passaram a ser os donos. A importância da Pedra de Roseta é que ela ajudou a decifrar os hieróglifos do antigo Egito.

Arte Grega

Aqui tem peças que faziam parte do Templo de Partenon. Sim, este mesmo que uma enorme parte, o templo de Zeus, está no museu do Pérgamo, em Berlim e que eu mostrei para vocês.

Museu de História Natural (Natural History Museum)

Metrô: South Kensigton

O Museu Britânico tem um arcevo tão grande que dava para passar um dia inteiro lá. Eu fiz uma visitação vapt-vupt (sem aúdio-guia) e parti para o próximo museu (igualmente gratuito) que é o Museu de História Natural.

Há uma saída da estação do metrô que dará direto nos 3 museus: Victoria & Albert, Museu de História Natural e o Museu da Ciência. Todos têm entrada para a mesma rua. Eu com o meu ótimo senso de direção usei a saída errada! E comecei a ficar mais perdida ainda nos mapas! rs rs

Quinze minutos depois, achei o Museu de História Natural. Após a revista de bagagens (aqui em Londres não te obrigam a guardar suas bolsas e nem falam a famosa frase “No flash, please!”)

O museu é atípico aos que eu visitei pois ele é um museu interativo. Fala sobre o planeta Terra, sobre fenômenos da natureza, vento, água….

Estava lotado! Dia de sol em Londres, as pessoas aproveitaram para ir aos museus e fazer piquenique, que aliás eu acho muito legal este hábito que os europeus têm.

Como o museu é muito escuro e a minha câmera não funciona no escuro (não sei o porquê), não tenho muitas fotos para mostrar.

Museu da Ciência (Science Museum)

Fica ao lado do Museu de História Natural. Foi disparado o que eu mais gostei. Afinal, é ciência! Há máquinas como locomotivas,carros, máquinas de costura, mísseis, o modo antigo de gerar energia elétrica usando a água, etc. Se você gosta de inventos, este museu é a sua cara.

Mancada do dia: No Museu Britânico um gringo falou algo comigo como se me conhecesse. Eu olhei para ele com cara de espantada e falei “Oh, I don’t speak english”. Achei que era algo maluco. Depois eu fiquei pensando se eu conhecia ele. Eis que eu descobri quando voltei para o albergue que era o americano com quem divido o quarto! Morri de vergonha e tive uma crise de riso diante da maior mancada feita até agora.


Quem disse que em Londres tudo é caro?

Depois da dica da guia do free tour e de pesquisas na internet  eu fui a loja Primark.  A Primark é uma loja barateira localizada na Oxford Street, rua que é o paraíso das compras aqui (para bolsos mais “cheinhos”).

Eu que não sou muito de comprar roupas porém eu fiz a festa lá.  Calça jeans por sete libras, blusinhas de malha por 1,50 libras entre outras pechinchas.

Tem outras lojas interessantes aqui como a Lilly White e World Sports (roupas esportivas).

Esta foi uma das melhores dicas em Londres que eu aprendi.


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