Chegando em Ilhéus

12 abril 2011

O voo estava previsto para às 09:04.  Este primeiro trecho tem conexão em Salvador e arrisquei em não levar nenhuma muda de roupa na bagagem de mão mesmo cansada de saber que isso não é recomendável.  Tomamos um café e fizemos o check-in.

Depois de alguns anos (uns 7 anos), volto a pisar no aeroporto de Salvador.  Circulamos por seus corredores e depois almoçamos, torcendo para passar o tempo logo.  O segundo voo é destino Congonhas com escala em Ilhéus. Chegamos no aeroporto minúsculo e confesso que já me irritei com um senhor vestido como se fosse árvore de natal que estava abarrotado de malas e ocupando todos os espaços possíveis de um saguão.  Nossas malas chegaram, respiramos aliviadas e fomos em busca de táxi.

Não tivemos sorte de dividir o táxi com alguém.  O primeiro taxista cobrou-nos R$ 150,00, dizendo que faria por até R$ 120,00.  Não gostei do carro dele e diante que lemos na internet do transfer ser R$ 100,00, declinamos do convite.  As pessoas estavam indo embora e nós ficando.  Uma idéia foi telefonar para uma das pousadas de Itacaré e descobrir o valor normal do transfer.  O recepcionista disse R$ 120,00.  Feito isso, entramos no táxi seguinte e seguimos a viagem.

O dia está ensolarado.  O motorista é oriundo de Ilhéus e falou sobre as maravilhas da cidade. Ele não conseguiu entender o que faríamos em Itacaré que segundo ele, não tem nada.  Mostrou-nos onde foi filmada a novela Renascer, falou sobre Jorge Amado e Vesúvio e blá blá blá.

Seria muito mais simpático da parte dele se ligasse o ar condicionado e nos deixasse na pousada.  Ele nos deixou na praça dos Cachorros e apontou a direção das pousadas na Pituba.  Em conversa telefônica, por hoje, preferimos ficar na pousada Tio Zé, ao lado da Creperia Tio Gu.

Pousada Tio Zé

A recepcionista nos mostrou o maior quarto: duas camas de solteiro e uma de casal. Com TV, DVD, ar condicionado tipo split e frigobar porém sem varanda.  Preferimos ficar no andar térreo com a varanda apesar do quarto ser menor.  O quarto é praticamente o mesmo só difere das camas: este possui cama de casal mais a cama de solteiro embutida,  Diária: R$ 100.

Praia das Conchas

Andamos até a praia das Conchas. Nosso intuito era conhecer o local e ver se valeria a pena hospedar-se por lá.  As ruas não são asfaltadas e pareceu ter chovido bastante em dias anteriores pois havia algumas poças de água.  Também não há uma iluminação efetiva depois da rua principal do condomínio de pousadas, o que não achamos muito legal para mulheres sozinhas caminharem pela noite.  Demos uma olhada na pousada Pedra Torta, que minha amiga disse que é muito elogiada por usuários.  Não é à toa.  É muito charmosa.  O diferencial é a piscina com TV e bar molhado que pensamos em usar quando voltássemos da praia, tal qual fazíamos em Natal.  Notei também que a pousada tem convênio com a CVC.  A diária custa R$ 160 mas pelo número de dias que ficaríamos, conseguimos um desconto e a diária seria de R$ 144.  Bom custo/benefício.

Da Pedra Torta à praia.  O sol estava se pondo e vimos o farol e a calma praia das Conchas, maré alta.  Andamos até o mirante Pedra do Xaréu mas estranhamos.  Esperávamos que fosse o ponto mais alto do local.   Engraçado pois onde está a placa do mirante há um estabelecimento comercial, então ficamos na dúvida se era o local correto ou se estávamos invadindo uma propriedade.  Bom, em todo o caso, a propriedade foi posta à venda.

A rua Pedro Longo e o bairro da Pituba

Do mirante até a praça dos Cachorros, há algumas casas vendendo artesanato.  A rua principal da Pituba, a Pedro Longo, lembra algumas ruas do Nordeste como a rua dos Golfinhos em Pipa e a Broadway em Canoa Quebrada.  Com suas devidas proporções. Muitos restaurantes, lojas de roupas de praia, agências de turismo, lojas de artesanato e o adicional de artigos da Indonésia e muitos cartazes em hebraico! Ao contrário do que lemos na internet, há preços para todos os bolsos e gostos.

Paramos em frente a agência Nativos e conhecemos o figuraça Bahia.  Fechamos o passeio de escuna para baía de Camamu com direito a parada em algumas ilhas e almoço em Barra Grande.  O grupo ficaria por três horas em Barra Grande, tempo para quem quiser conhecer Taipus de Fora, pegar a traineira, desfrutar da praia e voltar.  Valor: R$ 60,00 por pessoa.

Passeio combinado, fomos jantar na Creperia Tio Gu.  Altamente recomendável o crepe salgado Maçambaba (filé mignon em cubos com gorgonzolla  e catupiry) e o Arpex (banana, calda de chocolate e castanha).  Só de lembrar, dá água na boca.  Também vale ressaltar o molho para abrir o paladar de pimenta verde e folhas.  Excelente! O atendimento é impecável.  Aquela coisa primorosa que descobrimos que é típico de Itacaré.


Categorias: Bahia Brasil Itacaré
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2 Comentários

  1. Pat Alves disse:

    Obrigada, Cristiana! Pegamos vários momentos de chuva lá e não deu para fazer todos os passeios. Teremos que voltar….

  2. Cristiana carvalho cabral disse:

    Parabéns pelo blog!!!
    Adorei as informações e as de Itacaré expressam a mais pura verdade!!!
    Conheci vários pontos por vc citados, são maravilhosos!!!
    bjos…

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