Diário de viagem – Chegando em Lima

28 janeiro 2015

Eu até hoje não sei muito bem como organizar o blog que é pessoal mas como muita gente pede dicas e como eu escrevo muita abobrinha, eu tento separar a parte prática e que pode interessar as pessoas dos meus relatos, que eu adoro fazer e voltar aqui para reler. Resumindo, eu adoro um blá blá blá (o diário). Eu andei meio preguiçosa e desgostosa de escrever por isso as viagens longas que faço nas férias (um exemplo: as duas viagens para Orlando) não tem nada escrito por aqui.  Quando já dava vontade de escrever, eu já não lembrava dos detalhes. Então, nesta aqui tentarei fazer diferente. Ainda mais que o post mais lido do blog e mais comentado é justamente o mochilão que fiz para Bolívia, Peru e Chile. Se ajudar uma única pessoa, já valeu a pena.

Dia 1 – Chegando em Lima

O voo para Lima sairia pouco depois das cinco da manhã do Aeroporto do Galeão. Cheguei bem cedo (perder voo, nunca mais!) e só depois das cinco é que a TACA resolveu arrumar as filas. Acreditem que a balconista disse para um casal que eles não entrariam no Peru sem passaporte. O casal ficou meio desesperado.

O voo com a TACA/AVIANCA foi tranquilo. Durante o voo nos é dado dois formulários: o da Alfândega (Tarjeta Andina de Imigración) e o da Vigilância Sanitária deles (Declaração de bagagem). Para quem nunca viajou para o Exterior, os países não aceitam a entrada de produtos naturais. Inclusive, em alguns países mesmo depois de você pegar a sua bagagem no desembarque, você é obrigado a passar a mesma de novo no raio X para inspeção da ANVISA do país em questão. Isto aconteceu comigo no aeroporto internacional de Bogotá, na fronteira terrestre Peru – Chile e agora no aeroporto de Lima.

Sobre o serviço de bordo, nada a reclamar. Voo de cinco horas intermináveis. Da janela, aprecia-se a vista da imponente Cordilheira dos Andes e já chegando ao aeroporto, tudo nublado. É o tal cielo gris de Lima e arredores.

Da janela do avião

Chegamos pontualmente no que até então parecia enorme aeroporto de Lima (no último dia de viagem, com cinco horas de espera para pegar o voo para o Rio, vimos que o aeroporto é pequeno).  No setor da esteiras de bagagens já tem uma casa de câmbio e caixas eletrônicos. Eu já para testar o cartão, saquei alguns soles (a moeda peruana chama-se nuevo sol. Simplificando, sol. O plural de sol é soles. Código ISO 4217: PEN. Você verá muito no comércio o “s/”). Depois de pegar sua bagagem, como eu já disse, a mesma tem que passar por raio X para inspeção.

Ao sair da área restrita, um mar de pessoas esperando com cartazes na mão. Minha amiga achou o meu nome. Eu já havia agendado o transfer e o city tour a pé guiada com a Peruvian Local Friends.  Descobri o serviço no Trip Advisor, há boas recomendações. Eu não sei se eu já falei no planejamento da viagem mas o aeroporto de Lima não é em Lima. É em Callao. O trajeto entre as cidades é muito engarrafado. Na hora de planejar sua viagem, estime 1h de deslocamento do aeroporto até Miraflores, o bairro turístico fofinho de Lima.  Eu não tive muito tempo para planejar a viagem e dei uma de Paty: vim com uma mala pra lá de pesada (não façam isso!).

Nosso hotel é o Hotel Runcu. Localizado em Miraflores mas não exatamente no Centro do bairro. Dá uns 10 a 15 minutos de caminhada. Reservamos via Booking. Farei um post só sobre as hospedagens mas já adiantando, gostei muito do hotel. Bom café da manhã (na medida), chuveiro com vazão decente, água quente e ar condicionado funcionando. Nosso quarto não estava pronto ainda (chegamos antes das 11:00), então preenchemos os formulários de entrada e deixamos nossas malas do depósito.  Ah, importante dizer que em todos os hotéis do Peru, vão te pedir o passaporte para tirar fotocópias. Por quê? Visitantes com intenção de turismo não pagam o imposto de 21% na hospedagem.

Após uma pequena confusão da recepção em não dizer que estávamos na sala de internet, a Mariela da  Peruvian Local Friends nos achou. Ganhamos uma carona até o bairro de Barranco. Mariela contou a história do bairro, falou sobre alguns casarões. Caminhamos bastante, usamos o metrô. Não é o metrô, o subterrâneo mas sim o de superfície e funciona como o BRT no Rio.  Eles chamam de Metropolitano. Descemos no Centro e fomos conhecer  prédios que foram importantes no passado e a praça principal, a Plaza Mayor ou a Plaza de Armas.  Curiosidade: não posso afirmar com 100% de certeza que isso acontece no país inteiro mas todas as cidades peruanas por quais eu passei tem uma praça principal e o nome é Plaza de Armas.

Mariela também nos levou a um mercado e nos mostrou algumas frutas típicas peruanas.

Seguimos para o Museu de San Francisco, onde fizemos uma visita guiada pela própria Mariela. Há passeio guiado em inglês e em espanhol oferecido pelo museu.  É proibido fotografar  o interiori do museu. O que eu mais gostei não foram os quadros da Escuela Cusqueña mas sim da riqueza de detalhes dos entalhes da madeira do teto do convento.

Trocamos informações sobre a história dos nossos países. Nosso tour terminou em Miraflores. Tomamos um táxi no Centro para lá. Foi um almoço-janta no Chami.  Eu que sou fresquinha, escolhi o meu lomo saltado e não saí disso aí a viagem inteira. De lá, nos despedimos de Mariela e fomos para o hotel. Ela nos ajudou chamando um táxi. Voltamos para o hotel, cansadas.

Não esqueça de colocar na bagagem de mão

  • Passaporte ou identidade decente (RG)
  • Caneta para preencher os formulários
  • Endereço do hotel que você vai ficar, pois será necessário escrever o endereço na Tarjeta Andina.

Quem converte, não diverte – Lima

Metrô – 6 PEN (duas viagens)
Água – 1,45 PEN
Táxi Centro – Miraflores –  15 PEN
Museu San Francisco – 14 PEN
Almoço no Chami, em Miraflores – 91PEN (Pagamos o almoço da Mariela)
Táxi Parque Kennedy – Hotel Runcu – 6 PEN

 


Categorias: América do Sul Lima Peru

5 Comentários

  1. Flaviano disse:

    Oi Paty, tudo bem? Será que você pode me tirar uma duvida… em dezembro farei uma conexão em Lima, saindo de São Paulo. Na chegada à Lima é possivel avistar a Cordilheira dos Andes? Se sim, qual lado da aeronave é melhor sentar? Obrigado 🙂

    • Pat Alves disse:

      Eu fiquei do lado direito e vi a Cordilheira. Quando vai chegando nos arredores de Lima, a gente passa a ver nada por causa da “névoa” que paira sob o lugar.

  2. Thiago disse:

    Oi Pat, mandei pra você. Desde já agradeço sua atenção. Abraços.

  3. Thiago disse:

    Paty tudo bom, meu nome é Thiago e gostei muito dos seus relatos de viagens. São bem completos.
    Gostaria de te pedir uma grande ajuda. Vou pela primeira vez fazer um mochilão e vou para bolívia, peru, chile, argentina e uruguai em março e preciso da sua ajuda!!! Se puder, me passe seu email para conversarmos. Desde já te agradeço.

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