Os parrachos de Maracajaú

23 fevereiro 2010

As piscinas naturais de Maracajaú

Observei que nós fomos um dos últimos grupos a sair de Punaú. A previsão para maré mais baixa era às 14h.  Fiquei pensando como seria o passeio para as piscinas naturais de Maracajaú, já que em Maragogi pela Luau Turismo, nós chegávamos primeiro e pegamos o pico da maré baixa já estando nas piscinas.

No caminho, Ivo explicou como é o passeio de Maracajaú: nós chegaremos à praia, pegaremos uma lancha até os parrachos – a sete quilômetros da costa – onde lá terá uma plataforma para recebermos instruções sobre o mergulho. Dentro do passeio já está incluso o snorkel. Caso as pessoas queiram fazer o mergulho de cilindro teriam que pagar mais R$ 90,00.  Também há uma fotógrafa que somente ao seu pedido tira  suas fotos a preços de R$ 10,00 a primeira foto e R$ 5,00 as seguintes, entregues em um CD junto com algumas fotos do lugar. Exatamente como em Maragogi (só que lá não tem plataforma fixa).

Ivo havia dito que a cidade é uma cidade grande e com um trânsito muito movimentado. Pensamos que ele só podia estar brincando. E estava mesmo. Maracajaú é minúscula! Chegamos a um restaurante que também é o ponto onde pegamos a lancha para irmos até os parrachos (como chamam aqui as piscinas naturais e os recifes).

Cada pessoa recebe um tíquete do guia e espera ser chamada para ficar na fila da lancha. Recebemos a nossa e aguardamos por um bom tempo a nossa vez na lancha.  Enquanto isso, perguntei ao Ivo como  este passeio com relação a tábua das marés. Eu fiquei encucada pois parece que aqui é diferente do passeio de Alagoas, eles fazem o passeio com profundidade de 2 a 4m.

Fiquei preocupada!(neuras de quem não sabe nadar). Ele explicou que hoje especialmente a maré estava alta e que após às 14h  (horário de pico da maré mais baixa: 0,8m) a maré iria baixar.  Informação incorreta, depois vim a saber.

Acabou que todo o grupo foi na mesma lancha: a Maracajaú Diver VI. Nome do timoneiro (ou será piloto?): Damião. A viagem de lancha merece um parágrafo à parte.

Durante as explicações sobre o passeio, Ivo falou que a lancha faz o percurso até os parrachos (piscinas naturais) em 15 minutos. Antes em catamarãs, o percurso era em 40 minutos. Brincou dizendo que na lancha as pessoas de ficam na frente podem rir das que ficam atrás porque estas se molham. Já as pessoas que sentam atrás podem rir das que ficam na frente pois estas “sofrem” com os saculejos da lancha.

Adivinha onde ficamos? na popa. O doido do marinheiro fez manobras “com emoção” e nós eramos as únicas do barco que gritavam e riam sem parar. Um dos sulistas perguntou de onde viemos e quando respondemos que éramos do Rio, ele ficou meio espantado:  “Cariocas já deviam estar acostumadas com o mar”. Hahaha. Minutos depois, ele dizia que estava enjoado. Quando chegamos à plataforma, o timoneiro Damião falou: “Olha, quase que eu parei a lancha e mandei vocês descerem…”  Rimos.

Já na plataforma, um dos rapazes dá as instruções de como usar o snorkel. Eu demorei a me adaptar no snorkel.  Toda vez que eu inspirava, dava pânico pois achava que ia engolir água. O instrutor fala também sobre as cordas que delimitam as áreas e sobre uma espécie de colete, opcional. Diferente da lancha, em que o uso do colete é obrigatório.

Avaliação do passeio

Todos do grupo adoraram o passeio mas eu e a minha amiga que conhecemos as galés de Maragogi não gostamos tanto de Maracajaú.

Primeiro, não vimos aquela paisagem caribenha que tem nos folders dos receptivos. Segundo, a maré estava alta.Todos os recifes estavam submersos. Terceiro: vimos poucos peixes. Estavam próximos a plataforma o que ocasionou um “engarrafamento” de pessoas. Com isso a areia ficava mexida e consequentemente, a água ficava turva.

Voltamos por volta das 17h. Tivemos que esperar o engraçadinho de um velho que só voltou uma hora depois. Resultado: chegamos em Natal depois das 19h. Cansadíssimas. Almoçamos no hotel e fomos nos preparar para o passeio do dia seguinte:  as dunas de Genipabu.

Maracajaú. Praia que é ponto de partida para conhecer os parrachos.

Momentos Master

Mergulho com cilindro: R$ 90,00
Fotos com fotógrafa profissional: R$ 10,00 a primeira foto e R$ 5,00 as subsequentes.


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