Buenos Aires: La Boca
4 mar 2011
Meu dia hoje seria corrido. Planejei conhecer o caminito, fazer a visita guiada ao estádio do Boca Juniors e à tarde ir ao Zoo de Luján. Acordei cedo e a minha preocupação maior foi ligar para Fabebus (empresa de transfers) para reservar horário de ida/volta para Luján. Procurei um locutório próximo ao hostel e telefonei para a empresa. Consegui entender tudo, uêba! Feito isso, fui pegar o ônibus turístico rumo ao bairro La Boca.
Novamente, o primeiro ônibus do dia e novamente a mesma guia! Ela disse: “Novamente!!!”. Pois é… Entrei no ônibus e reparei que havia muito mais brasileiros que ontem. São nove horas da manhã e o ônibus chegaria às 10:00 no Caminito. Eu teria pouco tempo para fotografar a rua e ir ao estádio do Boca Juniors. Desci no primeiro ponto do ônibus e resolvi pegar um táxi.
O museu do Boca Juniors só abre às 10:00. Então, o taxista me deixou no Caminito sem antes me mostrar o caminho até o estádio. La Boca é conhecido como um bairro perigoso exceto na zona turística e até um determinado horário.
Caminito
A calle Caminito só tem 100 metros. É conhecida mundialmente pelo colorido das paredes das casas. Idéia do pintor boquense Benito Quintela Martín.



Particularmente, não gostei do Caminito. Porém acho que é uma das coisas que tem que fazer e pronto. Agora, que o lugar em si é altamente fotogênico, ah isso é. Quando eu cheguei, praticamente não havia turista algum.
Estádio do Boca Juniors
Museu Boca Juniors
Cheguei poucos minutos antes da abertura. Já havia bastante turistas na porta do museu. Ônibus de excursão estavam chegando. Infelizmente, não tive a sorte de fazer a visita guiada. No dia de hoje só seria realizada às 14:00. Há vários tipos de ingressos: um que atende só o museu e o outro que serve para o museu e conhecer o estádio. A este último, chama-se de visita express. Foi este que eu escolhi.
O museu está a altura dos torcedores fanáticos do Boca. Cheio de detalhes, telões, sala de troféus e a história do bairro La Boca. Logo na entrada, uma estátua de Don Diego Maradona.
Ao adentrar o estádio, achei o “La Bombonera” muito pequeno! E como as arquibancadas estão próximas ao campo, por isso esta pressão que sempre se comenta em jogos neste estádio. Domingo, haverá o jogo Boca Juniors x Velez. O hostel inclusive está oferecendo um tour. Ficará para uma próxima viagem, já que este jogo é justamente no dia em que volto ao Brasil.
Na entrada do estádio, há várias estrelas com os nomes de ex-jogadores do Boca, presumo eu. Como por exemplo, o Riquelme.
Reza a lenda que as cores do Boca Juniors se deve ao fato de ter sido a cor da bandeira do primeiro barco que passou pelo porto. Conforme havia prometido um dos fundadores do clube.
Quando saí do estádio do Boca Jrs, o lugar já estava com muitos turistas! Uma mulher veio falar comigo. Uma brasileira de Curitiba, me reconheceu do bus turístico. Ela perdeu o bilhete do ônibus. Resolvemos pegar um táxi rumo ao Obelisco. Eu tinha o transfer para Luján e ela tinha a visita guiada do Teatro Colón. Trocamos e-mails e aproveitamos para tirar algumas fotos no Obelisco. Conversando, descobrimos que temos o mesmo estilo de viagem: priorizando museus e centro culturais, caminhando muito durante o dia e descansando à noite. Quando for a Curitiba, visitarei a mais nova amiga.

Ponto inicial do ônibus turístico. Calle Pres. Roque Saenz Peña/Diagonal Norte
Ponto inicial do bus turístico. Quiosque onde se vende os passes.
A faculdade de Direito
Floraris Metalica







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