10 dicas para economizar na viagem para Cancún & Playa del Carmen

13 dezembro 2015

Cancún & Playa del Carmen – uma viagem econômica

Em tempos de dólar alto, tudo o que for possível para economizar e não deixar de fazer a sua desejada viagem é válido. Esta viagem eu já estava na mente de economizar (mal sabia que o dólar só estava ensaiando subir cada vez mais) e assim o foi. Não deixei de fazer os passeios  e conhecer os lugares que eu quis, pois são minha prioridade em viagens. Cada um sabe o tamanho do seu bolso, não é mesmo? Deixarei dez dicas do  que eu fiz para a viagem ficar mais barata.

1 -Moeda: Sem dúvida alguma, leve dólares. Não precisa trocar dólares por pesos aqui no Brasil. Chegando lá, saque o dinheiro ou já faz o câmbio aos poucos. O dólar é amplamente aceito. Quer uma dica? troque seus dólares por pesos e aos poucos. Em Playa e Cozumel, sempre pague em pesos. É mais vantajoso do que ficar a mercê da cotação do dólar praticada pelas lojas.  Já em Cancún, a cotação era mais baixa e tudo era tabelado em dólar! Deixe para usar os dólares em Cancún, principalmente para pagar passeios.

Dinheiro em Playa
(01) Casa de Câmbio na Quinta Avenida e (2) e (3) diversos terminais para sacar dinheiro seja em pesos ou em dólares.

2 -Hospedagem: Se você for como eu, louca(o) por passeios, esqueça a história de ficar em resort all-inclusive em Cancún. Na minha opinião, é desperdício de dinheiro. A região é cheia de atrações e você gastará um valor considerável para passar o dia todo na rua. Particularmente, acho melhor ficar em uma “pousada” ou hotel sem o sistema all inclusive e fazer os passeios.

3 – Seguro: Comprei o seguro da World Nomads, que acabou saindo mais barato que o da Mondial Travel além da maior cobertura maior. Lembre-se que o valor do seguro pela World Nomads é em dólar e você pagará no cartão de crédito. Então, vem todas aquelas taxas (IOF de 6,38%, a cotação do dólar no fechamento da fatura, etc). Faça as contas direitinho. Por incrível que pareça, para mim naquele momento foi a melhor opção.

4 – Onde ficar: Divida a sua hospedagem entre Cancún e Playa del Carmen e passe mais tempo hospedado em Playa. A maior parte das atrações está próxima de Playa. Você economizará em hospedagem (já que há infinidade de pousadinhas) e em transporte. Sem falar no tempo!

5 – Traslado aeroporto-hotel: Existe o ônibus da companhia ADO (fala-se “a-de-ô”) que sai do aeroporto e vai até os terminais de Cancún e Playa (linhas distintas).  A rodoviária na verdade é um terminal exclusivo da companhia. Em Cancún, localiza-se no Centro. Em Playa, na Quinta Avenida.  Nos terminais, há táxis próximos. Se estiver em grupo, você pode pedir um táxi compartilhado (táxi compartido) e assim chegar ao seu destino mais rápido. Sempre pergunte o preço antes hein! Eu cheguei em Cancún depois das 21:00, esperei uma hora pelas malas e acabei dividindo um táxi com mais duas pessoas porque o ônibus sairia uma hora depois. Cansaço batendo à porta, não pensei muito.  Caso não consiga sacar pesos mexicanos no aeroporto ou não fazer câmbio (a cotação estava baixa no aeroporto na época, não troque muito dinheiro!), a ADO aceita cartão de crédito. Os táxis aceitam dólares.

6 – Café da manhã  e lanchinhos: Nem todos os hotéis oferecem café da manhã (o que eu estava em Playa não oferecia). Provavelmente, nas redondezas há vários lugares interessantes para se tomar café. Além disso, sempre tem um mercado OXXO que salva a pátria. Alguns aceitam dólares e deixam a cotação do dia na porta.  Compre sua água por ali.

Oxxo
Oxxo: um bom lugar para comprar água e lanchinhos

7 – Como chegar até as atrações: Os ingressos para as atrações são tabelados (os parques X, os cenotes, as ruínas, etc).  A economia a ser feita será nas excursões. É perfeitamente possível chegar nos locais usando o transporte coletivo. Em Playa del Carmen, use as vans (chamadas de colectivo) que saem da calle 4 Norte com a 15. Em Cancún, use os ônibus R1 e R2 que circulam pelo Centro e Zona Hotelera durante todo o dia. Eu saí às duas da manhã do Cocobongo e peguei ônibus para voltar ao hostel.

Colectivos e Ônibus ADO
(1) Colectivo em PDC, (2) Cancún e (3) o terminal da ADO em PDC.

Há uma exceção: Chichén Itza. Leva-se um bom tempo para chegar às ruínas (praticamente, 3h de Playa).  Então, acho que vale a pena ir de excursão. Eu contratei o tour para Chichén Itza no terminal da ADO.

Estando em 3 pessoas ou mais, comece a pensar em aluguel de carro já no aeroporto de Cancún e faça as reservas já no Brasil. Há muita coisa na internet sobre corrupção da polícia mexicana porém conheço pessoas que alugaram carro e não tiveram problemas.

8 – Lembrancinhas: Sem dúvida nenhuma,  Chichén Itza é o lugar. O guia do tour dirá já no ônibus que são made in China e blá blá blá.  Abre parênteses: Como eu só queria duas caveirinhas, não me importei com a autenticidade maia. Até porque os lugares que declaradamente vendiam artesanato feito por descendentes dos maias, vendiam a peso de ouro. Fecha parênteses.

Máscaras maias

9 – Compras: A viagem é econômica, lembra? Porém, se o seu voo for pela Copa Airlines, a sua conexão será no aeroporto do Panamá cujo free shop é excelente. Uma boa oportunidade de comprar a câmera fotográfica a prova d’água. Garanto que será muito útil na viagem. Independente do que for comprar, pesquise os preços praticados no Brasil. Com o dólar alto, talvez não seja tão vantajoso assim.

10 – Nado com os golfinhos: Interagir com os golfinhos é uma das coisas mais caras a se fazer em Cancún mas é uma experiência tão inesquecível que fica difícil não fazê-la. Eu fiz no Dolphin Discovery em Isla Mujeres mas  há outros lugares como o parque Xel Ha e o delfinário em Cozumel. Se faz questão de fazê-lo, mas está com dúvidas ($$$$), opte pelo encontro básico. Foi o que eu fiz e fiquei supersatisfeita. Aliás, achei o nado no Dolphin Discovery muito melhor que o Discovery Cove, em Orlando (a interação em si). Se quiser as fotos, prepare seu bolso. Em Orlando, a família paga por um único DVD. Em Cancún, pelo que o instrutor falou, havia um desconto para família.

 


Onde se hospedar em Cancún e Playa del Carmen

13 setembro 2015

Onde ficar em Playa del Carmen

Escolhendo o hotel

Quando for escolher o hotel em Playa, tenha em mente  que quanto mais próximo da Quinta Avenida, melhor.  A Quinta Avenida é o coração da cidade. Charmosa, conta com restaurantes, mercados, hotéis, farmácias, agências de viagens, igreja e inclusive, uma rodoviária.  Durante todo o dia, observa o vai-e-vem de turistas e vendedores ávidos para fechar um passeio ou uma massagem.

Entendendo o mapa

Mapa Playa del Carmen
Fonte: Adondesalir

A Quinta Avenida está destacada em azul, mais próxima do mar.  O terminal da ADO (companhia de ônibus mexicana) situa-se na altura da Benito Juaréz. O ponto final das vans que  saem para Tulum ficam na calle 4 Norte com 15 (falarei mais tarde sobre as vans no post “para bolsos magros”). O porto de onde saem  o ferry para Cozumel fica na calle 2 Sur. Sendo assim, considero uma ótima localização hospedar-se entre as avenidas Benito Juárez e Constituyentes.  A praia Mamitas fica na altura da calle 28 Norte.  De lá até o ferry, dá uma caminhada de 20 minutos. Então, mesmo estando nas ruas 32 ou 34 Norte, estará bem localizado.

Onde ficar em Cancún

A “origem” de Cancún

No final dos anos 60, o Governo mexicano decidiu elaborar um plano político para desenvolvimento do turismo no país como forma de impulsionar a economia. Dentre alguns lugares selecionados para ser o novo centro turístico, o destino escolhido foi uma ilha paradisíaca em forma de “7”, com suas areias de cor branca e rodeada pelo azul turquesa do mar do Caribe. O nome da ilha é Cancún, que na linguagem maia significa “ninho de serpentes”. As obras de infra-estrutura foram iniciadas e os hotéis foram construídos ao longo do “7”. Esta área é chamada de Zona Hotelera.

Escolhendo o hotel

O ideal é ficar na Zona Hotelera, por estar perto do mar e por ser uma área onde estão os hotéis, bares, restaurantes, shoppings e atrativos locais. Hotéis mais em conta estão localizados no Centro de Cancún.

Considero uma boa localização estar próximo ao shopping Plaza (no mapa, Plaza Forum Mall). Dá para ir a pé às boates/casas de shows. Além disso, está próximo do trecho onde o mar é mais calmo –  norte, voltado para Isla Mujeres. Outro bom ponto é o Shopping Isla.

Na prática, estar no Km “X” ou Km “Y” da Boulevard Kukulkán, a avenida principal da Zona Hotelera, não faz tanta diferença assim porque existem as linhas de ônibus R1 e R2 que circulam 24h e a tarifa é barata (10MXN, em junho de 2015).

Zona Hotelera
Mapa da Zona Hotelera de Cancún.  Veja a localização do seu hotel.
Fonte:

Vale a pena ficar no Centro de Cancún?

Depende. Se a sua grana está curta, por que não? Apesar de existir a máxima “Se você quer praia, fique próximo dela”, há muita coisa a se fazer em Cancún e arredores.  Ainda mais se gostar de preencher seus dias com passeios. Você passará o dia todo na rua e não terá tempo para curtir o hotel. Você aproveitará também a noite de Cancún pois há táxis  e ônibus que circulam entre o Centro e a Boulevard Kukulkán durante a noite inteira.

 

 


Planejando a viagem para Cancún e Playa del Carmen

30 julho 2015

Planejando Cancún

Depois de Los Roques e San Andrés, finalmente chegou a vez do Caribe mexicano! Em maio, visitei Cancún, Playa del Carmen e Tulum. Meu foco era praias, ruínas e cenotes e apesar de não gostar de vida noturna, abri uma exceção para Cancún.  Já adianto que a viagem foi ótima! Deixarei no post as dicas que acho importante para quem pretende viajar para lá.

Por que ir?

Destino de praias padrão Caribe com diversas atrações que agradam a todo o tipo de visitantes. Há uma ótima infra-estrutura (hotéis, lojas, restaurantes) no local, sendo uma viagem que atende tanto àqueles que viajam sozinhos como os que estão em família, em casal ou com amigos.

Antes de viajar

Documentação e saúde
Eu acho que a primeira coisa que você tem que se preocupar quando decidir que quer ir para o México é tirar o passaporte. O visto mexicano não é mais exigido para aqueles cuja viagem durará menos de 90 dias. Mesmo assim com a queda do visto, preocupe-se em ter em mãos na entrada do país caso seja solicitado: a passagem de volta para o Brasil, comprovante de reserva de hospedagem e provas de meio de subsistência. É exigido que o passaporte tenha no mínimo 6 meses de validade.

Atenção: se a sua chegada em Cancún for por meio de uma companhia aérea americana como a American Airlines, saiba que será preciso você ter o visto americano. Se vier de Copa Airlines, verifique se o governo panamenho mantém a exigência da CIV (carteira internacional de vacinação)com relação a febre amarela. Se exigir, lembre-se que tem que tomar a vacina em até no máximo 10 dias antes de viajar. Levar a carteira de vacinação na ANVISA para que ela possa emitir a CIV.

Não esqueça de fazer o seguro-viagem antes de partir.

Quando ir 

Os dias de sol são garantidos durante quase todo o ano, ainda assim há alguns períodos que são melhores que os outros.

  • Melhor época:  entre os meses de dezembro e abril.
  • Preços mais baixos: de maio a novembro, principalmente entre os meses de agosto e outubro.
  • Temporada de furacões: se estende de junho a novembro, porém nos meses de agosto, setembro e outubro a probabilidade de incidência de furacões é maior.

Cancun-Weather
Clique para ampliar.
Fonte: InMexicoCityGuides

A alta temporada se estende de dezembro até a primeira semana de março.  Entre meados de março e início de abril, milhares de universitários americanos vem a Cancún comemorar o Spring Break. Ao menos que queira participar, evite estar em Cancún neste período. Uma boa estratégia é ficar em Playa del Carmen.  De junho a novembro inicia-se a temporada de furacões.  Isto não significa que é certo que haverá furacões na região mas sim que há a possibilidade de tê-los. A título de informação, Cancún foi “fabricada” nos anos 70 e passou por até agora 4 furacões. O último foi em  2005, chamado Wilma.

O que fazer em Cancún e Playa del Carmen

Quando se fala em Cancún, a gente pensa logo no mar do Caribe. De fato, é a atração principal de qualquer viagem. Porém, há ruínas maias, cenotes (algo que só tem no México), parques ecológicos, boates animadíssimas e muito clima de festa.  Assim, dependendo de como será o estilo da sua viagem (descanso, lua de mel, praias, cultural, festa, etc) e da companhia (casal, com crianças, grupo de amigos, sozinho, etc), você saberá o que conhecer, a duração da viagem e qual cidade irá se hospedar.

Basicamente o que temos para conhecer são praias, cenotes, ruínas maias e festas.

Praias 
O mar do Caribe é a maior das atrações.  A melhor praia de Cancún fica em Isla Mujeres, de 20 a 40 minutos de ferry dependendo da localização do cais no continente. Este mar de tons azuis não está só em Cancún. Se estende por toda a costa de Quintana Roo. As praias mais conhecidas e próximas a Playa del Carmen: Mamita’s, no Centro; Akumal e Tulum, a 40 minutos de carro. Além de algumas praias na ilha Cozumel, a 40 minutos de ferry de Playa.

Praias
Praia de Akumal e Isla Mujeres

Akumal é uma área de preservação marinha. Local de desova das tartarugas marinhas. Inclusive, há uma área liberada para banhistas, onde há a grande possibilidade de nadar com as tartarugas. Na ilha de Cozumel, tem clubes de praia com infra-estrutura. Você pode passar o dia lá desfrutando da praia e dos serviços oferecidos no sistema all-inclusive.

Cenotes
Os cenotes mais conhecidos estão na Riviera Maia são os Cenote Dos Ojos e  o Gran Cenote mas há dezenas deles como o cenote azul, cenote Cristalino,

Cenotes
O Gran Cenote e Cenote Azul

Ruínas
A civilização maia viveu pela península de Yucatán. As ruínas mais conhecidas são as ruínas de Tulum, com o destaque de ter a vista para o mar do Caribe e as ruínas de Cobá, a 40 minutos de Tulum de ônibus e cujo destaque é que ainda se pode subir ao topo de um dos templos. Para aqueles que tem disposição para um bate-volta cansativo, há Chichén Itza, uma das sete maravilhas do mundo moderno, eleita em 2007.  O sítio arqueológico está a 3h de carro de Cancún.

Ruínas
As ruínas de Tulum, Cobá e Chichén Itza

Parques ecológicos
Parques temáticos ecológicos com diversas atividades tais como área para prática de snorkel, rios subterrâneos, piscinas, nado com golfinhos, zoológico e atividades de aventura como tirolesas, dirigir veículos anfíbios, etc. Os mais conhecidos são: Xcaret, Xel-Ha, Xplor, Hidden Worlds

Xel ha
Fonte: www.xelha.com

Noite
Para quem gosta da vida noturna, Cancún é prato cheio. A noite por lá é famosíssima e muito animada.  Na avenida Boulevard Kukulkán, praticamente uma ao lado da outra, estão as boates/casas de show Mandala, Señor Frogs, Daddy’O, The City  e Coco Bongo, sem dúvida a mais famosa, um misto de balada-circo-casa de shows-open bar. Algumas destas boates tem filial em Playa del Carmen.

Coco Bongo e Sr Frogs

Para a família, há opções como o Cirque du Soleil – Joya, jantar no barco pirata (Captain Hook), etc.

Gran Mayan
Local onde é apresentado o Cirque du Soleil – espetáculo Joya

Mergulho e Snorkel
A costa de Cancún, Playa de Carmen e toda a Riviera Maia engloba uma parte da segunda maior barreira de corais no mundo. Por isso, é tão comum as atividades de snorkel e mergulho, este principalmente em Cozumel. O fundo do mar de Cozumel é como um jardim botânico! Então, há lugares para prática de ambos.  Não deixe de fazê-lo!

Cozumel
Cozumel

Onde ficar – Cancún e Playa del Carmen

A maioria das agências brasileiras vendem o pacote para Cancún com hospedagem estilo tudo incluído em um resort. Quando os brasileiros chegam lá, se dão conta que há muita coisa a fazer na região e que a maioria das atrações não está em Cancún mas sim nas proximidades de Playa del Carmen e Tulum. Este trecho faz parte da Riviera Maia, nome que a indústria do Turismo usa para referir-se à região que se estende desde Puerto Morelos até Chetumal.

Vejam o mapa abaixo. Boa parte das atrações da região está bem mais próxima de Playa del Carmen, por isso acho interessante dividir a estadia nos dois lugares.  Ir a um destes lugares a partir de Cancún, é perder no mínimo 1h até chegar em Playa del Carmen (PDC) e mais o tempo de percurso de Playa até o local desejado. De Playa para Tulum é quase 1h de viagem. Imagina perder 4h em um dia com deslocamentos!

Riviera Maia
Mapa com as atrações da região
Fonte:  Adondesalir

O roteiro

Eu fiz um roteirinho para pessoas que como eu adoram preencher os seus dias de viagem com passeios, sem corre-corre e que possam fazer de forma independente.

Roteiro Cancún
Clique para ampliar

Comentando o roteirinho:

30 Mapa Quintana Roo

Dia 3: Isla Mujeres | De longe a melhor praia em Cancún é a Playa Norte, em Isla Mujeres.  Chega-se de ferry a partir de 3 pontos em Cancún. A viagem até a ilha é contemplativa porque ao olhar o mar você vê in loco tudo o que você pensa que é o mar do Caribe. Imperdível.

Dia 4: Chitzen Itzá e Cenote Il-Kil | O bate-volta a Chichen-Itza é cansativo. São quase 3h de viagem a partir de Cancún! Vale muito a pena e é um dos poucos lugares que recomendo fazer com uma agência. Não recomendo fazer este passeio com crianças (apesar de que um casal de amigos fez o passeio com sua filha de 4 anos): sol forte e cansaço.

Dia 5: Praia Mamita’s | Descanse na praia de Playa, recomendo ir no trecho onde há o clube de praia Mamita’s. Se tiver tempo, próximo de Playa, estão os cenotes Azul e Cristalino.

Dia 6: Praia de Akumal e Cenote Dos Ojos | Em Akumal, você pode ter a possibilidade de nadar com as tartarugas. Já no incrível Cenote Dos Ojos, além de nadar no cenote há um passeio que eu considero o melhor de todos: o batcave. É um tour guiado onde você nada pelas duas cavernas do cenote até chegar a escura caverna dos morcegos, sob a luz de lanternas. Imperdível, porém não recomendado para as pessoas que tem fobia de lugares fechados ou água.

Dia 7: Ruínas de Tulum. Praia das ruínas. Playa El Paraiso | As ruínas maias de Tulum são as ruínas mais próximas de PDC e tem a particularidade de ter o mar de Caribe como plano de fundo. Perto dali está a Praia Paraíso cujo nome mais do que adequado. Se sair cedo, conheça o Gran Cenote.

Dia 8: Bate-volta na ilha de Cozumel | Cozumel não é só para mergulhadores. Você pode ter uma experiência memorável no snorkelling. Há vários pontos ao longo da ilha. Algumas pessoas alugam uma scooter e dão a volta da ilha. Outras passam o dia em um clube de praia. Em Cozumel também se pode nadar com os golfinhos.

Dia 9: Xcaret ou Xel-Ha ou Xplor | Um dia para conhecer um dos parques X.  Cada um tem a sua particularidade, procure saber a que mais lhe interessa.

Acrescente mais um dia se quiser nadar com golfinhos no Dolphin Discovery e aproveitar o parque Garrafón, ambos em Isla Mujeres e mais um dia se quiser visitar as ruínas de Cobá. De quebra, você pode conhecer os cenotes em Cobá e outros cenotes que não tenha dado tempo de conhecer nos outros dias como Azul, Cristalino e Gran Cenote.

Em tempo: eu não sei nadar e fiz todas as atividades possíveis balneário mexicano – fiz o batcave no Cenote Dos Ojos, snorkelling e o mergulho batismo em Cozumel e nadei (com colete) em todos os cenotes que fui. Se eu tivesse que dar um conselho, diria: “_ Aprenda a nadar.” Quando estava no tour de snorkel em Cozumel, o guia foi até o fundo, fotografou para nós, observou tudo de perto, só com apnéia.  Morri de inveja! Se eu tivesse que dar mais um conselho, seria para fazer o curso de mergulho. Snorkelling é muito bom mas o mergulho abre um mundo de possibilidades. Ainda mais mergulhar na segunda maior barreira de corais do planeta.

O que levar

Com um mar daqueles que parece uma pintura, boa parte das coisas que acho interessante para para aproveitar mais ainda sua viagem tem a ver com as atividades aquáticas. Eis minhas sugestões:

Itens para a prática de atividades aquáticas como snorkelling: máscara, snorkel,  pé de pato e camisa para snorkelling. Cancún e Playa del Carmen estão muito bem preparadas para o turismo. Os cenotes mais conhecidos oferecem aluguel de snorkel, máscara, pés de pato e coletes.  Como são vários lugares em que se pode fazer o snorkel, sugiro  você já ter o kit máscara/snorkel.  A camisa é uma forma de proteger suas costas do sol forte.  Pés de pato não são imprescindíveis.  Importante mencionar que quem vai nos parques ecológicos como o Xel-Ha já está incluso no valor do ingresso o kit snorkel. Outra coisa, bom que o kit tenha uma bolsa

– Câmera fotográfica a prova d’água:  Tanto pode ser uma câmera específica (por exemplo, a  Nikon AW120) ou pode ser uma câmera fotográfica comum com caixa estanque. O mais importante é verificar qual a profundidade máxima que a câmera suporta (waterproof). Agora, se for  com mergulhar em profundidades maiores, tem que ser uma câmera com caixa estanque ou a queridinha GoPro. Em Cozumel, estavam cobrando U$ 50 a diária do aluguel da GoPro.

– Toalha de secagem rápida

– Itens para a praia: canga, roupa de banho, óculos escuros, chapéu para se proteger do sol forte.

– Mochilinha do dia-a-dia:  para levar tudo isso e a imprescindível garrafa de água.

Informações úteis

Idioma – espanhol.  Como estará em uma área altamente turística, não se preocupe se não souber falar espanhol.  Os mexicanos que lidam com o turismo falam o inglês e há vários lugares que já entendem o português.  Na pior das hipóteses, use o bom e velho portunhol mas por favor, evite o comportamento “sou-brasileiro-tenho-dinheiro-se-vira-pra-me-entender”.

Moeda – peso mexicano (MXN)

Qual moeda levar – sem dúvida alguma, o dólar. Prefira trocar por pesos no local porque a conversão nem sempre é vantajosa.

Fuso horário – Costuma variar entre 2 a 3h a menos que Brasília (GMT-3), dependendo se há ou não horário de verão.

Gorjeta – É o mesmo esquema dos Estados Unidos. Quando recebe a conta, a taxa de serviço não está incluída. Gorjeta em espanhol significa propina (la propina no es incluída).

Protetor solar –  Nos cenotes é proibido usar o protetor solar normal. É uma forma de protegerem o ambiente. Só é aceito o biodegradável. Se não tiver, compre por lá.

Tomada – padrão americano

Tensão – 110V

 


São João no Maranhão: O Bumba Meu Boi

28 julho 2015

Visitar São Luís no mês de junho é ser agraciado com a oportunidade ver o São João do Maranhão, algo bem diferente dos festejos juninos no restante do país. As lembranças que eu tenho de festa junina são da época da infância e uma parte da adolescência: balões, escola e a praça do bairro enfeitada com bandeirolas, competição de quadrilhas, barraquinhas com os quitutes (cocada, cuscuz, mingau, arroz doce, canjica, pé-de-moleque, bolos, algodão doce, pipoca, maçã do amor, etc) e com as brincadeiras  como por exemplo, “jogo de argolas”, “pescaria” e “tiro ao alvo” e lógico, uma grande fogueira.

Meninos com camisas xadrez e meninas com seu vestido de pano de chita. Na quadrilha sempre tinha um padre, os noivos e o restante do grupo. Dançavam, sob as animadas músicas tradicionais e do grande Luiz Gonzaga, os passos  “túnel”, “roda”, “caracol”, “olha a cobra!”,  “olha a chuva!”, “Mas é mentira!” e aos gritos de “Anarriê!”.  Bons tempos! Lembrando que sou do subúrbio do Rio. Sempre foi tradição nos finais de semana entre os meses de junho a agosto ter festa junina nos bairros. Já faz um par de anos que não piso em uma festa junina.  Sei que muita coisa mudou mas pelo que eu vi, a tradição dos festejos resiste bravamente. Não sei se ainda existe isso na Zona Sul.

Eu, creio que como todo mundo, sabe que lugar bão de festa junina é no Nordeste. Sempre quando chega o mês de junho, o destaque no noticiário é para as rivais Caruaru, em Pernambuco e Campina Grande, na Paraíba. Conta inclusive com apoio do Governo. A TV também destaca rapidamente sobre a festa do Bumba Meu Boi no Maranhão.  Eu não tinha a menor ideia do que é o tal do boi.  O que eu tenho de recordação é ver na TV uma pessoa com a fantasia do boi bumbá dançando e rodando.

Aprendi um pouco sobre esta dança do nosso folclore na Casa do Nhozinho e principalmente na Casa do  Maranhão, onde há uma sala com exibição de vídeo explicativo. Fui conferir como tudo funciona no grande arraiá da praça Maria Aragão em São Luís.  Fiquei surpresa e encantada com a festa! Então, se estiver por estas bandas durante o período junino, não deixe de ir aos arraiás!

A origem e a lenda do bumba-meu-boi

Acredita-se que a origem do bumba-meu-boi tenha surgido no Nordeste no século XVII e XVIII, durante o Ciclo do Gado. O bumba-meu-boi possui diversas denominações em todo o Brasil. Como boi-bumbá, no Amazonas e no Pará, boi-calemba, na Bahia, boi-janeiro, etc.  A manifestação mais popular do folclore é no Maranhão e é a principal atração dos festejos juninos.

A lenda

O Bumba meu boi é baseado em uma lenda. A história mais comum é esta:

” Era uma vez um casal: Pai Francisco – negro Chico e Mãe Catirina. Grávida, Catirina começou a ter desejo por língua de boi. Não podia ser qualquer boi. Tinha que ser a língua do boi mais adorado da fazenda. Para satisfazer sua vontade, Pai Francisco mata o boi e corta a língua.  O casal foge. Quando o fazendeiro descobre, fica furioso  e após investigar entre os escravos quem foi o responsável pela morte do animal, ordena que os índios capturem Pai Francisco. O fazendeiro obriga-o a trazer o boi de volta. Ele se dá conta do erro e pede para que os pajés o ajudem. Os pajés conseguem ressuscitar o boi, o fazendeiro  perdoa Pai Francisco e assim todos comemoram o milagre, dando início a uma grande festa”

Apresentação

A lenda é contada sob forma de “auto”.  O elenco é composto de personagens fantasiados e o auto é acompanhado de banda musical. Os principais personagens são:

  • O boi – é a figura principal da apresentação. É feito de estrutura de madeira em forma de touro, forrado com veludo bordado.  Na armação é presa uma saia de tecido colorido que serve para esconder a pessoa que faz a evolução. Esta pessoa é chamada de miolo;
  • Pai Francisco e Mãe Catirina – Escravos ou trabalhadores rurais (dependerá do enredo).  Catirina geralmente é representada por um homem vestido de mulher.
  • Dono da fazenda – Comanda o grupo com o auxílio de um apito e canta as toadas (as canções);
  • Índias – mulheres vestida com penas;
  • Vaqueiros – são os empregados do dono da fazenda. No enredo, eles avisam ao fazendeiro da morte do boi;

As pessoas que participam do auto são chamada de brincantes. Os bois maranhenses são divididos de acordo com o “sotaque”.  O que distingue esses sotaques  são os instrumentos musicais e a forma como são tocados (ritmo e cadência). São cinco os sotaques: matraca, zabumba, orquestra, baixada e costa de mão. Saiba mais sobre os sotaques dos bois maranhenses na série de reportagem da TV Brasil.

São João do Maranhão

Os festejos juninos no Brasil em geral são para homenagear os três santos católicos:  Santo Antonio (13 de junho), São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho). No Maranhão, homenageia-se também São Marçal (30 de junho), dia do encerramento oficial dos festejos juninos, marcado pelo encontro dos batalhões de Bumba meu boi no bairro João Paulo.

Curiosidades

– O primeiro registro que se tem do Bumba meu boi é de um jornal recifense chamado O Carapuceiro em 1840.

– Em agosto de 2011, o bumba-meu-boi foi reconhecido como patrimônio cultural do Brasil pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional);

– Comemora-se em 30 de junho o Dia do Bumba-meu-Boi.

– O estado do Maranhão é o único que comemora os quatros santos católicos no mês de junho.

– A festa de São Marçal surgiu a partir da proibição aos grupos de Bumba Meu Boi de seguirem para o centro da cidade, sob pretexto de manter a ordem. O limite era o areal do João Paulo.  Os grupos acabam por se encontrar lá, virando tradição que é mantida até hoje.

Os arraiás de São Luís

Como estávamos no Centro Histórico, fomos ao arraiá da Praça Maria Aragão, um dos principais arraiás da cidade. Também fomos ao arraiá ao Shopping da Ilha que nem tem comparação com o Maria Aragão. Tudo é feito no pequeno espaço oferecido no interior do shopping. As apresentações foram ótimas. No dia que fomos, um grupo de meninas se apresentou. Como elas dançam! Também vimos a apresentação de um quadrilha. Já no Maria Aragão, vimos alguns bois com sotaque orquestra. Depois da aula na Casa do Maranhão, foi fácil identificar 😉

Maria Aragão

Outros arraiás considerados principais na cidade: o da lagoa da Jansen e o do CEPRAMA.  A programação do São João é divulgada nos jornais locais e no site do Governo do Estado: http://www.ma.gov.br/saojoao2015/

As outras manifestações culturais em São Luís são o Tambor de Criola e os Cacuriás. Infelizmente, não pude prestigiar nenhuma delas.

Comidinhas

Aqui em São Luís e também em Barreirinhas, as comidas de barraca dos arraiás é diferente do Rio.  Não há as comidinhas específicas para o período de  “São João” como estamos acostumados. É oferecido comida normal, do dia-a-dia, como arroz de cuxá, torta de camarão e carne de sol. Há os lanchinhos engordativos como pipoca, batata frita, sorvete, bolos, etc.  Vale a pena comentar sobre os regionalismos: a conhecida canjica no Rio é chamada no Maranhão de mingau de milho. O curau paulista é chamado de canjica.

Segurança

O arraiá da Maria Aragão é muito bem policiado. Apesar de estar cheio não vi nenhuma desordem. Mesmo que esteja no Centro Histórico recomendo pegar um táxi para lá. Difícil será achar taxista que aceite a corrida. Tivemos dificuldade para conseguir um. Peça a ajuda no hotel. Evite se arriscar.

Um olhar crítico da turista

Gostei muito do Bumba Meu Boi mas meu olhar feminino crítico observou logo uma coisa: os brincantes que se apresentaram na Maria Aragão são em boa parte gente nova e com corpos bonitos.  As mulheres vestidas de índias, com pouca roupa. Já sei que alguém deve estar pensando: “__ Já viu índio vestido, Pat?”, “__ Qual é o problema de ter gente bonita nos bois?”. Eu respondo: “__Nenhum!”. Porém fiquei pensando onde estão os bois que o povão, pessoas comuns, os mais velhos, participam?  Só ficam na platéia?  Não teve como eu não fazer uma comparação com o carnaval carioca. As pessoas comuns não estão na Sapucaí.  Estão nas ruas. Então, quando voltar a  São Luís esta época, irei me informar sobre os arraiás de bairro. Além de ver uma apresentação do Cacuriá e do Tambor de Criola.

 

 


São Luís e Alcântara: comes e bebes

27 julho 2015

Onde comer em São Luís

Desta vez fiquei hospedada no Centro Histórico mas ainda não tive a oportunidade de experimentar os pratos elaborados pelo restaurante-escola do SENAC pois justamente no dia a especialidade era frutos do mar, que eu não como.  As minhas sugestões então são dois restaurantes localizados na orla do Calhau: o restaurante Cabana do Sol e a Pizzaria Vignoli.

Cabana do Sol

Restaurante de comidas típicas maranhenses. A pedida é a carne de sol de filé (servida como se fosse um peixe). Há também camarão na moranga e anchova na brasa. As porções são fartas de forma que um prato para 2 pessoas comem tranquilamente 3 pessoas.  Se for aos finais de semana, é provável que tenha uma fila de espera já que o restaurante é ponto final dos city-tours oferecidos pelas agências. O atendimento é bom e a comida é saborosa. Sem falar na sobremesa.  Que delícia! Não lembro mais o nome mas deixo a foto aqui para vocês terem uma ideia. Foi uma excelente sugestão da Roberta, uma das pessoas gente-fina que conheci na viagem.

Cabana do Sol filé

31 Cabana do Sol Sobremesa

Pizzaria Vignoli

Fomos à pizzaria a convite de um casal igualmente gente-fina que conhecemos na viagem, a Kelly e o Wallace.  As pizzas da Vignoli são muito boas e tem massa fina. De forma que provavelmente uma não satisfará a fome de duas pessoas. Pedimos uma pizza doce e uma salgada. Há uma particularidade: não se usa talheres para comer mas sim as mãos, protegidas com luvas de plástico.  O clima é agradável e o restaurante está praticamente a beira-mar. Recomendo.

Pizzaria Vignoli

Em tempo:  eu devia criar um post chamado “Causos de Viagem”. Nós pegamos um táxi no Centro Histórico e pedimos ao motorista para nos deixar na Pizzaria Vignoli. Eis que o motorista do táxi “deu de ombros” significando que nunca tinha ouvido falar. Como assim, um taxista dá de ombros?! Fiquei boquiaberta (sentido figurado). Calmamente, falei com ele que a pizzaria ficava na orla do Calhau. Pronto, ele se movimentou.  Caso você dê essa “sorte”, avise ao taxista que fica na Av. Litorânea – praia do Calhau, ao lado do Litorânea Praia Hotel.

Onde comer em Alcântara

Almoçamos no restaurante da pousada Bela Vista. O ambiente é agradável e bonito e a comida é saborosa porém  o maior pecado do restaurante é a lentidão no atendimento. Pelo que soubemos, só havia uma cozinheira. Não sei se fomos num dia ruim, mas o funcionário que anotou os pedidos estava bem estressado com a situação.  Um copo de suco para os amigos levou mais de uma hora! Estávamos com horário apertado para pegar a lancha de volta mas graças a Deus, deu tudo certo.  Recomendo sim o restaurante mas com a ressalva “venha sem pressa”.

Bela Vista

Outro detalhe é que o restaurante não fica tão perto assim do Centro Histórico mas dá para ir caminhando tranquilamente. Por isso, considere aí uma meia hora para chegar até o porto do Jacaré (acredito que o tempo de caminhada seja menor).

Outra dica além de comprar o doce de espécie (vende em uma lojinha na ladeira do Jacaré),  é tomar um sorvete na Sorveteria Açaí. Uma providencial parada para amenizar um pouco do sol em Alcântara. Curiosidade: no Maranhão o açaí é chamado de juçara.

Sorveteria Açaí


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