Bate-volta a Alcântara

26 julho 2015

Alcântara é uma cidade histórica com ar bucólico que se pode visitar em um único dia a partir de São Luís. Antiga aldeia de índios tupinambás,  foi elevada a categoria de vila em 1648.  Alcântara já foi uma das cidades mais ricas do Maranhão durante o período colonial, graças à produção de algodão e arroz. Entrou em decadência no século XIX, agravada pela abolição da escravatura. O conjunto arquitetônico de casarões, igrejas e outras edificações, testemunhas daquele período próspero, levaram o IPHAN a considerar Alcântara como patrimônio histórico nacional.

Como chegar a Alcântara

O acesso mais rápido é pela baía de São Marcos. As embarcações saem do Cais da Praia Grande, no Centro Histórico. Confirme no dia anterior, o horário de saída das embarcações e tenha dinheiro trocado para pagar o ingresso.  Como a variação das marés é muito grande na baía de São Marcos, não há horários fixos para saídas dos barcos.  O barço balança consideravelmente. Para quem é mais suscetível a passar mal, convém tomar remédio anti-enjoo.  A viagem dura cerca de 1 hora.

Terminal Hidroviário
Terminal hidroviário de Alcântara

A chegada é no porto de Jacaré – Terminal hidroviário de Alcântara. Se estiver por conta própria, indico entrar para confirmar o horário da volta das embarcações e assistir um vídeo que fala sobre a cidade. Em tempo: se você gosta de cidades históricas e quer saber mais sobre sua História, convém contratar um guia. Logo ao chegar no porto, algumas pessoas oferecem seus serviços de guia por Alcântara. Os pontos turísticos são acessíveis a pé.

O que conhecer em Alcântara

Todas as atrações de Alcântara são facilmente conhecidas a pé a partir da ladeira do Jacaré, que foi o ponto inicial do nosso percurso. Conhecemos as atrações:

– Porto do Jacaré

– Ladeira do Jacaré
Principal ponto de acesso a cidade. Destaque para o desenho em forma de losango que as pedras fazem, lembrando o símbolo macônico.

Ladeira do Jacaré

– Capela de Nossa Senhora das Mercês
– Capela de Nossa Senhora do Desterro
– Igreja de Nossa Senhora Do Carmo
As igrejas de Alcântara
As igrejas de Alcântara: (1) Capela das Mercês; (2) Capela N Sra do Desterro e (3) Igreja do Carmo.

– Rua da Amargura
Antiga rua Bela Vista, local de moradia das famílias alcantarenses mais ilustres. Há duas versões para o nome da rua: uma é pelo pranto das mães ao se despedirem dos filhos que sairiam da vila para estudar em Coimbra e a outra em referência aos escravos que passavam por esta rua para serem castigados no pelourinho.

– Ruínas do casarão do barão de Mearim e ruínas do casarão do barão de Pindaré (Casa do Imperador)
A notícia que o Imperador Pedro II viria a Alcântara gerou a rivalidade entre dois barões: o de Mearim e o de Pindaré. A disputa era para ver quem construiria o mais belo palácio para hospedar Pedro II. Reza a lenda que a história acabou em tragédia. Houve um assassinato de um dos barões e por esta razão, o imperador cancelou a viagem.

Ruínas Barão Pindaré
Ruínas do casarão do barão de Pindaré, conhecido por alguns como A Casa do Imperador. Em frente à Igreja do Carmo.

ruínas Mearin
Ruínas do casarão do barão de Mearim (1) e (2). Rua da Amargura (3).

– Praça da Matriz
Abriga o pelourinho, as ruínas da igreja de São Matias. A praça é rodeada de sobrados como a Prefeitura (antiga Casa da Câmara e Cadeia) e o Museu Histórico de Alcântara.

Igreja São Matias
ruínas da Igreja de São Matias

31 Praça Matriz
Museu Histórico do Maranhão, as ruínas da igreja de São Matias e o pelourinho com a Prefeitura à esquerda.

– Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
Igreja construída pelos escravos. Infelizmente, o nosso tempo estava curto e não deu tempo de ouvir a história contada pelo senhor que estava ali com o tambor de crioula. Ficará para uma próxima vez!

– Casa de Cultura Aeroespacial
Na década de 80, a cidade foi escolhida como local da construção de um novo centro de lançamento aeroespacial, graças a sua privilegiada posição geográfica, próxima à linha do Equador.  O Centro Aeroespacial não está aberto a visitações sem agendamento mas há a casa de cultura aeroespacial que contém textos explicativos sobre a história dos projetos aeroespaciais brasileiros e sobre o CLA em particular. A visitação é gratuita. Nós tivemos a sorte de encontrar com um militar aposentado que trabalhou por alguns anos no CLA e teve a maior boa vontade em explicar tudo sobre o assunto. Obrigada!

Compras

Eu acho que a melhor lembrança que você pode levar de Alcântara é o doce de espécie. É um doce feito de coco. Vende a unidade (R$ 2) ou bandeja com 6 unidades a R$ 10. Eu acabei esquecendo de fotografar mas neste link você saberá como é a cara dele. Aproveitando que já falei de comida, estando calor em Alcântara (muito difícil que não esteja), não deixe de dar uma passada na Sorveteria Açaí.

Planejando seu daytrip (bate-volta) a Alcântara

1 – Se estiver hospedado no Centro, recomendo que vá ao terminal de Praia Grande (98 3232-0692) no dia anterior para saber o horário de partida das embarcações para Alcântara. Para quem está na orla, recomendo telefonar com antecedência .. Aproveite e já pergunte o preço pois eles têm dificuldade em conseguir troco;

2 – Sabendo o horário chegue ao menos com meia hora de antecedência;

3 – O barco balança demasiado. Se tem facilidade para enjoar, tome um remédio anti-enjoo antes (logicamente, o que não dá sono!);

4 – Pegue um mapa na secretaria de Turismo;

5 – Há várias pessoas que oferecem serviços de guia. Eu gosto de ouvir a história do lugar, nós contratamos e pagamos cada uma R$ 10. Achei que valeu muito a pena.

6 – Em Alcântara existe a sesta (dormir após o almoço). Logo após o almoço os estabelecimentos fecham e só abrem próximo do fim de tarde. Então, não deixe para comprar pra depois seu doce de espécie (experiência própria).

Se tivesse que repetir o passeio, o que eu mudaria no roteiro?

O dia que eu fui a Alcântara foi um dia em que o período de chegada e saída da cidade foi mais ou menos 4 horas. Então, tudo ficou corrido. Não tivemos tempo para fazer o passeio depois por conta própria e fotografar à vontade e comer com calma.  Porém não me arrependo porque gostamos muito do serviço do guia que graças a minha excelente memória não me recordo o nome. Almoçamos na pousada/restaurante — mas o serviço foi extremamente lento que por pouco comprometeu a nossa volta para São Luís.

Se eu tivesse que voltar a Alcântara, com certeza seria nos festejos para a festa do Divino Espírito Santo. Ficaria um dia por lá e faria os passeios como a revoada dos guarás e conheceria os locais. Apesar de não ter gostado da lentidão do atendimento do restaurante, me hospedaria lá porque o ambiente e a vista é agradável.

Saiba mais sobre Alcântara

Site Cidades Históricas

Passeio Urbano

Wikimapia – Alcântara


2 dias em São Luís: roteiro e dicas

26 julho 2015

O que fazer em São Luís

Cidade dos Azulejos. Capital brasileira do reggae. Assim é conhecida São Luís, a capital do Maranhão.  Provavelmente o motivo maior da sua viagem seja conhecer os Lençóis Maranhenses mas reserve ao menos 2 dias para conhecer o essencial de São Luís. A cidade tem muito a oferecer em termos de História e cultura popular, principalmente se for no mês de junho, em que as apresentações do Bumba meu boi se espalham pelos arraiás da cidade.

Fazendo as contas, eu só tive praticamente 3 dias em São Luís, somando as duas viagens. Falta conhecer  algumas atrações do Centro Histórico, que ficará para uma próxima oportunidade. Eu comento sobre estas atrações no “roteirinho” abaixo.

Dia 1 – Centro Histórico

A história de São Luís começa em 1612, quando a expedição comandada por Daniel de La Touche, o Senhor de La Ravardière,  fundou o forte de São Luís. O nome do forte (do francês, Saint Louis) foi uma homenagem ao então rei Luís XIII, dando origem à colônia França Equinocial. Após a saída dos franceses – em acordo com os portugueses, São Luís ainda foi invadida pelos holandeses – que permaneceram por ali por três anos – para finalmente em seguida, colonizada pelos portugueses.

São Luís é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO devido à preservação da arquitetura colonial dos casarões do Centro Histórico. Muitas fachadas continham azulejos trazidos de Portugal (por esta razão, o apelido de “Cidade dos Azulejos”) para isolar termicamente o ambiente no interior das casas.  O Centro Histórico é um museu a céu aberto.  Pena que muitos dos casarões estejam com aspecto de abandono! Provavelmente, mais um descaso do Poder Público e dos proprietários, por que não dizer. O coração do Centro Histórico fica no bairro de Praia Grande.

Veja estes mapas: mapa 1 | mapa 2

ATRATIVOS

Sempre é bom você já estar com o mapa (verifique se o seu hotel tem um). Caso não tenha, comece seu roteiro pela Casa do Nhozinho, na rua Portugal (rua do Trapiche). Lá eles distribuem o mapa do Centro Histórico gratuitamente.

Casa do Nhozinho –  rua Portugal, 185.  O nome do espaço é em homenagem ao artesão Antonio Bruno Pinto Nogueira, o Nhozinho. Famoso por suas peças esculpidas na palha de buriti.  Com todas as suas limitações, a obra de Nhozinho é admirável. Além das peças de Nhozinho, há vários objetos que remetem à vida do maranhense como barcos, o Bumba meu Boi, artesanato indígena, etc. A visita é guiada e a entrada é gratuita.

Casa de Nhozinho
Exposição na Casa do Nhozinho

Saindo da Casa de Nhozinho, aproveite e visite a Casa do Maranhão.

Casa do Maranhão –  Espaço dedicado que fala sobre as tradições e a cultura maranhense o Bumba Meu Boi. Também há uma área que fala dos grandes escritores maranhenses. Ignorância da minha parte, não sabia que Humberto de Campos, Ferreira Gullar, Aluísio Azevedo, Artur Azevedo e Gonçalves Dias nasceram no Maranhão. Há salas com exibições de vídeos. Entrada gratuita.

Casa Maranhão

Volte para rua Portugal (rua do Trapiche) e repare na fachada das edificações. É nesta rua que está a maior sequência de casarões com fachadas azulejadas, como o que está instalado o Museu de Artes Visuais. As empresas mais importante da época possuíam estabelecimento ali. Aproveite e distraia-se nas várias lojinhas de artesanato.

Rua Portugal
(1) O edifício de 3 andares com fachada azulejada é ponto de referência. Ali é a rua Portugal. (2) As diversas lojinhas de artesanato; (3) a rua Portugal ou rua do Trapiche vista do outro lado.  No primeiro plano, à esquerda é a Casa do Nhozinho, ao lado da fechada Oficina de Turismo.

Os azulejos da Rua Portugal
A rua Portugal

Na rua Portugal, entre no beco que dá para Casa das Tulhas. O beco fica justamente ao lado de uma loja onde você encomenda azulejos com o seu nome grifado. A Casa das Tulhas era um antigo armazém que foi transformado em mercado público. As várias barracas oferecem produtos típicos da região como a geléia de pimenta, o doce de espécie, a tiquira, frutos regionais e artesanato. A entrada principal fica na rua Estrela.

Casa das Tulhas
Fartura de camarões, o buriti e a tiquira na Casa das Tulhas

Siga em direção a rua Giz. Se a esta altura estiver com fome, há alguns restaurantes na rua do Giz (rua Vinte e oito de julho).  Um restaurante bastante recomendado em Praia Grande é o restaurante-escola do SENAC. Funciona no sistema self-service ao preço de R$  48.  Cada dia é uma especialidade. Só não almocei lá porque a especialidade do dia era frutos do mar.  A localização é na rua de Nazaré. Esquina com a rua do Giz.

Rua do Giz
A rua do Giz. O prédio de fachada amarela é o restaurante do SENAC.

Suba a escadaria praticamente em frente ao restaurante do SENAC e visite a Catedral de São Luís, a Igreja da Sé.

Igreja da Sé

Ao lado da igreja está o hotel Grand São Luís e alguns metros adiante, o Palácio dos Leões, sede administrativa do governo do estado.

Palácio dos Leões –  Antigo forte de São Luís cuja construção foi transformada em palácio pelos portugueses. Entrada gratuita. Uma parte do palácio está aberta a visitação. As visitas são guiadas e a entrada é gratuita. É proibido fotografar durante todo o tour guiado.

Palácio dos Leões

O roteirinho pelo Centro Histórico termina aqui mas há outros lugares interessantes para se conhecer como o teatro Arthur Azevedo, o Museu Histórico e Artístico do Maranhão, o Convento das Mercês, o Museu do Negro ou Museu Cafuá das Mercês e Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho (clique aqui para ver um episódio do “Conhecendo Museus”  da TV Brasil). Também não assisti a exibições do Tambor de Criola. Com isso, vem as dicas para quem quer conhecer um pouco sobre o Centro Histórico em Praia Grande.
Palácio dos Leões

DICAS

1 – Reserve um dia inteiro para conhecer as ruas, os becos, os centro culturais e outros espaços aberto a visitação.

2 – Se pretende conhecer o Centro Histórico, deixe para fazer em dias de semana – terça a sexta. Às segundas, muitas das atrações estão fechadas. Nos finais de semana, o Centro é muito deserto.  Deixe o final de semana para conhecer  a Av. Litorânea ou ir em Alcântara.

3 – Por falar em segurança, recebemos vários alertas sobre a violência da cidade. Bom, eu sou do Rio e desconfio muito quando alguém fala que o lugar X está perigoso. “__Perigoso quanto?”, sempre pergunto. Do jeito que fomos avisadas, a recomendação era até para evitar a cidade. Não é necessário. Tomando os devidos cuidados (coisas que quem mora em grandes cidades está acostumado), dá para conhecer sim o Centro Histórico. Inclusive, não sei se tem a ver com o São João, vimos policiais fazendo ronda nas redondezas.  Porém, isto não te dá passaporte para ficar andando com jóias nem ficar com a câmera fotográfica pendurada no ombro como se fosse bolsa. Olho! No período que estive por lá, as notícias dos jornais sobre a violência em São Luís não eram nada tranquilizantes.  Uma pena que a violência esteja se alastrando cada vez mais pelo país.

4 – Caso queira conhecer o interior do Palácio dos Leões, não vá de salto alto. Na entrada do palácio, é necessário colocar uma proteção nos sapatos para não danificar o chão do palácio, que é de madeira. Eu esqueci o nome do tecido mas parece ser o mesmo da touca que os profissionais de saúde usam.

 

Saiba mais : 

TV Brasil – 400 anos de São Luís (2012)
IPHAN
Passeio Urbano – Infelizmente só conheci este site depois de voltado da viagem. Tem vários artigos sobre os atrativos de São Luís e roteiros por Praia Grande, Nazaré, etc.

Revista de História – Tambor de Criola

Dia 2 – Avenida Litorânea

A melhor dica para aproveitar as praias de São Luís é caminhar pelo calçadão ou pela areia, admirar a paisagem e aproveitar a infra-estrutura dos quiosques. As praias na maioria das vezes estão impróprias para banho (sempre vejam as placas sobre as condições de balneabilidade das praias) e as águas barrentas (não espere o “azul da cor do mar”).   Das praias, creio que a mais agradável para a família seja a praia do Calhau. Inclusive, por lá há opções de hospedagem com boa relação custo/benefício.

São Marcos

Como dica de boa comida, indico o restaurante Cabana do Sol. Comida farta e muita boa. Sem falar nas sobremesas!  À noite, uma boa pedida é a pizzaria Vignoli , cuja particularidade é que não se come a pizza com talheres mas sim com luvinhas de plástico. A pizza é muito boa, de massa fina. Ambiente agradável e  praticamente a beira-mar. Falei com mais detalhes no post de Comes & Bebes da viagem.

Sendo assim, reserve uma manhã ou uma tarde para ir ao Calhau.

Faltou conhecer

Além de vários lugares no Centro Histórico, ficou faltando passar um tempo na Lagoa da Jansen.  Só passei por lá em uma parada para fotos no city-tour, então não posso dar pitacos mas conheci gente que se hospedou por lá e teceu elogios sobre diversão à noite. Então, acho que vale a pena dar uma pesquisada.

São Luís combina com …

Alcântara
São José de Ribamar
Raposa

Onde ficar em São Luís

Eu já me hospedei no Calhau e no Centro Histórico. Ambos tem suas vantagens e desvantagens. O Calhau tem a vantagem de poder andar pela noite no Calçadão, opções de restaurantes e quiosques com mais segurança. A desvantagem é que as atrações principais da cidade estão no Centro, então por isso se justifica estar hospedado por lá.  Eu que a princípio não queria ficar por lá, acabei gostando principalmente por estar em período de festejos juninos – a corrida de táxi é mais barata para o Arraiá Maria Aragão e há festejos também próximo ao terminal Praia Grande. A desvantagem do Centro é o que todos falam e você lê em diversos depoimentos na internet e guias de viagem: a segurança.  O Centro Histórico é muito deserto nos finais de semana. A sensação não é boa. Para ter uma ideia, chegamos na sexta à tarde e já achamos o lugar vazio, quando esperávamos que isso só aconteceria no sábado à tarde.  Então, fique esperto! À noite, não é um bom lugar para ficar circulando. Sugiro ir para orla ou para lagoa do Jansen (sempre de táxi!). Se tivesse que ir mais uma vez em São Luís e fosse durante o mês de junho, ficaria no Centro Histórico. Caso contrário, ficaria na orla.


Bolívia, Peru e Chile – índice de posts

25 julho 2015

 

Peru, Bolívia e Chile

Os post mais visitado do blog é sobre o roteiro planejado do mochilão para Bolívia, Peru e Chile e o guia de bolso da Bolívia. A viagem foi em maio de 2011. Passei por muitas paisagens belíssimas, conheci pessoas de todo o mundo, aprendi mais sobre culturas diferentes da nossa, percebi como toda a importância da civilização inca e me surpreendi com toda a beleza da Bolívia. Lamentei muito sabermos tão pouco dos nossos países vizinhos! 2011 foi um ano no qual passei pela Argentina duas vezes e no ano anterior, estive na Venezuela. Praticamente todas as viagens tiveram seus perrengues mas que de forma alguma invalidou-as. Pelo contrário, foram tão memoráveis que me apaixonei de vez pela América do Sul.  Voltei ao Peru em novembro de 2014 e ainda não terminei de escrever o relato da viagem.  Aliás, tenho vários posts espalhados. Então, com a finalidade de organizar, reuni todos os posts sobre estes três países aqui. Sobre o Chile, aqui só me refiro ao norte do país, mais precisamente o Deserto de Atacama.  Lembrem-se sempre de verificar as informações, procurando pegar as mais atualizadas.

Planejando a sua viagem para Bolívia, Peru e norte do Chile

Próxima parada: em algum lugar da América do Sul

Bolívia, Peru e Chile – roteiro planejado

Bolívia – o roteiro

Bolívia, Peru e Chile – sugestão de roteiros

Roteiro de 25 dias pela Bolívia, Peru e Chile

Peru: planejando a viagem

Peru: o roteiro

Peru: comentando o roteiro

Peru: dicas de viagem

Deserto de Atacama: o roteiro

 

Relatos de viagem

1 – Mochilão Bolívia, Peru e Chile

Quando? Maio e junho de 2011

A aventura começa agora

Bienvenidas a La Paz

Ruínas de Tiwanaku

Downhill em Coroico

Nevado Chacaltaya e Valle de La Luna

Copacabana, a princesinha do Titicaca

Trekking na Isla del Sol

Cruzando o lago Titicaca

Peru, Bolívia e Chile – roteiro realizado

2 – Peru

Quando? novembro de 2014

Chegando em Lima

Bodegas de Ica

Passeio de bugue em Huacachina

Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

 

 

 

 


Lençóis Maranhenses: comes e bebes

21 julho 2015

A especialidade dos lugares são peixe e frutos do mar. Destaque para os camarões de Santo Amaro e do Canto do Atins. De forma resumida, seguem as dicas minhas e de amigos sobre onde comer e beber inclusive para o pessoal que não gosta de peixe e frutos do mar (eu!).

Onde comer em Barreirinhas

Há alguns restaurantes bacanas na Beira Rio (lugar onde se pega as voadeiras para Atins)  como o Bambu, o Barlavento e o A Canoa. Um outro restaurante com bom custo/benefício é o barateiro Gaúcho, próximo ao ponto final dos mototáxis. Você pode pedir o menu a la carte ou fazer sua refeição no restaurante a quilo. Na Beira Rio há o quiosque do Rei da Tapioca. Uma tapioca gigante custa R$ 6. Para almoço, recomendo o restaurante a quilo Ki-delícia. Este restaurante fica em frente ao CEPRAMA, a outra entrada que não está de frente para uma praça.  Um outro modo de localizar o Ki-delícia é ir pela rua Principal. O restaurante fica na rua perpendicular a Principal, na altura do Banco do Brasil.

De bebidas, aproveite e tome o suco de frutas regionais como o bacuri. Além dos sucos tem os sorvetes de bacuri, murici, buriti e cupuaçu (eu jurava que cupuaçu era só do Pará).  Eu não podia deixar de mencionar o refrigerante regional Guaraná Jesus, que de tanto sucesso, fez a Coca-Cola comprá-lo (um bom exemplo do lema “já que não pode vencê-los, junte-se  a eles”). Dicas: as lanchonetes de Mandacaru vendem sorvetes de frutas regionais mas o sorvete não é de boa qualidade (talvez eu não tenha dado sorte com a loja). O sorvete vendido no restaurante a quilo é bem melhor.

Em nosso último dia, jantamos no A Canoa – minha amiga comeu o camarão no abacaxi (prato destaque, muito bem recomendado). Com direito a música ao vivo (forró universitário).

Onde comer Barreirinhas

Nos passeios para as lagoas Azul e Bonita, na parada da balsa há as senhoras que vendem tapioca. No “estacionamento” do Circuito da Lagoa Bonita, também tem tapioca de coco com leite condensado.

De modo geral, comer em Barreirinhas é mais barato que Santo Amaro e Atins.

Onde comer em Santo Amaro

Em Santo Amaro à noite lanchamos um sanduíche num trailer na praça da cidade. O almoço no primeiro dia foi solicitado via telefone pela dona da pousada. Do pouco que sei, há poucas opções por lá. Uma delas é a Pousada Pontual. A sorveteria que fica logo ao lado do trailer não recomendo porque ela cobra a bola de sorvete a preço extorsivo. Durante o passeio em Betânia, se parar no restaurante Cantinho da Felicidade, não deixe de comprar a cocada vendida lá. É uma delícia!

onde comer Santo Amaro

A foto está péssima! É só para vocês terem uma noção de onde comemos em Santo Amaro à noitinha.

Onde comer em Atins

Ano passado, comi uma ótima pizza na Pousada Maresias. O almoço era sempre no restaurante em frente a pousada da tia Rita. No passado se chamava restaurante do Irmão, hoje creio que se chama restaurante dos Lençóis Maranhenses. A comida deste restaurante foi elogiada pelos casais que conhecemos ao longo da viagem assim como o Nikki bar, ao lado deste restaurante. Informe-se na Tia Rita que dia é o rodízio de pizza. Ela acaba não divulgando. Muita fartura e pizzas deliciosas por R$ 20 (melhor custo/benefício da viagem).  Outra recomendação é o restaurante Céu Aberto. Uma pessoa que conhecemos na viagem quis experimentar a moqueca de arraia e lá tinha. Ela e minha amiga comeram e aprovaram. Eu fui no filé de frango e gostei. Tudo muito saboroso e farto.

 

 


Lencóis Maranhenses: índice de posts

17 julho 2015

Planejamento Lençóis

Planejando sua viagem para São Luís e Lençóis Maranhenses

Lençóis Maranhenses: dicas e planejamento

Lençóis Maranhenses: os passeios recomendados

Lençóis Maranhenses: roteiros

Lençóis Maranhenses: comes e bebes

São Luís em dois dias: roteiro e dicas

Bate-volta a Alcântara

São Luís e Alcântara: comes e bebes

São João no Maranhão: O Bumba meu boi

Diário de viagem

Lençóis Maranhenses (junho de 2015)

Enfim, Santo Amaro do Maranhão!

Atins, voltando ao paraíso

Barreirinhas

São Luís e Alcântara

Lençóis Maranhenses (agosto de 2014)

Lençóis Maranhenses: diário de viagem

Atins, um pequeno paraíso

 



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