Mala ou Mochila?

5 fevereiro 2009

Nos tempos em que trabalhei no aeroporto do Galeão, sempre estranhei aquele monte de jovens, geralmente com pele alva, com mochilas enormes. Ficava pensando como eles conseguiam carregar tanto peso sem ter ao menos como consequencia uma tremendar dor nas costas.

Cá estou eu numa dúvida se eu compro uma mochila ou uma mala. Fuçando a internet, achei uma que é muito bem recomendada, fabricante conhecido e o ‘design’ da mochila é apropriado para a mulherada e pessoas baixinhas.

Eis o link: Deuter Traveller 55 + 10l

No site da Deuter tem informações sobre revendedores. Eis que eu semana passada fui ao Centro e passei na rua da Carioca para ver alguns modelos. Vi uma Traveller 60l por R$ 800 e poucos (isso mesmo oitocentos e uns quebrados). Quase tive um treco!

Tudo bem que a mochila tem compartimentos diversos, é feita de materiais de boa qualidade e tecnologia (tipo não vai deixar suas costas com marca de suor pois tem uma espuma respirável) mas é muita coisa para o meu pão-durismo.  Até segunda ordem (eu sou bipolar, não se esqueçam!), vou levar uma mochila de ataque (a que será usada no dia-a-dia para carregar a câmera fotográfica e as pilhas, o dicionário, um lanchinho, etc.) e uma malinha igualzinha às que as aeromoças usam.



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Passagens

16 janeiro 2009

A maior parte dos trajetos será feita de avião, nas companhias aéreas low-cost. Usei o buscador de passagens Skyscanner nestas minhas pesquisas.

A passagem intercontinental mais barata que achei foi a Air France. Ficou mais cara um pouco pois eu mudei o vôo para ficar numa aeronave mais confortável que o Boeing 747.

  • Munique – Berlim, de avião (Germanwings);
  • Berlim – Londres, de  avião (Easyjet);
  • Londres – Amsterdã, de avião (Bmi);
  • Amsterdã – Bruxelas: trem, pela NS;
  • Bruxelas – Paris: trem, pela SNCF;
  • Paris – Veneza: avião (Easyjet);
  • Veneza-Florença e Florença-Roma: trem, pela Trenitalia.
  • Roma – Barcelona: avião (Clickair);
  • Barcelona – Madrid: trem AVE, pela Renfe.

A idéia inicial era deixar a Itália por úlimo mas pelos últimos eventos de brasileiros barrados na Espanha e porque várias pessoas, preocupadas,  alertaram-me sobre o risco de eu ser barrada, deixei Madrid e Barcelona como as últimas cidades a conhecer nesta primeira eurotrip. Assim se por acaso eu for barrada, volto ao destino anterior, Itália, e lá eu vejo que eu faço. Mas eu não vou ser barrada, gente!

A intenção é sair daqui com os hotéis e albergues TODOS reservados. As passagens aéreas TODAS compradas. Levarei TODA a documentação que comprove que tenho vínculos aqui. Vai dar tudo certo!



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Hospedagem

16 janeiro 2009

Como já disse, a viagem será econômica. Nada mais econômico do que um albergue. O critério de escolha utilizado foi limpeza, localização e facilidades.

Limpeza, por motivos óbvios.  Localização, pois é uma forma de estar perto das atrações principais e economizar com transporte principalmente em cidades caras como Londres. Facilidades como internet gratuita e “lockers”. Ah, também levei em consideração o número de camas por quartos (no máximo, 6 camas).

Li bastante para evitar surpresas desagradáveis. Os albergues que escolhi até o momento, foram baseados nas resenhas escritas por usuários do TripAdvisor e o Hostelworld.  Não deixa de ser um pouco uma loteria. É aquele negócio… O que pode ser bom para você, pode não ser bom para mim.  Espero acertar!

Escolhi estes (até segunda ordem):

Munique: Wombat’s
Berlim: The Circus
Londres:  Palmers Lodge
Amsterdã: Hotel Van Onna
Bruxelas: Hostel 2go4
Paris:  Saint Christopher
Madri:  Hostal Cruz Sol      Mucho Madrid
Barcelona:  Mambo Tango
Veneza: A venice Museum  Albergo Ai Tolentini
Florença: Archi Rossi
Roma: Hostel Beautiful 2  Alessandro Palace

Seguindo esta linha de raciocínio, ainda estou com algumas dúvidas com relação a albergues em Amsterdam e Madri . Em Amsterdam ouvi muito falar no StayOK Vondelpark mas depois que eu li que pessoas reclamaram dos quartos com 10, 12 camas, eu declinei da minha ideia (sem acento de acordo com as mudanças da língua aqui no Brasil). Li num blog de viagens, o Janela Laranja, sobre o Hotel Van Onna. Estou inclinada a ficar lá apesar dos 45 euros de diária. Quanto a Madri, a busca é por um albergue com maior tranquilidade, sem festinhas no lounge. Eu sou uma pessoa do dia! Meu objetivo é aproveitar o dia conhecendo os lugares e a noite só dormir. Detesto baladas, bares e coisas afins, então a noite é descansar para aproveitar o dia seguinte mas está difícil achar. Li em algum lugar sobre o Hostal Cruz Sol. Vi o site e achei interessante. Enquanto eu não achar um albergue para substituí-lo, ficará este mesmo.

Atualizando:  Em Madrid, ficarei no albergue Mucho Madrid.  Em Veneza, desisti de albergue e optei pelo Ai Tolentini pois li muita resenhas de brasileiros que já ficaram hospedados por lá e gostaram.  Já fiz quase todas as reservas no Hostelworld. Apenas os de Berlim, Roma e Madri ainda não estão disponíveis ainda.


O roteiro

12 janeiro 2009

Desde que eu decidi que ia viajar, a parte mais difícil não está sendo juntar o dinheiro (que aliás ainda não juntei totalmente) mas sim escolher quais cidades conhecer. Eu comecei a ver isso em outubro e só há uns dois, três dias que o roteiro estava começando a ter vida.

Eu sou uma pessoa muito dualista. Para certas coisas, eu sou muito decidida. Categórica. Para outras, sou pura indecisão. Cada vez que eu tenho que escolher algo é um tormento. Veja bem, eu nunca saí do país e eu sempre tive como desejo conhecer muitos lugares. Não sabia que estaria diante de vários tormentos ao definir um roteiro para o meu mochilão.

Buscando informações

Desta vez, passeio um um bom tempo pesquisando sites como Mochileiros.com e Viaje na Viagem do Ricardo Freire além do Orkut, li várias dicas sobre lugares imperdíveis, tempo adequado de permanência em cada cidade, atrações, roteiros, o que levar na mochila (mala), hospedagem e até sobre lojas que são os paraísos das compras.

Imagine que eu fui ficando cada vez mais fascinada com várias cidades que eu nem sabia que existiam e que as pessoas chamavam-nas de imperdíveis! E dá-lhe Google Imagens para saber como são lindas Brugge (na Bélgica) e Cesky Krumlov (República Tcheca). E que há várias cidades que além de ter suas peculiaridades são excelentes locais para ficar mais dias para conhecer cidadelas próximas e igualmente interessantes. Munique, por exemplo. Perto há Fussen, Salzburg e Innsbruck. Depois que eu descobri que existem Fussen e o castelo Neuschwanstein, que inspirou Walt Disney a desenhar o castelo da Cinderela, não sosseguei até encaixar Munique no roteiro.

Quanto mais me informava, mais era difícil montar o quebra-cabeças que estava o meu roteiro. Mais opções, mais dífícil é a escolha. Por último, li num blog sobre uma viagem à Cinqueterre e me encantei. Eu as preteri em função de Barcelona e Madrid. Ficarão para uma próxima vez, numa igualmente sonhada viagem desbravadora à Itália. Igualmente, Fussen e seu castelo.

Alguns de meus amigos sugeriram eu conhecer os países da península ibérica por causa da facilidade de compreensão do idioma. Entretanto, diante de tantas notícias de brasileiros deportados na Espanha e em Portugal, eu descartei de cara. Seria interessantíssimo começar uma primeira viagem por Lisboa mas eu não queria nem pensar na hipótese de gastar rios de dinheiros e toda uma expectativa para um oficial da Imigração pressupor que eu estou querendo entrar ilegalmente no país. Li que mulheres sozinhas são sempre vistas com ressalvas. Graças às brasileiras que entram ilegalmente no Exterior e estão na prostituição.

Por esta razão eu também descartei a Inglaterra. Porém, ao comprar o guia da Folha de Londres e saber que o Brittish Museum tem mais peças e artefatos egípcios que os próprios museus egípcios e que lá está a pedra de Rosetta, slém da oportunidade de conhecer in loco lugares citados no livro O Código da Vinci, fiquei balançada…

A dúvida findou-se quando nos blogs de viagem e no fórum de mochileiros há a sugestão de entrar para a Europa num destino em que a Imigração seja mais tranquila, como a França. Deixar a Inglaterra e a Espanha por último.

À medida que lia, o roteiro já estava cobrindo Praga, Viena, Budapeste, Cracóvia e o campo de concentração de Auschwitz, Mont Saint-Michel (que um colega do trabalho conheceu em suas últimas férias), os castelos do vale do rio Loire, toda a Itália … Ufa! Era um quebra-cabeça complicadíssimo para encaixar todas estas cidades. Não tinha como! Só dei-me por vencida há dois dias, como eu escrevi logo no início do post.

Resultado: caí na real. Não dá para abraçar o mundo com as mãos (no caso, a Europa). Não tenho tempo nem dinheiro disponíveis para isso. Então conformei-me com este fato e lembrei do que li no blog V&V: “Temos informações concisas de que a Europa não vai sair de lá nos próximos anos”.

Assim, priorizei as grandes cidades, e tentei montar uma logística de forma que não ficasse mais de três horas dentro de um trem ou de um avião e que ao traçar o mapa do trajeto não se fizesse um X.

Até o presente momento (eu sou bipolar, lembra-te?), meu roteiro será:

(a) Berlim, 5 dias;
(b) Londres, 6 dias;
(c) Amsterdã, 3 dias;
(d) Bruxelas, 2 dias (com daytrip em Bruges);
(e) Paris, 8 dias (com daytrip em Versailles e Chateau de Chantilly);
(f) Madri, 4 dias (com daytrip em Toledo);
(g) Barcelona, 4 dias;
(h) Veneza, 3 dias;
(i) Florença, 4 dias (com visitas a Pisa, Siena e San Gimignano);
E finalmente, (j) Roma, 5 dias.

O período em cada cidade são dias inteiros. Não contabilizei os dias de deslocamento. Somando com estes serão 50 dias, 10 cidades e 7 países. Pretendo ir na segunda semana de Maio e só voltar na primeira semana de julho (primavera/verão), quando terminam oficialmente as minhas férias.

Agora que terminou, eu digo com toda a certeza de que planejar é trabalhoso mas é muito prazeroso! É tão bom quanto a viagem!

Definitivamente, eu adoro planejar!  😉

Atualizando: Em um lampejo de loucura, acrescentei mais dias e coloquei Munique (é ruim de eu ficar sem ver o castelo do rei Ludwig hein!)



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Por que a Europa?

11 janeiro 2009

O que me levou a querer fazer o mochilão foi ter a bem-sucedida viagem à Alagoas e à Porto de Galinhas cujo planejamento eu o fiz. Deu supercerto, ao menos na minha opinião.

Na época (início de 2008), busquei informações principalmente no Orkut e no site Férias Brasil. Eu já estava com overdose de informações que eu fiquei até desanimada de viajar. O ponto ápice do meu planejamento foi em um dos passeios para conhecer a praia do Gunga. Quando algumas das pessoas que já tinham ido a Porto de Galinhas souberam que nós (eu e minha amiga) pretendíamos ficar quatro dias lá, tentaram nos convencer que era muito tempo. Enfatizaram que dois dias já era o suficiente. Eu nem dei muita trela pois eu já tinha visto na internet várias coisas para fazer em Porto e proximidades que se encaixavam bem nestes quatro dias. E eu estava certa, tinha alguns passeios como Porto ponta-a-ponta, a praia de Calhetas, Serrambi, Pedra do Xaréu, praia dos Carneiros além de um tour por Recife e Olinda. E lá fomos, e vimos muita coisa sim. Não tudo que pensava em ver pois já era finalzinho de uma viagem de 12dias por lugares paradisíacos, estávamos cansadas e preferimos  sacrificar dois dias de passeios para ficar à toa de frente para a praia (que chato!), tomando uma gelada (que no meu caso é a coca-cola rs rs rs) e de vez em quando tomando um banho naquelas águas cristalinas (que chato!).

Então resolvi usar as mesmas fórmulas para uma viagem à Europa.

Que topete!  Não podia ser uma viagem grandiosa pelo Brasil?  Sim, podia.  Não podia ser para Argentina e Chile? Sim, podia. Só que eu sempre tenho a  (falsa) sensação que o Brasil e a América do Sul eu posso conhecer a hora que eu quiser e puder. Como se fosse num estalar de dedos (tudo bem, exagerei!).  Já não posso dizer a mesma coisa da Europa.  Eu tenho a impressão (falsa) de que uma próxima viagem está sempre muito distante.

Bom eu já tinha o desejo de ir, faltava o empurrão inicial. Viajar é bom mas o custo é alto. Para o exterior então nem se fala.  Aí ouvi falar de albergues, de pessoas que fizeram viagens econômicas à Europa e inúmeros casos de como ir para o Exterior sem gastar muito.  Fiquei ressabiada pois estes causos sempre me dava a idéia de gente passando fome na Europa. E fala sério, ir para Itália e não comer massa? Ir para a França e não ter dinheiro para ir ao Louvre? Não poder ter uma boa noite de sono para economizar diária de hotel? Qual a graça disso?

Quanto aos albergues, eu já fiquei num deles em Salvador mas não foi uma experiência muito boa. Não havia vaga no Albergue Laranjeiras, na época o mais famoso. Então fiquei num bem no meio do Pelourinho, próximo ao lugar de ensaio de algumas bandas. Num quarto feminino com dezenas de beliches (ok, estou exagerando) e com umas alemãs que cheiravam a maconha. Resultado: não dormi direito. Desde então, nunca mais fiquei em albergues. Até porque eu nunca mais viajei!  😉

Então, resolvi começar a ler guia de viagens. Há tantos guias de viagens, como saber qual o melhor?  Bom, eu sabia que na biblioteca da sede da empresa para qual trabalho havia guias de viagens. Fui para lá e um livro me chamou a atenção:  ” Guia do Brasileiros em Paris”, de Mariléia de Castro. Folheei e achei interessante.  Levei para casa e depois comprei o livro. Não é que logo na introdução a autora pergunta por que o leitor não foi ainda a Paris. Em seguida já diz que a resposta não pode ser  falta de dinheiro. Ela mostra que com o dinheiro que o leitor gastou com várias coisas, poderia ter poupado e ido para Paris. Vesti a carapuça. Devorei o livro e pronto! Consegui o empurrãozinho que faltava.

Não parei mais comprei o os livros O Viajante Europa e Argentina e os guias visuais da Folha Paris e Roma. Comprei também um guia de Londres.

A Europa aos meus pés… agora é só escolher o que fazer.



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