Planejando a viagem para Grécia e Turquia

1 julho 2015

Categorias: Ásia Europa Grécia Turquia

Lençóis Maranhenses: roteiros

25 junho 2015

Já são duas viagens ao Maranhão para conhecer os Lençóis Maranhenses. Da primeira vez, eu fiquei 6 dias. Na última, foram 10 dias. Mesmo que você não tenha tanto tempo assim, é possível ter uma ideia do que são os Lençóis Maranhenses em poucos dias. Veja que eu ressalto a palavra “ideia” porque por mais que nas fotos as lagoas possam parecer todas iguais, acredite: cada paisagem ali é única.  Para ter uma experiência bem legal nos Lençóis, lembre-se de três coisas bem importantes:

  • Verificar se choveu o suficiente na época de chuvas (ligar para o ICMBio);
  • Reservar sua viagem para o período que as lagoas estarão cheias – junho a agosto. Se for um bom ano de chuvas, dará para ir em setembro também;
  • Se puder, não ficar só em Barreirinhas.

A sugestão de roteiros nos Lençóis Maranhenses é sempre partindo de São Luís e de preferência antes das 07:00. É preciso no mínimo 2 dias. As agências de São Luís oferecem passeios bate-e-volta para Barreirinhas para conhecer a Lagoa Azul. É possível mas não recomendo o bate-volta até Barreirinhas. É muito cansativo! Fique ao menos uma noite por lá. Eis as minhas sugestões de itinerários para os Lençóis Maranhenses (lembre-se que nestes roteiros não coloquei São Luís. Então reserve ao menos dois dias para a capital):

Roteiro Expresso – Lençóis Maranhenses 2 dias e 1 noite

Roteiro Expresso Lençóis

Dia 1 – São Luís/Barreirinhas
Van ou ônibus São Luís – Barreirinhas (3h a 5h). Passeio Circuito Lagoa Azul (À tarde, a partir das 14:00). Pernoite em Barreirinhas

Dia 2 – Barreirinhas/São Luís
Translado para São Luís pela manhã (Se for de van, a saída às 08:00). Chegada prevista para 12:00 a 12:30.

Comentando o roteiro | O percurso entre São Luís e Barreirinhas dura de 3 a 5 horas, dependendo do horário de saída em São Luís.  Este roteiro curtíssimo é para quem já está hospedado em São Luís e tem dois dias para conhecer os Lençóis ou para quem vem só para passar um final de semana e chega no aeroporto de São Luís em um dos inúmeros voos da madrugada. Entre em contato com uma das empresas descritas em  Lençóis Maranhenses: dicas e planejamento. Para quem quer voltar só à noite em São Luís, dá para fazer mais um passeio pela manhã (Lagoa Bonita ou Bóia-cross) e depois partir.

Roteiro básico – Lençóis Maranhenses 3 dias e 2 noites

3 dias em Barreirinhas

Roteiro Básico Lençóis  Barreirinhas

Dia 1: São Luís/Barreirinhas
Van ou ônibus São Luís – Barreirinhas. À tarde, passeio Circuito Lagoa Azul. Pernoite em Barreirinhas.

Dia 2: Barreirinhas
Manhã livre. À tarde, passeio Circuito Lagoa Bonita. Pernoite em Barreirinhas.

Dia 3: Barreirinhas/São Luís
Translado para São Luís pela manhã (Se for de van, a saída às 08:00). Chegada prevista para 12:00 a 12:30.

Comentando o roteiro | O percurso entre São Luís e Barreirinhas dura de 3 a 5 horas, dependendo do horário de saída em São Luís. Se for sair por volta das 03:00 da manhã, é praticamente certo que chegue antes das 07:00 na sua pousada em Barreirinhas. Provavelmente, estarão cansados e vão querer descansar. Para aqueles que tem mais pique ou para aqueles que por causa do horário do check-in da pousada terão que esperar até meio dia, recomendo tomar um café, esperar uma das inúmeras agências de turismo receptivo abrirem (abrem por volta das 08:00)  e fechar um passeio, que pode ser o bóia-cross pelo rio Formiga, em Cardosa ou até mesmo ir para uma lagoa. Eu não recomendo ir para uma lagoa logo pela manhã pois o sol é mais forte neste período. Quanto à bagagem maior, há a opção de deixar na pousada, no depósito de bagagens ou na agência de turismo.  Inclusive eu fiz isto este ano. Deixei a mochila grande na agência, aproveitei e troquei de roupa e usei uma bolsa pequena própria para ir aos passeios.

No segundo dia, uma opção para as pessoas que não querem subir a altíssima duna do circuito Lagoa Bonita, é  fazer o passeio pelo rio Preguiças, que começa às 08:00 e termina às 16:00 em Barreirinhas. Já os que voltarão para São Luís depois do almoço, se quiser dá para encaixar mais um passeio pela manhã (bóia-cross ou Circuito Lagoa Bonita pela manhã). A volta para São Luís seria a partir de 15:00, visto que as Toyotas chegam em Barreirinhas dos passeios matutinos por volta de 13:00. Para quem não quer fazer o passeio para as lagoas pela manhã (o que eu apóio), façam o do rio Preguiças no último dia, já que termina às 16:00 e você terá que correr para dar tempo de pegar o ônibus das 18:00 para São Luís.

3 dias em Atins

Roteiro Básico Lençóis Atins

Dia 1: São Luís/Barreirinhas/Atins
Van ou ônibus São Luís – Barreirinhas (3h a 5h). Passeio de voadeira pelo rio Preguiças às 08:00. Barco Caburé – Atins. Pernoite em Atins.

Dia 2: Lagoa Tropical. Canto do Atins. Lagoa das Sete Mulheres. Revoada dos Guarás.
Passeio de Toyota para os Grandes Lençóis com parada em algumas lagoas com destaque para a Lagoa Tropical. Almoço em um dos restaurantes do Canto do Atins famosos pelos seus pratos com camarões (restaurante do Antonio ou restaurante da Luzia). À tarde, parada para banho na Lagoa das Sete Mulheres. Passeio Revoada dos Guarás. Pernoite em Atins.

Dia 3: Atins/Barreirinhas/São Luís
Lancha ou Toyota de Atins para Barreirinhas (saída às 06:00. Prefira a lancha que demora a metade do tempo e é apenas dez reais mais cara). Van ou ônibus de Barreirinhas para São Luís.

Comentando o roteiro | Para chegar em Atins através do passeio pelo rio Preguiças, terá que sair de São Luís na madrugada (veja os telefones de contatos das empresas e pessoas que fazem o translado para Barreirinhas no post sobre planejamento).  Às agências abrem por volta das 08:00 da manhã e o passeio começa por volta de 08:30. Aproveite e já troque de roupa para uma mais adequada – já que há parada para banho no passeio.  Feche com a agência ou com o barqueiro, a ida para Atins. De Caburé para Atins são 10 minutos de lancha. Você pode almoçar em Caburé ou em Atins. Prefira almoçar em Atins pois é mais barato. O prato para duas pessoas com camarão ou peixe custa R$ 80. Na parada em Mandacaru, você pode ser abordado para fazer o passeio Revoada dos Guarás. Não há necessidade de fechar o passeio ali. Dá para fazê-lo a partir de Atins. Em 2015, choveu menos que 2014, então em Atins mesclaram os dois passeios em um só.  Caso você vá em um ano cujo período de chuvas seja intenso. Dá já no primeiro dia fazer um passeio de Toyota para uma das lagoas. Ano passado, um passeio de meio período era para Lagoa Tropical. O horário de saída é às 14:00 (as caminhonetes passam em frente a sua pousada). No primeiro dia em Atins, caso não faça passeio, recomendo ir à praia e ver o por-do-sol de lá.  No segundo dia, o por-do-sol pode ser na Lagoa das Sete Mulheres mas tem que combinar com o guia e com o grupo que está fazendo passeio contigo. Outra opção é fazer o passeio Revoada dos Guarás que sai às 16:30. O pôr-do-sol visto do barco é lindo! Atins é uma boa pedida para quem quer alguns dias para se desligar do estresse que é viver em grandes cidades. Recomendo ficar de 2 a 3 noites por lá. Por falar em grandes cidades, leia um pouco sobre como é Atins no post Lençóis Maranhenses: Passeios Recomendados. A volta para Barreirinhas , você pode ir de lancha ou de toyota. Prefira a lancha. É o meio mais rápido (1h, a metade do tempo da Toyota) e é apenas dez reais mais cara (R$ 35, preço de junho de 2015).

3 dias em Santo Amaro

Roteiro Básico Lençóis Santo Amaro

Dia 1: São Luís/Sangue/Santo Amaro
Van ou ônibus São Luís – Sangue (2h a 3h). Toyota Sangue – Santo Amaro (2h). Barco para Lagoa do Reflexo (tarde). Pernoite em Santo Amaro.

Dia 2: Betânia e Espigão
Passeio Betânia e Espigão com pôr-do-sol na Lagoa da Gaivota ou lagoa das Andorinhas. Pernoite em Santo Amaro.

Dia 3: Santo Amaro/Sangue/São Luís
Toyota Santo Amaro – Sangue às 04:00. Chegada em Sangue às 06:00. Van Sangue – São Luís (2h a 3h).

Comentando o roteiro | É quase uma unaminidade: as melhores lagoas estão aqui . Este é o roteiro essencial para quem quer conhecer as lagoas de Santo Amaro. Se tiver mais dias disponíveis, aproveite o lugar. Porém como já disse, é proibida a circulação de veículos motorizados fora da área permitida pelo ICMBio, então se quiser conhecer outras lagoas ou a Queimada dos Britos será necessário caminhar.  Sobre os deslocamentos, avise ao motorista do ônibus ou da van que você descerá em Sangue. Se quer aproveitar Santo Amaro e precisa voltar para São Luís de manhã cedo, seu itinerário começará na madrugada do primeiro dia.  São dois horários para as toyotas (considerando o mês de junho, não sei se o horário é o mesmo durante todo o ano): às 06:00 e às 15:00.  Portanto, se quiser fazer um passeio já no primeiro dia, chegue antes das 06:00 em Sangue. Até porque o número de Toyotas é pouco. O ideal é na reserva do transporte para Sangue você já garantir a vaga na Toyota. Deixe claro na reserva que estará indo para Santo Amaro. Chegou em Santo Amaro, já procure agendar a Toyota da volta.  Não dá para pegar a Toyota para Santo Amaro pela manhã? Faça o passeio para lagoa do Reflexo no último dia e pegue a toyota de Sangue para Santo Amaro às 13:00.

Roteiro Lençóis Maranhenses: 5 dias e 4 noites

Barreirinhas e Atins

Roteiro Essencial Lençóis
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Dia 1: São Luís/Barreirinhas – Lagoa Azul
Van ou ônibus São Luís – Barreirinhas (3h a 5h). À tarde, passeio Circuito Lagoa Azul (À tarde, a partir das 14:00). Pernoite em Barreirinhas.

Dia 2: Lagoa Bonita
De manhã, bóia-cross pelo rio Formiga. Passeio Circuito Lagoa Bonita (tarde). Pernoite em Barreirinhas.

Dia 3:  Barreirinhas/ Vassouras/Mandacaru/Caburé/Atins
Passeio de voadeira pelo rio Preguiças com paradas em Vassouras, Mandacaru e Caburé. Almoço em Caburé (opcional). Barco Caburé – Atins. Pernoite em Atins.

Dia 4: Lagoa Tropical. Canto do Atins. Lagoa das Sete Mulheres
Passeio de Toyota para os Grandes Lençóis com parada em algumas lagoas com destaque para a Lagoa Tropical. Almoço em um dos restaurantes do Canto do Atins famosos pelos seus pratos com camarões (restaurante do Antonio ou restaurante da Luzia). À tarde, parada para banho na Lagoa das Sete Mulheres. Passeio Revoada dos Guarás. Pernoite em Atins.

Dia 5: Atins/Barreirinhas/São Luís.
Van ou Lancha para Barreirinhas.  Van ou ônibus Barreirinhas – São Luís pela manhã.

Comentando o roteiro |  Faça o basicão de Barreirinhas e parta para Atins fazendo o passeio de voadeira pelo rio Preguiças. Almoce por lá (e não em Caburé) e  agende o passeio para o dia seguinte.  Aproveite o finalzinho do dia e vá para a praia praticamente deserta. Quando a noite chegar, perceba como o céu de Atins é estrelado! No dia seguinte, faça o passeio para a lagoa Tropical e conheça o Canto do Atins. Fique mais uma noite em Atins e no dia seguinte, volte para Barreirinhas e na sequência, São Luís.  Lembrando que a lancha Atins – Barreirinhas não sai diariamente. Assim que chegar em Atins, peça para o pessoal da pousada que tiver hospedado reservar o transporte da volta. Se tiver voo marcado para a noite, pegue o transporte pela manhã. Já pensou se a Toyota da tarde quebra? (aconteceu na semana passada). Você corre o risco de perder o voo. Então, eu recomendo sair de Atins um dia antes da viagem de volta para casa.  Coloquei um dia de passeio em Atins considerando a viagem no ano de 2015. Se estiver em um ano cujo período de chuvas foi intenso, reserve mais um dia em Atins para conhecer a Lagoa Verde.

Roteiro Lençóis Maranhenses Completo: 7 dias e 6 noites – Barreirinhas, Atins e Santo Amaro

O roteiro ideal seria começar por Barreirinhas, seguir por Atins e terminar por Santo Amaro pois a viagem seguiria em ordem crescente de beleza de lagoas. O maior problema é a logística principalmente quando há um dia perdido para sair do Atins e chegar até Santo Amaro. Convém ligar para a pousada em Santo Amaro para saber que horas as Toyotas estarão esperando em Sangue para levar passageiros para Santo Amaro. Em junho de 2015, a saída é às 15:00.

Itinerário Santo Amaro – Barreirinhas – Atins

Roteiro Completo  Lençóis SBA
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Dia 1: São Luís/Sangue/Santo Amaro
Van ou ônibus São Luís – Sangue (2h a 3h). Toyota Sangue – Santo Amaro (2h). Barco para Lagoa do Reflexo (tarde). Pernoite em Santo Amaro.

Dia 2: Betânia e Espigão
Passeio Betânia e Espigão com pôr-do-sol na Lagoa da Gaivota ou lagoa das Andorinhas. Pernoite em Santo Amaro.

Dia 3: Santo Amaro/Sangue/Barreirinhas – Lagoa Azul
Toyota Santo Amaro – Sangue às 04:00. Chegada em Sangue às 06:00. Van Sangue – Barreirinhas (1h de viagem). Passeio Circuito Lagoa Azul (À tarde, a partir das 14:00). Pernoite em Barreirinhas.

Dia 4: Lagoa Bonita
De manhã, bóia-cross pelo rio Formiga. Passeio Circuito Lagoa Bonita (tarde). Pernoite em Barreirinhas.

Dia 5:  Barreirinhas/ Vassouras/Mandacaru/Caburé/Atins
Passeio de voadeira pelo rio Preguiças com paradas em Vassouras, Mandacaru e Caburé. Almoço em Caburé (opcional). Barco Caburé – Atins. Pernoite em Atins.

Dia 6: Lagoa Tropical. Canto do Atins. Lagoa das Sete Mulheres. Revoada dos Guarás.
Passeio de Toyota para os Grandes Lençóis com parada em algumas lagoas com destaque para a Lagoa Tropical. Almoço em um dos restaurantes do Canto do Atins famosos pelos seus pratos com camarões (restaurante do Antonio ou restaurante da Luzia). À tarde, parada para banho na Lagoa das Sete Mulheres. Passeio Revoada dos Guarás. Pernoite em Atins.

Dia 7: Atins/Barreirinhas/São Luís.
Van ou Lancha para Barreirinhas.  Van ou ônibus Barreirinhas – São Luís pela manhã.

Comentando o roteiro |   Se quiser preencher sua manhã do dia 7, vá para a praia de Atins. Já na manhã do dia 4, pode ser feito o bóia-cross no rio Formiga. Dá para acrescentar mais dias em Santo Amaro e conhecer mais lagoas desde que esteja disposto a caminhar, já que as lagoas mais distantes são fora da área demarcada pelo ICMBio para tráfego de veículos motorizados. Assim como acrescentar mais um dia em Barreirinhas, se quiser andar de quadriciclo pelos Pequenos Lençóis (verificar se é permitido).

Itinerário Barreirinhas – Atins – Santo Amaro 

Roteiro Completo Lençóis BAS
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Dia 1: São Luís/Barreirinhas – Lagoa Azul
Van ou ônibus São Luís – Barreirinhas (3h a 5h). À tarde, passeio Circuito Lagoa Azul (À tarde, a partir das 14:00). Pernoite em Barreirinhas.

Dia 2: Lagoa Bonita
De manhã, bóia-cross pelo rio Formiga. Passeio Circuito Lagoa Bonita (tarde). Pernoite em Barreirinhas.

Dia 3:  Barreirinhas/ Vassouras/Mandacaru/Caburé/Atins
Passeio de voadeira pelo rio Preguiças com paradas em Vassouras, Mandacaru e Caburé. Almoço em Caburé (opcional). Barco Caburé – Atins. Pernoite em Atins.

Dia 4: Lagoa Tropical. Canto do Atins. Lagoa das Sete Mulheres. Revoada dos Guarás.
Passeio de Toyota para os Grandes Lençóis com parada em algumas lagoas com destaque para a Lagoa Tropical. Almoço em um dos restaurantes do Canto do Atins famosos pelos seus pratos com camarões (restaurante do Antonio ou restaurante da Luzia). À tarde, parada para banho na Lagoa das Sete Mulheres. Passeio Revoada dos Guarás. Pernoite em Atins.

Dia 5: Atins/Barreirinhas/Sangue/Santo Amaro
Van ou Lancha para Barreirinhas.  Van ou ônibus Barreirinhas – Sangue. Toyota Sangue – Santo Amaro à tarde.

Dia 6: Betânia e Espigão
Passeio Betânia e Espigão com pôr-do-sol na Lagoa da Gaivota. Pernoite em Santo Amaro.

Dia 7: Santo Amaro/Sangue/São Luís
Toyota Santo Amaro – Sangue às 04:00. Chegada em Sangue às 06:00. Van Sangue – São Luís (2h a 3h).

Comentando o roteiro |   Existe uma explicação para os dois roteiros. O primeiro segue o lema “ordem natural das coisas” facilitando a logística enquanto o último faz a linha  “deixar o melhor para o final da viagem” . As lagoas mais bonitas estão em Santo Amaro (as de Atins não ficam tão atrás assim!) mas devo confessar que Santo Amaro não é para os fracos. Ficar duas horas saculejando numa toyota é bem desconfortável. Lembre-se que valerá muito a pena mas a viagem é cansativa e depois de dias subindo dunas e mais dunas, a maioria das pessoas quer um pouco de sossego. Os dois passeios que podem ser feitos com Toyotas e barcos em Santo Amaro são estes. O restante é caminhando por um bom pedaço, caso queira ficar por mais tempo. Se você for um sortudo em estar num ano abençoadíssimo com lagoas cheias, eu nem pensava duas vezes, ficava mais um dia em Santo Amaro nem que fosse necessário tirar um dia de São Luís. Por isso, pese os prós e os contras e escolha o itinerário mais adequado para vocês.

Combinando São Luís com os Lençóis Maranhenses

Como provavelmente a maioria das pessoas chegará por São Luís, deixo como sugestão um roteiro que inclui a capital maranhense juntamente como bate-volta a Alcântara.  Se puder, viaje em junho para aproveitar a festa junina no Maranhão, que é tão diferente do resto do país.

Roteiro São Luís com Lençóis  sugestão
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OBSERVAÇÕES

1 – Antes de fechar o passeio, verifique se o sobrevoo é regulamentado.

2 – Assim como verificar se permanece liberado a circulação do quadriciclo que sai de Barreirinhas até Caburé.

3 – Se pretende ir agora em 2015, saiba que a lagoa Verde está seca e as pousadas em Atins mesclaram os dois passeios em um só. Assim, se você for em um ano com uma boa temporada de chuvas, reserve mais um dia em Atins.

4 – Na hora de planejar para visitar São Luís, reserve ao menos dois dias. O ideal seriam 3 dias. Evite o final de semana para visitar o Centro Histórico. Escolha de terça à sexta para conhecer. Na segunda-feira onde  boa parte das atrações abertas a visitação estão fechadas.

5 –  Para conhecer Alcântara, ligue para o terminal de Praia Grande ou vá até lá no dia anterior para saber o horário que sairão os barcos. Em São Luís há o fenômeno da mudança constante das marés e por isso, os horários não são padronizados.

O meu roteiro de viagem: 9 dias em São Luís, Alcântara e os Lençóis Maranhenses e com os festejos juninos

Deixo o roteiro que fizemos em junho de 2015 com direito a assistir a algumas apresentações do Bumba meu boi. Foi uma oportunidade de aprender mais sobre a cultura dos outros estados. Quem mora no Sudeste fica muito enclausurado no seu mundinho e acaba esquecendo de querer saber mais sobre o nosso país que não se resume a Rio e São Paulo.

Meu Roteiro São Luís com Lençóis
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Travessia de 3 dias nos Lençóis Maranhenses: Atins – Santo Amaro

Para a maioria pode ser loucura mas eu creio que é a melhor forma de conhecer o parque: caminhando por três dias, orientados por um guia local e dormindo nas comunidades existentes no parque. O melhor sentido é Atins > Santo Amaro por causa da direção do vento e da formação das dunas. Atualmente a diária do guia custa R$ 150 (junho de 2015). É necessário ter disposição e um bom preparo físico. Os guias tem um esquema de despachar sua bagagem maior para o seu destino, assim você caminha leve.   Se você for sozinho, ligue antes para se encaixar em um grupo. Para grupos grandes, os guias cobram R$ 50 por pessoa.

O percurso:

1º dia: Canto do Atins – Baixa Grande
2º dia: Baixa Grande – Queimada dos Britos
3º dia: Queimada dos Britos – Santo Amaro

Contatos dos guias locais (estes telefones eu encontrei em diversos relatos espalhados pela internet mas convém você entrar em contato com a pousada em Atins ou em Santo Amaro para confirmar).

  • Carlos Queimada: (98) 98734 0615
  • Joel:  (98) 98749-0847
  • Biziquinha:  (98) 3369-1005 e (98) 99609-2199
  • Fagner (98) 99190-3335

Alguns relatos de viagem sobre a travessia:

Mochileiros.com por Lívia Alcântara (2014);
Mochileiros.com por MarcosJ70 (2013);
Mochileiros.com por CaruSP (2013);
Mochileiros.com por radiofonico (2011);
Blog Aventura Mango.com (2011);
Blog Destino de Viagem (2011)
Ricardo Feres

Além dos Lençóis Maranhenses: a Rota das Emoções

A rota das Emoções é um roteiro turístico que inclui as principais atrações naturais de três estados do nordeste brasileiro: Os Lençóis Maranhenses, no Maranhão; O Delta das Américas ou do Parnaíba, no Piauí e Jericoacoara, no Ceará. Várias agências promovem o roteiro (veja no site Rota das Emoções). É uma boa sugestão se você tiver mais dias. Também é perfeitamente possível fazer o roteiro de forma independente, usando o transporte público e o alternativo. Pesquise.

mapa_rota
Créditos: Rota das Emoções

 

 


Lençóis Maranhenses: passeios recomendados

25 junho 2015

As atrações mais conhecidas dos Lençóis Maranhenses

Não há como conhecer as lagoas de forma independente. Você não pode ir sozinho pegar o seu carro e sair em direção às dunas.  Após ter sido declarado parque nacional, a região passou a ter uma série de restrições com o intuito de preservá-la. Uma delas é a proibição de circular veículos motorizados pelas dunas do parque (quadriciclos e outros veículos 4×4).  Somente os veículos previamente autorizados podem adentrar o parque e mesmo assim é permitida a circulação em determinados trechos. São por estes percursos que os visitantes chegam até às lagoas mais conhecidas, através das agências de viagens locais. Esta é a forma mais comum de conhecer um pouco do que são os Lençóis Maranhenses.

Além dos passeios promovidos pelas agências, você pode conhecer o parque caminhando. Em três dias, o caminhante cruza o parque desde Atins até Santo Amaro, ou vice-versa.  A travessia é feita sob orientação de um guia. O pernoite é nas comunidades existentes dentro do parque como Baixa Grande e Queimada dos Britos. Creio que esta é a melhor e a mais plena forma conhecer os Lençóis (Nem tente fazer isto sozinho. Não confie só no GPS. Dá até arrepios só de imaginar alguém se perdendo naquela imensidão de areia).

Diante de tudo isso, é fácil concluir que são necessários uma boa dose de disposição e preparo físico pois exploramos melhor o parque andando nas dunas, ou seja, areia fofa. Para evitar o sol forte, é recomendável fazer os passeios à tarde e ter como “brinde” o pôr-do-sol.

Pôr-do-sol na Lagoa Azul

Acho importante frisar que os passeios mudam de acordo com o mês de visitação e a temporada de chuvas. Como já foi dito, o melhor período para conhecer os Lençóis é de junho a agosto. Se choveu bastante no  “inverno” (janeiro a abril), você encontrará as lagoas cheias também nos meses de maio e setembro. Quando o visitante vem no período de seca, os guias te levam às lagoas que são perenes como a Lagoa do Peixe. Em 2015 choveu menos que no ano anterior e algumas lagoas estão já secas no mês de junho. Exemplo: a Lagoa Bonita em Barreirinhas (rasa e com vegetação) e a Lagoa Verde em Atins. Enfim, é a natureza! Em todos os destinos cuja natureza é a atração principal, sempre estaremos sujeitos a surpresas e por tal razão, é necessário fazer ajustes no roteiro.

Passeios em Barreirinhas

Para conhecer as lagoas mais próximas a Barreirinhas, é necessário que se contrate o passeio em uma agência. Na hora combinada, um veículo 4×4 autorizado te busca em frente a sua pousada e faz um percurso até um ponto do parque que serve como uma espécie de estacionamento dos veículos das agências. Deste ponto em diante, você segue caminhando pelas dunas, banhando-se em algumas lagoas, não só naquela que dá nome ao passeio, por isso o nome “circuito”.  Após pegar todos os visitantes em seus hotéis, é praxe as Toyotas (Bandeirante ou Hillux) pararem em um mercado para que todos possam comprar água. Não hesite. Compre. Com o sol a pino, você sentirá sede e não há infra-estrutura no local (não há barracas nas dunas. É área de preservação, lembre-se!). As garrafas de água ficarão dentro de uma caixa térmica. Justamente neste mesmo mercado, os guias aproveitam e compram gelo para colocar na caixa térmica. Todas as Toyotas tem uma caixa térmica. Caso a que você estiver, não tenha a caixa, reclame na agência depois (ou na hora!).

As atrações mais conhecidas em Barreirinhas são:

  • Circuito da Lagoa Azul | O transporte dos visitantes é feito em veículo 4×4 autorizado que cruza o rio Preguiças de balsa e depois percorre cerca de 40 minutos de viagem na areia fofa até chegar ao ponto final, que é o mesmo para todos os veículos autorizados.  O guia pede para que os visitantes deixem seus chinelos no veículo (muita gente não sabe mas a areia das dunas é fria, bem diferente da areia de praia). A partir daí, é necessário pernas e fôlego para caminhar pelas dunas até chegar a lagoa. As lagoas visitadas são Lagoa da Preguiça, Lagoa da Esmeralda, Lagoa Azul e Lagoa da Esperança. O passeio pode ser feito pela manhã ou à tarde. Recomenda-se fazer o passeio à tarde, para evitar o sol forte de meio-dia e também para apreciar o pôr-do-sol no final do passeio. Preço em junho de 2015: R$ 60.

Travessia de balsa

Circuito Lagoa Azul

Na volta do passeio da Lagoa Azul, quando se espera a vez da Toyota pegar a balsa, as barraquinhas que vendem artesanato, tapioca e tiquira estão abertas.  A tapioca é grande (maior que a das barraquinhas da lagoa Bonita). Preço em junho de 2015: R$ 5. Tem tapioca de coco e doce de leite, carne de sol com queijo, etc.

  • Circuito da Lagoa Bonita | O transporte dos visitantes é feito em veículo 4×4 autorizado que cruza o rio Preguiças de balsa e depois percorre cerca de 50 minutos de viagem na areia fofa até chegar ao ponto final, que é o mesmo para todos os veículos autorizados.  O guia pede para que os visitantes deixem seus chinelos no veículo (muita gente não sabe mas a areia das dunas é fria, bem diferente da areia de praia). A partir daí, é necessário pernas, muito fôlego e coragem para subir a duna altíssima que de tão íngreme tem uma corda para auxiliar os visitantes para chegar ao topo.  No fim, verá que todo o esforço valeu a pena. O visual é incrível! Por isso, na minha opinião, se tiver que fazer um único passeio na cidade e tendo um mínimo de condições físicas, faça o da Lagoa Bonita. O passeio pode ser feito pela manhã ou à tarde. Recomenda-se fazer o passeio à tarde, para evitar o sol forte de meio-dia e também para apreciar o pôr-do-sol  do alto da primeira duna.   Preço em junho de 2015: R$ 70

Passeio para Lagoa Bonita

No final do passeio, já no “estacionamento”, quem estiver com fome pode aproveitar e comprar uma tapioca de coco com doce de leite (ou será leite condensado?!). Preço: R$ 2,50.

  • Passeio de lancha pelo rio Preguiças com parada em  Vassouras, Mandacaru e Caburé | O passeio dura praticamente o dia todo. Saída às 08:00 do cais com retorno previsto para 16:00  em Barreirinhas. Em Vassouras, você pode se banhar nas lagoas e observar os diversos macaquinhos. Cuidado com eles pois tem fama de roubar comida e abrir a bolsa dos visitantes. A próxima parada, Mandacaru, é uma vila de pescadores onde a maior atração é o farol de Mandacaru, onde podemos ter uma vista da paisagem da região: o mar, as dunas e o rio Preguiças.  A parada para almoço é em Caburé, onde se pode tomar banho de mar. Quem quiser, pode contratar o passeio de quadriciclo pelos Pequenos Lençóis (região à margem direita do rio Preguiças que se parece com os Grandes Lençóis, que é como chamam a área do Parque Nacional. Preço em junho de 2015: R$ 50 por meia hora). Veículos só são permitidos na região dos Pequenos Lençóis. Preço do passeio em junho de 2015: R$ 70.

 rio Preguiças

Algumas pessoas aproveitam o passeio para continuar a viagem até Atins. A viagem de Caburé até Atins dura 10 a 15 minutos de lancha e o preço cobrado por este trecho é de R$ 10.  Como já terá que levar alguns visitantes até Atins, o barqueiro oferece pelo mesmo preço ou R$ 15 o casal para conhecer o encontro do rio com o mar.  Dica: quem faz o passeio de quadriciclo não precisa ir de lancha até Atins.

  • Passeio de quadriciclo pelos Pequenos Lençóis a partir de Barreirinhas | O passeio dura o dia todo.  O visitante percorrer Barreirinhas até Caburé de quadriciclo, acompanhado de um guia, passando por dunas, trechos alagados, etc.  Vale lembrar que não há restrição de passagem de veículos para esta área. Preço em junho de 2015: R$ 250 o veículo. 
  • Outros passeios | passeio de bóia-cross pelo rio Formiga (pode ser feito pela manhã ou à tarde. O percurso no rio dura aproximadamente 1h30min.) e visita a Casa de farinha.

Passeios em Atins

Eu deveria ser bem egoísta e não falar de Atins para vocês. Eu sou tão fã do lugar e das pessoas que moram por lá que tenho um certo medo de que a fama tire todo o ar naíve do lugar. Se você quiser realmente ter uma experiência de viagem, largue o mar de motos de Barreirinhas e passe ao menos duas noites em Atins.  Sendo assim, em vez de fazer o bate-volta, aproveite o passeio do rio Preguiças e fique em Atins. A rústica Atins está a uma hora de lancha de Barreirinhas. Dizem que é a Jericoacoara quinze anos atrás.  Aqui, além de conhecer as dunas e lagoas do parque, há o mar para se refrescar. Quem faz os passeios até onde sei são o Rancho do Buna, a Pousada do Irmão e a Pousada da tia Rita. O ideal é você pedir para o pessoal da pousada reservar os passeios.  Os passeios mais conhecidos são:

  • Lagoa Verde, lagoa da Capivara e almoçar em um restaurante no Canto do Atins | O passeio inicia-se às 08:00 e termina por volta das 15:00.  A Toyota vai até um determinado ponto e depois todos caminham por dunas até chegar às diversas lagoas. O comum é primeiro passar no restaurante do Antônio ou da Luzia e reservar o almoço (a especialidade é o camarão), depois iniciar a trilha para lagoa Verde. Após o almoço, há diversas redes para descansar.
  • Lagoa Tropical | passeio pode ser feito à tarde. A Toyota te pega na pousada e vai até o ponto permitido. Dali o grupo junto com o guia, percorre algumas dunas para chegar a lagoa Tropical. Ótima para banhar-se.

Atrações em  Atins

Em Atins, nem todos chegam aos Grandes Lençóis por Toyotas. Você pode contratar um guia local para te levar às diversas lagoas.  Para chegar até o Canto do Atins, a caminhada é de 2 horas. A volta pode ser feita pela praia. Informe-se na sua pousada.  As lagoas mais conhecidas são a Verde e a Tropical mas há outras lagoas próximas como a Lagoa do Mário e a lagoa das Sete Mulheres, que nem sempre estarão no roteiro do passeios oferecidos pelas pousadas.

  • Revoada dos Guarás | passeio feito de barco para avistar os guarás. Os guarás são pássaros com plumagem avermelhada depois de adultos. A cor é devido a alimentação de pequenos crustáceos. O passeio inicia-se às 16:30 e termina no pôr-do-sol. Não é garantido ver dezenas de guarás nem que sobrevoem próximo ao barco. Preço em junho de 2015: R$ 30

Revoada dos Guarás

  • O que fazer em Atins além de ir aos Grandes Lençóis | Ir à praia praticamente deserta, andar de quadriciclo, ir à praia e ver os plânctons bioluminescentes e apreciar o céu estrelado de lá.

ATENÇÃO: A lagoa Verde está seca agora no mês de junho de 2015. O pessoal de Atins está mesclando o Canto do Atins com a Lagoa Tropical e a da Sete Mulheres. A saída é pela manhã e a volta logo depois das 15:00. Preço: R$ 60.

Passeios em Santo Amaro

É um consenso geral a afirmação que as lagoas mais bonitas estão em Santo Amaro. Com a proibição de circular veículos sem ser os dos moradores pelo parque, alguns passeios já não são feitos como o da Queimada dos Britos, já que ultrapassa a área permitida pelo ICMBio (se quiser fazê-lo precisará contratar um guia e ir caminhando até lá).

Santo Amaro tem  uma particularidade. Os passeios não são cobrados por pessoa como em Barreirinhas. Há o valor do frete da Toyota, que é rateado pelos passageiros.  Assim, se tiver um bom número de pessoas para fazer o passeio contigo, sairá bem mais barato. Do contrário, pode ser um rombo no orçamento. Peça ao pessoal da sua pousada para agendar seus passeios ou te encaixar em outro grupo, caso esteja sozinho.

Betânia

Os passeios mais conhecidos são:

  • Lagoa da Gaivota | A lagoa mais conhecida da região, cenário do filme “Casa de Areia”. Você pode ir caminhando com auxílio de um guia ou contratar um passeio de Toyota.
  • Lagoa das Andorinhas | A lagoa é próxima da cidade. Contratando um guia, dá para ir caminhando.  ;São as lagoas mais próximas. Se for fazer o passeio para Betânia, é normal uma destas lagoas ficar para o final, para apreciar o pôr-do-sol;
  • Barco para lagoa do Reflexo | passeio ideal para ser fazer à tarde. ;
  • Betânia e Espigão | Passeio que dura o dia todo, passando por inúmeras lagoas e paisagens de cair o queixo. Destaque para a lagoa do Murici. O final do passeio é na Lagoa Gaivota, para assistir o pôr-do-sol. Preço: R$ 300 para até 10 pessoas.
  • Queimada dos Britos | Com a proibição de circulação de veículos, só se chega aos Britos por caminhada. É necessário pernoitar por lá e voltar para Santo Amaro.

Lagoa da Gaivota

Há outras inúmeras lagoas como a das Cabras, Emendadas, etc.

O que levar para os Lençóis Maranhenses?

Independente de qual cidade ou povoado for conhecer, não deixe de levar água, óculos escuros e protetor solar. Chapéu se tiver como prendê-los pois o vento pode levá-lo para bem longe quando estiver na caminhonete. Passe sempre o filtro porque estamos expostos e o calor é forte. Se for com crianças (não recomendo esta viagem com crianças pequenas, creio que 8 anos já é uma boa idade), protejas-o do calor, principalmente se tiver aquelas camisas de manga comprida que usamos para snorkelling. Proteja a sua câmera fotográfica. Bom é ter um invólucro protetor pois como venta demais por lá, os grãozinhos de areia entram na lente e estragam sua câmera.  Eu bem sei disso pois já foram duas câmeras para o lixo depois de viagens para lugares com vento e areia (Jericoacoara e agora os Lençóis Maranhenses). Agora, a dica mais importante é: não invente moda! Não tente fazer mil e uma peripécias nas dunas, procurando quebrar algum osso, estragando o passeio das outras pessoas e o que é pior, se machucando. Lembre-se que você estará a horas de um socorro decente.

No mais, aproveite os Lençóis Maranhenses que eu posso afirmar com toda a certeza que até agora foram a paisagem mais bonita que vi aqui nas minhas andanças pelo país. Disparado. As fotos a seguir são das lagoas que eu mais gostei mas não conseguem retratar nem um pouco a beleza do local.

Lagoa do Murici

Lagoa da Serra

Lagoa Tropical

Alguns podem até dizer que é só areia e água. Para estas pessoas, só tenho uma coisa a dizer: vocês não sabem o que estão perdendo!


Lençóis Maranhenses: dicas e planejamento

23 junho 2015

Estonteante. Talvez essa seja a palavra mais próxima para descrever a beleza da imensidão de dunas e lagoas de água doce que fazem parte dos Lençóis Maranhenses.   Destino de aventura e contemplação, é necessário disposição e preparo físico para explorar a maior atração turística do Maranhão.  Uma paisagem única formada por dunas areias brancas e finíssimas, vegetação e lagoas de águas pluviais. Algumas pessoas chamam de deserto mas com as lagoas, formam-se vários oásis. Além disso, ainda tem o mar bem próximo.

Em 1981, foi criado o Parque Nacional Lençóis Maranhenses (PNLM) com o intuito de preservar o ecossistema nesta área.  O parque localiza-se na parte oriental do Maranhão e é maior que a cidade de São Paulo. O acesso ao parque mais conhecido é por Barreirinhas, chamada de “a capital dos Lençóis Maranhenses”.

Quando ir: a melhor época para ir aos Lençóis Maranhenses

Há duas estações bem definidas: o período de chuvas (fevereiro a maio) e o período de seca (junho a janeiro). É possível visitar durante todo o ano pois há algumas lagoas que são perenes como a dos Peixes e a Esperança mas sem dúvida alguma, a melhor época para visitar o parque é entre os meses de junho a agosto, quando as lagoas já estão cheias. Entretanto, isto pode variar de acordo com a quantidade de chuvas no primeiro semestre. Em 2012, por exemplo, a região passou por um longo período de estiagem.  As chuvas em 2015 foram menores do que o ano anterior. Sugiro ligar para o ICMBio para confirmar o nível das lagoas. Segundo os moradores, o melhor mês é em junho, logo após o período de chuvas e de quebra aproveitar os festejos do Bumba meu Boi em São Luís.  Julho e Agosto são meses de alta temporada.  Agosto é mês de férias dos europeus, que invadem a região.

Como chegar aos Lençóis Maranhenses

Há vários modos de chegar: van, ônibus, barco ou até mesmo avião.

Do aeroporto de São Luís até Barreirinhas

(a) de van
Agende o transporte de van com Denilson (98 99808-9190) com 3 dias de antecedência pelo menos. Ele manterá contato via Whats App (que modernidade!). Um dia antes, ele avisa quem será o motorista da van.  A van sai do aeroporto de São luís entre 03:30 e 04:00. Calcule uma duração de 3h30min a 4h de viagem. Outra opção é a BrTur (98 3082-8825, 99114-5813 e 99903-0471) – van ou microônibus, a Fantur  Turismo (98) 3236-1608 e a Levatur (98 99969-4544). A vantagem é que elas te levam a pousada reservada. Na volta a São Luís, te buscam no hotel.

(b) de ônibus
A Cisne Branco ( www.cisnebrancoturismo.com.br ) leva até Barreirinhas em vários horários (06:00, 06:30 – alta temporada, 08:45, 14:00 e 19:30). A viagem dura de 4 a 5 horas. É necessário pegar um táxi do aeroporto para a rodoviária.

Obs.: Na alta temporada, mês de agosto que há algumas vans estacionadas aguardando passageiros para Barreirinhas. Algumas pessoas te perguntando se você quer ir para lá.

Do aeroporto de São Luís até Santo Amaro

Sangue
O bar em Sangue onde a van deixa os passageiros para pegar a caminhonete, a Toyota Bandeirante.

A forma mais prática é pegar a van para Barreirinhas e descer em Sangue. Em Sangue, pegar a Toyota 4×4 para chegar a Santo Amaro (2h de viagem saculejante). A sugestão aqui é ligar para a pousada confirmando os horários das Toyotas para não ficar a pé na estrada. A Toyota te deixa na pousada. Agende a van e a Toyota com o Denilson.

Do aeroporto de São Luís até Atins

Para chegar até Atins a partir de São Luís, você tem que ir primeiro para Barreirinhas e só aí pegar o transporte para Atins que pode ser a lancha ou de carro 4×4 (Toyota de linha).

(a) de lancha
Na alta temporada, há diversas voadeiras (lanchas) que fazem o trajeto Barreirinhas – Atins por R$ 50. A viagem dura de 1h a 1h30min, dependendo do tipo de lancha. Uma dica é fazer o passeio pelo rio Preguiças (parada em Vassouras e em Mandacaru e almoço em Caburé) e acertar de levar para Atins, que é logo depois de Caburé.  Em baixa temporada, sugiro você sempre ligar para o hotel/pousada que for ficar em Atins para esquematizar pra você como chegará no vilarejo. A parada para o almoço é em Caburé e o prato de peixe para duas pessoas está custando R$ 80! Se seu orçamento for curto, leve lanche e não esqueça da água. Melhor ainda é acertar de te levar logo para Atins e almoçar por lá (10min de lancha). Comida em Atins é mais barato que Caburé. Fique de olho!

  • Vantagem: rapidez e conforto, se for direto. Se fizer o passeio, também é vantagem pois está matando dois coelhos.
  • Desvantagem: é mais caro que o 4×4 e dependendo de onde você for ficar, terá que andar com bagagem na areia fofa. É pouco mas você pode dar o azar como eu e o barqueiro te deixar em frente ao rancho do Buna que é um pouquinho mais longe. Não deixe ele fazer isso!

A voadeira, transporte utilizado para navegar no rio Preguiças

Sugestões

  • Se estiver com grupo grande, vocês podem contratar diretamente o barqueiro. Escutei comentários em Barreirinhas que a lancha privativa está R$ 225 a R$ 300. Algumas cabem 6; outras, 9 pessoas, se não estou enganada. Eis  os contatos: Alan: (98) 98130-5727 (Tim), Chico:(98) 98121-7141(Tim); (98) 99608-3166 (Oi);
  • A Pousada do Irmão e a Pousada da tia Rita te buscam no “porto” de Atins. Basta ligar antes. Combinem com a pousada;
  • Algumas pessoas acham que é necessário deixar a bagagem maior em uma pousada em Barreirinhas e ir com mochila/mala menor com muda de roupa para os poucos dias em Atins. Não é necessário. Você pode ir com sua bagagem normal. Lógico, não vá com aquela bagagem de quem volta de uma viagem de compras, né?

(b) de Toyota de linha
Peça ao motorista para te deixar no ponto das Toyotas para Atins. A viagem saculejante dura umas 2h a 2h30min e custa R$ 25.

  • Vantagem: te deixa em frente a sua pousada.
  • Desvantagem: você provavelmente vai espremido no banco.

Onde ficar

mapa_lencoisNa prática, se você quer conhecer um pouco do que são os Lençóis, suas opções para hospedagem serão Barreirinhas, Santo Amaro ou Atins.  A cidade mais procurada é Barreirinhas, cuja localização é ao sul do parque e às margens do rio Preguiças. É a cidade com maior infraestrutura em termos de hospedagem, acesso e comércio. Perto dos outros lugares que são acesso ao parque, Barreirinhas é uma “metrópole”, que cresceu desordenadamente. Durante o dia, é comum ouvir o ruído das buzinas das dezenas de motos que circulam pela cidade.

Em Barreirinhas, você encontra mercados, bancos como o BB e a Caixa. O sinal de dados do celular funciona perfeitamente e a maioria das pousadas tem wifi. Vida noturna eu acredito que não tenha (bom, se for um leitor antigo do blog já deve saber que não sou adepta de baladas). Há boas opções para comer que atende a todos os bolsos.

Apesar de eu ter dito que Barreirinhas é uma espécie de metrópole do local, não se engane: a cidade é pequena.  Mesmo em uma pousada distante como a Pousada do Rio que fica em outro bairro, não dá nem 15 minutos de caminhada. Para escolher seu hotel tome como localização central, o ponto final dos mototáxis, a Prefeitura e a Pousada Lins. Não posso dizer o mesmo para quem for ficar em resorts. Achei o Porto Preguiças longe do burburinho (aliás deve ser um dos motivos que as pessoas escolhem ficar lá) e acredito que quem está hospedado ali deve ter que pegar táxi para ir até o centrinho.

A rua Principal, Barreirinhas
A rua Principal de Barreirinhas

Um trecho da rua Principal de Atins
A rua Principal de Atins – trecho em frente a pousada do Irmão

Se quiser um pouco mais sossego e maior contato com a natureza e dunas menos exploradas e menos disputadas, as melhores opções são Santo Amaro e Atins, mais rústicas.

O isolamento de Santo Amaro ao mesmo tempo que eu acho que preserva a beleza da paisagem, dificulta e muito a vida dos moradores. São 36Km entre a rodovia estadual na altura de Sangue e a cidade. Por não ter asfalto demora 2 horas para a caminhonete percorrer os trechos com areia fofa, alagados e pontes.  Há um hospital já construído na estrada mas ainda não inaugurado. Bom seria se o Governo do Estado conseguisse asfaltar pelo menos até o hospital.  Percebe-se que é um lugar simples e pobre (como todos os lugares por quais passamos no Maranhão). Se em Barreirinhas não tem vida noturna, imagine Santo Amaro? Fiquei o final de semana lá e a melhor coisa a se fazer era ir a igreja (a gente sempre esquece de agradecer a Jesus, não é mesmo?). Alimentação lá não tem muita opção. Os visitantes fazem suas refeições em uma das pousadas – uma é a Pontual. Se quiser lanche, na praça principal tem duas opções. A sorveteria logo ao lado não recomendo, cobra uma bola de sorvete a um preço extorsivo. Há também opção para entrega, pergunte na sua pousada.

Já Atins é mais “meio do mato” que Santo Amaro. Não existe uma praça. O povoado pertence a Barreirinhas. Digamos que a maioria das pousadas e o comércio está na rua Principal que é de areia fofa. Lugares para comer são poucos mas tem. Alguns bem recomendados. Com a crescente compra de terrenos por estrangeiros, o número de pousadas tende a aumentar. Apesar do acesso a Atins ser via marítima e via terrestre, saiba que as chances de você sentir-se isolado é muito grande, principalmente se você for urbano e dependente de tecnologias. Por quê?

  • Seu smartphone dificilmente funcionará aqui. Sinal que funciona é da Oi e da TIM e com aparelhos antigos;
  • Internet? Sinal de wifi? Nem pensar! Reza a lenda que um paulista que passou a viver em Atins e na sua casa tem sinal de wifi;
  • Como é um lugar que não há sinal de “progresso”,  há risco grande de aparecer aquelas pererecas pequenas no banheiro do seu quarto. É a natureza! Li algumas reclamações no Trip Advisor sobre pousadas por causa da presença de pererecas. Gente, a pousada não tem nada a ver com isso! Se é urbano demais, não durma em Atins. Faça um bate-volta a partir de Barreirinhas;
  • Porém, eu diria para você se arriscar a ficar por lá mesmo que por uma única noite. Acho difícil você não gostar. Quem vive em grandes cidades, se encantará com o jeito simples e cordial das pessoas, com o céu estreladíssimo de Atins e irá conseguir se desligar da vida corrida que vivem. Sem contar que você estará a dois passos do paraíso, né?
  • Só para te convencer de vez: vá correndo antes que cresça desordenadamente e Atins vire uma Jericoacoara (eu gosto de Jeri hein mas Atins é mágico!) e Atins perca o encanto.

Os Lençóis Maranhenses combinam comigo?

Se você gosta de natureza, de belas paisagens e de trekking. Combina sim. Se você não gosta de caminhar e só de pensar em andar na areia fofa sente preguiça, talvez seja melhor pensar em outro destino.

Por causa da dificuldade de acesso não recomendo Santo Amaro e Atins para crianças. A bem da verdade não acho que os Lençóis sejam um destino para crianças com menos de 8 anos. Por quê? Muito sol na moleira, muito vento e além disso, são lugares onde a rapidez para qualquer emergência pode ficar comprometida pelo fato de estar longe da capital. Você observará que crianças nos passeios é algo raro. Também não acho recomendável para pessoas com problemas nos joelhos, visto que andarão na areia fofa. Bom, não sou médica para dar o parecer, é só um pitaco. Procure o seu ortopedista 😉  Assim como acho temeroso pessoas com problemas na coluna viajarem nas Toyotas. O motivo: os saculejos, principalmente em Barreirinhas, ao longo do percurso para as lagoas. Parece que você está sobre um cavalo selvagem. Mais uma vez, procure seu médico.

Para os sedentários, um conselho: resolveu que quer conhecer o parque? comece a caminhar desde já! Ajudará bastante. Ao fazer os passeios, se você tiver fôlego subirá sem tanta dificuldade as dunas e na parada pra banho, você terá pique para conhecer outras lagoas. Vai por mim.  Sei que tem a história que “se o conselho fosse bom…”, mas quando você tiver sob o sol forte e conseguir subir as dunas sem colocar a língua pra fora, você me agradecerá. Por falar em condicionamento físico, você ficará espantando com a velocidade dos nativos em andar na areia fofa. Invejável!

De qualquer forma, independente de onde e quanto tempo ficar, vale muito a pena conhecer.

 [Post atualizado em junho de 2015]


Islas Ballestas e Reserva nacional de Paracas

11 fevereiro 2015

Huacachina está a 10 minutos de Ica. Ica está aproximadamente há uma hora de Paracas. Luís, o guia-motorista, apareceu às seis e meia da manhã para nos buscar. O hotel gentilmente nos ofereceu o café às 06:15. Eu acabei não comendo muito porque passei mal à noite. Talvez por causa do hambúrguer que havia comido na noite passada. Nada que muita água e um floratil não desse jeito. No passeio, um jovem casal de holandeses nos acompanhou. O casal de holandeses era super-simpático e faziam várias perguntas. Só que o Luís não fala inglês! Então, eu fui a tradutora macarrônica dos holandeses. Fiz uma enorme confusão, misturei inglês com espanhol mas acho que tudo deu certo no final 😉

Islas Ballestas

As ilhas Ballestas são um arquipélago perto do balneário de Paracas. São conhecidas por ser habitat de diversas espécies  de aves, pinguins de Humbolt e leões marinhos. Chega-se até as ilhas por meio de lanchas saindo do porto de Paracas.

Chegamos em Paracas às 07:30. A cidade litorânea possui um calçadão. Observei várias crianças brincando, lojas de artesanato, restaurantes. Achei um lugar agradável. Nada como ter o mar por perto!  Aguardamos até sermos chamado para o passeio de lancha para Islas Ballestas, que começaria às 08:00.

Luís nos conduziu a uma grande fila formada ali no malecón. Já na fila, pagamos as taxas devidas ( a do porto e de cada passeio na região).  As pessoas são separadas em grupos, que depois são direcionados a uma das vários lanchas ancoradas.  A princípio, parece confuso mas tudo é feito de forma rápida.

Ao entrar na lancha, somos orientados a vestir a escolher um lugar e vestir o colete salva-vidas (chaleco). Luís nos orientou a sentar do lado direito do meio para popa, para não nos molharmos. Não foi necessário, a guia já havia informado que na frente do barco (a proa), iriam as crianças. Não eram crianças. Eram adolescentes que inclusive pagaram bem mais barato que nós. Ao longo do passeio vimos que a dica do Luís foi uma dica furada. Quem sentou do lado direito foi privilegiado principalmente na hora de fotografar sem ter papagaio de pirata nas fotos. O passeio de barco tem uma guia que nos explica sobre o que são as ilhas Ballestas e as espécies que ali habitam.  A primeira parada é o Candelabro, parecido com uma das figuras das linhas de Nasca. Ao chegar nas ilhas, muitos animais como leões marinhos, pinguins, gaivotas e várias espécies de aves. Parece que todas as aves do mundo estão lá. Adorei o passeio, principalmente porque ali é a natureza como ela é.

Islas Ballestas

Nota:  Eu havia lido um relato em que a pessoa reclamou do cheiro do passeio. Vim preparada para o pior. Realmente, em um determinado momento o cheiro é forte mas não é nada insuportável. Nada comparável ao cheiro do Mercadão de Madureira antes do incêndio. Quem mora em subúrbio do Rio e tem mais de 30 sabe do que estou falando.

Dica de ouro: leve agasalho porque venta muito e o vento é gelado.

Reserva Nacional de Paracas

Por volta das onze da manhã, nós fomos de carro com o Luís rumo a reserva nacional de Paracas. O Luís combinou com o colega dele que fala inglês de levar os holandeses numa van e a francesa no ônibus, onde haveria guias bilíngues.

Logo após a guarita, o Luís apontou em direção ao mar, nos contando onde ficava o museu de Ica, que foi destruído por um terremoto. Alguns metros a frente, foi construído um museu. Na verdade, eles falam que não é um museu mas sim uma interpretação do que havia no antigo museu de Ica. O guia nos explicou o que é a reserva nacional de Paracas. Falou sobre os animais da região, as placas tectônicas e  a corrente de Humboldt que levou esse nome por causa do estudioso mas ali é conhecida como corrente do Peru.  O que vi na reserva: um deserto colorido com dunas de cor ocre e avermelha. Segundo o Luís, são dunas de sal misturando com argila. Parando em vários miradores. Um com vista para Playa Roja, cuja areia é vermelha (roja = vermelho), outro com vista para a Playa de Lagunilla, nossa última parada, onde almoçamos.

Almoçamos no restaurante Sol de Oro. Pedimos um pescado a la plancha (corvina ou linguado) e um pollo a la plancha. Pescado e pollo são peixe e frango em espanhol, respectivamente. Um prato a la plancha é composto de uma proteína (peixe ou frango, na maioria das vezes), batatas fritas, arroz e salada com molho. Os pratos são bem servidos e dá para duas pessoas.  Ficamos por um bom tempo por ali. Até subi a duna para ter uma panorâmica da praia.

 

Reserva Nacional de Paracas

Voltamos a Huacachina às 16:00 e pegamos um trânsito pesado em Ica.  Graças a sugestão da atendente da Peru in your hands, decidimos ir para Lima hoje mesmo e aproveitar o dia todo. Assim, compramos a passagem para Lima das 18:00. Neste meio tempo, ficamos no hotel aproveitando o wifi e combinamos com a recepcionista de chamar um táxi (na verdade, um tuk tuk) para nos levar ao terminal da Cruz del Sur de Ica.

Dica de ouro: não vá de tênis branco para a Reserva Nacional.A menos que queira vê-lo na cor marrom.

Quem converte não diverte

Diária Hosteria Suiza, quarto duplo: 177 PEN
Taxa portuária Ilhas Ballestas: 2 PEN
Taxa Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas:  15 PEN
Pescado a la Plancha, restaurante Sol de Oro – Lagunilla: 45 PEN
Pollo a la Plancha, restaurante Sol de Oro – Lagunilla: 30 PEN
Táxi Huachina – Ica (terminal Cruz del Sur): 8 PEN
Água mineral 625mL: 2 PEN
Ônibus Cruz del Sur Ica-Lima: 41 PEN


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