Peru: dicas de viagem

28 janeiro 2015

Documentação e preparativos

  • Verifique se sua identidade (RG) está em boas condições ou se o seu passaporte está válido.
  • Verifique a exigência de vacinação contra a febre amarela. Se for exigido, tome a vacina e peça a emissão de certificação da CIV na Anvisa.
  • Em regra, não se agenda passeios no Peru. Exceção: Machu Picchu. Os preços dos passeios coletivos fechados no local e em espanhol são mais baratos do que os reservados no Brasil.
  • O mesmo vale para hotéis, hostales (espécie de pousada) e hostels: muitas vezes no balcão o preço é mais atrativo do que o fechado pela internet.
  • Claro que se for em alta temporada e desejar ficar no hostel ou hotel X ou Y, melhor fazer a reserva com antecedência.
  • Compre com antecedência: (a) a entrada para Machu Picchu, principalmente se for subir a Huayna Picchu; (b) as passagens de trem e (c) se seu roteiro estiver fechadinho, as passagens de ônibus para pegar a tarifa mais baratas como a Cruz del Sur e a tarifa Insuperable.

O que levar

  • Caneta para preencher a Declaração de Bagagem e a Tarjeta Andina de Imigración (basicamente você precisará saber o número do voo de chegada ao Peru e anotar o endereço da hospedagem);
  • Tenha em mãos o endereço do hotel na cidade de chegada pois será necessário no preenchimento da Tarjeta Andina;
  • Tênis em cor escura de preferência, marrom. Será útil no deserto e ruínas como Huacla Puclana;
  • Repelente, útil na visita a Machu Picchu;
  • Papel higiênico. Poucos banheiros públicos e de estabelecimentos tem papel higiênico disponível.
  • Lembre-se de levar também o álcool gel;
  • Se procura hospedagem barata e quer negociar preço, não vá com mala de policarbonato, né? Vá de mochila.
  • Se ficar em hostels, leve seu par de chinelos. Útil na hora de tomar banho e para evitar pegar doenças.

Dicas de sobrevivência em Lima

  • Os táxis em Lima não tem taxímetro (eu tenho cá para mim que isso deve ser no Peru inteiro). Então, nunca entre no táxi sem negociar antes.  Para uma primeira vez, é bom perguntar ao hotel com antecedência o preço da corrida do aeroporto até o hotel ou se possível, agendar o transfer;
  • Tendo uma ideia do que quer conhecer (a esta altura do campeonato, lendo o blog você já deve saber como é bom planejar sua viagem, principalmente para o seu bolso), pergunte no hotel o preço das corridas de táxi.
  • Não há rodoviária em Lima. Se quiser ir para outra cidade, você terá que pegar o ônibus no terminal da empresa escolhida. Por exemplo, compramos a passagem Lima – Ica pela Cruz del Sur. O terminal de ônibus é exclusivo da companhia (Terminal Javier Prado).
  • Se quer almoçar/jantar em um dos restaurantes de griffe em Lima, faça a reserva com antecedência;
  • Se pretende fazer trekking ou quer comprar equipamentos ou roupas térmicas para o frio, deixe para comprar em Cusco mas saia do perímetro da Plaza de Armas.
  • Não custa ler um pouco sobre o país antes de viajar

Dicas de sobrevivência em Cusco e arredores

  • Pessoas com problemas respiratórios, anemia, grávidas, etc procurem um médico antes de ir para altitude. No primeiro dia, evitem fazer esforço. Não façam passeio algum. Descansem no hotel e tomem chá de coca.
  • Eu sofri muito mais com altitude desta vez mas eu estava anêmica e só depois é que eu associei uma coisa à outra. Não teve chá de coca nem soroche pills que dessem jeito. Não quero nem que meu pior inimigo sinta as dores que eu senti. Só bebia água e chá de coca no primeiro dia e não saí do hotel. Dor de cabeça, náuseas, etc. Alguns peruanos falam que brasileiros sentem muito a altitude. Mas há pessoas que nada sentem, como as minhas companheiras de viagem. O taxista de Lima que nos levou até o aeroporto disse que era bom evitar comer no primeiro dia, só beber líquidos pois o processo da digestão consome mais oxigênio.  Já li também a dica de uma brasileira que procura ficar em pousadas ou hotéis que tenham oxigênio.  De qualquer forma, ouça os conselhos e evite estripulias no primeiro dia para não estragar sua viagem.
  • Faça os passeios em ordem crescente de altitude.
  • Reserve um período da manhã ou da tarde para conhecer o Q’Orikancha. No passeio City-tour assim chamado para conhecer as ruínas próximas, há pouco tempo de
  • Domingo na Plaza de Armas sempre tem desfile pela manhã.
  • Agora em Cusco tem o ônibus londrino. Não sei o trajeto mas com certeza um peruano te abordará vendendo a passagem;
  • Quanto mais longe da Plaza de Armas, mais baratos são os restaurantes, os hotéis e as lembrancinhas.
  • Não traga folhas de coca para o Brasil, a não ser que queira ter problemas com a polícia. Muito menos para o Chile, se sua viagem incluir  nem para o Chile.

Livros sobre a História do Peru

  • DE LA VEGA, Garcilaso. Comentarios Reales de Los Incas.
  • ROMERO, Saydí María Negrón. Presentando el Perú y Machu Picchu. 2a. ed. Lima: 2013.
  • SALAZAR, Fernando E. Elorrieta & SALAZAR, Edgar E. Elorrieta. Cusco e o Vale Sagrado dos Incas. 1a. ed. Cusco: Tankal Eir, 2014.

O primeiro livro é um clássico. “Comentários Reales” foi escrito pelo Inca Garcilaso de la Vega, filho de um conquistador espanhol e de uma princesa inca. Batizado com o nome de Gómez Suarez de Figueroa, o escritor durante sua juventude conviveu com os espanhóis e os parentes maternos incas. Os relatos e o que testemunhou culminou com a obra que retrata sobre a civilização inca e conquista espanhola e guerras civis.  Leia mais sobre Garcilaso na Wikipédia (espanhol) e link para e-book aqui.

Compramos o livro da Saudí María na SBS da Avenida El Sol, praticamente em frente ao Q’Orikancha por 50 soles.  Já o livro sobre o Vale Sagrado em português compramos nas barracas em frente às ruínas de Ollantaytambo também por 50 soles. Os dois livros são ótimos.

 

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