Planejamento

8 maio 2010

O que você faria se ganhasse na loteria?  Quando alguém me perguntava isso, a minha primeira ou segunda resposta era invariavelmente “viajar pelo mundo”.   Dentro da minha realidade, eu sempre achei que viajar fosse para as pessoas mais abastadas (depois, descobri que prioridade pesa muito mais que o dinheiro). Eu via os preços dos pacotes e já desanimava só de pensar em pagar aquele monte de prestações a perder de vista.

A minha primeira viagem solo foi para Salvador nos idos de 2003.  Não sabia nada do local a não ser do tal Pelourinho, do Mercado-modelo e das inúmeras igrejas da cidade.  Eu precisava ir para um lugar diferente e Salvador estava na moda.  Além disso, eu tinha amigos que moravam por lá.  Comprei a passagem aérea de ida (R$ 300, uma fortuna!) e fui!  Reservar hotel? Muito caro para meus bolsos magros.  Fiquei em um albergue no meio do Pelourinho.  Dividi quarto com várias pessoas.  Por sorte, eu tinha uma amiga que conheci nas salas de bate-papo do UOL (xi, tô velha!).  Na época, ela estagiava por meio-período na Bahiatursa e pôde me fazer companhia por algumas vezes.  Dias depois, meu amigo do trabalho voltou para Salvador e mostrou vários pontos turísticos do local.

Eu lembro que eu não tinha dinheiro para a passagem de volta! Já me imaginava passando horas de ônibus até o Rio de Janeiro.  Mais uma vez, os amigos me salvaram.

Hoje com um pouco mais de experiência, eu vi que fiz uma doideira! Com um pouco de informação e planejamento, poderia ter ficado em um hotel em um lugar mais tranquilo para dormir, teria uma idéia de quais passeios fazer, não voltaria endividada, enfim a viagem seria muito mais proveitosa.

Viajar vicia.  Eu que o diga.  A viagem começa a partir do momento que você decidiu viajar. A melhor parte é o planejamento.  É você já se imaginar lá caminhando pelas ruas ou lagarteando naquela praia paradisíaca ou se divertindo com os filhos em um parque aquático.  É ter noção de quanto deve gastar para que não volte das férias com uma baita dor de cabeça com um rombo de orçamento. É saber o que fazer lá para depois não chegar em casa e ver que não conheceu aquela atração imperdível do lugar.  Consegue imaginar ir ao Rio de Janeiro pela primeira vez e não visitar o Pão de Açúcar ou o Cristo Redentor?

De maneira nenhuma, confunda planejar com engessar.  Quando a gente sabe o que fazer e conhece o tamanho do nosso bolso, fica mais fácil escolher o que repetir ou o que deixar para uma próxima viagem. Dá trabalho mas é uma etapa importante para que a viagem tenha êxito.  Não tem o modo certo ou errado. O melhor modo é aquele que combina com você.

Bom, mãos à obra!

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