Como planejar sua viagem

10 fevereiro 2013

Por que planejar?

Eu considero que a fase do planejamento é a fase mais importante da viagem. É aqui que começa a viagem.  Planejar não é engessar a viagem, de modo algum!  Eu entendo que é algo que pode ser feito para diminuir as chances da sua viagem ser uma roubada e de evitar frustrações.

Um exemplo, um colega do trabalho foi para a Argentina, na região fronteiriça de Foz do Iguaçu há alguns anos e não levou identidade nem passaporte. Ele havia levado só a CNH. O que aconteceu? Foi barrado. Não sei ao certo mas tiveram que enviar a identidade via correios para ele pudesse recebê-la em Foz e seguir viagem. Eu já dei de cara na porta quando fui visitar o Parlamento Europeu e o museu arqueológico de Atenas.
E já escolhi ir a um destino de praia em época de chuvas. Ok, eu já sabia que podia pegar chuva mas com o tempo tão imprevisível e com o preço de passagem aérea tão convidativo… Tem coisa mais frustante do que ir para praia e chover?  Conta dormir em local barulhento? A primeira vez que eu fui em Salvador, eu dormi em um albergue no Pelourinho. Nunca podia imaginar que seria um barulho que só!

A minha lista é extensa! Então, eu acho que o básico é buscar as respostas para as perguntas essenciais como: “Como faço para chegar lá?”, “Qual é a melhor época para ir?”, “Quais são os passeios que podem ser feitos lá?”, “Há lugares próximos que valem a pena visitar?”, “Quais são os documentos necessários para eu poder visitar o lugar?” e “Qual é o melhor bairro para se hospedar?”. Para quem tem orçamento limitado, saber a média das diárias dos hotéis e os preços dos passeios, ajuda a saber se o destino é caro ou não.

Como planejar

Não tem uma fórmula certa, eu vou explicar o que dá certo comigo.  Sempre procuro por lugares que têm a ver com o meu perfil. Todo mundo quer viajar mas tem lugares que não são a nossa praia. Eu, por exemplo, adoro praias paradisíacas, ruínas e um toque de aventura, não necessariamente nesta ordem. Então sempre tento encontrar um lugar que tenha esta tríade. Por outro lado, não tenho tolerância a lugares gélidos (abro exceção para a Patagônia) e ambientes muito rústicos. Se tiver que ir para um lugar onde a única alternativa seja dormir em barracas, prefiro não ir. Por isso é importante saber qual é o seu estilo de viagem.

O seu estilo tem que ser parecido com as outras pessoas com quem você vai viajar.  Imagina você, fanático por praias,viajando com uma pessoa que não abre mão do friozinho da serra?  Conhecendo o jeito de cada um e definindo o o objetivo da viagem (descanso, fotografia, diversão, etc.), passa-se a difícil mas prazerosa fase de escolher o destino.

Como escolher o destino

Você já sabe quais são os lugares que quer conhecer se tivesse oportunidade?  Não tem a menor ideia de onde ir? Acredita que das viagens que eu fiz, a única que realmente eu sempre sonhei em fazer foi ir para a Europa? Os outros lugares, os motivos que me levaram a escolhê-los foram diversos: fotos (Maceió, Porto de Galinhas e Los Roques), um passeio (voar de balão sob o céu da Capadócia), paisagens diferentes e baixo custo financeiro (Peru, Bolívia e Deserto do Atacama), uma promoção de passagem aérea (Buenos Aires. Duas vezes), etc.

A minha primeira viagem planejada foi para Maceió. Foi a primeira vez que eu tirei férias sem precisar usar o dinheiro para pagar contas. Finalmente livre do vermelho, resolvi viajar e depois de ver as fotos em uma revista de viagem, decidi que ia conhecer o litoral alagoano.  Eu não tinha um passo-a-passo de como começar a montar o roteiro.  Eu passei a ler revistas de viagens, procurar relatos na internet até que um dia achei a comunidade do “Dica imperdíveis de Viagens”, do bom e velho Orkut  e o site “Férias Brasil”.  Passei a ler bastantes relatos de viagem, que nos dão as dicas sobre hospedagem, passeios e os preços atualizados do lugar além de algo que eu considero o mais importante: a opinião pessoal dos viajantes.

Adoro ler relatos de viagens.  É um passatempo prazeroso. Como existe lugares incríveis e muitos que a gente nunca ouviu falar! Às vezes, aquele lugar que eu nunca pensei em ir, começa a fazer parte da minha lista de desejos como a Patagônia e o Pantanal.

Então, o conselho que eu dou para quem não sabe onde ir:  pesquise bastante.

Minha principal fonte de pesquisas sobre viagens é a internet. Uso e abuso do Google, o “Grande Oráculo” dos tempos modernos.  Tenha caneta, papel e um lápis em mãos ou em versão mais moderna, um documento de texto aberto (Bloco de Notas ou Word) e um Google Maps. 😉

Além da internet, não deixo de consultar as revistas de turismo e os guias de viagens. Gosto também de pegar os folhetos das agências de viagens e perguntar as opiniões sobre amigos que já foram ao local.

Fonte de pesquisas

  1. Sites especializados: Viaje na Viagem, Férias Brasil, Mochileiros.com e Orkut “Dicas imperdíveis de viagens”.
  2. Revistas de viagem: Viagem e Turismo e Viajar pelo mundo
  3. Guias de viagem: Lonely Planet, Guia Visual da Folha e Guia Visual de bolso da Folha
  4. Blogs de viagem: |Eu gosto do DriEverywhere, do Matraqueando, do Turomaquia, do Wazari, do Viaggio Mondo, do Meus roteiros de viagem e muitos outros tão bons quanto, achei só em dar uma “googlada”. Estou lendo também diversos blogs de viagem especializados em Viagem com Crianças como o ‘Eu viajo com meus filhos”.
  5. Opiniões de amigos e parentes.

O que eu busco nas pesquisas?

1. Saiba geograficamente para onde você vai

Eu começo sempre com um bom e velho mapa. Isto é modo de dizer, pois eu uso o Google Maps.  Como gosto sempre de fugir do roteiro básico, eu procuro por lugares próximos que dê para conhecer caso tenha mais dias disponíveis para viajar. Já se localizando no mapa, vamos descobrir os meios de como chegar lá.

Como se faz para chegar no destino? avião, ônibus ou carro? quanto tempo dura a viagem? Se for em caso de só chegar de avião, os voos em geral tem escalas e/ou conexões?  Em tempos de barateamento das passagens aéreas, sempre é bom considerar ir de avião para destinos mais distantes.

Por exemplo, na viagem a Maceió era certo que iríamos de avião.  Melhor custo/benefício saindo do Rio de Janeiro, onde moro. Na época a passagem de um único trecho em fevereiro estava mais de R$ 400. Eis que surgiu uma promoção da Gol para Recife pela metade do preço. Pesquisando descobri que a distância entre Recife e Maceió de ônibus não era tão grande. Eu e minha amiga cancelamos a viagem até Maceió e compramos a passagem para Recife. De quebra, coloquei Porto de Galinhas no roteiro.

Se for a primeira vez que viaja de avião, conheça as regras da companhia aérea e esteja atento a mudanças de horário dos voos.

2. Quando ir

O melhor dos mundos é fazer a viagem na época certa. Já pensou ir para praia em época de chuvas? Ou querer ver a neve e descobrir só no local que isso só será possível daqui a alguns meses? Por isso é importante saber quando ir.  Em geral, a melhor época coincide com o período de alta temporada. Pesquise sobre a média temporada.

3. Idioma

Se você está pensando em ir para o Exterior, há quatro perguntas que você deve saber a resposta: “Qual é o idioma falado no país?”,  “O país tem pessoas bilíngues?”, “Eu sei falar um dos idiomas?”. Se a reposta for não, pergunte-se: “Eu consigo me virar sem falar o idioma local?” Por exemplo, no mochilão para Europa, eu fui para Holanda. Eu não sabia falar holandês mas na Holanda todo mundo que eu encontrei sabia falar inglês, então não foi difícil.

Eu não sou bom exemplo neste aspecto. Até hoje não tomei vergonha e aprendi de vez falar inglês mas sei um pouco mais que o básico para não morrer de fome. Dá para viajar mas em caso de perrengue, o buraco é mais embaixo. Até hoje eu não sei como me consegui fazer entender que queria um outro voo quando o voo para Londres mudou de aeroporto.  A bagagem da minha amiga não veio no mesmo voo que o nosso, a sorte é que ela é fluente em inglês e soube desenrolar. Mas eu acho que o maior estímulo mesmo em aprender uma outra língua é conversar com as pessoas que conhece ao longo da estrada e sair do comum “Where are you from?”.

Na América do Sul, mesmo não sabendo falar espanhol, você consegue se virar no português mas falando devagar. Por razões que a própria natureza desconhece, é mais fácil para nós entendermos o espanhol do que eles entenderem o nosso português.  O que eu percebo dos brasileiros é que muitos na cara dura falam português, nem se esforçam para arranhar a língua. Agora, o espanhol é tão parecido com a nossa língua, não custa nada aprender o básico e evitar muitas confusões!  Se eles falarem rápido e você não entender nada, peça-lhes para falarem “despacio” (devagar).

Não sendo fluente, é bom estudar algumas palavras que serão úteis na viagem como meios de transporte, sobre hotéis e as palavras mágicas como “Bom dia”, “Por favor” e “obrigada”.  Bom, na Grécia eu procurei aprender as expressões simpáticas como ” Bom dia” e “Obrigada”. Até porque grego é muito difícil!

E por último, uma boa dica é comprar um dicionário visual como o icoon book.  Se não souber dizer o que quer, é só abrir o dicionário e mostrar a figura. Acredite, tem várias figuras de tudo quanto é assunto. Acho que isso é uma mão na roda, principalmente se for para países asiáticos.

4. Documentos necessários

Dependendo do lugar que queira ir, é necessário RG atualizado (não servirá CREA, OAB, Coren, CNH e similares), passaporte e/ou visto. Exemplo: países do Mercosul e países associados (Peru, Venezuela e Colômbia). Dependendo do país, a carteira de identidade não resolve. É preciso ter o passaporte e em outros é preciso também emitir o visto como os EUA.  Se irá viajar com menores de idade, especialmente crianças sem a presença dos pais, certifique-se de todas as autorizações necessárias.

Se já está ciente destas exigências não deixe para requerer a documentação em cima da hora!

5. Saúde do viajante

Alguns países exigem o comprovante de vacinação contra a febre amarela. Assim, você é obrigado a tomar vacina e ir à ANVISA emitir a carteira internacional de vacinação, a CIV.  Não só por exigência do país que visitará, é sempre importante saber quais são os cuidados a se tomar no local visitado, evitando prejudicar sua saúde. Descubra se o seu destino exige comprovante de vacinação. Isto não é válido só para viagens internacionais. Quem vai para a região Norte e para o Centro-Oeste  é recomendável tomar a vacina contra febre-amarela.  Em outros países, sua entrada só será permitida se você tiver o seguro-saúde.

6. O que ver e fazer

Anoto tudo sobre as atrações obrigatórias em qualquer roteiro. Procuro saber os preços atualizados e também procuro por achados.  Achados são aqueles lugares e passeios interessantes que fogem ao roteiro basicão.  Por exemplo, em uma viagem a Santiago eu descobri que tem um modo de conhecer as vinícolas de bicicleta. Achei bem original!

7. Onde ficar

Eu procuro saber quais os melhores bairros para se hospedar. Se o lugar tem infraestrutura, se há hotéis e pousadas com boa relação custo/benefício. Procuro saber a média das diárias do tipo de hospedagem que eu quero e se é necessário fazer reservas.  Procuro ler resenhas no Trip Advisor e no Booking.com, site que tenho usado muito ultimamente para reservar hotéis.

Ao escolher o hotel nem sempre considero o preço. Observo a localização e os serviços como café da manhã, lavanderia, piscina, etc.  É importante saber se o hotel oferece transfer do aeroporto ou rodoviária e se o serviço é gratuito. Caso não ofereça e você tenha que usar o táxi, pergunte ao hotel quanto custa a corrida. Melhor se precaver de alguns taxistas que gostam de dar voltas em turistas.

Confesso que eu tenho dedo podre para hotéis. Eu não sei escolher hotéis BBB. Ou são muito caros ou são um muquifo. Esta tarefa eu passo o bastão para a minha amiga-companheira de viagens para o Nordeste. Com tantas opiniões na internet, às vezes fica até difícil escolher. É sempre bom colocar um filtro nas opiniões pois às vezes tem gente que é exigente demais e outros que não esquentam a cabeça com nada.

8. Circulando

Como me deslocar pelo local? Eu consigo conhecer tudo a pé como Buenos Aires ou Paris? Será necessário alugar carro ou pagar um táxi? O lugar oferece um bom serviço de transporte público? Por exemplo, Buenos Aires dá para se conhecer a pé porém se eu for para lugares distantes, posso fazer uso do táxi ou o SUBTE, que é o metrô deles. Procuro fazer o dowload do mapa do metrô.

Leia mais: mapas de metrô de algumas cidades

9. Os arredores

Tem lugares que além de ter seus atrativos, estão perto de outros lugares igualmente ou até mais interessantes. Já que está  tão pertinho, por que não passar o dia lá? É o que chamamos de “bate-e-volta” ou “daytrip”.  Exemplo: para quem está em Porto de Galinhas ou Maceió, vale fazer um daytrip em Tamandaré. Você passa o dia lá e no final da tarde, volta para onde está hospedado. Para quem está em Buenos Aires, um bom daytrip é a cidade uruguaia Colonia del Sacramento, a uma hora de barco rápido.

9. Culinária local

Apesar de eu ser fresquinha pra comida, gosto de saber quais são os pratos típicos dos lugares que eu visito. Foi assim que me apaixonei pelo alfajor, pelo bife de chorizo, pela moussaka, o gyros e o tomato balls grego (não sei o nome em grego).

10. Cultura

Se vai para um lugar muito diferente do seu, é bom saber da cultura local. Importante saber o que é considerado desrespeitoso. Quando fomos para Turquia, já sabíamos que o país era um país mais liberal mas não nos sentimos bem em andar de shortinho pelas ruas como se anda no Rio. Sabíamos que para entrar em uma Mesquita, precisaríamos cobrir nossas cabeças e entrar descalças.

11. Comunicação

Para quem viaja ao Exterior, é importante pesquisar os meios para se comunicar com a família no Brasil. Eu levo celular mas nunca desbloqueio. Eu uso unica e exclusivamente o Skype quando estou no hotel. Por isso, para mim hotel com wi-fi liberado é essencial. Na Europa, eu utilizei os cartões telefônicos pré-pagos. Tipos comprava o cartão de cinco euros e usava o orelhão para ligar para o Brasil. Toda vez que eu utilizava, tinha que digitar a senha e depois o número. Aí eu ouvia quantos minutos eu tinha disponível.  Há outros meios como habilitar o seu celular ou comprar chip pré-pago do local.

Para viagens nacionais, é mais fácil. Ou você tem aquele pacotão do seu plano de celular ou compre cartão telefônico. Nunca use o telefone dos hotéis. Evite surpresas desagradáveis na hora de fechar a conta. ah, às vezes, o lugar não tem sinal de celular. Avise a família antes. Como saber? Ligue para o hotel e pergunte sobre isso.

12. Segurança

Eu li em algum lugar que para um viajante todo o lugar é visitável. Concordo mas não esqueça de considerar fatores importantes como segurança.  Não convém ir para lugares em guerras (Síria), instabilidade política (Egito), climática (temporada de furacões) ou com surtos (lembra do ano da gripe suína?).

Procure saber sobre a segurança no local: se é seguro sair à noite, se a cidade tem alto índice de criminalidade, por exemplo.  Cheque se o hotel que tem diária baratinha não está localizado em uma zona perigosa.  Dos lugares que eu fui, eu posso dizer com toda a certeza que me senti supersegura.  Inclusive, alguns amigos que estavam prestes a ir para Buenos Aires, estavam receosos com a segurança por lá, por terem lido vários relatos de furtos e assaltos.  Eu os tranquilizei.  Independente do lugar que você for, ande na rua como se estivesse no Rio ou em São Paulo. Se fizer isso, não terá problema algum. Gente,  brasileiro sai de casa e se desarma. Dá muita bobeira. Se realmente prestar atenção nos relatos, pouquíssimos são amão armada, a maioria foi por pura distração.

A primeira vez que eu fui para Buenos Aires, eu escutei um casal de brasileiros comentando na Plaza de Mayo que uma mulher teve sua bolsa furtada. O que aconteceu? Ela estava na Catedral da cidade e deixou sua bolsa na cadeira para rezar próximo ao altar.  Não estou dizendo que a culpa é dela mas se perguntem: você faria isso no Brasil? Claro que não!  Não criem a oportunidade para o ladrão: se for a restaurantes, a bolsa tem que ficar no seu colo e não na cadeira do lado. Se for pedir informações na rodoviária, a mala/mochila fica contigo. Mulheres, não andem sozinhas tarde da noite. Nem peguem táxi pirata. Não andem com um monte de dinheiro na carteira.  Usem porta-dólar. Agora deixem uma parte do dinheiro na carteira, não faça como algumas pessoas que para pagar qualquer conta, abrem a doleira e aí o Caixa e outras pessoas vêem o bolo de dinheiro que você carrega.

Pessoas desorganizadas tem que aprender a se organizar no hotel. Use cadeado na mala. Não deixe tudo espalhado no quarto. Em Berlim, eu fiquei apavorada com um gringo que ia no banheiro e deixava seu notebook na cama em um quarto compartilhado com mais 4 pessoas. 

Passaporte é coisa sagrada. Cuide como se fizesse parte do seu corpo. Perder um passaporte, dá uma dor de cabeça danada.

Nas minhas andanças, o único lugar que eu me estressei por ter que ficar sempre alerta com segurança foi Fortaleza.  Em tudo quanto lugar que a gente ia, as pessoas falavam para tomar cuidado. Conhecemos turistas que foram assaltadas na praia do Futuro. Avisaram para a gente andar na orla sem câmera fotográfica. Assim o fizemos mas eu fiquei frustada por não ter uma foto da orla de Iracema e Meireles.

Resumindo: cuide-se mas não fique noiada(o).

13.  Por último mas  não menos importante

Sabe de algo que eu nunca me liguei em saber antes e só aprendi “apanhando”? Descobrir qual é a tensão adotada do lugar. Aqui no Rio é 110V. Em Maceió é 220V. Cá eu e a Suelen cheias de roupas amarrotadas, tivemos que procurar lá no beco do Rato, centro de Maceió, um ferro de passar roupa. Que ódio! Perdemos uma manhã comprando um ferro quando poderíamos estar na praia!  Isso foi em 2008. Em 2009, fomos para Porto Seguro. Nós já conhecíamos Salvador e não cogitamos levar o ferro. Quando chegamos no hotel, descobrimos que a tensão em Porto Seguro era 220V. Pronto, lá fomos nós comprar um ferro de passar roupa em Porto Seguro.

O ferro foi doado a uma amiga minha que estava se mudando para o Piauí. Eu e Suelen aprendemos a lição. Eu não levo para viagens roupas “amarrotáveis” e ela comprou um ferro de passar próprio para viagens e que é bivolt. 😉 Ah, sim… nunca mais viajamos sem antes saber qual é a tensão do local.<

Em viagens internacionais, além da tensão saiba qual é o padrão de tomadas adotado.  Na lista do que levar na bagagem, lembre-se de levar um adaptador de tomadas.

Leia mais sobre padrões de tomada adotado nos países: http://www.kropla.com/electric2.htm

Outras informações importantes: código DDD e DDI, endereço de embaixadas e consulados, telefones de emergência do banco, plano de saúde, etc.

Uma dica de ouro é que independente dos dias que você vai ficar fora: não leve a sua casa inteira! verifique o que vai levar na bagagem e saiba como arrumá-la. Faça uma lista e tenha uma cópia que servirá para fazer o check-list na volta (eu sou a rainha dos objetos perdidos em viagens).

Todas estas informações eu as ponho num documento de texto e faço um miniguia. Eu imprimo e levo comigo.  Outras vezes, levo cópias de algumas páginas e à medida que vou passando pelos lugares, vou descartando-as. Uma dica que li na internet e achei muito válida. Ultimamente, tenho usado o aplicativo Evernote para montar meu miniguia e estou adorando. Mas isso é assunto para outro post.

14. Custos

Com todas as anotações feitas (valores atualizados dos passeios, preços dos hotéis, passagens, custo do seguro-viagem), eu  as organizo numa planilha do Excel. Sempre deixo uma margem de 10% do que orcei ou deixo o cartão de crédito para emergências. Quando eu volto de viagem, atualizo a planilha criando a guia Roteiro Realizado. Assim, se os amigos quiserem saber do valor de algo, eu já tenho tudo mastigado.

Se for para o Exterior, descubra qual a melhor moeda para levar. Por quê? As agências de câmbio no Brasil nem sempre vendem todas as moedas e mesmo se vendesse às vezes não vale a pena comprar por aqui. É mais interessante nestes casos, levar moedas como o dólar ou o euro ou até mesmo o real.  Um exemplo, em 2011 eu fui para Buenos Aires somente com real. Em 2013, na viagem para Santiago do Chile, eu levei real e dólar. Acabei não usando o real mas as casas de câmbio santiaguinas trocavam real.

Em viagens internacionais, você deve ter um cartão de crédito internacional. Antes de viajar é necessário desbloqueá-lo. Descubra as tarifas cobradas pelo seu banco.

Minha viagem, minha vida

Particularmente, não gosto de voltar da viagem com contas para pagar. Então sempre procuro reservar uma parte do salário para pagar antecipadamente a viagem. Assim quando eu volto, sinto-me à vontade para começar a planejar outra. A vantagem dos pacotes é poder parcelar em várias prestações mas policie-se em viajar depois de pagar tudo.

Bom… acho que consegui passar “resumidamente” como eu faço para planejar as minhas viagens. Os diversos links deste post contam com mais detalhes sobre os assuntos propostos. No mais, boa viagem!

Se conselho fosse bom…

  • Não exagere no  planejamento! Se não, ficará estafado com a sensação de já conhecer o lugar.  O meu jeito de evitar o exagero é quase não ver fotos nem vídeos do local.
  • Se você gosta de planejar, pesquise sobre os próximos lugares que você quer conhecer.  Ao menos ter uma noção dos passeios, de quando ir e de como chegar lá. Em tempos de promoções de passagens aéreas, fica mais fácil e rápido comprar quando você já sabe quantos dias a ficar no local.
  • Compartilhe a sua viagem e ajude as outras pessoas a montar seus roteiros.
  • Tente reservar uma grana para você viajar antes da viagem para não voltar com dívidas.

15.Tenha uma lista de desejos

Eu tenho mentalmente uma lista de desejos. Sempre que dá, pesquiso sobre estes lugares  e guardo algumas informações em um arquivo no micro (vai que cai de pára-quedas uma promoção de passagens aéreas? Nem tenho que pensar muito. Já está tudo planejado). As pessoas chamam esta lista de desejos de  bucket list de viagens (lista dos lugares que quero conhecer antes de morrer). Sempre guardo informações sobre os lugares

 

Leia mais

Qual é o seu estilo de viagem?

Escolhendo o melhor destino e quando ir

Traçando o roteiro

Como chegar lá: os deslocamentos

Onde ficar: a hospedagem

Como montar a sua planilha de viagem

O que levar na bagagem

Como arrumar a mala de viagem

Primeira viagem de avião

Bagagem de avião

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