Santorini

22 agosto 2013

Chegando em Santorini

As minhas expectativas com relação a Santorini não eram muitas. Sabia que era uma das mais famosas ilhas gregas juntamente com Mykonos. Sabia que era ilha escolhida por muitos casais para lua de mel e até casamento. A atração mais famosa de Santorini é o pôr-do-sol, que é o mais famoso da Europa.

Santorini fica a uma hora e meia de Milos (de ferry). Chegamos às 11:30. Já havia uma pessoa nos esperando pois eu havia agendando o transfer gratuito. Nosso hotel fica em Fira. Fira é a capital de Santorini. Do porto ao hotel leva-se cerca de 20 minutos percorrendo as ladeiras da cidade. Fomos muito bem recebidas pelo pessoal da recepção (Nikos e Dora). Nikos na Grécia parece ser um José ou João no Brasil! Assim que fizemos o check-in, pegamos o mapa oferecido pelo Nikos e fomos caminhar até o centro de Fira.

Segundo o Nikos, entre o Centro e o hotel dá uns cinco minutos. O que é a mais pura verdade. De cara, percebemos que Santorini tem muito mais movimento que Milos. Mal entramos numa rua e já escutamos português. Inclusive de lojistas que sabiam falar portunhol.

Aqui na Grécia, percebemos que os vendedores de comida e bebidas sempre oferecem uma prova. Experimentamos vinhos e amendoim com mel e gergelim (viciante!). Adoramos os souvenirs e os produtos oferecidos. Ficamos encantadas!

Almoçamos e fomos caminhando pelas ruas do Centro que se revelaram ser uma rua das Pedras (Búzios). Muitas lojas, muita variedade… Neste vai e vem, chegamos até ao teleférico. Também vimos preços de aluguel de carro e dos passeios de barco, que era o que se podia fazer na ilha.

 

O tempo hoje não ajudou. Está muito nublado, além disso venta muito. Estávamos indecisas sobre o que fazer amanhã. Eu votei em ir para as praias e conhecer Oia.

Explicando Santorini

Santorini ou Thira é um arquipélago resultante de uma erupção vulcânica há mais de mil anos antes de Cristo. Sua ilha mais famosa é Thira, que também é a capital. A Santorini dos cartões-postais é o vilarejo de Oia (lê-se Ía) com suas casas branquíssimas e hotéis caríssimos.

Hospedagem

O hotel escolhido foi o El Greco Resort. Foi o hotel que minha amiga ficou e foi uma excelente dica. O melhor hotel da viagem porém também o mais caro. Recomendo muito para casais. Na verdade, recomendo para todo mundo. Nós não aproveitamos muito o hotel pois só chegávamos cansadas da rua. Tem uma enorme piscina, o café da manhã é variado e farto (um pouco diferente do brasileiro) e está próximo a Fira (5 minutos andando).

O apartamento triplo na verdade era um quarto com mezanino. No primeiro andar, uma cama de casal e no segundo andar, duas camas de solteiro. Bom para famílias com crianças.

A maioria dos blogs, revistas e guias de viagem recomendam ficar em Oia. Também pudera! O lugar é bonito demais e tudo isso tem o seu peso (de ouro, diga-se de passagem!). Se seu orçamento é restrito, se você não está em lua de mel, sossegue. Dá para ficar em Fira e aproveitar muito bem a ilha.

Site: http://www.elgreco.com.gr/

Diária: 182,00 EUR – apartamento triplo.

Reservado pelo Booking.com

El Greco Resort

Conhecendo as praias e Oia

Acabamos por alugar o carro pelo hotel. Saiu por EUR 30,00 o aluguel de um Nissan Micra. A minha amiga foi a motorista em Milos e também seria a de Santorini, disse que o carro era pior que o Chevrolet Matiz que alugamos em Milos. Demorou um pouco para manobrar e sair do hotel o que, quando aconteceu, dois velhinhos que estavam na porta do hotel começaram a aplaudir. Rimos muito.

Desta vez, o rapaz da locadora informou que com 10 a 15 euros de gasolina, dá para conhecer toda a ilha. Abastecemos nove euros e fomos rumo às praias. Conhecemos as praias Red Beach, Black Beach e Perissa Beach. Red Beach tem esse nome pois a encosta da praia tem cor vermelha. Black Beach porque sua areia é preta. Perissa Beach é a praia mais bem estruturada com restaurantes, espreguiçadeiras e até serviço de massagem. Almoçamos por ali. Conhecemos outras praias antes de Perissa mas as três citadas são as mais bonitas. Logo depois, fomos para Oia.

Conhecendo Oia

Oia é a Santorini dos cartões-postais: casas brancas e igrejas de cúpulas azuis. É aqui que estão os hotéis mais caros e a vista para o pôr-do-sol. Chegamos a sol pleno. A luz solar refletida nas casas brancas chegava a doer a vista. Tudo muito bonito! Caminhando, chegamos a uma espécie de rua das Pedras. Com um pequeno detalhe: a rua é toda de mármore!

Oia é mais sofisticada que Fira. Os preços comprovam isso. Resolvemos ir em busca das imagens dos postais, procurando as igrejas. Achamos! Depois, achamos o Castelo de Oia, onde se tem uma vista ótima. Eram 17:30 e queríamos assistir o pôr-do-sol. Entramos em conflito pois uma queria voltar à Fira para fazer compras. Uma frase da foi decisiva para não desistirmos e ficar: “A gente vai deixar de conhecer o pôr-do-sol mais famoso da Europa para fazer compras. Isso é futilidade!”

As cúpulas azuis das igrejas de Santorini

Então, fomos comprar água e escolher um restaurante para tomarmos café e aproveitar o terraço para assistir. Deu tudo certo! Pedimos um crepe e uma bebida (crepe horrível!) e às 20:20 aproximadamente começou o espetáculo. O sol estava bem redondo e pegou várias tonalidades desde o laranja, rosa. Não houve aplausos mas sim um ar de encantamento. Saímos satisfeitas de lá!

Passeio de barco até o vulcão

Deixamos o último dia para fazer o passeio de barco até o vulcão. O ponto de encontro era no porto de Fira. Santorini tem dois portos em Fira: um que recebe os ferrys e outro que recebe os barcos que trazem os passageiros de cruzeiros e barcos de passeios. Este último era o antigo porto de Fira e é para lá que teríamos que ir. Para chegar até lá, havia duas opções: descer as escadas ou ir de teleférico. Optamos por descer as escadas. É o mesmo caminho que os burros fazem trazendo os turistas.

Que furada! Os degraus estavam cheios de cocô dos burros. Bem nojento! No começo, até desviava do cocô mas depois eu falei um “que se dane!” Fora que várias vezes tínhamos que parar para a manada de burros passar. Levamos mais de meia hora para chegar ao porto.

O barco Poseidon saiu pontualmente às 10:45 (verificamos ao longo destes dias como os gregos são pontuais). Teve gente que chegou depois, dava até para o barco parar mas não fizeram isso.

A primeira parada é no vulcão para fazer uma caminhada de uma hora. Na verdade, onde andávamos era apenas 1% dele, os 99% restantes estão submersos. Segundo o guia, a última erupção foi em 1950. Eu não preciso dizer que quase morri com aquele monte de ladeiras sob calor forte. A vista é muito bonita, o cheiro de enxofre é um pouco desagradável mas aí tem a brisa do mar para amenizar.

Depois disso, o barco parou próximo a uma das ilhas, acho que Nea Kameni, para os turistas nadarem em águas termais. O barco não pode parar exatamente no ponto das águas termais porque ali é raso. Então, o visitante tem que nadar pela água fria até chegar a água quente. A parada para banho é de 20 minutos.

Segundo o comandante do barco, ele parou a 40m. A temperatura da água estava a 35°C e ele frisou bem que só deveriam descer pessoas que soubessem nadar bem. As meninas desistiram de ir.

Houve uma parada para almoço na ilha de Thirassia. Lá conhecemos uma senhora pernambucana que estava sozinha em Santorini e ela não sabia falar inglês! Uma figuraça muito engraçada que combinou com a gente de sair à noite. Na volta, pegamos o teleférico e fomos às compras em Fira.

Quem converte, não diverte – Santorini

Passeio de barco (ag. Dakoutros Bros) – EUR 28,00
Museu – EUR 3,00
Ingresso para acessar o vulcão: EUR 2,00
Teleférico: EUR 4,00
Gyros: EUR 5,00
Coca-cola (garrafa em tamanho micro): EUR 2,00
Pacote de amendoim com gergelim: EUR 3,00 (2 un.)
Pão oferecido como entrada nas refeições: EUR 3,00
Assistir a um pôr-do-sol digno de aplausos: não tem preço!


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