Restaurante Giratório, Palácio La Moneda e Cerro San Cristóbal

16 junho 2013

Restaurante Giratório

Muitos guias de viagem de Santiago recomendam conhecer o Restaurante Giratório que está localizado no bairro de Providencia.  Como sempre chegávamos cansadas dos passeios, preferimos ir almoçar no restaurante após a visita ao Museu de La Memória.  O nome do restaurante não é à toa. A área das mesas movimenta-se lentamente de forma com que o cliente ao longo do tempo tenha uma visão de 360°  de Santiago. Com uma dica ótima encontrada nos Mochileiros, pedimos o menu del día.  O menu do dia é mais ou menos o nosso conhecido prato do dia com uma diferença: inclui entrada, prato principal, uma bebida e uma sobremesa.  Boa comida e bom atendimento.  O ambiente é agradável. Ficamos um bom tempo por lá e mesmo assim não vimos a volta completa do restaurante.

Endereço:  Av. 11 de Septiembre, 2250. 18° andar. Providencia – Santiago. Metrô Los Leones. Horário de almoço: 12:00 às 16:00.
Site: http://www.giratorio.cl/

Obs.: O restaurante é chique. Se for à noite, não vá como se fosse comprar um pão na padaria da esquina. 😉

Curiosidade: Você sabia que há um restaurante giratório no Brasil? É o Mascaron Restaurante Giratório em Veranópolis, no Rio Grande do Sul

 

Cerro San Cristóbal

O Cerro San Cristóbal é o segundo maior morro de Santiago.  Está localizado dentro do Parque Metropolitano.  O modo mais simples de chegar ao topo do cerro é pegar o funicular. Há duas paradas: a primeira é o zoológico municipal e a última é a parte alta do cerro, onde há o mirante, as barracas que vendem artesanato e a bebida típica mote com huesillos e a estátua da Virgem Maria.  Final de tarde, subimos até o topo do morro, onde está a estátua da Virgem para apreciar o  pôr-do-sol.

Como chegar

A estação de metrô mais próxima é a Baquedano. Endereço: Calle Pío Nono, 450.

Logo na entrada do cerro, há um balcão de informações turísticas. Solicitamos o mapa e já havia acabado. Não sei dizer se andar pelo parque metropolitano sem mapa é fácil. Mas se for somente subir o cerro e contemplar a vista, não há problema algum. Não deu tempo de visitarmos o zoológico mas li em um blog que é bom ter cuidado com a hora de ir embora pois depois de um certo horário o funicular não para mais no zoológico e o visitante tem que subir a pé o morro.

Dicas

  • Se já está programando que vá visitar o cerro San Cristóbal, reserve um tempo para conhecer a Casa de Pablo Nerudo, o museu La Chascona.
  • Assistir o pôr-do-sol ali é uma boa pedida.
  • O Parque Metropolitano tem piscinas além do zoológico.

 

Tour guiado no Palácio La Moneda

O Palácio La Moneda é sede do governo chileno. Tem esse nome pois foi construído para ser a casa da moeda quando o Chile era uma colônia espanhola.  Em 1875, virou sede do governo e residência oficial do presidente.

Eu não sabia por qual lugar era a entrada para o tour guiado e na hora que chegamos estava tendo alguma solenidade.  Eis que perguntamos para o guarda sobre o tour e ele me respondeu com várias perguntas. Perguntou se eu tinha reservas e tal. Depois de encher o saco, ele avisa que a entrada é pela outra rua. Por que raios então ficou enrolando? – pensamos. Na entrada correta, com um guarda muito mais simpático, nos identificamos e aguardamos o início do tour.

O guia conta a história do edifício. A visita começou no Pátio de Los Cañones, um dos pátios do palácio. Tem esse nome devido a dois canhões existentes no pátio. Depois, fomos conduzidos a conhecer a maquete do Palácio e uma sala onde há moedas com a imagem de todos os presidentes eleitos.

Conhecemos alguns salões como o salão O’Higgins, cujo nome refere-se ao libertador do país, Bernardo O’Higgins. Aqui são realizadas várias recepções oficiais, principalmente a assinatura das credenciais dos embaixadores. No salão há um quadro chamado Batalha de Maipu, que foi uma batalha crucial para o Chile conquistar sua independência. Participaram da batalha, tropas lideradas pelo argentino General San  Martín e tropas lideradas por  Bernardo O’Higgins, chileno.  A título de curiosidade, o general San Martín logo depois de participar da libertação da Argentina do domínio espanhol, ajudou na independência do Chile e depois seguiu para fazer o mesmo no Peru.

Outro salão que conhecemos foi salón Pedro de Valdivia, o fundador de Santiago.  É neste salão que o presidente costuma discursar e onde são feitas os fotos oficiais.  Há um quadro de Pedro de Valdivia que foi pintado como exatamente como é retratado o Dom Quixote de La Mancha, conforme o guia do tour do Cerro de Santa Lucía explicou. Aqui podemos tirar uma foto no púlpito onde o presidente faz seus discursos.

Vale ressaltar que o guia foi muito atencioso e solícito para responder todas as perguntas feitas como a senhora que perguntou se havia a moeda do General Pinochet (não, as moedas existentes são só de presidentes eleitos) e a minha pergunta, se quando há uma diferenciação no hasteamento ou na bandeira quando o presidente está no palácio (sim, a diferença está no escudo da bandeira).

Como reservar o tour pelo Palácio La Moneda

Sugiro enviar e-mail com duas semanas de antecedência da viagem solicitando a reserva do tour na data e período desejados. O responsável pela programação responderá se há vagas no dia que você solicitou e os horários. Em anexo, será enviado um formulário para você preencher pedindo dados como nome completo, país de procedência e  número do documento de identificação (identidade ou passaporte).  Leve o documento para a visita.

Contato: visitas@presidencia.cl

Ponto de encontro: Em frente a Plaza de la Ciudadania. Veja o link: http://www.gob.cl/la-moneda/ven-a-conocer-la-moneda/

 

Troca da guarda | Palácio La Moneda

Em dias alternados há a troca da guarda presidencial às 10:00.

Programe-se: http://www.gobiernodechile.cl/la-moneda/cambio-de-guardia/

Como chegar

Endereço: Metrô: Estação La Moneda (Linha 1). O Palácio está no quarteirão que compreende as ruas Moneda, Teatinos, Morandé e Alameda del Libertador Bernardo O’Higgins.

Quem converte, não diverte

Almoço no restaurante Giratório (menu do dia) = 13.000 CLP
Tour guiado no Palácio La Moneda = grátis
Teleférico Cerro San Cristóbal (ida-e-volta) = 2.000 CLP


Museo de La Memória y Derechos Humanos

16 junho 2013

O Museo de la Memoria y Derechos Humanos foi o único museu de Santiago que conhecemos.  Considero uma atração imperdível. Chegamos pela manhã e quando nos demos conta,  estávamos há quase 4 horas no museu.  O museu da Memória conta a história das vítimas da ditadura chilena. Há tours guiados em horários pré-determinados.  É a atração número 1 no Trip Advisor no momento (abril de 2013).

Como chegar

Metrô linha 5, Estação Quinta Normal.

Um breve resumo da História

O golpe de Estado no Chile começou em 11 de setembro de 1973, quando as Forças Armadas, lideradas pelo General Pinochet, bombardearam o Palácio de La Moneda (palácio presidencial), dando fim ao mandato do presidente Salvador Allende.  O regime militar foi autoritário e acusado de violar os direitos humanos.

Salvador Allende durante o seu governo de linha socialista, nacionalizou bancos, algumas empresas donas de minas de cobre e procurava começar a reforma agrária.  Talvez, temendo mais uma nação socialista nas Américas além de Cuba, o Governo americano apoiou Forças Armadas, promovendo o golpe de Estado. Repetindo o que aconteceu em outros países da América  Na época, o Chile estava dividido. Parte apoiava o presidente, a outra parte não. Inclusive, muitas pessoas comemoraram quando se instalou o golpe.

Para saber mais:
http://www.infoescola.com/historia/ditadura-no-chile/
http://www.brasilescola.com/historia-da-america/ditadura-chilena.htm

Passeando pelo Museu da Memória

O museu conta fala sobre todo este período com  fotos, jornais, depoimentos, documentos, arquivos, aúdios e vídeos. Inaugurado em 2010 pela presidente Michele Bachelet com o intuito de que a História jamais deve ser esquecida para que não se repita novamente. Quando chegamos, havia um grupo grande de estudantes, por isso não havia o tour guiado no horário. Então, alugamos o aúdio-guia (1.000 CLP) e começamos a explorar o museu. Não tirei fotos do local. Também não lembro se eram proibidas. Bolsas grandes devem ser guardadas na recepção.

O primeiro piso tem um grande painel que mostra os países onde foram criadas as Comissões da Verdade, que são comissões estabelecidas para investigar violações dos direitos humanos.

O museu está organizado em ordem cronológica. O segundo piso tem a sala multimídia com depoimentos e vídeos.  Os três vídeos que eu mais gostei foram o último discurso de Salvador Allende, as filmagens feitas por uma equipe de jornalismo no momento em que o Palácio La Moneda estava sendo bombardeado e um vídeo com depoimento de várias pessoas dentre elas um guarda nacional que esteve com Salvador Allende minutos antes de ele morrer. Uma parte triste é a parte que fala sobre torturas como as grávidas que perderam os seus bebês e os desenhos de crianças que retratam o desaparecimento de parentes.

Minhas impressões

Nem preciso dizer que eu adorei, concordam?  Além de conhecer lugares interessantes e paisagens bonitas, gosto muito de saber da História do lugar. Sabia muito pouco sobre o Chile. Sim, eu já tinha ouvido falar em Salvador Allende e sabia que ele havia sido deposto pelas Forças Armadas.  Só não sabia o porquê. Da ditadura, vi o filme “Casa dos Espíritos”, baseado no livro de Isabel Allende.  O museu é imperdível. Emocionante. Queria muito que tivesse algo parecido no Brasil.

Viajar pela América do Sul faz crescer o sentimento de união e orgulho dos países sul-americanos, além de querer conhecer mais a fundo o Brasil.

Dicas  | Museo de La Memória

Quem converte, não diverte | Museo de La Memória

Aluguel de áudio-guia: 1.000 CLP
Entrada: gratuita


Valle Nevado no outono (sem neve)

16 junho 2013

Há quatro estações de esqui próximas a Santiago, pouco mais de uma hora de estrada e muitas curvas: La Parva, El Colorado, Farellones e Vale Nevado.  Fora da temporada de esqui, as agências oferecem o passeio para conhecer as quatro estações em um único dia.  Nós fizemos este passeio pela Rodotour mas o nosso maior interesse era conhecer o Vale Nevado, que na prática, no mês de abril, era a única estação que estava aberta.

Antes de chegar em Vale Nevado paramos para fotos no Parque Yerba Loca e na estação Los Farellones.

 

Los Farelones

O teleférico não estava funcionando. Só entramos no local e tiramos algumas fotos.

Vale Nevado

O primeira impressão é a que fica: que lugar grande! E mesmo sendo bonito no outono não tem como não imaginar o quão mais bonito deve ser  com neve. No verão há outros passeios como andar a cavalo, usar o teleférico. Nós  compramos o passe do teleférico com almoço incluso por 25.000 CLP.

Saímos da recepção e andamos até o teleférico. Não há muito o que dizer sobre o local.  Ficamos por ali um bom tempo contemplando, tirando fotos e sonhando em voltar no inverno. Eu saí dali com uma sensação de que talvez não tivesse valido a pena ter conhecer no outono pela relação custo/benefício. Explico: o passeio é caro (uns R$ 100), ficamos pouco tempo (acho que de 2h a 3h no máximo) e só passeamos de teleférico.  Acho que perdemos muito tempo nas outras estações que estavam fechadas. Melhor ter ido direto ao Vale Nevado.

A estação estava com poucas pessoas. O almoço oferecido pelo restaurante assim como o atendimento foram ótimos.  Os garçons eram supersimpáticos e passamos alguns minutos uns ensinandos aos outros mais palavras para aumentar o nosso vocabulário português/espanhol.  Logo após o almoço, voltamos para a Santiago já no fim de tarde e altamente engarrafada.

Opinião: Se você tiver dias a mais em Santiago, sugiro conhecer mas vá direto para Vale Nevado. Deixe o passeio por último. Só não acho que  ir para lá no verão um dia e conhecer rápido Viña del Mar e Valparaíso (em um único dia).

Dicas | Vale Nevado e outras estações de esqui

  • A volta do nosso passeio foi logo após o almoço. Imagine que descer com estômago cheio naquela estrada curvilínea não foi nada agradável. Então, sugiro calcular mais ou menos a hora do almoço com a hora do término do passeio para não ter enjoos.
  • A estação está a 3.205m a nível do mar, então em um primeiro momento não é bom fazer muito esforço.

Quem converte, não diverte | Valle Nevado

Tour para Valle Nevado pela Rodotour = 25.000 CLP
Teleférico com almoço incluso = 25.000 CLP


Passeio pela Vinícola Undurraga

16 junho 2013

Algumas regiões do Chile tem solo propício para o cultivo de uva. Conhecer uma vinícola em Santiago e arredores é praticamente uma obrigação. As vinícolas mais próximas de Santiago são a Concha y Toro, a Cousino Macul e a Undurraga. A Concha y Toro é a segunda maior vinícola do mundo e tem o conhecido vinho Casillero del Diablo.  Durante a fase de planejamento, li muito sobre a diferença entre os tours nas vinícolas chilenas e que muitos alegavam que o tour na Concha y Toro era muito “turistão”.  O tour mais elogiado era o da vinícola Undurraga.  Então, coloquei como prioridade conhecer a Undurraga e se tivesse tempo, conheceríamos a Concha y Toro.

Um dia antes enviei e-mail para a vinícola reservando o dia e o horário (melhor fazer isso para não correr o risco de chegar lá e não ter vaga). O e-mail foi prontamente respondido, diga-se de passagem.  A vinícola fica a 1h de Santiago, então saímos do bairro Bellavista calculando mais ou menos este horário. O tempo estava ótimo em Santiago: nem tão frio nem tão calor, de posse que fomos de casaco “fininho”.

Como chegar a vinícola Undurraga

Anotei as informações obtidas no site dos Mochileiros e no blog Nós no Mundo. Chegar até o terminal de buses (rodoviária) é fácil, não tem erro:

  • Programe-se para pegar o metrô cerca de 1h30 antes da hora da visita, para chegar com calma;
  • Pegue o metrô da linha 1 (vermelha), direção San Pablo e desça na Estação Central;
  • Ao sair da Estação Central, você estará de frente para um shopping. Entre no shopping e siga até final em direção ao Terminal San Borja. Há placas indicativas dentro do shopping.
  • Suba a escada rolante e vá para a plataforma 77. Pegue o micro-ônibus que vai para Talagante. Diga ao motorista que você descerá na Viña Undurraga. Peça ao motorista para avisá-lo.
  • Na volta é só atravessar a rua e fazer o inverso, pegando um micro-ônibus com destino a Santiago.

Importante: Há o ônibus parador e o direto (está escrito autopista), bem mais rápido. A recomendação para chegar 1h30 antes do previsto é considerando que você pegará o ônibus parador.

O passeio

Quando chegamos na vinícola, percebemos que o lugar é bem mais frio que Santiago e havia muita neblina, o que me fez arrepender-me de ter escolhido o primeiro horário da manhã.  Ao chegar na recepção, você tem que confirmar com a atendente o seu nome e pagar o tour.  Todos os participantes tem que colocar um adesivo de identificação em suas roupas. Fizemos amizade com uma brasileira que estava fazendo intercâmbio em Santiago e enquanto aguardávamos o tour, olhamos a loja da vinícola. Detalhe: os vinhos são mais caros que no mercado. Então, a dica do dia é: compre vinho no mercado. A nossa ideia era fazer a degustação e se gostássemos de mais um vinho, compraríamos no mercado perto do apart.  Minutos depois chegou um grupo da Turistik e logo após, sem atrasos, começou o tour.

Um homem se apresentou dizendo que seria o nosso guia, que já trabalhava há anos na vinícola e que era o seu primeiro dia como guia.  O que eu notei é que ele tinha um papel na mão e ficava explicando algo da vinícola sempre olhando aquele papel. Uma das primeiras perguntas que ele fez foi: “Quantos daqui não são brasileiros?” Fiquei espantada exceto os dois gringos de bermuda que estavam fazendo o tour em inglês, o restante era de brasileiros! Eu já estava era ficando decepcionada com tudo aquilo pois como muita gente elogiava o tour e justo quando eu venho, é a primeira vez do cara e só sabia falar da vinícola olhando a colinha que estava na sua mão. De repente, o cara falou que era tudo mentira, que não era a primeira vez e que ele não precisava do papel. Aí o homem mostra o papel que ele estava sempre olhando: era um papel em branco. Que engraçado! Depois que ele mostrou o papel em branco não teve como não rir.

Caminhando em direção ao vinhedo, o guia explica toda a história da vinícola: quando começou, a que família pertence, os famosos que já a visitaram (Lula já esteve ali). Ele explicou uma coisa que vem nos rótulos de vinho e que para mim era uma incógnita: Cabernet Sauvignon,  Merlot, Pinot Noir, Sauvignon Blanc, etc são tipos de uva. Explicou como distinguí-las uma das outras e como é o cultivo da uva.

Abril é um ótimo mês para ver as uvas nas vindimas e o que é melhor experimentá-las. Quão gostosas elas são! Eu até brinquei falando que por isso que o passeio é pago porque os visitantes dão um prejuízo danado comendo tanta uva! O interessante de um tour na vinícola é que a gente começa ao menos entender o que está escrito no rótulo da garrafa de vinho.  Eu sou uma neófita no assunto. Eu não gosto de vinhos. Gosto mesmo é das uvas e do seu suco.  Estou tentando mudar até porque uma taça de vinho é mais saudável do que um copo de refrigerante.  Fiquei curiosa em saber sobre o processo de produção do vinho. Conhecimento sempre é bom, não?

A Undurraga tem um pequeno espaço onde ela há diversos tipos de uva. Depois, nos foi mostrado a parte de seleção das uvas e a planta de produção do vinho.  O guia também conta a diferença entre produzir vinho tinto e vinho branco.

Passamos também pela planta de produção e a parte subterrânea, onde os vinhos ficam armazenados. Antes de ser engarrafado, o vinho é armazenado em barricas de madeira. Estas são feitas de carvalho (americano ou francês).  A espécie de madeira influencia no aroma do vinho. Quando um vinho fica 12 meses armazenado no tonel, no rótulo vem escrito “reserva”.  Aí, então ele explica qual é a diferença entre Reserva e Reserva Especial.Reserva especial é para os vinhos que ficam no mínimo 18 meses armazenados. A regra sobre o período de armazenado varia de país para país.  Germano também falou sobre o porquê de armazenar em barricas de madeira.

O tour guiado acaba por aqui e começa a parte de degustação. Degustamos quatro vinhos. Eu e minhas amigas não gostamos de nenhum (infelizmente ou não, a gente gosta mesmo é de vinho doce apesar de saber que não são os melhores). Na degustação, ganhamos uma taça de vinho com o símbolo da vinícola de brinde. O final do passeio é na lojinha.

Conclusão: o passeio é muito interessante e valeu cada centavo. Eu atingi meu objetivo que era ao menos saber do que se trata ao ler um rótulo de uma garrafa de vinho.

Dicas | Vinhos e tour nas vinícolas

  • Reserve o tour um dia antes do desejado;
  • Compre vinho no mercado.  Sai mais barato. A maioria do nosso grupo comprou na vinícola. Compramos vinho no free shop com medo de quebrar a garrafa na mala. Pagamos mais caro que na vinícola;
  • Algumas vinícolas vendem embalagens próprias para levar vinhos na bagagem de porão (procure por wine bottle air bag no Google). Não verifiquei se na Undurraga tinha isso.  De qualquer forma, se você não achar e já vem do Brasil com a ideia de comprar vinhos, traga plástico-bolha;
  • Havia dois casais que fizeram o passeio pela Concha y Toro. O guia toda a hora perguntava se o casal conheceu o setor X na vinícola. Algumas perguntas o casal respondia que não, o que nos fez perceber que o passeio da Undurraga seja mais completo.
  • A uva é plantada em agosto e a colheita é nos meses de março e abril. Se viajar neste período, uma sugestão é participar da vindima em uma vinícola como por exemplo, a vinícola Casas del Bosque.
  • Há outros passeios interessantes nas vinícolas como o passeio de bicicleta na Cousino Macul, promovida pela agência La Bicicleta Verde.

Quem converte, não diverte

Tour vinícola Undurraga = 8.000CLP
Ônibus para Talagante (ida-e-volta)= 2.000 CLP

 

 


Passeio em Viña del Mar e Valparaíso

16 junho 2013

Eu já havia planejado chegar a Viña e Valpo de transporte público. Para isso, teríamos que pegar o metrô até a estação Universad Santiago e de lá comprar passagens de ônibus para uma das cidades. Infelizmente, saímos tarde  do apartamento e chegamos praticamente às 10:00 na estação.  Mal chegamos no terminal de buses e fomos abordadas por um brasileiro que trabalha para a Rodotour, uma agência de viagens que tem um escritório ali.  Conversa vai, conversa vem,  acabamos fechando o passeio com ele por 18.000 pesos cada uma. Estava tarde para conhecer as duas cidades de forma independente e com um passeio teríamos uma ideia das duas cidades. Achamos um ótimo preço comparado ao que as agências na região turística de Santiago oferecem.

Valparaíso

Valparaíso é uma cidade portuária próxima a Santiago, rodeada por morros e cheia de casas coloridas.  O porto de Valparaíso teve grande importância para a economia do país.  No passado, foi um dos portos mais importantes do Pacífico Sul. A cidade era uma das mais prósperas da América do Sul porque seu porto era ponto de abastecimento dos navios que vinham dos oceanos Atlântico e Pacífico e que davam a volta pelo Estreito de Magalhães ou Cabo Horn. Com a abertura do Canal de Panamá, os navios deixaram de fazer a rota pelo Cabo Horn, ocasionando a decadência econômica de Valparaíso.  Em 2003, a UNESCO declarou a cidade como patrimônio cultural da humanidade.

Em Valparaíso está a sede do Poder Legislativo. Em 1988, Pinochet mandou construir o edifício de Congresso em Valparaíso como forma de descentralizar o poder.

Valpo tem 300 mil habitantes e  cerca de 80% dos moradores vivem nos morros (cerros). Para facilitar o acesso, o governo no século XIX instalou ascensores, que ligam a parte baixa a alta.

A Rodotour já tem as passagens para Valparaíso e Viña del Mar já compradas. Não sei como, talvez um acordo com a Turbus, o preço da passagem sai mais barato para eles.  A viagem de Santiago a Valparaíso dura . Na rodoviária, um senhor da agência nos leva até a van que nos levará para conhecer os pontos turísticos da cidade.

A primeira parada é ir até o cais ver os leões marinhos que estão em uma plataforma.

A próxima foi a Plaza Sotomayor, a principal praça da cidade onde estão localizados a sede da Armada Chilena e o Monumento aos Heróis de Iquique, monumento erguido em memória aos combatentes da guerra de Iquique e Puenta Gruesa.

A Plaza Sotomayor fica pertinho do Muelle Prat, de onde saem os passeios de barco pela baía.

Curiosidade: Passamos em frente ao Quartel de Bombeiros e todos os brasileiros na van ficaram espantados quando o guia falou que no Chile os bombeiros são voluntários!

Depois, passamos pelas ruas íngremes da cidade e paramos no Museo La Sebastiana, uma das casas de Pablo Neruda. 

Se você gosta de História ou tem curiosidade para saber mais sobre Neruda, aqui é parada obrigatória.  Tem áudio-guia grátis (um aparelho com fone de ouvido em que você digita o número da atração e logo em seguida ouvirá a gravação com a explicação). O que eu achei legal aqui foi saber o carinho e o esmero nos detalhes de cada móvel e de cada peça da casa escolhidos pelo poeta.  Aqui começou a minha raiva do passeio: o motorista-guia deu meia hora para visitar o museu. Trinta minutos é pouco tempo para visitação!  Mas o que me deixou mais surpresa e um pouco indignada foi ver a maioria dos turistas tirando foto da entrada da casa onde está escrito “La Sebastiana” e não entrando no museu. Gente, não façam isto! Ganhem em cultura e conhecidmento. Não sejam turistas de Facebook (aquelas pessoas que tiram fotos na frente dos museus e de edifícios só para postar no Facebook e nem sequer entram no local para conhecer)!

Na rua do museu tem umas barraquinhas vendendo souvenirs e é lógico que a “louca dos porta-moedas” comprou mais um para a coleção.  Fomos as últimas a chegar na van e dali fomos para o teleférico.

Pegamos o  ascensor Artillería (teleférico) e paramos no Mirante Paseo 21 de Mayo onde tem-se a vista da baía de Valparaíso.

E neste ponto adivinha? Mais barraquinhas de artesanato no qual eu fui obrigada a comprar mais porta-moedas e uma caneca!

Daqui seguimos para Viña del Mar.

Curiosidades sobre Valparaíso

  • A primeira biblioteca da América do Sul está em Valparaíso;
  • Surgiu o EL Mercurio, o primeiro diário da Hispanoamérica;
  • Foi a primeira cidade chilena a ter luz a gás;
  • Na cidade há uma escola que infelizmente não anotei o nome onde estudaram o General Pinochet e Salvador Allende.

 

Vinã del Mar

Praticamente colada a Valparaíso, Viña del Mar é um famoso balneário chileno.  A primeira parada foi no famoso relógio de flores da cidade. Cartão-postal.

Dali seguimos para almoço. Comemos no restaurante La Manzana. Não tenho nada do que reclamar. Um bom espaguete com refrigerante custou cerca de 10.000 pesos, incluindo a entradaa (cerca de R$ 40).  O guia nos levou a um ponto onde paramos para molhar nossos pés no Pacífico. Com o frio que estava, cadê a coragem? Ainda mais depois que ele disse qual deveria ser a temperatura provável que agora não me recordo… Molhei as mãos, serve? 🙂

As outras paradas foram o Parque Quinta Vergara e o Museo Fonck.

O Parque Quinta Vergara é uma extensão dos jardins do Palácio Vergara.  O Palácio atualmente é o museu de Belas Artes da cidade e dentro do parque há um anfiteatro onde é realizado o Festival internacional da Canção de Viña del Mar.  No dia do tour estava tendo um encontro do pessoal que se veste como personagens de história em quadrinhos (Segundo o Google, chamam-se Cosplayers).  Fomos pra lá, só para conhecer.

Por alguns minutos, a van circulou pela cidade e aí constatamos o quantoViña é bonita e que merecia ter um dia só para ela. Passamos em frente ao Cassino e longe do Sausalito, estádio construído para a Copa do Mundo de 1962. A seleção brasileira jogou ali.

Já era tarde quando chegamos no última parada: o Museu arqueológico Francisco Fonck. O museu abriga uma coleção de peças de povos primitivos que habitaram o Chile como os Rapa Nui (os habitantes da Ilha de Páscoa). Em frente ao museu, há um moai da Ilha de Páscoa. Moai é uma daquelas estátuas com cabeças enormes, provenientes da Ilha de Páscoa (desculpem os estudiosos, mas é a maneira mais simples de explicar que eu encontrei.). O que está em frente ao museu é um dos seis moais que estão localizados fora da ilha.

A van nos deixou na rodoviária de Viña del Mar. Chegamos uma hora antes do horário do nosso ônibus. Como não conseguimos trocar as passagens, fomos bater perna no shopping logo em frente ao terminal de buses.

Como chegar a Vinã del Mar ou Valparaíso de transporte público

Economize uns trocados indo para Viña del Mar por conta própria.

Pegar o  metrô linha 1 e descer na estação Universidad Santiago (cuidado porque há a estação Universidad de Chile!).  Siga as placas que indiquem “Terminal de Buses”.  Compre as passagens pela Turbus ou Pullman.  A viagem dura cerca de 1h30. Se for no final de semana, garanta a sua passagem de volta para Santiago.

 

Dicas | Valparaíso e Viña del Mar

  • Se você não for por conta própria, leve um lanchinho pois se começar o tour tarde como nós, o almoço será bem tarde.
  • Li nos blogs de viagem e reafirmo: será mais proveitoso deixar um dia para cada cidade. O passeio é muito corrido. No verão, fica fácil passar um dia em Viña del Mar
  • Muita gente não gosta de Valparaíso porque a cidade é feia ainda mais comparada a Viña mas eu achei-a tão fotogênica. Sem contar que sem as excursões, você pode ir a La Sebastiana e ficar o tempo que achar necessário.
  • Se vocês forem num final de semana, compre a passagem de volta para Santiago com antecedência.
  • O que faltou conhecer em Viña del Mar: O Cassino, passear pelo calçadão, ver o estádio Sausalito e o Palácio Wulff.
  • O que faltou conhecer em Valparaíso: Museu Naval y Marítimo, cuja principal atração é a cápsula Fênix, utilizada no histórico resgate dos mineiros chilenos em 2011.

 Quem converte, não diverte | Santiago e Valparaíso

  • Banheiro na rodoviária de Valparaíso: 500 CLP
  • Entrada Casa La Sebastiana de Pablo Neruda (com direito a áudio-guia):  4.000CLP
  • Porta-moeda de couro em Valparaíso: 2.000 CLP
  • Vinho Reserva Especial Merlot Undurraga (comprado em mercado): 11.000 CLP
  • água 500mL: 790 CLP

 ¿Hablas Español?

Ascensor = elevador
Muelle = cais
Terminal de buses = rodoviária
Viña = vinícola


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