Museo de La Memória y Derechos Humanos

16 junho 2013

O Museo de la Memoria y Derechos Humanos foi o único museu de Santiago que conhecemos.  Considero uma atração imperdível. Chegamos pela manhã e quando nos demos conta,  estávamos há quase 4 horas no museu.  O museu da Memória conta a história das vítimas da ditadura chilena. Há tours guiados em horários pré-determinados.  É a atração número 1 no Trip Advisor no momento (abril de 2013).

Como chegar

Metrô linha 5, Estação Quinta Normal.

Um breve resumo da História

O golpe de Estado no Chile começou em 11 de setembro de 1973, quando as Forças Armadas, lideradas pelo General Pinochet, bombardearam o Palácio de La Moneda (palácio presidencial), dando fim ao mandato do presidente Salvador Allende.  O regime militar foi autoritário e acusado de violar os direitos humanos.

Salvador Allende durante o seu governo de linha socialista, nacionalizou bancos, algumas empresas donas de minas de cobre e procurava começar a reforma agrária.  Talvez, temendo mais uma nação socialista nas Américas além de Cuba, o Governo americano apoiou Forças Armadas, promovendo o golpe de Estado. Repetindo o que aconteceu em outros países da América  Na época, o Chile estava dividido. Parte apoiava o presidente, a outra parte não. Inclusive, muitas pessoas comemoraram quando se instalou o golpe.

Para saber mais:
http://www.infoescola.com/historia/ditadura-no-chile/
http://www.brasilescola.com/historia-da-america/ditadura-chilena.htm

Passeando pelo Museu da Memória

O museu conta fala sobre todo este período com  fotos, jornais, depoimentos, documentos, arquivos, aúdios e vídeos. Inaugurado em 2010 pela presidente Michele Bachelet com o intuito de que a História jamais deve ser esquecida para que não se repita novamente. Quando chegamos, havia um grupo grande de estudantes, por isso não havia o tour guiado no horário. Então, alugamos o aúdio-guia (1.000 CLP) e começamos a explorar o museu. Não tirei fotos do local. Também não lembro se eram proibidas. Bolsas grandes devem ser guardadas na recepção.

O primeiro piso tem um grande painel que mostra os países onde foram criadas as Comissões da Verdade, que são comissões estabelecidas para investigar violações dos direitos humanos.

O museu está organizado em ordem cronológica. O segundo piso tem a sala multimídia com depoimentos e vídeos.  Os três vídeos que eu mais gostei foram o último discurso de Salvador Allende, as filmagens feitas por uma equipe de jornalismo no momento em que o Palácio La Moneda estava sendo bombardeado e um vídeo com depoimento de várias pessoas dentre elas um guarda nacional que esteve com Salvador Allende minutos antes de ele morrer. Uma parte triste é a parte que fala sobre torturas como as grávidas que perderam os seus bebês e os desenhos de crianças que retratam o desaparecimento de parentes.

Minhas impressões

Nem preciso dizer que eu adorei, concordam?  Além de conhecer lugares interessantes e paisagens bonitas, gosto muito de saber da História do lugar. Sabia muito pouco sobre o Chile. Sim, eu já tinha ouvido falar em Salvador Allende e sabia que ele havia sido deposto pelas Forças Armadas.  Só não sabia o porquê. Da ditadura, vi o filme “Casa dos Espíritos”, baseado no livro de Isabel Allende.  O museu é imperdível. Emocionante. Queria muito que tivesse algo parecido no Brasil.

Viajar pela América do Sul faz crescer o sentimento de união e orgulho dos países sul-americanos, além de querer conhecer mais a fundo o Brasil.

Dicas  | Museo de La Memória

Quem converte, não diverte | Museo de La Memória

Aluguel de áudio-guia: 1.000 CLP
Entrada: gratuita


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