Onde comer em Jericoacoara

4 dezembro 2013

A idade vai chegando e os gostos vão mudando um pouco. Um dos sinais da rabugice  maturidade é que antes de viajar, procuro boas indicações de restaurantes em blogs de viagem e sites especializados como o Trip Advisor. Fiz uma listinha com alguns nomes e conheci boa parte. Até na primeira vez em 2010, sem querer, jantamos nos indicados.

Bom, como vocês já devem ter lido ou visto em algum lugar, Jeri tem basicamente cinco ruas: rua da Igreja (Matriz), rua do Forró, rua Principal, rua São Francisco e rua das Dunas. O vilarejo cresceu nestes últimos anos mas digamos que o “Centrinho” é formado por estas ruas.  A maioria dos restaurantes indicados estão entre a rua do Forró e a rua São Francisco.

Eis uma foto de um mapa que vi próximo a praça da Principal:

Mapa de Jeri

Da esquerda para direita: rua da Igreja, rua do Forró, rua Principal e rua São Francisco.

rua Principal

Para os dias de calor, dê um pulo na praça e tome um sorvete na Sorveteria Gelato Grano. Um sorvete com duas bolas custa R$ 7.

Não está a fim de jantar e quer comer um doce ou um salgadinho? Em frente a loja Pé de Areia (agora está em reformas, mas fica pertinho da Praça), à tarde, a barraca da Dona Bentinha está aberta para vender ótimos quitutes como torta e coxinhas a módicos R$ 3,50.  Repare que há um cuidado com a higiene: não há nada exposto, os pastéis e os salgados são fritos na hora, os bolos são cobertos com tampa. Tudo bem gostoso. Eu indico!

Para jantar: Restaurante Rústico e Acústico (bons preços e boa comida). O Rústica tem uma decoração tão bonita que me fez lembrar um pouco dois restaurantes de Natal: A Casa de Taipa e a Pizzaria Cipó Brasil. O atendimento não é demorado e ainda tem um menu com preços mais baixos em alguns pratos. Como cortesia, experimentamos o doce de caju. Outra boa indicação é o   Restaurante Leonardo da Vinci (aqui comemos uma bruschetta dos Deuses!) e  Casa de Pedra (crepes a R$ 18 – massa fina e recheio caprichado).  Aqui você come a luz de velas.

Outro doce com bastantes elogios é a torta de banana da Tia Angelita, no final da rua Principal – sentido entrada de Jericoacoara.

Beco do Forró

Perpendicular a rua São Francisco está o Beco do Forró, onde há um restaurante que agora me fugiu o nome mas suas paredes são de cor verde. Ali está sempre cheio. Em 2010, conhecemos um casal de paulistas que só jantava lá porque servem com fatura e a bons preços peixes, lagostas e outros frutos do mar.

rua do Forró

Se sua pretensão é almoçar com preço baixo a pedida é o  Restaurante Marisol (PFs a R$ 10 e R$ 12). En frente ao Marisol, está o tambem cheio, restaurante Dona Amélia, onde tem o forró. Um outro restaurante que fomos mas em 2010 mas segue muito elogiado foi o Cantina Jeri. Ali eu lembro de ter comido uma excelente  pasta com nozes.

rua São Francisco

Nas duas vezes que fomos, jantamos um dia no Sapão. Boa música ao vivo. Eu havia lido para pedir o “camarão com abacaxi”. Minha amiga pediu, disse que estava gostoso mas só que esqueceram de colocar o camarão! Que prontamente ao reclamar, fizeram outro prato. Para quem chega do forró, a dica é dar uma paradinha e comer um pão na Padaria São Francisco, que só abre na madrugada.

Lagoa do Paraíso

Olha, deve existir outras opções mas o nosso queridinho é o restaurante do Paulo (espaguete a matriciana por R$ 30). Não é só pela comida mas é pelas espreguiçadeiras, as redes, o ambiente calmo e a bela vista da lagoa do Paraíso.

Estas são as minhas dicas. No mais, curta a paz e aproveite Jeri!

 



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Os passeios em Jericoacoara

3 dezembro 2013

Não tem tanta coisa para se fazer em Jeri  que caiba em uma semana, por exemplo. Para conhecer tudo, fique 3 dias inteiros. Sugiro deixar um dia para a praia Principal e a praia da Malhada. Reserve um momento para conhecer a famosa Pedra Furada. Nos outros dias, tem dois passeios de bugue superinteressantes: um mais tranquilo que conhecemos as lagoas Azul e a do Paraíso. O outro passeio de bugue, percorremos mais dunas e ingressamos em Camocim. Em qualquer um dos dias, assista o pôr-do-sol na Duna do Pôr-do-sol.  Não conte com o dia da ida e o dia da volta, porque são dias quebrados.

A Pedra Furada

Dizem que conhecer a Pedra Furada é uma furada! Nem tanto! Você pode chegar lá pela praia na maré baixa, seguindo pelo Serrote a pé ou de charrete (R$ 20).

Na primeira vez que fomos à Jeri, soubemos de um rapaz que guiava as pessoas até a Pedra Furada, percorrendo a trilha do Serrote. Vimos um grupo grande na rua Principal e um rapaz com uma caixa de isopor. Nós o seguimos. Ele tirou nossas fotos e pasmem, não cobrou por guiar o grupo. Ele ganha o dinheiro vendendo garrafa de água que leva dentro do isopor. Pegamos o pôr-do-sol lá. Voltamos no escuro, com um grupo de adolescentes cantarolando à beça.  Coroando um excelente dia no vilarejo.

Desta segunda vez, ao voltar do passeio nas lagoas, o bugueiro nos deixou num ponto onde poderíamos caminhar a pé. Erramos o caminho! Enquanto todos foram pela praia, nós fomos pelo Serrote e andamos muito mais. Estava ventando tanto que não tivemos coragem de descer. Uma pena! Desta vez, não deu para ir ao famoso cartão-postal!

A duna do Pôr-do-sol

Por volta do fim da tarde, as pessoas começam a seguir em direção a duna do pôr-do-sol para contemplar o sol se pondo.  Nesta segunda vez, não posso dizer que tive muita sorte pois o tempo estava nublado.

Passeio de bugue por Árvore da Preguiça, Lagoa Azul, Lagoa do Coração e Lagoa do Paraíso

Preço: R$ 160

O passeio passa pela árvore da Preguiça que é chamada assim pelo formato que tem por causa da força do vento.  O bugue segue pela praia do Preá e passa pela Lagoa Azul e a Lagoa do Coração. A parada é na Lagoa de Jijoca mais conhecida como a Lagoa do Paraíso.

Em época de cheia, para chegar até a Lagoa Azul, você pega uma balsa.

AVISO:  Há quatro anos não chove o bastante em Jeri para encher as lagoas. Fiquei chocada com o fato de não precisar mais de balsa para chegar à Lagoa Azul e como a Azul e a do Paraíso estão vazias. Mas continuam bem agradáveis para banho e aquelas redes ótimas para descansar. Como sugestão, peça para o bugueiro parar no restaurante do Paulo. Acho a comida lá excelente.

Se quiser voltar a Lagoa Azul por conta própria, saiba que saem D-20s  da rua principal para a Lagoa Azul. O preço é R$ 10. Pergunte o horário da volta ao motorista.

Passeio de bugue por Mangue Seco, Guriá, Velha Tatajuba, Nova Tatajuba e Duna do Funil e Lagoa da Torta

Preço: R$ 170

Este passeio nos leva a Camocim, município vizinho de Jijoca. Passamos por Mangue Seco e Guriú.

A próxima parada é em Velha e Nova Tatajuba. Aqui, Dona Delmira conta a história do soterramento de Tatajuba por causa da força dos ventos. Parada estratégica para quem quer comprar água e até tirar uma foto com um jegue.

O caminho é sempre percorrendo dunas. Como venta muito, é bom se proteger com canga e óculos escuros.  Na Duna do Funil, você pode descer de esquibunda e pagar para subir de quadriciclo. Da primeira vez que fui a Jeri, o bugue desceu a duna! Hoje, pelo que eu entendi, isto está proibido pois segundo o bugueiro, houve um acidente com um turista estrangeiro (será verdade?”)

Logo depois da duna, seguimos para a Lagoa da Torta, onde é a parada para o almoço. Aqui você  escolhe o seu prato (lagosta, peixe…). Quem não é chegado a peixe e a frutos do mar, prepare-se trazendo algum lanche porque as opções são só para beliscar como o queijo coalho e cocada vendida por ambulantes.

 

Ambos os passeios de bugue são excelentes e vale a pena fazê-los.

Roteiro para quem estiver indo pela primeira vez para Jericoacoara

A maioria das pessoas vem de Fortaleza, então eu vou partir deste princípio. A viagem é cansativa e se você vier de ônibus, os horários são meio ingratos. Sugiro não reservar nada para fazer no dia da ida e no dia da volta.

Dia 1 – Saída de Fortaleza para Jericoacoara. Deixe  este dia para fazer o check-in na pousada e bater perna no Centrinho, fechar passeios e reconhecer o terreno.

Dia 2 – Passeio de bugue para as lagoas Azul e do Paraíso

Dia 3 –  Passeio de bugue para Tatajuba e Lagoa da Torta

Dia 4 –  Praia (acho que alguns quererão ir para a Lagoa do Paraíso novamente).

Dia 5 – Volta para Fortaleza

“_ Pat, eu só tenho duas noites em Jeri. Vale a pena ir?”

Como diria o poeta, “tudo vale a pena se a alma não é pequena” mas (por que sempre tem um mas na vida, né?) eu acho que se você tiver mais dias para lá, fique estas 4 noites inteiras porque eu sou do time em que não se pode perder mais tempo no deslocamento do que conhecendo o lugar em si. São no total doze horas de deslocamento (se vier de ônibus, sem contar que duas destas horas é para ficar sacolejando nas dunas”. Faça valer a pena o desconforto (e vai valer, com certeza!). Eu ia preferir me concentrar nos arredores de Fortaleza e deixar Jeri para uma outra oportunidade.

Um outro conselho que eu posso vender é não crie expectativas. A Natureza tem suas vontades próprias. Eu e uma amiga fizemos uma propaganda danada de Jeri para uma amiga em comum mas desta vez que fomos, não vimos aquele encantamento… Até esgoto vimos na praia. Que pena!  Talvez seja a segunda vez,  que quebra um pouco a magia mas uma das coisas que mais fiquei surpresa foi com a secura da lagoa Azul!  Então, gente… vá com intuito de se divertir ou descansar mas vá com mente aberta para não se decepcionar pois nem sempre o período que a gente vai significa que veremos as fotos maravilhosas que achamos na internet.

Eu continuo gostando de Jeri e pretendo voltar fazendo-a de ponto final da rota das Emoções (Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba e Jericoacoara).

 

 



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Mykonos

22 agosto 2013

Saímos de Santorini para Mykonos usando novamente o ferry Superjet da Seajet. Duração prevista da viagem: 2h30. O hotel forneceu um transfer gratuito para nós até o porto. O ferry para Mykonos atrasou, o que nos fez chegar uma hora depois do previsto. O porto de Mykonos é enorme e percebemos que o fluxo de pessoas ali era bem maior do que o de Santorini. Destacou o número de iates ancorados.

Fomos recebidas pela dona do hotel Damianos. Mykonos também tem muitas ladeiras mas ao contrário de Santorini e Milos não estão beirando o precipício. Na recepção, recebemos um mapa da ilha e várias explicações sobre a centro e as praias. Depois do check-in, descemos as ladeiras (há escadas para chegar mais rápido ao Centro) e fomos conhecer Chora, a capital da ilha.

A primeira impressão de Mykonos não foi boa: achei o porto e as ruas sujas, cheias de guimbas de cigarro (o povo grego fuma à beça!) e as casinhas não são tão brancas quanto as de Santorini. Ficamos por lá até o pôr-do-sol. Depois nos embrenhamos pelas vielas cheias de lojas de charme e tavernas. Jantamos num restaurante cujos donos falam espanhol e foram super simpáticos. Comida excelente! Na volta ao hotel nos perdemos e ficamos por mais de uma hora procurando o caminho para o hotel.

Pôr-do-sol em Mykonos

Aluguel do carro

Tivemos dificuldade de achar carro para alugar. Justamente por causa da Full Moon Party.  Alugamos um Peugeout 207, o último que tinha disponível, com gasolina na reserva (ah, os gregos!). O aluguel do carro gerou um desentendimento entre o grupo que logo depois foi resolvido. Mais uma vez, se estiver em dupla, alugue um quadriciclo, que eles chamam de ATV. Economizará muito mais combustível.  Amigas que foram um ano antes não alugaram carro. Conheceram as praias de ônibus.

Paradise beach

Segundo um dos blogs que eu li, as três melhores praias de Mykonos são Paradise Beach, Superparadise beach e Platys Gialos. Fomos para esta última. Não gostamos. A praia é bonita mas os restaurantes lotearam toda a areia com espreguiçadeiras e guarda-sóis. Além disso, o assédio dos garçons é grande. Saímos e fomos para a Paradise beach. A praia é bonita e decidimos ficar por ali a tarde toda. Logo assim que escolhemos um lugar para ficar um choque: alguns velhinhos (homens e mulheres) estavam pelados na praia! Aqui algumas mulheres também faziam toppless. As poltronas e as espreguiçadeiras pertencem à Prefeitura e o conjunto guarda-sol e duas espreguiçadeiras custam EUR 12,00.

A parte que ficamos (o lado dos nudistas), tinha uma garçonete de um dos bares da praia.  Aqui não é igual ao Brasil que você vai consumindo e só na hora de ir embora é que você paga. Na Grécia, ao menos onde estivemos, o lema é consumiu, paga logo. Não esqueça da gorjeta.

Ficamos até umas seis horas e voltamos para o hotel para à noite irmos à Chora (capital em grego) novamente andar pelas vielas e jantar em uma das tavernas. Isso parece ser o que boa parte dos turistas fazem em Mykonos.

Nós fomos a tal Full Moon Party e eu vou me abster de tecer comentários pois eu não gosto de baladinhas, boates e afins.

Conhecendo as praias do sudoeste (Elia, Kalo Livadis, Aghia Anna, Kalafatis e Superparadise)

Dia de sol forte em Mykonos. Conhecemos várias praias lindíssimas que mudaram totalmente nossa opinião sobre a ilha. Agora sim, eu posso dizer que adorei Mykonos! Pense numa água cristalina. Pense num mar calmo, sem ondas, parecendo uma piscina. Pense numa água de temperatura agradável. Pense numa cor azul e um verde esmeralda refletidas no mar. Você está no mar Egeu. Na Grécia. Em Mykonos.

Primeiro, fizemos uma espécie de city-tour por diversas praias, uma mais bonita que a outra. Depois, escolhermos uma para almoçar e ficar lagarteando. A escolhida foi Kalo Livadis (linda!). O que percebemos que esta é uma praia mais freqüentada por famílias. O número de crianças por ali é bem maior que nas outras praias. Gostamos tanto que já pensávamos em voltar no dia seguinte. A mais chatinha de achar pois o caminho é longo é a SuperParadise. Fomos para conhecer. Chegando lá, achamos tudo muito bonito mas não ficamos por lá. Então, não conhecemos as festinhas nestas praias.

Eu conversei com minha amiga que foi à Grécia ano passado e recomendou um restaurante que é até ponto turístico em Mykonos: Nyko’s Tavern. Boa dica. O restaurante é lotadíssimo e não é à toa. A comida é muito saborosa. As minhas amigas até o final da viagem teceram mil elogios à salada de camarões.

o risoto do Niko's Tavern que minhas amigas tanto elogiaram

Conhecendo as praias do norte (Panormos e Agios Sostis). Praia de Psarou

São duas as praias do norte mais conhecidas: Panormos e Agios Sostis. Ambas são muito bonitas e aquela característica que eu falei das praias do dia anterior. A última tem a diferença de ser uma praia deserta e sem infraestrutura. Vale a pena ficar nas duas.

Faltava conhecer Psarrou que é o mesmo caminho de Platys Gialos. O caminho era uma ladeira muito íngreme que o Pegeout penou para subir depois. Quando chegamos na praia, não havia lugares para estacionar. Então, voltamos. Lembrei que algumas praias tinham acesso do outro lado e fomos nós. Quase já na Platys Gialos, conseguimos uma vaga e diante da visão que tivemos da Psarrou, não pensamos duas vezes: ficamos por lá e fechamos com chave de ouro as praias de Mykonos.

Agios Sostis

Mykonos tem vários moinhos sendo que uma seqüência de 5 deles estavam próximo a Little Venice. Então combinamos de sair às 18:00 da praia, ir para o hotel e assistir o pôr-do-sol perto dos moinhos. Além disso, íamos procurar a tal padaria com doces e sorvetes recomendados pela minha amiga de faculdade. O dia foi ótimo, tudo deu certo!

Devolvemos o carro sem deixar combustível a mais para o dono da locadora. Quem recebeu o carro foi outra pessoa e ele reclamou que entregamos o carro na reserva. Reclamamos muito. A conversa fiada dele não adiantou! A dona com quem tratamos estava lá e nem ligou. Afinal, devolvemos o carro do jeito que recebemos. O cara quis passar a perna na gente mas se deu mal. Foi um pequeno estresse tudo porque os gregos não fazem como no Brasil (entregar o carro com o tanque cheio).

Achamos a padaria que vende os minipicolés por um euro! Uma inflação galopante pois minha amiga um ano antes comprava por 50 centavos. Fomos ao moinho e tiramos vários e assistimos o pôr-do-sol. Algumas pessoas se ofereceram para tirar nossa foto, pena que ou cortavam nossa cabeça ou os nossos pés hahahaha Dois rapazes indianos pediram para tirar foto com a gente! Toda viagem minha para o Exterior tem isso! Faça-me idéia do que eles vão colocar no Facebook deles.

Justamente agora que andamos pelas vielas sem nos perdemos, já é a hora de ir embora. Sem querer demos de cara com o pelicano Petros. Rapidamente, vários turistas apareceram com as suas máquinas fotográficas, o que fez espantar o bichinho! Conhecemos outras ruas interessantes em Chora pena que hoje é o último dia em Mykonos e o último da Grécia. Jantamos novamente no Niko’s Tavern e nos despedimos da ótima comida grega, das praias e do jeito “La garantia soy yo” dos gregos.

 

Hospedagem

Hotel Damianos – reservado no site do hotel.
O hotel está a uns 15 min de Chora a pé. O quarto triplo possui frigobar, TV, ar condicionado (isto é imprescindível!) e uma mesinha. O quarto possuía o tamanho mínimo para caber 3 pessoas e suas malas. O café da manhã foi o mais fraco da viagem. A limpeza exemplar. O único senão foi que esqueceram de repor o papel higiênico em um dos dias mas isso foi logo contornado. Diária: EUR 108,00 ( o que acabou ficando no zero a zero pois foi descontado no cartão de crédito. Talvez tivesse sido melhor reservar pelo Booking.com e pagar em espécie ao hotel na hora do check-in).

Quem converte, não diverte – Mykonos

Suco de laranja – EUR 4,00
2 Espreguiçadeiras + guarda-sol: EUR 12,00
Entrada Paradyse Club: EUR 15,00
Lavanderia: EUR 10,00
Táxi do terminal de ônibus até o hotel Damianos: EUR 4,00 (pura preguiça minha que estava cansada de subir ladeiras)
Minipicolé: EUR 1,00
Média das refeições: EUR 15,00 (incluindo bebida)

Avaliação

A primeira impressão realmente é a que não fica. De cara, não gostei de Mykonos, principalmente porque estava comparando com Santorini mas depois de conhecer as praias, fiquei feliz de tê-la incluído no roteiro. Se pretende visitar a ilha, coloque sempre um dia a mais que Santorini. Eu fiquei quatro noites, três dias inteiros e valeu a pena!



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Santorini

22 agosto 2013

Chegando em Santorini

As minhas expectativas com relação a Santorini não eram muitas. Sabia que era uma das mais famosas ilhas gregas juntamente com Mykonos. Sabia que era ilha escolhida por muitos casais para lua de mel e até casamento. A atração mais famosa de Santorini é o pôr-do-sol, que é o mais famoso da Europa.

Santorini fica a uma hora e meia de Milos (de ferry). Chegamos às 11:30. Já havia uma pessoa nos esperando pois eu havia agendando o transfer gratuito. Nosso hotel fica em Fira. Fira é a capital de Santorini. Do porto ao hotel leva-se cerca de 20 minutos percorrendo as ladeiras da cidade. Fomos muito bem recebidas pelo pessoal da recepção (Nikos e Dora). Nikos na Grécia parece ser um José ou João no Brasil! Assim que fizemos o check-in, pegamos o mapa oferecido pelo Nikos e fomos caminhar até o centro de Fira.

Segundo o Nikos, entre o Centro e o hotel dá uns cinco minutos. O que é a mais pura verdade. De cara, percebemos que Santorini tem muito mais movimento que Milos. Mal entramos numa rua e já escutamos português. Inclusive de lojistas que sabiam falar portunhol.

Aqui na Grécia, percebemos que os vendedores de comida e bebidas sempre oferecem uma prova. Experimentamos vinhos e amendoim com mel e gergelim (viciante!). Adoramos os souvenirs e os produtos oferecidos. Ficamos encantadas!

Almoçamos e fomos caminhando pelas ruas do Centro que se revelaram ser uma rua das Pedras (Búzios). Muitas lojas, muita variedade… Neste vai e vem, chegamos até ao teleférico. Também vimos preços de aluguel de carro e dos passeios de barco, que era o que se podia fazer na ilha.

 

O tempo hoje não ajudou. Está muito nublado, além disso venta muito. Estávamos indecisas sobre o que fazer amanhã. Eu votei em ir para as praias e conhecer Oia.

Explicando Santorini

Santorini ou Thira é um arquipélago resultante de uma erupção vulcânica há mais de mil anos antes de Cristo. Sua ilha mais famosa é Thira, que também é a capital. A Santorini dos cartões-postais é o vilarejo de Oia (lê-se Ía) com suas casas branquíssimas e hotéis caríssimos.

Hospedagem

O hotel escolhido foi o El Greco Resort. Foi o hotel que minha amiga ficou e foi uma excelente dica. O melhor hotel da viagem porém também o mais caro. Recomendo muito para casais. Na verdade, recomendo para todo mundo. Nós não aproveitamos muito o hotel pois só chegávamos cansadas da rua. Tem uma enorme piscina, o café da manhã é variado e farto (um pouco diferente do brasileiro) e está próximo a Fira (5 minutos andando).

O apartamento triplo na verdade era um quarto com mezanino. No primeiro andar, uma cama de casal e no segundo andar, duas camas de solteiro. Bom para famílias com crianças.

A maioria dos blogs, revistas e guias de viagem recomendam ficar em Oia. Também pudera! O lugar é bonito demais e tudo isso tem o seu peso (de ouro, diga-se de passagem!). Se seu orçamento é restrito, se você não está em lua de mel, sossegue. Dá para ficar em Fira e aproveitar muito bem a ilha.

Site: http://www.elgreco.com.gr/

Diária: 182,00 EUR – apartamento triplo.

Reservado pelo Booking.com

El Greco Resort

Conhecendo as praias e Oia

Acabamos por alugar o carro pelo hotel. Saiu por EUR 30,00 o aluguel de um Nissan Micra. A minha amiga foi a motorista em Milos e também seria a de Santorini, disse que o carro era pior que o Chevrolet Matiz que alugamos em Milos. Demorou um pouco para manobrar e sair do hotel o que, quando aconteceu, dois velhinhos que estavam na porta do hotel começaram a aplaudir. Rimos muito.

Desta vez, o rapaz da locadora informou que com 10 a 15 euros de gasolina, dá para conhecer toda a ilha. Abastecemos nove euros e fomos rumo às praias. Conhecemos as praias Red Beach, Black Beach e Perissa Beach. Red Beach tem esse nome pois a encosta da praia tem cor vermelha. Black Beach porque sua areia é preta. Perissa Beach é a praia mais bem estruturada com restaurantes, espreguiçadeiras e até serviço de massagem. Almoçamos por ali. Conhecemos outras praias antes de Perissa mas as três citadas são as mais bonitas. Logo depois, fomos para Oia.

Conhecendo Oia

Oia é a Santorini dos cartões-postais: casas brancas e igrejas de cúpulas azuis. É aqui que estão os hotéis mais caros e a vista para o pôr-do-sol. Chegamos a sol pleno. A luz solar refletida nas casas brancas chegava a doer a vista. Tudo muito bonito! Caminhando, chegamos a uma espécie de rua das Pedras. Com um pequeno detalhe: a rua é toda de mármore!

Oia é mais sofisticada que Fira. Os preços comprovam isso. Resolvemos ir em busca das imagens dos postais, procurando as igrejas. Achamos! Depois, achamos o Castelo de Oia, onde se tem uma vista ótima. Eram 17:30 e queríamos assistir o pôr-do-sol. Entramos em conflito pois uma queria voltar à Fira para fazer compras. Uma frase da foi decisiva para não desistirmos e ficar: “A gente vai deixar de conhecer o pôr-do-sol mais famoso da Europa para fazer compras. Isso é futilidade!”

As cúpulas azuis das igrejas de Santorini

Então, fomos comprar água e escolher um restaurante para tomarmos café e aproveitar o terraço para assistir. Deu tudo certo! Pedimos um crepe e uma bebida (crepe horrível!) e às 20:20 aproximadamente começou o espetáculo. O sol estava bem redondo e pegou várias tonalidades desde o laranja, rosa. Não houve aplausos mas sim um ar de encantamento. Saímos satisfeitas de lá!

Passeio de barco até o vulcão

Deixamos o último dia para fazer o passeio de barco até o vulcão. O ponto de encontro era no porto de Fira. Santorini tem dois portos em Fira: um que recebe os ferrys e outro que recebe os barcos que trazem os passageiros de cruzeiros e barcos de passeios. Este último era o antigo porto de Fira e é para lá que teríamos que ir. Para chegar até lá, havia duas opções: descer as escadas ou ir de teleférico. Optamos por descer as escadas. É o mesmo caminho que os burros fazem trazendo os turistas.

Que furada! Os degraus estavam cheios de cocô dos burros. Bem nojento! No começo, até desviava do cocô mas depois eu falei um “que se dane!” Fora que várias vezes tínhamos que parar para a manada de burros passar. Levamos mais de meia hora para chegar ao porto.

O barco Poseidon saiu pontualmente às 10:45 (verificamos ao longo destes dias como os gregos são pontuais). Teve gente que chegou depois, dava até para o barco parar mas não fizeram isso.

A primeira parada é no vulcão para fazer uma caminhada de uma hora. Na verdade, onde andávamos era apenas 1% dele, os 99% restantes estão submersos. Segundo o guia, a última erupção foi em 1950. Eu não preciso dizer que quase morri com aquele monte de ladeiras sob calor forte. A vista é muito bonita, o cheiro de enxofre é um pouco desagradável mas aí tem a brisa do mar para amenizar.

Depois disso, o barco parou próximo a uma das ilhas, acho que Nea Kameni, para os turistas nadarem em águas termais. O barco não pode parar exatamente no ponto das águas termais porque ali é raso. Então, o visitante tem que nadar pela água fria até chegar a água quente. A parada para banho é de 20 minutos.

Segundo o comandante do barco, ele parou a 40m. A temperatura da água estava a 35°C e ele frisou bem que só deveriam descer pessoas que soubessem nadar bem. As meninas desistiram de ir.

Houve uma parada para almoço na ilha de Thirassia. Lá conhecemos uma senhora pernambucana que estava sozinha em Santorini e ela não sabia falar inglês! Uma figuraça muito engraçada que combinou com a gente de sair à noite. Na volta, pegamos o teleférico e fomos às compras em Fira.

Quem converte, não diverte – Santorini

Passeio de barco (ag. Dakoutros Bros) – EUR 28,00
Museu – EUR 3,00
Ingresso para acessar o vulcão: EUR 2,00
Teleférico: EUR 4,00
Gyros: EUR 5,00
Coca-cola (garrafa em tamanho micro): EUR 2,00
Pacote de amendoim com gergelim: EUR 3,00 (2 un.)
Pão oferecido como entrada nas refeições: EUR 3,00
Assistir a um pôr-do-sol digno de aplausos: não tem preço!



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Milos e sua Vênus

22 agosto 2013

Milos é uma das ilhas do arquipélago Cíclades. O arquipélago que tem esse nome devido às ilhas formarem um círculo em volta da ilha sagrada de Delos. Milos é conhecida não só pelas praias mas também pela estátua Vênus de Milos, que foi achada por um pescador na ilha. Por isto, o nome. Hoje, a Vênus de Milos está no museu do Louvre.

Para chegar a Milos, decidimos ir de ferry. Compramos as passagens pelo site Greeka.com mas você pode comprar diretamente no site da companhia de ferry. Tudo deu certo. A companhia era a Seajet. O horário do ferry era às 07:00 com previsão de chegada às 09:30.

Acordamos às 05:00 para pegar o ferry em Atenas. Novamente pagamos um táxi até o porto de Pireus (achamos perigoso sair na madruga para pegar o metrô). A corrida custou EUR 21,00. Chegamos uma hora antes do previsto, tempo suficiente para trocarmos as reservas já impressas pelas passagens. O ferry saiu pontualmente às 07:00 e chegou ao porto de Adamas dentro do previsto, eu tinha uma relação de hotéis, então eu e a amiga fomos à procura de hotéis e a outra ficou com as bagagens no porto. Eu já tinha um na lista e inclusive já tinha enviado um e-mail solicitando a reserva mas não cheguei a fechar. Durante o caminhar, percebemos que há vários restaurantes e lojinhas de souvenirs. Apesar de ter perguntado o caminho para duas pessoas, não conseguimos achar o hotel pois as ruas aqui não tem nomes. Então como achar um hotel pintado de branco com janelas azuis se praticamente tudo na cidade é assim?!

Eis que paramos numa ponte que foi dada como referência pelos dois homens que eu fiz a pergunta e uma italiana simpática insistiu para que conhecêssemos seu estúdio. Estúdio aqui é um quitinete, um apartamento para alugar. Conhecemos o estúdio (um charme!) mas achamos muito distante do Centro o que nos obrigaria a vir de carro. Para não ser tão rude com a mulher que foi muito gentil conosco dissemos que a nossa amiga que estava no Porto era muito exigente (rs rs rs). Voltamos para a tal ponte e fomos procurar o tal hotel. Eis que achamos uma pousadinha muito boa com um apartamento para 3 pessoas. Concordamos em ficar por ali, junto com o dono da pousada pegamos a outra amiga no porto. Fizemos o check-in, alugamos o carro.

Aluguel do Carro

Alugamos o carro na Agência Athina. Para alugar é necessário o passaporte e cartão de crédito. Eles entregam o veículo com tanque quase vazio, o que achamos isso uma esperteza grega. Sempre que alugar, convém perguntar quanto gastará por dia de combustível. Só aprendemos esta lição em Santorini. Deixamos um quarto de tanque a mais para a agência!

Hospedagem: Tylemachos Studios

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URL: http://www.tilemachos-rooms.gr/

Prós: limpeza (ponto alto em todos as cidades gregas que passamos), uma sacada que ajuda e muito a estender as roupas para secar, uma cozinha com cafeteira, talheres, panelas e uma sala com bicama e um quarto com duas camas. Os senhores donos da pousada são muito prestativos.
Contras: Não tem café porém tem um mercado e uma padaria maravilhosa na rua.

O que fazer em Milos: praias e mais praias

Nesta ilha foi encontrada a Vênus de Milos, estátua que hoje está no museu do Louvre em Paris. A ilha tem algumas ruínas para conhecer mas a nossa vida aqui foi só praia. E que praias!

Não há outra maneira mais prática de conhecer as praias de Milos do que alugar um carro ou uma moto ou um quadriciclo. Nós alugamos um Chevrolet Matiz por 40 euros (dois dias). Seguindo a dica da dona da pousada, logo no primeiro dia fomos conhecer as três praias consideradas mais bonitas da ilha: Tsigrado, Firiplaka e Sarakiniko.  Todas muito bonitas mas na nossa opinião, Sarakiniko é a mais bela de todas pois tem água cristalina, que as outras também tem mas a diferença é que a paisagem é lunar. Praia nota dez! Gostamos tanto que voltamos no dia seguinte.

No último dia em Milos, saímos cedo para conhecer as outras praias das ilha. As estradas são boas. A vista é linda e o caminho é quase sempre beirando a precipicio (medo!). Talvez a única coisa que peque seja a sinalização.

  • Mandrakia – Paramos apenas para tirar fotos.
  • Pollonia – É o lugar onde escolhemos almoçar. Almoçamos no restaurante Giallos nos dois dias.
  • Papafragas – Entre Pollonia e Saranikiko, há um lugar espetacular chamado Papafagras. Bom para snorkelling.
  • Saranikiko – Praia de águas cristalinas e paisagens lunares. Excelente!
  • Paleohori – Não gostamos muito desta praia. Areia muito escura.
  • Firiplaka – o acesso é por uma fenda onde há uma corda para chegar à praia.
  • Hivadolimi – a praia é linda e praticamente deserta. E que água! Difícil descobrir onde exatamente ela está.
  • Plaka – bairro charmoso com vários restaurantes. Fomos para almoçar no segundo dia com intenção de voltar à noite. Com tantas vielas de ruas estreitas e dificuldade de achar um lugar para estacionar, desistimos. Deve realmente ser lindo assistir o pôr-do-sol naquele lugar.

Para sair à noite: O porto e o bairro de Plaka.

Quem converte, não diverte – Milos

Aluguel do carro (Agência Athina): EUR 20,00 a diária
Gasolina (15L): EUR 30,00 (rasgamos dinheiro aqui!)
Almoço no restaurante Gialos em Pollonia: EUR 13,00 (incluindo bebida e gorjeta).

Avaliação

Ficamos dois dias nesta ilha pequena e maravilhosa chamada Milos. Quando falam de ilhas gregas, sempre vem a mente as ilhas de Santorini e Mykonos. Porém, há dezenas de ilhas para conhecer e nas minhas pesquisas, encontrei Milos. Escolhi a ilha de Milos pelas fotos. Não me arrependi. Correspondeu todas as minhas expectativas. Prometi a mim mesma voltar ali.

De modo geral, as praias de Milos parecem piscinas de tão calmas e as águas são muitos cristalinas. Vale a pena conhecer! A ilha é muito frequentada por italianos. Na época em que fomos, final de maio, estava praticamente vazia. Achamos um bom lugar para viagem de casal, principalmente porque não há tanto oba-oba como nas ilhas mais conhecidas.



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