Trekking na Isla del Sol

21 maio 2011

O barco rumo a Isla del Sol sai às 08:00.  São duas horas de viagem até chegar a parte norte.  Tínhamos duas opções: voltarmos ao cais às 13:00 ou fazer o trekking para o lado sul da ilha e pegar o barco às 15:00.  Não sabíamos mas estávamos prestes a escolher o exercício mais árduo da viagem.

Nosso barco era diferente do grupo do Giovani. A viagem nem parece demorar tanto pois a paisagem é agradável.  Logo depois do cais, percebe-se o posto da Marinha boliviana. A Marinha aqui existe só por causa do Titicaca.  A Bolívia já teve acesso ao mar mas o perdeu após guerra com Chile e Peru.

Geralmente as pessoas gostam de dormir na ilha.  Elas deixam suas bagagens maiores no guarda-volumes do hotel em Copacabana e saem com uma mochila pequena.  Foi o que fizemos.  Engraçado é que o cara do hotel guardou nossas mochilas e nem identificou. Que medo! Aqui tudo é na base da confiança e funciona.

A parte norte da ilha é mais rústica.  Certamente, a mais bonita. Depois de muita confusão, pagamos 10 bolivianos para ver o museu (não vimos) e o tour.  O guia Jorge foi muito simpático e é mais um das dezenas de pessoas que encontramos que adora o Brasil.

Acompanhamos o tour na parte norte e fizemos o trekking, rumo a parte sul.  Se arrependimento matasse….

Fizemos um trekking de cinco horas.  Quase morremos!  Muitas ladeiras! Como estes índios gostavam de ladeiras.  E haja pedágio de manutenção da trilha.  Quando chegou no último pedágio, eu falei que não ia pagar nada!  O senhor ficou com uma cara de tacho.  Chegamos no barco e só pensamos em comer uma pizza porque hoje o dia foi de puro heroísmo. Subir e descer ladeira a 3.800m de altitude foi um desafio.

Fim da sessão reclamação. As paisagens são belíssimas e era o que motivava a gente a caminhar.  A cada paradinha para retomar o fôlego, eram mais uma razão para contemplar o mundo que Deus criou. Como a Bolívia é bonita!

Ah, vale lembrar que qualquer pessoa pode fazer o trekking.  Fomos várias vezes ultrapassadas por coroas! Então, isso tem mais a ver com disposição e condicionamento físico do que com a idade.  Vale muito a pena fazer o trekking!

Chegamos no cais e fomos comer a pizza ao pôr-do-sol.  Ótimo! Amanhã é dia de dar adeus a Bolívia e seguir rumo ao Peru.  As fronteiras ainda não foram abertas, então a alternativa escolhida foi cruzar o lago Titicaca.

Estávamos tão cansadas que dormimos às 20:30.


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