O barco rumo a Isla del Sol sai às 08:00. São duas horas de viagem até chegar a parte norte. Tínhamos duas opções: voltarmos ao cais às 13:00 ou fazer o trekking para o lado sul da ilha e pegar o barco às 15:00. Não sabíamos mas estávamos prestes a escolher o exercício mais árduo da viagem.
Nosso barco era diferente do grupo do Giovani. A viagem nem parece demorar tanto pois a paisagem é agradável. Logo depois do cais, percebe-se o posto da Marinha boliviana. A Marinha aqui existe só por causa do Titicaca. A Bolívia já teve acesso ao mar mas o perdeu após guerra com Chile e Peru.
Geralmente as pessoas gostam de dormir na ilha. Elas deixam suas bagagens maiores no guarda-volumes do hotel em Copacabana e saem com uma mochila pequena. Foi o que fizemos. Engraçado é que o cara do hotel guardou nossas mochilas e nem identificou. Que medo! Aqui tudo é na base da confiança e funciona.
A parte norte da ilha é mais rústica. Certamente, a mais bonita. Depois de muita confusão, pagamos 10 bolivianos para ver o museu (não vimos) e o tour. O guia Jorge foi muito simpático e é mais um das dezenas de pessoas que encontramos que adora o Brasil.
Acompanhamos o tour na parte norte e fizemos o trekking, rumo a parte sul. Se arrependimento matasse….
Fizemos um trekking de cinco horas. Quase morremos! Muitas ladeiras! Como estes índios gostavam de ladeiras. E haja pedágio de manutenção da trilha. Quando chegou no último pedágio, eu falei que não ia pagar nada! O senhor ficou com uma cara de tacho. Chegamos no barco e só pensamos em comer uma pizza porque hoje o dia foi de puro heroísmo. Subir e descer ladeira a 3.800m de altitude foi um desafio.
Fim da sessão reclamação. As paisagens são belíssimas e era o que motivava a gente a caminhar. A cada paradinha para retomar o fôlego, eram mais uma razão para contemplar o mundo que Deus criou. Como a Bolívia é bonita!
Ah, vale lembrar que qualquer pessoa pode fazer o trekking. Fomos várias vezes ultrapassadas por coroas! Então, isso tem mais a ver com disposição e condicionamento físico do que com a idade. Vale muito a pena fazer o trekking!
Chegamos no cais e fomos comer a pizza ao pôr-do-sol. Ótimo! Amanhã é dia de dar adeus a Bolívia e seguir rumo ao Peru. As fronteiras ainda não foram abertas, então a alternativa escolhida foi cruzar o lago Titicaca.
Estávamos tão cansadas que dormimos às 20:30.