Um dia “perdido” em Santiago

22 abril 2013

Caminhando sem mapa

Primeiro dia e um monte de coisas para resolver: ir ao mercado comprar coisas para o café da manhã, trocar o dinheiro, fazer o free tour… Saímos do apartamento em direção à Plaza de Armas e lá mesmo no Centro, na calle Agustinas, conhecida por ter várias casas de câmbio, trocaríamos o dinheiro.

Sem mapa, o jeito foi perguntar aos jornaleiros (coisa que sempre faço quando estou no Centro do Rio) a direção para a Plaza de Armas. Isto rendeu papos engraçadíssimos! Um jornaleiro demorou séculos para dar a informação.  Primeiro, adivinhou que éramos brasileiras. Depois, começou a falar de futebol. Fez comparações de como jogam os chilenos, os argentinos e os brasileiros. Falou da mulher chilena e da sensualidade da mulher brasileira (Aff! isso nos persegue 🙁  Malditas propagandas de carnaval!) Bom, o cara era uma figura! Depois de alguns longos minutos, eles nos deu a informação de onde era a praça.

Estávamos na Av. Libertador Bernardo O’Highins (mais tarde viria a saber disso). Com o tempo, o movimento de pessoas aumentou bastante. Sinal que estávamos no Centro. A partir daí, passei a só perguntar para os carabineros (policiais). São solícitos e mais diretos que os jornaleiros que encontramos. Entramos na Paseo Ahumada. Esta rua de pedestres é uma rua com lanchonetes, bancos e as conhecidas lojas de departamento Falabella e Ripley. Uma de nós precisava sacar dinheiro. Aproveitamos e entramos no Red Bank que tinha a bandeira PLUS. Neste banco, o limite de saque para estrangeiros é de 200.000 CLP mais a tarifa de 3.000 CLP. Então, na verdade na sua conta corrente, você sacou em reais o equivalente a 203.000 CLP mas só recebe os 200.000 CLP.  Mais tarde, saberíamos que as tarifas do Santander são muito melhores que as do Itaú e a do Banco do Brasil.  Eu acabei só usando esta modalidade (saque em conta-corrente).

Chegamos à Plaza de Armas um pouco antes das 10:00. Deu tempo de ir à Oficina de Turismo – ao lado do prédio dos Correios e pegar mapa e folders de passeios. Aos poucos o grupo se formou para fazer o free tour. Eu perguntei para o guia e ele afirmou que o tour era só em inglês.  Até tentamos acompanhar o início mas nosso inglês não era tão bom assim.  Então, resolvemos trocar o dinheiro nas casas de câmbio.

Boa parte das casas de câmbio estão na calle Agustinas (muitas no trecho entre as calles Paseo Ahumada e a calle Bandera. A cotação do real estava entre 210 e 224 pesos. Já a do dólar, entre 467 e 470 pesos. Achei mais vantajoso sacar, ainda mais que eu tenho direito a fazer dois saques gratuitamente.

Extraído de: http://mappery.com/map-of/Central-Santiago-Street-Map

Havia o Free Tour da Spicy Chile às 11:00 no Palácio La Moneda. Em direção ao La Moneda, encontramos uma loja chamada Paris. Pra quê! Ficamos um tempão vendo casacos e outras roupas a um preço mais baixo que no Brasil. Combinamos de almoçar e tentar o city-tour no ônibus da Turistik.  O mais difícil foi achar um lugar legal para almoçar. Andamos e andamos e nada do nosso agrado. Até que um jornaleiro deu a dica de um Pátio de Comida (Praça de Alimentação) que fica na Calle Bandera. Lá almoçamos no Platón. Você escolhe um prato e dois acompanhamentos.  Gastamos cerca de 3.940 CLP isto porque compramos uma sobremesa muito da aguada.  Foi-se o plano A e também o plano B. Vamos partir para o plano C. Novamente, de volta à Plaza de Armas, fomos procurar a informação de onde parava o ônibus da Turistik. Já eram 16:00 e quando finalmente entramos no ônibus, o motorista informa que o preço é 20.000 CLP e que funciona até às 18:00. Achamos um assalto! Descemos do ônibus e resolvemos ir para casa mas não sem antes comprar o cartão BIP do metrô.

Comprando a tarjeta BIP

Voltamos à Oficina de Turismo e pedimos informação para o atendente. Ele explicou o ponto de atendimento mais próximo. Ao caminhar, vimos um monte de restaurantes próximos a Plaza de Armas (!!!).  Fizemos uma conta rápida e compramos a tarjeta (1.350 CLP) e fizemos a recarga de 2.600 CLP. No endereço http://www.transantiago.cl/TARJETABIP/ estão as regras de uso do cartão (tarjeta) BIP. O mapa do metrô em Santiago está disponível em PDF aqui: http://www.metrosantiago.cl/estacion/plano-red

Tarjeta BIP

Extraído de http://diario.latercera.com/2011/03/04/01/contenido/pais/31-61203-9-tarjeta-bip-elevan-compensaciones-a-usuarios-afectados.shtml

Depois novamente, andamos mais e mais (nos perdemos mesmo com mapa). Achamos um mercado na calle Merced. Compramos os alimentos para o café da manhã, o vinho Casillero del Diablo e frios para acompanhamento. Chegamos cansadas no apartamento de tanto andar e de ter um dia perdido! O que salvou foi o nosso jantarzinho com vista para os Andes 😉

 

 

17 Comentários

  1. Ana Paula disse:

    Olá Paty,

    Esse free tour é gratuito? é de ônibus? Onde pega o ônibus? Vc lembra se as casas de cambio funcionam na hora do almoço? Desde já obrigada

    • Pat Alves disse:

      O Free Tour gratuito é o da Secretaria de Turismo. O da Spicy Chile funciona como os da Europa. Você no final do tour dá uma gorjeta para o guia. Não tem valor fixo.

  2. Sheila disse:

    Oi, Pat! Por favor, vc poderia relatar como é o clima em abril?

    • Pat Alves disse:

      O nosso primeiro dia foi bem frio, acho que 12°C. Depois o sol resolveu dar o ar da graça. A dona do apart disse que tivemos muita sorte porque uma semana antes, estava frio demais. Então, é melhor um casaco para se prevenir.

  3. Monica de Lima Basilio Fernandes disse:

    Olá! Irei a Santiago em agosto próximo, Gostaria de saber se eu comprar um cartão Bip e fizer uma recarga maior, ele poderá ser usado por mim e por meu esposo ou se é necessário um cartão para cada pessoa?

    • Pat Alves disse:

      Monica,

      Não sei te responder. Eu e minhas amigas compramos um para cada uma. Na hora lá de comprar o cartão, acho que é válido perguntar ou se for no Centro, pergunte como funciona no CIT (Centro de Informações Turísticas)

  4. Flora disse:

    Olá…não entendi a parte da recarga do cartão de metro…R$2.600?? ou 2.600 pesos??

  5. Juliana disse:

    Adorei o post. Minha duvida: melhor levar dólar ou peso chileno???

    • Pat Alves disse:

      Obrigada, Juliana. Leve dólares. Se você comprar peso chileno aqui no Brasil vai perder um pouco na cotação. Com dólares, você paga o táxi para o hotel. Depois, é só sacar dinheiro nos ATMs ou trocar dólares por pesos na Calle Agustinas.

  6. Muito legal seu blog. Encontrei no Google pesquisando sobre coisas legais para fazer no Chile – irei lá mês que vem com meu noivo, estou muito ansiosa.
    Uma pergunta… você não se interessou em visitar nenhuma das estações de esqui? Não são tão distantes de Santiago. Devo ir a Chillán por ter um amigo que mora lá.

    • Pat Alves disse:

      Kárin,

      Nós fomos em Vale Nevado. É que eu não escrevi os posts ainda. Passeamos de teleférico por lá. Eu não acho que valeu o custo/benefício de ir para lá sem ter neve. A gente só ficou imaginando como deve ser lindo aquilo lá com tudo branquinho. Conhecemos também outras estações de esqui mas assim na minha opinião de leiga e de quem foi no Outono, no dia que eu voltar ao Chile no inverno será para visitar o Vale Nevado (sem a menor intenção de esquiar. Só para apreciar a vista mesmo).

  7. laura disse:

    quero muito fazer essa viagem… moro em mato grosso tenho como ir para bolivia por aqui foca mais viavel…mais queria umas dicas como posso fazer para trocara moeda em 15 dias como faco um roteiro ja que nunca viajei…queria conhecer o chili o peru como faco agradeco desde ja

    • Pat Alves disse:

      Laura,

      Sobre Bolívia, Peru e Chile acho que o melhor lugar para pesquisar é o fórum Mochileiros.com. Minha sugestão é que você leia bastante. Não pergunte antes de ler, porque isso polui o fórum e algumas pessoas podem comer seu fígado! rs rs rs Leia os relatos de viagem e tenha um mapa em mãos. Com o tempo as coisas começam a clarear.

      Sobre planejar o roteiro, tem algumas dicas no menu Planejamento aqui no blog.

      • Pat Alves disse:

        Claro, e eu posso ajudar sim mas é bom que antes você tenha uma ideia dos lugares que quer conhecer. A moeda a ser levada é o dólar. Troque na sua cidade ou faça um cartão pré-pago. Mas recomendo primeiro ler alguns relatos de viagem.

  8. Fernando Chiarelli disse:

    Como fiquei perto da Plaza de Armas, minha saga pelo mapa de Santiago foi simplificada. Pois no meio da “plaza” havia um balcão de informações turísticas. Muito detalhado, foi uma mão na roda pra bater perna.

    • Pat Alves disse:

      Fernando,

      Nós passamos na OFicina de Turismo e resolvemos fazer o tour na sexta. O problema é que perdemos muito tempo nas compras e tentando se localizar. No terceiro dia, a gente já estava ambientada.

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