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Buenos Aires: show de tango

6 março 2011

Centro cultural Borges

Assisti a dois shows de tango nesta minha primeira vez a Buenos Aires. Ambos foram do Centro Cultural Borges, na Galerías Pacífico.

Recomendo ambos os shows, Pasión de Tango e Bien de Tango, embora confesso que tenha gostado mais do Pasión por causa dos ágeis e rápidos passos entre os dançarinos.  Recomendo!

É fácil achar o Centro Cultural. Em todo o shopping há placas informativas de localização como esta.

Entrada do Centro Cultural Borges.  Além dos shows de tango, há exposições de fotografias e obras de arte.

A relação custo/benefício é muito boa.  Os melhores lugares custam 100ARS.  Há outros preços como 80 e 60ARS. Os mais baratos são os lugares nos balcões, 50ARS.  Os espetáculos duram de 1h a 1h30. E começam pontualmente às 20:00. Abrindo dez minutos antes para a entrada dos espectadores.  Vale lembrar que estes valores não incluem o jantar, comum nos outros shows de tango.

Centro Cultural Borges
Auditorio Astor Piazolla
Viamonte esq. San Martín
Galerías Pacífico

Pasión de Tango <http://pasiondetango.wordpress.com/> segundas e quartas às 20:00
Bien de Tango <http://biendetango.com.ar/> sábados às 20:00


Buenos Aires: Visita guiada à Casa Rosada

5 março 2011

Voltando aos outlets

Como uma péssima observadora que sou, somente após dois dias percebi que havia comprado camisas de tamanho errado! Tive que voltar à Lacoste da Villa Crespo.  Fui de metrô. Quis chegar já na abertura da loja, para fazer a troca o mais rápido possível e depois passar na Casa Rosada.  Ainda estava querendo visitar o MALBA.

Fucei na internet e achei como chegar de metrô aos outlets: linha B, estação Malabia. Sentido Los Incas. Ao descer, seguir adiante duas quadras e você estará na calle Burruchaga.  Atravessar a av. Corrientes,  vire à esquerda. Mais três quadras e você estará na calle Aguirre. Ao redor destas ruas estão os outlets da Villa Crespo.


Visualizar Buenos Aires – outlet em um mapa maior

Como comprar não é meu esporte favorito, deixo um link sobre os outlets de Bs As:
http://myvillacrespo.com/2009/08/enderecos-outlets/
http://myvillacrespo.com/2009/08/mais-outlets-avenida-cordoba/

Visita guiada à Casa Rosada

Deixei os presentes no hostel e segui rumo à Plaza de Mayo.  Algo estava estranho. Ok, era um sábado. O Centro estava bem mais vazio. Em compensação, a plaza de Mayo estava lotada de brasileiros!

A Casa Rosada estava de portas abertas para o público. Logo na entrada um salão que faz alusão ao bicentenário com heróis da América do Sul.

Dentro de poucos minutos, começou a visita guiada. Bom, não é uma visita guiada com detalhes enriquecedores como a do teatro Colón. Como o grupo é muito grande, a duração de cada visita é de meia hora aproximadamente. Passamos pelas salas dos cientistas, dos heróis do bicentenário e do salão onde a presidenta Cristina Kirchner despacha. Tudo muito suntuoso. Vale muito a pena conhecer!


Buenos Aires: La Boca

4 março 2011

Meu dia hoje seria corrido.  Planejei conhecer o caminito, fazer a visita guiada ao estádio do Boca Juniors e à tarde ir ao Zoo de Luján.  Acordei cedo e a minha preocupação maior foi ligar para Fabebus (empresa de transfers) para reservar horário de ida/volta para Luján. Procurei um locutório próximo ao hostel e telefonei para a empresa. Consegui entender tudo, uêba!  Feito isso, fui pegar o ônibus turístico rumo ao bairro La Boca.

Novamente, o primeiro ônibus do dia e novamente a mesma guia! Ela disse: “Novamente!!!”. Pois é…  Entrei no ônibus e reparei que havia muito mais brasileiros que ontem.  São nove horas da manhã e o ônibus chegaria às 10:00 no Caminito. Eu teria pouco tempo para fotografar a rua e ir ao estádio do Boca Juniors. Desci no primeiro ponto do ônibus e resolvi pegar um táxi.

O museu do Boca Juniors só abre às 10:00.  Então, o taxista me deixou no Caminito sem antes me mostrar o caminho até o estádio.  La Boca é conhecido como um bairro perigoso exceto na zona turística e até um determinado horário.

Caminito

A calle Caminito só tem 100 metros.  É conhecida mundialmente pelo colorido das paredes das casas. Idéia do pintor boquense Benito Quintela Martín.

 

Particularmente, não gostei do Caminito. Porém acho que é uma das coisas que tem que fazer e pronto.  Agora, que o lugar em si é altamente fotogênico, ah isso é.  Quando eu cheguei, praticamente não havia turista algum.

Estádio do Boca Juniors

Museu Boca Juniors

Cheguei poucos minutos antes da abertura. Já havia bastante turistas na porta do museu.  Ônibus de excursão estavam chegando.  Infelizmente, não tive a sorte de fazer a visita guiada. No dia de hoje só seria realizada às 14:00.  Há vários tipos de ingressos: um que atende só o museu e o outro que serve para o museu e conhecer o estádio.  A este último, chama-se de visita express. Foi este que eu escolhi.

O museu está a altura dos torcedores fanáticos do Boca. Cheio de detalhes, telões, sala de troféus e a história do bairro La Boca.  Logo na entrada, uma estátua de Don Diego Maradona.

Ao adentrar o estádio, achei o “La Bombonera” muito pequeno! E como as arquibancadas estão próximas ao campo, por isso esta pressão que sempre se comenta em jogos neste estádio.  Domingo, haverá o jogo Boca Juniors x Velez. O hostel inclusive está oferecendo um tour. Ficará para uma próxima viagem, já que este jogo é justamente no dia em que volto ao Brasil.

Na entrada do estádio, há várias estrelas com os nomes de ex-jogadores do Boca, presumo eu. Como por exemplo, o Riquelme.

Reza a lenda que as cores do Boca Juniors se deve ao fato de ter sido a cor da bandeira do primeiro barco que passou pelo porto. Conforme havia prometido um dos fundadores do clube.

Quando saí do estádio do Boca Jrs, o lugar já estava com muitos turistas! Uma mulher veio falar comigo. Uma brasileira de Curitiba, me reconheceu do bus turístico.  Ela perdeu o bilhete do ônibus. Resolvemos pegar um táxi rumo ao Obelisco.  Eu tinha o transfer para Luján e ela tinha a visita guiada do Teatro Colón. Trocamos e-mails e aproveitamos para tirar algumas fotos no Obelisco.  Conversando, descobrimos que temos o mesmo estilo de viagem: priorizando museus e centro culturais, caminhando muito durante o dia e descansando à noite.  Quando for a Curitiba, visitarei a mais nova amiga.


Buenos Aires: Recoleta e Palermo

3 março 2011

Seguindo o conselho da Maria Cristina, uma senhora argentina muito simpática e que está divindo o quarto comigo, comprei o passe do bus turístico para conhecer os bairros de Recoleta e Palermo. Eu exagerei nas caminhadas de ontem e não tinha a menor condição de andar por hoje. Enfim, hoje era dia de descansar um pouco e ficar nos parques de Palermo e visitar os principais museus da cidade.

Ponto inicial do ônibus turístico. Calle Pres. Roque Saenz Peña/Diagonal Norte

Ponto inicial do bus turístico. Quiosque onde se vende os passes.

Os bilhetes válido por 24h e 48h custam, respectivamente, 70ARS e 90ARS.  Em cada poltrona, há um headphone e um botão de seleção de idioma. Há audio-guia em português.  Com sotaque, diga-se de passagem.  Site: www.buenosairesbus.com

O primeiro ônibus sai às 09:00. As paradas são em sequencia:

  1. Plaza de Mayo
  2. Congreso Nacional
  3. Montserrat
  4. San Telmo
  5. La Boca
  6. Reserva Ecologica
  7. Puerto Madero
  8. Plaza San Martín
  9. Palermo Rosedal
  10. Plaza Italia
  11. Recoleta
  12. Plaza Lavalle

Ao entrar no ônibus, ganhamos um miniguia com os horários, mapas de percurso e os pontos de destaque. A minha idéia era parar na Recoleta para fazer a visita guiada no cemitério às 11:00 e emendar o MALBA.  Acontece que eu me distraí e acabe descendo no ponto final.  Como eu queria muito ir a Recoleta, resolvi pegar o metrô (aqui chamado de SUBTE).

Achando que a Recoleta era próxima a Palermo, desci na Plaza Italia. Da Plaza Italia, avista-se o jardim zoológico e o jardim botânico.  Também percebi onde é o ponto final do ônibus 57, linha que leva ao Zoológico de Luján.  Bom, resolvi caminhar…

Caminhei à beça! Não gostei daquela parte de Palermo pois fede a cachorro! Muito cocô de cachorro no calçadão em volta do Jardim Botânico.   Percebi que ali há aquelas pessoas que passeiam com vários cachorros de uma vez. Lembro até que isso foi novidade em uma novela de Manoel Carlos cuja personagem que tinha esta profissão era a Edwiges, interpretada por Carol Dieckman.>

Andei pela Av. Gran Heras e quando finalmente achei a calle Junín (rua do cemitério da Recoleta), eu já estava era pedindo por um banco de praça para eu poder descansar.  Finalmente, cheguei ao cemitério e qual foi a minha surpresa ao saber que as visitas guiadas programadas para a tarde de hoje foram canceladas.  Decepção.

Diante disso eu nem quis saber de visitar museu nem nada. Quis é voltar para o ponto de ônibus e voltar para o hostel.  Ao olhar o mapa, vi que a faculdade de Direito e a Floraris Metálica ficavam ali bem pertinho. Resolvi até lá!

A faculdade de Direito

Floraris Metalica

Após tirar as fotos, voltei ao ponto em frente ao Museu de Arte Decorativo e voltei para o hostel.  Almocei nas Galerías Pacífico e resolvi ir aos outlets (Villa Crespo – calles Aguirre e Gurruchaga) hoje mesmo, com medo de nos próximos dias haver uma invasão de brasileiros e não conseguir comprar o que eu queria com calma.

Quem converte, não diverte

Táxi do Obelisco até Villa Crespo – 29ARS
Almoço Las Brasitas – colita de cuadril con papas fritas y gaseosa – 45,90ARS


Buenos Aires: Retiro e Puerto Madero

2 março 2011

Bairro do Retiro

No começo, a zona do bairro do Retiro estava afastada do traçado da cidade. No final do século XVII, o governador de Buenos Aires, Agustín de Robles, construiu aqui uma luxuosa casa de campo que chamou de “O Retiro”, marcando com isso o começo da progressiva urbanização do distrito.

Em 1801, uma praça de touros com capacidade para dez mil espectadores foi construída para o local. Com a proibição deste entretenimento na cidade, a praça foi demolida em 1819, porém durante sua existência serviu como quartel aos invasores ingleses em 1807, e como estábulo do Regimento de Granadeiros a Cavalo, criado pelo General San Martín em 1812.

Assim o bairro foi adotando diferentes nomes: “Campo da Glória”, depois da derrota dos ingleses e de “Campo de Marte”, por causa dos exercícios militares que ali eram feitos. Aos poucos, testemunha de importantes acontecimentos da cidade de Buenos Aires, o bairro do Retiro foi adquirindo destaque. No final do século XIX, uma epidemia de febre amarela devastou a cidade e as famílias da alta sociedade, que até então moravam ao sul da plaza de Mayo, começaram a deslocar-se para o Retiro, em busca de um ar mais saudável.

Atualmente, o bairro do Retiro é um dos mais elegantes de Buenos Aires. Suas amplas praças, suas residências senhoriais, seus hotéis de luxo e seus altos prédios de escritórios, conformam um mosaico onde se encontram o passado e o presente desta cidade.

Retirado do painel informativo turístico da Plaza San Martín.

Segui rumo ao bairro de Puerto Madero, indo pela calle Córdoba. Esta rua é cheia de lojas de roupas com preços razoáveis. Os pés já começaram a dar sinal de dor. Andei demais! Segui a calle Florida até chegar a agradável Plaza San Martín. Várias pessoas estavam lendo, fazendo piquenique, conversando, fumando (uma constante em Bs As), etc. Da praça, se avista a Torre de los Ingleses ou Torre Monumental (nome alterado depois das Guerras das Malvinas). Este é o bairro do Retiro.

Puerto Madero

Depois de muitas perguntas feitas aos guardas de trânsito, cheguei a Puerto Madero. Um bairro portuário que foi remodelado. Foi o local que mais gostei em Buenos Aires. Puerto Madero tem um pólo gastrônomico. Boa parte dos restaurantes se localizada na avenida Alice Moreau de Justo. Vi vários restaurantes indicados nos blogs brasileiros mas nada de achar o que eu queria. La Caballeriza. Li no blog da Carla Postilho que o restaurante mudou de nome e agora se chama Parilla Argentina. Dica incompleta. Depois de muito rodear, finalmente achei o restaurante. O nome atual é El Potrillo. Em frente à Coberta Uruguay.

O prato que eu escolhi foi bife de chorizo com papas fritas. O restaurante oferece um cesto de pães diferentes com manteiga. Na conta isto se chama cubiertos e é cobrado a parte. A comida estava saborosa. Recomendo!

Puerto Madero é um ótimo lugar para se passear à tarde sem pressa.  Atualmente, é o bairro mais caro da cidade. Aqui estão os hotéis Hilton e o Faena, ambos cinco estrelas.

Caminhando em Puerto Madero, você se depara com:

A ponte de Las Mujeres

Obra do arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Foi doada pelo empresário Alberto González.  Sua imagem representa um casal dançando tango.  Foi inaugurada em 20 de dezembro de 2001.

Coberta Uruguay

Barco-museu que entre 1877 e 1880 foi barco-escola da Armada Argentina. Também integrou a expedição patagônica do Comodoro Py.

Fragata Sarmiento

Batizada em homenagem ao fundador da Escola Naval Argentina, Domingo Faustino Sarmiento. Entre 1889 e 1838 levou a cabo 37 viagens ao redor do mundo, e depois funcionou como buque de práticas em águas nacionais até 1960. Dois anos mais tarde foi declarada Monumento Histórico Nacional e museu.

E diversos guindastes espalhados como pontos decorativos.

Da esquerda para direita: (1), (2) e (5) Ponte de las Mujeres, (3) a parte gastronômica e (4) praça próxima ao dique 3.

A Coverta Uruguay e a Fragata Sarmiento

No final do século XIX foi decidido oferecer à cidade uma infraestrutura portuária adequada, o que deu origem a um importante debate na sociedade portenha em torno a dois projetos: o do engenheiro Luis A. Huergo e o de Eduardo Madero. A proposta de Madero, que previa a localização do porto nas imediações da Plaza de Mayo, foi aprovada pelo Congresso Nacional em 1882.

As obras foram inauguradas em 1897. Mais adiante, no começo do século XX, edificaram-se os depósitos de tijolos vermelhos, que hoje constituem a estampa do bairro. Aproximadamente em 1916, foi traçada a Avenida Costanera, um dos passeios prediletos dos portenhos, e foi criado o Balneário Municipal.

Devido ao deterioração das instalações, entre 1911 e 1930 foi construído o “Puerto Nuevo” em substituição ao projetado por Madero, que ficou abandonado durante mais de cinqüenta anos.

Em 1989 resolveu-se resgatar a velha zona portuária para integrar a cidade ao Rio. O projeto, liderado pela Corporación Antiguo Puerto Madero –uma sociedade mista formada pelo Governo Nacional e o da Cidade – implicou a recuperação de 170 hectares para moradias e espaços públicos.

Este bairro, cujas ruas prestam homenagem às mulheres destacadas da história argentina, em seguida foi transformado em um exclusivo centro residencial, gastronômico e de negócios da Cidade.


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