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Passeio em Viña del Mar e Valparaíso

16 junho 2013

Eu já havia planejado chegar a Viña e Valpo de transporte público. Para isso, teríamos que pegar o metrô até a estação Universad Santiago e de lá comprar passagens de ônibus para uma das cidades. Infelizmente, saímos tarde  do apartamento e chegamos praticamente às 10:00 na estação.  Mal chegamos no terminal de buses e fomos abordadas por um brasileiro que trabalha para a Rodotour, uma agência de viagens que tem um escritório ali.  Conversa vai, conversa vem,  acabamos fechando o passeio com ele por 18.000 pesos cada uma. Estava tarde para conhecer as duas cidades de forma independente e com um passeio teríamos uma ideia das duas cidades. Achamos um ótimo preço comparado ao que as agências na região turística de Santiago oferecem.

Valparaíso

Valparaíso é uma cidade portuária próxima a Santiago, rodeada por morros e cheia de casas coloridas.  O porto de Valparaíso teve grande importância para a economia do país.  No passado, foi um dos portos mais importantes do Pacífico Sul. A cidade era uma das mais prósperas da América do Sul porque seu porto era ponto de abastecimento dos navios que vinham dos oceanos Atlântico e Pacífico e que davam a volta pelo Estreito de Magalhães ou Cabo Horn. Com a abertura do Canal de Panamá, os navios deixaram de fazer a rota pelo Cabo Horn, ocasionando a decadência econômica de Valparaíso.  Em 2003, a UNESCO declarou a cidade como patrimônio cultural da humanidade.

Em Valparaíso está a sede do Poder Legislativo. Em 1988, Pinochet mandou construir o edifício de Congresso em Valparaíso como forma de descentralizar o poder.

Valpo tem 300 mil habitantes e  cerca de 80% dos moradores vivem nos morros (cerros). Para facilitar o acesso, o governo no século XIX instalou ascensores, que ligam a parte baixa a alta.

A Rodotour já tem as passagens para Valparaíso e Viña del Mar já compradas. Não sei como, talvez um acordo com a Turbus, o preço da passagem sai mais barato para eles.  A viagem de Santiago a Valparaíso dura . Na rodoviária, um senhor da agência nos leva até a van que nos levará para conhecer os pontos turísticos da cidade.

A primeira parada é ir até o cais ver os leões marinhos que estão em uma plataforma.

A próxima foi a Plaza Sotomayor, a principal praça da cidade onde estão localizados a sede da Armada Chilena e o Monumento aos Heróis de Iquique, monumento erguido em memória aos combatentes da guerra de Iquique e Puenta Gruesa.

A Plaza Sotomayor fica pertinho do Muelle Prat, de onde saem os passeios de barco pela baía.

Curiosidade: Passamos em frente ao Quartel de Bombeiros e todos os brasileiros na van ficaram espantados quando o guia falou que no Chile os bombeiros são voluntários!

Depois, passamos pelas ruas íngremes da cidade e paramos no Museo La Sebastiana, uma das casas de Pablo Neruda. 

Se você gosta de História ou tem curiosidade para saber mais sobre Neruda, aqui é parada obrigatória.  Tem áudio-guia grátis (um aparelho com fone de ouvido em que você digita o número da atração e logo em seguida ouvirá a gravação com a explicação). O que eu achei legal aqui foi saber o carinho e o esmero nos detalhes de cada móvel e de cada peça da casa escolhidos pelo poeta.  Aqui começou a minha raiva do passeio: o motorista-guia deu meia hora para visitar o museu. Trinta minutos é pouco tempo para visitação!  Mas o que me deixou mais surpresa e um pouco indignada foi ver a maioria dos turistas tirando foto da entrada da casa onde está escrito “La Sebastiana” e não entrando no museu. Gente, não façam isto! Ganhem em cultura e conhecidmento. Não sejam turistas de Facebook (aquelas pessoas que tiram fotos na frente dos museus e de edifícios só para postar no Facebook e nem sequer entram no local para conhecer)!

Na rua do museu tem umas barraquinhas vendendo souvenirs e é lógico que a “louca dos porta-moedas” comprou mais um para a coleção.  Fomos as últimas a chegar na van e dali fomos para o teleférico.

Pegamos o  ascensor Artillería (teleférico) e paramos no Mirante Paseo 21 de Mayo onde tem-se a vista da baía de Valparaíso.

E neste ponto adivinha? Mais barraquinhas de artesanato no qual eu fui obrigada a comprar mais porta-moedas e uma caneca!

Daqui seguimos para Viña del Mar.

Curiosidades sobre Valparaíso

  • A primeira biblioteca da América do Sul está em Valparaíso;
  • Surgiu o EL Mercurio, o primeiro diário da Hispanoamérica;
  • Foi a primeira cidade chilena a ter luz a gás;
  • Na cidade há uma escola que infelizmente não anotei o nome onde estudaram o General Pinochet e Salvador Allende.

 

Vinã del Mar

Praticamente colada a Valparaíso, Viña del Mar é um famoso balneário chileno.  A primeira parada foi no famoso relógio de flores da cidade. Cartão-postal.

Dali seguimos para almoço. Comemos no restaurante La Manzana. Não tenho nada do que reclamar. Um bom espaguete com refrigerante custou cerca de 10.000 pesos, incluindo a entradaa (cerca de R$ 40).  O guia nos levou a um ponto onde paramos para molhar nossos pés no Pacífico. Com o frio que estava, cadê a coragem? Ainda mais depois que ele disse qual deveria ser a temperatura provável que agora não me recordo… Molhei as mãos, serve? 🙂

As outras paradas foram o Parque Quinta Vergara e o Museo Fonck.

O Parque Quinta Vergara é uma extensão dos jardins do Palácio Vergara.  O Palácio atualmente é o museu de Belas Artes da cidade e dentro do parque há um anfiteatro onde é realizado o Festival internacional da Canção de Viña del Mar.  No dia do tour estava tendo um encontro do pessoal que se veste como personagens de história em quadrinhos (Segundo o Google, chamam-se Cosplayers).  Fomos pra lá, só para conhecer.

Por alguns minutos, a van circulou pela cidade e aí constatamos o quantoViña é bonita e que merecia ter um dia só para ela. Passamos em frente ao Cassino e longe do Sausalito, estádio construído para a Copa do Mundo de 1962. A seleção brasileira jogou ali.

Já era tarde quando chegamos no última parada: o Museu arqueológico Francisco Fonck. O museu abriga uma coleção de peças de povos primitivos que habitaram o Chile como os Rapa Nui (os habitantes da Ilha de Páscoa). Em frente ao museu, há um moai da Ilha de Páscoa. Moai é uma daquelas estátuas com cabeças enormes, provenientes da Ilha de Páscoa (desculpem os estudiosos, mas é a maneira mais simples de explicar que eu encontrei.). O que está em frente ao museu é um dos seis moais que estão localizados fora da ilha.

A van nos deixou na rodoviária de Viña del Mar. Chegamos uma hora antes do horário do nosso ônibus. Como não conseguimos trocar as passagens, fomos bater perna no shopping logo em frente ao terminal de buses.

Como chegar a Vinã del Mar ou Valparaíso de transporte público

Economize uns trocados indo para Viña del Mar por conta própria.

Pegar o  metrô linha 1 e descer na estação Universidad Santiago (cuidado porque há a estação Universidad de Chile!).  Siga as placas que indiquem “Terminal de Buses”.  Compre as passagens pela Turbus ou Pullman.  A viagem dura cerca de 1h30. Se for no final de semana, garanta a sua passagem de volta para Santiago.

 

Dicas | Valparaíso e Viña del Mar

  • Se você não for por conta própria, leve um lanchinho pois se começar o tour tarde como nós, o almoço será bem tarde.
  • Li nos blogs de viagem e reafirmo: será mais proveitoso deixar um dia para cada cidade. O passeio é muito corrido. No verão, fica fácil passar um dia em Viña del Mar
  • Muita gente não gosta de Valparaíso porque a cidade é feia ainda mais comparada a Viña mas eu achei-a tão fotogênica. Sem contar que sem as excursões, você pode ir a La Sebastiana e ficar o tempo que achar necessário.
  • Se vocês forem num final de semana, compre a passagem de volta para Santiago com antecedência.
  • O que faltou conhecer em Viña del Mar: O Cassino, passear pelo calçadão, ver o estádio Sausalito e o Palácio Wulff.
  • O que faltou conhecer em Valparaíso: Museu Naval y Marítimo, cuja principal atração é a cápsula Fênix, utilizada no histórico resgate dos mineiros chilenos em 2011.

 Quem converte, não diverte | Santiago e Valparaíso

  • Banheiro na rodoviária de Valparaíso: 500 CLP
  • Entrada Casa La Sebastiana de Pablo Neruda (com direito a áudio-guia):  4.000CLP
  • Porta-moeda de couro em Valparaíso: 2.000 CLP
  • Vinho Reserva Especial Merlot Undurraga (comprado em mercado): 11.000 CLP
  • água 500mL: 790 CLP

 ¿Hablas Español?

Ascensor = elevador
Muelle = cais
Terminal de buses = rodoviária
Viña = vinícola


Shopping Parque Arauco

16 junho 2013

Compras no Shopping Parque Arauco

Domingo à tarde, logo após o passeio guiado pelo Cerro de Santa Lucía, resolvemos conhecer o Shopping Parque Arauco. Na verdade, uma de nós não trouxe casaco para a viagem acreditando encontrar melhores preços aqui. A aposta foi correta. Quando estávamos no Centro, vimos vários casacos lindos e em bom preço na loja Paris, no Centro. Ficamos receosas de comprar na hora, então combinamos de no domingo ir ao shopping pesquisar preços.

O shopping Arauco é o maior shopping do Chile. Ali tem praticamente tudo: lojas para todo o tipo de público, caixas automáticos, restaurantes, cinema, teatro e área de jogos. Exemplo de lojas por ali: Adidas, Armani, GAP,  Benneton, Azaléa, The North Face, Polo Ralph Lauren e Via Uno.

A primeira coisa a fazer ao chegar no shopping é pegar o livro de descontos no balcão de atendimento.  Gastamos um pouquinho ali nas lojas mais conhecidas como a Paris e a Falabella. Os preços são menores que no Brasil. Não são uma pechincha, digamos que seria equivalente aos preços brasileiros com descontos. Não sei por que achamos que os preços em um shopping seriam mais baratos que nas lojas de rua. Os preços nas lojas do Centro estavam melhores.

Bom, vou me abster de tecer mais comentários sobre compras e shopping não são a minha especialidade. Sem contar com as compras, o lugar é bem agradável.  Ah, não precisa se preocupar, há caixas eletrônicos no shopping, se precisar.

Como chegar ao shopping Arauco usando transporte público

Pegue o metrô e desça na estação Escuela Militar (linha 1  – vermelha). Siga o fluxo, escolha a saída da direita e vá ao terminal de buses.  Pegue o ônibus C20. Você precisará da tarjeta BIP. Não será debitado valor algum pois dentro do intervalo de duas horas para pegar a integração. Antes, confirme com o motorista se passa em frente ao Parque Arauco. Para voltar, basta atravessar a passarela e pegar o ônibus C25 e descer na estação Escuela Militar. Fique esperto!

 


Tour guiado no Cerro de Santa Lucía

16 junho 2013

Cerro Santa Lucía

No passado era chamado de Cerro Huelén pelos nativos do vale do Mapocho, os índios mapuche, que o consideravam sagrado. Cerro significa morro em espanhol.  O Cerro de Santa Lucía foi fundado em 1540 por Pedro de Valdivia que o considerava ponto estratégico para enfrentar os mapuches.  O cerro tem 65.300m² de superfície e uma altura de 69m.  Em 1872, o intendente de Santiago Vicuña Mackenna promoveu uma grande obra no morro para comemorar o centenário da República, transformando-o em parque e instalando diversas obras de arte no local.

A Oficina de Turismo de Santiago oferece gratuitamente um passeio guiado pelo Cerro de Santa Lucía. Achamos que seria uma ótima ideia conhecer o local em uma manhã de domingo.  O ponto de encontro é na Terraza Netuno, logo na entrada do Cerro localizada na Avenida Libertador Bernardo O’Highings.

O guia explica sobre a História de Santiago e  a do Cerro.  Caminhamos por quase todo o lugar. O passeio tem paradas como o Mirador, o Jardim Circular e o Castillo Hidalgo.

No Mirador, temos uma vista panorâmica de Santiago.  Ali dá para contemplar a Cordilheira dos Andes e se surpreender com a nuvem da poluição  que envolve a cidade. Segundo o guia, a nuvem tende a se dissipar com a chegada da neve na cordilheira dos Andes. Do Mirador, também conseguimos ver alguns edifícios importantes da cidade.

Em frente a estátua de Pedro de Valdivia, o guia conta a história do fundador de Santiago. Um fato curioso é que não se tem registros de retratos do conquistador. A imaginação dos pintores foi retratá-lo como Dom Quixote de La Mancha (de fato, quando fizemos o tour guiado no Palácio de La Moneda, vimos um quadro de Pedro de Valdivia que era igualzinho ao Dom Quixote que conhecemos!)

Seguimos até o Castillo Hidalgo que no passado era usado como fortaleza para proteger a então cidade de Santiago del Nuevo Extremo.  Ganhou o nome de Hidalgo para homenagear o capitão Don Manuel Hidalgo, morto na batalha de Chacabuco. Atualmente é um centro de eventos.

O tour termina próximo ao ponto inicial: a  Terraza Neptuno.

Vale a pena fazer o tour guiado. O cerro é um lugar que passa tranquilidade, é muito arborizado e romântico. Na minha opinião, os destaques do lugar são a Terraza Neptuno e o Jardim Circular. O Cerro de Santa Lucía é uma boa pedida para uma pausa na viagem.

Localização:  Av. Libertador O’Higgins entre as calles Santa Lucía e Victoria Subercaseaux (entrada da Terraza Neptuno) e a outra na Calle Santa Lucía. Ao entrar, um guarda pede para você preencher preencher no livro de visitas, o seu nome e país de procedência. Metrô: Santa Lucía

 


Um dia “perdido” em Santiago

22 abril 2013

Caminhando sem mapa

Primeiro dia e um monte de coisas para resolver: ir ao mercado comprar coisas para o café da manhã, trocar o dinheiro, fazer o free tour… Saímos do apartamento em direção à Plaza de Armas e lá mesmo no Centro, na calle Agustinas, conhecida por ter várias casas de câmbio, trocaríamos o dinheiro.

Sem mapa, o jeito foi perguntar aos jornaleiros (coisa que sempre faço quando estou no Centro do Rio) a direção para a Plaza de Armas. Isto rendeu papos engraçadíssimos! Um jornaleiro demorou séculos para dar a informação.  Primeiro, adivinhou que éramos brasileiras. Depois, começou a falar de futebol. Fez comparações de como jogam os chilenos, os argentinos e os brasileiros. Falou da mulher chilena e da sensualidade da mulher brasileira (Aff! isso nos persegue 🙁  Malditas propagandas de carnaval!) Bom, o cara era uma figura! Depois de alguns longos minutos, eles nos deu a informação de onde era a praça.

Estávamos na Av. Libertador Bernardo O’Highins (mais tarde viria a saber disso). Com o tempo, o movimento de pessoas aumentou bastante. Sinal que estávamos no Centro. A partir daí, passei a só perguntar para os carabineros (policiais). São solícitos e mais diretos que os jornaleiros que encontramos. Entramos na Paseo Ahumada. Esta rua de pedestres é uma rua com lanchonetes, bancos e as conhecidas lojas de departamento Falabella e Ripley. Uma de nós precisava sacar dinheiro. Aproveitamos e entramos no Red Bank que tinha a bandeira PLUS. Neste banco, o limite de saque para estrangeiros é de 200.000 CLP mais a tarifa de 3.000 CLP. Então, na verdade na sua conta corrente, você sacou em reais o equivalente a 203.000 CLP mas só recebe os 200.000 CLP.  Mais tarde, saberíamos que as tarifas do Santander são muito melhores que as do Itaú e a do Banco do Brasil.  Eu acabei só usando esta modalidade (saque em conta-corrente).

Chegamos à Plaza de Armas um pouco antes das 10:00. Deu tempo de ir à Oficina de Turismo – ao lado do prédio dos Correios e pegar mapa e folders de passeios. Aos poucos o grupo se formou para fazer o free tour. Eu perguntei para o guia e ele afirmou que o tour era só em inglês.  Até tentamos acompanhar o início mas nosso inglês não era tão bom assim.  Então, resolvemos trocar o dinheiro nas casas de câmbio.

Boa parte das casas de câmbio estão na calle Agustinas (muitas no trecho entre as calles Paseo Ahumada e a calle Bandera. A cotação do real estava entre 210 e 224 pesos. Já a do dólar, entre 467 e 470 pesos. Achei mais vantajoso sacar, ainda mais que eu tenho direito a fazer dois saques gratuitamente.

Extraído de: http://mappery.com/map-of/Central-Santiago-Street-Map

Havia o Free Tour da Spicy Chile às 11:00 no Palácio La Moneda. Em direção ao La Moneda, encontramos uma loja chamada Paris. Pra quê! Ficamos um tempão vendo casacos e outras roupas a um preço mais baixo que no Brasil. Combinamos de almoçar e tentar o city-tour no ônibus da Turistik.  O mais difícil foi achar um lugar legal para almoçar. Andamos e andamos e nada do nosso agrado. Até que um jornaleiro deu a dica de um Pátio de Comida (Praça de Alimentação) que fica na Calle Bandera. Lá almoçamos no Platón. Você escolhe um prato e dois acompanhamentos.  Gastamos cerca de 3.940 CLP isto porque compramos uma sobremesa muito da aguada.  Foi-se o plano A e também o plano B. Vamos partir para o plano C. Novamente, de volta à Plaza de Armas, fomos procurar a informação de onde parava o ônibus da Turistik. Já eram 16:00 e quando finalmente entramos no ônibus, o motorista informa que o preço é 20.000 CLP e que funciona até às 18:00. Achamos um assalto! Descemos do ônibus e resolvemos ir para casa mas não sem antes comprar o cartão BIP do metrô.

Comprando a tarjeta BIP

Voltamos à Oficina de Turismo e pedimos informação para o atendente. Ele explicou o ponto de atendimento mais próximo. Ao caminhar, vimos um monte de restaurantes próximos a Plaza de Armas (!!!).  Fizemos uma conta rápida e compramos a tarjeta (1.350 CLP) e fizemos a recarga de 2.600 CLP. No endereço http://www.transantiago.cl/TARJETABIP/ estão as regras de uso do cartão (tarjeta) BIP. O mapa do metrô em Santiago está disponível em PDF aqui: http://www.metrosantiago.cl/estacion/plano-red

Tarjeta BIP

Extraído de http://diario.latercera.com/2011/03/04/01/contenido/pais/31-61203-9-tarjeta-bip-elevan-compensaciones-a-usuarios-afectados.shtml

Depois novamente, andamos mais e mais (nos perdemos mesmo com mapa). Achamos um mercado na calle Merced. Compramos os alimentos para o café da manhã, o vinho Casillero del Diablo e frios para acompanhamento. Chegamos cansadas no apartamento de tanto andar e de ter um dia perdido! O que salvou foi o nosso jantarzinho com vista para os Andes 😉

 

 


Chegando em Santiago do Chile

22 abril 2013

O voo

O nosso voo foi pela LAN. Foi a primeira vez que voei pela companhia e só tenho a elogiar os serviços. A única coisa que tenho a reclamar foi do desconforto do assento mas isso é um mal da classe econômica.  Não há telas individuais mas no voo passou um filme dublado em espanhol ou  no idioma original (inglês).  A LAN ofereceu um bom jantar: um sanduíche, sobremesa, bebidas (água, suco, refrigerante, cerveja e vinho – a escolher) e o que eu achei uma surpresa foi ver que os talheres eram de metais. Pensei que estivessem proibidos. Nem na Air France tem talheres metálicos.

Nosso voo saiu tarde do Galeão e chegou pouco antes da meia-noite no aeroporto de Santiago.  Durante o voo, a comissária entrega os papéis da imigração (por isso é importante você ter em mãos caneta e o endereço do hotel ou apartamento que ficará no Chile).  Preste atenção: um papel é da Imigração e o outro é da “Vigilância Sanitária” chilena.  Se estiver levando algum produto natural como mel, leite, castanha, você tem que declarar. Não tente bancar o espertinho, pois a sua mala passará por raio X.

Ao desembarcar, você entrega o formulário de imigração preenchido para o agente.  Mesmo estando com passaporte, ele dá uma cópia do formulário para você. Guarde bem esta cópia como se fosse extensão do passaporte pois na saída você deverá entregar o papel.  Isto tudo acontece antes de você pegar as malas. Ah, se não estiver com crianças não vá à cabine policial com mais alguém. Nós duas resolvemos ir juntas à cabine e a policial fez cara feia. Depois a minha amiga esqueceu de preencher um dos papéis e novamente a policial fez uma careta!  Fazer o quê! Vivendo e aprendendo.

Depois de pegar as malas, passamos pelo raio X da “Vigilância Sanitária”. Aqui você deve entregar o outro formulário no qual você declara se está levando ou não produtos naturais consigo.

O transfer aeroporto – Bellavista

Ao ser liberado do raio X das autoridades sanitárias, a gente se depara com as cabines de táxi. Fui direto à Transvip. Havia um brasileiro atendendo. O preço do táxi privativo é 18.000 pesos ou 36 dólares. Paguei em dólares. Ao seguir o caminho indicado junto com o taxista, um senhor gentilmente nos ofereceu para carregar nossas malas (nem precisava, pois elas tinham quatro rodinhas).  Porém quando chegamos no ponto do táxi, ele veio com a história de pedir gorjeta e quando ouviu o argumento de que não tínhamos pesos, ele mostrou notas de 10 reais que segundo ele havia recebido.  Diante da minha “revolta”, dei 5 reais muito contrariada pois a minha vontade era de não dar nada. Acredita que o homem fez cara feia? Achamos que o homem era funcionário da Transvip mas não é! Fiquem de olho, hein e não caiam neste golpe!

Cuidado com os senhores que te ajudam a carregar as malas, eles não trabalham para a companhia. Ao levar até o táxi, pedem gorjeta e ficam de cara feia se der uma gorjeta pequena. Dei cinco reais mas a vontade era de não dar nada!

Fomos num Sonata e ficamos babando impressionadas com o conforto e espaço interno do carro. O motorista ficou todo orgulhoso diante os elogios 😉 Do aeroporto até o nosso apartamento, que é colado ao Pátio Bellavista, a corrida durou menos de quinze minutos.

O apartamento: Chile Apart Bellavista

O apartamento se revelou uma boa escolha. A melhor vantagem é a sua localização: rua Dardignac, próximo ao Pátio Bellavista.  Há mercados, bares, restaurantes e uma estação de metrô a uns 10 minutos andando (estação Baquedano – linhas vermelha e verde).  Em 20 minutos de caminhada, você está na Plaza de Armas.  Além disso, o apartamento está equipado com geladeira, fogão, microondas, torradeira, chaleira elétrica e todos os utensílios domésticos.  Com certeza, na próxima oportunidade ficaria aqui. Não sei se ficaria no verão, pois uma coisa que eu reparei é que o apartamento não tem ar condicionado (mas também não sei se faz o calor de Rio de Janeiro ali).

O único problema que tivemos no apartamento foi o aquecedor não ter funcionado na primeira noite, justo a mais fria! Passei um aperto! Depois, falamos com o dono do apartamento que disse não saber mexer mas que havia uma pessoa que era responsável por checar os aquecedores dos apartamentos que ele possui. Prometeu mas não veio ninguém depois porque o aquecedor não funcionou. A nossa sorte é que fez calor em Santiago nos outros dias da viagem, não esperado para o mês de abril.

Dormimos tarde para acordar cedo e ir para a Plaza de Armas fazer o Free Tour.

 


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