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Planejando a viagem para Santiago do Chile

21 abril 2013

Sempre quis conhecer Santiago mas a visita a cidade era sempre postergada por causa de outros lugares que no momento eram mais prioritários para conhecer.  Não estava nos planos para este ano mas diante uma promoção da TAM em março e com folga sobrando, comprei a passagem Rio – Santiago – Rio por aproximadamente R$ 525. Achei o preço ótimo.  Seguindo as dicas dos amigos, escolhemos ficar por lá por 8 dias, mais precisamente 6 dias inteiros.  Será minha segunda vez no Chile pois há dois anos estive na região do deserto de Atacama em um mochilão que também passava pelo Peru e pela Bolívia.

Nesta viagem gostaria de saber mais sobre a História do Chile, principalmente sobre Salvador AllendePablo Neruda, o Golpe de 73 e a queda do Pinochet. Eu sei que tem os livros e o Google mas nada melhor do que aprender sobre a história no próprio local, não? Além disso, quero visitar uma vinícola, apesar de não ser fã de vinhos (porém sou uma grande apreciadora de uvas).

Como chegar

A empresa Transfer VIP (TRANSVIP oferece serviço de táxi privativo ao custo de 18.000 pesos ou 36 dólares o transfer do aeroporto para a região de Bellavista e Providencia, onde vamos nos hospedar. Há também o táxi compartido que nada mais é que o táxi compartilhado com outras pessoas que estão indo para destinos próximos ao seu. Custo: 6.000 pesos.

Onde ficar

As melhores regiões para se hospedar é a Bellavista e Providência. Na região do Centro, os hotéis são mais baratos mas os blogs e sites especializados dizem que o Centro é  meio “paradão” à noite. Há também a região chique  e moderna de Las Condes (porém um pouco distante do Centro Histórico).  Uma característica de Santiago é o bom número de apartamentos e apart-hotéis para alugar no Booking. Isto é ótimo pois dá para comprar coisas no mercado e comer por lá quando estiver cansado. Nós escolhemos o Chile Apart Bellavista, localizado na calle Dardignac, no bairro de Bellavista.

Moeda e câmbio

A moeda do Chile é o peso chileno (CLP). O Chile não é um país barato como Peru e Bolívia. O custo de vida é praticamente o mesmo do Brasil, principalmente Rio e São Paulo.   Eu levei reais para ser trocados em casas de câmbio, dólares para pagar o táxi da ida e o cartão do banco para emergências. Ao longo da viagem, mudei de estratégia.

Converter pesos chilenos (CLP) em real (BRL)

Eu sempre uso a máxima “Quem converte, não diverte” mas no Chile tive que abrir uma exceção pois é difícil acostumar-se com os zeros da moeda.  Uma dica prática para saber o valor em reais de algo é: multiplique por 4 e depois divida por mil. Como exemplo, o valor do transfer aeroporto-hotel  custará em reais: 18.000 x 4 = 72.000. Dividindo por mil: R$ 72.  Se estiver complicado, multiplique por 2 e corte os zeros: o resultado é o valor em dólares. Foi o que eu fiz muitas vezes, até ficar esperta.

Atenção: O Governo mudou as regras para IOF em saques no Exterior. Antes, pagava-se 0,38% de imposto para cada saque. Agora são 6,38%!!! Se você vai somente para Santiago, procure saber a cotação real x peso chileno e dólar x peso chileno. Há várias casas de câmbio que trocam real por peso chileno.

Os passeios em Santiago

À medida que fui pesquisando sobre Santiago já comecei a achar que eram dias demais para passeios de menos. Confesso que até me arrependi de ter escolhido um período tão longo para a cidade, principalmente porque não estávamos no inverno e não poderíamos reservar um ou dois dias para conhecer as estações de esqui.  Estando no Chile, não tem como deixar de conhecer uma vinícola e não fazer a dobradinha Viña del Mar-Valparaíso. Em Santiago, tem o ônibus londrino que faz o city-tour mas também tem o free walking tour, nos moldes dos tours pelas principais capitais da Europa.  No Trip Advisor, achei algumas sugestões de passeios diferentes e interessantes.

Free walking tour

Este passeio é muito comum na Europa. Basicamente é um passeio a pé pelos principais pontos turísticos da cidade. No final do passeio, o guia fala que o passeio é gratuito mas pede uma gorjeta.  É de bom tom deixar pelo menos 5 mil pesos de gorjeta. Li que os tours são em inglês mas também li de gente que fez em espanhol. Vamos tentar a sorte já que ninguém é perito em inglês no grupoEu sou daquelas que AMA city-tour e eu acho que tem sempre que ser o primeiro passeio do lugar para conhecer um pouco da história e até para se localizar. As empresas mais conhecidas são a Free Tour Santiago e a Spicy Chile.

As casas de Pablo Neruda

As três principais casas do poeta mais conhecido do Chile, prêmio Nobel de literatura, se transformaram em museu: La Chascona, em Santiago; La Sebastiana, em Valparaíso e a Isla Negra, localizada em Isla Negra, comunidade de pescadores.  Como o tour termina no Cerro San Cristóbal, que é ao lado do museu La Chascona, já aproveitaria e visitaria o local.

Vinícolas

Há uma infinidade de vinícolas no Chile. Há as próximas a Santiago como a Concha y Toro, a Cousino Macul e a Undurraga. A vinícola Concha y Toro é muito conhecida dos brasileiros, principalmente por causa do vinho Casillero del Diablo. É a maior vinícola do Chile e a segunda maior do mundo.  O tour nesta vinícola é polêmico por ser mais comercial do que educativo.  O wine tour mais elogiado é o da vinícola Undurraga pois lá você aprende sobre os diferentes tipos de uva e o que significa “reserva”, “gran reserva”, etc.

Eu adoro passeios diferentes e pesquisando sobre vinícolas, achei interessantes passear de bicicleta na Cousino Macul  e participar da festa da vindima (colheita) na vinícola Casas del Bosque.  Março e abril são os meses onde há a vindima (colheita das uvas). Achei alguns posts sobre isso e estava interessada em participar, principalmente por ser na Casas del Bosque que tem muita coisa a se fazer e conhecer por lá.

Valle Nevado

É a  maior estação de esqui do Chile. O teleférico está funcionando e há alguns passeios que podem ser feitos sem neve.

Cajón del Maipo

Destino de ecoturismo localizado a 60Km de Santiago. Lá o destaque é o trekking no Parque Nacional El Morado, além de desfrutar de águas termais e ver vulcões. O difícil é achar o caminho das pedras sem pagar uma fortuna nas excursões. Por falar nelas, uma empresa que oferece os passeios para lá é a Jorge Excursiones. Tem mais dicas no Mochileiros.com e neste post aqui do Viaje na Viagem.

Centro Histórico

Os pontos em destaque são a Plaza de Armas, o Palácio La Moneda e o Mercado Central. Pretendemos fazer a visita guiada do La Moneda.

Museus

O mais recomendado no Trip Advisor e está como a atração número 1 em Santiago é o Museo de La Memória y los Derechos Humanos, que conta sobre a história da ditadura, o golpe de 73 e sobre suas vítimas.

Viña del Mar e Valparaíso

Cidades vizinhas, a uma hora e meia de Santiago. Viña é um balneário conhecido dos chilenos onde em fevereiro tem o Festival internacional da canção. Creio que a atração principal é o relógio de flores. Valparaíso ou Valpo, é uma cidade portuária cercada por morros (cerros em espanhol) e várias casas coloridas. Valpo é considerada Patrimônio cultural da Humanidade.

Como se deslocar por Santiago

Santiago tem uma rede de metrô extensa (nem se compara ao Rio).  A maioria das estações que vamos usar está na linha 1 – vermelha. O preço da passagem varia de acordo com o horário e o dia da semana. A tarifa mais cara é 670 CLP. Para usar o metrô é necessário comprar o cartão BIP, à venda nas estações. Outro modo de conhecer a cidade é caminhando, principalmente no Centro. É o que pretendemos fazer.

Então, montei um roteiro de forma que o grupo escolhesse as melhores opções:

Passeios em Santiago

Atualização:  no final do post, eu comento sobre o roteiro e as mudanças que faria nele.

Comidas típicas

Centolla, mote com huesillos, cachorro-quente com abacate (palta), pisco-sour (ué, o pisco não é do Peru?), o drink Terremoto, os vinhos chilenos tão consumidos no Brasil e sucos de frutas que não tem no Brasil como o suco de framboesas. Eu só quero experimentar o suco de framboesas, o resto eu abro mão 😉

Pesquisando na internet

Vocês não tem ideia mas eu li dezenas de blogs e sites. Os que eu achei muito úteis são estes aqui:

http://viagem.decaonline.com/santiago-dicas-de-passeios/
http://oviajantecomilao.blogspot.com.br/search/label/Santiago
http://www.meusroteirosdeviagem.com/2012/05/roteiro-de-3-dias-em-santiago-do-chile.html

Não posso deixar de mencionar que gosto dos posts do Matraqueando, do Viaje na Viagem e claro, das opiniões no Trip Advisor e do fórum Mochileiros.com

Nos próximos posts, conto como foi a viagem e como foi tudo muito diferente do planejado 😉

Pós-viagem: alguns comentários sobre o roteiro planejado

Comentário da blogueira, 08/02/15 – Este post é um dos mais vistos do blog e relendo-o, percebi que não comentei sobre o roteiro planejado após voltar de viagem. Esta viagem foi uma das mais baratas que fiz graças às atrações locais. Os ingressos não eram caros e o acesso à maioria é feito por transporte público. A atração mais cara para se conhecer foi a o Valle Nevado. Justamente por conta do acesso (contratamos um tour), pela distância e pela entrada. Porém, ressalto que valeu a pena!

Os dois primeiros dias em Santiago, eu acho legal você conhecer o Centro, o bairro Bellavista e o Museu de La Memória.

1°  e 2º dias: Centro Histórico de Santiago e bairro Bellavista

O Centro de Santiago é pequeno e dá para conhecê-lo a pé. Há o ônibus de turismo da Turistik que passa pela maioria das atrações da cidade. Particularmente, achei o ingresso caríssimo. Se está com o bolso magro, não se preocupe. Nós fomos a todos os lugares da cidade de metrô. Só pegamos táxi para ir e vir do aeroporto.

City-tour | Além do tour em inglês oferecido pela Spicy Chile, há tour guiado pelo Centro oferecido pela Oficina de Turismo. O tour é em inglês e em espanhol. Horários distintos.  A dica é ir à Oficina de Turismo (praticamente ao lado do prédio dos Correios) e verificar quais dias eles fazem o passeio.  Antes de viajar, verifique se o dia que for ao Centro é o dia da troca da guarda no Palácio de La Moneda. É feita em dias alternados.

Visite a Plaza de Armas, a Catedral Metropolitana, o Museu Pré-Colombino (Pré-colombino = antes de Cristóvão Colombo), Catedral Metropolitana, o Mercado Público, a Cat

Museo La Chascona | La Chascona foi a casa de Pablo Neruda em Bellavista.

Cerro San Cristóbal e Parque Metropolitano | Apreciar a vista da cidade. Para quem gosta de lembrancinhas, aqui tem umas barracas que vendem artesanato. Para quem vai com crianças, na primeira estação do teleférico tem o zoológico municipal.  O Cerro San Cristóbal está localizado no Parque Metropolitano, muito utilizado pelos moradores para caminhar, fazer piquenique. No parque também há piscinas públicas.

Cerro Santa Lucía| Lugar agradável para ir. Aos domingos, há passeio guiado gratuito oferecido pela Oficina de Turismo.

Visita ao Palácio de La Moneda | Antiga casa da Moeda (moneda = moeda), que virou Palácio presidencial, bombardeado pelas tropas comandados pelo General Pinochet. Antes viajar, agende sua visita. Faça isto com a antecedência mínima de 15 dias.

Visita ao Museu de La Memória | Na minha opinião, o melhor lugar para se visitar Santiago é o Museo de La Memoria y Derechos Humanos. Excelente! Passamos mais de 3h no museu. O Museu da Memória foi inaugurado pela presidente Michelle Bachelet. O museu fala do período que compreende o fim do governo de Salvador Allende e o golpe de Estado até a volta da democracia. Destaque para o vídeo com depoimentos de pessoas que foram perseguidas na ditadura e o vídeo do bombardeamento do Palácio de La Moneda. Para aqueles que querem conhecer mais sobre a história do Chile, para aqueles que amam história, para aqueles que querem adquirir conhecimento, que nunca é demais e para os curiosos, o Museu da Memória é atração imperdível.  Oferece passeios guiados em vários horários e aluguel de áudio-guia. Fácil acesso por metrô e trem.

3° dia: Visitar vinícolas

Há algumas vinícolas nos arredores da cidade a visitar como a famosíssima Concha y Toro , a Cousino Macul, a Undurraga, etc. Sugiro que façam primeiro a visitação à Vinícola Undurraga pois é excelente (agende por e-mail). Acesso fácil de transporte público.

À tarde, sugiro visitar uma outra vinícola como a Concha y Toro ou ir a algum lugar que deixou de visitar nos dois primeiros dias. Eu não fiz mas deve ser bem interessante o tal passeio de bicicleta pelas parreiras da Cousino Macul. Leia os relatos no Like Chile e Viajante Solo.

Dicas
(a) Compra de vinhos – Não sugiro comprar vinhos ali. Lugar de comprar vinho em conta é no mercado (ao menos na época que eu fui). Agora, se o vinho que você quer é diferenciado, então não está mais aqui quem falou 🙂

Se há a intenção de comprar vinhos para levar para o Brasil, saiba que o vinho que comprou na vinícola ou no mercado não poderá ser levado como bagagem de mão (regras sobre restrição de líquidos em viagens internacionais como bagagem de mão). O que fazer? Aproveite que está na vinícola e compre embalagens próprias para proteger suas garrafas na mala. Uma opção é trazer plástico bolha e fita adesiva de casa (foi o que eu fiz mas acabei não usando). Se não quiser correr o risco de estragar suas roupas e perder seu adorado vinho, deixe para comprar vinho no Dutty Free (foi o que eu fiz!). A desvantagem é que você corre o risco de não ter o vinho desejado (aconteceu comigo!). Fique de olho no volume máximo de bebidas que podem ser transportadas como bagagem de mão. Atualmente, o limite é 5 litros . Aproximadamente, 6 garrafas de vinho.  Aconselho a consultar a companhia aérea antes para não ter dor de cabeça. Há companhias aéreas que não aceitam transporte de bebidas como bagagem despachada. Outras aceitam desde que você assine um termo de responsabilidade.

(b) Melhor época –  Os amantes do vinho já sabem bem a época da vindima (época da colheita para os leigos).  Geralmente, começa em meados de janeiro até o final de março. Se estiver vindo no inverno, provavelmente não haverá uvas nas vinícolas.  Então, antes de viajar, informe-se.  Não fiz o passeio mas ficará para o futuro, fazer uma viagem só para apreciar as vinícolas chilenas.

4° dia: Valparaíso e Viña del Mar

Acabamos fazendo um tour para as cidades vizinhas porque perdemos tempo com compras (não façam isto!). O tour foi prático por causa do deslocamento mas rápido demais, como já era esperado. Se eu pudesse, faria de outra forma. Ou faria de carro ou táxi, uma cidade por dia. Resumindo, faria igualzinho a que planejei. Viña del Mar é uma cidade agradável, acredito que principalmente no verão. Valparaíso é muito questionada. Alguns gostam. Outros, não. Eu adorei o que vi, principalmente a visitação a casa de Pablo Neruda, a La Sebastiana.

Para quem acaba fazendo o tour em inglês, que geralmente termina no bairro Bellavista, aproveita e já entra na casa do Neruda e vá ao Cerro de San Cristóbal.

5° dia: Valle Nevado ou Cajón del Maipo

Para quem está indo no inverno, Valle Nevado. Eu fui no outono, achei lindo mas fiquei com dor de cotovelo, pensando no “imagina no inverno!”.  Já no verão, melhor seria ir para o Cajón del Maipo. Dica para quem gosta de caminhar e ter contato com a natureza. Não é simples ir de forma independente mas é possível. Então, aconselho a contratar um passeio por agência de viagem. Tem relatos dos dois modos de ir para lá no Viaje na viagem.

6° dia: Outros passeios

Parques – Parque Arauco e Parque Bicentenário. Os parques são uma ótima pedida para o final da tarde ou um dia de domingo.

Compras – Eu não sou especialista mas caso queiram comprar algo, há o Shopping Arauco (fácil acesso de transporte público) e o Costanera Center (não conheci).

Resumindo, com foco no cliente e com disposição,  dá para conhecer o básico de Santiago em 3 dias. O roteiro sugerido é para fazer as coisas sem pressa. Pretendo voltar à cidade no inverno e revisitá-la quando for à região dos Lagos.

Minhas impressões sobre Santiago estão relatadas nos posts abaixo:

Chegando em Santiago do Chile

Um dia perdido em Santiago

Tour guiado pelo Cerro Santa Lucía

Shopping Parque Arauco

Passeio em Viña del Mar e Valparaíso

Passeio pela Vinícola Undurraga

Valle Nevado no outono

Museu da Memória

Restaurante Giratório, Palácio de La Moneda e Cerro San Cristóbal

 


Perguntas e Respostas – roteiro de 25 dias pela Bolívia, Chile e Peru

1 maio 2012

Recebi um e-mail de uma leitora(!), a Silma, que quer fazer um roteiro circular mas com 25 dias por Bolívia, Peru e Chile. Estou respondendo aqui no site, pois pode ajudar outras pessoas.

“Estou tentando elaborar um roteiro de 25 dias com ida e volta (Guarulhos SP- Santa Cruz – Bolivia) de 19-maio a 12-junho-2012. Consultei seus roteiros, porém não estou conseguindo adequar. Parece que tenho pouco tempo para fazer Santa Cruz- Sucre- Potosi- Uyuni(Salar)- San Pedro do Atacama- Arica- Tacna- Arequipa- Cusco- Puno – Copacabana – La Paz – Santa Cruz – São Paulo. Estou pensando em fazer alguns trechos de avião. Estou pesquisando Calama-Cusco mas o preço está muito alto. Vi que você também foi nos mesmos meses que eu vou, faz muito frio?! Estou preocupada. Não sei se levo as roupas de frio daqui ou deixo para comprar lá.”

Oi, Silma! De início, só lendo a pergunta, eu concordei com você.  Achei que não daria tempo! Porém com um pouco mais de atenção, percebi que diferente de mim, você não pretende ir a Lima, Ica e Nazca.  Então há chances de fazer o roteiro desejado.  Adaptando a minha planilha ao seu jeito,  ficou assim:

Dá para fazer tudo mas o ideal é deixar um dia livre para emergências. Por que eu digo isso? Volta e meia naquela região tem protestos, o que pode atrapalhar sua viagem.  Então é bom ter em mente o plano B, o plano C, etc.

Baseado apenas em minhas opiniões (que não são verdades absolutas), vamos lá (gesto de entrelaçar as mãos e estalá-las):

  • Se você for de Gol, provavelmente chegará na madrugada em Santa Cruz.  Compre bolivianos o suficiente para pagar a taxa aeroportuária.  O câmbio no aeroporto é bem desfavorável, como sempre imaginamos que seja;
  • O aéreo Santa Cruz – Sucre pode ser feito pela Aerosur.  Há como comprar a passagem antecipado em São Paulo. Li isso no relato dos Mochileiros.com;
  • Se for pela Aerosur, o voo é 10:00. Dá tempo de ir no hotel e à tarde, conhecer o Parque Carl Orko e um pouco da cidade.
  • No dia seguinte, um ônibus de manhã cedo para Potosí. Deixar a mochila no guarda-volumes da rodoviária e à tarde, fazer o passeio das Minas de Prata.  Antes, pesquise se há mesmo guarda-volumes (guarda-equipajes) no terminal rodoviário;
  • Neste mesmo dia, vá para Uyuni. Você chegará na madrugada. Durma um pouco em um hotel e de manhã cedo já feche o passeio para o Salar de Uyuni, que deve começar por volta de 8:00;
  • No terceiro dia, você chega em San Pedro do Atacama.  Reserve o dia para descansar e fechar os passeios para os dias seguintes;
  • Cruzando a fronteira Chile-Peru: compre a passagem de ônibus direto para Arica. Eu fui por Calama e demora pacas o próximo ônibus. Economize tempo!  Eu não conheci o oceano Pacífico nem fiz nada em Arica.  Dependendo do que pretende fazer, já compre a passagem para Tacna. Há táxis que dizem ser mais rápido para cruzar a fronteira.  Nós fomos de ônibus e imagina que tivemos que esperar todos os passageiros fazerem a revista na rígida imigração chilena.  O mesmo na imigração peruana (mais liberal).  Não leve frutas na bolsa. Não são aceitas nas fronteiras por causa da tal mosca da fruta;
  • Em Tacna, você tem que ir para outro terminal, comprar a passagem para Arequipa.  Nós fomos de Cruz del Sur. Muita gente reclama que é caro mas em matéria de conforto, dá de dez a zero nas companhias de ônibus brasileiras;
  • Você deve chegar à noite em Arequipa.  No dia seguinte, conheça a cidade e feche o passeio para o Cañón del Colca.  Nós ficamos mais dias e fizemos o rafting no rio Chili.  Eu não sei nadar e nunca passou pela minha cabeça fazer rafting (não estou incentivando ninguém que não saiba nadar a fazer estas loucuras). Foi muito legal!  Fiz mil promessas de praticar aqui no Brasil (depois de aprender a nadar) e por enquanto… necas! As duas coisas. Ah, provavelmente na própria agência que você agendar os passeios, ela venda também a passagem de ônibus para Cusco;
  • Cusco é disparado a cidade mais bonita do roteiro. Vale a pena ficar todos estes dias lá;
  • A viagem Arequipa – Cusco passa por Puno. Acho melhor primeiro fazer Cusco que é a cereja do bolo e na volta,  conhecer Puno e fazer o tal passeio Isla de los Uros;
  • Aliás, todos são unânimes em falar que Puno só tem este passeio para fazer.  Assim que chegar na cidade, feche o passeio e compre a passagem para Copacabana;
  • Em Copacabana, o passeio é conhecer a Isla del Sol, a maior do Titicaca.  A princípio, nós íamos dormir na ilha mas eu não gostei do clima de lá, rústico demais para as já exigências de quem já está chegando na idade dos “enta”.  Nós cruzamos a ilha, fazendo a tal caminhada. Foi bem puxado mas somos sedentárias e não estávamos 100% aclimatadas;
  • Estes países só aceitam notas de dólares em perfeito estado. E o câmbio é diferente se for com notas de valor mais baixo. Leve notas de 100 dólares que não sejam da série CB.
Onde você pode cortar, caso precise:
  • Em La Paz: o passeio de Tiwanaku.
  • Em San Pedro, o  passeio Salar do Atacama e os das lagunas altiplânicas;
  • Em Copacabana, não passar o dia fazendo o trekking da Ilha do Sol, só conhecer o lado sul da ilha, o que se faz em uma tarde.
  • Em Cusco, o passeio para as Salinas de Maras e os Círculos de Moray;

Quanto ao frio, um breve relato:

Meu nome é Pat e sou carioca.  Quem mora aqui,  a uma temperatura de 22°C, já está botando uma jaquetinha ou casaquinho. Resumindo, a gente não sabe realmente o que é frio.  As roupas aqui do Rio não protegem do frio.  São tecidos bem fininhos, tipo só para enfeitar. Falo de roupas em lojas “normais”, não do tipo “Daslu”.

Eu viajei no período de 13 de maio a 13 de junho de 2011.  Já sabendo do frio que poderia enfrentar, li muito sobre vestimentas. Aproveitei a viagem para Argentina no início do ano e comprei  dois casacos de fleece (polar 100 e 200). Eu já tinha o trio segunda-pele de calça comprida, luva e meia da Solo que eu havia comprado dois anos antes. O restante eu deixei para comprar em La Paz. Por isso a viagem foi no sentido oposto ao seu. Em La Paz, eu comprei meias de merino, corta-vento, cachecol e touca de alpaca (duvido que seja alpaca…rs). Até bota de caminhada e aquelas calças que viram bermudas eu comprei lá.  Tudo em preço mais em conta. Fiquei com medo de ser falsificado mas deram conta do recado.

O corta-vento foi muito importante no Chacaltaya, na imigração Chile-Bolívia (como venta!) e durante o passeio do salar. Para mim, a pior noite em matéria de frio, foi a primeira no alojamento do Salar de Uyuni.  No seu caso, será a última.  Todos nós dormimos com roupas e saco de dormir (disponível para alugar) e cobertores pesados.  Mesmo assim, sentimos muito frio. Até os gringos europeus sentiram frio.  Agora, conhecemos pessoas ao longo do nosso caminho que falaram que só os pesados cobertores do alojamento já foram o suficiente.  Morando em São Paulo, fica mais fácil de comprar as coisas por aí. Só não sei se serão mais baratas que na Bolívia.

Eu até tentei montar o seu roteiro no outro sentido (indo por La Paz primeiro) mas o engraçado é que ficou dois dias mais longo que no sentido inverso por causa de horários de ônibus e voos. Fiquei encafifada!

Tem um relato nos Mochileiros.com (a melhor fonte de pesquisa) que talvez possa te ajudar: http://www.mochileiros.com/dez-2011-bol-chi-peru-22-dias-com-gastos-e-fotos-t64174.html

No mais, boa viagem!

 


Bolívia, Peru e Chile – sugestão de roteiros

25 março 2012

Eu planejei uma longa viagem de 32 dias para conhecer os clássicos dos três países. Não deu para conhecer tudo devido aos imprevistos. No planejamento, fiz uma série de mini-roteiros que talvez possam ajudar a quem não tanto tempo disponível.

Para todos os roteiros, deixe um ou dois dias para os imprevistos.  Volta e meia há protestos nos países que podem estragar os seus planos. Ah e vale lembrar que o mal da altitude não é lenda.  Varia de pessoa para pessoa, mas no meu caso eu só melhorei mesmo lá para o 5o. dia.  O chá de coca não funcionou comigo (não tem nada de alucinações, isso é coisa de gente mal informada). O que funcionou foram as tais pílulas do soroche.  Em Cusco,eles vendem spray de ar! Então, aclimate-se antes e planeje seus passeios em ordem crescente de altitude.

Os roteiros não são receitas de bolo pronto.  Pesquise a duração das viagens de trem e ônibus e os horários.  Talvez a viagem demorada tenha ficado mais rápida com a melhora das estradas (Ponto para as estradas chilenas).

Ah, a sensação de segurança nestes países é muito maior que no Brasil.  Anda-se tranquilamente com câmera digital sem o estresse de que alguém vai aparecer do nada e apontar um revólver na sua cabeça e dizer: Perdeu! Só precavejam-se dos furtos. Olho em suas bolsas e muito cuidado com o passaporte. Fique ligado igual você ficaria no Rio e em São Paulo (eu disse ligado e não neurótico!). Sempre é bom ler sobre golpes praticados com os turistas.

A cotação pra notas de 100 dólares é melhor que para notas menores como as de 10 e 20 dólares. Os dólares devem estar intactos. Sobre os documentos para viajar, só é necessário o RG. Se sua foto não condizer com você, então é melhor não arriscar a depender da boa vontade dos policiais: faça o passaporte.  Um bom motivo é ter como recordação um carimbo simbólico de sua passagem por Machu Picchu.

Este post é uma resposta àquelas pessoas que entraram em contato e perguntaram sobre diferentes roteiros nestes países.  A todos vocês, boa viagem!

Conhecendo Lima e Machu Pichu em 8 dias

Este roteiro é o básico. Se puder acrescente mais dias pois Cusco é uma cidade muito bonita e há várias atrações.  Assim também terá tempo de se aclimatar pois estará saindo de uma cidade a nível do mar (Lima) e estará indo para Cusco que está a 3.400m de altitude.

Peru em 15 dias

Roteiro de 15 dias pela Bolívia

A Bolívia é um país barato. Para você ter uma idéia, a cotação dólar x peso boliviano em maio/2011 estava 1 por 7.  Se você está curto de grana e quer conhecer um destino diferente, a Bolívia pode ser uma boa opção. Mais barata que muitos destinos brasileiros. De quebra, vai conhecer o lago Titicaca que aprendeu na escola que é o lago “mais alto” do mundo e a imensidão do Salar de Uyuni. Inesquecível!

Dever meu esclarecer que  a Bolívia é um país pobre e não está preparada para turismo.  Então você vai a lugares e não encontra banheiros decentes. Deve-se ter um cuidado a mais com a comida e a água por causa do cólera. A impressão que eu tive dos bolivianos foi a melhor possível.

 Peru e Bolívia: o roteiro clássico sem o trem da Morte

Em quinze dias dá para conhecer o Lago Titicaca e Machu Picchu.   A dica para largar o passeio do Vale Sagrado em Ollantaytambo é para economizar tempo e dinheiro para conhecer Machu Picchu.

Bolívia, Peru e Chile em 23 dias

Uma opção para quem vai com milhas: ida por Lima e volta por Santiago. Há muito o que ver em Cusco e nos arredores de San Pedro de Atacama e Santiago. Então de 23 dias, a viagem pode ficar maior e mais interessante.

 

 

Bolívia, Peru e Chile

1.”Quero conhecer Bolívia, Peru e Chile. Dá para fazer este roteiro em 25 dias?”
Depende. Quais são suas prioridades? A maioria quer conhecer o Salar de Uyuni, Machu Picchu e o Deserto de Atacama. Segue algumas sugestões de roteiros.

20 dias por Bolívia e Peru

Neste roteiro, praticamente conhece os principais passeios da Bolívia e Machu Picchu. Acrescente mais dias para emergências.

20 dias Bolívia e Peru

23 dias por Bolívia, Peru e Chile

Agora um roteiro que contemple o Salar, Machu Picchu e o Deserto do Atacama. Este roteiro não é circular. Bom para quem tem milhas para usar pois a ida é por Lima e a volta por Santiago.

23dias Bolívia-Peru-Chile

32 dias por Bolívia, Peru e Chile

Agora um roteiro circular que contemple o Salar, Machu Picchu e o Deserto do Atacama. O sentido é fazer La Paz primeiro para comprar roupas para o frio. Este é o roteiro completo.

32 dias por Bolívia,Peru eChile

Se não dispuser de todos estes dias, comece a cortar alguns lugares que não são prioridades para você? Como saber? Lendo relatos de viagem. Sugiro cortar Lima, Ica e Nazca. Se o orçamento está apertado, saiba que o Chile é o país mais caro dos três. Talvez valha a pena diminuir o número de dias em San Pedro de Atacama.

Eu fiz este mochilão em maio de 2011. Já faz tempo! Independente de ser recente ou não minha viagem, sempre busque mais fontes de informação.  Lembre-se de ter dias a mais como carta na manga, pois volta e meia há protestos nestes países.

 


Bolívia, Peru e Chile – roteiro realizado

25 junho 2011

O roteiro realizado foi bem diferente do planejado graças aos imprevistos.  Primeiro, tivemos problemas com a Gol. Tudo por causa de uma infeliz frase do comandante que criou pânico entre os passageiros.  Perdemos um bom tempo no Galeão. Tínhamos uma conexão em Guarulhos a fazer. Perdemos!  Com isso tivemos que ficar mais dois dias em São Paulo, esperando o próximo voo. Isso mudaria nossos planos, teríamos que cortar algumas cidades…

 roteiro planejado vs. roteiro realizado

Chegamos em Santa Cruz, fizemos o câmbio a uma cotação péssima mas o suficiente para sobrevivência do dia.  Conseguimos comprar a passagem para La Paz pela BOA já na abertura do balcão. Em uma hora estávamos em La Paz no ótimo hotel Cordillera Real.

Em La Paz, sofri muito com os efeitos da altitude e passei o primeiro dia na cidade descansando.  Consegui fazer todos os passeios a minha maneira: como não aprendi a andar de bicicleta, acompanhei o downhill em Coroico no carro dos guias.  Não aguentei a altitude do Chacaltaya e preferi esperar o grupo no ponto de parada. Depois desisti de  seguir para o segundo passeio, que era o Vale de la Luna, o que fez com que eu conhecesse o restaurante Don Gus, com comida boa, sem muito condimento e segura.  Outro imprevisto: estava tendo um protesto na fronteira Bolívia – Peru.  Algo a ver com a construção de uma mina de ouro por uma empresa canadense.  A fronteira estava fechada há uma semana e não havia indícios de que os protestos iriam terminar.

No quarto dia já aclimatada, saímos para Copacabana.  A vista do lago Titicaca é linda! Não subi o Cerro Calvário. As escadas me amedrontaram. Ficamos pela cidadezinha.  Tivemos uma noite de muito frio no hotel. O No dia seguinte, fomos à Isla del Sol e fizemos um trekking de cinco horas cruzando a ilha.  Neste dia percebemos o quanto estávamos mal condicionadas fisicamente. Muita gente nos passou! Até idosos! Uma vergonha pra esta sedentária que vos escreve. Decidimos não dormir na ilha e esta escolha foi mais do que acertada.

Com a fronteira ainda fechada, não houve outra opção para chegar ao Peru a não ser  cruzar o Titicaca de barco. Pagamos uma fortuna por uma viagem de nove horas!  Nos sentimos umas clandestinas pois saímos cedo de Copa, carimbamos nossos passaportes na Aduana Boliviana e durante todo o trajeto de barco, estávamos ilegais. Havia muita gente esperando barcos para ir ao Peru.

Chegamos quase à noitinha em Puno e a primeira coisa que eu percebi é que o Titicaca ali era poluído. Que diferença da Bolívia! Fomos recebidos por um senhor que levou os turistas até o posto de imigração. Ruas desertas, depois muita confusão com passeatas e residentes jogando pedras.  Entramos na Imigração, que logo fechou as portas. Depois compramos as passagens para Cusco.  É, Puno e as islas Flotantes de Uros ficarão para uma próxima oportunidade.

Às cinco da madruga chegamos em Cusco e aí meu péssimo sexto sentido para hospedagens se confirmou. Na rodoviária, algumas pessoas oferecem hospedagem. Eu recusei todas.  Acabamos ficando num lugar horrível, só para dormir.  Já pela manhã, saímos a procurar hotéis nos arredores da Plaza de Armas e achamos o incrível Waytaq.  Hotel novinho em folha, foi um prêmio para nós!

Cusco foi a cidade mais bonita da viagem sem sombra de dúvidas.  Totalmente voltada para o turismo. De todas as idades e de todos os bolsos.  Fechamos um pacote com todos os passeios. Adorei ter conhecido Saqsaywaman e Pisaq.  Eu até agora me pergunto como os incas fizeram tudo aquilo, sem programas avançados de computador, sem ferramentas e noções de cálculo. Que civilização avançada! Pena que foram dizimados pelos espanhóis. Todo o conhecimento foi com eles.  A cereja do bolo foi subir ao Wayna Picchu e ter a visão do alto da cidade perdida (obrigada, Ana por ter insistido!)

Cortamos Lima, Ica e Nazca do roteiro por conta do atraso da Gol. Iríamos para Arequipa, a cidade branca.  Para chegar a Arequipa, teríamos que passar pela fronteira e os protestos não haviam terminado.  Então, seguindo o conselho da Oficina de Turismo, compramos uma passagem aérea para Arequipa pela Lan Peru. Durante o voo, fiquei indignada que nem ao menos ofereceram água e olha que o preço da passagem foi uma pequena fortuna!

Chegamos em Arequipa, novamente várias pessoas oferecendo hotéis. Recusei todas. Pegamos um táxi e o taxista nos levou a três hotéis.  Acabei escolhendo o hotel que havia oferecido no aeroporto e mais caro.  Lógico que minha amiga quis me matar! Ela conseguiu o mesmo preço.  Fechamos os passeios: rafting no rio Chili e Tour Cañón del Colca.

De Arequipa fomos à Tacna de ônibus pela Cruz del Sur. Serviço excelente! Nem sentimos a viagem de cinco horas demorar.  Há rodomoça e bingo valendo uma passagem grátis.  De Tacna pegamos um ônibus para Arica. Engraçado como a paisagem muda.  As estradas chilenas são bem melhores. As casas são diferentes.   Algumas pessoas foram barradas na imigração chilena. Ao chegar na rodoviária, fizemos o câmbio para pesos chilenos e compramso a passagem para Calama e de lá para San Pedro de Atacama.

A viagem noturna para Calama foi desagradável graças às duas paradas para revistas de bagagens.  Chegamos em Calama cedo e lá compramos as passagens para San Pedro.  Quando chegamos em San Pedro, um susto: a cidade parece ter saído do Velho Oeste!

Fechamos o passeio do Salar com a Cordillera.  Sofremos como nunca com o frio. Eu não desejo este frio para ninguém. Sempre saem dois carros, os motoristas eram muy buena onda e as paisagens incríveis.  Chegamos a Uyuni querendo antecipar a volta para o Brasil mas não conseguimos uma internet decente e nem nos fazer entender quando ligamos para o aeroporto de Santa Cruz.

Compramos uma passagem Uyuni – La Paz de ônibus.  Que viagem longa! Ficamos novamente no mesmo hotel do início da viagem e agora sim eu percebi como estava aclimatada: subia as ladeiras de La Paz sem botar a língua pra fora!  Compramos a passagem para Santa Cruz, novamente pela Boa.

Chegamos em Santa Cruz no domingo e lá a diversão principal é passear na praça.  Foi o que fizemos. Achamos Santa Cruz com muito mais cara de capital que La Paz.  Ficamos impressionadas com a frota de carros, todos muito novos e muito importados.  Depois, na volta ao Brasil descobri o porquê.

A viagem foi muito cansativa mas foi inesquecível pelos passeios e pelas paisagens incríveis que não sairão da memória. Desarmem-se do preconceito e conheçam os nossos vizinhos!

 

 


A aventura começa agora!

13 maio 2011

Por incrível que pareça, deixei tudo para a última hora. Hoje, ainda fui ao shopping comprar algumas blusinhas de manga comprida, almocei o bom e velho churrasco e com feijão pois provavelmente seria um mês sem comer o feijão preto.  Saí do shopping por volta de meio-dia para imprimir a parte de dicas sobre segurança e a lista de hotéis.  Não deu tempo. Lógico! Fique me lamentando por não ter arrumado a mala com antecedência.

A idéia era pegar um táxi às 14:30 pois o voo seria às 18:00.  A viagem até o aeroporto do Galeão dura aproximadamente uma hora. Nem preciso dizer que eu me atrapalhei, né?

Demorei a arrumar a mochila que estava abarrotada.  Eu ainda tinha que telefonar para a cooperativa de táxis e colocar cadarço no tênis. Já passava das 14:30!

Tentei ligar para a cooperativa três vezes e só na última tentativa atenderam.  Nos 20 minutos de espera do táxi, deixei um recado com os vizinhos com o meu e-mail e o telefone  em caso de emergência. Justamente para evitar qualquer situação como a que ocorreu durante a viagem para a Venezuela.

O táxi chegou às 15:00.  O taxista tomou um susto com o tamanho da mochila( “A moça falou uma mochila normal!”).  Gostou do condomínio e quis saber se tinha casa para alugar. O porteiro até quis ajudar mas eu estava com pressa!  Quando o taxista soube que eu ia para Bolívia, tomou um susto.  Quando falei que ia também para o Peru, quis até encomendar uma lembrança  pois segundo ele em sua casa há uma enfeite de parece de uma escultura inca.

Pegamos engarrafamento em Realengo por causa de alguns trechos da Avenida Brasil estarem alagados.  Cheguei por volta das 16:00 no Terminal 1.  Descobri o balcão do check-in e tive a idéia de ligar para Ana.  Cadê o papel com o celular dela? Rá, perdi.  Liguei até para o trabalho mas não consegui a informação.  Não teve outro jeito a não ser esperar.

Poucos minutos depois, ela ligou. Estava na Anvisa (é necessário o certificado internacional de vacinação para viajar para Peru e Bolívia).  A mochila dela tem 50 L e ela queria levar na bagagem de mão.  Os funcionários da Gol informaram que não é permitido.

Em tempo: Para quem viaja de mochila e tem medo de estragar as alças ou sujar na esteira de bagagem, Gol e Tam embalam as mesmas em um saco plástico.  Fica a dica.

Fizemos o check-in e as malas seguiriam direto para Santa Cruz mas nós faríamos outro check-in em Guarulhos.  Foi somente no check-in que descobri que o meu voo era às 19:15 e não às 18:00! E eu quase tendo um treco achando que poderia perder o voo…

Voo GIG-GRU

Aeronave lotada. Sairíamos com um pouco de atraso.  Ao dirigir-se para a pista de decolagem , o avião não parava de tremer.  Mal sinal.  Minutos depois, o comandante informa que havia um problema na roda e que aguardaríamos a manutenção Gol verificar.

Problemas no Freio

Após quase uma hora, ouvimos o anúncio: “Senhoras e Senhores, aparentemente o problema no freio foi resolvido. O freio travou e isso não é uma coisa normal.

Pronto! O pânico se instalou! Os que tem medo de voar foram em direção a cabine do piloto falar com a comissária.

Fizemos amizade com Ana Beatriz que seguiria para Sucre numa viagem de 15 dias pela Bolívia e Peru.  Estávamos preocupadas com o horário da conexão.

Depois de um bom tempo, a comissária informou que os passageiros que queriam desembarcar, que acendessem a luz.  Praticamente todos os passageiros pressionaram o botão da luz de seus assentos.

Então, a comissária foi em cada passageiro, explicar a situação.  Quando chegou a nossa vez, uma mulher de Florianópolis estava até exaltada. Disse que passaria o final de semana lá e se tivesse que dormir, ia preferir dormir na casa dela no Rio.  Ela colocou um nariz de palhaço que estava dentro de sua bolsa.

A aeromoça disse que “aparentemente” na verdade é dizer que a aeronave está 100% segura para decolar.  Porém, como disse Ana B., como confiar no que ela diz se ela é funcionária da Gol?

Enfim, várias pessoas desembarcaram.  As que queriam ir para Florianópolis, creio que a maioria, foram obrigadas a descer.  Nós resolvemos arriscar e ficamos.

Voo rápido. Cinquenta minutos.  Ofereceram amendoim, rosquinha e bebidas.  Alguns passageiros brincaram perguntando se não havia bebida alcóolica.  A aeromoça disse que não pois se houvesse até ela tomaria devido a tensão.

O momento X, a hora da aterrisagem

A aterrisagem foi perfeit e os poucos passageiras que haviam na aeronave aplaudiram. Graças a Deus, chegamos!

Cadê a conexão?

Chegamos às 22:20.  Como o voo era Às 22:10, tínhamos certeza que a aeronave estaria esperando a gente.  Não estava.

Quem nos aguardava eram os funcionários da Gol. Fomos informadas que embarcaríamos no domingo (!) e que deveríamos pegar nossas malas e depois pegar o ônibus para o hotel Bristol.  A Gol informou que teríamos direito a todas as refeições, bebidas não-alcóolicas, internet por meia hora e uma ligação diária de 3 minutos.

Foi decepcionante ter que esperar até o domingo.  Isto significa ter que abdicar de conhecer algumas cidades.   Ao menos, conseguimos ocupar o nosso tempo durante estes dois dias de ócio.

 


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