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Eu esqueci de contar…

24 maio 2009

Eu esqueci de contar várias coisas que eu vi em Berlim e Munique, tentarei resumí-las:

  • Vi vários Ford Ka nas duas cidades. E era a primeira versão!
  • O último dia em Berlim tive um momento ótimo: passeando no Tiergarten e chovendo algodão. Lindo!
  • Uma sandália Ipanema Gisele Bundchen custa € 24,50 em Berlim.
  • Uma garrafa de água no aeroporto de Schoenenfeld em Berlim custa € 2. No aeroporto de Luton, em Londres, a mesma garrafa de água custa ł 2.
  • Espetáculos em Berlim: o musical Dirty Dancing, uma exposição dos quadros de Salvador Dalí e o musical “Os Produtores”;
  • Em Berlim foi a primeira vez que vi gente totalmente tatuada, com piercing e cabelos verdes. Muita informação!
  • O alemão do restaurante turco disse que sabia sambar quando eu falei que era do Brasil. Ele dançava qualquer coisa menos samba…rs
  • O primeiro dia em Berlim no Reichstag, duas jovens resolveram fazer um protesto e ficaram peladas! Vários turistas pegaram suas câmera e sairam a tirar fotos, e elas fazendo várias poses! Detalhe sórdido: elas usavam piercing. Ok, meninos, antes que me perguntem: Eu não tirei fotos. Eu não ia sair da fila imensa do Reichstag para tirar foto de mulher pelada, fala sério!
  • Na Alemanha, eu vi crianças por toda a parte. As mães usam bastante o transporte público e levam consigo o carrinho de bebê. Os ônibus tem espaço para os carrinhos, o metrô tem elevador, enfim as duas cidades que eu estive têm infra-estrutura para deslocamento das mães, bebês e os carrinhos.
  • Por falar em carrinhos de bebês, eles são bem grandes e as rodas são mais robustas dos que eu vi no Rio. Parecem pneus de bicicletas.
  • Em Berlim, tem duas mulheres que dizem ser da Bósnia e pedem esmolas. Perguntam se sabemos falar inglês. Quando a resposta é sim, perguntam se tem um euro para dar. Não dei um centavo. Poderia ter vindo de qualquer lugar.


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Impressões sobre Munique

23 maio 2009

Munique conquistou-me pelos detalhes. São as praças floridas lembrando que estamos na primavera. As fontes, os portões, a elegância dos homens com seus sobretudos e das mulheres com inúmeras maneiras de se colocar um cachecol, as esculturas de leões espalhadas por toda a parte, os sanfoneiros tocando nas esquinas músicas clássicas conhecidas, carros de bebê nas praças e nas estações do metrô, crianças e adolescentes sempre presentes nos museus e galerias de arte.

A cidade tem seu charme. Sem falar na graciosidade das placas de identificação de ruas, dos bueiros, do estacionamento para cachorros, etc.

As varandas e sacadas têm sempre um jardim com flores, alegrando o ambiente.

Nos primeiros dias, eu havia pego uma certa implicância com a cidade, pois tudo aqui é automatizado. Quer comprar passagens? Use o caixa automático nas estações.  Quer enviar uma carta simples? Use o caixa automático. Quer estacionar o carro numa via pública? Use o caixa automático. Até para comprar cigarros e doces (eu vi isto próximo a Fussen) você usa a máquina! Eu considerava no início uma espécie de devorador de empregos.

Hoje, já vejo diferente. Isto é praticidade.  Já pensou, se livrar dos flanelinhas?

Os táxis em sua maioria são BMW.  Não sei dizer se são modelos novos ou velhos, mas é chique ver o símbolo da empresa no capô dos carros.

Se há uma outra palavra que eu poderia descrevê-la seria confiança. Dificil de acreditar que o sistema a base de confiança funciona. Não existem bancas de jornais. O mais frequente é um balcão pequeno com jornais. Você deposita a moeda correspondente o valor do jornal e o leva consigo.

Você compra bilhetes de trem mas não tem roletas nem cobradores do ônibus que indicam que você tem que pagar a passagem. Nas seis noites que estive por lá, em nenhum momento vi o cobrador que todos falam que existe.

Você acha que isso funcionaria no Brasil, onde o que impera é a “lei de Gérson”?  Pois é, aqui isso é normal.  Questão de cultura.

Os caixas eletrônicos para saques em dinheiro, os “Gendautomat”, não ficam dentro de uma cabine, como nos bancos 24 horas aqui.  Eles ficam expostos, na rua.  Demorei a me acostumar com isso.

Pontualidade e eficiência nos transportes

O transporte é excelente. Uma cidade com uma abrangente rede de trem, metrôs, bonde e ônibus. Nas estações e nas paradas de ônibus há um painel que indica quanto tempo falta para chegar a próxima condução. Nos pontos também há a indicação dos minutos em que o ônibus ou bonde passa no local.

Nos balcões dos aeroportos você encontra o mapa do metrô. Antes mesmo de pegar minha mala, já dei de cara com o tal balcão. O melhor é que é gratuito. Impressionante como a coisa funciona.

A cidade é muito limpa. As pessoas respeitam o sinal de trânsito. Inclusive pedestres. Mesmo que esteja chovendo e sem passar um único carro na rua, se o sinal estiver vermelho para os pedestres, pode ter certeza que os cidadões de Munique não atravessarão. O pobre turista, eletrizado como eu, fica boquiaberto e se sente intimidado a respeitar e seguir o comportamento geral.

A cidade em si é limpíssima. Os trens e as estações são um reflexo da cidade. Não se vê pixações.

Aqui tudo acaba em cerveja. Nada é em porções pequenas. Refrigerantes a quantidade mínima é meio litro. Assim como a cerveja. Aqui não vejo ninguém tomando cerveja de garrafa. Proliferam restaurantes italianos e turcos com os famosos kebabs, prato número 1 de mochileiro com bolso vazio. Tem até Mac Donald’s mas nada tão bávaro que comer um pão com linguiça picante da Baviera. E, para quem gosta, tomar uma cerveja nas Biergarten da cidade.  Lembre-se de verificar se tem a castanheira. Caso seja não tenha, se for um estabelecimento fechado, o nome é bierhaus.

Eu gostei do passear da Karlplatz até a Marienplatz, das lendas da Fraeunkirche e de a cidade ter proporcionado o melhor passeio até então: conhecer o Castelo de Neuschwanstein e sua história de conto de fadas.

Sinto muitas saudades de Munique. Volto o mais breve que puder!



O que comer em Munique?

16 maio 2009

Para quem gosta de carne de porco tem uma refeição num restaurante próximo a Cervejaria Hoffbrauhaus chamada Tutti completo. É constituída de carne de porco empanada, salada e purê de batata. Acompanha 0,5l de coca-cola. Custa € 4,99.

Munique tem muitas docerias e muitas lanchonetes. Uma delícia os doces e as tortas. Um pedaço generoso de torta na estação de Marienplatz custa €2,00. Os alemães comem muito pão. Eu pensei que comer pão demais fosse coisa de francês! Nas estações de metrô e em qualquer quarteirão, você encontra uma lanchonete vendendo pão com salsicha, linguiça ou carne-de-porco empanada.

No Viktualienmarkt, há muitas iguarias. Pena que o preço não seja tão bom quanto o sabor.

Eu almoçava por volta das catorze horas e à noite, eu comia um iogurte comprado no supermercado Aldi, próximo ao albergue.

Tantos os mercados como as lanchonetes vendem salada pronta em frasquinhos. Então, a minha alimentação normal em Munique era uma carne e uma salada.

Para os passeios, eu comprava frutas no mercado.

Para quem gosta de cerejas, aproveite porque aqui o preço é bem mais em conta que no Brasil. Aqui também é a terra do pretzel.

Para quem interessar, há lojas do Mac Donald’s espalhadas em vários cantos da cidade.


Bebidas

Aqui em Munique o que manda é a cerveja.  A quantidade mínima é 0,5l. Cervejarias: Hoffbrauhaus e Augustiner Stubent.  A primeira é turistica e tem música. A outra, tem preços mais camaradas e sossego.

Há suco de laranja em caixinha na lanchonetes.  Quanto à coca-cola, só vendem na versão em garrafa plástica 500ml.

Em nenhum dos lugares que eu fui, vi uma lata de refrigerante.



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6° Dia – Tour em espanhol. Último dia em Munique.

16 maio 2009

Hoje seria o dia em que eu conheceria Salzburg porém preteri-o para fazer o walking tour em espanhol. Não me arrependi nem um pouquinho. Ainda mais para quem gosta de história, como eu.

Antes de mais nada, uma fofoquinha básica: a alemã que está lá no quarto chegou perto das 5h! Eu consegui dormir mais um pouquinho e quando eu acordo: vômito e uma caixa de cigarros perto da cama dela. Faça-me idéia de como deve ter sido a noite!

Chega de fofocas. Com o frio de matar, eu tive que gastar uns euros e comprar um casaco na C&A. E estava difícil de achar, porque eles só estão vendendo peças da coleção primavera/verão.

Às 10h45, começa o tour. Temos brasileiros (eu), peruanos, argentinos e mexicana (a guia, Bertha). Ela é uma figuraça. Conta a história de Munique sempre de um jeito engraçado… Morremos de rir.

Nosso trajeto:

  • Marienplatz
  • Igreja Fraeunkirche
  • Igreja Alter Pieter
  • Sinagoga
  • Viktualienmarkt
  • Cervejaria HoffBrauhaus
  • rua Maxiliam strasse
  • Maximiliam platz: Residenz e a Ópera
  • Vicardigassen strasse
  • Odeonplatz.

Marienplatz

A origem do nome Munique

Munique em alemão se escreve Muenchen, que significa Monge. Este nome se deve ao fato de que os monges foram os primeiros compradores de Munique. Também foram os primeiros produtores de cerveja da cidade. De fato, há uma referência aos monges em vários cantos da cidade.

Reza a lenda…

Que os monges inventaram a cerveja em 1050 com o intuito de beber durante a quaresma, já que só eram proibidos de comer.

O outro símbolo de Munique é o leão. Derivado do rei Henrique, o Leão. Há leões por toda a parte da cidade.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Munique foi destruída em 80%. Os aliados só deixaram de pé as duas torres e Igreja de São Pedro (Pieterkirche) para se orientarem. O Rathaus, o prédio da prefeitura, foi o único que permaneceu de pé. (Atualizado:o edifício também foi atingido pela guerra. Tanto o é verdade que o nome é Neue Rathaus, ou seja, nova prefeitura). Na Rathaus temos o glockenspiel, que durante oito minutos, os bonecos contam algumas histórias da cidade. Como dos toneleros, por exemplo.

Na Marienplatz, além da Rathaus e o glockenspiel, temos ao fundo a sede do comando da polícia e a coluna da Virgem Maria.

Reza a lenda…

Que durante a Guerra dos Trinta Anos, guerra entre os protestantes e os católicos, o governante da cidade, o Duque, fugiu para os Alpes. Quando a guerra acabou, o Duque voltou à cidade e o povo estava revoltado. Ele convenceu a todos que estava nos Alpes para rezar e por estar mais perto do céu, mais rápido chegaria o seu clamor. O povo acreditou em sua história. O Duque, cheio de remorso, mandou que esculpissem uma estátua da Virgem Maria, feita de bronze e folheada a ouro.

Frauenkirche

Munique foi reconstruída após a Segunda Guerra com o apoio das mulheres. A igreja de Frauenkirche, a catedral de Munique, é chamada de a igreja das mulheres.

Frauenkirche foi inaugurada em 1464 e foi construída em 20 anos. Um tempo recorde para a época. Ela foi inteiramente construída com ladrilhos e pedras da Baviera.

Igreja de Frauenkirche

Reza a lenda…

a) Que a igreja foi construída muito rápido porque o arquiteto conseguiu arrecadar muito dinheiro. Graças às indulgências. Os sacerdotes fizeram uso da indulgências (perdão mediante pagamento dos pecados em dinheiro) para arrecadar fundos para igreja.

b) O arquiteto havia construído já uma parte. O diabo não acreditou que estivesse sendo erguida mais uma igreja em Munique e fez um pacto com o arquiteto. Se ele não colocasse mais nenhuma janela na igreja, o arquiteto teria o dinheiro para terminá-la. Tempos depois, quando o diabo voltou, ele descobriu que foi enganado. Ao olharmos para o centro da igreja, de fato aparenta que ela não possui janelas, pois estas estão encobertas pelas colunas. Ao perceber que foi enganado, o diabo foi embora mas deixou sua marca na entrada da igreja: uma pisada.

Como eu já disse, Frauenkirche foi reconstruída e ficou exatamente como o original. Isto porque Hitler antes da guerra, tirou várias fotos da cidade e graças a essas fotos praticamente o centro histórico de Munique foi reconstruído de acordo como era antes da guerra.

A igreja de Frauenkirchen tem uma referência do papa Bento XVI, pois foi lá que o papa foi arcebispo no passado.

Outra curiosidade é que no teto da igreja tem desenhos de pessoas alem de escudos. Os desenhos representam as pessoas que construíram as igrejas. Os desenhos de escudos representam algumas empresas que patrocinaram a reconstrução da igreja.

Pieterkirche

Na Pieterplatz encontra-se a igreja mais antiga de Munique, a Alte Pieter. Também foi o primeiro monastério. Se você pagar € 1,50 para subir na torre, terá uma vista da cidade. A vista retratada nos cartões postais. Prepare-se pois tem que ter fôlego para subir os degraus!

Viktualienmarkt

Mercado municipal com produtos de primeira, pena que os preços não sejam igualmente de primeira. Há um biergarten (jardim de cervejas) no local. Antigamente, se conhecia uma biergarten se estivesse lá uma castanheira (veja a foto). Pois, de acordo com os bávaros, a verdadeira cerveja bávara original é aquela que é conservada em bodegas sob o solo da castanheira (será verdade?) que eles dizem que o sabor dela é diferente daquela que é conservada no refrigerador.

Todos os anos, na última semana de abril, há um concurso. Aquele que subir a Muenchen Braueren ganha um dia inteiro para beber cerveja de graça. O dia é 1° de maio.

Os alemães também inventaram um tipo de cerveja para ser tomado de manhã. Bom, não é um litro de cerveja mas meio litro (weissebier). O melhor local para tomar este tipo de cerveja, segundo a guia, é a cervejaria Schneider weisse (Maderbrausstrasse).

Na Brauhasstrasse fica a cervejaria mais antiga e a mais famosa do mundo: a Hoffbrauhaus. Hoff significa real, brau significa cerveja e haus significa casa. A casa da cerveja real. A Hoffbrauhaus é muito turística: animada, com japoneses entusiasmados e muita música. Se quiser ir para um lugar com menos japoneses, boa comida e sem música vá à cervejaria Augustiner (tem uma quase em frente à Hoffbrauhaus). O Wombat’s recomenda a Augustiner Stubent.

Seguindo passamos pela rua das lojas dos milionários, a Maximilian Strasse. Nesta rua tem o hotel Quatro Estações, cuja diária é mais de mil euros (!). No fim da rua, encontramos o Parlamento e a parte oeste do Englischer Garten. Aliás é o lado onde os nudistas tomam banho de sol.

Seguindo a Maximiliamstrasse, chegamos à Maximiliamplatz onde estão o Residenz e a Ópera.

Nas janelas do Residenz estão representandos o filho de Maximiliam, Ludwig I e sua esposa Theresa.

 Munique e a Segunda Guerra Mundial

Após a Primeira Guerra Munial, a Alemanha foi sentenciada a pagar uma multa para a reconstrução de toda a Europa. O governo que não tinha dinheiro, resolveu imprimir mais dinheiro, o que resultou em inflação (nós brasileiros sabemos bem o que é isso). Em poucos anos, o marco alemão frente ao dólar teve a sua cotação (1 dólar = 4 marcos) disparar para 1 dólar igual a 4 milhões de marcos. Hittler aproveitou esta situação precária do país e tentou um golpe de Estado. Seus aliados e o exército combateram na Odeonplatz. Hittler foi condenado à prisão por 6 meses e voltou como Fuhrer anos mais tarde. O resto da História a gente já conhece.

Seguindo à Residenz strasse, temos o lugar onde ficavam dois soldados e uma placa. Este lugar é o famoso lugar onde as pessoas que passavam por esta rua, eram obrigadas a fazer a saudação a Hittler. Quem não o fazia, era morto na rua Vicardigasse strasse (esquina com a Residenz strasse). Como memorial, há uma linha dourada traçada na rua, lembrando as pessoas que foram mortas por não se render aos nazistas.


5° Dia – Castelos de Hohenschwangau e Neuschwanstein

15 maio 2009

Somos um grupo de dez pessoas. Graças a uma idéia genial de um rapaz, correu uma lista sobre as pessoas interessadas em ir ao castelo na sexta-feira e assim economizar em bilhete de trem. Afinal, o ingresso para 5 adultos custa 28 euros, ou seja, € 5,76 para cada um. Uma brasileira (eu), três americanas do Texas, uma canadense de Calgary, três australianos e duas tailandesas. Pegamos o trem de 9h51 para a cidade de Füssen.

Descobri que a entrada para os trens regionais (que vão para outras cidades da Alemanha e outros países) é diferente da que eu usava para pegar o metrô. Vi uma infinidade de lanchonetes que eu já tinha visto na Marienplatz. Aí que eu me dei conta que a imensa estação central, a Hauptbanhof, ela não é grande. Ela é simplesmente enorme.

Falamos sobre costumes de cada país. Sobre os destinos de cada um. A canadense ia fazer alpinismo na Floresta Negra e depois ia para Salzburg. As americanas vão amanhã para Salzburg. A canadense havia chegado de Praga e disse que Praga é uma cidade linda.

O hostel fornece um folheto sobre como chegar a Fussen. O que estava diferente da realidade. O trem sai de Munique e 20 minutos depois, na estação Buchloe, temos que mudar de trem. Este trem nos leva até a estação Kaufenbeurer, onde descemos para pegar um ônibus para Füssen. Uma hora depois, aproximadamente, o ônibus chega ao seu destino e aí pegamos outro ônibus para Schwangau, a cidade dos castelos.

O percurso de ônibus a Fussen é muito agradável aos olhos. Há casas lindas, todas enfeitadas de flores. Passamos por estradas perfeitas, motoristas que respeitam o trânsito e florestas diferentes. Quando o ônibus passou pelo centro de Fussen até me arrependi de não ter previsto ficar por lá um dia. Em menos de 10 minutos, chegamos a Schwangau e lá temos uma visão do castelo e também um quadro que retrata o caminho que temos que fazer para chegar até aos castelos. Sim, são dois castelos: o Hohenschwangau e o Neuschwanstein. Podes escolher um ou outro ou os dois para visitar. Nós escolhemos os dois (15 euros). Cada um separadamente custa 9 euros o tour.

Não se pode entrar no castelo sem o tour. Se você comprou o ingresso para os dois, como foi o nosso caso, saiba que você terá duas horas para chegar ao segundo castelo. Como havia muito tempo até começar o nosso tour, nós fomos tirar fotos do lugar e do exterior do Hohenschwangau. O lugar é incrivel. Como é bonita a mistura de montanhas, lago e castelos.

Hohenschwangau Schloss (Castelo de Hohenschwangau)

O tour começou às 13h20. Eu inacreditavelmente consegui entender praticamente tudo que a guia falou! Ela falava pausadamente e de uma clareza difícil de achar. A única coisa que eu não entendi foi justamente o porquê do nome Hohenschwangau!!!

O Hohenschwangau por dentro é muito suntuoso. Uma riqueza de detalhes incrível. Boa parte das peças está no Residenz, em Munique. O primeiro andar é os aposentos da rainha. O segundo andar era exclusivamente do rei. As crianças e seus professores dormiam no prédio anexo onde também ficava a cozinha. O rei e a rainha, cada um tinha a sua cama. Camas pequenas, todos estranharam. Em alguns cômodos havia um forno que a guia explicou que era na verdade uma passagem secreta por onde o rei passava para ver a sua rainha. Legal, não?

No quarto do rei Ludwig I há um telecóspio onde ele sempre avistava para o lugar que seria construído o Neuschwanstein. Ele olhou para lá durante 17 anos! O teto do quarto dele é pintado de azul, com desenhos da lua e das estrelas. Segundo a guia, o rei adorava a noite, a arte e os cisnes. Aliás, o cisne era o seu animal favorito.

Cada cômodo da casa tem pinturas que contam uma história. Há inclusive pinturas sobre são Jorge matando o dragão. Mais tarde, vim a saber que o rei Ludwig também admirava a história dos templários e acreditava ser um deles.E que era um grande admirador e incentivador de Richard Wagner. Um dos cômodos foi decorado exclusivamente para uso do compositor. O cômodo que eu mais gostei foi a sala de banquetes. Uma mesa enorme com centros de mesa todos feito em ouro. Lindíssimos. Deixou a todos boquiabertos. A guia explicou que não ficavam a mesa estes centros. Aquilo era só para exposição. O tour dura cerca de meia hora mas nem percebemos, passou muito rápido. Não pode tocar em nada e nem tirar fotos. Tudo com a finalidade de preservar o lugar. Melhor assim, muitas gerações merecem ver esta maravilha construída pelo homem.

Neuschwanstein Schloss (Castelo do Novo Cisne de Pedra)

Há três modos de se chegar ao Neuschwanstein: a pé, de carruagem ou de ônibus. Cada um vale, respectivamente 0, € 6 e € 1,80. Eu já havia lido que o caminho a pé era cansativo e durava uns 40 minutos. Qual foi o caminho que escolhemos? A pé! Quase morremos, mas conseguimos chegar lá. O castelo é muito bonito. Aliás já está faltando adjetivos para eu usar. Acabei não tirando muitas fotos do seu exterior, preferi admirá-lo. O grupo para o tour é bem maior que o Hohenschwangau. A guia explicou resumidamente a história do castelo, do rei que foi considerado louco.

Há referências ao cisne em toda a parte, desde pintura e esculturas até na maçanetas das portas de madeira entalhada.

O cômodo mais majestoso é o salão onde seriam feitas as óperas de Wagner. Wagner morreu anos antes do castelo ficar pronto e o rei Ludwig só viveu apenas poucos dias em Neuschwanstein. O rei Ludwig foi considerado louco por gastar tanto dinheiro com o castelo. Mais tarde, foi encontrado morto junto com seu psiquiatra no lago próximo ao castelo.

Triste história. Reza a lenda que foi tudo armação do seu tio Luitzpold, com finalidade de tomar-lhe o trono, visto que era o primeiro na lista de sucessão. Otto, irmão de Ludwig, faleceu e não deixou herdeiros. Uma realidade triste para um castelo de sonhos. Um lugar de sonhos.

Na saída, visitamos a cozinha, as lojas de souvenirs, claro. E fizemos mais uma caminhada íngreme para a Marienbrucke, a ponte onde temos uma vista incrível do castelo e das redondezas. Ainda tivemos fôlego para ir até mais perto da cascata.

Voltamos todos muito felizes pelos momentos incríveis que tivemos. Os gringos chamaram este dia de “The big day”. O que eu concordo plenamente. O Castelo de Neuschwanstein é o melhor passeio para quem está visitando Munique. É realmente imperdível!

Aumentando o vocabulário em alemão

Brucke – ponte
Neue – novo
Schloss – castelo
Schwan – cisne
Stein – pedra

Quem converte não diverte

Bilhete de trem Munique – Fussen:  € 5,76
Ingresso Tour Hohenschwangau + Neuschwanstein: € 15,00
Conhecer o interior do castelo e vê-lo da ponte Marienbrucke:  Não tem preço!



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