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O que comer em Berlim?

21 maio 2009

Durantes estes dias que estou aqui em Berlim percebi que a cidade é mais barata que Munique. A outra vantagem é que em sua grande maioria os restaurantes têm lugares para as pessoas sentar e fazer sua refeição com calma.

Enquanto em Munique, o lanche providencial era o pão com linguiça bávara, aqui em Berlim o fast-food alemão que faz sucesso entre os jovens é a salsicha ou linguiça com catchup e curry. Eu provei e adorei.

Eu estou almoçando bem tarde, depois das 15h, e com isso eu não janto. No máximo, faço um lanche na padaria em frente ao albergue. Fiquei apaixonada por um pão com passas que custa um euro.

Um kebab enorme num restaurante aqui perto custa € 2,50.

Nas estações de trem (ok, eu sei que pode ser perigoso para o estômago e o intestino), tem muitos restaurantes asiáticos (odeio comida asiática), e as lanchonetes que os alemães adoram que tem o principal: pão com alguma coisa, seja esta “alguma coisa” salada, linguiça, salsicha, carne prensada, carne de porco a milanesa, etc. Nunca vi um povo que come tanto pão!

Aqui tem uma refeição com carne de porco a milanesa, salada e batata mais um refrigerante por € 4,50, tal qual em Munique. Pena que eu não goste de carne de porco.

Na Alexanderplatz, tem uma creperia.

Aqui perto do albergue, além da padaria temos um Subway, um restaurante que metade é turca (vendendo os famosos kebabs, refeição preferida de mochileiros) e metade é italiana (com um espaguete à bolonhesa, lasanha, etc.)

Você pode matar as saudades do feijão procurando um restaurante brasileiro na cidade. Aqui em Berlim é o Café Brasil, no bairro Kreuzberg. A refeição, no estilo All you can eat (coma tudo o que puder – o famoso self-service) custa € 8,90.

Bom, para quem achou que ia passar fome na Europa até que eu estou comendo direitinho.

E, sinceramente, mesmo que não goste de nada, é impressionante a quantidade de restaurantes italianos tanto em Berlim como em Munique. Não tem como passar fome. Mas depois também não vai reclamar se voltar gordo(a)! 😉

Como não poderia deixar de ser, aqui também há várias lojas do Mac Donald’s.

Bebidas

Há uma grande diferença entre Berlim e Munique com relação às cervejas.  Aqui as pessoas bebem cervejas de garrafa.  Em não via isso em Munique.

Em Berlim, a coca-cola não tem só em frascos de 1,5l como na Bavária. Há a coca-cola em lata e em garrafa de plástico de 1l e a de vidro de 300ml.



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11° Dia – O muro de Berlim em outros cantos da cidade

21 maio 2009

Hoje tive que mudar de quarto. Motivo: quando fiz minha reserva só tinha vaga em quartos de cinco camas até quinta-feira, 21 de maio. Como eu acho que 6 camas é o limite máximo que posso tolerar nos quartos, fiz a reserva em outro hotel, o Wombat’s, da mesma rede do hostel que fiquei em Munique. Porém, como a minha mochila está muito pesada e o incômodo de ter que sair do hostel e ir para outro, atrapalhando meu planejamento, tentei conseguir uma vaga aqui no Circus. Sorte que eu achei, em um quarto do segundo andar. Eu deveria fazer o check-out até meio-dia e depois o check-in às 14h.

Fiz o check-out às 10h30. Paguei a estadia e guardei minha mochila abarrotada no luggage room. Então, peguei o metrô com destino estação Ostbanhoff. Atração: Eastside Gallery.

East Side gallery

São pouco mais de um quilômetro do muro de Berlim completo de pinturas de artistas do mundo inteiro. Tirei poucas fotos ali porque os vãndalos escondidos sob pele de grafiteiros sujaram esta parte do muro. A parte do muro pintada é a parte oriental, que pertencial à União Soviética.

Acho o grafitismo uma arte. E a linha entre arte e vandalismo no caso de grafite é bem tênue. Eu creio que um verdadeiro artista sabe reconhecer uma obra de arte e respeitá-la. Por isso considero vandalismo os grafites que foram feitos em boa parte das pinturas.

Os dois muros de Berlim

A guia Luciana havia falado que não era apenas um muro mas dois muros paralelos e entre eles um vazio chamado de zona da morte ou corredor da morte.

A parte que mostra os muros paralelos está perto da estação Nordbanhoff. Nome da rua: Bernauerstrasse. Próximo há mais um memorial sobre as vítimas do Muro de Berlim além de uma exposição comemorando os 20 anos de queda do Muro. Foi do topo do memorial que eu tirei estas fotos.

Depois desta overdose de muro de Berlim, resolvi voltar para o hostel para mudar logo de quarto.

Clima em Berlim: nublado, com chuvas eventuais.

Quem converte não diverte | Berlim

  • 1Kg de morangos na feira da estação Friedrichstrasse = € 4,99
  • Espaguete a bolognesa no Mitte = € 4,20


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10° Dia – Postdam

20 maio 2009

Hoje acordei cedo porém só saí do hostel depois das 10h. O destino hoje é a cidade de Postdam, a 40min de Berlim. O tour guiado sairia do Portão de Brandemburgo às 11h e eu ainda assim tinha tempo de sobra para não chegar atrasada.

Em cima da hora, mudei de idéia e resolvi ir por conta própria. Afinal, em Dachau eu acompanhei o tour mas saí com a sensação de que seria muito mais proveitoso se eu tivesse ido sozinha, ainda mais porque tem o áudio-guia em espanhol.

Então, para não fazer o mesmo em Postdam, resolvi ir sozinha e me dei mal… rs Primeiro, porque eu não estava muito diposta a passeios hoje. O prolongar do dia (está claro até às 21h), tem feito eu dormir depois da meia-noite. Só que eu acordo cedo, independente da hora em que eu vá dormir. E chega uma hora que o cansaço bate. Bateu hoje.

Peguei o inseparável mapa de trens e fui à estação de metrô para fazer a baldeação na Alexanderplatz para pegar o S-bahn. Mais uma vez, vários grupos de adolescentes e de crianças por volta de 6 anos. “Essas crianças não vão para a escola?”, pensei. Todos iriam para Postdam.

Na estação central da cidade, eu fui ao centro de informações turísticas e comprei o mapa da cidade (um euro). Saí pelo lugar errado e dei de cara com os ônibus “sightseeing”. Aqueles ônibus turisticos. Catorze euros. Como eu estava a fim de economizar, inclusive até comprei lanche para fazer um piquenique, recusei o convite do guia alemão. Resolvi andar. Perdi-me com o mapa,novamente! Depois que eu consegui me localizar, eu fui reconhecendo os pontos turisticos.

Eu não dei muita sorte. Parte das atrações está em reforma. Amaldiçoei o governo alemão por sua preocupação em preservar os monumentos mas tinha que ser justamente coincidente com a época da minha viagem? O que eu pude fazer? Nada, apenas a me colocar na posição de insignificância diante de um patrimônio da humanidade reconhecido pela Unesco.

Como li um guia em português que eu comprei aqui em Berlim, diante de tantos palácios e parques na cidade, o escolhido foi o Palácio de Sanssouci, residência de verão de Frederico, rei da Prússia.

Sanssouci (sem preocupação, em francês) foi construída para rivalizar com o Palácio de Versalhes.

Não visitei o interior do castelo. Um dia de sol merecia um passeio pelos jardins e um descanso na grama ou num dos bancos de mármores espalhados pelo local. Os jardins são enormes. Achei o exterior muito bonito apesar de que eu ainda acho que não chega aos pés do Neuschwanstein.

Postdam também é conhecida pela Conferência de Postdam, onde após o término da Segunda Guerra Mundial, os aliados se reuniram para tratar da forma de como administrariam a Alemanha.

Não visitei o palácio onde foi feita a conferência estava cansada e resolvi voltar para o hostel.

Quem me conhece, sabe que eu mudo de idéia fácil. E não é que quando cheguei na Alexanderplatz para fazer a baldeação para pegar o metrô, eu resolvi ficar por lá?

Ótima decisão, como diz a Érica, “Deixa para descansar quando morrer”. Tirei algumas fotos da praça e aproveitei e fui contemplar mais uma das muitas exposições na cidade sobre os vinte anos da queda do muro de Berlim. A Alexanderplatz foi palco de inumeras manifestações contra o regime da RDA. A exposição é ótima conta com vídeos e objetos da época. Para quem gosta de história, é imperdível.

Aproveitei e comi um fast-food alemão que eu adorei: salsicha com curry. Uma delícia   😉

Clima em Berlim: Sol.

Quem converte não diverte | Postdam

Um cornetto de morango = € 1,50


9° Dia – Matando as saudades do feijão

19 maio 2009

Depois de revisitar os lugares por onde o free tour passou, fui jantar no restaurante brasileiro “Café Brasil”, no bairro de Kreuzberg. Mais uma vez peguei metrô errado, o que acabou me atrasando um pouco.

O clima do local é bem aconchegante e um senhor com cara de alemão (sem preconceitos) veio me atender e explicou como funciona o restaurante. É um restaurante brasileiro, tipo os restaurantes de comida a quilo existentes no Brasil. A diferença é que não é a quilo.

Fartei-me de tanto comer feijoada. Aliás, estava uma delícia. Custou quase nove euros, uma pena não dar para fazer isso sempre. A consciência me lembrou que eu tenho pela frente Londres e Paris, cidades caríssimas, para esvaziar meus bolsos. o que puder economizar com critério, será sempre uma boa opção.

Não tinha lugar dentro do restaurantes ou as mesas estavam cheias ou já reservadas. Eu fiquei comendo no lado de fora, dividindo a mesa com outras pessoas. Tive um papo agradável com um brasileiro que já mora há sete anos em Berlim, que adora a cidade e que formou uma família aqui.

Ainda disse para eu ficar e aproveitar um Carnaval que terá em Berlim semana que vem.

É muito bom ouvir português, falar português, conversar em português!

Entretanto, ao mesmo tempo que me senti em casa, eu tive uma sensação de isolamento. Não sei explicar o porquê. Talvez porque parecesse a mim que viver em terras estrangeiras o ambiente (quando pessoas de uma mesma nacionalidade se reunem) seja mais de separação do que de adaptação ao lugar onde vivem.

Isso é uma sensação minha. O lugar é agradável e a comida muita saborosa. Um dia eu volto lá.



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9° Dia – Roteiros em Berlim

19 maio 2009

Aproveitei o dia ensolarado para percorrer com calma o roteiro do tour e visitar os museus em que o grupo só passou pela pela porta.

Conhecendo Berlim a pé

  1. Reichstag, o parlamento alemão.
  2. Portão de Brandenburgo
  3. Monumento à Memória dos Judeus da Europa Assassinados
  4. Bunker do Hitler
  5. Ministério da Força Aérea
  6. Muro de Berlim
  7. Museu Topografia do Terror
  8. Checkpoint Charlie
  9. Gendarmenmarkt
  10. Bebelplatz
  11. Unter den Linden
  12. Ilha dos Museus
  13. Berliner Dom
  14. Alexanderplatz e a Torre de TV

Fatos, fotos e impressões dos lugares onde andei

1 – Ponto de partida: Reichstag

O parlamento foi construído no final do século XIX. Foi incendiado em 1933 pelos nazistas para incriminar os comunistas e novamente atacado no final da Segunda Guerra pelos russos. No final dos anos 90, foi remodelado e ganhou uma cúpula de vidro. A entrada para a cúpula de vidro é gratuita e está aberta diariamente, das 8h às 24h. Última entrada: 22h.

Na entrada do edifício há a frase “Dem Deutscher Volke” que significa “Ao povo alemão”.

O Parlamento alemão é o parlamento mais visitado do mundo.

2 – Portão de Brandemburgo (Brandenburg Tor)

Servia para passagem da comitiva real do Palácio Real ao seu jardim, o Tiergarten. Sua construção do portão foi ordenada pelo rei da Prússia,Frederico II. Em cima do portão, está a Quadriga, estátua de uma deusa grega numa biga com cavalos, que originalmente simbolizava a paz.

A Quadriga nem sempre esteve sobre o portão. Em 1806, Berlim foi invadida por Napoleão e este enviou-a para Paris. Anos mais tarde, o rei Frederico Guilherme III, após a Guerra da Libertação, trouxe-a de volta e ordenou que acrescentasse uma cruz e uma águia como símbolo da vitória.

3 – Monumento à Memória dos Judeus da Europa assassinados

Foi construído entre 2003 e 2005, baseado nos planos do arquiteto Peter Eisenman. O monumento pode ser percorrido todo a pé. No subsolo, há um centro com informações sobre as vítimas, os locais de extermínio e a localização dos memoriais que existem atualmente.

Curiosidade:
A construção do memorial foi alvo de controvérsias. Visto que Berlim é a capital do grafite para proteger o monumento das pichações seria necessária uma cobertura anti-pichação para os blocos de concreto. Quem ganhou o contrato foi a empresa Degussa AG que era uma empresa de um grupo que fornecia uma substância utilizada nas câmaras de gás. As obras foram paralisadas. Um escândalo. Segundo a guia, o Governo optou por continuar as obras, a empresa cedeu o material e em contrapartida construiu um memorial no seu subterrâneo e não cobraria ingresso. De fato, a entrada é gratuita.

De todos os museus e memoriais que vi até agora, este foi o mais impactante pois além de contar fatos históricos há duas salas, ambiente escuro, onde vi pessoas sairem de lá com os olhos mareados. Também pudera: uma das salas mostra trechos de cartas que os prisioneiros dos campos de concentração escreviam. É de cortar o coração, é de se revoltar, é de perguntar para Deus porque deixou isso acontecer, é um momento tão introspectivo!

Em uma das cartas, o filho se despede do pai com certeza de que nunca mais irá vê-lo.Na outra sala, há vários painéis que contam histórias das famílias que foram separadas e destruídas pelos Terceiro Reich. Começa-se a ler a história, ver as fotografias das famílias, de forma envolvente para depois dar de cara com o destino trágico de todos, com raríssimas exceções.
Já o primeiro ambiente que os visitantes vêem conta em ordem cronológica, os acontecimentos que antecederam o Holocausto. Desde a convenção de Nuremberg onde foi promulgada uma lei que proibia o casamento entre judeus e não-judeus até a conferência de Wansee, onde Hitler decidiu que todos os judeus da Europa deveriam ser exterminados.

O ambiente inicia-se com uma frase de Primo Levi, membro da resistência italiana que foi deportado para Auschwitz mas sobreviveu.

“It happened, therefore it can happen again: this is the core of what we have to say”.

Primo Levi suicidou-se em 1987.

O que mais me assustou aqui foram os números. Quatro milhões de poloneses mortos. Que ato insano! Os poloneses eram levados para os ghetos em péssimas condições de habitabilidade, mas mesmo diante disto continuaram a passar paras as gerações futuras a cultura, a educação, os costumes… Então, os nazistas perceberam que isso poderia ser um problema no futuro e retiraram as pessoas dos ghetos, para serem mortas diretamente em Auschwitz, em sua grande maioria. Também há duas fotos chocantes: uma mostra sobreviventes diante de um valão de mortos em consequencia do tiroteio promovido pelos soldados nazistas. Não havia escapatória. Quem sobrevivia, momentos depois eles atiravam novamente para matar. A outra foto mostra uma mullher sendo humilhada em praça publica, agora não lembro direito mas porque ela tinha um namorado judeu. Então, ela teve seus cabelos cortados. Horrível.

Saí do centro do Memorial como se tivesse carregado um grande fardo. Reparei que todas as pessoas saíram dali num silêncio pertubador.

O que mais me chateia que há turistas que ainda têm a capacidade de tirar foto sorrindo diante de memoriais assimm. É uma falta de respeito com as famílias dos mortos!

4 – Bunker de Hitler

Já sabendo de todas as implicações de uma guerra mundial, Hitler ordenou que se construísse os bunkers. Bunker era uma abrigo subterrâneo contra ataques aéreos. Possuía vários cômodos como salas de reuniões, sala de jogos, etc. Com o desenrolar da guerra, o centro de tomada de decisões passou a ser lá. Hitler e sua esposa, Eva Braun acabaram com suas próprias vidas no bunker, dias antes de terminar a guerra.

O bunker foi completamente demolido dar lugar a um complexo residencial. A Alemanha nunca quis fazer qualquer menção à localização do bunker para não servir de estímulo aos simpatizantes do nazismo. Porém, durante a copa da Alemanha, vários turistas perguntavam sobre a localização do bunker. Então, decidiu-se colocar um painel informativo. Nada mais além disso.

 5 – Ministério da Força Aérea do Reich (Reichsluftfahrtministerium)

O atual edifício do Ministério da Fazenda, na década de 30 era o Ministério de Transportes Aéreos. Isso era só fachada. Na verdade, o prédio era do Ministério da Força Aérea.

Uma das decisões que a Alemanha deveria cumprir depois da Primeira Guerra Mundial é que a mesma não deveria ter exército. Então, oficilialmente, não se poderia assumir publicamente que a Alemanha tinha Força Aérea.

No dia do free tour, haviam pessoas limpando manchas de tinta ocasionadas por um protesto acontecido na semana anterior, segundo a guia.

6 – Muro de Berlim

Com o fim da Segunda Guerra, a Alemanha foi dividida em quatro áreas: EUA, França, Grã-Bretanha e União Soviética passaram a administrar cada área. Com a cessão das áreas pelos países aliados e com a ascensão da Guerra Fria, o muro de Berlim foi construído em agosto de 1961 para só cair em 10 de novembro de 1989. Berlim assim comoo mundo estavam assim dividida em duas partes: o lado Leste, liderado pela União Soviética e formado pelos países socialistas e o lado este, formado pelos países capitalistas e liderado pelos Estados Unidos.

Com a fragilização do Socialismo e as reformas feitas na URSS dirigidas por Mikhail gorbatchev, o muro de Berlim veio a ser derrubado em 10 de novembro de 1989.

Como caiu o muro de Berlim?

A decisão de derrubar o muro na verdade foi ocasionada por um mal-entendido do membro do SED Schabowski numa conferência de imprensa. Este anunciou ao responder a pergunta de um jornalista que as fronteiras estariam abertas imediatamente. A conferência estava sendo transmitida ao vivo pelo rádio. Esta informação deveria ser publicada no dia seguinte. Diante da euforia dos jornalistas e do comunicado nas rádios e na TV do lado ocidental, milhares de pessoas foram às fronteiras pedir a abertura das fronteiras. Os soldados nada puderam fazer. A notícia se espalhou rápido, a cidade entrou em festa e uma multidão foi para o Portão de Brandemburgo, muitos ficaram em cima do muro (sem trocadilhos), resultando numa imagem que entrou para a História.

7 – Museu da Topografia do Terror (Topografies des Terrors)

O futuro museu, hoje é uma exposição a céu aberto sobre os crimes cometidos pelos Terceiro Reich. A maioria das decisões sobre humilhações, terrorismo e extermínio foram tomadas neste terreno da antiga Prinz-Albrecht strasse (hoje Niederckestrasse) com Willheimstrasse, onde ficava o quartel-general das lideranças da SS e da Gestapo.

 8 – Checkpoint Charlie

Checkpoint Charlie era o posto militar para passagem de estrangeiros e membros das Forças Aliadas da Alemanha Ocidental para a Oriental.

O nome Charlie tem a ver com o alfabeto fonético internacional. Este era o posto C, que no alfabeto fonético é chamado de Charlie. Haviam outros dois postos, o Alfa (A) e o B (Bravo). Era um símbolo da Guerra Fria, separando os lados Leste e Oeste. Hoje é atração turística e tem um painel onde há a foto de um soldado russo e no verso, um soldado alemão. Ah, tem também dois soldados: um representando a antiga URSS e o outro representando os EUA. Não são soldados reais! São apenas pessoas querendo ganhar um dinheirinho cobrando um euro para você tirar uma foto com eles.

 O engraçado é ver como o Muro de Berlim ficou comercial: além de ter milhares de cartões postais com “um pedaço legítimo do Muro de Berlim”, também perto do Checkpoint Charlie há um camelô vendendo aquelas boinas típicas de militares russos. Lembra do comercial do netcombo? É igualzinho!

Não parece mas Berlim está comemorando 20 anos da queda do Muro de Berlim. Estou ficando velha! Eu me lembro como se fosse ontem do Bial no jornal Nacional noticiando o fim do muro. Pessoas em cima do muro na parte que fica de frente ao portão de Brandemburgo. Em vários cantos da cidade, há exposições sobre a fase da Alemanha pós-Segunda Guerra: Alexanderplatz, Zimmerstrasse (próximo ao Checkpoint Charlie) e outros. E para não sair da memória, o Governo fez em vários lugares uma marcação no chão para que as pessoas não esqueçam que ali já existiu um muro.

 

Quanto ao museu Checkpoint Charlie (estou sendo repetitiva) há bastante informação sobre o período da Guerra Fria. Folhetos, jornais da época, uniformes, carros e vários frutos da imaginação de pessoas que tentaram atravessar a fronteira, bem sucedidas ou não.

A tentativa mais genial foi de dois irmãos que fugiram num avião montado por eles. Como eles eram três e só podia levar apenas dois deles. Houve um primeiro vôo. Depois um dos irmãos voltou no avião para buscar o que ficou. Não conheciam nada de aeronáutica. Impressionante. A mais sem-vergonha foi de um homem que se viu separado de sua esposa pelo muro. Então, ele um dia conheceu uma garota da Alemanha Ocidental que parecia muito com sua esposa e passou a namorá-la. Numa distração da menina, ele roubou o seu passaporte e conseguiu com que sua esposa atravessasse a fronteira. A garoto botou a boca no trombone e o meliante foi preso.

9 – Praça Gendarmenmarkt

Era a praça mais famosa nos tempos de Frederico II e nela estão: a catedral francesa, a catedral alemã e a casa de concertos.

Curiosidade: A catedral francesa, de origem católica, é a mais antiga. Os protestantes, enciumados, resolveram também resolveram construir uma catedral para não ficarem para trás. No meio do quarteirão tem a estátua de Schiller e os musos. Sim, musos porque Schiller era homossexual.

Os sobrinhos do rei Frederico, inspirando-se na Piazza degli Popollo, em Roma, mandaram colocar estátuas nas duas catedrais formando uma simetria, tal qual a praça italiana.

 10 – Unter den Linden

É a avenida mais famosa da cidade. Unter den Linden significa “Por baixo das tílias”. Tília é uma árvore. Nesta avenida estão a Universidade Humboldt, a catedral Berliner Dom, o Portão de Brandemburgo e a Ópera do Estado.

Universidade Humboldt

Uma das universidades mais importantes da Alemanha. De lá saíram 29 prêmios Nobel! Teve como alunos ilustres Max Planck, Albert Einstein, Marx e Engels. Foi da biblioteca desta universidade que 20 mil livros considerados subversivos pelos Nazistas foram queimados na Openplatz.

Neue Wache

O antigo edifício da Guarda Prussiana hoje é o Memorial central da República Federal da Alemanha das vítimas da guerra e da tirania.

O topo do memorial é aberto para que quando chova, as águas se choquem com a escultura simbolizando o choro de uma perda.  Em frente à Bebelplatz.

11 – Bebelplatz

Na antiga Openplatz estão a Catedral de Berlim, a Ópera do Estado e a biblioteca da Universidade Humboldt.

Aqui aconteceu a queima de livros, uma demonstração de força do movimento nazista. No local, há um memorial sobre o episódio – uma placa com a frase do poeta Heinrich Heine dita em 1820, que é:

“Das war ein Vorspiel nur, dort wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am Ende auch Menschen”

(”Aquilo foi somente um prelúdio; onde se queimam livros, queimam-se no final também pessoas”).

Henri Heine

O memorial é uma placa de vidro no chão da praça. Se olhar, verá estantes vazias, significando o vazio deixado naquele noite e o vazio por qual passou a Alemanha durante o período nazista.

12 – Ilha dos Museus (Museuminsel)

É uma ilha às margens do rio Spree que se chama assim por nesta áerea estão localizados os museus:

  • Pergamon Museum
  • Altes Museum
  • Neues Museum
  • Bode Museum
  • Alte Nationalgalerie

Além do parque Lustgarden e da igreja Berliner Dom.

Lustgarden

Em português, significa “Jardim das Delícias”. Nesta praça, estão o Berliner Dom e o Alte Museum.

Museu do Pérgamo

É imperdível. Tem mais de 10 mil obras gregas resultados de escavações arqueológicas de alemães. O salão de entrada é triunfal: Templo de Parthenon. Altar do Pérgamo.

O outro grande destaque é a Porta de Ishtar, dos tempos da Babilônia.

Uma parte do museu vem dedicar ao sucesso da mostra de 200 peças do Pergamon no Brasil. A mostra “Grandes Deuses” foi a mostra sobre arte grega mais visitada na América latina. O sucesso foi tão grande que a mostra foi apresentada em Niterói. Fiquei orgulhosa. É o que eu venho falando para os gringos: o Brasil não gosta só de samba e futebol.

Berliner dom

 

 13 – Alexanderplatz e a Torre de TV

A torre de Tv da Alexanderplatz é a segunda maior torre da Europa. De lá tem um vista panorâmica da cidade de Berlim.

 



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