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8° Dia – Free tour em espanhol. Torre de TV da Alexander Platz. Postdamer Platz.

18 maio 2009

O dia amanheceu nublado em Berlim. Quando acordei, o Benjamin já tinha ido embora e as meninas já estavam se arrumando para sair. Eu preferi ficar mais um pouco na cama e escrever, meu passatempo preferido depois de passear. Sem pressa alguma, pois o tour seria às 11h, cumpri a minha rotina matinal e fui ao portão de Brandenburgo tentar a sorte de algum transeunte tirar uma foto decente minha. Afinal, pelo rumo que as coisas estão tomando, o grande cartão postal de Berlim será o Portão de Brandemburgo (Brandemburg Tor). Um exemplo é os adesivos das janelas dos novos trens do metrô (U-bahn). São desenhos do Portão. Muito bonito.

Cheguei cedo e consegui que uma senhora tirasse uma foto minha. Vida de turista que viaja por conta própria tem os seus dissabores.

Fiquei sentada olhando as pessoas passarem, tal qual os velhinhos os fazem nas praças de muitas cidades no mundo inteiro (a frase não tem indício sequer de preconceito). Eis que reparo que tem dois homens vestidos de soldado: um representando um soldado americano e o outro, um russo. Cada um segurando a bandeira dos países que representam e cobrando um euro para os turistas que queriam tirar uma foto com eles. Eu achei um absurdo permitirem isso em um dos locais mais visitados da cidade. O pobre turista (não tão pobre assim senão estaria em casa) não consegue nem tirar uma foto decente sem gaiatos ao fundo. Muita gente nem quis saber de ideais e tirou várias fotos juntos aos falsos oficiais ou soldados.

Onze horas e eu fui ao ponto de encontro do grupo Sandeman’s: Starbucks. O número de pessoas que irão fazer o tour grátis é enorme: formaram dois grupos para tour em inglês e dois grupos para o tour em espanhol. A guia do grupo em que eu participava é argentina. Seu nome é Luciana. Falava muito rápido mas consegui entender tudo. O tour em Berlim tem duração de quase 4h, com parada para almoço.

O itinerário do tour é:

  • Portão de Brandenburgo
  • Memorial dos Judeus Mortos na Segunda Guerra Mundial
  • Local onde existiu o bunker do Hitler
  • Ministério da Fazenda
  • Muro de Berlim
  • Museu des Topografies des Terror
  • Museu Haus and Checkpoint Charlie
  • Gendarmen platz
  • Bebelplatz
  • Unter den Linden
  • Ilha dos Museus
  • Berliner Dom

Após cumprir o tour fui tentar almoçar mas nada de achar um lugar que unisse preço e qualidade. Então fui à Alexander Platz na Torre de TV ver Berlim do alto.

O ingresso é caro e tem fila: dez euros. A torre de TV é a segunda maior torre da Europa. É bem organizada a entrada para o elevador da torre. Ao comprar o tíquete, este vem com um número. No segundo andar, tem um painel informativo com os números do bilhetes e a hora que deve pegar o elevador. Eu teria que esperar uns 20 minutos aproximadamente.

São 203m de altura, para ter uma visão esplêndida de Berlim. A torre tem um restaurante que gira mudando a sua visão do plano de fundo. Chique, não?

Tirei as minhas fotos mas me senti assaltada por pagar dez euros só para ter uma vista.

Fui para o hotel cansada pois andei à beça e de saltinho (aposentei o All Star há tempos!).

Fui a última a chegar no quarto. Mal cheguei e os australianos (chegou um rapaz da mesma cidade que as garotas) e o canadense sãosalvadorenho foram curtir a noite em Berlim. Aliás, este foi o que chegou mais cedo. Ficou conversando comigo. Acho que ele ficou preocupado por eu ficar sozinha no quarto mas eu expliquei as minhas razões. Ficamos conversando, ora em inglês, ora em espanhol e quando nos demos conta já era bem tarde! Quase três da manhã!

Minha intenção amanhã é fazer o roteiro do tour com algumas adaptações. Assim, o post de amanhã será bem completo.

Postdamer Platz

A Postdamer Platz representa o novo centro de Berlim com prédios futuristas, uma estação de trens e hotéis como o Ritz.  Quem se interessa por Arquitetura, se apaixona de cara por este quarteirão.

Há uma exposição sobre os 20 anos da queda do muro de Berlim.  Há fotos da Postdamer há 20 anos.  Irreconhecível.

Terminando o passeio, afinal já eram quase oito horas  da noite, voltei ao hotel para ver a novela 😉

Clima: Dia ensolarado em Berlim.

Quem converte não diverte | Berlim

Sabonete líquido Dove = € 1,99



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7° Dia – Chegando em Berlim

17 maio 2009

Willkommen in Berlin

Infelizmente estou deixando Munique sem ver uma boa parte do que planejei. Justamente hoje que eu vou embora o sol resolveu aparecer. Simplesmente imponente. Bom resolvi usar o meu lado Poliana e pensei: “Que bom, uma semana de sol em Berlim!”

Como eu acordo sempre cedo (isso é involuntário, caro leitor), aproveitei para usar a lavanderia do hostel. Mediante um pagamento de € 4,50 (lavadora e secadora). Em uma hora e meia estava tudo pronto. Secou de um modo que não seria necessário passar a roupa. Ótimo!

Arrumei a mochila. Espantosamente, não consegui fechá-la. Entrei em pânico. Como que eu não consigo fechar a mochila se quando eu saí do Rio ela estava com espaço sobrando? Se na segunda cidade está assim, imagina só como estará a minha bagagem na última! Eu fiz de tudo para compactar mas não consegui. Surgiu um medo do meu bolso ser esfaqueado no aeroporto, visto que estas companhias low-cost têm como limite máximo de peso da bagagem de porão quinze quilogramas. Eu lembro que a minha bagagem quando saí do Rio estava pesando 8Kg.

Saí do hotel e fiz a viagem de volta ao flug (aeroporto). Meu vôo era às 12h25. Cheguei cedo no aeroporto, na hora de passar pelo raio x eu coloquei a garrafa d’água já usada dentro da bolsa dos casacos e esqueci-me do fato. A inspeção nos aeorportos europeus é muito rigorosa. Tudo apita. As pessoas tiram os cintos, moedas, celulares, eletrônicos, etc. Quando as minhas bagagens passaram o agente falou: “There is a water bottle in your bag, madam.” — “What? I didn’t unsdertand.”, eu disse, lerda como sempre. Aí o senhor falou pausadamente: “There is a bottle of water in you bag. Could you open it?” Eu abri e disse que só tinha casacos (nem me liguei que tinha colocado a bendita garrafa lá). Eis que eu abro e lá está a garrafa. Aí eu pedi desculpas porque havia realmente esquecido. Ele falou: “ It is not allowed.” Jogou minha garrafa fora. Eu nem me importei mas achei meio ridiculo esta norma contra garrafas de água visto que em frente ao Raio X há um quiosque que vende as mesmas garrafas. Estas regras sem dúvida ajudaram aos donos dos quiosques a vender mais água.

O aeroporto de Munique é enorme. Eu tenho a ligeira impressão que é maior que o do Galeão. O vôo será feito pela companhia Germanwings. Depois que eu descobri que a maioria viaja de trem eu até me arrependi um pouco de ir de avião (é, eu sou uma “Maria-vai-com-as-outras”. Assumida). Eu escolhi vôos perto da hora do almoço para poder acordar mais tarde no dia e não precisar sair correndo do hotel muito cedo para pegar condução para chegar ao aeroporto.

Ninguém melhor do que eu deveria me conhecer e saber que eu jamais acordarei tarde. Eu estou dormindo à meia noite e meia e acordando às seis e meia da manhã. Pode isso? A hora que eu acordo, eu poderia ter muito bem pego o trem em Berlim e ter parado em Dresden, por exemplo. Afinal, Dresden é uma cidade que já estava nos meus planos.

Vivendo e aprendendo. Sempre.

Só para comprovar e irritar-me com tamanha perfeição, o avião decolou exatamente às 12h25. Como conseguem ser certinhos até nos aeroportos?

O vôo Munique-Berlim dura aproximadamente 50 minutos. É quase uma ponte aérea Rio-São Paulo.

Por falar em vôo, este foi o pior sufoco que já passei. A aeronave descia sacudindo mais que chocalho na mão de ritmista de escola de samba! Eu segurei com tanta força a poltrona do avião. Meu coração foi pela boca! Os alemães só faziam rir, o que me deixava mais revoltada. Dei graças a Deus quando cheguei sã e salva ao solo berlinense.

Berlim tem três aeroportos: Tegel (o maior), Schonenfeld (usado pelas low-cost) e o Tempelholf (fechado por tempo indeterminado). Eu cheguei ao segundo, fora da grande Berlim.

Graças a Deus minha mala não foi extraviada mas eu perdi a bandeirinha do Brasil que eu imprudentemente deixei presa na parte externa da mala. Custou 15 reais. Que ódio! Nem perdi meu tempo porque até descobrir onde foi parar minha bandeirinha… Eu estava morta de fome, por isso quanto mais cedo eu chegasse ao hostel, mais rápido ia chegar a hora de almoçar.

O hostel: The Circus

Eu já estou ficando, digamos, “escolada” com os mapas de metrôs alemães. Anotei tudo no papel onde que eu tinha que fazer baldeação e onde eu deveria pegar o U-bahn. A saída do aeroporto SXF para o S-bahn é muito bem sinalizada. Qualquer idiota acertaria onde é a estação. Então, não tinha como errar. No subterrâneo, as máquinas vendedoras de bilhetes já informam ao turista qual o bilhete que ele tem que comprar para chegar a Berlim, cidade.

É o tíquete Berlin ABC que custa € 2,30 euros. Eu colocava a nota de 10 euros na máquina e ela cuspia. Eu colocava moedas e ela devolvia. Já estava ficando irritada comigo por não acertar até que eu me dei conta que a máquina podia estar enguiçada. E estava! Dããã…. Comprei na máquina ao lado e deu tudo certo. Estou ficando fã destas máquinas alemãs.

Quando subi à estação, o choque: o trem para Berlim é velho, bem diferente do trem de Munique. O caminho que o trem faz é espantoso para quem vem do Sul. Vários muros pichados, prédios mal-conservados… Eu já estava odiando Berlim. Já estava a fazer planos para ir à Praga (cismei, não tem jeito.). Já estava me culpando por ter colocado 6 dias em Berlim! “Burra!”, xinguei-me. Ao descer na Alexander Platz para pegar o U-bahn, outro choque. Nem ao menos a estação de metrô do Centro é bonita. Que coisa mais “espanta-turista”. Para ser franca, não chega aos pés da linha vermelha quando os estrangeiros saem do Galeão em direção a Zona Sul. Entretanto, eu me espantei com as diferenças de conservação entre Munique e Berlim.

O hostel é muito bem localizado. Na saida da estação do metrô. Melhor impossível. Tem internet wi-fi nos quartos só não tem o que eu acho principal: armário nos quartos. Agora com relação a limpeza, é tão imbatível quanto o anterior. Limpíssimo. A única coisa que eu não gostei até agora foi o fato de não ter banheiro nos quartos (tem duchas e banheiros no corredor. Com água quentinha 😉 oba!) nem armários. Espero que não seja barulhento à noite.

Após fazer o check-in ganhei do hostel um mapa e fui fazer o que havia planejado: ir ao Reichstag e depois usar o ônibus 100 e 200.

Reichstag e o ônibus 100

Eu que adoro mapas e sinto-me a maioral em saber usá-los, fiquei desorientada. Nesta de me perder, acabei conhecendo o bairro Mitte, que é charmosinho: tem vários restaurantes e desta vez com mesas e cadeiras nas calçadas. Nada desta coisa horrível de comer em pé como Munique tem!

Cheguei ao ponto onde dava para ver a Torre de Tv e uma Catedral que eu achei que era o Berliner Dom (ainda não confirmei). Eis que de repente aparece o ônibus 100.

O ônibus 100 é um ônibus que juntamente com o 200 passa próximo às principais atrações de Berlim. Peguei o 100 e desci no Reichstag. Lembra que eu disse que eu odiei Berlim? Pode esquecer porque a visão que eu tive do Reichstag já desfez completamente a minha antipatia à primeira vista por Berlim.

O Reichstag para quem não sabe é a sede do parlamento alemão. Há uma fila enorme para conhecer a cúpula de vidro e ter uma vista belíssima da cidade.

Curiosidade: Não tenho nem um dia em Berlim e a língua que mais ouvi falar aqui, adivinha qual foi? Português! Brasileiros na estação, brasileiros no Portão de Brandenburgo e ate no ônibus turístico. Duas vezes! A última vez que eu peguei era duas amigas de São Paulo que vieram de Estolcomo, chegaram em Berlim hoje e depois vão para Basel, Suíça. Uma delas era casada e estava preocupada com o marido que está sozinho e com o filho, que estão sozinhos. A amiga dela disse que o filho dela é um marmanjo e está no Canadá. Eu que nem conhecia o marido da mulher disse que todo mundo aprende a se virar sozinho e que ela tinha que aproveitar a viagem. A amiga adorou o que eu disse. Contei algumas coisas que eu vi e todas nós descemos na Alexanderplatz. Eu me despedi e resolvi voltar para o hostel

O quarto é misto e tem cinco camas. Somos até agora um salvadorenho que está radicado no Canadá e duas australianas. O rapaz do Canadá está com uma camisa da seleção brasileira e ele achou engraçado saber que eu venho do Brasil. Impressionante como o futebol faz muita gente adorar o nosso país mesmo sem conhecer. Eles ficaram conversando e eu fiquei escrevendo no computador feito uma nerd. Mas é só hoje, amanhã eu me interajo mais.

O quinto elemento

Todos resolveram sair para conhecer à noite de Berlim exceto eu. Eis que chega o quinto hóspede do quarto 301: Benjamin.

Ele é de Nova Iorque, estava muito bem vestido, tinha a maior paciência para ouvir falando o meu péssimo inglês. Ficamos falando em espanhol. Ele é artista, trabalha com teatro. Ia pegar o avião para Nova Iorque e depois iria para Tóquio. Mais um que falou muito bem de Praga (aff!) e bem de Lisboa. Aconselhou-me conhecer o memorial dos judeus mortos na Segunda Guerra perto do portão de Brandemburgo. Supersimpático. Adorei.

Os colegas de quarto chegaram e ficaram conversando com Benjamin. Eu, voltei a escrever. E depois tentei dormir. As meninas australianas ficaram arrumando as malas e estendendo as roupas num varal improvisado, colocando até roupas íntimas. Acbei estranho para ser colocado ainda mais num quarto misto.

Dormi e acordei no meio da noite com o ronco do sansalvadorenho. Peguei meu protetor auricular e dormi feito anjo.

Quem converte não diverte | Berlim

Kebab = € 2,50
Água 0,5l = € 1,00
Lavanderia = € 2,50
Visitação ao Reichstag = gratuita



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O que comer em Munique?

16 maio 2009

Para quem gosta de carne de porco tem uma refeição num restaurante próximo a Cervejaria Hoffbrauhaus chamada Tutti completo. É constituída de carne de porco empanada, salada e purê de batata. Acompanha 0,5l de coca-cola. Custa € 4,99.

Munique tem muitas docerias e muitas lanchonetes. Uma delícia os doces e as tortas. Um pedaço generoso de torta na estação de Marienplatz custa €2,00. Os alemães comem muito pão. Eu pensei que comer pão demais fosse coisa de francês! Nas estações de metrô e em qualquer quarteirão, você encontra uma lanchonete vendendo pão com salsicha, linguiça ou carne-de-porco empanada.

No Viktualienmarkt, há muitas iguarias. Pena que o preço não seja tão bom quanto o sabor.

Eu almoçava por volta das catorze horas e à noite, eu comia um iogurte comprado no supermercado Aldi, próximo ao albergue.

Tantos os mercados como as lanchonetes vendem salada pronta em frasquinhos. Então, a minha alimentação normal em Munique era uma carne e uma salada.

Para os passeios, eu comprava frutas no mercado.

Para quem gosta de cerejas, aproveite porque aqui o preço é bem mais em conta que no Brasil. Aqui também é a terra do pretzel.

Para quem interessar, há lojas do Mac Donald’s espalhadas em vários cantos da cidade.


Bebidas

Aqui em Munique o que manda é a cerveja.  A quantidade mínima é 0,5l. Cervejarias: Hoffbrauhaus e Augustiner Stubent.  A primeira é turistica e tem música. A outra, tem preços mais camaradas e sossego.

Há suco de laranja em caixinha na lanchonetes.  Quanto à coca-cola, só vendem na versão em garrafa plástica 500ml.

Em nenhum dos lugares que eu fui, vi uma lata de refrigerante.



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6° Dia – Tour em espanhol. Último dia em Munique.

16 maio 2009

Hoje seria o dia em que eu conheceria Salzburg porém preteri-o para fazer o walking tour em espanhol. Não me arrependi nem um pouquinho. Ainda mais para quem gosta de história, como eu.

Antes de mais nada, uma fofoquinha básica: a alemã que está lá no quarto chegou perto das 5h! Eu consegui dormir mais um pouquinho e quando eu acordo: vômito e uma caixa de cigarros perto da cama dela. Faça-me idéia de como deve ter sido a noite!

Chega de fofocas. Com o frio de matar, eu tive que gastar uns euros e comprar um casaco na C&A. E estava difícil de achar, porque eles só estão vendendo peças da coleção primavera/verão.

Às 10h45, começa o tour. Temos brasileiros (eu), peruanos, argentinos e mexicana (a guia, Bertha). Ela é uma figuraça. Conta a história de Munique sempre de um jeito engraçado… Morremos de rir.

Nosso trajeto:

  • Marienplatz
  • Igreja Fraeunkirche
  • Igreja Alter Pieter
  • Sinagoga
  • Viktualienmarkt
  • Cervejaria HoffBrauhaus
  • rua Maxiliam strasse
  • Maximiliam platz: Residenz e a Ópera
  • Vicardigassen strasse
  • Odeonplatz.

Marienplatz

A origem do nome Munique

Munique em alemão se escreve Muenchen, que significa Monge. Este nome se deve ao fato de que os monges foram os primeiros compradores de Munique. Também foram os primeiros produtores de cerveja da cidade. De fato, há uma referência aos monges em vários cantos da cidade.

Reza a lenda…

Que os monges inventaram a cerveja em 1050 com o intuito de beber durante a quaresma, já que só eram proibidos de comer.

O outro símbolo de Munique é o leão. Derivado do rei Henrique, o Leão. Há leões por toda a parte da cidade.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Munique foi destruída em 80%. Os aliados só deixaram de pé as duas torres e Igreja de São Pedro (Pieterkirche) para se orientarem. O Rathaus, o prédio da prefeitura, foi o único que permaneceu de pé. (Atualizado:o edifício também foi atingido pela guerra. Tanto o é verdade que o nome é Neue Rathaus, ou seja, nova prefeitura). Na Rathaus temos o glockenspiel, que durante oito minutos, os bonecos contam algumas histórias da cidade. Como dos toneleros, por exemplo.

Na Marienplatz, além da Rathaus e o glockenspiel, temos ao fundo a sede do comando da polícia e a coluna da Virgem Maria.

Reza a lenda…

Que durante a Guerra dos Trinta Anos, guerra entre os protestantes e os católicos, o governante da cidade, o Duque, fugiu para os Alpes. Quando a guerra acabou, o Duque voltou à cidade e o povo estava revoltado. Ele convenceu a todos que estava nos Alpes para rezar e por estar mais perto do céu, mais rápido chegaria o seu clamor. O povo acreditou em sua história. O Duque, cheio de remorso, mandou que esculpissem uma estátua da Virgem Maria, feita de bronze e folheada a ouro.

Frauenkirche

Munique foi reconstruída após a Segunda Guerra com o apoio das mulheres. A igreja de Frauenkirche, a catedral de Munique, é chamada de a igreja das mulheres.

Frauenkirche foi inaugurada em 1464 e foi construída em 20 anos. Um tempo recorde para a época. Ela foi inteiramente construída com ladrilhos e pedras da Baviera.

Igreja de Frauenkirche

Reza a lenda…

a) Que a igreja foi construída muito rápido porque o arquiteto conseguiu arrecadar muito dinheiro. Graças às indulgências. Os sacerdotes fizeram uso da indulgências (perdão mediante pagamento dos pecados em dinheiro) para arrecadar fundos para igreja.

b) O arquiteto havia construído já uma parte. O diabo não acreditou que estivesse sendo erguida mais uma igreja em Munique e fez um pacto com o arquiteto. Se ele não colocasse mais nenhuma janela na igreja, o arquiteto teria o dinheiro para terminá-la. Tempos depois, quando o diabo voltou, ele descobriu que foi enganado. Ao olharmos para o centro da igreja, de fato aparenta que ela não possui janelas, pois estas estão encobertas pelas colunas. Ao perceber que foi enganado, o diabo foi embora mas deixou sua marca na entrada da igreja: uma pisada.

Como eu já disse, Frauenkirche foi reconstruída e ficou exatamente como o original. Isto porque Hitler antes da guerra, tirou várias fotos da cidade e graças a essas fotos praticamente o centro histórico de Munique foi reconstruído de acordo como era antes da guerra.

A igreja de Frauenkirchen tem uma referência do papa Bento XVI, pois foi lá que o papa foi arcebispo no passado.

Outra curiosidade é que no teto da igreja tem desenhos de pessoas alem de escudos. Os desenhos representam as pessoas que construíram as igrejas. Os desenhos de escudos representam algumas empresas que patrocinaram a reconstrução da igreja.

Pieterkirche

Na Pieterplatz encontra-se a igreja mais antiga de Munique, a Alte Pieter. Também foi o primeiro monastério. Se você pagar € 1,50 para subir na torre, terá uma vista da cidade. A vista retratada nos cartões postais. Prepare-se pois tem que ter fôlego para subir os degraus!

Viktualienmarkt

Mercado municipal com produtos de primeira, pena que os preços não sejam igualmente de primeira. Há um biergarten (jardim de cervejas) no local. Antigamente, se conhecia uma biergarten se estivesse lá uma castanheira (veja a foto). Pois, de acordo com os bávaros, a verdadeira cerveja bávara original é aquela que é conservada em bodegas sob o solo da castanheira (será verdade?) que eles dizem que o sabor dela é diferente daquela que é conservada no refrigerador.

Todos os anos, na última semana de abril, há um concurso. Aquele que subir a Muenchen Braueren ganha um dia inteiro para beber cerveja de graça. O dia é 1° de maio.

Os alemães também inventaram um tipo de cerveja para ser tomado de manhã. Bom, não é um litro de cerveja mas meio litro (weissebier). O melhor local para tomar este tipo de cerveja, segundo a guia, é a cervejaria Schneider weisse (Maderbrausstrasse).

Na Brauhasstrasse fica a cervejaria mais antiga e a mais famosa do mundo: a Hoffbrauhaus. Hoff significa real, brau significa cerveja e haus significa casa. A casa da cerveja real. A Hoffbrauhaus é muito turística: animada, com japoneses entusiasmados e muita música. Se quiser ir para um lugar com menos japoneses, boa comida e sem música vá à cervejaria Augustiner (tem uma quase em frente à Hoffbrauhaus). O Wombat’s recomenda a Augustiner Stubent.

Seguindo passamos pela rua das lojas dos milionários, a Maximilian Strasse. Nesta rua tem o hotel Quatro Estações, cuja diária é mais de mil euros (!). No fim da rua, encontramos o Parlamento e a parte oeste do Englischer Garten. Aliás é o lado onde os nudistas tomam banho de sol.

Seguindo a Maximiliamstrasse, chegamos à Maximiliamplatz onde estão o Residenz e a Ópera.

Nas janelas do Residenz estão representandos o filho de Maximiliam, Ludwig I e sua esposa Theresa.

 Munique e a Segunda Guerra Mundial

Após a Primeira Guerra Munial, a Alemanha foi sentenciada a pagar uma multa para a reconstrução de toda a Europa. O governo que não tinha dinheiro, resolveu imprimir mais dinheiro, o que resultou em inflação (nós brasileiros sabemos bem o que é isso). Em poucos anos, o marco alemão frente ao dólar teve a sua cotação (1 dólar = 4 marcos) disparar para 1 dólar igual a 4 milhões de marcos. Hittler aproveitou esta situação precária do país e tentou um golpe de Estado. Seus aliados e o exército combateram na Odeonplatz. Hittler foi condenado à prisão por 6 meses e voltou como Fuhrer anos mais tarde. O resto da História a gente já conhece.

Seguindo à Residenz strasse, temos o lugar onde ficavam dois soldados e uma placa. Este lugar é o famoso lugar onde as pessoas que passavam por esta rua, eram obrigadas a fazer a saudação a Hittler. Quem não o fazia, era morto na rua Vicardigasse strasse (esquina com a Residenz strasse). Como memorial, há uma linha dourada traçada na rua, lembrando as pessoas que foram mortas por não se render aos nazistas.


5° Dia – Castelos de Hohenschwangau e Neuschwanstein

15 maio 2009

Somos um grupo de dez pessoas. Graças a uma idéia genial de um rapaz, correu uma lista sobre as pessoas interessadas em ir ao castelo na sexta-feira e assim economizar em bilhete de trem. Afinal, o ingresso para 5 adultos custa 28 euros, ou seja, € 5,76 para cada um. Uma brasileira (eu), três americanas do Texas, uma canadense de Calgary, três australianos e duas tailandesas. Pegamos o trem de 9h51 para a cidade de Füssen.

Descobri que a entrada para os trens regionais (que vão para outras cidades da Alemanha e outros países) é diferente da que eu usava para pegar o metrô. Vi uma infinidade de lanchonetes que eu já tinha visto na Marienplatz. Aí que eu me dei conta que a imensa estação central, a Hauptbanhof, ela não é grande. Ela é simplesmente enorme.

Falamos sobre costumes de cada país. Sobre os destinos de cada um. A canadense ia fazer alpinismo na Floresta Negra e depois ia para Salzburg. As americanas vão amanhã para Salzburg. A canadense havia chegado de Praga e disse que Praga é uma cidade linda.

O hostel fornece um folheto sobre como chegar a Fussen. O que estava diferente da realidade. O trem sai de Munique e 20 minutos depois, na estação Buchloe, temos que mudar de trem. Este trem nos leva até a estação Kaufenbeurer, onde descemos para pegar um ônibus para Füssen. Uma hora depois, aproximadamente, o ônibus chega ao seu destino e aí pegamos outro ônibus para Schwangau, a cidade dos castelos.

O percurso de ônibus a Fussen é muito agradável aos olhos. Há casas lindas, todas enfeitadas de flores. Passamos por estradas perfeitas, motoristas que respeitam o trânsito e florestas diferentes. Quando o ônibus passou pelo centro de Fussen até me arrependi de não ter previsto ficar por lá um dia. Em menos de 10 minutos, chegamos a Schwangau e lá temos uma visão do castelo e também um quadro que retrata o caminho que temos que fazer para chegar até aos castelos. Sim, são dois castelos: o Hohenschwangau e o Neuschwanstein. Podes escolher um ou outro ou os dois para visitar. Nós escolhemos os dois (15 euros). Cada um separadamente custa 9 euros o tour.

Não se pode entrar no castelo sem o tour. Se você comprou o ingresso para os dois, como foi o nosso caso, saiba que você terá duas horas para chegar ao segundo castelo. Como havia muito tempo até começar o nosso tour, nós fomos tirar fotos do lugar e do exterior do Hohenschwangau. O lugar é incrivel. Como é bonita a mistura de montanhas, lago e castelos.

Hohenschwangau Schloss (Castelo de Hohenschwangau)

O tour começou às 13h20. Eu inacreditavelmente consegui entender praticamente tudo que a guia falou! Ela falava pausadamente e de uma clareza difícil de achar. A única coisa que eu não entendi foi justamente o porquê do nome Hohenschwangau!!!

O Hohenschwangau por dentro é muito suntuoso. Uma riqueza de detalhes incrível. Boa parte das peças está no Residenz, em Munique. O primeiro andar é os aposentos da rainha. O segundo andar era exclusivamente do rei. As crianças e seus professores dormiam no prédio anexo onde também ficava a cozinha. O rei e a rainha, cada um tinha a sua cama. Camas pequenas, todos estranharam. Em alguns cômodos havia um forno que a guia explicou que era na verdade uma passagem secreta por onde o rei passava para ver a sua rainha. Legal, não?

No quarto do rei Ludwig I há um telecóspio onde ele sempre avistava para o lugar que seria construído o Neuschwanstein. Ele olhou para lá durante 17 anos! O teto do quarto dele é pintado de azul, com desenhos da lua e das estrelas. Segundo a guia, o rei adorava a noite, a arte e os cisnes. Aliás, o cisne era o seu animal favorito.

Cada cômodo da casa tem pinturas que contam uma história. Há inclusive pinturas sobre são Jorge matando o dragão. Mais tarde, vim a saber que o rei Ludwig também admirava a história dos templários e acreditava ser um deles.E que era um grande admirador e incentivador de Richard Wagner. Um dos cômodos foi decorado exclusivamente para uso do compositor. O cômodo que eu mais gostei foi a sala de banquetes. Uma mesa enorme com centros de mesa todos feito em ouro. Lindíssimos. Deixou a todos boquiabertos. A guia explicou que não ficavam a mesa estes centros. Aquilo era só para exposição. O tour dura cerca de meia hora mas nem percebemos, passou muito rápido. Não pode tocar em nada e nem tirar fotos. Tudo com a finalidade de preservar o lugar. Melhor assim, muitas gerações merecem ver esta maravilha construída pelo homem.

Neuschwanstein Schloss (Castelo do Novo Cisne de Pedra)

Há três modos de se chegar ao Neuschwanstein: a pé, de carruagem ou de ônibus. Cada um vale, respectivamente 0, € 6 e € 1,80. Eu já havia lido que o caminho a pé era cansativo e durava uns 40 minutos. Qual foi o caminho que escolhemos? A pé! Quase morremos, mas conseguimos chegar lá. O castelo é muito bonito. Aliás já está faltando adjetivos para eu usar. Acabei não tirando muitas fotos do seu exterior, preferi admirá-lo. O grupo para o tour é bem maior que o Hohenschwangau. A guia explicou resumidamente a história do castelo, do rei que foi considerado louco.

Há referências ao cisne em toda a parte, desde pintura e esculturas até na maçanetas das portas de madeira entalhada.

O cômodo mais majestoso é o salão onde seriam feitas as óperas de Wagner. Wagner morreu anos antes do castelo ficar pronto e o rei Ludwig só viveu apenas poucos dias em Neuschwanstein. O rei Ludwig foi considerado louco por gastar tanto dinheiro com o castelo. Mais tarde, foi encontrado morto junto com seu psiquiatra no lago próximo ao castelo.

Triste história. Reza a lenda que foi tudo armação do seu tio Luitzpold, com finalidade de tomar-lhe o trono, visto que era o primeiro na lista de sucessão. Otto, irmão de Ludwig, faleceu e não deixou herdeiros. Uma realidade triste para um castelo de sonhos. Um lugar de sonhos.

Na saída, visitamos a cozinha, as lojas de souvenirs, claro. E fizemos mais uma caminhada íngreme para a Marienbrucke, a ponte onde temos uma vista incrível do castelo e das redondezas. Ainda tivemos fôlego para ir até mais perto da cascata.

Voltamos todos muito felizes pelos momentos incríveis que tivemos. Os gringos chamaram este dia de “The big day”. O que eu concordo plenamente. O Castelo de Neuschwanstein é o melhor passeio para quem está visitando Munique. É realmente imperdível!

Aumentando o vocabulário em alemão

Brucke – ponte
Neue – novo
Schloss – castelo
Schwan – cisne
Stein – pedra

Quem converte não diverte

Bilhete de trem Munique – Fussen:  € 5,76
Ingresso Tour Hohenschwangau + Neuschwanstein: € 15,00
Conhecer o interior do castelo e vê-lo da ponte Marienbrucke:  Não tem preço!



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