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4° Dia – Olympiapark, BMW Welt, BMW Museum e Allianz Arena

14 maio 2009

Hoje foi um dia concentrado aos esportes. Desisti de ir no Neuschwanstein já que um rapaz teve a excelente idéia de fazer um grupo no hostel para ir ao Castelo.

Uma diferença enorme no bolso porque aqui há diferença de tarifas para 1 ou 5 pagantes. Inscrevi-me para ir com o grupo na sexta e hoje resolvi sair para conhecer tudo o que faltava de Munique. Então fui a estação central (Hauptbanhoff) pegar o U-bahn para o Olympia park.

Olympiapark

Várias pessoas desceram na estação, hordas de adolescentes. Uma constante nos meus passeios. Elogiável, diga-se de passagem. Para quem não sabe, o Olympiapark é o lugar onde foi realizado os jogos olímpicos de 1972 em que infelizmente o ponto culminante foi a morte da equipe israelense. Hoje, o parque também é usado para shows de rock e ópera.

A primeira coisa que eu fiz foi comprar o bilhete para subir a torre (Olympiaturm). A visão de lá de cima seria magnífica se não fosse o tempo. Nubladíssimo. O que me frustou Preferi caminhar (andei muito, meus pés não aguentaram!), o que não me arrependi pela visão que eu tive.

O estádio olímpico, visto do alto da torre.

O complexo BMW

Pertíssimo do parque olímpico está o complexo da BMW (BMW Welt, BMW Munich Plant e BMW museum).

BMW Welt mostra os lançamentos da BMW. Carros que não são nem em sonho para o meu bolso. Os alemães entram nos carros, ouvem as explicações do vendedor. Até eu que não gosto de carro, fiquei fascinada. Eu me apaixonei à primeira vista pelo Z4. Só que ele não tá nem aí para mim.

 BMW Welt e o design futurista

 Achei o edifício lindíssimo, de design futurista. Ao lado do BMW Welt está o Museu da BMW. O ingresso custa 12 euros mas com o Munich Tourist Card valeu um desconto de 4 euros. Neste museu estão os modelos que fazem parte da história da empresa.

Definitivamente, o que eu mais gostei foram das instalações. Muito mais do que os carros. Para os amantes de automóveis, o museu é imperdível.

 BMW Museum, o edifício em forma de taça

Trapalhada do dia: Eis que eu quis sair pelo mesmo lugar que eu entrei. Estava escrito em alemão e em inglês “Para sair, pressione o botão”. Eu achei estranho pois parecia botão de parada de emergência de equipamentos mas como estava escrito… Eis que eu aperto e pá! as roletas se abaixaram. Eu passei e percebi que elas tinham sido desligadas! E não tinha como ligar…. Eu saí de fininho, para pegar minhas coisas no armário (não pode entrar de mochila, a gente deposita um euro numa bugiganga eletrônica do armário. Quando a gente abre o armário, a moeda é devolvida). Eis que vem um segurança correndo tentando religar a máquina. E, morrendo de medo de levar uma bronca, saí do museu e fui direto para a estação de metrô.

 O interior do museu: linhas futuristas.

 Allianz Arena

Eu não aguentava mais ver carro velho (mesmo sendo um BMW) e já quase dando 13h fui correndo pegar o U-Bahn para conhecer o Allianz Arena, o estádio em que foi realizado o jogo de abertura da Copa da Alemanha. também foi lá que o Brasil ganhou de 2 a 0 da Austrália, na primeira fase da Copa.

O estádio é bem longe do centro de Munique. Já chegando ao estádio, um homem me pede para eu tirar a foto dele com o estádio ao fundo. Ele tambem tirou a minha e eu disse que meus amigos não iriam acreditar ainda mais brasileiros, fanáticos por futebol. Ele perguntou: “Brasileiros?”. Eu confirmei. Ele perguntou se eu era brasileira. Eu disse que sim. Então ele sorriu e disse: “Então vamos falar português porque eu também sou brasileiro!”. Que alivio falar português!

 Fomos junto com um grupo grande de adolescentes procurar a billheteria para assistir o tour em inglês. Já havia passado da hora. Eu até tinha resolvido comer no restaurante do estádio mas quando vi os preços e o cardápio, desisti. Lá tem uma loja de souvenirs que os fanáticos pelo Bayern fazem a festa. Não conseguindo o tour, fui dar uma volta pelo estádio (há uma especie de grade que separa a parte pagante das pessoas que chegam ao estadio). Minha opinião: odiei! Por fora, arquitetonicamente falando, o estádio é lindo. Por dentro, um piso horroroso parecendo asfalto. E além disso, nem é tão grande assim… Talvez seja impressão minha já que só conheço o Maracanã. De qualquer forma, ir ao Allianz Arena mudou o roteiro de outras cidades: eu não vou mais a estádios de futebol. Isso é para adoradores de bola.

Passeando nas redondezas da Marienplatz

Eu não estava suportando mais andar, então a tarde de passeios – ida às pinacotecas e ao Deutsches Museum foi cancelada. Voltei para o hostel e fui descansar. Senti um alívio enorme ao colocar chinelos. Desci e fiquei escrevendo para o blog, batendo o papo no MSN, etc. Quando volto ao quarto, encontro uma nova colega de quarto: uma brasileira de São Paulo. Ia embora no dia seguinte. Contou da sua viagem (um mês de férias), dos albergue que era furada em Praga, de que ela achou Amsterdã uma perdição e Bruxelas uma decepção. O que eu mais gostei foi da dica dela sobre um free tour em espanhol em Berlim. Eu já ia fazer o Free tour em inglês mas sabendo que tem em espanhol, e que segundo ela foi excelente, eu nem vou pensar duas vezes. Ela já é a enésima pessoa que diz ter amado Praga. E eu fico aqui com vontade de conhecer mas não vai dar ;-(

Meus pés já não estavam mais doendo e então resolvi sair para comprar o headset e os envelopes para mandar os cartões-postais para os garotos. Pedi informação para a recepcionista que me indicou a loja Saturn na Karlplatz. Saturn é uma megaloja de eletro-eletrônicos e informática. Aproveitei que estava me sentindo bem melhor para andar e fui bater perna em pleno centro de Munique de havaianas.

Detalhe: As minhas havaianas fazem sucesso por aqui.

Ainda tive tempo para ir ao Deutsches Museum mas estava fechado. Voltei para o hostel meio frustada porque eu queria ter aproveitado o ticket de um dia para turista. Paciência. Amanhã sim é dia de finalmente conhecer o Castelo de Neuschwanstein.


3° Dia – Castelo de Nymphenburg e Campo de Concentração de Dachau

13 maio 2009

Castelo de Nymphenburg

Indecisa sobre o que fazer, de sopetão resolvi pegar o bonde para ir ao Palácio de Nymphenburg. Eu estava com o folder sobre os palácios em Munique e já sabia que era o tram 16. Fiquei no ponto esperando o bendito, aqui pertinho do hostel. Primeira surpresa: tem um placar eletrônico que diz quais são os proximos bondes a chegar e quanto tempo falta para chegar ao ponto.

Segunda surpresa: até agora não entendi como funciona a compra de bilhetes para os transportes alemães. Pedi ajuda a uma moça mas ela não falava inglês dentro do possível, consegui entender qual o ticket comprar. É que além de saber se o que queremos é válido só pra essa vez ou para o dia todo. Precisamos saber se é para uma ou duas pessoas e ainda para que zonas urbanas. Ela me explicou, zona 3 (drei, a única coisa que sei de alemão é contar até dez, resquícios do curso de alemão da UFRJ que eu abandonei).

Entrei no mesmo vagão que ela, estava lá a máquina para validar o bilhete mas cadê a máquina para comprar. Ela me explicou: primeiro vagão. E lá fui eu descer do vagão e correr até o vagão anterior para comprar o bilhete. Eu já estava ansiosa com medo de aparecer algum policial exigindo o bilhete e eu sem ter algum para mostrar e ser obrigada a pagar uma multa violenta. Então, pedi ajuda a um homem que sabia falar inglês. Ele me ajudou mas de novo ela, a lei de Murphy imperou: o sistema só aceita moedas ou cartões com chip. Eu não tinha cinco euros (a passagem para o dia todo) em moedas nem cartão com chip à disposição (O VTM não tem chip e o meu cartão de crédito estava muito bem guardado no porta-dólar.). O homem perguntou para todos do vagão se eles tinham 5 euros em moeda mas ninguém possuía. Então, desci do bonde já com olhos mareados. Eu nem sabia onde que eu estava. Então vi um rapaz no ponto e perguntei a ele onde comprar o tíquete. E ele disse que não sabia pois usava um bilhete especial, um 0800 da vida, pensei. Ele apontou para duas lojas próximas. Andei até lá mas não entrei, eram imobiliárias. Resolvi andar até achar alguma loja que parecesse que venderia bilhetes de transporte. Não vi, entao fiquei na estação e sorrateiramente, com o maior cuidado, consegui pegar o meu cartão de credito para usar no tram. Entrei, pedi ajuda a um senhor e ele prontamente resolveu me ajudar. O que aconteceu? a parte que aceita cartões estava com defeito! E la fui eu descer de novo do tram. O pior: eu já havia chegado onde queria. Ou seja dei um calote! Andei sem destino um pouquinho e dei de cara com uma loja que parecia ser uma banca de revistas, jornais, etc. A primeira que vi em Munique. O que mais vejo é jornais pendurados num canto, em esquinas perto dos sinais (semáforo para os paulistas).

Perguntei se o senhor sabia inglês. Ele disse mais ou menos. O que foi ótimo pois ele não falava rapido. Comprei o meu bilhete, pedi a direção do Schloss Nymphenburg e despedi-me, aliviada. Andando mais uns 4 minutos vejo a placa informativa do palácio. Diante da imagem eu exclamo um “Oh!”. A imagem não retrata o impacto que eu tive ao ver aquela fachada enorme, o lago igualmente grande e a paz que o lugar transmitia:folhagem de árvores mexendo-se, embaladas pelo vento, canto de pássaros, mulheres andando com carrinhos de bebês e patinhos na lagoa.

Tirei algumas fotos. O ingresso para o palácio custou 10 euros. Quando estiver em Munique e quiser visitá-lo, reserve um dia. É muito grande! A melhor parte não é a do museu mas sim os jardins. Pessoas vêm aqui fazer cooper, ler um livro, contemplar a natureza, etc. Eu gostei muito e fiquei imaginando o dia em que conhecerei o Palácio de Versailles.

Campo de Concentração de Dachau

Bom, já sabendo onde pegar o bonde (tram) fui em direção à Marienplatz, ponto de encontro do grupo Sandeman’s para todos os tours, inclusive Dachau, meu objetivo principal. Eis que faço a última burrada do dia que é acreditar não sei porque cargas d’água que o bonde pararia na Marienplatz. Eis que passa a Karlplatz, passa o ponto da Berliner Tor, e como eu já estava com a sensação de estar indo para um lugar longe do que eu queria, desci na próxima, a Muellerstrasse.

E lá fui eu perguntar para dois alemães consecutivamente para qual direção era a Marienplatz e os dois não sabiam falar inglês. O ultimo apontou para o carteiro e aconselhou-me a pedir informação a este. Eis que o carteiro passa a andar rápido e eu, dando uma corridinha para alcançá-lo, eu esqueci de dizer que os meus pés estavam (e ainda estão) pra lá de doloridos de tanto que havia andado no dia anterior.

Lei de Murphy 3: O carteiro também não falava inglês. Entretanto, sabia onde era a Marienplatz e fez um mapa pra mim.
Lei de Murphy 4: Eu não entendi nada e resolvi seguir os trilhos do bonde. Passaram dois bondes, eu com bilhete e não tinha ponto no caminho… Eu tive que rir da minha burrice.

Enfim, achei a tal Berlinerstrasse e seguindo-a, cheguei à Marienplatz. Vi um grupo de pessoas reunidas, a maioria era para o Free Tour. Para Dachau, um total de 8 pessoas contando comigo: um casal de australianos e o restante, americanos da California.

Pegamos o S-bahn, linha S2 para Dachau. A viagem dura aproximadamente uns 20 minutos. Em Dachau, logo saindo da estação tem um ponto de ônibus e de táxi. Basta pegar o ônibus 726 (Dachau-KZ-Gedenkstätte). O guia deu uma senhora aula de Segunda Guerra Mundial mas eu achei um pouco que ele se desculpava demais pelo povo alemão. Disse que o povo sabia destas mazelas mas sentia medo. eu penso comigo até que ponto o medo vira conivência. Agora não adianta julgar mas sim aprender com os erros do passado.

Dachau é uma cidadela tranqüila, que lembra os cartões-postais da Alemanha. Dificilmente acreditariam que este lugar foi escolhido pela SS para ser o primeiro campo de concentração da Alemanha. Adam, o guia, explica que há três tipos de campo de concentração: o de construção, o de concentração e o de extermínio. Dachau era um campo de construção, a sua origem era para isso.

Campo de construção era aquele que as pessoas vinham para trabalhar. Eu confesso que não gosto de ler ou assistir nada do que se refere ao nazismo. Ok, ninguém que é normal gosta mas eu fico indignada como deixaram isso acontecer. Não tem explicação. Por mais que procurem respostas, ninguém consegue encontrá-las. Os alemães, como muitos guias o disseram, têm vergonha desta parte da História e preferem nem comentar. Gostam que sejam lembrados como a terra da Cerveja, da salsicha bávara, da carne de porco e outros motivos de orgulho. O importante é que eles tentam preservar aqueles lugares de destruição para que os mais velhos jamais esqueçam e que os mais novos aprendem que isso não pode voltar a se repetir. No portão de entrada a frase “Arbeit macht frei” que significa em português “O trabalho liberta”. Uma hipocrisia incrível.

 “O trabalho liberta”, frase no portão de campo de Dachau.

No final, o guia mostra a foto do avô de sua noiva, que foi um prisioneiro de Dachau. Dado pelo Governo como desaparecido. De minha parte, sentimento de repulsa e ódio por ter existido lugares como este que passei. Saímos de lá quase já encerrando o horário para visitações. Eu ainda quis passar na Marienplatz para comprar o sanduíche com lingüiça alemã mas quem disse que os meus pés deixaram? eu passei o dia inteiro só com o café da manhã. Tinha que comer algo. O olho grande viu uma lojinha de doces na estação e comprei dois pedaços de torta de maçã. Um para levar para o albergue. Uma delícia. Amanhã, faça chuva ou sol, eu vou para o Castelo de Neuschwanstein.

Curiosidades

1 – Quando um dos americanos soube que eu era do Rio, ele me falou que conheceu a cidade ano passado e que ao andar no túnel (ele não soube dizer qual), um ladrão colocou a faca no pescoço, querendo assaltá-lo. Ele é gringo não dá para falar nada mas se fosse carioca, eu já ia dizer que ele estava dando mole, onde já se viu, andar em túnel à noite?

2 – Já indo embora, o casal de australianos me perguntou se o Rio era mesmo violento como é noticiado na TV. E como é o tráfico de drogas na cidade. Com que cara que a gente fica… Eu disse e é o que eu penso que a cidade deve ser tão violenta quanto outras grandes cidades, a diferença é a polícia e a Justiça. Dizem que Londres é uma cidade perigosa mas a polícia lá é bem aparelhada e a Justiça não é uma máquina emperrada. OK, o assunto é bem mais complexo mas acho que dei o meu recado.

3 – A americana colega de quarto disse que tem vontade de conhecer o Brasil e eu indiquei o Nordeste por causa das praias. Ela quis saber porque eu sendo moradora do Rio, não indico a cidade… Eu e minha boca grande. Eu respondi que o Nordeste é mais barato, as águas são quentes e por causa dos recifes, não é tão fundo. No Rio, o que manda não é a praia mas sim a noite. Falei coisa errada?

4 – As americanas que chegaram hoje no quarto perguntaram se eu fazia a Brazilian Wax e se fazia topless na praia quando soube que eu era do Rio. Como assim, topless na praia?! Imagine o espanto delas quando eu disse que as brasileiras não depilam tudo e não se faz topless no Rio abertamente como é feito na Europa. Elas ficaram muito surpresas!

Clima em Munique: dia nublado, chuvas à noite, 19°C.

Quem converte não diverte

Um pedaço de pizza + 1/2l de coca-cola = € 3,40
Cartão-postal = € 0,80


2° Dia – Free tour e palácio Residenz

12 maio 2009

Hoje era o dia do free walking tour promovido pelo hostel. “Free” em parte pois no final da caminhada, você dá gorjeta ao guia se quiser. Às 11h, saiu um grupo grande para conhecer a parte histórica de Munique, a grande maioria composta de canadenses, australianos e americanos. Eu era a única latina do grupo. O guia até falou no início: não tem como se perder de mim eu sou o único black guy e ela é a black girl.

O guia que eu até hoje não sei o nome falava rápido demais! Até as minhas colegas de quarto falaram isso. Deu para entender alguma coisa. Entretanto, eu não vou postar com os detalhes que eu gosto de descrever com medo de escrever incorretamente.

Nosso roteiro foi: Karlplatz, a igreja de São Pedro (Pieterkirche), a igreja de Nossa Senhora (Frauenkirche), o antigo prédio da Prefeitura (Rathaus) e o glockenspiel, uns brinquedinhos que giram ao som de uma música que toca durante oito minutos. Muita gente fica observando os bonecos. É o glockenspiel mais antigo da Alemanha e se eu não estiver enganada é a atração principal de Munique. O Rathaus fica na Marienplatz. Platz como você já deve ter percebido, significa praça em alemão.

Da Marienplatz passamos pelo Viktualenmarket – o mercado das Vitualhas. É o mercado municipal da cidade. Muitas barracas de flores, frutas e frios. Demos uma parada estratégica para comprar um sanduíche de autêntica linguiça da Bavária. Depois, fomos até uma espécie de galeria no Mercado e o grupo (exceto eu e mais 4 pessoas) experimentou a cerveja alemã. Aí o guia falou sobre o modo de vida alemão, sobre Munique, sobre os leões que estão em todo o canto da cidade, sobre a cor azul e branca da Bavária e que ele achava que deveria ser Munique e não Berlim a capital da Alemanha.

Após esta parada de meia hora para beber cerveja e ouvir sobre a história da cidade, fomos para Odeonplatz e lá ouvimos sobre o Residenz e a Odeonplatz. Também sobre o início do Nazismo, que começou aqui em Munique.

Como eu já disse, todos os detalhes eu não tenho mas sábado pretendo fazer o free tour em espanhol e aí quem sabe não tenho mais coisas para vocês e para mim também, lógico.

Palácio Residenz

Residenz era o palácio de governo dos reis da Baviera. Eu adoro palácios então resolvi dar um pulo no Residenz, só na parte dos jardins. Tirei umas fotos e deixei um pouco a timidez de lado e fui pedir alguns transeuntes para que eles me fotografassem.  Achei o Residenz um lugar que transmite muita calma. E estou encantanda com as flores. Nada como um clima adequado, não?

 

Alte Pinakothek e Neue Pinakothek

Segui rumo às três pinacotecas. O quê? Você não sabe o que é pinacoteca? é o coletivo de quadros. Existem três em Munique: a antiga (alte), a nova (neue) e a moderna (modern).

Um gramado enorme, vários quadros espetaculares como o “Juízo Final” de Ruben e alguns de Rembrant. Gostei principalmente porque usei o áudio-guia. O que é audio-guia? é um aparelho com teclado numérico e fone de ouvido. Se você quiser saber detalhes de alguma obra de arte, você tem que observar se na legenda tem um número e o símbolo de som. Isto é o número da gravação que vc vai ouvir. Simples assim. Na pinacoteca antiga fiquei sabendo que o “Juizo Final” é um quadro de mais de 6m de altura e que foi o único que desde a criação da pinacoteca foi o único que não saiu do lugar original. E sem falar nos tais detalhes que só os críticos conseguem perceber.

A pinacoteca nova fica em frente à antiga. infelizmente, ela estava fechada, afinal e terça-feira. Mais um dois quarteirões fica a Pinacoteca Moderna. Mesmo com um mapa eu não a encontrei. Como já estava escurecendo, resolvi voltar para o Hostel. Andei tanto que os meus pés estão muito doloridos.

 

Clima em Munique: nublado, parcialmente chuvoso, 24°C


1° dia: Chegada em Munique

11 maio 2009

A lei de Murphy é impressionante. Justamente no domingo, o dia da viagem, eu resolvi fazer as compras de última hora: casaco, filtro solar, vitamina C, etc. Eis que eu errei a senha e o meu cartão foi bloqueado. Liguei para o banco e o atendente disse que não há a possibilidade de usar o cartão pois o chip é danificado após a 3a. tentativa usando a senha errada. Dei um ataque de nervos! E agora? Eram duas horas da tarde, eu estava prestes a embarcar e o atendente disse que o banco mandaria um cartão de emergência para o lugar onde eu ficaria hospedada e perguntou o endereço. Como eu não tinha em mãos, fui para casa e no caminho tranquilizei-me pois eu tenho dinheiro suficiente para me sustentar por um mês. Já em casa, liguei para o atendimento e o outro atendente disse que o desbloqueio era pelo telefone. Testei no caixa eletrônico perto de casa e pronto!

Moral da história: Cuidado com o atendimento telefônico!

Rumo a casa, foi um corre-corre para arrumar as coisas. Ju ficou de me pegar às 16h. Ela chegou um pouco atrasada e eu estava mais atrasada ainda! Saímos de casa às 16h30 e chegamos às 17h no aeroporto. Não deu tempo de ir na Anvisa pegar o certificado internacional da vacina contra a febre amarela. Só deu tempo de ir fazer a declaração de bens na Receita. Que diga-se de passagem, não adiantou eu ter trazido preenchido o formulário, o agente da Receita pediu que eu preenchesse o bloco. E também não vi vantagem alguma em fazer o check-in pela internet, peguei fila do mesmo jeito.

Cheguei duas horas antes do vôo e mesmo assim foi em cima da hora! Na fila para o check-in eu ainda recebo um telefone do trabalho!

Após a fila grande e demora para conferência de passaportes, uma funcionária da Air France veio conferir se eu estava com todos os documentos para enfim não ser barrada pela polícia francesa. Ela comentou que os franceses estão conferindo os documentos de todos os brasileiros. Fiquei apreensiva por não ter o certificado apesar de várias pessoas na Air France dizerem que não é obrigatório.

O avião demorou um bom tempo para sair do Galeão. Não sei precisar quanto o tempo mas sei que demorou bastante. Como eu já suspeitava, escolhi o lugar errado (levada pelo site da Air France) e acabei escolhendo o assento 30A achando que era o primeiro lugar após a saída de emergência. Errei por uma fileira. Um senhor francês ficou ao meu lado e pelo visto ele não era muito de conversa, assim como eu.

Pouco tempo depois de decolar, os comissários ofereceram o cardápio da noite. Eu escolhi penne, carne e cenoura cozida. A salada era de camarão (argh!), abobrinha (argh!) e uma verdurinha. Tentei comer mas não consegui. Agora a sobremesa era uma torta de maçã muito gostosa.

Um longo vôo, uma eternidade. Eu tentei dormir mas não consegui muito. Graças às minhas atrapalhadas, que perdi a venda (tapa-olhos) que a Air France dá e graças às passageiras que estavam nos assentos posteriores ao meu que insistiam em manter as luzes acesas. Que ódio! Cochilei algumas vezes. Nas outras fiquei assistindo filmes que eu não havia visto no cinema como o Quantum of Solace. Teve um até interessante mas já estava na hora de aterrisar e aí foi cortado. O título original chama-se Reader. O elenco é encabeçado por Kate Winsley. Conta a história de uma agente ferroviária que tem um affair com um adolescente. No desenrolar da historia, eles se separam e lógico, anos mais tarde, se encontram. Ele já na faculdade de Direito e ela, como acusada de um crime.

O atendimento da equipe de comissários foi ótimo e mesmo eles falando em francês, eu perguntava em português e eles respondiam. Mais engraçado era ouvir a comissária francesa falando todas as instruções em português, que sotaque carregado! Às vezes, não dava para entender nada!

A chegada

Enfim, cheguei à Europa. Às 6h30 da manhã, horário de Brasília ou às 11h30, horário de Paris. Como o comandante da Air France havia dito, o dia estava chuvoso na cidade, 15ºC. Como Ana já havia me antecipado, eu tomei um susto com o Charles de Gaulle. É um aeroporto enorme. Eu tinha pouco mais de uma hora para percorrer o aeroporto até o terminal que eu pegaria o vôo para Munique e passar pela imigração francesa.

Tudo deu certo, o aeroporto é muito bem sinalizado. Foi só seguir as placas e confirmar na tabela de vôos qual o portão que eu iria embarcar. Acho que andei uns 20 minutos. No meio do caminho há a parada para a imigração. A fila é grande mas é bem rápida. Não havia fila dos rejeitados. A policial só disse “Bon jour!” e deu o esperado carimbo. Pronto! Fui andando apressada para o terminal :D!

Finalmente ao passar pelo raio X e o pórtico do terminal, o rapaz mandou eu tirar as botas! Eu perguntei o porquê e ele me deixou passar. Quando passei, o bendito aparelho apitou. E lá fui eu tirar as botas (para quê eu comprei as botas mesmo?)

Chegada em Munique

Segui a multidão, peguei a minha mochila (alivio por não ter sido extraviada) e fui direto para o banheiro tirar as botas e colocar minhas sandálias. Impressão do aeroporto Franz Joseph Strauss: limpíssimo. perto da esteira de bagagem tem um balcão com o mapa do metrô. Segui as placas com o símbolo do S-bahn e parei nas máquinas de bilhete. Tudo escrito em alemão, algo escrito em inglês mas mesmo assim tudo parecendo hieróglifo. Havia mais um turista tão perdido quanto eu. Achamos um balcão de vendas e compramos o bilhete para o centro da cidade: € 9,20.

Creio que depois de meia hora cheguei na estação central, a Haputbanhof.  Segundo o site do albergue, era para eu pegar o S-bahn e procurar a saída Bayerstrasse. E quem disse que eu achei a Bayestrasse? Peguei uma saída qualquer e observei em volta. Foi aí que eu me dei conta que eu estava perdida, num lugar estranho e sozinha. Eu estava quase entrando em pânico, quando um homem muito gentil percebeu que eu estava perdida e deu as coordenadas exatas da localização do hostel.

Clima em Munique: dia nublado, 24°C.

O albergue Wombat’s

O Wombat’s é muito próximo da estação do metrô. realmen te bem localizado. Pertinho da estação Hauptbanhof. E ratifica tudo o que eu li nas resenhas do Hostelworld. O albergue prima pela limpeza. O quarto que eu reservei é um quarto feminino com 6 camas. Estava lotado mas não houve a sensação de abarrotado porque o quarto é bem grande e tem uma mesa para quem deseja escrever. O banheiro do quarto é igualmente limpíssimo e ainda tem o chuveiro com água quente na temperatura que eu gosto: fervendo. Se todos os albergues forem como o Wombat’s, a viagem no que tange à hospedagem não terá problemas. Eles oferecem café da manhã ao custo de € 3,50. Café honesto, não tem comparação com o café das pousadas do Nordeste (fartos e deliciosos).

Além disso, tem internet wi-fi no lobby e na recepção. Ótimo. Muita gente traz laptop para cá. Outra coisa que eu percebi, é que as pessoas que chegam aqui são mochileiros de mala com rodinhas. O que seria a melhor opção se não houvesse escadas pelo caminho e se o hostel for próximo da estação, e ainda mais se tiver elevador. Este albergue tem tudo isso.

Torre de Babel

Eu sempre falo que uma das minhas maiores arrependimentos que eu tive na vida foi não aprender inglês. Estou passando um sufoco em dizer o que eu penso para os colegas de albergue.

É um aprendizado. Eu tenho colegas de quarto do Canadá, Nova Zelândia e EUA. Muito simpáticas as meninas da NZ e a do Canadá, Lilian e Jose, respectivamente. Jose é praticamente uma poliglota, além de falar o francês e o inglês, fala um pouco o espanhol e o alemão. Aprendeu na escola e na faculdade, respectivamente. Hoje foi o último dia delas. Jose irá para Fussen e Lilian para Berlim.

Ao menos, o ouvido estou treinando. A frase que mais falo sem ser o “I am from Brazil.” é o “I don’t speak english very well.” As pessoas dizem que não tem importância. De modo geral, eu tive uma primeira impressão ótima dos alemães.

Eu tive tempo de andar por aí e cair na parte principal da cidade: a Marienplatz. Praça onde fica a sede da antiga Prefeitura (Rathaus). Achei o prédio muito sujo e com a aparencia de que passou por um incêndio. Como eu já havia lido um pouco sobre Munique, eu olhei para o alto e reparei o Glockenspiel, atração turística da cidade.

Também gostei das ruas todas com muito canteiros de flores, principalmente tulipas. Do avião, deu para ver vários campos de cor amarela cítrica. Pude ver estes campos da janela do S-bahn e as flores, mais de perto, nas inúmeras barracas perto do Centro da cidade.

Munique é muito bem servida em matéria de transporte: tem o S-bahn (metrô/trem), o U-bahn (bonde) e ônibus.

Tem bastante carro, um melhor do que o outro. Até eu que não sou fissurada em carros fiquei babando com vários modelos que andam desfilando por aqui.

A primeira impressão é de que além de simpáticos, eles são irritantemente certinhos. Eles respeitam o sinal! E o sinal de pedestres! Fiquei boquiaberta. Vocês conseguem imaginar em pleno Centro do Rio de Janeiro, o sinal fechado para pedestres, sem carros a passar na rua e as pessoas na faixa de pedestres esperando calmamente o sinal para elas abrir? Eu não consigo imaginar mas aqui a coisa funciona. Impressionante. Ah e como o Adriano já havia me antecipado aqui eles comem muita carne de porco e bebem muita cerveja.

À noite, fiquei um pouco no bar do hotel com as meninas e conhecemos o Braddy, um professor australiano que tem cara de adolescente. Elas pediram cerveja com Red Bull. Adivinha o que eu pedi? coca-cola. Fui embora para o quarto porque eu estava cansada da viagem. Aproveitei e ainda antecipei este enorme post. Cochilei e acordei quando Jose entrou no quarto e eu comeceia falar em português. Diante da cara de espanto dela, eu comecei a rir e lembrei que ela era canadense! Eu e minhas atrapalhadas… Tive uma crise de riso. Acordei tarde,umas 7h30… Ia fazer o Walking tour promovido pelo hostel. Entretanto, isso é um outro post…

Quem converte não diverte

Big Mac € 5,99
Água mineral 0,5l € 1,25
Coca-cola 600ml € 1,85
Postais € 0,80


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