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Grécia e Turquia – roteiros planejado e realizado

17 dezembro 2013

Eu recebo vários e-mails pedindo a planilha de gastos da viagem à Grécia e à Turquia. Tomei coragem (e deixei a preguiça de lado, confesso) e coloquei aqui no post para ajudar.

Roteiro realizado x Roteiro planejado

Basicamente, as diferenças entre os roteiros  está relacionada a um bom tempo que dedicamos às compras em Istambul. Eu até hoje tenho um pouco de arrependimento por isso. O nosso último dia, nas proximidades da Torre Gálata compramos um lustre de cristal (bom, eu acho que é vidro mas o vendedor garantiu que é cristal! não importa o preço estava excelente quando comparado com lustres parecidos aqui no Rio.) Exageramos. Por causa disso, não conhecemos o Palácio Dolhmabace.

Istambul seria uma excelente cidade a ter um “walking tour” nos moldes de algumas cidades da Europa e América do Sul: as atrações são próximas e o lugar respira História.  Um bom exemplar do Lonely Planet Istambul ajudou bastante.

Outro ponto foi no interior da Turquia, onde seguimos o roteiro do pacote contratado em Istambul.  Eu já disse em outro post e volto a afirmar: fique umas 3 noites na Capadócia e reserve um dia para conhecer com calma o Museu a céu aberto de Goreme.

Este era o nosso roteiro planejado:

2012 Roteiro Planejado Grécia e Turquia

Os dias que deixamos para cada local foram o suficiente. Observei indo para Milos e Santorini, que muitos turistas desembarcavam na ilha de Naxos. Fiquei curiosa! Os gringos sabem de tudo. Deve ter coisa boa nesta ilha, então para quem está indo para a Grécia, vale a pena dar uma olhadinha por lá. Indico Milos principalmente para casais que querem uma praia só para eles (ainda mais na média temporada como maio e junho). E hoje, um ano e meio depois da viagem, afirmo que apesar de cansativo, deixem a Turquia por último.Fechem com chave de ouro a viagem na Capadócia.

Eis o roteiro realizado:

2012 Roteiro Realizado Grécia e Turquia

Com a novela, a Turquia ficou em evidência. Para quem não conhece, vou avisando que tem um monte de exageros. O personagem do Thiago Abravanel ia e voltava de Istambul para Capadócia como se fosse a ponte aérea Rio – São Paulo. Não é assim, não gente! E a tal capela de São Jorge? Houve um capítulo da novela em que o Theo foi a capela de São Jorge na Capadócia. Eu não vi este capítulo, mas uma das meninas que foi comigo para Turquia viu e me perguntou. Eu fiquei encafifada. Eu pesquiso a fundo sobre os lugares que eu vou antes de viajar e não lembro de ter lido nada sobre existir uma capela de São Jorge na região. De fato, nós não vimos nenhuma referência clara a São Jorge na Capadócia. O que vimos foi um afresco do santo na caverna/igreja Snake Church.

Um outro motivo para ir à Turquia é o turismo religioso. Aqui estão as ruínas das sete igrejas mencionadas pelo apóstolo João no livro de Apocalipse. A região da Capadócia foi onde morou os primeiros cristãos e ainda tem a Casa da Virgem Maria, próximo a Selçuk, ponto de peregrinação católica.

Eu fiz o passeio de balão e foi uma das melhores lembranças de viagem que tenho guardadas na memória. Agora, não sei se o seguro oferecido pelo cartão de crédito cobriria as despesas médicas em caso de acidente como aconteceu com alguns brasileiros meses atrás. Então, pesquise bastante sobre isso.

Se você é negro(a), prepare-se para ser uma espécie de pop-star em Istambul! Várias pessoas vão querer tirar uma foto sua (uma mãe pediu encarecidamente para eu tirar uma foto com seus filhos!). Os vendedores não vão te deixar em paz. É um tal de Michele Obama para lá, Eddie Murphy pra cá.

O que dizer de Paris? Era a minha segunda vez e fiquei um pouco decepcionada com a sujeira da cidade. Não consegui ver o encantamento da primeira visita. Então, eu acho que se você vier para a Turquia e se o seu voo não for pela Turkish e ainda se você quiser fazer o stop-over, faça no começo da viagem. Ou melhor, nem faça porque na minha opinião, as outras cidades européias não combinam com Istambul.

O relato da viagem

Assim que cheguei de viagem, postei um relato no site Mochileiros.com. Clique aqui para ler.

Planilha de custos para download

A planilha para download é a mesma que disponibilizei no site Mochileiros.com. Clique aqui para fazer o download da planilha Grécia e Turquia com stop-over em Paris (2012).

Planejando a viagem

Se você quer saber mais sobre como planejei o roteiro para os dois países, leia os posts:

Planejando uma viagem para Grécia e Turquia – parte 1

Planejando uma viagem para Grécia e Turquia – parte 2

Planejando uma viagem para Grécia e Turquia – o roteiro ideal

Clique aqui para ler todos os posts sobre a Grécia.


Bolívia, Peru e Chile – roteiro realizado

25 junho 2011

O roteiro realizado foi bem diferente do planejado graças aos imprevistos.  Primeiro, tivemos problemas com a Gol. Tudo por causa de uma infeliz frase do comandante que criou pânico entre os passageiros.  Perdemos um bom tempo no Galeão. Tínhamos uma conexão em Guarulhos a fazer. Perdemos!  Com isso tivemos que ficar mais dois dias em São Paulo, esperando o próximo voo. Isso mudaria nossos planos, teríamos que cortar algumas cidades…

 roteiro planejado vs. roteiro realizado

Chegamos em Santa Cruz, fizemos o câmbio a uma cotação péssima mas o suficiente para sobrevivência do dia.  Conseguimos comprar a passagem para La Paz pela BOA já na abertura do balcão. Em uma hora estávamos em La Paz no ótimo hotel Cordillera Real.

Em La Paz, sofri muito com os efeitos da altitude e passei o primeiro dia na cidade descansando.  Consegui fazer todos os passeios a minha maneira: como não aprendi a andar de bicicleta, acompanhei o downhill em Coroico no carro dos guias.  Não aguentei a altitude do Chacaltaya e preferi esperar o grupo no ponto de parada. Depois desisti de  seguir para o segundo passeio, que era o Vale de la Luna, o que fez com que eu conhecesse o restaurante Don Gus, com comida boa, sem muito condimento e segura.  Outro imprevisto: estava tendo um protesto na fronteira Bolívia – Peru.  Algo a ver com a construção de uma mina de ouro por uma empresa canadense.  A fronteira estava fechada há uma semana e não havia indícios de que os protestos iriam terminar.

No quarto dia já aclimatada, saímos para Copacabana.  A vista do lago Titicaca é linda! Não subi o Cerro Calvário. As escadas me amedrontaram. Ficamos pela cidadezinha.  Tivemos uma noite de muito frio no hotel. O No dia seguinte, fomos à Isla del Sol e fizemos um trekking de cinco horas cruzando a ilha.  Neste dia percebemos o quanto estávamos mal condicionadas fisicamente. Muita gente nos passou! Até idosos! Uma vergonha pra esta sedentária que vos escreve. Decidimos não dormir na ilha e esta escolha foi mais do que acertada.

Com a fronteira ainda fechada, não houve outra opção para chegar ao Peru a não ser  cruzar o Titicaca de barco. Pagamos uma fortuna por uma viagem de nove horas!  Nos sentimos umas clandestinas pois saímos cedo de Copa, carimbamos nossos passaportes na Aduana Boliviana e durante todo o trajeto de barco, estávamos ilegais. Havia muita gente esperando barcos para ir ao Peru.

Chegamos quase à noitinha em Puno e a primeira coisa que eu percebi é que o Titicaca ali era poluído. Que diferença da Bolívia! Fomos recebidos por um senhor que levou os turistas até o posto de imigração. Ruas desertas, depois muita confusão com passeatas e residentes jogando pedras.  Entramos na Imigração, que logo fechou as portas. Depois compramos as passagens para Cusco.  É, Puno e as islas Flotantes de Uros ficarão para uma próxima oportunidade.

Às cinco da madruga chegamos em Cusco e aí meu péssimo sexto sentido para hospedagens se confirmou. Na rodoviária, algumas pessoas oferecem hospedagem. Eu recusei todas.  Acabamos ficando num lugar horrível, só para dormir.  Já pela manhã, saímos a procurar hotéis nos arredores da Plaza de Armas e achamos o incrível Waytaq.  Hotel novinho em folha, foi um prêmio para nós!

Cusco foi a cidade mais bonita da viagem sem sombra de dúvidas.  Totalmente voltada para o turismo. De todas as idades e de todos os bolsos.  Fechamos um pacote com todos os passeios. Adorei ter conhecido Saqsaywaman e Pisaq.  Eu até agora me pergunto como os incas fizeram tudo aquilo, sem programas avançados de computador, sem ferramentas e noções de cálculo. Que civilização avançada! Pena que foram dizimados pelos espanhóis. Todo o conhecimento foi com eles.  A cereja do bolo foi subir ao Wayna Picchu e ter a visão do alto da cidade perdida (obrigada, Ana por ter insistido!)

Cortamos Lima, Ica e Nazca do roteiro por conta do atraso da Gol. Iríamos para Arequipa, a cidade branca.  Para chegar a Arequipa, teríamos que passar pela fronteira e os protestos não haviam terminado.  Então, seguindo o conselho da Oficina de Turismo, compramos uma passagem aérea para Arequipa pela Lan Peru. Durante o voo, fiquei indignada que nem ao menos ofereceram água e olha que o preço da passagem foi uma pequena fortuna!

Chegamos em Arequipa, novamente várias pessoas oferecendo hotéis. Recusei todas. Pegamos um táxi e o taxista nos levou a três hotéis.  Acabei escolhendo o hotel que havia oferecido no aeroporto e mais caro.  Lógico que minha amiga quis me matar! Ela conseguiu o mesmo preço.  Fechamos os passeios: rafting no rio Chili e Tour Cañón del Colca.

De Arequipa fomos à Tacna de ônibus pela Cruz del Sur. Serviço excelente! Nem sentimos a viagem de cinco horas demorar.  Há rodomoça e bingo valendo uma passagem grátis.  De Tacna pegamos um ônibus para Arica. Engraçado como a paisagem muda.  As estradas chilenas são bem melhores. As casas são diferentes.   Algumas pessoas foram barradas na imigração chilena. Ao chegar na rodoviária, fizemos o câmbio para pesos chilenos e compramso a passagem para Calama e de lá para San Pedro de Atacama.

A viagem noturna para Calama foi desagradável graças às duas paradas para revistas de bagagens.  Chegamos em Calama cedo e lá compramos as passagens para San Pedro.  Quando chegamos em San Pedro, um susto: a cidade parece ter saído do Velho Oeste!

Fechamos o passeio do Salar com a Cordillera.  Sofremos como nunca com o frio. Eu não desejo este frio para ninguém. Sempre saem dois carros, os motoristas eram muy buena onda e as paisagens incríveis.  Chegamos a Uyuni querendo antecipar a volta para o Brasil mas não conseguimos uma internet decente e nem nos fazer entender quando ligamos para o aeroporto de Santa Cruz.

Compramos uma passagem Uyuni – La Paz de ônibus.  Que viagem longa! Ficamos novamente no mesmo hotel do início da viagem e agora sim eu percebi como estava aclimatada: subia as ladeiras de La Paz sem botar a língua pra fora!  Compramos a passagem para Santa Cruz, novamente pela Boa.

Chegamos em Santa Cruz no domingo e lá a diversão principal é passear na praça.  Foi o que fizemos. Achamos Santa Cruz com muito mais cara de capital que La Paz.  Ficamos impressionadas com a frota de carros, todos muito novos e muito importados.  Depois, na volta ao Brasil descobri o porquê.

A viagem foi muito cansativa mas foi inesquecível pelos passeios e pelas paisagens incríveis que não sairão da memória. Desarmem-se do preconceito e conheçam os nossos vizinhos!

 

 


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