Impressões sobre Munique

23 maio 2009

Munique conquistou-me pelos detalhes. São as praças floridas lembrando que estamos na primavera. As fontes, os portões, a elegância dos homens com seus sobretudos e das mulheres com inúmeras maneiras de se colocar um cachecol, as esculturas de leões espalhadas por toda a parte, os sanfoneiros tocando nas esquinas músicas clássicas conhecidas, carros de bebê nas praças e nas estações do metrô, crianças e adolescentes sempre presentes nos museus e galerias de arte.

A cidade tem seu charme. Sem falar na graciosidade das placas de identificação de ruas, dos bueiros, do estacionamento para cachorros, etc.

As varandas e sacadas têm sempre um jardim com flores, alegrando o ambiente.

Nos primeiros dias, eu havia pego uma certa implicância com a cidade, pois tudo aqui é automatizado. Quer comprar passagens? Use o caixa automático nas estações.  Quer enviar uma carta simples? Use o caixa automático. Quer estacionar o carro numa via pública? Use o caixa automático. Até para comprar cigarros e doces (eu vi isto próximo a Fussen) você usa a máquina! Eu considerava no início uma espécie de devorador de empregos.

Hoje, já vejo diferente. Isto é praticidade.  Já pensou, se livrar dos flanelinhas?

Os táxis em sua maioria são BMW.  Não sei dizer se são modelos novos ou velhos, mas é chique ver o símbolo da empresa no capô dos carros.

Se há uma outra palavra que eu poderia descrevê-la seria confiança. Dificil de acreditar que o sistema a base de confiança funciona. Não existem bancas de jornais. O mais frequente é um balcão pequeno com jornais. Você deposita a moeda correspondente o valor do jornal e o leva consigo.

Você compra bilhetes de trem mas não tem roletas nem cobradores do ônibus que indicam que você tem que pagar a passagem. Nas seis noites que estive por lá, em nenhum momento vi o cobrador que todos falam que existe.

Você acha que isso funcionaria no Brasil, onde o que impera é a “lei de Gérson”?  Pois é, aqui isso é normal.  Questão de cultura.

Os caixas eletrônicos para saques em dinheiro, os “Gendautomat”, não ficam dentro de uma cabine, como nos bancos 24 horas aqui.  Eles ficam expostos, na rua.  Demorei a me acostumar com isso.

Pontualidade e eficiência nos transportes

O transporte é excelente. Uma cidade com uma abrangente rede de trem, metrôs, bonde e ônibus. Nas estações e nas paradas de ônibus há um painel que indica quanto tempo falta para chegar a próxima condução. Nos pontos também há a indicação dos minutos em que o ônibus ou bonde passa no local.

Nos balcões dos aeroportos você encontra o mapa do metrô. Antes mesmo de pegar minha mala, já dei de cara com o tal balcão. O melhor é que é gratuito. Impressionante como a coisa funciona.

A cidade é muito limpa. As pessoas respeitam o sinal de trânsito. Inclusive pedestres. Mesmo que esteja chovendo e sem passar um único carro na rua, se o sinal estiver vermelho para os pedestres, pode ter certeza que os cidadões de Munique não atravessarão. O pobre turista, eletrizado como eu, fica boquiaberto e se sente intimidado a respeitar e seguir o comportamento geral.

A cidade em si é limpíssima. Os trens e as estações são um reflexo da cidade. Não se vê pixações.

Aqui tudo acaba em cerveja. Nada é em porções pequenas. Refrigerantes a quantidade mínima é meio litro. Assim como a cerveja. Aqui não vejo ninguém tomando cerveja de garrafa. Proliferam restaurantes italianos e turcos com os famosos kebabs, prato número 1 de mochileiro com bolso vazio. Tem até Mac Donald’s mas nada tão bávaro que comer um pão com linguiça picante da Baviera. E, para quem gosta, tomar uma cerveja nas Biergarten da cidade.  Lembre-se de verificar se tem a castanheira. Caso seja não tenha, se for um estabelecimento fechado, o nome é bierhaus.

Eu gostei do passear da Karlplatz até a Marienplatz, das lendas da Fraeunkirche e de a cidade ter proporcionado o melhor passeio até então: conhecer o Castelo de Neuschwanstein e sua história de conto de fadas.

Sinto muitas saudades de Munique. Volto o mais breve que puder!


2 Comentários

  1. Maria Luiza disse:

    Olá!!
    Sua companheira de leitura de blog está aqui!! Seu sobrinho está cada vez mais levado, grande e forte. Quarta-feira ficou no “tapetinho do pensamento”na escola, pois mordeu o dedo de uma coleguinha…
    Agora está vendo o DVD do Barney, quieto, pelo menos.
    Bem, a primavera na europa é linda! Não sabia dizer de onde vinham tantas flores. As cidades ficam mais alegres o sol começa a brilhar e as pessoas amam essa sensação de calor e luz…
    Vc repareou bem essa questão da automatização de serviços. Realmente dá essa idéia de desemprego, contudo isso só acontece na nossa cultura, para eles é ordem, eficiência e servir bem. Se tivéssemos a metade desses serviços, estaríamos bem! Amiga, tudo é educação, formação, isso gera a ordem, controla o caos. Não é difícil. É o momento que nos odiamos por uma cultura tão cheia de atrasos, coisinhas pequenas…aproveite! As fotos estão boas. Vc não me respondeu se está se alimentando direitinho kkkkkkk
    Bj,
    Maria Luiza e Chicão

    • Pat disse:

      Eu fico imaginando a cara que o Francisco fez quando ele foi para o tapetinho…. Quanto à alimentação, depois que eu descobri uma espécie de bolo de carne e as linguiças alemãs, eu comia sempre isso. Teve um dia que eu comi espaguete a bolonhesa. Aqui em Londres, no mercado perto do albergue eu comprei hoje frango empanado e salada. Tudo custou 6 libras. A salada já tinha pedaços de frango, então eu comprei o frango empanado à toa. Enfim, acho que não vou esvaziar meus bolsos assim, pelo menos no que tange à alimentação.

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