Plaza de Mayo, Avenida de Mayo, Congreso, livraria El Ateneo e Puerto Madero

4 abril 2011

Cenários de pura História: Plaza de Mayo,  Avenida de Mayo e Plaza de Congreso

Novamente a Plaza de Mayo, desta vez em uma segunda-feira.  Nota-se logo a diferença: os turistas com suas câmeras na mão agora estão acompanhados do vai-e-vem das pessoas apressadas.  Ao redor da Plaza de Mayo, além da Casa Rosada, estão o Cabildo, o Banco de La Nación e a Catedral Metropolitana.  Na última estão os restos mortais do General San Martín, considerado o libertador da Argentina.

De lá, seguimos pela Avenida de Mayo, que foi  palco de manifestações da história argentina.  A  avenida é o elo de ligação entre a Plaza de Mayo a Plaza de Congreso.  É conhecida por seus cafés, restaurantes e edifícios antigos.  O mais antigo café da cidade, o Café Tortoni, está lá.  Paramos para tomar um cafezinho.  No Café Tortoni, há uma sala para shows de tango e ao fundo do café, três estátuas de cera de ilustres frequentadores:  Jorge Luís Borges, Carlos Gardel e Alfonsina Storni.  Ao lado, no segundo andar, o museu do Tango. 

Ao longo da Avenida de Mayo está a linha A do metrô  (aqui chamado de SUBTE).  A linha A do metrô portenho é a linha mais antiga da América Latina. Até hoje circulam carros com bancos de madeira.  A avenida cruza com a Avenida 9 de Julio, considerada a avenida mais larga do mundo.  É lá que está o Obelisco, um dos cartões-postais da cidade.

Andamos tão devagar, reparando nos detalhes que quando mal percebemos já estávamos na Plaza de Congreso.

Plaza del Congreso

Na Plaza del Congreso, os destaques além do óbvio Congresso Nacional são a Fonte Monumental e a réplica da estátua “O Pensador”, de Auguste Rodin.  Praticamente, ao lado do Congresso, o edifício da Confitería Molina.  Uma pena que esteja abandonado, merecia uma reforma!

Seguimos a Av. Callao até chegar na calle Santa Fé, onde está a livraria El Ateneo Gran Esplendid.

A livraria El Ateneo Gran Esplendid

A livraria é considerada a 2a.  mais bonita do mundo.  Não é  à toa.   Tiramos dezenas de fotos e eu fiquei procurando algum guia de viagens com preço convidativo para levar. Porém não foi desta vez.  Visitei também o subsolo onde há um setor destinado ao público infantil.  De lá andamos até a estação do SUBTE  e seguimos para Plaza de Mayo. Destino: Bairro Puerto Madero.

El Ateneo é considerada a 2a. livraria mais bonita do mundo

Puerto Madero

Foi o lugar que mais gostei de Buenos Aires da primeira vez que eu vim. O bairro portuário moderno é um charme.  Nada como reservar uma tarde para passear por lá e comer em um de seus restaurantes do chamado pólo gastronômico.  Há uma certa polêmica nos Mochileiros.com com algumas pessoas dizendo que são restaurantes para turistas.  Bom, na minha humilde opinião, eu sou turista, o preço é bom, a comida é boa então para que recusar?  Almoçamos no Bahia Madero: bife de chorizo 400g recheado com bacon, tomate e catupiry.  Uma diliça! Depois de almoçarmos, demos a gorjeta para o garçom.  Acho que foi 15 pesos.  Eu fiquei meio encafifada se demos a gorjeta certa ou não.  O hábito de dar gorjetas é difícil de criar.  Eu prefiro o modo brasileiro que já vem embutido na conta, apesar de a gente não ter certeza se realmente vai para o bolso do garçom. Na Argentina é diferente, a gorjeta (propina em espanhol) é separada e não dar gorjeta significa que você não gostou do serviçoFomos embora mas logo depois, a consciência pesou pois lembramos que no Brasil é 10%. Além do mais, fomos bem atendidas.  Voltamos e inteiramos para que desse 27 pesos de gorjeta (havíamos dado 15 pesos). A minha amiga disse que o garçom abriu o maior sorriso e agradeceu enormemente. Está bom, não? Fizemos alguém feliz hoje.

De lá, observamos os vários guindastes do bairro, a corveta Uruguay, a Fragata Sarmiento e a Puente de las Mujeres.  Quando resolvemos nos armar para fotografar, o que acontece? A lei de Murphy imperou.  A bateria da minha câmera descarregou e o cartão de memória da minha amiga estava lotado.  Voltamos para o hotel para descarregar fotos e carregar a bateria e à noite,  passaríamos na Casa Rosada e em Puerto Madero para ver como são os lugares iluminados.

Casa Rosada e Puerto Madero à noite

Caminhamos até a Plaza de Mayo. Quando fizemos a visita guiada, havíamos percebido os papéis sobre os spots que iluminam o edifício.  Quando vimos in loco, ficamos decepcionadas.  A iluminação da Casa Rosada é muito “over”!  Ele sobrecarregaram em vários tons de rosa, não correspondendo com a realidade nenhum pouco.   A pé também fomos até Puerto Madero (que caminho perigoso tomamos!) e talvez por ser segunda-feira, achamos tão vazio o bairro! Ficamos só um pouco e fomos embora.  Reparamos que Buenos Aires carece de iluminação.  Na volta, encontramos uma argentina figuraça que disse que é apaixonada pelos brasileiros. Ficamos um bom tempo conversando até que eu tomei por iniciativa a despedida já que passavem das dez horas e a calle Florida estava deserta.

Casa Rosada à noite

Quem converte, não diverte

Café expresso no Café Tortoni: ARS 10,00
SUBTE: ARS 1,10
Almoço – restaurante Bahia Madero: ARS 120,00
Locutório: ARS 13,50

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