Palermos e seus parques

5 abril 2011

Pegamos o ônibus 10.  Foi a nossa primeira experiência nos ônibus portenhos.  De maneira geral, os ônibus são antigos e diferente do que acontece aqui, os motoristas são exclusivamente motoristas.  A passagem é paga somente com moedas. Você diz ao motorista para onde quer ir.  Deposita as moedas na máquina e ela te fornece o troco, caso haja um e o bilhete informando data, linha e valor do bilhete.

Avisamos ao motorista que queríamos ir ao Jardín Japonés.  O motorista foi supergentil. Não só parou no ponto mais próximo como nos ensinou qual o caminho seguir.  O melhor de tudo: o ponto de parada é em frente ao Museo Evita.

Museu Evita

Entrar no museu Evita e conhecer um pouco da sua história é enriquecedor. Tem revistas, jornais, livretos,vídeos e exposições que retratam o período de Eva atriz e Eva primeira-dama. Ressaltam o empenho da mesma na área social e no movimento feminista. Gostei da sala que mostra alguns vestidos e sapatos que usou. O mais emocionante porém triste foi ver o vídeo que relata sobre momentos distintos: seu pronunciamento informando a desistência de sua candidatura a vice-presidência, a sua morte, a gravação de sua irmã falando do choque ao ver Eva morta e o funeral, que parou o país.

Saímos de lá sabendo um pouco mais da história sobre esta mulher tão idolatrada por aqui e seguimos para o jardim japonês.

Jardin Japonés

É um lugar muito agradável.  Eu que nunca tinha vista um, gostei.  Da paisagem, da ponte vermelha e dos peixes.   Passamos um bom tempo lá, fotografando.  Conhecemos um casal simpático de Brasília que veio para o show do U2.  Eles nos aconselharam a assistir ao show de tango do Esquina Carlos Gardel.  Dica anotada.  Quando saímos de lá, quis tirar uma foto da entrada do jardim e eis que um taxista se ofereceu para tirar fotos de nós duas.  Nós, cariocas neuróticas, ressabiadas, deixamos. Incrível que pensamos a mesma coisa: “Esse argentino vai correr e levar nossas câmeras.” Que nada! O taxista ainda sugeriu algumas poses para fotos.  Uma figura!  Deu-nos um cartão e se apresentou dizendo que seu nome é Hugo mas preferia ser chamado pelo sobrenome porque Hugo no Brasil significava vômito (ele fez o gesto).  Achei engraçado.

O cenário mais fotografado do Jardim Japonês

 

Da esquerda para direita: (1), (2) e (3) Jardim Japonês; (4)  Planetário Galileu Galilei

O  planetário, o parque Tres de Febrero e o Rosedal

Orientando-nos pelo mapa, fomos ao Planetário.  Infelizmente, estava fechado para obras.  Então, seguimos para o parque Tres de Febrero.   Nesse momento, demoramos um pouco a identificar onde está o parque.  Mesmo olhando as placas com os nomes das ruas. Quando estávamos indo para o caminho o contrário chamou-nos atenção o cheiro de rosas.  E atraídas conseguimos achar o parque.

Dia de sol, pessoas passeando de bicicleta e patins, tomando banho de sol.  Ah, gostamos daqui! Tem até passeio de pedalinho.  Este lugar altamente fotogênico tem um lugar só de plantio de rosas chamado “Rosedal”.  Encantador!  Descobri que há uma rosa com o meu nome: a rosa inglesa chamada “Pat Austin”.  “Me senti!” rs rs rs

O parque é bem policiado.  Sempre ouvimos apitos de guardas alertando para algum ato não apropriado como turistas pisando em locais não permitidos.  O parque também é usado como cenário de ensaios fotográficos.  De fato, o parque é muito bonito.  Ficamos tanto tempo lá que nem nos demos conta que já passava das 16:00!

Parque Tres de Febrero e o Rosedal

 Palermo Soho e Palermo Hollywood

Com o meu mapa, fomos em direção a Plaza Itália e depois seguimos rumo a Palermo Soho para almoçar, se é que haveria algum restaurante aberto a esta hora.  Paramos para beber algo.  Eu até comprei uma água mas eu não aguento beber a água portenha. É muito salgada!  Difícil foi achar um lugar que vendesse água sem sódio.  Outra coisa, os preços.  Muito mais barato que na calle Florida.   Fomos até o pólo gastronômico de Palermo Hollywood mas nada me atraiu.  Já estava cansada de andar, então eu lembrei do Cluny.  Eu havia pesquisado dicas de restaurantes legais para comer. Um deles, bem recomendado pelo Destemperados, é o Cluny. Voltamos ao Palermo Soho e chegando ao restaurante, pedimos algo para lanchar.  O almoço é servido até as 15:00.  Eu pedi uma salada Caesar e  um suco de laranja.  A minha amiga, baguete de salmão com limonada suíça.  Aprovados e com louvor.  Decidimos que voltaríamos ao Cluny um dia desses exclusivamente para jantar.

Salada Caesar do restaurante Cluny

Para voltar ao Centro, andamos até a Plaza Italia e pegamos o SUBTE até Florida e depois Retiro, a mais próxima do hotel.  Acabamos passando na Florida para comprar água no quiosque e conhecemos uma brasileira de Goiânia que tem uma loja de roupas, na Florida mesmo.  Boas roupas e com bons preços.  Porém, nada compramos.  Contamos como estava sendo a viagem e falamos sobre as diferenças na alimentação dos dois países. Reclamamos da falta de sal na comida e do péssimo hábito portenho de fumar e jogar a fumaça na cara dos outros! Ela nos explicou que há uma lei que impede os restaurantes de pôr sal na comida.  E que já há leis proibindo fumo em lugares fechados. Ela disse que sente falta do xarope de guaraná e feijão e ainda pediu para trazermos da próxima vez que estivermos em Bs As.  Nos despedimos porque estávamos cansadas deste dia que por enquanto foi o melhor dia da viagem.

Quem converte, não diverte

Entrada Museo Evita: ARS 15,00
Entrada Jardín Japonés: ARS 8,00
Lanche da tarde – restaurante Cluny: ARS 70,00

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